libras



Dia do surdo foi destaque na coluna

Olá pessoal!

Na coluna do Diário na Escola da última terça-feira, nós lembramos que 26 de setembro é o Dia do Surdo. Conversamos com uma aluna e uma professora de LIBRAS e trouxemos uma linha do tempo com as conquistas da comunidade surda brasileira.

Importante:

E você, sabia que a LIBRAS também é uma língua oficial do Brasil?

E se todos fosses bilíngues? Já parou para pensar em como seria:?

Maradja Felipe sim. Ela só tem 18 anos e estuda Jornalismo e LIBRAS. Para a jovem, comunicação é para todo mundo e ela se sente na obrigação de se fazer entender.

A estimativa do IBGE é que o Brasil tenha 10 milhões de surdos.  E se todo mundo estudasse LIBRAS desde pequeno, quanto avanço isso representaria?

Homenagem

Nós também lembramos o encerramento da Semana Nacional do Trânsito destacando que as ações educativas continuam durante o ano todo. E claro, aproveitamos para registrar os autores das frases campeãs do concurso Viapar/ODiário.

Na edição de hoje tem coluna “fresca”, passa na banca! Amanhã a gente conta mais.

Abração da Equipe O Diário na Escola

 

 

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Ensino de Libras na LBV

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tem atingido grande relevância nas discussões educacionais e culturais. Graças às conquistas alcançadas após um vasto histórico de lutas e desafios, os que fazem uso dessa língua têm garantido cada vez mais seu espaço.

A fim de apoiar a inclusão social do público surdo, a Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá desenvolve o projeto “Aprendendo LIBRAS”.

A valorização da diversidade cultural faz parte da aprendizagem das crianças e dos adolescentes atendidos pela Entidade. “Buscamos, com esse projeto, ensinar aos atendidos uma nova forma de se comunicar e interagir em sociedade, além de fazê-los refletir que o modo oral não é o único meio de se expressar. É importante aprender novas formas. A Língua Brasileira de Sinais  os utiliza como meio de comunicação. Os sinais são marcados por movimentos específicos realizados com as mãos e combinados com expressões faciais e corporais”, explica a educadora social e idealizadora da oficina, Helen Braga do Prado.

Foto AbrePara a atendida Emanuelly Karoline Ruis Calciolari a experiência tem sido produtiva. “Eu gosto muito de aprender LIBRAS, porque é uma língua que conhecemos praticando, além de ser importante a possibilidade de se comunicar com quem não ouve. A gente passa a ter mais respeito pelas diferenças.”

O desenvolvimento do projeto seguiu as seguintes etapas. Primeiro a educadora social Helen Braga contextualizou para os atendidos o que é a linguagem de sinais. Em seguida eles assistiram a um vídeo que ensinava o alfabeto em LIBRAS. Helen ainda contextualizou a realidade social de um surdo e sua cultura. As crianças e adolescentes aprenderam o alfabeto, os sinais dos animais e frutas por meio de brincadeiras de adivinha. Na sequência foram desafiados a pesquisar os sinais de cordialidades e apresentar para os colegas. E, por fim, os atendidos tiveram a oportunidade de ter um bate papo com Susamara Cordeiro Machado, professora de LIBRAS e surda, acompanhada das intérpretes, Francielle Cristina Lopes e Cintia Prezoto.

“Seria importante que todos os ouvintes aprendessem LIBRAS, pois é uma forma de ampliar nossos conhecimentos e também respeitar o outro. Na oficina consegui fazer a construção de algumas frases, e assim, pude conversar com a Susamara”, explica a atendida Alexandra Thays Zuela.

A professora de Libras aponta que é muito importante as crianças aprenderem a linguagem de sinais, pois assim elas reconhecerão o surdo na sociedade, entenderão que o surdo é diferente e possui uma cultura e identidade próprias. “Foi importante compartilhar minha experiência com as crianças e os adolescentes, mostrar que nós surdos somos capazes, assim como eles. É fundamental esta troca e interação, pois serão cidadãos melhores”, diz.

Cintia Prezoto, estudante e intérprete, comenta que quando a criança tem contato com a LIBRAS, já cresce sabendo um pouco sobre a comunicação do surdo, tendo assim, mais facilidade para se comunicar e poder ajudar um quando necessário. “As crianças da LBV tiveram esse primeiro contato e ficaram curiosas, fizeram inúmeras perguntas e algumas até se ariscaram a comunicar sem a ajuda da intérprete. Foi gratificante as ver fazendo os sinais de frutas, animais e escrevendo seus nomes.”

Francielle Cristina Lopes, que é professora e intérprete finaliza ressaltando que o surdo não se expressa pela voz, e sim pelas mãos! “É importante essa interação desde pequenos, pois auxilia na cidadania, no respeito às diferenças, no desenvolvimento e até na escolha de uma profissão, pois como intérprete de LIBRAS, mostrei o quão bom é interpretar e conhecer este mundo surdo.”

 

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Sinais que ensinam a todos

Foto AbreNo último dia 26 foi comemorado o Dia Nacional dos Surdos, e para celebrar essa data vamos apresentar uma instituição de ensino que tem sido exemplo ao incluir pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Na Escola Municipal Elias Abrahão, em Lobato, o conteúdo de Libras faz parte das disciplinas obrigatórias para estudo. A ideia que teve início com o intuito de promover a comunicação do aluno surdo Cauã Vitor Santos, se expandiu. A princípio, apenas os colegas de classe dele tinham acesso às aulas, hoje, equipe pedagógica e estudantes de todas as outras turmas dos quintos anos têm acesso ao aprendizado da linguagem de sinais.

“As aulas têm sido importantes porque tenho conseguido me comunicar com as pessoas surdas, a exemplo do Cauã. Antes das Libras tínhamos de interagir com ele usando os gestos, mas agora não, já conseguimos estreitar uma boa conversa, é bem mais fácil”, destaca a estudante Maria Eduarda de Faria Ferrarezi.

A aluna Maria Vitória Ribeiro Borim comenta que desde o ano passado já estuda a linguagem de sinais, pois é da mesma turma do Cauã. E isso tem acrescentado muito na vida dela. “Há algumas semanas um surdo foi na minha casa e eu consegui interagir com ele, e até me contou que mora em Maringá.”

A tradutora intérprete de libras (TILS), Lidiane Rodrigues dos Santos é professora na Escola Elias Abrahão e conta que as aulas da linguagem de sinais são uma das mais esperadas pelas crianças. “Os estudantes são desprendidos de preconceitos, demonstram muito interesse não só em aprender a disciplina, como também de conhecer pessoas surdas. Como os alunos ainda têm as mãos pequenas, essas são bem flexíveis, o que facilita a realização dos sinais. A parte difícil é convencê-los de que a aula de Libras é apenas uma vez por semana”, brinca.

Em homenagem ao Dia do Surdo, a equipe da escola preparou uma tarde de apresentações de teatro, músicas e piadas, todas traduzidas em Libras. “Nosso filho voltou para casa radiante depois do evento. O bacana é que a família toda se divertiu e aprendeu sobre a linguagem de sinais através dos relatos dele. Um trabalho como esse consegue sensibilizar desde cedo sobre a importância do respeito ao próximo, assim como os deveres e diretos que moldam os cidadãos. Uma educação de qualidade e diferenciada como a oferecida pelo município certamente fará diferença no futuro”, enfatizam os pais do aluno Davi, Gisele e Sidnei Costa.

Elisangela Borim, mãe da estudante Maria Vitória também comemora o ensino escolar que a filha tem recebido. “Tudo o que ela aprende nas aulas, quando chega em casa ensina para o irmão mais velho. E ela já está ansiosa para saber se no ano que vem, quando for para a rede estadual, vai continuar com a disciplina de Libras na grade curricular.”

A professora Lidiane acrescenta que outro fator importante na dedicação dos alunos em aprender os sinais é observando o interesse dos adultos, pois as crianças aprendem muito mais pelo exemplo. E quando observam que toda uma equipe pedagógica, direção e secretaria de educação apoiam e dão valor ao ensino da Libras na escola, retribuem essa oportunidade. “O apoio da equipe gestora da Escola Municipal Elias Abrahão, tem contribuído muito para o desenvolvimento dos alunos, pois se sabe que aprender um novo idioma abre nossa mente para o que é novo e diferente, tornando a pessoa mais acessível para ver o mundo de um outro ponto de vista, não apenas aquele que fomos moldados por nossa cultura”, ressalta.

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Dia Nacional da Educação para Surdos

Inserir o aluno com deficiência auditiva no ensino regular é valorizar a diversidade humana e gerar uma vida comunitária. Para a criança, surda ou não, o desenvolvimento das suas capacidades linguísticas, emocionais e sociais é uma condição importante para o crescimento dela como ser humano. Todo 23 de abril comemora-se o Dia Nacional da Educação para os Surdos. A linguagem é essencial para a vida em sociedade e é através dela que partilhamos nossas emoções, ideias e experiências.

O aluno com deficiência auditiva têm mais dificuldades no aprendizado do ensino regular, eles se comunicam por meio da língua gestual e compreendem apenas fragmentos das frases, na linguagem de sinais há variações linguísticas por conta do regionalismo ou sotaques e não se usa os artigos, portanto a escrita deste aluno também é diferente e implica no conhecimento de uma nova língua.

Como ferramenta de ensino para essas crianças com necessidades especiais, já existem livros didáticos e histórias infantis em CD Room que apresentam um intérprete traduzindo cada palavra ou desenho. Nos jogos educativos, como o da memória por exemplo, o aluno vira a peça que tem uma figura e depois tem que achar a outra peça que mostre o gesto em libras que representa aquela imagem.

Para ajudar a incluir esses alunos surdos no processo educativo podemos começar aprendendo o alfabeto e os numerais em LIBRAS:

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