jornal escolar

Jornal Escolar – Eu fiz!

Capa - jornal escolar“Foram seis meses de muito trabalho”, destaca a professora Priscila Carolina Mantovani que leciona no ambiente informatizado da Escola Municipal Ayrton Plaisant, em Maringá. Ciente de que o jornal é uma importante ferramenta pedagógica que possibilita ao aluno o contato com os mais diversos gêneros textuais, Priscila não teve dúvidas da ótima oportunidade que tinha em mãos quando recebeu o convite da secretaria da educação da cidade, para desenvolver um jornal escolar com seus alunos dos quartos e quintos anos.

“Minha primeira escolha foi a de fazer com que as crianças se sentissem verdadeiros repórteres e editores, para isso, todos participaram e foram ativos durante os processos de produção”, conta a professora.

Os alunos, que já tinham o contato com o impresso nas aulas de Língua Portuguesa aprovaram a proposta e se dedicaram para que as ideias fossem para o papel. “Eles estiveram motivados em todas as aulas e se empenharam a realizar um trabalho cada vez melhor”, diz Priscila.

Os pais também ajudaram na construção do jornal escolar. As atividades se estenderam para além dos muros da instituição de ensino. Nas matérias com relação ao folclore brasileiro, como dever de casa, as crianças questionaram seus responsáveis sobre lendas, mitos, receitas populares e danças típicas que eles conhecem. Com isso, a turma toda voltou para a sala de aula com bastante conteúdo.

Assim como nas redações jornalísticas, a escolha do que seria publicado no jornal foi feita durante uma reunião de pauta. Os alunos, neste caso denominados editores, se reuniram para decidir, em meio a tantas informações, o que realmente deveria receber espaço nas páginas do “Notícias da Escola” – nome dado ao jornal escolar da Ayrton Playsant.

No Ambiente Educacional Informatizado, os estudantes desenvolveram a função dos diagramadores e redigiram textos, editaram fotos e com a ajuda da professora sugeriram a melhor diagramação para o impresso. “Neste processo as crianças conheceram ferramentas da informática que as auxiliou a criarem, inclusive, panfletos de divulgação”, enfatiza Priscila.

A diretora da escola, Raquel Silva Maneta comprova os bons resultados do jornal escolar. “Todo trabalho que envolve prática surge maior efeito, pois os alunos se dedicam mais e consideram a atividade significativa. Com isso, a participação dos pais é automática, os estudantes acabam repassando o que produzem em sala para a família e elas contribuem com conhecimento.”

Produção 

As alunas Danielle Mayumi Ito e Juliane Pereira Faria escreveram uma poesia para o espaço de cultura do “Notícias da Escola” e ainda digitaram e ilustraram a página no ambiente informatizado.

Há flores e flores

De todas as cores

Vermelho, rosa e azuis variantes

Que deixam meu jardim mais bonito que antes!

Rosas, Margaridas, Violetas e Tulipas

São flores que alegram a minha vida!

Lilás e roxo podem ser iguais,

Mas nas minhas flores elas são especiais!

Há flores e flores,

São todas bonitas,

Mas você é a minha preferida!!!

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Jornal Escolar – Eu fiz!

A partir de hoje será publicado o resultado de um trabalho anual desenvolvido por professores do Ambiente Educacional Informatizado (AEI) da rede municipal de Maringá, em parceria com a equipe da secretaria da educação da cidade. Foram meses de muita dedicação para a produção de jornais escolares, com diferentes temas e abordagens. Alunos e professores das escolas de Maringá se empenharam na produção de matérias e imagens, diagramação, impressão e entrega dos exemplares. Todas as terças-feiras, você poderá conferir um pouco do resultado desta iniciativa.

Capa - jornal A.M.Na primeira coluna vamos apresentar o “Informativo A.M.”, realizado pelas turmas de quarto e quinto da Escola Municipal Ariovaldo Moreno.

“Quando recebemos o desafio de produzir um jornal escolar percebemos que nossa tarefa seria árdua, porém compensadora. E que o trabalho contribuiria para o desenvolvimento da capacidade da leitura e domínio da linguagem, fatores importantes para a formação do cidadão”, destacam as professoras do AEI, Jane Candido Mendes e Vera Lúcia Simões.

Orientadas pelas assessoras pedagógicas de informática educacional da secretaria da educação de Maringá, Patrícia Rosa e Sandra Milak, as professoras começaram o trabalho incentivando os alunos a percepção da linguagem jornalística, identificação dos gêneros textuais, editorias e matérias publicadas.

Na sequência, em grupos, os estudantes receberam a tarefa de produzir os conteúdos do jornal escolar. Com o apoio das educadoras, as crianças pesquisaram na internet o que poderia ser notícia, analisaram imagens e os detalhes que compõem a diagramação do impresso.

A escolha do nome do jornal foi bastante democrática. Entre as sugestões apresentadas pelas crianças, se definiu a mais votada. E este é um grande momento, pois os estudantes se sentem pertencentes ao trabalho que estão realizando.

Depois de tudo pronto, os jornais foram impressos e entregues para toda a comunidade escolar. “A produção do material ganhou reconhecimento de todos por valorizar a capacidade de nossos alunos, suas produções textuais e artísticas, assim como o trabalho do AEI e toda a equipe de profissionais da educação”, comemoram Jane e Vera.

 

Olha que bacana o anúncio que os alunos realizaram para o Informativo A.M.

CLASSIFICADO MALUCO

Vendo Brasília meio velha. Ano 72, com a frente 78, traseira 80 e lateral totalmente original. Baixa quilometragem (vivia na oficina), nunca bateu (os outros é que bateram nela). Único dono (nunca conseguiu vender). Procurar no pátio do DETRAN hoje, porque amanhã vai virar sucata.

 

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ONG auxilia produção de jornais escolares

O jornal escolar, prática incentivada pelo Diário na Escola e já inserida na rotina de muitas instituições de ensino, faz parte da educação desde 1920, impulsionada pelo educador francês Celestin Freinet. Por acreditar nos benefícios ao estimular a produção desse tipo de informativo por alunos, a Organização Não Governamental (ONG) Comunicação e Cultura criou o “Portal do Jornal Escolar” que tem a missão de contribuir para a disseminação de jornais escolares e a qualificação do seu uso, como instrumento de uma proposta pedagógica que permite à escola assumir as mudanças produzidas pelo desenvolvimento da comunicação. Na coluna do Diário na Escola de hoje você confere uma entrevista com o coordenador geral da ONG, Daniel Raviolo.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Sociólogo por formação, em que momento da sua carreira surgiu o estímulo para o auxílio no trabalho da produção de jornais escolares?

Foto entrevistado - opção 01DANIEL: Fundamos o Comunicação e Cultura em 1988 para trabalhar com jornais comunitários em Fortaleza. Esse projeto deu muito certo, e com a circulação desses jornais, estudantes e professores começaram a entrar em contato conosco, solicitando apoio. A partir de 2002 começamos a apoiar uma escola, dentro de um projeto comunitário, e em 2005 entramos de cheio em toda a área escolar.

  1. Conte aos nossos leitores alguns dos resultados que você já acompanhou após os professores inserirem a mídia impressa em suas aulas.

É um relato muito comum dos professores o aumento do interesse das crianças pela escrita, o que é bem compreensível. A escrita na escola é apenas um exercício, pois as produções não saem do caderno, não tem vida real. O único leitor é o professor. Ao escrever no jornal, o estudante participa de uma comunicação real, vai ser lido na comunidade educativa. Os estudantes, mesmo crianças, entendem perfeitamente a diferença e o interesse pela escrita aumenta espontaneamente. Ela ganha um significado.

  1. O senhor acredita que o desenvolvimento de textos para um jornal oportuniza ao aluno a liberdade de expressão? Podendo, assim, crianças e adolescentes exteriorizarem necessidades, sentimentos e tendências?

Foto AbreSempre digo que a melhor maneira de “matar” um jornal escolar é fazer que seja o mais parecido possível com um exercício escolar, obrigando os estudantes a escreverem sobre os temas que os professores escolhem. Ao contrário, sua pergunta sugere a abordagem correta: fazer da expressão da criança, de seus interesses e inquietações, um ponto de partida para o domínio da escrita. Isto, além do todo, traz um tremendo benefício, pois a escola passa a ser identificada pelos alunos como um lugar onde são respeitados como sujeitos pensantes.=

  1. O jornal escolar pode ser uma alternativa para a indispensável ligação Escola-Pais?

Não diria uma alternativa, no sentido de ser excludente de outras possibilidades, mas certamente é uma grande contribuição. Isto tem de ser explicado, o que interessa não são as informações institucionais – para isso basta a direção escrever um pequeno informativo – mas o que o jornal mostra, através das produções dos alunos, como resultado do espírito pedagógico da escola e de seus valores. Nesse sentido, o jornal é uma espécie de “relatório vivo” da escola. Claro que os pais dos alunos que tiveram textos escolhidos sentem uma grande satisfação, mas o alcance da comunicação estabelecida pelo jornal com os pais é bem maior.

  1. A partir desta semana centenas de professores participantes do Programa Educacional O Diário na Escola passarão a receber exemplares de jornais para o trabalho de educomunicação em sala de aula. Que mensagem o senhor deixaria para eles?

Eu diria para essas professoras que a comunicação é a dimensão mais importante da cultura contemporânea, e que a pedagogia não pode ignorar esse fato. Para mim uma escola que não fala da comunicação é como se não falasse do meio ambiente ou da saúde, por exemplo. A influência dos meios de comunicação na vida de cada um de nós é muito grande, seja através dos conteúdos editorais ou da publicidade. Precisamos aprender a navegar e ser protagonistas desse mundo.

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Concurso premia escola com 3 mil reais

É isso mesmo. A escola que produzir o melhor jornal escolar com o tema Liberdade de Imprensa receberá 3 mil reais. Para participar, a instituição de ensino deve fazer parte de um programa de Jornal e Educação, da Associação Nacional de Jornais, PJE/ANJ. O concurso é uma realização da referida entidade e tem o apoio institucional da Associação Mundial de Jornais, WAN-IFRA.

Essa promoção visa comemorar o dia 3 de maio, que é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. As inscrições poderão ser feitas, juntamente com envio dos jornais, até o dia 31 de maio de 2011. Todas as escolas participantes de O Diário na Escola, de Maringá e região, poderão participar, inclusive contar com o apoio da equipe do programa para realização de oficinas com alunos e educadores sobre o tema.

“O presente concurso tem como objetivo estimular o debate a respeito do tema Liberdade de Imprensa em escolas e ambientes educativos diversos, e mostrar a importância da imprensa livre para a democracia de um país. Para isso, elegerá o melhor jornal produzido acerca do tema”, informou a coordenação do programa Jornal e Educação.

Para obter mais informações, entre em contato com a equipe do Diário na Escola, através do telefone 3221-6050 ou pelo e-mail odiarionaescola@odiario.com

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Cidadania no Colégio Olavo Bilac, Sarandi

O projeto de educomunicação do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Sarandi, em parceria com estudantes de jornalismo da Faculdades Maringá, originou um jornal escolar, a Gazeta do Estudante, mas não parou por aí. A iniciativa que consistiu em dois meses de oficinas de leitura crítica da mídia, cidadania, identidade, conscientização e produção de pautas, textos, fotos e anúncios do jornalzinho, acabou por contagiar quase que todos os 1.700 alunos da instituição de ensino. Nos vídeos abaixo o relato de duas alunas do Olavo Bilac envolvidas com o projeto, a opinião do estudante de jornalismo, um dos responsáveis pela iniciativa e também da professora de língua portuguesa que colaborou na realização e evolução do projeto.

Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube Imagem de Amostra do You Tube
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Encontro discute elaboração de Jornal Escolar

Professores e equipe pedagógica da Escola Municipal Tisuro Tsuji B. Cunha, de Sarandi, estiveram reunidos ontem, das 17:30 às 20:00, na referida instituição, para participarem da oficina “O Jornal Escolar promovendo a leitura e a escrita”, ministrada pelo prof. Ricardo A. Pastoreli. O encontro realizou-se a pedido da coordenação pedagógica da instituição e teve como objetivo tecer discussão teórica e técnica sobre a elaboração do jornal escolar.

A intenção dos educadores é produzir, juntamente com os alunos, textos que circulem também na comunidade e que estimulem os estudantes a perceberem a importância da comunicação na e para educação. Inicialmente foram apresentados conceitos sobre a Educomunicação e a prática do Diário na Escola. Houve também uma retomada do contexto histórico, que trouxe à tona discussões que giraram em torno de dois pedagogos precursores na produção de jornais escolares produzidos inteiramente por alunos, no início do século XX. Trata-se do francês Célestin Freinet e do polonês Janusz Korczak.

Para encerrar as atividades, foram analisados alguns jornais escolares e, em equipes, cada grupo recebeu uma apostila com os elementos que compõem um jornal escolar ( elementos gráficos e elementos editoriais) que foram discutidos e apresentados posteriormente pelos docentes.

Além dos encontros realizados frequentemente aos docentes participantes do “Diário na Escola”, outras atividades, como a descrita acima, podem ser solicitadas através do telefone: (44) 3221-6050. Participe!

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Oficina aborda notícia, jornal escolar e HQs

É na tarde de hoje, no salão da terceira idade, em Flórida, que O Diário na Escola ministra a oficina

leitura crítica: interage o leitor com o jornal

‘Estudando com o jornal’. O objetivo do encontro é inspirar professores de Flórida e Ângulo, que também estarão presentes, a usar O Diário de forma educativa, a fim de democratizar a leitura de textos de circulação social e incentivar o hábito da ler. Serão, no total, 50 profissionais da educação que terão acesso ao conteúdo que se divide em três tópicos: notícia, jornal escolar e história em quadrinhos (HQs). O conteúdo da oficina vai de encontro às necessidades das duas cidades, que foram apontadas pela diretora da Escola Municipal Duque de Caxias, Adriana Favarim.

Os fatos reais são a base das atividades desenvolvidas com os professores. Do planejamento à exposição de conteúdo e à prática pedagógica, as notícias do Diário, de domingo, oito de agosto, são fonte de análise, leitura e discussão. A matéria ‘As histórias dos outros’, do Viva Maringá, é foco de leitura crítica. Através da atividade, os leitores conseguem identificar as técnicas jornalísticas utilizadas no texto e, também, criar hipóteses sobre as intenções e preferências do repórter. Uma leitura mais aprofundada que interage o leitor com o jornal. Em outro ponto, os participantes identificam o lead (as questões quem?, como?, onde? quando? por quê? e para quê?) da notícia, possibilitando maior entendimento do fato anunciado.

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Jornal Escolar contribuindo com a Educação e Comunicação

Diante da artificialidade vista atualmente no ensino da Língua Portuguesa, que muitas vezes é baseado em práticas tradicionais e de produções de textos pautadas na escrita e não no texto como discurso, sugere-se a produção do jornal escolar a fim de tornar a escrita mais significativa e prazerosa.

A produção de jornais escolares, feitos inteiramente por alunos, tem registros a partir de práticas norteadas pelos pedagogos Célestin Freinet (francês) e pelo polonês Janusz Korczak, no início do século XX.

Marco Aurélio Sobreiro pôde concluir em 2006, em sua pesquisa de Mestrado pela Faculdade Cásper Líbero, que 1) “O jornal escolar é um instrumento que oferece liberdade de expressão aos alunos e motiva-os a trabalhar em grupo”; 2) “a produção do jornal escolar estimula o espírito de cidadania entre alunos, professores e jornalistas envolvidos. O processo motiva os jovens a interagirem com a realidade interna e externa da escola”; 3) “ao confeccionarem seu próprio jornal, os alunos exercitam, na prática, conhecimentos teóricos recebidos dentro da sala de aula”; 4) “o jornal escolar precisa de orientação especializada para atingir boa qualidade e cumprir todos estes objetivos”.

Célestin Freinet: um dos pedagogos pioneiros no trabalho que prioriza a confecção de jornal escolar com estudantes

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Saiba como fazer um jornal escolar

Produzir um jornal escolar, mural ou impresso, é mais do que transmitir informações. É, na verdade, uma excelente atividade em grupo, que pede poder de síntese, liderança, conhecimento prévio da realidade, isto é, a verificação dos problemas, dos acontecimentos, da cultura, das preferências e das necessidades da escola.

Para o educador é uma das maneiras de trabalhar produção textual e leitura. Para o aluno, eis um exercício diferente e atrativo de cidadania. O Diário na Escola elaborou algumas dicas para você professor elaborar o seu jornal escolar:

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