história



A independência, na sala de aula

Foto AbreNa semana em que se comemora o dia da independência do Brasil, a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, preparou um projeto de aula especial que fez os estudantes refletiram sobre a evolução do nosso país.

“A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, pois marca o fim do domínio português e a conquista de uma possível autonomia política. O tema já faz parte da grade curricular de ensino, desta forma, além de abordá-lo como conteúdo programático realizei uma série de propostas que fizeram as crianças pesquisarem sobre estes 193 anos da proclamação da independência”, destaca Adriana.

Para começar a atividade, a professora fez alguns questionamos para turma, a exemplo: A independência é resultado de um acontecimento de um único dia? Ela pode ser sinônimo de liberdade? Se Dom Pedro não a tivesse proclamado, outros fariam?. Divididos em grupos, os alunos discutiram a respeito do tema e registram as opiniões nos cadernos. “Ao se declarar independente, acredito que o Brasil não se tornou um país livre, porque contraiu uma grande dívida com a Inglaterra, com isso continuou dependendo da Europa e quem passou a governar o nossas terras foi o filho de rei de Portugal, então pouca coisa foi mudada”, enfatiza o estudante Vinícius Barboza Tezolin.

No momento seguinte, as crianças foram convidadas a fazer um debate coletivo no qual cada uma expôs de forma oral seu ponto de vista. “Não podemos dizer que somos um país livre assim como foi dito naquela época, pois as pessoas menos favorecidas não tiveram mudanças em sua vida. Hoje, mesmo o Brasil sendo um país independente, as classes mais pobres continua dependendo de serviços do governo como o Bolsa Família, é como se eles devessem um favor para a presidência”, comenta a aluna Karolayne Cristina Alves.

A estudante Melissa Barbosa Firmino dos Santos acrescenta que naquela época a população lutava por liberdade e que hoje ainda não é muito diferente. Porém mudaram os ideais, atualmente as pessoas lutam para ter uma educação de qualidade, direito à moradia e proteção à violência.

“Acredito que o principal papel da escola na atualidade é formar cidadãos críticos e conscientes mediante a realidade onde estão inseridos. Através dessa reflexão com meus alunos consegui que pensassem sobre o real significado da palavra ‘independência’ e como isso vem sendo aplicado na prática durante todos esses anos registrados na história do nosso povo. E isso não consegui sozinha, o programa O Diário na Escola possui grande contribuição nesse processo, pois devido a utilização do jornal em sala de aula e as formações oferecidas a nós, educadores, estamos realizando um trabalho de compreensão e interpretação muito mais significativo com nossas crianças”, ressalta a professora Adriana.

 

 

PRÁTICA

Professor, aproveite o tema e proponha aos alunos a confecção de um chapéu e uma espada de papel. Para iniciar, apresente uma folha de jornal usado e pergunte:

– O que é isto?

– Para que ela serve?

– Depois que a lemos o jornal o como podemos reaproveitá-lo?

– Vocês já fizeram dobraduras?

– Quem gostaria de ter um chapéu e uma espada de papel?

Depois dos materiais prontos, é possível encenar com as crianças um mini teatro representando o momento em que Dom Pedro declarou a independência.

Comente aqui


Agricultura no currículo escolar

Foto AbreEm Cruzeiro do Sul muitos dos moradores vieram das vilas rurais para a cidade, e viveram ou ainda se sustentam da agricultura da região. Pensando nisso, o professor Diego Paulo Ambrozio que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, desenvolveu com seus alunos um projeto a partir do tema: “As coisas que ligam o campo e a cidade, e o nosso papel para melhorar o mundo”.

A notícia publicada em O Diário com a manchete “Colheita soma 3% da área de plantio. Em 2014, eram 50%” foi usada como base de informação para a realização do trabalho.  “Coincidiu que estávamos passando por um período de muita chuva, comprometendo assim a colheita do milho safrinha, trabalhamos a estrutura notícia, bem como a diferenciação do lide e manchete e em seguida algumas questões interpretativas”, conta Diego.

Ao terminar a atividade, o professor observou que muitos alunos não se atentam para a origem dos produtos, então as crianças assistiram a um vídeo que apresenta itens feitos com o grão do milho. “Foi escolhido o milho por estar em destaque nos jornais e por ser a principal matéria-prima de vários pratos típicos brasileiros, como canjica, cuscus, polenta, mingau, pamonha, bolos, pipoca ou simplesmente, o milho cozido”, relata.

Na proposta de ir ao campo, a escola recebeu o apoio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, que cedeu o espaço do Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal e toda a sua estrutura para que os estudantes pudessem ir até lá, fazer um piquenique com alimentos derivados do milho e, por fim, semear o grão. “Essa etapa contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, pois enriqueceu o conhecimento dos alunos com relação à agricultura e aproximou todo o processo de cultivo pra dentro da sala de aula, buscando valorizar esse grão como também outros cultivados em nossa região, que subsidiam a alimentação e cultura”, destaca o professor.

A aluna Heloísa Fernanda Silva ressalta que foi uma experiência maravilhosa. “Aprendemos mais sobre a colheita do milho e tivemos a oportunidade de reconhecer a importância do campo para a cidade.”

Observando nas crianças a falta de conhecimento sobre o modo de vida rural de anos atrás, a diretora da escola, Marcia Cristina Juliani Correia foi convidada para contribuir e compartilhar um relato de como foi sua vida no campo, desde o trabalho na agricultura até a convivência com a família.

Dando sequência as etapas planejadas, foi solicitado que os alunos trouxessem fotos antigas. “Com as imagens fizemos uma roda de diálogo onde todos os alunos tiveram a oportunidade de mostrar suas fotos e relatar alguma história vivida que puderam relembrar”, disse Diego.

As crianças realizaram também entrevistas com pessoas mais velhas da família ou da comunidade, para mais tarde transformar essas informações em um relato de memórias.

A expectativa do professor é que os alunos possam compreender que o campo é de grande importância para a cidade. Percebendo isso, conservar a saúde e preservar o meio ambiente, mudando seus hábitos, costumes e valores quanto ao modo de consumo.

“Para finalizar a atividade os estudantes produziram um mural com todas as lembranças e, em seguida, comentaram sobre a importância da família e do diálogo com as pessoas mais velhas, sempre respeitando o passado e história de vida de cada um”, conclui Diego.

Comente aqui


Comunicação é meio de estudo

A comunicação está mais presente na vida em sociedade do que imaginamos. Além de todos os veículos midiáticos existentes, como o jornal e a televisão, por exemplo, dar uma aula, assistir a um filme, ler um livro ou receber uma revista em casa pelo correio são atos de troca de informação. Acreditando que estruturas comunicativas como essas fazem parte da cultura contemporânea e não podem ser ignoradas pela escola, a professora da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, Maria Fernanda de Souza Torrente preparou uma aula sobre a importância e a evolução dos meios de comunicação em nossas vidas.

Foto AbrePara iniciar a proposta, Maria Fernanda apresentou aos seus alunos do quarto ano o texto “O que é comunicação”, no qual foi relatada a evolução dos meios e formas de se transmitir ou trocar informações. A estudante, Giovana Vitória de Souza Mazzi conta que depois da leitura do texto eles ainda pesquisaram os diferentes tipos de comunicação para estudar o assunto com maior profundidade.

Em seguida, para valorizar o material que as crianças têm contato todas as semanas, os estudantes foram instigados a lerem as notícias publicadas no Diário do Norte do Paraná e selecionar uma das matérias que mais despertasse a atenção deles. “A professora fez um varal de informações com todas as páginas do jornal e explicou cada uma das editorias. Gostei muito dessa parte, pois percebi que têm colunas interessantes no impresso que eu ainda não tinha prestado atenção”, ressalta Giovana.

Na etapa seguinte, os estudantes produziram cartazes informativos sobre os conteúdos publicados em cada uma das páginas do Diário, e deixaram em exposição nos corredores da escola para que toda a comunidade tenha acesso a um tema de tanta importância. “O foco do trabalho foi proporcionar a atualização constante do que é notícia, desenvolver o senso crítico e despertar o pensamento de tentar solucionar os problemas que nos rodeiam”, enfatiza, Maria Fernanda.

A professora relata que depois da realização dessa proposta, a motivação para folhear as páginas do jornal cresceu bastante entre a turma, assim como o interesse e a curiosidade pela leitura. “É muito gratificante perceber que uma atividade teve bons resultados entre os alunos, desta forma é possível inibir a indisciplina e desmotivação.”

 

 

Interpretando a notícia

Proponha aos alunos uma atividade coletiva. Peça que leiam as páginas do Diário e escolham uma notícia que achem interessante para contar na classe. Depois, solicite a montagem de um painel com textos e imagens sobre os acontecimentos relatados.

No momento da exposição oral, aproveite para estimular a reflexão sobre o fato noticiado e faça perguntas como:

“Por que será que isso aconteceu?”

“Que consequências terá esse fato?”

“O que você entendeu dessa notícia?”

“O que podemos fazer para ajudar?”

Liste as soluções encontradas pelas crianças para o problema evidenciado no jornal. Exponha estas soluções juntamente com o painel confeccionado pelos alunos. No momento de socialização do painel converse com eles sobre o meio de comunicação utilizado na atividade. Isso fará com que eles conheçam melhor o material que estão trabalhando e ainda tenham criticidade sob as notícias publicadas diariamente.

Comente aqui


Jornal Escolar – Eu fiz!

capa  - jornal escolarPara um bom resultado, nada melhor do que um trabalho em equipe, não é mesmo? E foi assim que se desenvolveu o “Gazeta Geraldo Meneghetti”. O jornal escolar da instituição que teve duas edições e contou com a participação de toda a equipe e alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

Durante a preparação do jornal, os estudantes da Escola Municipal Pioneiro Geraldo Meneghetti tiveram contato com jornais impressos e online, produziram notícias em relação às atividades realizadas na escola, criaram tirinhas e ainda entrevistaram a pedagoga da instituição e uma moradora antiga do bairro, para conhecer um pouco mais sobre a história da vizinhança.

A professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Marizeti Campos conta que as crianças também foram a campo. A dengue, que era um problema sério da região em que a escola é situada, deixava todos preocupados. Para tentar conscientizar a população, os alunos foram às casas próximas à escola e informaram os moradores sobre os cuidados que se deve ter para que o mosquito transmissor não se prolifere. Para finalizar a atividade, os estudantes escreveram uma reportagem sobre este projeto.

A segunda edição do “Gazeta Geraldo Meneghetti” foi temática. Os conteúdos tiveram como assunto o Folclore, e cada turma trabalhou um conteúdo diferente. O primeiro ano estudou sobre as cantigas de roda, o segundo com as fábulas, o terceiro as lendas, o quarto as parlendas e adivinhas, e o quinto ano com as manifestações culturais. Com o desafio de transformar todos esses conteúdos curriculares, em notícia.

“Para que tivessem uma participação efetiva durante a produção do jornal escolar, os alunos das séries iniciais produziram conteúdos que foram corrigidos e editados por estudantes das séries finais do fundamental. Assim, todos puderam contribuir para o sucesso do trabalho”, destaca Marizeti.

 

RESULTADO

Confira o poema que a aluna Letícia Eduarda fez para uma das páginas do “Gazeta Geraldo Meneghetti” e, assim, levar cultura aos leitores.

 

O LUGAR ONDE VIVO

Chegando da escola

Os vizinhos me amolam

Ouço barulho na praça

Ao redor da minha casa.

 

Meu bairro é bonito

Apesar do que tem acontecido

Minha cidade é tranquilinha

E é muito bonitinha.

 

Ver os prédios nas alturas

Dá impressão de bravura

No parque ver gente

No sol muito quente.

 

Acho linda as florestas

É como dar uma festa

Adoro Maringá

É onde nasci

É onde eu quero ficar.

 

Comente aqui


40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

Comente aqui


Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

Comente aqui


Quem descobriu o Brasil?

Imagem Ilustrativa 02Mais um 22 de abril e engana-se quem afirma que somente os portugueses podem ter sido os responsáveis pela descoberta das terras brasileiras. Com as constantes pesquisas sobre nossas origens surgiram também mudanças na história, novos relatos, personagens e possibilidades.

Atualmente já se discute que o Brasil pode ter sido encontrado primeiramente pelos espanhóis, e não pelos portugueses como a maioria dos livros apresentam.

De início acreditamos que fomos descobertos por acidente. O português Pedro Álvares Cabral usou os conhecimentos de navegação da época para procurar as Índias usando um caminho alternativo, em linha reta pelo oceano Atlântico, e sem querer chegou ao Brasil. Não percebendo o erro – acreditou que realmente estava na Índia – e por isso os habitantes aqui encontrados foram chamados de “índios”.

Atuais fontes de pesquisa revelam um fato diferente. Apontam que os mapas portugueses indicavam que havia terras a serem exploradas a oeste, e que elas não tinham relação com as Índias. Portanto, quando Cabral chegou ao litoral do atual estado da Bahia, ele sabia exatamente onde estava e a importância da descoberta.

Imagem Ilustrativa 03Já o escritor Eduardo Bueno, autor do livro “Náufragos, traficantes e degredados” revela que as primeiras expedições ao Brasil foram lideradas por espanhóis que chegaram aqui em janeiro de 1500, nesse caso, antes dos portugueses. “Embora polêmica, a afirmação se baseia em fontes primárias e em pesquisas confiáveis. A viagem foi documentada pelo capitão Vicente Pinzón e cronistas do século XVI se referem a ela em detalhes”, cita Bueno.

Outro fato curioso é que ilustrações e pinturas sobre a chegada de Cabral – e os primeiros anos de colonização – mostram um litoral parecido com o que conhecemos hoje: praias azuis, de areias brancas com longas fileiras de coqueiros. E a banana já era uma fruta típica do país, muito consumida pelos índios.

A revista Mundo Estranho revela o contrário, na verdade os nativos se alimentavam dos animais que caçavam, não existia banana nem coco. Aliás, muitas frutas que associamos ao nosso “país tropical” foram trazidas por colonizadores ao longo do tempo, entre elas a jaca, a manga e o abacate.

Este é um assunto que gera muitas divergências. Historiadores buscam formas de esclarecer a ordem e verdade dos acontecimentos. Deixamos a sugestão para que professores e alunos discutam sobre o assunto. Quem realmente descobriu nossas terras? Os portugueses? Os espanhóis? Pesquise em livros e nas páginas da internet argumentos para justificar sua opinião.

Comente aqui


História, natureza e sustentabilidade

A Expoingá deste ano se apresentou ao público com o tema “Semeando Sustentabilidade”, e muitas instituições de ensino aproveitaram os dias de Feira para levar os alunos a um passeio educativo dentro do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá.

A Fazendinha se tornou um local estratégico para ações sustentáveis, lugar que todo ano é parada obrigatória de grupos, principalmente escolares, que visitam a Feira. Os técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estiveram presentes no estande com atividades de conscientização e orientação para os visitantes.

Reaproveitamento de materiais recicláveis foi o foco da discussão na Fazendinha

Dentre os espaços da Fazendinha, podem-se destacar as atividades de reaproveitamento de água e de materiais recicláveis, como, por exemplo, o vaso de flores feito de garrafa pet, que além de ajudar na preservação do meio ambiente proporciona uma estética bonita ao local, e o reaproveitamento de pneus como peças de decoração.

E as ações de reaproveitamento não param por aí. Foram disponibilizados também espaços para coleta de óleo de cozinha, onde os expositores de barracas de lanches puderam trocar seu óleo usado por detergentes, e de banners, que serão transformados em sacolas retornáveis. Outra ação foi a coleta de lixos eletrônicos e lâmpadas fluorescentes, que serão encaminhados para a reciclagem.

De acordo com o diretor da empresa Ecoalternativa, Wagner Severiano, para um desenvolvimento sustentável é necessário trabalhar com os 3 R’s – reduzir, reutilizar e reciclar.

Os visitantes também tiveram um espaço voltado à poesia e educação. Com o nome de Alameda da Poesia, a área em torno do lago proporcionou um ambiente convidativo para o descanso e o lazer. As poesias “Mês de Maio”, “Retrato” e “Nem tudo é fácil”, foram algumas das escritas em banners e penduradas em volta da Alameda, assim as pessoas podiam se sentar em bancos em volta do lado para fazer as leituras.

Os visitantes gostaram da novidade, “é uma atitude muito interessante, faz a gente despertar para o hábito da leitura e até sentar para ler”, destaca a professora Maria Elizabeth Jandriano.

As crianças tiveram a oportunidade de aprender e conhecer coisas novas durante o passeio

Além da poesia, outros espaços educativos foram montados. A exemplo do Museu do Café e do Museu de História Natural Capão de Imbuia, que informou crianças e também adultos, sobre a cafeicultura no Brasil e os animais típicos das florestas paranaenses, com bichos empalhados em tamanho real, a sensação era de estar dentro da floresta.

“Eu adorei o passei de hoje, além de divertido eu aprendi muita coisa. Vou chegar em casa e falar para a minha mãe sobre como economizar água e proteger a natureza”, conta Ana Júlia Balarotti de apenas oito anos.

Os professores que levaram os alunos para a visitação também ficaram satisfeitos. “Os passeios ajudam as crianças a entenderem tudo que ensinamos em sala de aula. Assim fica muito mais fácil o aprendizado, pois além da teoria, eles conhecem as ações na prática”, afirma a professora Maria Adalgiza Silveira.

Na Fazendinha, a Emater valorizou a vida no campo, que abastece a cidade de comida farta e segura, gera empregos, produz matéria prima para indústria, sustenta e promove a economia e preserva valores culturais.

“Meus avós me contam que moraram na roça, viviam do que plantavam, é muito legal saber mais sobre como era a vida deles”, relata a estudante de dez anos, Priscila Fernanda Brás.

Comente aqui


Diversão no museu que homenageia Maringá

As crianças do 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Milton Santos, de Maringá, visitaram o Museu UniCesumar – História de Maringá. Uma exposição que une informações, imagens e objetos da história da cidade, baseada em uma dezena de livros de autoria do jornalista Rogério Recco. Esta iniciativa do Museu UniCesumar é para celebrar os 66 anos de fundação da cidade canção.

A exposição pontua fatos históricos relevantes registrados em livros que tratam da saga dos pioneiros no processo de desbravamento regional e das primeiras décadas do município, nas questões urbanas e rurais. Desde o primeiro livro, em 2003, quando abordou a importância do café na economia da região, o jornalista aprofundou-se em pesquisas e recolheu inúmeros depoimentos.

Em dez anos, produziu obras inéditas, como o histórico da arborização urbana, o antes e o depois da chegada da energia elétrica na cidade, a história da medicina no município, descreveu os 70 anos do comércio de Maringá e resgatou a memória do cooperativismo em vários segmentos. Em parceria com o jornalista Antonio Roberto de Paula, escreveu a trajetória da imprensa local e do jornal O Diário.

Entre os fatos em destaque, tem o primeiro habitante e investidor de Maringá, o padre alemão Michael Emil Clement Scherer, que foi também quem trouxe a primeira biblioteca para a cidade.

Durante a visita os alunos participaram de uma oficina de brinquedos antigos, na qual produziram petecas e bonecas de sabugo de milho. Loide Caetano é diretora do museu e conta que na infância dela os brinquedos eram muito caros, então a saída era inventar. “Na minha época de criança, até pedacinhos de louças quebradas viravam parte da diversão”.

A equipe dos cursos de pedagogia e moda do UniCesumar auxiliaram nos trabalhos durante a oficina com as crianças. As estudantes de pedagogia ajudaram os pequenos na produção dos brinquedos, já o pessoal da moda foi responsável pelos retalhos e lãs que formaram vestidos e cabelos das bonecas.

“Esse momento é especial não só para os alunos da escola municipal que estão tendo uma nova experiência, mas para as universitárias que podem ter um contato direto com as crianças e estagiar naquilo que querem fazer para o resto da vida”, destaca a professora do curso de pedagogia, Ozília Burgo.

O aluno Guilherme da Silva, de oito anos, conta que aprendeu muita coisa naquela tarde. “Eu nunca tinha visto uma peteca, só tinha ouvido falar, hoje brinquei com uma. Nos tempos antigos não existiam tantos brinquedos como têm nas lojas hoje. E também a nossa cidade era muito diferente, não tinha carros, prédios, tantas pessoas, nem energia elétrica”.

Além de visitar o museu, as crianças da escola Milton Santos conheceram os mais importantes pontos turísticos da cidade, como a primeira igreja da cidade, Capela Santa Cruz; a Catedral; a principal avenida de comércio, avenida Brasil e o Parque do Ingá.

“No primeiro bimestre deste ano letivo trabalhei com meus alunos o histórico do município, com a visita ao museu enriquecemos o aprendizado da criança, porque além da teoria e da imaginação, elas podem ver de uma forma concreta tudo aquilo que leram nos livros ou discutimos em sala”, destaca a professora do 3º ano da escola municipal, Rosânea Konhevalike.

A aluna Rebeca Cristine Castanheira, de oito anos, disse que adorou sua nova boneca. “Esta aqui é feita de sabugo de milho, vou poder fazer muitas outras em casa, e elas são tão divertidas como as que compro em lojas. Aprendi muito na tarde de hoje, adorei conhecer mais sobre essa cidade que eu amo”.

A exposição ficará aberta até o dia sete de junho no Museu UniCesumar. A entrada é gratuita e o horário de visitas é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h45 e aos sábados, das 10h às 16h. Durante a semana, o museu fecha na hora do almoço, das 12h15 às 14h. Para maiores informações ligue: (44) 3027-6360 – ramal 1384.

Comente aqui


História da Folia

Ontem foi feriado de carnaval! Uma festa que se originou na Grécia em que eram realizados cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, o que a tornou intolerável aos olhos da igreja.

Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser aceito pelos cristãos e a festa era feita através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da comemoração, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.
Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia e era realizado por meio de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas.

Em alguns países, como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos se caracterizavam e saíam pelas ruas comemorando. Certos personagens têm origem europeia, mas mesmo assim foram incorporados ao carnaval brasileiro como, por exemplo, rei momo, pierrô e colombina.

Somente no século XIX os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje. As pessoas decoravam seus carros, fantasiavam-se e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem assim aos carros alegóricos.

O carnaval tornou-se mais popular no decorrer do século XX e teve um crescimento considerável que ocorreu devido às marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval ficar mais animado). A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país.

A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para a conhecida “Estácio de Sá”. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como em Recife e Olinda. Já na Bahia o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas animadas e dançantes, em especial o axé.

As fantasias

Essa festa popular apresenta várias características que dão um ar especial aos bailes e desfiles, tornando as fantasias a grande diferença entre os foliões. A partir de 1870 as fantasias de carnaval tiveram maior importância para a festa, pois foi a forma que as pessoas encontraram para dar um ar mais divertido ao carnaval.

Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua, pois os materiais que poderiam enriquecê-las como os tecidos, ornamentos, sapatilhas, adereços de cabeça, eram muito caros, aparecendo mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e desfiles de rua surgiram os blocos, em que grupos de pessoas vestiam-se iguais.

Alguns disfarces tornaram-se mais famosos, como caveira, odalisca, médico, morcego, malandro, super-herois, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete, palhaço, entre outros.

As fantasias das escolas de samba servem para explicar a história contada na letra do samba enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.

Segundo o manual do julgador, deve aparecer a uniformidade, a igualdade nos calçados, meias, shorts, biquínis, sutiãs, chapéus… O julgamento das fantasias é feito analisando a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição dos materiais, a riqueza na confecção, os acabamentos das roupas, os detalhes, os adereços que compõem as peças, etc.

As fantasias mais importantes numa escola de samba são as de Mestre Sala e Porta Bandeira, além da Comissão de Frente, que dá a primeira impressão da escola.

Onde o carnaval é mais animado

Rio de Janeiro

A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiais do carnaval. Já no mês de setembro tem início os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade. No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação: “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.

Pernambuco

Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiada e ao som do frevo, ritmo marcante do Estado. O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.

Bahia

O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localizam os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha. Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de duas milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

São Paulo

O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile é feito em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer. Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.

Comente aqui