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Ler para aprender a escrever

Na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, os estudantes participaram de um projeto anual que resultou na produção de livros. O ‘Ler para Aprender’ foi desenvolvido com o intuito de motivar as crianças a conhecer e gostar de obras literárias. “A leitura é algo indispensável, o aluno que lê desenvolve suas capacidades de pensar, agir e criar”, destaca a professora Rosângela da Silva Oliveira.

Foto - AbreEntre as etapas do trabalho, os estudantes pesquisaram a biografia de grandes escritores, a exemplo de Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Já contextualizados sobre a esfera literária, eles receberam o desafio de criarem suas próprias obras.

Para ajudar no momento da inspiração, toda semana as crianças têm acesso às notícias publicadas no jornal O Diário, os fatos em destaque serviram de base para as produções. A matéria com a manchete “Homem morre vítima de dengue hemorrágica” comoveu os pequenos e alguns deles se uniram para fazer um livro de poemas sobre a importância em se conscientizar e prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

Em um dos trechos de sua obra, a estudante Julia Hernandes Granzotto mencionou: “se você não cuidar; ele vai te pegar e dano vai trazer; manchas vermelhas, febre e dor de cabeça, você vai ter.” O colega Gabriel Visentin Alexandre, em outro verso, acrescenta, “a dengue pode matar; em qualquer pocinha o mosquito pode botar, vamos cuidar! Ele pode picar.”

Livros de diferentes temas foram produzidos, com uma participação efetiva da equipe escolar e dos familiares, Rosângela garante que os resultados foram bastante satisfatórios. No encerramento, os alunos apresentaram suas obras para toda a instituição.

“Adorei o projeto, pois aprendi muitas coisas novas. Além de me sentir motivado a ler mais, hoje consigo produzir textos com maior facilidade”, ressalta o aluno Paulo Gabriel Ragni.

A diretora Sueli Sisti Crubelati afirma sobre o quanto o hábito da leitura é necessário na rotina das pessoas. “Ela estreita caminhos para ampliar nossos conhecimentos e possibilita a aquisição de novas linguagens. Na apresentação final do projeto, os alunos do quinto ano da professora Rosângela nos repassaram amplas informações sobre os escritores que estudaram. Foi brilhante o trabalho deles.”

 

 

RESULTADO

Olha que bacana o poema da aluna Samara da Silva Santos que fui publicado no livro produzido pela turma, para alertar os leitores sobre os riscos da dengue.

 

 

Mosquitinho Esperto

 

O mosquito é esperto

Não podemos descuidar,

Fique atento

Pois ele está no ar.

 

O mosquito da Dengue

Não é difícil de encontrar

Em água parada

Ele vai botar crescer e até te picar.

 

Febre alta

Manchas vermelhas pelo corpo

Não se engane

O mosquito já te pegou.

 

Vamos cuidar dos quintais minha gente!

Porque os mosquitos vão se reproduzir

Não deixe água parada, é o que ele quer.

Para sua casa construir.

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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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Copa do Mundo: aulas show de bola

Os apaixonados pelo esporte e aqueles que nem costumam torcer estão convivendo diariamente com o assunto, mesmo antes de se iniciarem os jogos entre 32 seleções. O tema está nas rodas de conversa, nos jornais e noticiários. Nas 12 cidades-sede espalhadas pelo país as obras de infraestrutura já mudam a paisagem e as lojas inundaram as vitrines de produtos verde e amarelo. Difícil, portanto, a escola ignorar o megaevento.

Foi pensando nisso que a equipe do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá, iniciou uma verdadeira campanha rumo à conquista do hexa. “Perceber que somos uma corrente me inspirou nesse projeto de resgate ao espírito do mundial. Sabemos que parte dos brasileiros são loucos por futebol, e com essa iniciativa de decorar a escola e o estudo da Copa em diferentes disciplinas procurei mostrar aos outros professores e aos meus alunos que os jovens podem, e até devem, ser patriotas”, enfatiza Jordeleide Lima Leite que leciona a disciplina de Educação Física.

Vários educadores estão dedicados para celebrar o amor à pátria, mas o trabalho que se destacou por sua originalidade foi o da disciplina de Inglês, coordenado pela professora Juliane Edmara de Souza.

A partir do texto intitulado “Soccer”, escrito por Denilso de Lima – autor do blog Inglês na Ponta da Língua, Juliane apresentou aos estudantes como é a narração de uma partida de futebol quando se usa termos da língua estrangeira. Confira um trecho: “Os matches – jogos ou partidas – geralmente ocorrem nos weekends – finais de semana – ou Wednesdays – quartas­feiras.” A professora destaca que a leitura metade em português e metade em inglês facilitou a compreensão e despertou a curiosidade em saber mais sobre o idioma, principalmente no que se refere ao esporte.

O estudante Lucas Araújo conta que a produção lida na aula de inglês trouxe novo vocabulário de uma forma simples de ser entendida, e Kevin Oliveira completa “além da tradução nos ensinar uma língua diferente, ainda conheci termos utilizados durante as partidas de futebol.”

Foto AbreEscritores na Copa

Outro espaço que tem sido tomado pelos alunos do Colégio Byington, é a biblioteca. Priscilla Kelly Bressan e Graciana Fernandes Longo elaboraram uma prateleira de livros diferente. As bibliotecárias separaram obras somente de autores estrangeiros, cujo seus países irão participar da Copa do Mundo de 2014, e assim, foi criada a estante: ‘Escritores na Copa’. “O intuito desse cantinho é despertar no estudante um interesse a mais nesses países, em especial, por seus escritores”, ressalta Priscilla.

Com tantas novidades no espaço de leitura, os alunos se motivam a emprestar livros e ganham, como incentivo, um marca página personalizado com a imagem do Fuleco – brinde produzido pela bibliotecária Luzia de Fátima Palma Klokner.

“O projeto é muito bom porque desperta o interesse do aluno, que mesmo diante de todos os problemas e críticas que ele vê na televisão e outras mídias sobre a Copa, ainda se motiva a buscar novos conhecimentos”, conta a professora de Artes, Rozeli Bocca.

O estudante Rian André da Silva Pinto comenta está adorando as atividades. “Conheci sobre a cultura e até fatos curiosos dos países que estarão no Brasil para a disputa do campeonato. Descobri que esta é a segunda vez que a Copa do Mundo será realizada no aqui. Agora é começar a leitura dos livros e a da biografia dos autores, tenho certeza que será só diversão!”

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Executiva de TI produz trilogia com enredo eletrizante

Quem poderia imaginar que uma executiva de tecnologia da informação (TI), depois da rotina diária de trabalho, ainda chegaria em casa com inspiração para transformar uma paixão da infância em trabalho? Assim é a vida da escritora Ana Eduarda Chiarato Nicolozzi, que em horário comercial atua no setor de serviços em tecnologia, de uma multinacional paulista, mas fora do escritório mergulha em um universo fictício. E é através da escrita que propõe aos seus leitores uma viagem intelectual.

Desde criança Ana Eduarda já mostrava encanto pela literatura e contos clássicos. Através do contato com os livros teve a iniciativa de participar de seminários que aumentaram seu conhecimento e domínio quando o assunto é redação.

Ao passar dos anos, a autora começou a produzir conteúdos de cunho educacional, no formato de histórias em quadrinhos. Esses materiais foram direcionados ao público infantil, e abordavam temas relacionados ao esporte, à alimentação e à sustentabilidade.

Decidida a buscar voos mais altos e traçar uma carreira de sucesso na ficção, em 2011 Ana Eduarda lançou a trilogia “Enigma das Fronteiras”, material produzido em três volumes – “Céu, Terra e Inferno” – com um enredo eletrizante que provoca reflexões e emoções sobre criaturas que estão no imaginário popular. As obras também falam de batalhas entre seres do bem e do mal, e o amor entre um anjo e um ser humano. O que promete mexer com a crença e o imaginário dos leitores.

ANA EDUARDA

 

Convidada a uma entrevista para a coluna do Diário na Escola, Ana Eduarda nos contou sobre a paixão pela literatura, as formas de motivar as crianças a gostarem de ler e os desafios de quem se arrisca a publicar ideias e sentimentos, no papel.

 

O DIÁRIO NA ESCOLA: Executiva em tecnologia, de onde surgiu a interesse pela área literária?

ANA EDUARDA Livros sempre foram parte de minha vida. Desde pequena, amo ler. Minha lembrança mais remota – e deliciosa – foi quando ganhei uma coleção de livros infantis do meu pai, contos em geral, e depois de cansar de ler eu os colocava em formato de amarelinha, e pulava em cima deles. Por volta dos 16 anos, comecei a escrever as primeiras coisas, que eram as continuações de livros que eu adorava. Como não queria que as histórias acabassem, escrevia algumas continuações da forma que as imaginava.

A vida profissional na área de Tecnologia da Informação sempre caminhou junto com o mundo literário e essa minha paixão e sonho de escrever, uma servindo de apoio à outra. Aliás, a habilidade da comunicação escrita sempre me ajudou muito, também,  na minha ocupação atual. Por isso é que as considero complementares, partes de mim.

Qual a principal dificuldade que enfrentou ao escrever suas obras?

Inicialmente, é difícil escrever a primeira palavra, a primeira frase de um livro. É necessário relaxar e deixar as ideias fluírem, do jeito que aparecerem. Tem que se libertar das convenções, e deixar acontecer. Depois, é muito difícil saber a hora de parar de escrever, ou seja, terminar a história. É como deixar um filho livre e solto no mundo, vivendo por sua própria vontade. No livro, dá o desejo de continuar e continuar, revisar milhões de vezes e nunca mais largá-lo. Eu escrevi três finais para a trilogia. Somente no terceiro, fiquei um pouco mais satisfeita, mas mesmo assim, foi difícil colocar o “ponto final” final!

No Brasil, é possível sobreviver atuando unicamente como escritora?

As condições de incentivo e o próprio mercado de leitores são maiores nos países de economia mais madura, o que facilita bastante o lançamento de livros e ideias novas. Certamente, as pessoas estão mais prontas e mais ávidas para a leitura, fazendo girar melhor essa parte do negócio. De qualquer forma, estou apostando muito no futuro do Brasil, quero ajudar a fazer um país melhor, que incentive a cultura de uma forma geral. Os meus livros têm o objetivo de entreter as pessoas e, com isso, despertar a curiosidade para um mundo novo que se abre com as páginas. Novos leitores, mais cultura, mais educação. Um círculo virtuoso.

Você considera que em nosso país a profissão é desvalorizada?

Acho que poderíamos valorizar mais a arte e cultura em geral, sim. Já dancei ballet por muitos anos, e sei também como é difícil a vida de atores e dançarinos, é difícil encontrar um lugar ao sol. Precisamos de mais programas, de mais financiamento e mais espaço para a divulgação de todo tipo de obras.

Suas obras têm relação com suas experiências de vida?

Não, minhas obras são apenas ficção. Têm um pouco de mim, um pouco de alguns lugares que conheço, pois livros são parte de nós, mas tudo que está lá é parte da minha imaginação e inspiração.

Além de escritora você é mãe. Que iniciativas toma para motivar sua filha a gostar da leitura?

Não há nada melhor do que o nosso exemplo silencioso. Não adianta falar, conversar ou passar sermão. Filhos aprendem pela observação dos pais, da família e do ambiente, pelo que sentem, pelo que captam. Se queremos motivar nossos filhos à leitura, precisamos ler para eles, ler com eles, ler perto deles e mais ainda, nos divertir com a leitura. Lembro-me bem quanto estava lendo o livro “Marley e eu”. Dava tanta risada sozinha das coisas que lia, que minha filha ainda com cinco ou seis anos vinha se sentar ao meu lado para também poder “ler” a parte engraçada.

Mesmo para quem não tem condições de adquirir livros a toda hora, o hábito pode ser adquirido através de revistas e jornais, ao passear numa livraria ou biblioteca, manusear coisas emprestadas de clubes de leitura, e outras opções em que não precisamos gastar um centavo.

Como escritora, qual sua visão sobre a educação atual?

Ainda temos um abismo que separa a educação pública da privada, e isso não é bom. Embora tenhamos excelentes escolas públicas, estas ainda são consideradas uma exceção no País e precisamos melhorar muito os nossos programas e a abrangência da educação. Precisamos incentivar mais nossos professores, desde a remuneração até o seu próprio desenvolvimento, precisamos de mais laboratórios, mais salas, mais infraestrutura, mais tudo.  Não quero parecer pessimista, mas sim, quero ver mais, desejo mais para o Brasil, pois sabemos que é possível fazer melhor do que o que temos hoje. Existem crianças ainda sem uniforme e material escolar, e nós já estamos no final de abril. Fico triste ao saber que o número de leitores brasileiros diminui ano a ano, segundo as estatísticas, fico mais triste ainda ao ler que grande parte de nossa população é analfabeta funcional – aqueles que sabem algumas letras, mas não interpretam um texto. E pior ainda, temos uma boa parcela como analfabetos absolutos.

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História de Rafael vence concurso

No mês em que se comemora o Dia da Criança, o Diário na Escola em parceria com a Livrarias Curitiba, lançou a promoção cultural “Livro também é diversão!”. Para concorrer a seis livros infanto juvenis os participantes contaram como estimulam a leitura nos pequenos, seja filho, neto, sobrinho ou aluno.

DSC00246A vencedora do concurso é Léia Rachel Teixeira de Souza que diariamente lê para o filho de apenas dois anos, Rafael Silvério de Souza. Mas o estímulo à leitura na vida de Rafael começou antes mesmo dele nascer.

Quando Rachel descobriu que estava grávida pesquisou formas de auxiliar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Uma das dicas que encontrou foi justamente a de ler para o bebê.

Guias de gravidez apontam que ainda no ventre a criança pode ouvir histórias contadas pela mãe. Nessa fase o pequeno é considerado um leitor ouvinte, o objetivo não é que ele entenda o enredo, mas que passe a reconhecer a voz da mãe e fortalecer o elo entre eles.

“Depois que Rafael nasceu os presentes eram livros musicais, com ilustrações e até aqueles que pudessem ser manuseados dentro da banheira. Assim ele foi percebendo como as obras eram interessantes e que também poderiam diverti-lo”, conta a mãe.

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rachel sempre foi apaixonada por leitura. “Minha mãe trabalhava fora e não tínhamos o hábito de ler juntas, mas sozinha eu fui sentindo a necessidade de procurar os livros, frequentar bibliotecas e sempre levava minha irmã comigo”.

Ela destaca que a leitura é um crescimento pessoal, você passa a ter mais argumentos na hora de escrever e consegue se expressar de forma melhor durante uma conversa. “Os livros além das histórias fictícias, também trazem informações e conhecimentos que vou levar para o resto da vida”.

Rafael vai para a escola desde os seis meses do nascimento. A professora comenta que ele é uma criança bem desenvolvida, comunicativa, que já reconhece personagens e gesticula durante as aulas. “Em casa ele mostra algumas letras, números e cores. Fico encantada!”, diz Rachel.

As leituras para Rafael são feitas todas as noites antes de dormir. Quando a mãe não está lendo para ele, é o pequeno quem pega o livro sozinho e começa a folhear e ler tudo o que está escrito, antes mesmo de estar alfabetizado.

Por muitas vezes Rachel leu as histórias: “Chapeuzinho Vermelho” e “Os Três Porquinhos”, hoje Rafael conta o enredo nas narrativas e até imita o rugido do Lobo Mau.

“Com tantas opções tecnológicas as crianças estão se afastando do contato com os livros. Quero que na vida do meu filho isso seja diferente. Percebo que o hábito da leitura é algo prazeroso para ele, e espero que continue assim”, enfatiza a mãe.

Rachel destaca que além da motivação familiar, a escola tem papel fundamental no estimulo à leitura. “O Rafael tem muito contato com os livros em sala de aula e a professora separa horários na semana para a contação de histórias. Acredito que tendo o exemplo dentro e fora de casa ele será um leitor assíduo, e no futuro tenha o hábito de ler para seus filhos”.

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Sugestões de leituras

Aí estão algumas sugestões de livros que vão animar suas férias!

Para as crianças:

Como começa?

Autora: Silvana Tavano

Com esse livro os pequenos vão se divertir com as perguntas que eles mesmos costumam fazer aos pais, a exemplo de “O mar começa ou acaba na areia?”.

 

 Até as princesas soltam pum

Autor: Ilam Brenman

Na linha “desconstrução do romantismo”, mas sem perder a ternura, é claro. As meninas vão adorar saber que as princesas dos contos são mais humanas do que se pode imaginar.

 

365 Penguins

Autor: Jean-Luc Fromental

Com dificuldades de atrair os meninos para os livros? Essa é uma história cativante que vai agradá-los, é sobre dois irmãos que recebem um pinguim em cada dia do ano e não entendem o por quê.

 

Para os adolescentes:

 O corpo das garotas

Autor: Jairo Bouer

De forma clara e objetiva, o autor procura esclarecer as principais dúvidas que uma garota tem nesta conturbada fase que é a puberdade. A obra traz dicas para eliminar os pêlos indesejados, tratar de cravos e espinhas, como funciona a menstruação e a temida TPM, além de esclarecer sobre o uso de absorventes.

 

 O corpo dos garotos

Autor: Jairo Bouer

O livro explica ao menino que, de repente, o corpo dele passa por uma revolução: pêlos e espinhas aparecem por todos os lados, a voz desafina, ele se sente inseguro com relação ao sexo.É a puberdade que chegou! Uma fase tumultuada, mas que tem começo, meio e fim. Bouer explica como encarar tudo isso com naturalidade e sem traumas.

 

Para os pais:

Criando adolescentes em tempos difíceis

Autora: Elizabeth Monteiro

O amor parental não é estático: ele muda com o tempo e com os filhos. Por isso, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar. Com uma linguagem direta e delicada, a autora fala sobre a necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, de incentivar a autonomia deles.

 

A culpa é da mãe – reflexões e confissões acerca da maternidade

Autora: Elizabeth Monteiro

Nesta obra a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.

 

Para a família:

Eu que fiz

Autoras: Ellen e Julia Lupton

Ideal para pais e filhos que queiram desenvolver atividades juntos, pois ensina trabalhos manuais com tecido, sucata e outros materiais que vão deixar sua casa linda.

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Sugestão de leitura

Livro: O PORTUGUÊS DO DIA A DIA
Subtítulo: Como falar e escrever melhor

De autoria do professor Sérgio Nogueira Duarte da Silva, “O português do dia a dia” é um grande e útil tira-dúvida. Organizado em ordem alfabética, é um material fácil de ser consultado. O livro é dividido em três partes. Aspectos semânticos, aspectos gramaticais, e aspectos estilísticos.

 

 

 

Livro: ORTOGRAFIA
Subtítulo: Dicas do professor

O formato é o de um livro, mas “O-R-T-O-G-R-A-F-I-A – Dicas do professor Sérgio Nogueira” parece mais a transcrição de uma aula que contempla tudo o que você realmente precisa saber sobre língua portuguesa. Dividido em seis capítulos, o conteúdo é formado pelas questões gramaticais que mais nos causam incômodo no dia a dia. Estão ali o uso do hífen, o uso dos acentos gráficos e a nova reforma ortográfica.

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Mural de Trabalhos

A professora, Joana de Lourdes Contieri, da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí, com o intuito de despertar o interesse pela leitura e escrita distribuía uma vez por semana livros de literatura aos alunos do 4º ano para que eles fizessem a leitura e observassem os pontos mais interessantes da história, com a inferência da professora. Depois de várias semanas com esse trabalho, as crianças montaram seus próprios livros tendo como base a literatura disponível na biblioteca escolar. “Ler e escrever é um trabalho que exige disposição e uma organização coerente de idéias. Os alunos, em sua maioria, encontram dificuldades para produzirem textos compatíveis a seu desenvolvimento escolar, esse tipo de trabalho torna-se fundamental para despertar neles o interesse pela leitura, facilitando a escrita e o nível de interpretação para os diversos gêneros textuais dispostos em nossa sociedade, em especial a leitura dos jornais em sala de aula”, destaca a coordenadora pedagógica, Eliana Regina Sossai Moreno.

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Evento cultural movimenta alunos e incentiva a leitura

Uma ideia da bibliotecária Cássia Kato, junto com a diretoria do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Junior, de Maringá, em parceria com a Associação dos Pais, Mestres e Funcionários (APMF) e uma loja de Sebo, resultou no evento cultural Sebo na Escola.

Depois de venderem números a preços simbólicos, os alunos puderam trocar fichas por livros nos dias em que a ação aconteceu no colégio.

“Consegui vender mais de 60 números para a minha família, além de comprar dois livros, ainda doei um para a biblioteca da escola e o que sobrou das minhas fichas ajudei um amigo a comprar uma revista. Eu e meus amigos adoramos a ideia, isso incentiva as crianças a ler e a aprender”, conta o aluno do 7º ano, Victor Kamaura.

Silvia Kamaura, que é mãe do aluno Victor, disse que o Sebo na Escola foi um evento muito bom, proporciona a cultura. “Meu filho se esforçou muito para vender os números e ficou ansioso para o dia em que poderia trocar as fichas pelos livros. Um bom livro ou um gibi que seja, leva as crianças a viajarem pelo mundo da imaginação. Outros projetos como esse poderiam ser incorporados nas escolas, adorei a ideia. Parabéns a APMF e ao Sebo pelo projeto!”, elogia.

“Os alunos do colégio gostaram tanto do evento que já estão pedindo uma próxima edição para este ano ainda”, afirma Cássia. A bibliotecária destaca ainda que quando um aluno comprava o livro e levava para a sala de aula, incentivava os outros a irem comprar também, com isso essas crianças vão levar essas obras para casa e ao invés de ficarem em frente ao vídeo game, TV ou computador, há mais chances deles ocuparem o tempo livre com a leitura.

Além da promoção de vender os números para serem trocados por fichas que davam direitos a comprar livros, a empresa de Sebo ainda doou uma bicicleta novinha que foi sorteada entre os participantes, a ganhadora foi Lucia Eliza Moraes.

Os alunos puderam comprar gibis, revistas, livro infantil, infanto-juvenil, literatura brasileira e estrangeira, a baixos preços

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