jornal escolar

ONG auxilia produção de jornais escolares

O jornal escolar, prática incentivada pelo Diário na Escola e já inserida na rotina de muitas instituições de ensino, faz parte da educação desde 1920, impulsionada pelo educador francês Celestin Freinet. Por acreditar nos benefícios ao estimular a produção desse tipo de informativo por alunos, a Organização Não Governamental (ONG) Comunicação e Cultura criou o “Portal do Jornal Escolar” que tem a missão de contribuir para a disseminação de jornais escolares e a qualificação do seu uso, como instrumento de uma proposta pedagógica que permite à escola assumir as mudanças produzidas pelo desenvolvimento da comunicação. Na coluna do Diário na Escola de hoje você confere uma entrevista com o coordenador geral da ONG, Daniel Raviolo.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Sociólogo por formação, em que momento da sua carreira surgiu o estímulo para o auxílio no trabalho da produção de jornais escolares?

Foto entrevistado - opção 01DANIEL: Fundamos o Comunicação e Cultura em 1988 para trabalhar com jornais comunitários em Fortaleza. Esse projeto deu muito certo, e com a circulação desses jornais, estudantes e professores começaram a entrar em contato conosco, solicitando apoio. A partir de 2002 começamos a apoiar uma escola, dentro de um projeto comunitário, e em 2005 entramos de cheio em toda a área escolar.

  1. Conte aos nossos leitores alguns dos resultados que você já acompanhou após os professores inserirem a mídia impressa em suas aulas.

É um relato muito comum dos professores o aumento do interesse das crianças pela escrita, o que é bem compreensível. A escrita na escola é apenas um exercício, pois as produções não saem do caderno, não tem vida real. O único leitor é o professor. Ao escrever no jornal, o estudante participa de uma comunicação real, vai ser lido na comunidade educativa. Os estudantes, mesmo crianças, entendem perfeitamente a diferença e o interesse pela escrita aumenta espontaneamente. Ela ganha um significado.

  1. O senhor acredita que o desenvolvimento de textos para um jornal oportuniza ao aluno a liberdade de expressão? Podendo, assim, crianças e adolescentes exteriorizarem necessidades, sentimentos e tendências?

Foto AbreSempre digo que a melhor maneira de “matar” um jornal escolar é fazer que seja o mais parecido possível com um exercício escolar, obrigando os estudantes a escreverem sobre os temas que os professores escolhem. Ao contrário, sua pergunta sugere a abordagem correta: fazer da expressão da criança, de seus interesses e inquietações, um ponto de partida para o domínio da escrita. Isto, além do todo, traz um tremendo benefício, pois a escola passa a ser identificada pelos alunos como um lugar onde são respeitados como sujeitos pensantes.=

  1. O jornal escolar pode ser uma alternativa para a indispensável ligação Escola-Pais?

Não diria uma alternativa, no sentido de ser excludente de outras possibilidades, mas certamente é uma grande contribuição. Isto tem de ser explicado, o que interessa não são as informações institucionais – para isso basta a direção escrever um pequeno informativo – mas o que o jornal mostra, através das produções dos alunos, como resultado do espírito pedagógico da escola e de seus valores. Nesse sentido, o jornal é uma espécie de “relatório vivo” da escola. Claro que os pais dos alunos que tiveram textos escolhidos sentem uma grande satisfação, mas o alcance da comunicação estabelecida pelo jornal com os pais é bem maior.

  1. A partir desta semana centenas de professores participantes do Programa Educacional O Diário na Escola passarão a receber exemplares de jornais para o trabalho de educomunicação em sala de aula. Que mensagem o senhor deixaria para eles?

Eu diria para essas professoras que a comunicação é a dimensão mais importante da cultura contemporânea, e que a pedagogia não pode ignorar esse fato. Para mim uma escola que não fala da comunicação é como se não falasse do meio ambiente ou da saúde, por exemplo. A influência dos meios de comunicação na vida de cada um de nós é muito grande, seja através dos conteúdos editorais ou da publicidade. Precisamos aprender a navegar e ser protagonistas desse mundo.

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Concurso premia escola com 3 mil reais

É isso mesmo. A escola que produzir o melhor jornal escolar com o tema Liberdade de Imprensa receberá 3 mil reais. Para participar, a instituição de ensino deve fazer parte de um programa de Jornal e Educação, da Associação Nacional de Jornais, PJE/ANJ. O concurso é uma realização da referida entidade e tem o apoio institucional da Associação Mundial de Jornais, WAN-IFRA.

Essa promoção visa comemorar o dia 3 de maio, que é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. As inscrições poderão ser feitas, juntamente com envio dos jornais, até o dia 31 de maio de 2011. Todas as escolas participantes de O Diário na Escola, de Maringá e região, poderão participar, inclusive contar com o apoio da equipe do programa para realização de oficinas com alunos e educadores sobre o tema.

“O presente concurso tem como objetivo estimular o debate a respeito do tema Liberdade de Imprensa em escolas e ambientes educativos diversos, e mostrar a importância da imprensa livre para a democracia de um país. Para isso, elegerá o melhor jornal produzido acerca do tema”, informou a coordenação do programa Jornal e Educação.

Para obter mais informações, entre em contato com a equipe do Diário na Escola, através do telefone 3221-6050 ou pelo e-mail odiarionaescola@odiario.com

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Cidadania no Colégio Olavo Bilac, Sarandi

O projeto de educomunicação do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Sarandi, em parceria com estudantes de jornalismo da Faculdades Maringá, originou um jornal escolar, a Gazeta do Estudante, mas não parou por aí. A iniciativa que consistiu em dois meses de oficinas de leitura crítica da mídia, cidadania, identidade, conscientização e produção de pautas, textos, fotos e anúncios do jornalzinho, acabou por contagiar quase que todos os 1.700 alunos da instituição de ensino. Nos vídeos abaixo o relato de duas alunas do Olavo Bilac envolvidas com o projeto, a opinião do estudante de jornalismo, um dos responsáveis pela iniciativa e também da professora de língua portuguesa que colaborou na realização e evolução do projeto.

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Encontro discute elaboração de Jornal Escolar

Professores e equipe pedagógica da Escola Municipal Tisuro Tsuji B. Cunha, de Sarandi, estiveram reunidos ontem, das 17:30 às 20:00, na referida instituição, para participarem da oficina “O Jornal Escolar promovendo a leitura e a escrita”, ministrada pelo prof. Ricardo A. Pastoreli. O encontro realizou-se a pedido da coordenação pedagógica da instituição e teve como objetivo tecer discussão teórica e técnica sobre a elaboração do jornal escolar.

A intenção dos educadores é produzir, juntamente com os alunos, textos que circulem também na comunidade e que estimulem os estudantes a perceberem a importância da comunicação na e para educação. Inicialmente foram apresentados conceitos sobre a Educomunicação e a prática do Diário na Escola. Houve também uma retomada do contexto histórico, que trouxe à tona discussões que giraram em torno de dois pedagogos precursores na produção de jornais escolares produzidos inteiramente por alunos, no início do século XX. Trata-se do francês Célestin Freinet e do polonês Janusz Korczak.

Para encerrar as atividades, foram analisados alguns jornais escolares e, em equipes, cada grupo recebeu uma apostila com os elementos que compõem um jornal escolar ( elementos gráficos e elementos editoriais) que foram discutidos e apresentados posteriormente pelos docentes.

Além dos encontros realizados frequentemente aos docentes participantes do “Diário na Escola”, outras atividades, como a descrita acima, podem ser solicitadas através do telefone: (44) 3221-6050. Participe!

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Oficina aborda notícia, jornal escolar e HQs

É na tarde de hoje, no salão da terceira idade, em Flórida, que O Diário na Escola ministra a oficina

leitura crítica: interage o leitor com o jornal

‘Estudando com o jornal’. O objetivo do encontro é inspirar professores de Flórida e Ângulo, que também estarão presentes, a usar O Diário de forma educativa, a fim de democratizar a leitura de textos de circulação social e incentivar o hábito da ler. Serão, no total, 50 profissionais da educação que terão acesso ao conteúdo que se divide em três tópicos: notícia, jornal escolar e história em quadrinhos (HQs). O conteúdo da oficina vai de encontro às necessidades das duas cidades, que foram apontadas pela diretora da Escola Municipal Duque de Caxias, Adriana Favarim.

Os fatos reais são a base das atividades desenvolvidas com os professores. Do planejamento à exposição de conteúdo e à prática pedagógica, as notícias do Diário, de domingo, oito de agosto, são fonte de análise, leitura e discussão. A matéria ‘As histórias dos outros’, do Viva Maringá, é foco de leitura crítica. Através da atividade, os leitores conseguem identificar as técnicas jornalísticas utilizadas no texto e, também, criar hipóteses sobre as intenções e preferências do repórter. Uma leitura mais aprofundada que interage o leitor com o jornal. Em outro ponto, os participantes identificam o lead (as questões quem?, como?, onde? quando? por quê? e para quê?) da notícia, possibilitando maior entendimento do fato anunciado.

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Jornal Escolar contribuindo com a Educação e Comunicação

Diante da artificialidade vista atualmente no ensino da Língua Portuguesa, que muitas vezes é baseado em práticas tradicionais e de produções de textos pautadas na escrita e não no texto como discurso, sugere-se a produção do jornal escolar a fim de tornar a escrita mais significativa e prazerosa.

A produção de jornais escolares, feitos inteiramente por alunos, tem registros a partir de práticas norteadas pelos pedagogos Célestin Freinet (francês) e pelo polonês Janusz Korczak, no início do século XX.

Marco Aurélio Sobreiro pôde concluir em 2006, em sua pesquisa de Mestrado pela Faculdade Cásper Líbero, que 1) “O jornal escolar é um instrumento que oferece liberdade de expressão aos alunos e motiva-os a trabalhar em grupo”; 2) “a produção do jornal escolar estimula o espírito de cidadania entre alunos, professores e jornalistas envolvidos. O processo motiva os jovens a interagirem com a realidade interna e externa da escola”; 3) “ao confeccionarem seu próprio jornal, os alunos exercitam, na prática, conhecimentos teóricos recebidos dentro da sala de aula”; 4) “o jornal escolar precisa de orientação especializada para atingir boa qualidade e cumprir todos estes objetivos”.

Célestin Freinet: um dos pedagogos pioneiros no trabalho que prioriza a confecção de jornal escolar com estudantes

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Saiba como fazer um jornal escolar

Produzir um jornal escolar, mural ou impresso, é mais do que transmitir informações. É, na verdade, uma excelente atividade em grupo, que pede poder de síntese, liderança, conhecimento prévio da realidade, isto é, a verificação dos problemas, dos acontecimentos, da cultura, das preferências e das necessidades da escola.

Para o educador é uma das maneiras de trabalhar produção textual e leitura. Para o aluno, eis um exercício diferente e atrativo de cidadania. O Diário na Escola elaborou algumas dicas para você professor elaborar o seu jornal escolar:

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