livro



Crianças aprendem o que é cidadania e uma fadinha esperta prega reflexão

Olá pessoal!

Na última semana a gente publicou uma sugestão de leitura muito legal:  “A Fada que tinha ideias”. A história é sobre Clara Luz, uma fadinha que aprende a contornar o autoritarismo da Rainha das Fadas sem confrontá-la. A pequena inspira a todos com seus espírito alegre e criativo.

A sugestão foi da professora Viviane Maria Marques, a gente leu e adorou!

Marialva

Na terça-feira, um projeto dos alunos do 5ºano D da escola Nilo Peçanha, de Marialva, discutiu segurança pública e crimes contra a pessoa.

O trabalho foi coordenado pela professora Patrícia Alvarenga que utilizou recortes de jornal para despertar a criticidade dos alunos.

Produção

Depois do debate, todo mundo de caneta na mão e saiu texto de gente grande. Representando a turma Giovanna dos Santos Vale e Henrique Lopes Bonjorno tiveram parte do trabalho publicados! Estão todos de parabéns! O Henrique fez até um desenho representando a diferença do armamento da polícia e dos criminosos.

E fechamos a coluna com um registro super especial: Uma foto com todos os alunos autores e campeões da 9ª Promoção Cultural de frases sobre a Semana Nacional de Trânsito: “Minha escolha faz a diferença no trânsito”!

Cada aluno vencedor recebeu uma mochila recheada de materiais escolares, certificado e a edição de O Diário em que a frase foi publicada. Os professores ganharam um voucher de R$200 cada para um jantar no Villa Gourmet.

Abração da Equipe O Diário na Escola

 

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O Dia do Folclore foi o tema da coluna do Diário na Escola de terça-feira

Olá pessoal! A semana começou agitada no programa O Diário na Escola! A segunda-feira, 21, foi dia de oficina pedagógica em Marialva. O assunto foram os Distratores e a Prova Brasil e os profissionais da Educação participaram de mais um encontro com a professora Alethéia Braga. Os distratores são aquelas alternativas que parecem certas na hora […]

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A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

Foto Abre

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Escritora mirim lança livro

Na obra “Sonhos de Sofia” os leitores vão se surpreender com os manuscritos de Sofia Quinteiro. Aos 10 anos, a moradora de Maringá, muito observadora e criativa repassa de forma sábia conselhos tanto para as crianças como para os adultos. “Convivo com pessoas mais velhas e tiro proveito das conversas para dar significado às experiências vividas no dia-a-dia”, destaca.

Constata-se a maturidade da menina nos trechos do livro, a exemplo: “A depressão é um conjunto de buracos negros em sua mente, aquele que é depressivo está cego, traído pela própria mente”, ao final da página ela ainda aconselha: “procure alegria profundamente”. E assim, a cada página virada o leitor conhece textos sobre caráter, bondade, felicidade e tantos outros assuntos que podem ser classificados como filosofia de vida e até mesmo autoajuda.

“Já enviei alguns dos textos da Sofia para amigas e tive a devolutiva de que foram muito valiosos, às vezes a pessoa está tendo um dia ruim, e depois dos conselhos apresentados na obra, se sentem melhor. É gratificante ver que minha filha, de alguma forma, está contribuindo para o bem estar de outras pessoas”, ressalta a mãe, Neandra Quinteiro.

Foto Abre“O objetivo do livro é mostrar ao mundo que no ponto de vista de uma criança, as reações e soluções de vida são bem mais simples. Serve como lição para qualquer um, seja qual for sua idade”, diz a escritora.

Aos quatro anos Sofia já tinha definido o que queria ser quando crescer, “eu nem sabia escrever direito, mas mesmo assim dizia que queria ser escritora”. E como vemos, não demorou muito tempo. “A ideia do livro veio da minha mãe. Ela achou uma agenda minha com todos os textos que compõem o ‘Sonhos de Sofia’ e ficou encantada. Depois disso, começou o trabalho de edição e agora já está pronto para lançamento”, conta.

O curioso, é que em tempos de tanta tecnologia e conectividade, Sofia é adepta ao manuscrito. Todos os seus textos são escritos à caneta, para somente depois, quando necessário, serem digitados. “Agora com o lançamento do livro estou me tornando mais próxima da internet, para estar em contato com os leitores, mas no geral só uso para pesquisas de trabalhos escolares.”

Outro fato que merece destaque é o talento da pequena para os desenhos. Além dos textos que serão publicados, as ilustrações do livro também são criações de Sofia. “Quando eu ainda não sabia escrever, fazia histórias com os desenhos. E depois reunia toda a família para contar o enredo que eu tinha criado, sem palavras, somente ilustração.”

Esse apoio da família veio desde a infância, Neandra enfatiza que ela e o pai de Sofia, Wilson Quinteiro, sempre deram espaço para a filha questionar, falar, contribuir nas conversas como também foram muito pacientes para ouvir a pequena. “Acredito que essa criação intimista que demos foi fundamental. Acrescentou conteúdo para a vida e formação da Sofia, mas o mérito de interpretar os assuntos das conversas e transcreve-los de forma tão simples e ao mesmo tempo tocante, é todo dela”, disse Neandra.

A pequena escritora não vai parar por aí, o “Sonhos de Sofia” é só o primeiro lançamento. Mais duas obras estão em produção. “Escrever, desenhar, para mim é lazer. O que vejo ao meu redor, as situações que presencio, os livros que leio, tudo me inspira. Quando percebo já tenho bastante conteúdo pronto. Antes eles ficavam arquivados na gaveta, hoje quero lançar para o mundo, quero mostrar que as crianças podem ser muito criativas e cheias de talento, só é preciso fazer eles florescerem. Acredite nos seus sonhos, acredite que você é capaz sempre!”, aconselha, Sofia.

 

capa livro Sofia

 

LANÇAMENTO

A escritora Sofia Quinteiro convida todos para a noite de autógrafos de seu livro “Sonhos de Sofia”.

Data: 19 de maio de 2016

Local: Livrarias Curitiba – Shopping Catuaí Maringá

Horário: 19 horas

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Histórias do tablado

Foto AbreApós se aposentar, a professora Edna Mendonça sentiu a necessidade de contar as muitas histórias ocorridas em sala de aula. Momentos engraçados, tristes, de superação, uma verdadeira lição de amor ao magistério. “O livro parecia que foi se escrevendo sozinho e surgiram vinte e seis dicas de como o professor pode se relacionar melhor com seus alunos”, conta. A obra ainda aborda assuntos como viagens com os alunos, alfabetização, inclusão, aluno especial, bullying, professor doente, disciplina, como passar em concursos e muito mais.

No magistério quando um professor se aposenta a escritora diz ser tradição passar sua herança profissional aos professores que ficam. Edna optou por compartilhar através do livro “Histórias e Dicas da Professora Edna”, dividindo não só momentos como também preciosas dicas de como aprendeu, na prática, a se relacionar com estudantes e organizar o dia a dia na sala de aula. Surgiu assim o livro narrado de forma leve e informal. Os pais também se identificarão com as situações escolares de seus filhos e como ajudá-los.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Esta é a sua primeira obra. Antes da aposentadoria, se imaginava uma escritora?

EDNA: Nunca pensei em ser escritora. Sempre tive facilidade em fazer redações na escola e na faculdade, mas escrever um livro não estava nos meus planos. Estou realizando um sonho o qual não sonhei. Primeiramente quando me aposentei me deu uma urgência de não perder as minhas histórias. E se o tempo passasse e eu esquecesse ou não conseguisse mais dar valor ao que vivi? Parecia-me que minha história tinha sido tão linda! Eu tinha vivido tantas coisas legais junto com meus alunos e se tudo isto se perdesse? Pensei, vou escrever! Assim surgiu o livro.

 

  1. Durante o processo de escrita do livro, quais foram os maiores desafios?

Foi até engraçado, nos primeiros dias de aposentada comecei a escrever, mas não contei para ninguém. E se eu não conseguisse escrever o livro até o fim? Como ele é biográfico parecia que jorrava de mim. As ideias iam surgindo tão rapidamente que minhas mãos pareciam não acompanhar no teclado do computador. Comigo o processo de escrita foi bem tranquilo. Todo dia cedinho escrevia durante umas duas horas e depois ia fazer as atividades normais do meu dia a dia. Em dois meses o livro estava pronto. Quando passei da metade e vi que era capaz de ser uma escritora comecei a contar para a família e amigos. Quem escreve um livro, escreve dois. Logo em seguida fiz outro, infanto-juvenil, que está guardado em meu computador. Também publico crônicas, poesias e textos em minha rede social. Se juntar tudo, tenho material para mais um livro.

 

  1. Como você avalia sua relação com os alunos durante sua carreira profissional nas escolas? Acredita que eles serão parte do público leitor da sua obra?

Nunca tive problemas com meus alunos, sempre os considerei meus amigos. A base de tudo é o amor. Primeiro eu amava ir à escola dar aulas. Quando você está ali satisfeita os estudantes sentem isto. Eles sabiam que eram importantes para mim, que eu me interessava se eles estavam aprendendo e se estavam bem. Hoje encontro alguns já adultos que me reconhecem e me tratam com o maior carinho. Os adolescentes das minhas últimas turmas são meus amigos nas redes sociais, estão festejando meu livro e nossas histórias. É gratificante encontrar um aluno e ele vir te dar um abraço e dizer que sente saudades de você.

 

  1. Aos pais, de que forma suas histórias irão contribuir na relação educacional com os filhos?

Os pais foram alunos ontem e hoje acompanham seus filhos nas mesmas situações escolares. Muitas dicas que dou para um bom relacionamento dos professores com os estudantes servem também para relacionamento de pais e filhos. Eu tenho uma filha na escola e me coloco no livro como mãe também. Abordo temas atuais como alfabetização, inclusão, bullying, disciplina, sinceridade, gosto pela leitura, adoção e muito mais. Todos esses assuntos são abordados através de histórias de fatos vividos na escola. Os pais saberão como a educação está funcionando hoje e, assim, poderão ajudar seus filhos.

 

  1. Que mensagem deixaria aos professores que atuam dentro dos espaços escolares e que, por vezes, se sentem desanimados com os desafios da educação?

Fui uma professora que amou e ainda ama a profissão que escolheu. Eu não sou conhecida como muita gente famosa ou heróis. Sou apenas uma professora, mas que do meu jeito fiz muitos feitos históricos. Cada dia era uma batalha do bem e eu partia rumo à escola com uma missão importantíssima, ensinar tanta gente que me esperava. Nossa profissão é linda e tão importante. Nós devemos ser os primeiros a valorizá-la através de uma aula bem dada e ensinar aos nossos alunos o tanto que ela é fundamental. Afinal, eles serão o nosso futuro.

 

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Lagartixa sai de livros para encantar a todos

Lagartixa ClockO livro a “Lagartixa Clock” é o mais novo sucesso da escritora Vera Lucia Fávero Margutti, ela que já tem um vasto currículo na literatura, em especial, a infantil está encantando os leitores mirins com esta obra ficcional inspirada na realidade. Isso mesmo, a inspiração para a produção veio de dentro de casa.

Vera conta que certo dia percebeu que havia uma nova moradora na sala da casa dela, uma lagartixa. Até aí algum comum, vez ou outra nos deparamos com elas pelas paredes. Mas Vera passou a observar e constatou que o bichinho construiu morada atrás do seu relógio de parede e, no período da noite, repetidamente, esperava todos saírem da sala para começar sua caçada por insetos.

Para uma escritora, tudo pode ser inspirador. E Vera não teve dúvidas, o novo integrante da residência merecia uma história só dele. E assim, surgiu o Clock que dorme durante o dia sossegado ouvindo o tic-tac do relógio e a noite se aventura em busca de alimento. Na trama o bichinho sofre preconceito e inveja por parte dos outros personagens, mas será que ele liga pra isso?!

“A função da literatura infanto-juvenil é entreter e até instruir, desde que o leitor tire suas conclusões por meio de textos que ofereçam interpretações, que seja plural de significação e conotação dos sentidos. Tendo por objetivo desenvolver o gosto estético, o prazer por ler, a valorização da cultura, costumes e tradições, a leitura influirá diretamente no processo educativo e formativo do ser”, enfatiza a escritora.

Mesmo sem a intenção de instruir ou dar lições, o livro é altamente pedagógico. A partir dele é possível ensinar a Língua Portuguesa – leitura, escrita, onomatopeias; Matemática – primeiras noções de horas e números de 1 a 12; Ciências – animal vertebrado e invertebrado; além de temas sociais como preconceitos, inveja, homofobia e gênero, pois apesar de ser uma lagartixa com a pele rosa, ela é macho.

Outra fato que Vera destaca é que muitos pais assustam as crianças ao avistarem uma lagartixa, e os pequenos criam verdadeira aversão e nojo ao bicho. Na verdade, elas são inofensivas e fortes aliadas contra a Dengue, pois comem os mosquitos que, por sua vez, não irão te picar.

“Gostei muito do livro, porque na minha casa sempre vejo uma ou outra lagartixa, mas eu não sabia que elas são tão importante para o controle de insetos. Depois de ouvir e ler a história cheguei em casa e contei para minha mãe que é necessário a gente preservar e cuidar da lagartixa e não fazer mal a ela. Agora ela será como um bichinho de estimação, todo mundo vai cuidar. Quando vejo a lá de casa, chamo de “fada”. Eu que tinha medo, agora não tenho mais”, ressalta a leitora de sete anos, Izabely Santos.

“A obra da escritora Vera Magutti, é muito importante para a formação do hábito da leitura. O livro vem como auxílio, um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além do mais, faz a criança e o adulto ver com um novo olhar o bichinho que não faz mal para ninguém, mas que muita gente tem repúdio. Depois da leitura me despertou a consciência de que devemos preservar todas as formas de vida”, enfatiza a educadora social Andréia Siqueira Gonçalves.

A obra é composta de ilustrações artísticas com texturas e brilhos que estimulam o tato e a visão dos leitores. “Minha filha tem apenas dois anos, a leitura dela ainda é restrita às imagens, mas desde o dia que ganhou o livro está encantada com o colorido das páginas, os desenhos dos personagens e a impressão em alto relevo na qual é possível ter a sensação de que você está realmente tocando a lagartixa”, ressalta Débora Cristina Martim.

“Um livro super colorido, com texto em caixa alta, faz a alegria das crianças! Na capa, Clock tem uma textura especial, ninguém resiste! Todos querem acariciá-lo, até mesmo quem tem medo de lagartixa! Pais e professores podem usar e abusar da imaginação quando o assunto é alfabetizar”, enfatiza a ilustradora Maria Cristina Vieira.

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Cozinha aproxima família da escola

Dizem que avó é mãe com açúcar, pois são elas que agradam os netos, especialmente quando o assunto é a culinária. Quem aí não tem aquela comida preferida que ninguém sabe fazer tão bem quanto a vovó? Pensando nisso, a professora Jane Candido que leciona na Escola Municipal Campos Salles, de Maringá, desenvolveu um projeto com os alunos do segundo ano do ensino fundamental, aliando os conteúdos pedagógicos com as histórias de vida e receitas culinárias das avós das crianças.

“O envolvimento da família nas ações escolares é fundamental. Não só pela motivação que isso traz a crianças, mas também para que os responsáveis tomem conhecimento das atividades que seus filhos e netos estão desempenhando”, destaca Jane.

O planejamento pedagógico teve por objetivo identificar a figura dos avós a fim de respeitá-los enquanto formadores da família e resgatar informações sobre a experiência de vida de cada um. Desta forma, proporcionar momentos de confraternização dentro do ambiente escolar.

Foto AbrePara o desenvolvimento do projeto, os alunos estudaram a poesia “Quitutes da Vovó”, que remete a mensagem dos bons momentos que o autor viveu na cozinha com a matriarca da família. Com isso, as crianças relataram que situações semelhantes vivenciaram.

Em seguida, contaram quais são as comidas preferidas deles feitas pelas avós. Entre os destaques teve: brigadeiro, pão de queijo e bolinho de chuva. O dever de casa foi consultar a avó sobre o modo de preparo de cada um desses pratos.

No Ambiente Educacional Informatizado, as crianças digitaram as receitas escolhidas, buscaram imagens na internet para ilustrar, e assim, produziram um caderno de receitas que foi entregas às avós em um chá da tarde promovido pela escola.

“Esta é a primeira vez que participo de um momento como este ao lado da minha filha do coração. Aos 68 anos, sou mãe e avó ao mesmo tempo. A tarde que eu e a Mikaely passamos com colegas de classe e a professora, fortalece ainda mais a nossa relação de amor e carinho”, comenta Conceição dos Santos Foleis.

Maria Lúcia Rodrigues é avó do estudante Vinícius Aurélio Rodrigues, ela que também esteve no chá e recebeu o presente do neto, não se cabia de felicidade. “Sou muito presente na vida dele, temos ótimos momentos juntos. Ver o quanto ele tem aprendido aqui na escola é muito importante, sempre enfatizei para o Vinícius que o estudo é a única coisa que ninguém tira de nós”, diz.

A professora Jane, que organizou todo o trabalho, conta que dos mais de 20 anos que ela leciona, este foi um dos dias mais gratificantes da vida dela. “Ver o olhinho das crianças brilhando ao encontrar as avós dentro da biblioteca, recompensa todo o esforço para o sucesso do projeto. Essa confraternização dentro da escola e o reconhecimento familiar, nos motiva a fazer sempre mais pela educação e pelos estudantes.”

Até diretora da instituição participou das atividades que resultou no chá das avós. “Trabalhamos sempre em equipe para mostrar aos alunos que o melhor caminho para a realização – seja ela pessoal ou profissional – é o coletivo, a união”, enfatiza Lucília Tomazini Hoffmeister.

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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