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Sem medo da internet

A jornalista e mestre em Educação e Tecnologias Digitais, Talita Moretto ministrou a formação “Conectando-se sem medo” aos professores de municípios vizinhos a Maringá que participam do Diário na Escola. “Os alunos de hoje são nativos digitais, são pessoas que fazem tarefas simultâneas, nunca viveram em um mundo sem internet, são imediatistas, não se concentram por muito tempo, preferem as imagens aos textos e transitam entre várias plataformas. Não é interessante a escola impedir a entrada de dispositivos móveis e seu uso pelos estudantes, ao contrário, ela deve mostrar o uso correto que a criança e o adolescente têm que fazer desses aparelhos. A comunicação passa a ser móvel com uma frequência crescente e isso impacta na educação e no processo de ensinar e aprender”, enfatiza Talita.

Foto AbreA ministrante ainda apresentou dados dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) em que mostram que os alunos devem ser capazes de saber utilizar as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos, assim como as tecnologias devem ser usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.

“Algumas vezes temos medo ou mesmo preconceito em usar determinadas tecnologias na escola, principalmente o celular, que é tão próximo da realidade dos nossos alunos. Com a formação pude me tranquilizar e compreender que há possibilidades desse uso, desde que bem orientado pelo professor”, conta a educadora Adriana Matias.

É fato que todo esse processo de mudança que vivemos exige adaptação, sabe se que a transição do uso das tecnologias a fim de diversão e o entretenimento para um uso destinado a objetivos de aprendizado e análise não é espontâneo. “É necessário capacitação, a informação precisa ser selecionada, organizada e elaborada, para então ser transformada em conhecimento. O desenvolvimento de iniciativas de aprendizagem móvel demanda tempo e empenho dos professores e das escolas. A utilização adequada pode melhorar o desempenho devido ao aumento da participação do estudante em relação ao ensino tradicional”, aponta Talita.

“Através da formação descobri as facilidades que a mídia pode trazer para a sala de aula. Temos que explorar mais a tecnologia, pois assim é possível ensinar através de algo que as crianças gostam e tem conhecimento”, ressalta a professora Selma Pelisson dos Santos.

A ministrante sugere aos educadores que promovam uma sala de aula ideal, onde os professores são mediadores do conhecimento e o aluno sujeito ativo da sua aprendizagem, motivado e consciente. Pois todos nós estamos imersos em uma cultura digital e expostos a novos conceitos, diariamente.

Durante a formação, em momento de atividade prática, os participantes conheceram diversas ferramentas de áudio, vídeo, jogos e propostas de atividades que podem facilitar esse processo de transição, em que não é mais possível ignorar o uso das tecnologias como subsídio do ensino em sala de aula.

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Youtubers mirins são celebridades da rede

Foto Abre

O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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A tecnologia a favor do ensino

A internet já faz parte da nossa rotina de vida, seja no trabalho ou nos contatos pessoais. Devido a esse contexto, mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é saber como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção. Para falar sobre esse assunto, convidamos a jornalista e especialista em tecnologias na aprendizagem, Talita Moretto. Em nosso bate-papo ela fala como o uso da mídia online pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os atraentes e fazendo com que o estudante adote uma postura mais participativa.

1. O DIÁRIO NA ESCOLA: A partir da sua experiência profissional, quais as maiores dificuldades você tem observado que os professores encontram quando o assunto é o uso da tecnologia em sala de aula?

Talita MorettoTALITA: Algumas dificuldades são diferentes dependendo da rede de ensino, da instituição (equipe gestora) e da abertura do professor. Se conversarmos com professores da rede pública, a falta de estrutura, de equipamentos e, principalmente, conexão à internet são dificuldades apontadas pela maioria. Estas dificuldades, embora existam, são menores na rede particular.

No entanto, o problema maior é que mesmo quando a escola está equipada, não existe preparo dos professores. O que falta, na minha visão, não é apenas estrutura ou formação é, principalmente, apoio da equipe pedagógica da escola, suportada pelos gestores da educação, para “tranquilizar” os professores a respeito do uso de tecnologia. E esse apoio deve começar no planejamento pedagógico e chegar até a reconfiguração da sala de aula. É necessário um esforço conjunto para estruturar salas de aula e formar professores que estejam preparados para as inovações proporcionadas pela tecnologia.

Daí você me pergunta: todos os alunos irão utilizar adequadamente se a tecnologia fizer parte do planejamento? É claro que não. Mas me diga se existe uma turma perfeita, onde todos os alunos fazem o que o professor pede, respeitam a aula e o espaço? Estamos falando de pessoas, de jovens em formação, com perfis diferentes. A perfeição nunca existirá, com ou sem tecnologia.

2. De que forma o educador pode incluir a internet no planejamento pedagógico? Seja na preparação da aula ou mesmo em uma atividade prática com os estudantes no ambiente educacional informatizado.

Existem inúmeras formas. Hoje, devido à facilidade de conexão à internet e acesso barato aos dispositivos eletrônicos, inevitavelmente, o aluno irá utilizar a internet nos trabalhos escolares. É isso que o professor precisa compreender: que a sociedade proporciona essa situação e o aluno não está fora dela.

O professor pode usar internet o tempo todo na preparação de suas aulas. A web é uma fonte de pesquisa riquíssima, onde estão disponíveis inúmeros recursos educativos digitais, ferramentas, aplicativos, e-books que deixam a aula mais atrativa. Por que não aproveitar este material que, em sua maioria, é gratuito?

Quando usar a internet na escola (ou sugerir seu uso em tarefas de casa), o professor deve atuar como orientador. Primeiro, deve mapear os sites que os alunos devem consultar para encontrar as informações desejadas, e também deixar que os próprios alunos façam suas contribuições indicando outros sites que eles conheçam. E, claro, checar se a fonte é confiável, junto com os alunos. Só então levá-los ao laboratório de informática, colocá-los em duplas ou trios (isto é muito importante, pois pedir que os alunos façam a atividade sozinho é como bloquear a construção de conhecimento) e conduzir o desenvolvimento da pesquisa/atividade. Pode até mesmo utilizar atividades online, criar uma webquest ou propor um game. Existem muitos sites educativos especializados em cada disciplina escolar, que podem ser bem aproveitados na educação. Mas é preciso navegar na web para conhecer todo o potencial que ela oferece.

 3. Após a inclusão da web em sua rotina de trabalho, que resultados o professor poderá constatar no desenvolvimento escolar dos alunos?

Isso depende. Não existe uma receita que, se seguida, resultará em um único resultado. O que podemos garantir é que o professor, fazendo o uso da internet junto com os alunos, terá condições de conhecer como o aluno utiliza a internet com propósito pessoal e, a partir disso, ter mais ferramentas para organizar suas aulas de modo que todos fiquem interessados pelo conteúdo e pela disciplina, poderá orientar melhor as pesquisas online, estará apto para indicar sites seguros e com informações confiáveis, conseguirá abordar com mais facilidade temas como, segurança online e direitos autorais, etc. Trata-se de adequar-se ao perfil do aluno, da mesma forma que uma loja de roupas adequa seu “produto” aos gostos do cliente e de acordo com a moda atual. É falar a mesma “língua”, ou melhor, deixar o diálogo fluir com mais naturalidade.

oficina Talita4. Em muitos casos os estudantes têm maior habilidade do que o educador em acessar os programas do computador ou mesmo páginas da internet. Como esse fator pode ser utilizado para contribuir com as atividades em sala?

Deve ser aproveitado em sua totalidade. O aluno torna-se parceiro do professor. Não há motivos para ficar receoso porque o aluno sabe mais sobre determinado recurso do que você. O papel do professor continua imprescindível em sala de aula, e se ele estiver preparado para aceitar o apoio dos alunos, todos tendem a crescer. Isso evita ter que passar um conteúdo que o aluno já sabe, ou perder horas tentando entender uma ferramenta que o aluno domina e que ele mesmo pode ensinar aos colegas a utilizar. Envolvendo o aluno, dessa maneira, nas atividades, não haverá dispersão; é dar a ele autonomia e sentimento de pertencimento ao ambiente escolar. O aluno terá compromisso consigo mesmo, com os colegas, com o professor e com o aprendizado. Isso funciona!

5. Como o professor pode orientar crianças e adolescentes para fazer o “bom” uso da web? Pois, na maioria das vezes, a tecnologia é usada por eles somente para o acesso às redes sociais ou aplicativos de bate-papo.

Os alunos usam o que conhecem, o que aprenderam a usar, o que veem outros (adultos) usando, o que veem na televisão. Se ninguém mostrar a eles outras formas, como saberão que existem? Então, não adianta criticar esse uso, criticar que aluno só sabe usar redes sociais e etc. sem conversar com ele a respeito. O jovem ainda está em formação, é preciso mostrar como utilizar para o ensino, para os estudos. A maioria dos familiares não fará isso porque nem eles sabem, e se o professor se negar a fazer, não adianta criticar a conduta do jovem.

6. Parte dos educadores que atuam nos espaços escolares não foram preparados na graduação para usar a tecnologia que temos no mercado hoje, em suas aulas. Que dicas repassaria para esse tipo de profissional que precisa se adequar a uma nova realidade?

Se analisarmos um professor que está há mais de oito anos em sala de aula, com certeza, não foi preparado. Até mesmo hoje eu conheço poucos cursos que inovam, de forma significativa, a ementa e inserem essa parte no currículo. O único caminho para os professores é a formação continuada, fazer cursos de aperfeiçoamento e, principalmente, ter interesse e vontade de se aprimorar. Essa formação nem sempre virá dos órgãos públicos. Então, como qualquer outro profissional (médico, contador, farmacêutico, cozinheiro) é necessário buscar seu aperfeiçoamento, e pode começar em casa mesmo, tendo interesse em explorar os recursos tecnológicos, conhecê-los. Não existe outra forma. O que falta, para muitas pessoas, é aceitar que a inovação é constante, não há como prever e nem culpar alguém por isso. A internet não é ruim, a tecnologia não é ruim, o que pode torná-la ruim é o uso inadequado. Então, é melhor aprender como usar e tirar benefício disso.

 

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Mural de Trabalhos

Atentas aos perigos da internet, a professora do 5º ano da Escola Municipal Rocha Pombo, de Ourizona, Cícera Aparecida Tossoli e a coordenadora Fátima da Rocha, aproveitaram de forma muito criativa a matéria “Vítimas da Internet”, publicada pela coluna do Diário na Escola, e desenvolveram uma atividade em que seus alunos foram desafiados a produzirem textos sobre o tema. Os estudantes se sentiram muito motivados e o resultado você pode conferir através do trabalho da aluna Letícia Oliveira Rocha.

 

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Vítimas da internet

Na última semana a atriz Glória Pires teve um prejuízo de R$ 13 mil em golpe pela internet. Glória recebeu um e-mail de um amigo que mora fora do Brasil. Ele pedia que a artista depositasse uma quantia em dinheiro na conta dele, porque estaria sem passaporte e sem recursos para voltar para o nosso País.

A atriz informou que fez o depósito, mas em seguida descobriu que o email do amigo foi hackeado e que ele não recebeu o dinheiro. A polícia encaminhou ao Ministério Público o pedido de quebra de sigilo de dados para apurar a autoria do crime.

Não é uma tarefa simples atacar e fraudar dados, e por este motivo golpistas vêm concentrando esforços na exploração de fragilidades dos usuários. Utilizando diferentes técnicas, meios e discursos, eles procuram enganar e persuadir as potenciais vítimas a fornecerem informações sensíveis ou a realizarem ações, como executar códigos maliciosos e acessar páginas falsas.

De posse dos dados, os golpistas costumam efetuar transações financeiras, acessar sites, enviar mensagens eletrônicas, abrir empresas fantasmas e criar contas bancárias ilegítimas, entre outras atividades.

Casos como estes têm se tornado cada vez mais comuns. Além de golpes financeiros, a exposição de fotos íntimas também faz parte dos crimes cibernéticos. Como o caso das fotos pessoais da atriz Carolina Dieckmann que vazaram na internet. Para tentar evitar que mais pessoas sejam vítimas, no início de abril, uma lei apelidada com o nome da atriz entrou em vigor para punir crimes como roubo de fotos e informações.

Um vírus que está circulando pelas páginas da rede social “facebook” é o anúncio da compra de moto por R$ 245 reais por mês. As pessoas que acessam o link para visualizar a oferta ficam sujeitas a ações de hackers.

Este tipo de vírus está cada vez mais convincente, Giovani Ardengue é usuário da rede social e recebeu vários recados de diferentes amigos com a oferta. “Fiquei não só interessado como também curioso, porque muitas pessoas estavam oferecendo a moto, além de pensar que seria um bom negócio, também me interessei em quem sabe, vender o produto”, destaca.

O tal anúncio, na verdade, é um falso link para conseguir informações pessoais de quem acessa o conteúdo publicado no seu perfil do facebook.

Ganhar dinheiro não é tão fácil como muita gente tem vendido essa ideia em seus produtos na internet. Desconfie de anúncios que dizem quanto você irá ganhar por mês. É improvável você ganhar 10, 20 ou 30 mil reais da noite para o dia apenas adquirindo um produto que prometa isso. Muitas vezes, é algo tentador, porém cuidado com as coisas quando elas são fáceis demais. Provavelmente quem ganha essa quantia é o autor do produto, pois se ele consegue enganar uma pessoa, o que dirá de centenas e até milhares que acessam o site dele.

O dono de uma empresa de hospedagem de sites, Janio Sarmento, relata em seu blog que caiu em um golpe desses que promete enriquecer qualquer pessoa do dia para noite, desde que compre um determinado produto. Então, ele pagou para ver e adquiriu o curso “Internet Dinheiro”, que diz ser o melhor em marketing da internet. Quando Jânio teve acesso ao produto se deparou com vídeos que ensinam como enganar os outros e obter lucros em cima disso, veja bem, o curso na verdade ensina como indicar novas pessoas para comprar o produto. Pura enganação e perda de dinheiro. Jânio entrou em contato com a empresa de pagamentos do site em questão, e pediu o estorno do valor pago.

Se uma pessoa experiente no assunto caiu em um golpe desses, o que dirá de quem tem pouco conhecimento de internet e dos perigos que estão por ai?

Existem sim produtos autênticos de pessoas honestas que te ensinam a criar seu negócio na internet, mas geralmente esses cursos não prometem um ganho mensal fixo, e deixam bem claro que seu esforço está diretamente relacionado com o montante de dinheiro que irá ganhar.

Um outro caso que se espalhou pela rede, foi um e-mail que prometia fotos de vestígios do corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. Ao clicar no link falso para as fotos, o usuário instala um software em seu computador, que é capaz de roubar senhas e logins de acesso bancário e outros dados confidenciais.

Mensagens fraudulentas fazem parte de um golpe chamado “phishing scam”, em que golpistas disparam e-mails oferecendo arquivos em anexo ou links. Quando os internautas clicam nessas “iscas”, podem instalar involuntariamente códigos maliciosos em seus computadores, infectando-os.

A recomendação é nunca clicar em um link suspeito ou abrir anexos de mensagens enviadas por pessoas desconhecidas, além de utilizar ferramentas de segurança, como filtros de sites e software antivírus sempre atualizado.

É muito importante que os pais aconselhem seus filhos, pois as crianças estão utilizando a internet e as redes sociais cada vez mais cedo. É preciso saber com quem seus filhos estão se comunicando, quem eles estão adicionando em seus perfis, que sites visitam, para evitar que mantenham contato com desconhecidos que podem vir a aplicar diferentes golpes.

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Mais contato, menos conexão: desplugue!

A marca de chocolate Kit Kat propôs uma campanha para a geração conectada, em sua maioria crianças e adolescentes. Em Amsterdam, a empresa espalhou pontos de “Não Wi-Fi” com bancos ao ar livre para as pessoas sentarem e desfrutarem de um bom bate papo real, mais próximo e íntimo. E nesses pontos, todos os lugares por perto que disponibilizassem a conexão Wi-Fi tiveram os acessos bloqueados.

As férias são aquele período em que nos sobra mais tempo livre, ou pelo menos deveria sobrar, mas, infelizmente, muitas pessoas desperdiçam horas a fio em frente ao computador e à televisão, enquanto lá fora, o sol nasce e se põe, e trancado dentro de casa você sequer vê o dia passar.

As promessas da virada de ano ficam esquecidas. Aquela história de “no ano que vem eu vou fazer caminhada todos os dias, vou arrumar as gavetas, organizar os armários e eliminar aqueles cacarecos que não uso mais,” são apenas planos que ficam para trás porque o negócio é ficar jogado no sofá.

Para não perder o contato com os amigos e estarem por dentro de todas as novidades, os adolescentes passam a maioria do tempo de suas férias nas redes sociais. Isso, quando não estão conectados em três tecnologias ao mesmo tempo; computador, vídeo game e televisão.

“Tenho trocado o dia pela noite, fico até altas horas da madrugada na internet conversando com os meus amigos, quando vejo já está quase amanhecendo. No dia seguinte, acabo dormindo o dia todo, sei que isso não é o certo, mas o corpo da gente se acostuma, não estou conseguindo mais dormir cedo”, conta a estudante de 16 anos, Gabriela Antunes.

Que tal tirar o pijama e começar o dia com mais disposição? Em vez de ficar sentado em frente à telinha, aproveite para passear de bicicleta, por exemplo. Em Maringá, além das ciclovias, os parques são lugares seguros para desenvolver essa atividade.

Mas se você não tem uma bike, pratique a caminhada. Ela não exige habilidade, nem tem custo, podendo ser feita praticamente a qualquer hora do dia e sem restrição de idade. Sem contar que o exercício físico trás inúmeros benefícios para o corpo e para a mente.

Falando em mente, os livros são uma excelente opção de lazer. Para as crianças não encararem essa ideia como mais uma obrigação escolar, deixem elas à vontade para escolher a obra que mais chamar atenção e despertar o interesse da leitura.

Ler faz a gente viajar sem sair do lugar, essa atividade é interessante para toda a família. Imagine só, ao final do dia, todos se reunirem para comentar o que cada um leu, e o que mais gostou nas histórias? Isso vai proporcionar não só o conhecimento, mas uma maior interação familiar.

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Internet e família

A fim de envolver os jovens e os pais na discussão sobre as formas conscientes e seguras de usar a internet, o Guia Internet e a Família enumerou algumas dicas sobre o assunto e nós resolvemos compartilhar com vocês:

Atitudes preventivas:

  • Colocar o computador em locais de uso comum (como salas, por exemplo), que permitem ver – a todo o momento – o que fazem as crianças quando navegam. Não é bom colocá-lo em ambientes privados, como os quartos;
  • Imprimir o código familiar e colá-lo perto do computador, para que recordem (as crianças e seus amigos, quando as visitarem) as condições de uso que elas mesmas ajudaram a construir;
  • Entender que a melhor maneira de saber como as crianças usam a web é os adultos da casa também serem usuários de internet;
  • Propor regras para três aspectos: formas de uso, segurança pessoal e o que fazer diante do inesperado e do não desejado.

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Quando as crianças estão online

Alguns conselhos do Internet e Família: um guia para ajudar as crianças quando estão on-line, iniciativa da World Association of Newspapers and News Publishers  e da Associação Nacional de Jornais/Programa Jornal e Educação:

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  • Os pais devem lembrar a seus filhos que não devem fornecer nenhuma informação privada; como endereços, números de telefone ou fotos;
  • Os pais devem conversar com seus filhos sobre as salas de chat e redes sociais de que eles gostam;
  • As crianças e os adolescentes deveriam participar de salas de chat e redes sociais correspondentes à sua idade;

Os participantes devem cortar toda comunicação com qualquer pessoa do grupo de chat que faça comentários inadequados ou revele que mentiu a respeito de qualquer tema.

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