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Notícias para ler, ensinar e aprender

Há 15 anos formando o cidadão, o Diário na Escola retoma suas atividades letivas dentro dos espaços escolares. Os alunos participantes do Programa receberão exemplares do jornal semanalmente para leitura, conhecimento de notícias factuais e propostas didáticas a serem realizadas em sala de aula.

Foto AbreEm tempos de interatividade e uso excessivo de telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura do impresso é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografias e recursos gráficos, os jornais são fonte para pesquisa e obtenção de informação sobre o mundo atual.

A secretária municipal da educação de Atalaia, Angela Maria Candioto Nunes destaca que, “o trabalho do Diário na Escola é de grande valia, pois incentiva a leitura, a criticidade e a discussão sobre a realidade social vivenciada por todos. O Programa possibilita a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.”

“O Diário na Escola vem ao encontro do meu desejo de propiciar uma educação de qualidade, visando oportunizar aos alunos e professores o contato e a interação com textos práticos, desenvolvendo assim o gosto pela leitura numa complexidade maior”, comenta o prefeito de Floraí, Fausto Eduardo Herradon.

Os estudantes, Maria Eduarda Romualdo e Gabriel Henrique de Oliveira contam que estão ansiosos pela oportunidade de aprender a partir das notícias. Os dois, que estudam na rede municipal de ensino de Sarandi, nunca tiveram contato com o veículo de comunicação antes e já fazem planos sobre o que vão buscar no impresso, quando este chegar à sala de aula. “Eu vou procurar o caderno de Esportes. Ah, eu quero ler sobre as novelas e artistas!”, comentam.

IMG_0308A proposta de utilizar o jornal como um instrumento pedagógico e levá-lo para dentro dos espaços escolares, o transforma em uma ferramenta prática para a motivação do ensino. Professores que já trabalham com o estudo do impresso a partir de um contexto pedagógico, contam que a tarefa tem sido bem mais sucedida do que o simples uso do livro didático, pois forma um conjunto de cidadãos mais informados e participantes.

“O Diário é utilizado há anos aqui na escola devido aos bons resultados que temos nos níveis de aprendizado. Os professores têm um papel fundamental nessa tarefa, são os mediadores do ensino e, com isso, tem conseguido trabalhar a interdisciplinaridade dos conteúdos curriculares com as notícias. À exemplo das atividades que vão além da leitura prazerosa ou estudo da Língua Portuguesa e envolvem a Matemática”, destaca a pedagoga, Juliana Leni Del Bianco.

Os alunos Gabriel Pierini dos Santos e Daniele de Almeida já tiveram a experiência de ler um jornal, fora da escola, e dizem que o aprendizado vai ser mais interessante com as notícias. “É bacana ter um material diferente em sala, isso deixa a aula mais divertida, vamos poder conversar sobre assuntos que muitas vezes nossos pais falam em casa. Acreditamos que com o Diário, será mais fácil fazer as tarefas solicitadas pela professora.”

A pedagoga Juliana conclui destacando que “o costume da leitura de jornais na escola enriquece a capacidade de entendimento dos alunos, principalmente ao acréscimo e ampliação do vocabulário e compreensão de textos, melhorando a qualidade dos debates e oferecendo ao educando informações sobre o mundo e também sobre a comunidade onde vive.”

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A mídia como instrumento formador

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Escola e mídia. Duas instituições que estão cada vez mais próximas e, ao mesmo tempo, distantes. Embora não faltem teorias, estudos e cursos que defendam o trabalho conjunto entre elas, a conexão não é das melhores. Muitas escolas têm dificuldades de lidar com os meios de comunicação cada vez mais presentes, influentes e ao alcance de crianças desde a Educação Infantil. Para falar sobre esse assunto, convidados a jornalista e educadora, Fernanda Amorim.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De que forma o professor pode trabalhar as mídias realizando atividades e propostas pedagógicas que fujam do senso comum?

FERNANDA: Para trabalhar a mídia em sala de aula é preciso, antes de tudo, conhecê-la, investigar seu surgimento e delinear sua posição ideológica, entendendo o que ela defende, evidencia, colore. A mensagem midiática não é mero entretenimento, é, sobretudo, recorte da realidade que diz muito sobre seus produtores.

 

  1. Qual a importância dos professores estarem em contato com uma leitura mais crítica?

A educação não é papel exclusivo da escola, as redes sociais, as telenovelas, os programas policiais propõem formas de pensar e agir que são, aos poucos, internalizados pelos professores e alunos. Ler criticamente a mídia é compreender quais dinâmicas ideológicas estão em ação para fazermos, enquanto docentes, enfrentamentos aos preconceitos e estigmas que marginalizam alguns grupos culturais e supervalorizam outros.

 

  1. Após a sua pesquisa de mestrado, quais as maiores dificuldades que os professores têm encontrado para trabalhar o impresso? De que forma isso pode ser melhorado?

Percebi que as professoras se sentem inseguras ao trabalhar o jornal na sala de aula. Isso ocorre porque não têm a chance de analisar/estudar as notícias com antecedência, uma vez que usam o jornal do dia. O indicado é que elas tivessem tempo para estudar as notícias, as editorias, os artigos e as fotografias para, depois, levá-las aos alunos.

 

  1. O acesso à comunicação e a influência das mídias, estão ‘bombardeando’ os alunos diariamente. Como o professor poderá trabalhar com essa criança ou adolescente que já vem cheio de informações para a sala de aula?

Na verdade, não tem como o professor ignorar esse cenário, pois, ele, inclusive, pertence a esse contexto. O professor também vai à sala de aula repleto de informação e estímulo midiático. É preciso pensar que a escola não é uma ilha, ela pertence à sociedade, do mesmo modo que os professores e alunos dividem os mesmos contextos, não são estranhos um para o outro. Se o professor, a direção, a coordenação pedagógica, o currículo escolar não levam a mídia à sala de aula, o aluno leva, por meio de exemplos verbalizados durante a aula, conversas paralelas, estampas de caderno…O que o professor pode fazer é falar a mesma língua do aluno.

 

  1. No descritivo da oficina que irá ministrar no ano que vem aos professores do Diário na Escola você cita “problematizar as mensagens midiáticas”. O que será abordado?

Na oficina, discutirei os modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo.

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A tecnologia a favor do ensino

A internet já faz parte da nossa rotina de vida, seja no trabalho ou nos contatos pessoais. Devido a esse contexto, mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é saber como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção. Para falar sobre esse assunto, convidamos a jornalista e especialista em tecnologias na aprendizagem, Talita Moretto. Em nosso bate-papo ela fala como o uso da mídia online pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os atraentes e fazendo com que o estudante adote uma postura mais participativa.

1. O DIÁRIO NA ESCOLA: A partir da sua experiência profissional, quais as maiores dificuldades você tem observado que os professores encontram quando o assunto é o uso da tecnologia em sala de aula?

Talita MorettoTALITA: Algumas dificuldades são diferentes dependendo da rede de ensino, da instituição (equipe gestora) e da abertura do professor. Se conversarmos com professores da rede pública, a falta de estrutura, de equipamentos e, principalmente, conexão à internet são dificuldades apontadas pela maioria. Estas dificuldades, embora existam, são menores na rede particular.

No entanto, o problema maior é que mesmo quando a escola está equipada, não existe preparo dos professores. O que falta, na minha visão, não é apenas estrutura ou formação é, principalmente, apoio da equipe pedagógica da escola, suportada pelos gestores da educação, para “tranquilizar” os professores a respeito do uso de tecnologia. E esse apoio deve começar no planejamento pedagógico e chegar até a reconfiguração da sala de aula. É necessário um esforço conjunto para estruturar salas de aula e formar professores que estejam preparados para as inovações proporcionadas pela tecnologia.

Daí você me pergunta: todos os alunos irão utilizar adequadamente se a tecnologia fizer parte do planejamento? É claro que não. Mas me diga se existe uma turma perfeita, onde todos os alunos fazem o que o professor pede, respeitam a aula e o espaço? Estamos falando de pessoas, de jovens em formação, com perfis diferentes. A perfeição nunca existirá, com ou sem tecnologia.

2. De que forma o educador pode incluir a internet no planejamento pedagógico? Seja na preparação da aula ou mesmo em uma atividade prática com os estudantes no ambiente educacional informatizado.

Existem inúmeras formas. Hoje, devido à facilidade de conexão à internet e acesso barato aos dispositivos eletrônicos, inevitavelmente, o aluno irá utilizar a internet nos trabalhos escolares. É isso que o professor precisa compreender: que a sociedade proporciona essa situação e o aluno não está fora dela.

O professor pode usar internet o tempo todo na preparação de suas aulas. A web é uma fonte de pesquisa riquíssima, onde estão disponíveis inúmeros recursos educativos digitais, ferramentas, aplicativos, e-books que deixam a aula mais atrativa. Por que não aproveitar este material que, em sua maioria, é gratuito?

Quando usar a internet na escola (ou sugerir seu uso em tarefas de casa), o professor deve atuar como orientador. Primeiro, deve mapear os sites que os alunos devem consultar para encontrar as informações desejadas, e também deixar que os próprios alunos façam suas contribuições indicando outros sites que eles conheçam. E, claro, checar se a fonte é confiável, junto com os alunos. Só então levá-los ao laboratório de informática, colocá-los em duplas ou trios (isto é muito importante, pois pedir que os alunos façam a atividade sozinho é como bloquear a construção de conhecimento) e conduzir o desenvolvimento da pesquisa/atividade. Pode até mesmo utilizar atividades online, criar uma webquest ou propor um game. Existem muitos sites educativos especializados em cada disciplina escolar, que podem ser bem aproveitados na educação. Mas é preciso navegar na web para conhecer todo o potencial que ela oferece.

 3. Após a inclusão da web em sua rotina de trabalho, que resultados o professor poderá constatar no desenvolvimento escolar dos alunos?

Isso depende. Não existe uma receita que, se seguida, resultará em um único resultado. O que podemos garantir é que o professor, fazendo o uso da internet junto com os alunos, terá condições de conhecer como o aluno utiliza a internet com propósito pessoal e, a partir disso, ter mais ferramentas para organizar suas aulas de modo que todos fiquem interessados pelo conteúdo e pela disciplina, poderá orientar melhor as pesquisas online, estará apto para indicar sites seguros e com informações confiáveis, conseguirá abordar com mais facilidade temas como, segurança online e direitos autorais, etc. Trata-se de adequar-se ao perfil do aluno, da mesma forma que uma loja de roupas adequa seu “produto” aos gostos do cliente e de acordo com a moda atual. É falar a mesma “língua”, ou melhor, deixar o diálogo fluir com mais naturalidade.

oficina Talita4. Em muitos casos os estudantes têm maior habilidade do que o educador em acessar os programas do computador ou mesmo páginas da internet. Como esse fator pode ser utilizado para contribuir com as atividades em sala?

Deve ser aproveitado em sua totalidade. O aluno torna-se parceiro do professor. Não há motivos para ficar receoso porque o aluno sabe mais sobre determinado recurso do que você. O papel do professor continua imprescindível em sala de aula, e se ele estiver preparado para aceitar o apoio dos alunos, todos tendem a crescer. Isso evita ter que passar um conteúdo que o aluno já sabe, ou perder horas tentando entender uma ferramenta que o aluno domina e que ele mesmo pode ensinar aos colegas a utilizar. Envolvendo o aluno, dessa maneira, nas atividades, não haverá dispersão; é dar a ele autonomia e sentimento de pertencimento ao ambiente escolar. O aluno terá compromisso consigo mesmo, com os colegas, com o professor e com o aprendizado. Isso funciona!

5. Como o professor pode orientar crianças e adolescentes para fazer o “bom” uso da web? Pois, na maioria das vezes, a tecnologia é usada por eles somente para o acesso às redes sociais ou aplicativos de bate-papo.

Os alunos usam o que conhecem, o que aprenderam a usar, o que veem outros (adultos) usando, o que veem na televisão. Se ninguém mostrar a eles outras formas, como saberão que existem? Então, não adianta criticar esse uso, criticar que aluno só sabe usar redes sociais e etc. sem conversar com ele a respeito. O jovem ainda está em formação, é preciso mostrar como utilizar para o ensino, para os estudos. A maioria dos familiares não fará isso porque nem eles sabem, e se o professor se negar a fazer, não adianta criticar a conduta do jovem.

6. Parte dos educadores que atuam nos espaços escolares não foram preparados na graduação para usar a tecnologia que temos no mercado hoje, em suas aulas. Que dicas repassaria para esse tipo de profissional que precisa se adequar a uma nova realidade?

Se analisarmos um professor que está há mais de oito anos em sala de aula, com certeza, não foi preparado. Até mesmo hoje eu conheço poucos cursos que inovam, de forma significativa, a ementa e inserem essa parte no currículo. O único caminho para os professores é a formação continuada, fazer cursos de aperfeiçoamento e, principalmente, ter interesse e vontade de se aprimorar. Essa formação nem sempre virá dos órgãos públicos. Então, como qualquer outro profissional (médico, contador, farmacêutico, cozinheiro) é necessário buscar seu aperfeiçoamento, e pode começar em casa mesmo, tendo interesse em explorar os recursos tecnológicos, conhecê-los. Não existe outra forma. O que falta, para muitas pessoas, é aceitar que a inovação é constante, não há como prever e nem culpar alguém por isso. A internet não é ruim, a tecnologia não é ruim, o que pode torná-la ruim é o uso inadequado. Então, é melhor aprender como usar e tirar benefício disso.

 

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Para entender as mídias

Foto AbreMuitos estudantes assistem aos programas televisivos ou propagandas sem a presença de um adulto, dessa forma, é importante trabalhar como eles recebem essas informações. Por acreditar nisso, a educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, Patrícia Pereira de Araújo explica que em boa parte dos casos crianças e adolescentes recebem os conteúdos de modo distorcido e a mídia acaba se tornando manipuladora e indiferente à importância da família e do lar.

Tentando oferecer aos atendidos uma visão real do que acontece a sua frente. A oficina desenvolvida por ela tem a finalidade de trabalhar a questão do uso incorreto das redes sociais e dos conteúdos midiáticos.

As crianças e adolescentes aprenderam sobre o papel da mídia no dia a dia, identificando tudo o que pode ser considerado publicidade, desde uma simples placa e faixas artesanais, a um programa de TV e anúncios na web. “Desenvolver o diálogo com os pequenos sobre propaganda, interação, socialização e censo crítico sobre o tema é de grande valia. Para isso estimulei o raciocínio e a criatividade, identificando as formas e o grau com que a mídia atinge o público a quem ela se destina, e assim, exaltei os riscos das exposições exageradas nas redes sociais”, ressalta Patrícia.

“Temos que estar atentos aos comerciais e programas que vemos diariamente, pois recebemos muitas informações, a todo o momento. Por isso é importante que saibamos filtrar esses conteúdos para utilizá-los de forma adequada”, conta a atendida Laodicéia Vitória Marcelino Moraes.

Para dar início aos trabalhos a educadora apresentou ao atendidos anúncios de jornais e propagandas em revistas para explicar a questão da persuasão dentro das publicidades. Em seguida, foi aberto um bate-papo em sala sobre as experiências vividas diariamente no Facebook. Patrícia os orientou a respeito dos riscos de expor demais as nossas vidas na internet, ressaltando a questão do bullying virtual que já é considerado crime, caso você exponha um colega ou publique algo que seja ilegal. “Aprendi que o mundo virtual é feito de pessoas reais, devemos respeitá-las da mesma forma que respeito meus amigos”, acrescenta o atendido Cristyan dos Santos Donato.

“As crianças e adolescentes foram estimulados a observarem no caminho de casa até a LBV quais as propagandas que se depararam, se viram placas, faixas ou carro de som. Depois compartilharam com os colegas”, conta a educadora.

Para finalizar a atividade, foi proposto aos atendidos a criação de uma televisão utilizando material reciclado, nessa atividade eles montaram programas similares aos que mais gostam de assistir e apresentaram os conteúdos para a turma. A atendida Julia Araújo de Souza comenta que a oficina foi muito boa. “Aprendi que devemos ter bom senso em nossas postagens, estar alerta para interpretar tudo o que vemos, além de sempre respeitar o outro.”

“As crianças e adolescentes fazem parte de uma geração que está conectada, é muito importante que eles recebam informações sobre os benefícios e malefícios da internet e da publicidade em geral”, enfatiza Patrícia.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarUm jornal escolar de sucesso exige o comprometimento de toda uma equipe, e na Escola Municipal Zuleide Samways Portes, de Maringá, foi exatamente isso que aconteceu. As professoras responsáveis pelo projeto, Sandra D’Antonio e Suzana Moran contam que em cada etapa da produção a comunidade escolar esteve envolvida. “Desde o início, todos ficaram muito animados e se dispuseram a ajudar no trabalho. O primeiro passo foi pensar em um nome e projeto gráfico para o jornalzinho”, relatam.

De forma bastante democrática “A voz da comunidade Zuleide Portes” foi o título vencedor, nascendo assim, o nome do impresso a ser produzido. Para ilustrar ‘a voz’ os estudantes optaram por incluir o símbolo de uma boca na logomarca e assim deixar a marca mais criativa.

O assunto de boa parte das matérias publicadas teve como base as manifestações culturais, tema que já estava sendo abordado em sala de aula e também no Ambiente Educacional Informatizado (AEI). Fator que auxiliou nas etapas de pesquisa para as pautas jornalísticas.

“A união do trabalho dos professores e dos alunos concretizou na elaboração das páginas do nosso jornal, que foram voltadas à cultura e as diferentes manifestações populares ocorridas em nosso Estado e nas demais regiões do Brasil”, comenta Sandra. A colega de profissão, Suzana, acrescenta “o objetivo foi deixar claro que vivemos imersos e somos origem dessas manifestações, bem como da mistura de raças, culturas e credos.”

O “A voz da comunidade Zuleide Portes” foi entregue à comunidade na semana cultural da escola. As professoras relatam que os pais ficaram extremamente contentes com o resultado e elogiaram a oportunidade de divulgação do trabalho de seus filhos. “Ficou o desejo e o gostinho de quero mais, de continuar o projeto, esta é uma forma especial de expor parte das atividades que ocorrem dentro da espaço escolar”, destacam Sandra e Suzana.

 

TEXTO PROFISSÕES

Entrevistando minha mãe

Maria Helena tem 45 anos, mora no Jardim Alvorada e sua profissão é promotora de vendas. Ela vende: Avon, Boticário,Tupperware, Evomel, Jequeti, Hermes, Quatro Estações, Natura, Fuller e Pierre Alecsander. Minha mãe gosta muito do que faz e se sente realizada, esta bem neste trabalho.

Na verdade ela passou por várias profissões, tais como: balconista, recepcionista, cozinheira, auxiliar de cozinha, garçonete, babá, diarista, doméstica, boia-fria, atriz, projetora de programas artísticos, promoções e eventos, auxiliar de dicção de vozes e gerente de restaurante. Ela percebeu diante de tudo isso que gostava de motivar as pessoas, treiná-las, capacitá-las e encaminhá-las, e isto me dava prazer ao vê-la melhorando também.

Ela é feliz com sua profissão e consegue fazer as pessoas crescerem intelectualmente, profissionalmente e financeiramente, trabalha com a autoestima e se torna uma pessoa ativa sabendo lidar com seus problemas e dos outros sem consequências negativas.

Você só melhora quando melhora a vida dos outros.

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Educação como prioridade

Comprometido em oferecer o melhor à comunidade, o prefeito de Lobato Fabio Chicaroli não mede esforços quando se trata em educação. Além de constantes formações oferecidas aos professores, Fábio considera indispensável o uso do jornal em sala de aula. “O que seria aparentemente uma ferramenta complementar à educação convencional, com tudo, ao longo da execução do Programa se tornou muito mais, ou seja, algo indispensável ao aprendizado e a formação pedagógica dos nossos alunos. E, além disso, contribui sensivelmente para o conhecimento e interação crítica das nossas crianças e adolescentes com o mundo ao seu redor”, destaca.

De volta ao Diário na Escola, a equipe da Escola Municipal Elias Abrahão comemora a oportunidade. “O trabalho com o jornal é inovador e possibilita ao educador tornar as aulas mais atrativas e dinâmicas, assim como também amplia as opções de leitura e o vocabulário do estudante”, enfatiza a diretora, Maria Aparecida de Carvalho.

A professora Deizimara de Lemos conta que o impresso leva informação não só para o professor e o aluno, mas para toda a comunidade que, em muitos casos, não teria acesso ao material se não fosse pela escola. “O dia-a-dia com o jornal me capacita a formar cidadãos críticos, criativos e com atitude”, diz.

FORMAÇÃO. Equipe da Escola Municipal de Lobato foi capacitada para desenvolver trabalho com o Diário em classe.

FORMAÇÃO. Equipe da Escola Municipal de Lobato foi capacitada para desenvolver trabalho com o Diário em classe.

A equipe do Diário na Escola esteve no município para orientar o trabalho que será realizado durante o ano com o impresso. A partir de uma oficina técnica sobre a estrutura do jornal, os educadores puderam identificar as diversas maneiras de explorar o material em sala de aula.

O professor doutor, Renilson Menegassi comenta que a capacitação é um requisito necessário para a melhoria do ensino nas escolas de qualquer país. “Nas formações o professor entra em contato com aspectos teóricos e metodológicos que possibilitam ampliar suas práticas em sala de aula.”

Durante o encontro do Diário na Escola foram repassadas dicas sobre a análise das notícias, diferença entre publicidade e propaganda, os efeitos das imagens e charges, como também sugestões de atividades que podem ser realizadas de forma interdisciplinar.

“O jornal é um dos instrumentos fundamentais para o desenvolvimento completo do nosso aluno. De forma significativa, com seus diversos gêneros textuais, ‘entra’ na sala de aula e amplia e atualiza a visão tanto do professor quanto do aluno, além de proporcionar uma leitura significativa e prazerosa”, enfatiza a secretária de educação de Lobato, Fabíola Gazzone Chicaroli.

Renilson finaliza dizendo que cerca de 40% dos textos expostos no material didático são originários de jornais, o que é um número expressivo de conteúdos com os quais o educador e o aluno devem lidar. “Para tanto, instrumentalizar o professor em como trabalhar com esses textos é necessidade social, não mais um aspecto escolar apenas.”

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A mídia na educação

“Acredito que as atividades propostas pelo programa O Diário na Escola e que são desenvolvidas pelo professor em sala de aula, são muito relevantes para o aprendizado do aluno, pois vão ao encontro do currículo escolar, são pedagogicamente adequadas e vinculadas à realidade da criança. O contato com o jornal traz para a sala de aula a possibilidade da observação da realidade do cotidiano e proporciona a sistematização desta informação. Porém, confio na ideia de que, o grande mérito do Programa, está no trabalho contínuo e de longo prazo que este realiza. Pois é uma proposta que vem se desenvolvendo e se aperfeiçoando ao longo de vários anos e, em uma sociedade em que quase tudo é transitório e descontinuado, este trabalho possui o grande diferencial que é a constância e a solidez, por isso traz resultados tão bons”. – Maria Eliza Spineli, secretária de educação de Itambé.

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Concurso oferece bolsa para TCC

 

Estão abertas as inscrições até 20 de julho para o 7º Concurso de Bolsas para Trabalhos de Conclusão de Curso do Programa Informação, da ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância – sobre os temas criança, consumo e mídia. São no total sete bolsas no valor de R$390,00 por seis meses cada. Informações podem ser obtidas aqui

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A mídia influencia o jovem ou ao contrário?

Para sentir-se parte do grupo, conectado às inovações ou em contato com a aldeia global, o jovem toma para si, e domina, as tecnologias. O conteúdo implícito pode mesmo influenciar o comportamento dos jovens? Pesquisas apontam que são eles os responsáveis por dar a reposta final sobre a compra das tecnologias para a família. Então são eles que influenciam a mídia?

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Livro analisa a influência da mídia sobre opinião pública

A influência da  mídia sobre a sociedade. Como as coberturas jornalísticas interferem no dia a dia, na opinião e no psicológico da população. Este é o tema do livro ‘A Teoria da Agenda’, do pesquisador norte-americano Maxwell Mccombs. O autor, em parceria Donald Shaw, foi um dos criadores da Teoria da Comunicação ‘Agenda-Setting’ que defende a hipótese de que a mídia agenda as conversas, as discussões, ao valorizar certos assuntos e ignorar muito outros.

O livro ‘A Teoria da Agenda’ analisa a hipótese do agendamento da opinião pública sobre casos de grande repercussão. O assassinato da menina Isabella Nardoni e o desaparecimento de Eliza Samúdio tiveram bastante atenção da mídia e, talvez, por isso os suspeitos tenham sido presos e a população tenha discutido tanto sobre eles.

O livro custa, em média, R$36,00

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