O Diário



Visita ao Diário resulta em produção

Todas as escolas municipais de Astorga estão trazendo seus alunos para visitar a sede do Grupo O Diário. Durante o passeio educativo, as crianças conhecem desde a produção da notícia até a impressão do jornal e os diferentes profissionais envolvidos neste processo.

Na última semana, as turmas do quinto ano da Escola Municipal Alfredo Sofientini estiveram na empresa e voltaram para a sala de aula prontos para criar conteúdos a respeito de tudo o que aprenderam.

“Eu me senti emocionado em ver a rotina de trabalho dos funcionários e fiquei muito feliz em poder conhecer como o jornal é feito antes de ser entregue em nossas casas”, destaca o aluno, Everton da Silva.

A professora Sonia Gimenes solicitou que as crianças relatassem através de uma poesia, história em quadrinhos (HQ) ou tirinha, algo que demonstrasse o que o passeio representou para elas. “Percebi que mais do que um momento de entretenimento fora da escola, os estudantes trouxeram valores que acrescentaram à vida deles, no momento da produção todos queriam participar, pois estavam cheios de ideias”, conta.

A aluna, Maria Clara Lopes de Souza comenta que ficou surpresa com o número de pessoas envolvidas na produção do jornal. “Achei que a diagramação do jornal era feita por algum sistema, mas não, este trabalho é feito pelo diagramador.” Quando foi desenvolver a atividade, Maria Clara optou por fazer uma HQ e assim, apresentar a função de cada um dos profissionais da redação. “Reforcei o que aprendi no passeio, quando criei a minha historinha. O dia da visita ao Diário foi maravilhoso e eu nunca vou esquecer tudo o que vi”, relata.

NA PRÁTICA

O aluno, Everton Luiz da Silva desenvolveu um poema sobre o passeio educativo ao Diário. Leia:

Visitamos o Diário

E eu achei tudo muito legal

Tem repórter e fotógrafo

Subindo e descendo degraus

 

Tem a sala pré-impressão

Fechada em todos os lados

Para não entrar nenhuma luz

Onde na placa de metal, o jornal é revelado

 

O galpão de impressão

Tem uma máquina comprida

Que produz 18 mil jornais

Para a leitura da nossa população querida

Voltamos de ônibus

Curtindo a visita

Foi um momento formidável

Que vou guardar para toda a vida.

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Leitura de O Diário motiva visita à sede da empresa

Todas as semanas os estudantes das instituições de ensino que são parceiras do Diário na Escola recebem o jornal para desenvolver atividades. Para muitos, estas aulas oferecem o primeiro contato com o impresso. Com a novidade em sala as crianças enchem as professores de perguntas. Esta aí uma ótima oportunidade para responder as curiosidades.

Monitorados por uma jornalista, a ideia principal é aproximar os alunos do dia-a-dia de quem faz o jornal impresso, em seus diferentes setores. Num primeiro momento os visitantes recebem informações gerais sobre o funcionamento do jornal e a rotina de trabalho de cada funcionário da redação – repórteres, fotógrafos, diagramadores e editores chefes. Os alunos podem, inclusive, circular pela redação e sentir um pouco da adrenalina de quem produz um jornal diário.

“Os alunos necessitam conhecer o jornal não só como meio de comunicação, mas também como empresa. Diariamente há uma força de trabalho empregada para a produção do impresso. Desta forma valorizam o material, e passam a ler os textos com mais atenção”, conta a professora da Escola Municipal Criança Esperança, em Sarandi, Maria Terezinha de Oliveira.

VISITA ARQUIVO RL3Há 40 anos no mercado, a empresa dispõe de uma sala de arquivo na qual ficam armazenados todos os exemplares que já foram impressos. Quem mostra aos visitantes a primeira edição do Diário – datada em 29 de junho de 1974 – é Rui da Costa Silva, funcionário desde 1982. “Recebo com alegria os estudantes que vêm conhecer nosso espaço. Observam com atenção, fazem perguntas e querem saber detalhes, alguns até inusitados. Procuro incentivar a leitura e transmitir o valor do material aqui arquivado.”

A professora Ione Dias Rodrigues relata que foi uma experiência interessante. “O Diário está fazendo e marcando a história da nossa região ao arquivar os exemplares de todas as edições. Com isso, proporciona aos visitantes a união do passado com o presente. Pude perceber que não só os lugares mudaram com o tempo, mas também o modo de vida das pessoas.”

Um dos momentos mais esperados é a circulação pelo parque gráfico. Barracão onde é possível ver de perto a rotativa de 39 metros de comprimento, seis metros de altura e 60 toneladas. Adquirida pela empresa em 2011, a máquina aumentou a capacidade de 15 para 35 mil impressões por hora.

image“Trabalho no Diário há 37 anos, sempre no setor de impressão. Começamos com uma máquina bem pequena e lenta. Somente em 1995 chegou a rotativa colorida, mas ainda assim tinha baixa velocidade. Hoje nosso equipamento é o mais moderno da região e eu tenho orgulho de ver como a empresa cresceu, mesmo aposentado continuo trabalhando porque isso me faz sentir vivo”, conta Dionizio de Almeida.

As bobinas de papel jornal deixam as crianças de “boca aberta”. Com cerca de 2.300 metros de papel e 380 quilos cada uma, as grandes pilhas aguçam a curiosidade dos visitantes. Dionízio comenta que o papel jornal vem da árvore Pinos, cultivada na região de Ponta Grossa, e ressalta que para a produção de cada bobina é necessário oito árvores. “As informações repassadas poderão ser trabalhadas de forma interdisciplinar em sala de aula. Em Ciências, por exemplo, explorando a preservação ambiental e o impacto que ocorre no meio ambiente com a derrubada dessas árvores. Na matemática, podemos calcular o tempo de crescimento da matéria prima e na Língua Portuguesa, a produção de texto”, expõe a professora Márcia Aparecida da Silva.

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Visita ao Diário: Diversão e Conhecimento

Mais do que um momento de entretenimento ou um passeio, a visita ao Diário proporciona aprendizagem. Alunos da Escola Municipal Victor Beloti, de Maringá, recebem o jornal semanalmente em sala de aula para o desenvolvimento de atividades e junto com as professoras, Silvana Aparecida Barela, Keise Santos Marques e Amália Bovolin tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do Grupo O Diário.

TERCEIROANOVITORBELOTIDM6Na sala de redação os estudantes descobriram como a notícia é produzida, o trabalho do pauteiro, repórter, fotógrafo, diagramador e editor. No parque gráfico foi apresentado todo o sistema de impressão, desde as placas de zinco que são feitas para cada página do jornal, o tipo de papel que é utilizado, as cores das tintas, até o sistema de empacotamento e o processo de distribuição para que o jornal impresso chegue todas as manhãs às bancas, casas, empresas e escolas.

QUARTOANOVITORBELOTIDM2“É bom poder satisfazer a curiosidade dos pequenos. Olhinhos brilhando, muitas perguntas. Para gente é sempre um privilégio receber essas turminhas”, conta a jornalista do Diário, Juliana Fontanella.

A coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes foi quem orientou a visita com as crianças. “É importante para o aluno conhecer o espaço físico da empresa jornalística, conversar com os funcionários, tocar os equipamentos, tudo isso faz com que ele volte pra a sala de aula com um olhar diferente. As crianças estão mais abertas do que imaginamos para a leitura crítica da mídia”, conclui.

 

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Uma singela homenagem

Marcos César Lukaszewigz, o Lukas, chargista de O Diário desde 1991, foi sempre muito solícito quando convidado pelo Diário na Escola para alguma participação especial.
Ele já fez oficinas de charges com crianças, já falou aos professores sobre o mesmo tema e concedeu uma entrevista especial ao Programa em junho de 2009. Para homenageá-lo resolvemos compartilhar com os leitores o que nos disse o cartunista profissional que era apaixonado pelas crianças e conquistava uma recíproca intensa e verdadeira:
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Argumentação sobre o jornal na sala de aula

O trecho abaixo foi citado pela Secretária de Educação de Paiçandu, Sineide Ferrareze, para argumentar a utilização do jornal O Diário na sala de aula como recurso interdisciplinar de formação social e cognitiva dos educandos. Sineide enviou ao Diário na Escola um depoimento e mencionou Ghilardi.

 

 

O acesso à leitura – um bem cultural – deve ser oportunizado a todos os cidadãos. Ler a palavra escrita, a palavra oral, a palavra não-dita, implícita no contexto ou em uma imagem, e depreender o sentido que emana de fatores lingüísticos e extralingüísticos torna-se prioridade na escola e fora dela. O analfabeto, hoje, não é simplesmente aquele que não sabe ler ou escrever, mas o que não compreende os textos que o circundam”

(Ghilardi, 1999: 107).


GHILARDI, M. I. Mídia, educação e leitura. IN: BAZOTTO, V. H.; GHILARDI M. I. (org.)
Mídia, poder, educação e leitura. São Paulo: Anhembi Morumbi: Associação de
Leitura do Brasil, 1999. (103-112)

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Alunos interagem com contexto midiático

Os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto, de Ivatuba, visitaram O Diário e a Cultura AM. Os 24 estudantes já leem, semanalmente, o jornal O Diário em sala de aula. As professoras orientam as práticas educativas aliando produção artística e textual ao conteúdo do jornal.

Ao  ter acesso às notícias, as crianças identificam qual texto estão lendo e sabem diferenciar as chamadas de capa, as legendas, as notas e os títulos. De acordo com a professora Heliana Ferreira, que estava presente na visita, “eles se interessam mais pela página do Diário na Escola, onde verificam produções e notícias de outras escolas”.

A aproximação com os meios de comunicação colabora com a vida escolar e social do aluno, afinal ele deixa de imaginar/cogitar e passa a vivenciar o conhecimento.

“(…) na comunicação educativa, o conhecimento construído pelo sujeito resulta, antes de tudo, das suas interações com os outros atores humanos, assim como com todos os componentes do contexto de aprendizagem, inclusive do contexto midiático”.

Ismar de Oliveira Soares

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