Luciana Lacanallo



O Programa voltou!

Professores, alunos e caros leitores, o Diário na Escola está de volta! Depois de um breve recesso, estamos iniciando nossas atividades com muita coisa nova para 2016. Além do envio dos jornais semanalmente às escolas, continuamos com as colunas publicadas às terças e quartas-feiras com matérias sobre educação e cultura, nossos tradicionais Concursos que agitam as instituições de ensino, e o cronograma de formações que preparamos aos professores participantes do Programa promete inovar a forma de estudo com temas atuais e dinâmicos.

Foto Abre“A proposta pedagógica do Diário na Escola busca estar alinhada à necessidade do professor e do aluno. Mantemos um feedback constante com nosso público, o que nos permite desenvolver um Programa que contemple, não somente a leitura crítica da mídia, mas também que contribua e otimize a aplicação desse conhecimento em seu planejamento de atividades anuais”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A jornalista, Talita Moretto irá abrir nosso cronograma anual de formações e afirma que a tecnologia já faz parte da nossa rotina, seja pessoal ou profissional. “Mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.”

“Na oficina ‘A poesia nos fatos’, propõe-se abordar a constituição do gênero poema, focando, suas condições de produção, suas formas composicionais e recursos linguístico-expressivos de sua composição. Na relação entre as notícias e os poemas, pretende-se destacar como os fatos apresentados pelas notícias e reportagens podem ser retratados de forma poética. Essa abordagem foi pensada, a partir de depoimentos de professores que trabalharam com a produção de poemas com seus alunos no ano passado, mas sentiram uma dificuldade em transformar os fatos do jornal em questões poéticas. O que resultou em textos que apresentam a estrutura do poema, mas que carecem de poesia”, enfatiza a ministrante da capacitação, Adélli Bazza.

Gráficos, tabelas, porcentagem e outros suportes do raciocínio lógico encontrados no impresso auxiliam no estudo da matemática, por isso o Diário na Escola convidou a professora Luciana Lacanallo para ministrar a oficina sobre o tema. “A matemática é uma linguagem, composta por diferentes signos e conceitos, os quais constituem em instrumentos simbólicos. Aprender matemática não é só resolver contas, decorar fórmulas e procedimentos é ler e interpretar dados, fatos e, com o jornal temos um recurso excelente em mãos.”, explica.

Acreditando que a mídia é uma aliada do ensino, a equipe do Programa preparou uma capacitação sobre as possibilidades de trabalho com esse recurso em sala de aula. O assunto será explanado pela jornalista e educadora, Fernanda Amorim. “Vou falar a respeito dos modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo”, diz.

Loiva percebeu que não poderia deixar para um segundo plano a leitura crítica da mídia, pois os alunos estão em pleno processo de formação intelectual, e a cada dia mais vulneráveis aos meios de comunicação. “Por isso, trouxemos esses assuntos para serem debatidos. É importante estar aberto a entender esse processo social em curso e irreversível, já que desejamos construir uma nova escola e uma nova educação. Somos otimistas, temos sempre a melhor expectativa que nossas formações irão contribuir de forma efetiva para o trabalho do professor em sala de aula.”

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Jornal + Matemática = Resultado

JOGO RÁPIDO

Questionamos as professores Solange D’Antonio e Luciana Lacanallo sobre como aliar o jornal com o livro didático e o que elas irão abordar nas oficinas oferecidas este ano aos participantes do Diário na Escola. Confira:

 

Como os professores podem unir os conteúdos do impresso com o livro didático?

Foto SolangeSOLANGE: Para que essa união aconteça é preciso planejamento e estudos por parte do professor que deve ser um leitor constante de sua prática. Se em meu planejamento, por exemplo, quero explorar a leitura de gráficos e tabelas, analisarei o que existe no livro didático para a apresentação desse conteúdo e complementarei aquela informação com dados apresentados no jornal, a fim de fazer com que o aluno reflita e perceba a constituição de um gráfico e de uma tabela, suas características e sua relevância no dia a dia, ou iniciarei minha aula com dados selecionados nos jornais, para que o aluno compreenda e diferencie tais conceitos, pela observação e o levantamento de hipóteses e então aproveitarei o que o livro didático apresenta a esse respeito para complementar o aprendizado.

 

Você tem uma dinâmica de ensino diferente que envolve a participação de estudantes da graduação durante as oficinas que ministra. Como esse trabalho será realizado os professores do Programa?

foto LucianaLUCIANA: Na Universidade tentamos aproximar nossos estudos com a escola e com os futuros professores, em especial os acadêmicos de Pedagogia. Assim, temos uma dinâmica de trabalho que integra acadêmicos, professores já formados da educação básica e professores universitários em um mesmo movimento de aprendizagem. Os participantes entram em atividade de organização do ensino. Esse trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa e Ensino “Trabalho Educativo e Escolarização”, no subprojeto da Oficina Pedagógica de Matemática (OPM). O desenvolvimento dos trabalhos na OPM busca estudar, refletir sobre as práticas de ensino de matemática e a partir daí elaboramos situações desencadeadoras de aprendizagem para serem desenvolvidas na sala de aula, como meio para direcionar a atenção de alunos e professores em direção à apropriação dos conceitos matemáticos, de modo lúdico e instigante, visto que acreditamos que o aprender matemática é para todos. Por isso, envolvemos os participantes nesse movimento, eles atuam como agentes formativos interagindo conosco, com o conteúdo em si e com os professores que participam.

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