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Astorga recebe oficina Descritores

Olá pessoal!

Na tarde desta sexta-feira, dia 4, o Programa O Diário na Escola está em Astorga.

Os profissionais da Educação do município participam da oficina pedagógica “Descritores: um convívio diário”.

A professora Alethéia Braga Ribeiro vai falar sobre a contribuição da Prova Brasil para o ensino público e sobre os descritores.

E na segunda-feira, dia 7, estaremos em Sarandi.

Em breve, novidades por aqui!

Abração da Equipe O Diário na Escola

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Especial: O conceito de letramento e a educação escolar

Ao contrário do tradicional conceito de alfabetização, em que os alunos deveriam dominar as habilidades de leitura e escrita de forma mecânica, sem a preocupação com a capacidade de interpretar, compreender, criticar; o Letramento apresenta-se como um processo em que o ensino da leitura e da escrita acontece dentro de um contexto social e que essa aprendizagem faça parte da vida dos alunos efetivamente. As habilidades adquiridas na escola devem fazer parte das relações comunicativas dos indivíduos.

Os textos de circulação social contribuem com o letramento dos indivíduos, de forma significativa

Soares (1998) aponta que o Letramento tem um sentido ampliado da alfabetização, pois consiste em práticas de leitura e escrita, que vão além da alfabetização funcional, em que indivíduos são alfabetizados, mas não sabem fazer uso da leitura e da escrita; muitos não têm habilidade sequer para preencher um requerimento.

O processo de alfabetização pode acontecer a partir de outros suportes, como jornais e revistas, não ficando restrito apenas ao livro didático, para que as habilidades de leitura e escrita aconteçam dentro de situações reais de comunicação, sem falar na riqueza de imagens e diversidade de gêneros textuais que esses suportes apresentam, o que poderia contribuir com a visão crítica e cidadã dos envolvidos no processo de aprendizagem.

“Narradores de Javé”, é um filme em que fica bem claro a ideia de impotência vivida pelos  habitantes  da pequena cidade de Javé que será submersa pelas águas de uma represa.  Seus moradores não terão como reverter a situação, sem direito à indenização ou ao menos uma notificação de nenhum órgão público.  Ao descobrirem  que poderiam ter o local preservado se tivessem um “documento científico” que comprovasse o valor histórico daquele lugar, os personagens começam a relatar diversos fatos históricos ocorridos. No entanto, poucos sabem ler e somente um morador sabe escrever, Antônio Biá, o carteiro; habilidade que acaba dando a ele um certo prestígio social. Na correria que visa o levantamento de informações significativas para o documento, que não é concluído, muitos tentam ter seus nomes citados.

Nesse sentido, Letramento não significa necessariamente o resultado de ler e escrever. “É o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita” (SOARES, 2003). Como exemplo desse processo, podemos mencionar a leitura de uma história, feita pela mãe, para uma criança dormir; ou pela professora nas séries iniciais para os alunos. Essas crianças estão num processo de letramento, ou seja, estão convivendo com as práticas de leitura e escrita.

Pelo modelo autônomo, proposto por Marcushi, uma pessoa só é letrada quando alfabetizada. E as visões sobre leitura e escrita são dicotômicas, há separações rígidas. Exemplificando: nesse modelo a fala, por exemplo, é contextualizada, dependente e implícita; enquanto a leitura é descontextualizada, autônoma e explicíta. No entanto, diante do modelo ideológico, a escrita é vista como um processo. É preciso que as escolas pensem no letramento ideológico, que faz a valorização da leitura e da escrita.

Enfim, faz-se necessário uma educação escolar que priorize bases teóricas, como o Construtivismo, por exemplo, que levem em consideração o letramento e a alfabetização como processos e tragam novos sentidos para o ensino-aprendizagem. Soares (1998) argumenta que é possível alfabetizar letrando por meio de práticas de leitura e escrita, com materiais de qualidade como textos de jornais, revistas, literatura infantil, que substituam as velhas cartilhas que ensinam que ‘Vovô viu a uva’ em situações que as crianças, muitas vezes, nunca viram e ao menos comeram uma uva. A autora ressalta ainda “a importância do aluno ser alfabetizado em um contexto onde leitura e escrita tenham sentido.”

 

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Abertas inscrições para a 3ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa

A Olimpíada de Língua Portuguesa visa melhorar a aprendizagem por meio do estímulo da leitura e da escrita, além de investir na formação de professores.

Para aprimorar a prática dos educadores, todas as escolas da rede pública receberão a “Coleção da Olimpíada”, material de apoio composto por cadernos de orientação, com roteiros didáticos para ensino da leitura e produção de texto, coletânea de textos e CD-Rom multimídia. Os quatro kits, um para cada gênero textual presente na olimpíada (poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião) auxiliam o professor na realização de oficinas em sala de aula.

Nesse ano, alunos de toda a rede pública produzirão textos com o tema “O lugar onde vivo”.

As inscrições vão até 25 de maio. Após as etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, serão premiadas 20 produções. O aluno e o professor responsável ganharão um notebook e a escola correspondente receberá 10 computadores, 1 impressora, 1 projetor, 1 telão e livros.

Para mais informações e inscrições acesse o site do Itaú, patrocinador do concurso.

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Olimpíada de Língua Portuguesa

Terminam na segunda-feira, dia 7, as inscrições para a Olímpiada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.  O concurso, que no ano passado obteve seis milhões de alunos inscritos, é promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Fundação Itaú Social. Estudantes de ensino fundamental e médio podem participar desde que as Secretarias de Educação de suas cidades tenham aderido à competição.

O tema geral é ‘O lugar onde vivo’, os gêneros textuais mudam conforme a série, confira:

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