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Reciclagem: a única saída

Uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo é a reciclagem. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos cinco Rs: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, pois, em virtude disso, ocorre uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental que diminui a quantidade de resíduos produzida.

Pensando nisso, a professora Naira Natiele Novello que trabalha no Projeto Semeando o Futuro, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades a partir do tema meio ambiente para que os alunos se conscientizassem da importância da classificação do lixo antes do descarte.

Foto Abre

“Diante do projeto tive que me aperfeiçoar muito em relação a cada tipo de lixo para poder orientar os alunos nos dez tipos que existem. Explicando mais que somente os cincos que somos acostumados a ver no nosso cotidiano. No total temos o descarte de: metal, vidro, plástico, papel, madeiras, resíduos perigosos, radioativos, não recicláveis, orgânicos e ambulatórios”, explica a professora.

As atividades iniciaram, primeiramente, com aulas teóricas, vídeos e produções escritas, em seguida foram confeccionados recipientes de coleta para os dez tipos de lixos usando tambores de argamassa vazios. Assim, já se começou reciclando estes objetos que iriam para o lixão. Os estudantes usaram o jornal que já havia sido lido e relido como matéria prima para encapar os tambores possibilitando a pintura referente a classificação do lixo que cada um iria representar.

Após essas etapas, cartazes de conscientização e uma faixa com a duração do lixo no meio ambiente foram produzidos. E, nas últimas semanas, a professora e as crianças realizaram uma passeata pelo centro de São Jorge do Ivaí e os alunos, devidamente protegidos com luvas, recolheram o lixo das ruas do trajeto já os classificando e dando o descarte correto. Por fim, os pequenos foram homenageados recebendo uma pulseira escrita “Eu Reciclo”.

“Eu gostei desse trabalho, pois mostramos para as pessoas a importância de reciclar e elas viram que jogar lixo no chão polui o planeta. Porém, o mais difícil, foi fazer a classificação, pois são muitos tipos de lixo que devem ser separados”, conta o aluno João Vitor Damásio da Silva.

A colega, Danieli Nunes Costa Alves comenta que se divertiu durante o projeto. “Foram importantes as atividades realizadas e estar na passeata, pois todos viram que é fundamental separar o lixo e que não pode o jogar no chão. Com a população ajudando poderemos ter uma cidade melhor e mais limpa.”

“A iniciativa da professora Naira juntamente com os alunos foi inspiradora e de um grande conhecimento para a comunidade, pois não é comum saber a classificação de tantos tipos de lixos que existem, além da conscientização o projeto repassou um novo aprendizado. Foi encantador ver como as crianças se envolveram e estavam atentas sobre a importância de cuidar do nosso próprio lixo, tanto que quaisquer lixos que eles veem, imediatamente colocam na lixeira mais próxima ou classificam quando possível”, ressalta a diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago.

Naira finaliza dizendo que após os estudos os alunos conseguiram perceber a importância de classificar cada descarte, seja para contribuir com o meio ambiente ou com a nossa rotina de vida. “Acima de tudo eles levaram este conhecimento para seus lares e transmitiram o ensinado para os parentes, assim o saber não ficou somente na sala de aula, além do mais, no momento da passeata, muitas pessoas da comunidade se comoveram com a iniciativa das crianças em limparem as ruas e a praça por onde passamos. Acredito que plantamos uma sementinha.”

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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Notícia inspira a reciclagem

Meio Ambiente é um tema que já faz parte do currículo escolar, mas para deixar os alunos atentos à importância desse assunto, é preciso inovar as práticas pedagógicas em sala de aula. Pensando nisso, as professoras Carina Gimenez Munhoz, Maria Aparecida Chaves e Rosilene Aparecida Viotto que lecionam na Escola Municipal Elena Maria Pedroni, em Floraí, desenvolveram um projeto sobre reciclagem.

Foto AbreA ideia teve início após a leitura da notícia “Prazo maior para dar fim a lixões é erro, dizem prefeitos” que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. Por ser um veículo de comunicação que as crianças têm acesso à leitura semanalmente, a pauta em destaque foi transformada em aula.

Os estudantes foram divididos em equipes para debater o assunto e demonstraram diferentes pontos de vista a respeito da matéria. Com isso, as professoras separam os grupos em três temas: dilatação de prazo, metas de gestão e construção de aterros. Nesta etapa os alunos aprenderam o que são cada um desses termos que estavam presentes na notícia e ainda praticaram a oralidade e a capacidade em argumentar.

Após o estudo da teoria, as crianças foram à prática. Para mostrar o que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo, elas foram desafiadas a reciclar parte do que jogam fora todos os dias.

As professoras perceberam que as caixas de leite são um produto descartado diariamente na casa dos alunos e encontraram uma nova utilidade para a embalagem vazia, a transformaram em uma sacola que pode ser utilizada para presente ou mesmo como uma bolsa.

Na aula seguinte, os estudantes foram à produção. Aproveitando o mês em que se comemora o dia dos pais, as crianças fizeram as sacolas que entregaram como embalagem do presente que deram aos pais.

“Trabalhos como esse são muito válidos, pois aprendem não só as crianças, mas nós adultos, também. É uma ótima maneira de nos conscientizarmos da importância da reciclagem todos os dias”, destaca a diretora da escola, Vania Molina Ganaza.

 

 

Imagem - boxFAÇA VOCÊ TAMBÉM

Conheça o passo-a-passo para a confecção de sacolinhas a partir de materiais recicláveis:

Materiais:

– 1 caixa de leite vazia e limpa;

– Tecido de algodão;

– Cola de tecido;

– Pincel;

– Perfurador;

– Cordinhas (para alça).

Como fazer:

– Corte a caixa de leite na altura desejada;

– Corte o tecido para revestir o fundo da caixa com sobra de 2 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e cole o tecido;

– Corte o tecido para revestir as laterais da caixa com sobra de 3 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e vá colando o tecido;

– Alise bem o tecido depois que colar;

– Perfure as laterais;

– Coloque as cordinhas e faça o acabamento com nó nas alças e está pronto!

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Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

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Uma nova era para o papel higiênico

 

Apenas nos EUA, os tubos de papelão que vêm dentro do papel higiênico geram 80 mil toneladas de lixo por ano. O que fez a marca Kimberly Clark lançar uma linha ‘naturals’, que vem sem o tubo, o papel é enrolado em si mesmo. A ideia é atender os consumidores incomodados com o acúmulo de lixo e a poluição do solo. Para se ter uma ideia do impacto da iniciativa, se todas as marcas americanas aderissem à prática existiriam 17 bilhões de tubos a menos por ano.

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