jornal



Ensinamentos do impresso

O estudo dos gêneros textuais é a base da aprendizagem do ensino fundamental. E um material que tem somado à didática dos professores dentro dos espaços escolares, é o jornal. Rico em diversidade de textos, o impresso apresenta os conteúdos que estão em estudo nos livros didáticos, mas em seu suporte original, o que torna a atividade mais real e prazerosa.

Por exemplo, é muito mais interessante para a criança aprender sobre a estrutura de uma notícia folheando as páginas do Diário, do que ver uma cópia reduzida do impresso no livro escolar. Por isso, cada vez mais os professores têm levado o jornal para a sala de aula como suporte de ensino.

Foto AbreNa Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, a professora Rosângela da Silva Oliveira já tem utilizado essa didática. Para cumprir o cronograma curricular de conteúdos, Rosângela levou exemplares do Diário e apresentou aos alunos os gêneros textuais presentes nesse veículo de comunicação, que neste caso além de informar, ensina.

“Eu precisava repassar o conhecimento às crianças sobre os diferentes tipos de textos que temos. Nessa proposta o jornal me auxiliou bastante, pois em um único material encontrei tudo o que precisava. Isso torna não só o meu trabalho mais fácil, como o aprendizado dos estudantes também”, enfatiza Rosângela.

Para iniciar a aula, a professora entregou os exemplares do Diário para os alunos do quarto ano e deixou que eles folheassem para conhecer o material que tinham em mãos. “Fui intervindo para apontar a estrutura, os assuntos e principalmente a diversidade textual”, diz.

Dentro do gênero notícia, que foi o foco da aula, Rosângela apresentou aos estudantes a manchete, ou seja, o título do texto. Em seguida, cada criança recortou as manchetes que mais lhe chamou a atenção e a classe toda montou um cartaz com as informações retiradas do jornal.

Em seguida, a turma do quarto ano leu as matérias do Diário e interpretou os conteúdos, sempre observando a estrutura do texto em estudo. A parte prática, também foi desenvolvida. Os alunos receberam o desafio de produzir manchetes, e a partir do momento que a professora percebeu o domínio da tarefa, eles foram motivados a produzir notícias sobre a cidade em que vivem.

“Apesar das crianças ainda terem pouco contato com o impresso e dificuldade em reconhecer os gêneros, essas atividades foram muito importantes para o aprendizado efetivo. É mais fácil o reconhecimento do texto dentro do seu suporte original”, comenta a professora.

“Preciso ler mais o Diário, com tantas informações tive mais gosto em fazer a tarefa escolar”, ressalta a aluna Raiane de Paula Souza. O colega de turma José Daniel Ramanhk de Jesus acrescenta que “o contato com o jornal nos faz ter mais interesse pela leitura e torna o trabalho em prazer.”

Nas aulas seguintes, Rosângela ainda ensinou às crianças sobre os outros gêneros vistos no impresso, como: carta do leitor, artigo, enquete, resumo, horóscopo e outros. Além de desenvolver trabalhos com enfoque nos anúncios e nas charges.

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Brincando de matemática

O Colégio Estadual Cyro Pereira, de Iguaraçu, recebeu a visita do Departamento de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a realização de um dia voltado ao conhecimento da matemática, cujo objetivo foi o de suscitar a curiosidade e o interesse pelo ensino da disciplina a partir de atividades diferenciadas presentes no dia a dia dos alunos, bem como promover o envolvimento entre a comunidade escolar e a Universidade.

Foto AbreO trabalho foi realizado por meio das seguintes oficinas: Jogos e Desafios Matemáticos, cujo objetivo era explorar conteúdos já trabalhados no contexto escolar por meio de jogos e desafios que levassem os alunos a analisar as situações, se posicionar diante delas e resolvê-las com agilidade. Gincana Matemática, que tinha por finalidade promover a reflexão dos conteúdos por meio de dinâmicas que exigiam o pensamento rápido e o trabalho em equipe. Matemágicas, que apresentava como intenção demostrar como a matemática está presente em truques de mágica e fazer com que os alunos percebam a aplicação de alguns conceitos que parecem não ter significado, porém estão presentes nas mais diversas atividades do contexto social. Pipas Tetraédricas de Graham Bell, que buscou proporcionar aos alunos uma discussão histórica, filosófica e conceitual da matemática na construção de um brinquedo tão popular entre crianças e jovens em nosso país e, por fim, a Exposição Matemática, que tinha como principal objetivo levar os alunos a conhecerem jogos, tabuleiros e diversos materiais que envolvem muitos conceitos matemáticos para existirem e serem manipulados.

A pedagoga Solange Cristina D’ Antonio foi quem solicitou à Universidade a realização do Projeto no colégio de Iguaraçu e relata que foi um dia muito interessante, dia em que alunos e professores quebraram alguns tabus a respeito da disciplina e perceberam que metodologias diferentes e a contextualização são chave de um trabalho significativo no ambiente escolar.

“Os estudantes forma divididos em grupos e horários que possibilitaram sua participação em várias das oficinas e ficaram encantados em perceber que existe outra maneira de aprender a matemática e encontrá-la na organização de coisas tão simples, mas que só acontecem com um planejamento bem elaborado e com muitos cálculos e conceitos dessa disciplina. Os professores das diversas áreas também se encantaram com o trabalho e decidiram elaborar no colégio um laboratório com jogos, pois perceberam que os alunos mais dispersos estavam completamente encantados com as atividades”, conta Solange.

A aluna, Ana Catarina da Silva Cilião enfatiza que o trabalho realizado foi muito legal, uma vez que ela teve contato com os professores e alunos da UEM, e eles se dedicaram a atender ela em todas as dificuldades, “a gente se divertiu muito com as provas da gincana, os jogos, quebra cabeças e todas as atividades que fizemos”, diz.

O estudante, Guilherme Henrique Fonseca relata que gostou muito do trabalho, porque foi diferente de tudo o que faz no dia a dia do colégio. “As oficinas me chamaram muito atenção pelos desafios que proporcionaram e os conteúdos ali trabalhados.”

A professora do colégio, Ana Carolina Ulian disse que as oficinas foram muito bacanas e que os alunos ficaram muito interessados e se divertiram bastante. A colega de trabalho, professora Maria Ângela Garcia de Almeida comenta que ainda não tinha presenciado os estudantes tão concentrados para resolver os desafios que eram propostos. “Senti que os desafios elencados cativaram a participação e a vontade dos alunos, sem nenhum tipo de competitividade, e sim, prazer em aprender.”

A professora Sandra Regina D’ Antonio, que leciona na Universidade e é uma das coordenadoras do projeto, diz ter ficado muito contente em perceber que o objetivo central da ação foi alcançado entre a comunidade escolar e a UEM. “Mais importante do que essa abertura é perceber que a extensão entre a pesquisa e o trabalho de campo é de suma importância para os alunos da graduação, professores do departamento, educadores, funcionários e estudantes do colégio. Esse trabalho demonstra que a união entre Universidade e Escola contribui para uma melhor qualidade de ensino em nosso país.”

 

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Matemática em pauta

Nas últimas semanas, mais de 200 profissionais da educação que fazem parte do Diário na Escola estiverem na formação “A organização do ensino de Matemática: o uso do jornal em sala de aula”, ministrado pelas professoras doutoras Luciana Lacanallo Arrais e Silvia Gonzaga de Moraes, e pela mestre Paula Tamyris Moya.

O encontro abordou de forma dinâmica, aliando prática e teoria, as diferentes formas de extrair conteúdos matemáticos das páginas do Diário. Uma didática que visa auxiliar o educador no trabalho com a disciplina em sala de aula, tornando o momento de aprendizado algo prazeroso e com significado social para a vida do estudante.

Foto AbreAs ministrantes apontaram que o trabalho interdisciplinar com o jornal, de forma geral, ocorre com ênfase na Língua Portuguesa. Sendo assim, o maior desafio é pensar no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos para além do que já está posto nos jornais. Ressaltando que o significado do impresso como um recurso didático que de fato contribui para o ensino de matemática depende diretamente das ações de ensino sistematizadas pelo professor. Dessa forma, o Diário deve ser compreendido como uma fonte documental que contribui para a apreensão dos fatos em movimento, na relação entre o passado, presente e futuro. Além disso, é um meio de propaganda e atualização, no âmbito local e mundial.

“O encontro foi de grande valia, uma vez que ofereceu diversas possibilidades matemáticas por meio do material visual, neste caso o jornal. Vale ressaltar o domínio do conteúdo e a didática das formadoras que favoreceu positivamente o aprendizado”, comenta o professor Rafael Orlandini.

Durante a formação os participantes conheceram formas de trabalho com gráficos, tabelas, estimativa, escala, números romanos, ângulos, porcentagens, números decimais, calendário e formas geométricas que podem ser todos extraídos das páginas do jornal. Silvia, Luciana e Paula ressaltam que, “uma maneira de trabalhar com o impresso no ensino de matemática é analisar os conteúdos que permeiam as diferentes reportagens de forma implícita, ou seja, aquilo que não é dado de imediato por meio das imagens e textos jornalísticos.”

Orlani de Carvalho participou do encontro e disse que as informações apresentadas superaram suas expectativas, pois possibilitou a compreensão do uso do jornal nessa área de ensino pouco discutida e que facilitará o trabalho pedagógico indo além dos conteúdos explícitos.

“As atividades apresentadas pelas ministrantes foram muito boas, pois a matemática está na vida de todos. Devemos, como educador, tirar esse medo que as crianças têm da disciplina e fazer com que as propostas didáticas interajam com a rotina de vida delas”, diz a professora Suelena Yoshie Jaqueta. A colega de curso, Norayama da Silva Falcão, completa “saio do encontro de hoje muito mais motivada para planejar e aplicar uma situação de ensino-aprendizagem com as ideias apresentadas a nós.”

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Jornal também para o 3º ano

Foto AbreNa Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, além dos quartos e quintos anos, os exemplares do Diário do Norte do Paraná são objeto de estudo para as crianças do terceiro ano. Uma iniciativa que tem gerado bons resultados na alfabetização e desenvolvimento escolar dos pequenos.

A professora Deusa Dias busca conciliar semanalmente os conteúdos curriculares com as notícias do impresso. “Essa forma de trabalho tem sido muito boa, percebo o desenvolvimento dos alunos no que se refere à leitura, uma melhor escrita, assim como boas discussões sobre temas do cotidiano”, ressalta.

Em uma das aulas em que Deusa levou o jornal para a sala de aula, os estudantes se interessaram pela notícia publicada na página do Diário na Escola a qual relatava um projeto sobre dengue realizado pela educadora Arealba Garbelini de Souza, da Escola Municipal Padre José de Anchieta, também de Sarandi. “Como o conteúdo era algo próximo da realidade deles, ficaram eufóricos, se sentiram pertencentes ao texto. Essa reação foi muito boa, pois além do estudo didático ampliamos a conversa sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti”, conta a professora.

As crianças leram a matéria e produziram um resumo da publicação em seus cadernos. Para tornar a atividade mais interessante Deusa promoveu um debate em que os alunos expuseram todo o conhecimento prévio sobre a dengue, formas de transmissão, conhecidos que já foram vítimas, entre outros aspectos. E, na sequência, lançou o desafio. A partir de tudo o que aprenderam naquela aula, os estudantes deveriam produzir tirinhas sobre como evitar o crescimento do número de casos em Sarandi.

“Eu adorei a proposta de trabalho, pois sou um leitor assíduo dos gibis. Foi muito bom escrever e desenhar sobre um tema tão importante”, conta o aluno Thomas Moreira Carvalho. A colega de sala, Luana Cantarute aponta que a mãe e o irmão dela já sofreram com a doença, “não quero que ninguém mais seja vítima, é muito doloroso. Por isso inspirei as falas da minha tirinha em conselhos e dicas de como eliminar com o Aedes.”

Deusa conta que se surpreendeu com os bons trabalhos recebidos ao fim da atividade. “As crianças são muito dedicadas nas atividades com o jornal, elas gostam de ter um material diferente em sala de aula. O trabalho das tirinhas foi algo novo, pois unimos diversos conteúdos didáticos que viemos trabalhando desde o início do ano. Era um desafio para alunos tão novos, mas eles deram conta do recado e mostraram que são capazes”, comemora.

 

RESULTADO

Tirinha produzida pela aluna Luana Cantarute do 3º ano “A”, da Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, em Sarandi.

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Capa do jornal, um convite à leitura

A professora Orlani de Carvalho Veronez leciona na Escola Municipal Monsenhor Celso, em Astorga, e preparou uma proposta didática para que seus alunos pudessem explorar os conteúdos do Diário. “Meu objetivo foi fazer com que as crianças conhecessem o jornal e a partir da capa pudessem encontrar, ler e discutir as notícias dos cadernos”, conta.

Para realizar a atividade Orlani usou como base textos do livro didático da turma em que se explanavam todos os itens que compõe a estrutura de um impresso. Desta forma, mais do que conhecer as definições apresentadas no livro, os alunos poderiam também identificar cada parte dentro do suporte original, as páginas do Diário.

Foto Abre“Ficou muito mais fácil aprender com o jornal em sala se aula, pois quando pego um exemplar na mão já consigo identificar o que me interessa entre os conteúdos e escolho as páginas que vou ler”, aponta a aluna, Ana Júlia Cheron Zanin.

A diretora da escola, Roseli Baizin Malaquias destaca que o impresso além de ser um importante meio de comunicação, é também um excelente instrumento pedagógico. “Os temas trabalhados envolvem fatos reais, provocando nos estudantes um olhar mais crítico da realidade e, assim, possibilita uma reflexão diante das atitudes que devem tomar enquanto cidadãos.”

Orlani aproveitou os exemplares do Diário para ensinar sobre o gênero textual notícia e a estrutura do “lide” – termo que resume a função do primeiro parágrafo que é introduzir o leitor no texto e prender sua atenção – a partir das perguntas: o quê, quem, quando, como, onde, por quê.

“Depois dessa proposta didática os alunos mostraram maior interesse pelo jornal, visto que muitos não têm contato com esse tipo de mídia. Percebi que as crianças sentiram facilidade em manusear o material e encontrar o que gostam de ler, fator que me ajuda na realização de um bom trabalho pedagógico possibilitando o ensino de diferentes áreas do conhecimento, interdisciplinaridade e aprimoramento da leitura e da escrita”, enfatiza a professora.

A coordenadora pedagógica da escola, Lucilene Galhardo Molinari ressalta que a participação da instituição no Diário na Escola proporciona o contato com um material que oferece subsídio e vem ao encontro da filosofia que diz que deve ser ofertado ao estudante em seu ambiente alfabetizador, a aquisição de um pensamento crítico e de ampla visão de mundo.

 

 

PRODUÇÃO

 Os alunos do 5º ano “D” com o auxilio da professora Orlani escreveram uma poesia sobre o trabalho com o Diário em sala de aula. Olha que bacana!

 

 

O jornal na escola

 

Hoje na escola

Os alunos aprenderam a ler jornal

A professora orientou-os

Começando pela página inicial

 

O nome dele é:

“O Diário do Norte do Paraná”

Sua edição é publicada

Na cidade de Maringá

 

A turma estudou o que é

Manchete, fotografia, lide e chamada

Onde o leitor poderá

Primeiramente dar uma olhada

 

E assim que abrir os cadernos

A notícia vai encontrar

É só ler os acontecimentos

Com desejo de se informar

 

Toda semana, na sala de aula,

Para a nossa alegria

O Diário na Escola estará

E será uma boa companhia.

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Jornal + Matemática = Resultado

JOGO RÁPIDO

Questionamos as professores Solange D’Antonio e Luciana Lacanallo sobre como aliar o jornal com o livro didático e o que elas irão abordar nas oficinas oferecidas este ano aos participantes do Diário na Escola. Confira:

 

Como os professores podem unir os conteúdos do impresso com o livro didático?

Foto SolangeSOLANGE: Para que essa união aconteça é preciso planejamento e estudos por parte do professor que deve ser um leitor constante de sua prática. Se em meu planejamento, por exemplo, quero explorar a leitura de gráficos e tabelas, analisarei o que existe no livro didático para a apresentação desse conteúdo e complementarei aquela informação com dados apresentados no jornal, a fim de fazer com que o aluno reflita e perceba a constituição de um gráfico e de uma tabela, suas características e sua relevância no dia a dia, ou iniciarei minha aula com dados selecionados nos jornais, para que o aluno compreenda e diferencie tais conceitos, pela observação e o levantamento de hipóteses e então aproveitarei o que o livro didático apresenta a esse respeito para complementar o aprendizado.

 

Você tem uma dinâmica de ensino diferente que envolve a participação de estudantes da graduação durante as oficinas que ministra. Como esse trabalho será realizado os professores do Programa?

foto LucianaLUCIANA: Na Universidade tentamos aproximar nossos estudos com a escola e com os futuros professores, em especial os acadêmicos de Pedagogia. Assim, temos uma dinâmica de trabalho que integra acadêmicos, professores já formados da educação básica e professores universitários em um mesmo movimento de aprendizagem. Os participantes entram em atividade de organização do ensino. Esse trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa e Ensino “Trabalho Educativo e Escolarização”, no subprojeto da Oficina Pedagógica de Matemática (OPM). O desenvolvimento dos trabalhos na OPM busca estudar, refletir sobre as práticas de ensino de matemática e a partir daí elaboramos situações desencadeadoras de aprendizagem para serem desenvolvidas na sala de aula, como meio para direcionar a atenção de alunos e professores em direção à apropriação dos conceitos matemáticos, de modo lúdico e instigante, visto que acreditamos que o aprender matemática é para todos. Por isso, envolvemos os participantes nesse movimento, eles atuam como agentes formativos interagindo conosco, com o conteúdo em si e com os professores que participam.

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Jornal ensina matemática

A matemática, de maneira explícita ou implícita, está presente em quase tudo na nossa vida e é a partir dela que o homem pode ampliar seu conhecimento e por consequência contribuir para o desenvolvimento da sociedade. As mídias impressas são uma fonte rica de informações e coleta de dados que possibilitam ao estudante a oportunidade de analisar, discutir, apropriar-se de conceitos e formular suas próprias ideias.

Os jornais abordam os mais diversos assuntos e podem reproduzi-los nas mais diferentes linguagens, como gráficos e tabelas relacionando os conteúdos matemáticos com suas aplicações, contribuindo para que os conteúdos explorados em sala de aula adquiram significado.

Foto AbreAnalisando a importância que a matemática tem não só no currículo escolar, como também na vida do aluno em formação, a equipe do Diário na Escola ofertará em 2016 cursos de capacitação aos professores participantes do Programa sobre como trabalhar esta disciplina, a partir dos conteúdos publicados no jornal. Para ministrar as oficinas foram convidadas as professoras mestres, Luciana Lacanallo e Solange D’Antonio.

“No estudo da matemática é preciso contextualizá-la, extrair da vida o que o aluno conhece do conteúdo, para que ele reconheça sua importância e demonstre o que já tem de bagagem a respeito da disciplina, e assim, a partir desse marco, os professores possam fazer com que esse conhecimento cotidiano se torne um conhecimento científico. Por exemplo, ao trabalhar o metro cúbico presente nas contas de água, podemos a partir da quantidade gasta por família construir com os estudantes a representação do metro cúbico e fazer com que reflitam que o número 10 m³ significa muita água, relação que não fazem, pois olham apenas para a quantidade numérica e não para a medida. São em situações como essa que fazemos a matemática ter valor e se tornar significativa para quem aprende”, enfatiza Solange.

A professora da Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, Fátima Romualdo conta que o estudo da matemática utilizando o impresso como suporte teve ótimos resultados. “Em um dos dias em que recebemos o Diário, junto com o exemplar veio um folheto informativo do Shopping China com os valores dos produtos todos em dólares. Para estimular os alunos a realizarem operações matemáticas, solicitei que nos indicadores do Diário eles encontrassem o valor da moeda, e fizessem a conversão dos preços em dólar para saber qual seria o valor da mercadoria em reais.”

A aluna de São Jorge, Jéssica Bicudo destaca que foram momentos de aprendizado e diversão, “não imaginava que a matemática poderia ser tão legal.” A colega Débora Anastácio completa, “aprender sem perceber que se está em uma atividade, torna tudo mais interessante.”

“O jornal é um recurso didático riquíssimo para o professor. Muitas vezes o vemos sendo usado para a construção de gráficos já que no jornal é comum o trabalho com dados estatísticos, mas o impresso é muito mais que isso. Números, formas, grandezas, medidas são conteúdos presentes desde a estruturação em cadernos de notícias, até os quadrinhos, tudo pode ser conteúdo matemático, visto que o controle das diferentes quantidades, espaço e grandezas são inerentes às ações humanas noticiadas nos jornais diariamente”, ressalta Luciana.

Solange comenta que ao observarmos e analisarmos as notícias, as pesquisas, os anúncios, as propagandas, encontramos muito a ensinar em todas as disciplinas, em especial na matemática. “É claro que utilizar esse instrumento não é apenas pegar o jornal daquele dia e levá-lo a sala de aula. Ensinar a partir do impresso é analisar em várias publicações o que existe, por exemplo, de situações relacionadas à porcentagem e poder através das notícias promover uma discussão que leve o aluno a perceber tal conceito e sua importância na vida das pessoas e a partir dai ofertar o conhecimento cotidiano em escolar.”

Luciana expõe que a matemática é uma linguagem composta por diferentes signos e conceitos, os quais constituem em instrumentos simbólicos. “Aprender essa disciplina não é apenas resolver contas, decorar fórmulas e procedimentos, é ler e interpretar dados, fatos e com o jornal temos um recurso excelente em mãos.”

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O jornal como artefato de esporte

Já imaginou participar de uma aula de esgrima dentro do espaço escolar? A professora Cintia Conte Torres que leciona na Escola Municipal Nilo Peçanha, em Marialva, cumpriu essa tarefa. Durante a aula de educação física ela desafiou os alunos a confeccionarem espadas com as páginas velhas do jornal e ainda ensinou a eles um esporte de combate.

“A proposta surgiu de uma pesquisa, na editoria de esportes do Diário, sobre quais estilos de lutas e artes marciais mais aparecem na mídia e quais têm maior destaque em nossa região. Em seguida, propus que vivenciassem de maneira lúdica esse estilo de luta ao produzir espadas de jornal. Desta forma reafirmei a importância da reciclagem e reaproveitamento de materiais, proporcionando economia de dinheiro e ajudando na preservação do meio ambiente”, enfatiza Cintia.

A estudante Lorena Alana Nabarrete destaca que o trabalho com jornal é muito importante, pois todos os dias depois de lidos, algumas pessoas o jogam fora acumulando quilos de lixo. “Na minha escola é diferente, nós o reutilizamos para fazer outros materiais na aula de educação física, por exemplo.”

Para iniciar o trabalho a professora separou exemplares do Diário, de dias diferentes, no intuito dos alunos pesquisarem quais notícias sobre lutas eram destaque, analisando as modalidades das artes marciais que tinham repercussão a nível nacional ou em nossa região. Cintia apresentou às crianças a história, as características e as regras básicas da esgrima, para somente depois disso, elas confeccionarem as espadas.

“Entreguei uma folha de jornal para cada estudante, com ela, eles fizeram um canudo bem fino e firme virando uma das pontas formando um pequeno aro para fazer a empunhadura”, conta.

Foto AbreDepois de cada aluno ter a sua espada, foram formadas duplas para a vivência de uma luta, assim como nos campeonatos. Para esta aula cada criança usou uma camiseta velha, para ficar evidente a marcação do ponto em que foi atingido pela espada – pois a marcação acontece quando a espada atinge o corpo do adversário – e para ficar mais real foi pintado com tinta a ponta da espada. Também foi colocado um jornal preso com fita crepe no peito de cada aluno para simular a roupa da esgrima.

Os estudantes se divertiram a aula toda e no final foi possível constatar quem foi mais ou menos atingido, de acordo com a situação dos jornais que foram colocados por cima das camisetas.

Cintia enfatiza que os resultados foram muito satisfatórios, pois com o trabalho de pesquisa os alunos adquiriram informações importantes referentes ao conteúdo estudado, analisando a repercussão do assunto na mídia impressa. E com a vivência prática, tiveram um aprendizado de forma dinâmica, divertida e eficaz. “O ensino não se restringiu ao conteúdo da grade curricular, as crianças perceberam que podemos reutilizar materiais que seriam jogados fora, na confecção de brinquedos e materiais alternativos com uso funcional”, enfatiza.

“Desde que iniciamos as atividades com o jornal na escola, os alunos tornaram-se mais críticos e melhoraram na leitura, pois desenvolveram o gosto por ela. Pelo fato de o impresso trazer vários gêneros textuais, aprimoraram conhecimentos e esse trabalho contribuiu ainda mais para auxiliá-los na Prova Brasil”, ressalta a coordenadora pedagógica, Luzia Aparecida Sacoman.

Após orientações sobre como utilizar seu brinquedo de maneira segura, sem machucar os colegas, os alunos quiseram levar a espada para casa para continuar a diversão, assim como jornais para confeccionarem outras para os irmãos e amigos.

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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Jovens poetas são premiados

O primeiro concurso de poesias promovido pelo Diário na Escola teve grande adesão dos participantes do Programa. Foram recebidas cerca de 600 produções de alunos das redes municipais de ensino de Maringá e mais 14 cidades da região.

As crianças foram desafiadas a criarem uma poesia a partir de qualquer notícia publicada no jornal O Diário do Norte do Paraná. Em sala de aula, os estudantes receberam orientações sobre o gênero textual a ser produzido e deixaram a imaginação fluir no momento da escrita. Cada professor selecionou as três melhores obras de sua turma, e enviou para a equipe do Programa.

11822840_1122616377752612_3288407699000780417_nA escolha dos poemas vencedores foi realizada pelas escritoras maringaenses, Angela Ramalho, Maria Cristina Vieira e Vera Lúcia Margutti. Cada aluno ganhador levou para casa uma bicicleta novinha, e o professor que orientou a produção, também foi premiado.

“Como tivemos que escolher apenas três, decidimos pelas poesias que nos passaram maior encantamento logo na primeira lida, pois o poema estava ali se mostrando através de figuras de linguagens que a criança mesmo sem conhecer soube expressar. Poesia é isso, é arte por excelência, é a expressão subjetiva por meio da linguagem, das palavras que humanizam e que reagem sensivelmente a todas as manifestações e ações”, destaca, Vera.

A escritora comenta que alguns alunos até a surpreenderam pela capacidade de poetizar se inspirando em notícias tristes, duras e frias, abstraindo dali alguma inspiração para a produção de um poema.

A cerimônia de premiação foi realizada na sede do grupo O Diário e contou com a presença dos alunos e professores vencedores, pais, representante das escolas ganhadoras e as escritoras juradas do concurso. Os três melhores poemas foram reproduzidos em banners que serão expostos no pátio das instituições de ensino que tiveram seus estudantes premiados.

“Não esperava ser uma das ganhadoras. Quando recebi a notícia, eu nem acreditei, perguntei duas ou três vezes para a professora se era a minha poesia mesmo que tinha sido escolhida”, brinca a aluna vencedora, Caroliny Vitoria Farias dos Santos.

A educadora premiada, de Maringá, Suely Martins Gomes de Oliveira que leciona para o vencedor, Lucas Eduardo Custodio Rossetti conta que desde que recebeu a proposta do concurso achou desafiador, mas o que auxiliou o trabalho é que o gênero em estudo do bimestre era justamente, o poema. “Para um bom resultado sugeri às crianças leituras de poesias, deveres de casa e produções sobre alguns temas antes de fazer a que seria enviada ao Diário na Escola. Hoje, com a premiação, reafirmei a certeza do quanto o esforço diário em ensinar nossos alunos é recompensador.”

O pai, Fernando José da Silva é só elogios para a filha Maria Eduarda, “essa menina é meu orgulho, sempre estudiosa, adora escrever e em casa tem como momento de lazer, em boa parte do tempo, a leitura. Ela fez por merecer esse prêmio.”

“Nosso objetivo foi criar um Concurso que trouxesse uma reflexão nova acerca da leitura do jornal, despertar um olhar diferente do aluno sobre os acontecimentos diários, com a intenção de sensibilizá-los. Ficamos muito satisfeitos com o resultado, embora a proposta tenha sido um desafio para os educadores, todos se sentiram motivados a enviarem as produções dos estudantes. No próximo ano, pensamos em incluir no calendário uma oficina específica para trabalharmos os gêneros Notícia e Poesia”, enfatiza a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

CONCURSO DE POEMAS O DIÁRIO NA ESCOLA anuncio 29,7 x 18,5

 

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