jornal na sala de aula

Programa realiza encontro de encerramento com apresentações e palestra

DIARIO NA ESCOLA RL1As atividades do Diário na Escola neste ano estão chegando ao fim e a equipe do Programa realizou na sexta-feira (29) o último encontro com os profissionais da educação das instituições de ensino parceiras.

A partir da temática “O professor na sala de aula – buscando estratégias de superação do mal estar docente” a professora doutora em psicologia escolar, pela USP, Rachel de Maya Brotherhood ministrou a palestra principal do evento.

A ministrante destacou que atualmente o professor assumiu novas tarefas e responsabilidades dentro da escola. As crianças chegam a sala de aula com diferentes valores e culturas e o profissional da educação tem que se adequar a esta realidade. “Acredito que o mal estar docente é uma mistura da massificação do ensino com a desvalorização do educador, o que gera um enorme descontentamento”, destaca Maya.

DIARIO NA ESCOLA RL13Outro apontamento feito por Raquel enfatiza as exigências profissionais, que em alguns casos, ultrapassam os recursos e ferramentas disponíveis ao professor. Desta forma são constatados altos índices de tensão, frustração e depressão nos profissionais que trabalham diariamente dentro da sala de aula.

A professora que leciona para o 4º ano da rede municipal de Maringá, Cleonice Sebastião Teixeira Marques compartilhou sua experiência sobre o mau comportamento dos alunos. “Algumas crianças ultrapassam todos os limites, me respondem e até humilham. Quando vou reclamar com os pais, eles dizem que o filho é assim mesmo, e que não sabem mais o que fazer”.

Maya, neste momento, enfatizou que Cleonice deve impor limites ao aluno, e deixar claro o que pode e o que não pode ser feito em sala de aula. “Respeito é o mínimo em uma relação entre docente e educando”.

Para melhorar esta realidade a palestrante deixou algumas sugestões aos participantes do encontro. “O professor tem de lutar por aquilo que considera certo e verdadeiro. Ainda é preciso elevar o reconhecimento e o status social do profissional da educação e isto só é possível em trabalho colaborativo. Lembrem-se, sozinhos não conseguimos nada!”

O jornal no aprendizado

No encontro de encerramento também foram valorizadas as melhores práticas pedagógicas desenvolvidas com o jornal em 2013. Cinco educadoras foram selecionadas para apresentarem seus trabalhos a todos os participantes do evento, e assim serem reconhecidas pelas boas propostas aplicadas.

Rosangela da Silva Oliveira é professora do quinto ano na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e recebeu destaque devido à atividade em que após o estudo do caderno de classificados, do Diário, seus alunos criaram anúncios se oferecendo para trabalhar. As crianças abusaram da imaginação e entre as ofertas de emprego era possível encontrar de modelo a auxiliar de dentista, com salários de sete a 10 mil reais mensais.

“Os alunos me surpreendem nos resultados dos trabalhos realizados com o jornal. Quando o Diário na Escola publica nossas atividades tenho a sensação de dever cumprido e com sucesso!”, comemora Rosangela.

Entre as educadoras em evidência há também uma bibliotecária, Priscilla Kelly Bressan trabalha no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá, e participa do Programa através do subsídio oferecido pela Viapar. Priscilla desenvolveu o “Projeto Nova Escrita” no qual os alunos do 3º ano do ensino médio passaram seus horários de intervalo na biblioteca solucionando as palavras cruzadas do caderno de cultura do Diário, mais do que um passatempo a atividade buscou auxiliar o estudante a escrever com fluência, argumentação e criticidade.

E o projeto não pára por aí! Com o objetivo de preparar os adolescentes para as provas do ENEM, PAS e Vestibular UEM, toda sexta-feira Priscilla escolhia uma matéria do jornal para que o estudante desenvolvesse uma produção de texto durante o final de semana e a corrigia na semana seguinte.

“Acredito nos alunos e na competência de cada um, por isso acho extremamente válido aproveitar todo o tempo que eles estão na escola, inclusive os 15 minutos de intervalo. Por esperar um futuro melhor para toda a sociedade é que estou sempre criando novas atividades que deixem algum significado na vida do estudante”, ressalta Priscilla.

Amélia Watanabe Horita leciona aos quintos anos da Escola Municipal Dr Milton Tavares Paes, de Marialva. A proposta realizada por ela foi baseada no desejo de leitura de seus alunos. A professora percebeu que nas conversas sobre as notícias publicadas no Diário algumas crianças se manifestavam insatisfeitas com os temas lidos, e então Amélia decidiu dar voz aos estudantes. Cada aluno escreveu um texto sobre o que gostaria de ler no jornal. Entre as produções foi possível encontrar temáticas que revelaram de preocupações ambientais a questões que envolvem drogas e violência.

“As aulas com o impresso sempre geram bons debates. Percebo que além do estímulo à leitura e escrita, as crianças avançaram na argumentação, vocabulário e oralidade. Fico muito feliz, pois os estudantes têm levado o jornal para realizar leitura familiar em casa”, relata Amélia.

A partir do desafio do 7º Concurso de Frases do Diário na Escola, no qual os alunos deveriam escrever frases de efeito sobre os riscos em misturar álcool e drogas com a direção de veículos, a professora do 4º ano da Escola Municipal Professor Midufo Vada, de Maringá, Aline Romero da Silva foi a fundo no assunto e desenvolveu uma série de atividades com seus alunos sobre a temática.

Aline realizou leitura com notícias sobre fatalidades no trânsito, levou os estudantes até a sala de informática para a exibição de vídeos e propôs debates.

“Este foi o primeiro ano em que trabalhei com o jornal em sala de aula e a experiência tem sido a melhor possível, espero em 2014 ter a oportunidade de continuar no Programa, porque além do Diário na Escola ser muito bom para o auxílio no aprendizado dos meus alunos eu também tenho conhecido muitas coisas novas com os relatos práticos de outras educadoras”, conta Aline.

Na Escola Municipal Professora Maria Clestina, de Astorga, a notícia de uma Araucária que cresce em meio ao asfalto gerou polêmica. A professora Edna Coutinho coordenou um movimento pela preservação da árvore, junto com seus alunos do 5º ano. As crianças foram até o pinheiro, estudaram a espécie, fizeram trabalhos e até um site contando a história da árvore que eles resolveram chamar de “Tesouro Verde”.

“A proposta que desenvolvi me fez sentir difusora da cidadania, não só pela veiculação na mídia, mas também por ter gerado consciência crítica na comunidade de Astorga. Estar no encontro de encerramento compartilhando experiências é positivo e necessário para o crescimento pessoal de todos nós, professores”, acrescenta Edna.

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VITORIOSAS. Educadores que apresentaram as melhores práticas com o jornal, ao lado da coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes e a jornalista, Nayara Spessato

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A mídia na educação

Solange “A parceria entre a secretaria municipal de educação de Maringá e O Diário teve início em 2006. Desde então o Diário na Escola, por meio de ferramentas pedagógicas, tem demonstrado ser um importante instrumento de comunicação, de informações e reflexões, pois, através da utilização de exemplares do jornal pelos alunos e também o assessoramento disponibilizado aos professores, percebe-se a contribuição para o estímulo e o hábito da leitura. Consideramos o jornal um instrumento de facilitação do fazer pedagógico, sendo que o estudante tem uma maior possibilidade de compreensão do mundo e interação com os acontecimentos sociais locais. Trabalhar com o impresso nas unidades de ensino, especialmente no ensino fundamental, é essencial para o desenvolvimento dos alunos, os quais, geralmente não têm acesso ou intimidade com esse meio de comunicação. Sabemos que muitas famílias não têm o hábito da leitura, em muitos casos, devido as condições financeiras ou mesmo a falta de estímulo quando criança. Neste contexto, valorizamos o trabalho com o jornal, sendo ele fonte respeitada de pesquisa e obtenção de informações, nas quais podemos trabalhar com os gêneros textuais, mostrar as diferentes formas de narrar, informar, instruir e analisar, visualizar gráficos e tabelas, e tudo isso com temas da atualidade. Salientamos que o principal objetivo deste projeto é estimular o gosto pela leitura e a reflexão sobre diversas temáticas. Assim, contribui para um ensino de qualidade e subsidia os professores na realização do trabalho didático promovendo cultura e cidadania” – professora Solange Lopes – secretária de educação de Maringá.

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A mídia na educação

elza“O Programa o Diário na Escola tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania. Os alunos são instigados pela professora a contextualizar a notícia com os conteúdos ensinados em sala de aula, desta forma trabalha-se a interdisciplinaridade e desperta-se a reflexão das matérias inseridas num contexto atual. Esse  trabalho com o texto jornalístico é real porque há comprometimento e participação da equipe pedagógica da escola, professora e alunos”. – Elza Bernuci Crippa, secretária de educação de Flórida.

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A mídia na educação

Maria Inez“O programa educacional O Diário na Escola vem trabalhando a reflexão teórica e prática sobre a utilização do impresso na sala de aula. O projeto realiza encontros para discutir metodologias de atividades que contemplam a interdisciplinaridade, a leitura crítica e a discussão da cidadania através de assuntos veiculados nas páginas do jornal. A principal contribuição do Diário na Escola é estimular o gosto pela leitura diversificada nos estudantes, tendo o jornal como objeto de estudo – seus conteúdos, linguagens e tipologias – além de contribuir para o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e criativo, estimulando a construção da cidadania em toda a comunidade escolar. Em nosso município o Programa inovou as metodologias do professor, destacando que, o trabalho realizado é educativo e promove não só a aprendizagem escolar do aluno, mas também, em grande medida, sua formação como pessoa”. – Maria Inez Benites Bria, secretária de educação de Marialva.

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A mídia na educação

 “O Diário na Escola se traduz numa das melhores parcerias que o departamento de educação de Astorga desenvolve nas escolas municipais. Há comprometimento do professor e grande interesse nas capacitações ofertadas. Percebe-se também que esta ferramenta pedagógica atinge os objetivos dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula, principalmente nas ações que contribuem para formar o pensar e o modo de agir das crianças. A atividade com o jornal estimula a leitura da realidade, ajuda na ortografia, fornece conhecimento, e forma cidadãos mais críticos, além de despertar no aluno a curiosidade e o desejo de aprender. Tem fornecido aos professores inúmeras possibilidades de atividades: debate de assuntos que estabelecem relações entre o indivíduo e o mundo que o cerca, diferentes interpretações de um mesmo assunto, estudo dos recursos expressivos e das modalidades de textos próprios da linguagem jornalística, formas de inserir o discurso do outro, discutir a opinião do próprio jornal, e produção de textos específicos desse veículo de comunicação, tais como notícias, entrevistas e reportagens”. – Neuza Maria Julião Fortunato, secretária de educação de Astorga.

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Vitrine do Professor

Este ano O Diário na Escola tem como seu maior objetivo oferecer capacitação aos professores participantes do Programa. Com isso, estão sendo realizados encontros pedagógicos que unem teoria e prática, com temáticas aliadas às necessidades dos professores, para que o jornal impresso proporcione ao aluno, um aprendizado de qualidade.

Depois de participarem dos dois primeiros encontros de capacitação, e de quase quatro meses realizando semanalmente atividades com o jornal, destacamos a opinião de algumas professoras:

“Trabalho há muitos anos em minha escola. Fui coordenadora pedagógica, diretora e hoje sou professora do 5º ano. Foi uma resistência para meus superiores entenderem a importância deste Programa. Mas assim que assumi a direção junto com a nova secretaria de educação, conseguimos. E hoje, trabalhando com meus alunos vejo que não foi em vão a insistência. Meus alunos adoram o jornal, são leitores assíduos. Através dos encontros, estou me capacitando e levando conhecimento às crianças que leciono. Vocês do Diário na Escola estão de parabéns!” – Cristiani Maria Baptista Gati – professora da Escola Municipal Menino Jesus, de Uniflor.

 “O Diário na Escola é muito útil, nos aprimora com seus cursos e habilita o professor a fornecer aos alunos um aprendizado de maior qualidade. As dicas de atividades possibilita ao professor diversificar a dinâmica com o jornal em sala. É um excelente programa!” – Edna Maria Pavoni Volpato – professora da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí.

 

 “O jornal é esperado toda semana com muita alegria pelos alunos do 5º ano. O Programa tornou as aulas muito mais atrativas e inovadoras. Os estudantes encontram diversos gêneros textuais para explorar leitura e produção. Com esse suporte, os textos passaram a ser visivelmente mais elaborados e as leituras muito mais pertinentes e críticas.” – Maria Aparecida Toloto de Carvalho – professora da Escola Municipal Elias Abrahão, de Lobato.

 

 “Os cursos são sempre muito bem ministrados e esclarecedores, ajuda em sala de aula na hora de desenvolver o trabalho, pois os alunos adoram a novidade e a possibilidade de trabalhar com textos atuais.” – Carla Amábile Lima – professora da Escola Municipal Monsenhor Celso, de Astorga.

 

 “O Programa é mais um recurso que apóia o trabalho pedagógico nas escolas. Os encontros ajudam muito na reflexão e propriamente no estudo dos conteúdos que devem ser ministrados. Hoje foi muito produtivo. No final da manhã realizamos uma oficina que nos fez desenvolver na prática aquilo que foi visto em teoria.” – Ana Délia Lavaque – professora da Escola Municipal 9 de Dezembro, de Santa Fé.’

 

 “O programa O Diário na Escola permite o trabalho com a diversidade textual, além de proporcionar aos alunos o contato com o jornal, algo que muitos não tem o acesso fora da escola. Permite também que os pais possam ler as notícias com seus filhos, pois muitos pedem o jornal para levar para casa.” – Valéria Nunes de Jesus – professora da Escola Municipal Alfedo Sofientini, de Astorga.

 

“O Diário na Escola é de extrema importância. Pois, com o jornal, temos acesso à diferentes gêneros de textos, que podem ser explorados em sala de aula, tanto para leitura, como também para produção. Além disso tudo, possibilita ao aluno uma escrita mais elaborada.” – Patrícia de Paiva Grilo – professora da Escola Municipal Duque de Caxias, de Flórida.

 

 “Tenho gostado muito do Programa, os cursos têm sido ótimos e eu tenho utilizado o aprendizado adquirido em sala de aula. O jornal nos meus projetos pedagógicos enriqueceu meu trabalho e desperta a atenção dos alunos.” – Zuleide Ghizzo – professora da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo.

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Flórida renova parceria com Diário na Escola

A secretária de educação do município de Flórida, Elza Bernuci Crippa, esteve na sede do jornal O Diário para renovação da parceria com o Programa.

“Hoje, o mundo das crianças é muito virtual. Elas precisam ter mais contato com o jornal para sentirem o toque da leitura. Ao meu ver, o manuseio do material que estamos lendo é de extrema importância. O trabalho realizado na nossa escola junto ao Programa Educacional do Diário vem somando muito em benefícios para as nossas crianças”, conta a secretária Elza.

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Alunos agradecem ao Diário na Escola

Depois de um ano cheio de trabalho e de receberem semanalmente o jornal impresso na sala de aula, os alunos do 5º ano “A” da Escola Municipal Celéstin Freinet, de Maringá, sob a orientação da professora Marli Mielli, fizeram frases relatando as suas experiências com o Programa O Diário na Escola.

 

“Vi páginas alegres e páginas tristes, como por exemplo a morte do menino Arthur, mas gostei muito desse projeto.” (Marcelo)

 

“Achei legal poder ficar informado sobre o que está acontecendo na cidade e no mundo.” (Mariana)

 

“Gostei! Me manteve informada e pude conhecer coisas novas.” (Miriam)

 

“Foi muito bom, eu lia os fatos e em casa comentava com a minha mãe.” (Thiago)

 

“Meu avô é assinante, então eu comentava com ele aquilo que tinha sido notícia.” (Rafael)

 

“Fiquei sabendo mais coisas a respeito de temas sociais, como por exemplo, a consciência negra.” (João Gabriel)

 

“O jornal me ajudou bastante a entender os problemas da nossa sociedade.” (Daiane)

 

“No jornal aprendi bastante coisa, ele me manteve informada.” (Sabrina)

 

“Por meio do jornal podemos ler textos que nos ajudaram a compreender e interpretar com mais clareza.” (Beatriz)

 

“Com as atividades do jornal acompanhei a situação do trânsito e observei o quanto ele precisa melhorar.” (Aline)

 

“Com a participação no concurso cultural melhorei minha criatividade ao escrever.” (Sara)

 

“Lá em casa recebemos o jornal todos os dias, mas eu gosto de debatê-lo na sala de aula e depois comentar com meu pai.” (Kauane)

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Mural de Trabalhos

A partir da leitura e do trabalho com o jornal na sala de aula, o aluno Carlos Eduardo da Escola Municipal Vânia Maria Simões – Atalaia, e as alunas Vanessa e Osanas, da Escola Municipal Dr Eurico de J. D. Barros – Marialva, fizeram as seguintes produções com temáticas que envolvem a cidadania, as eleições e o uso de drogas.

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Formando novos leitores

O jornal impresso, como um dos mais influentes veículos de comunicação social, pode ser considerado um instrumento de estímulo à leitura. Por oferecer atualidade e contexto tem potencial para ser usado em sala de aula como instrumento pedagógico, através de programas específicos ou não, contribuindo para a formação de leitores mais críticos e conscientes da realidade social e política que os cerca.

Ao usar o jornal como material didático, o professor estará aproximando a escola do mundo. Apenas em praticar o manuseio típico de um leitor de jornal, o aluno está aprendendo a fazer escolhas críticas em relação ao que quer e quando quer ler. Ele elege areportagem, seção ou coluna que mais desperta seu interesse naquele momento. E esta seleção, já implica em posicionamento crítico, participativo, denotando liberdade de escolha. Além disso, o livro didático não mantém a instantaneidade da notícia de um jornal, pois ele não é publicado no dia seguinte ao fato.

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