oficina pedagógica



Leitura: criar o hábito e desenvolver a prática

Os municípios de Flórida, Ourizona e a Escola Sabidinho Supremus, de Nova Esperança, já participaram da oficina pedagógica ministrada pela jornalista e coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A oficina será realizada em todos as instituições parceiras. A temática sobre o hábito da leitura foi baseada numa pesquisa realizada em 2011, pelo Instituto Pró-Livro (IPL), na qual foram revelados dados alarmantes: 78% dos pesquisados dizem simplesmente não ter o interesse de ler, 15% admitem ter dificuldade na leitura e 4% reclamaram da falta de acesso às obras.

Mas por que o brasileiro lê tão pouco? De acordo com o setor de educação e cultura da Organização das Nações Unidas (ONU), só há leitura onde ler é uma tradição nacional, o hábito de ler tem que vir de casa, e assim, vão se formando novos leitores. Constata-se ainda que o problema é antigo, que muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar pela biblioteca.

O Instituto Pró-Livro destaca ainda que os professores costumam indicar livros clássicos do século XIX que não são considerados adequados a um jovem de 15 anos. Com isso, este adolescente conhece obras que não desperta o interesse na leitura, e não busca mais os livros depois que sai do colégio.

A pesquisa também aponta que nossos países vizinhos são mais letrados. No Brasil, por exemplo, a taxa de analfabetismo é de 15%, o preço médio do livro é 40 reais e o brasileiro lê em média apenas uma obra por ano. Enquanto no Uruguai o analfabetismo é de 2%, o livro custa em torno de 25 reais e os uruguaios lêem seis livros por ano. Argentinos e chilenos costumam ler cinco livros ao ano, as taxas de analfabetos ficam em torno de 3,5% da população, e os livros custam aproximadamente 28 reais.

Durante a oficina Loiva aponta que todos estes dados são consequência de um tripé histórico-cultural formado pela família, escola e poder público. São estes três setores os responsáveis pelo estimulo à leitura, ato que torna o ser humano criativo e com poder de argumentação, sem contar na melhora do vocabulário e no acréscimo de novos conhecimentos.

“Esse ano vamos priorizar o trabalho com os professores, queremos prestar a assistência pedagógica necessária para que os resultados sejam positivos para todos. De acordo com a pesquisa do IPL, a região Sul é a que apresenta um dos menores níveis de leitores em todo o Brasil, e isso precisa ser mudado”, alerta a coordenadora do Diário na Escola.

Para gostar de ler

Loiva destaca durante a oficina alguma dicas importantes para criarmos o hábito e depois conseguirmos desenvolver a leitura diariamente.

O primeiro ponto apresentado é você escolher uma leitura de real interesse. Se começou a ler e não gostou da obra, troque. Para iniciar o hábito vale tudo, desde bula de remédio até livros de receitas, o importante é se sentir atraído pelo assunto. Descubra como e onde você gosta de ler, pode ser no sofá da sala, na mesa da cozinha, ou quem sabe, no banheiro. Estabeleça desafios de tempo, comece com 10 minutos por dia e no final de um mês você poderá ter lido um livro de 300 páginas. Envolva a família nessa atividade. Vocês não costumam se reunir em frente à TV para assistir à novela? Escolha um melhor horário do dia e se reúnam para fazer a leitura, depois vocês ainda podem discutir sobre o que cada um está lendo. E para estar sempre motivado, visite mais livrarias, bibliotecas e sebos, é uma boa forma de se interar nesse mundo e ainda estar por dentro das novidades, obras mais lidas e de preços baixos ou promoções.

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Encontro Pedagógico – Espaços de argumentação no jornal: artigo de opinião e carta do leitor

O Diário na Escola realiza, no dia 29 de outubro, o encontro pedagógico: “Espaços de argumentação no jornal: artigo de opinião e carta do leitor”, que será ministrado pela professora convidada, Adélli Bortolon Bazza, que é doutoranda em Letras pela Universidade Estadual de Maringá, UEM.

Os encontros promovidos pelo programa visam trazer embasamento teórico e prático para que os professores utilizem o jornal na sala de aula, como material auxiliar, a fim de contribuir com o ensino e aprendizagem, com ênfase no desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade. Nesse, em específico, que será destinado aos professores dos quintos anos da rede municipal de Maringá, os gêneros textuais da esfera jornalística a serem abordados são o artigo de opinião e a carta do leitor.

Mais informação podem ser obtidas pelo telefone: (44) 3221-6050

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Proposta de oficina pedagógica: trabalhando cidadania no jornal

Segue abaixo a proposta da oficina pedagógica “Trabalhando cidadania no jornal”, que desenvolvemos com crianças dos quartos e quintos anos de instituições que participam do Diário na Escola.

1        – Conteúdo

1.1  Cidadania

1.2  Leitura e escrita

1.3  Objetivos:

a) Verificar os conhecimentos prévios das crianças sobre Cidadania; b) Levar os participantes à compreensão de notícias cidadãs e não cidadãs presentes no jornal; c) Verificar os sentimentos provocados pelas notícias e d) Fazer com que os alunos compreendam e emitam opiniões orais e escritas sobre o conteúdo trabalhado.

2        – Estratégias/procedimentos de ensino

Oficina expositiva, utilizando recursos audiovisuais. Atividades práticas em grupos, inseridos em um contexto dinâmico e interativo entre as crianças e os ministrantes.

Detalhamento: Iniciaremos as oficinas com a apresentação dos vídeos “A menina que odiava livros” (duração 7min20seg) e “Chico Bento vai ao Shopping” (duração 6min58seg). Na sequência será feita discussão para verificar o que as crianças compreenderam sobre os vídeos assistidos, seguidos de questionamentos dos ministrantes para conduzi-las a compreensão inicial do que é Cidadania e o que não é cidadania. No caso do primeiro vídeo entende-se que Ler é um direito e um ato cidadão; já no segundo, o roubo de um calçado por Chico Bento, mesmo que inconsciente pelo personagem, não é um ato cidadão.

Posteriormente às discussões iniciais, dividiremos o quadro em duas colunas escrito atos cidadãos e atos não cidadãos a fim de verificarmos fatos locais (ocorridos na escola, na família e na comunidade) que são cidadãos e não cidadãos de conhecimento dos participantes. Faremos um levantamento de hipóteses para verificar o que as crianças entendem sobre Cidadania, após as anotações no quadro do que os alunos falaram sobre o assunto em questão, apresentaremos a seguinte definição da Wikipédia: “Cidadania (do latim, civitas, “cidade”) é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.”

Atividades práticas: No segundo momento, as crianças serão divididas em equipes de 4 a 5 alunos. Cada grupo receberá três edições diferentes do jornal O Diário, tesouras, colas, cartolinas e uma tabela digitada. Os ministrantes solicitarão que cada equipe olhe os jornais e escolha um fato que não apresenta atitude cidadã e o outro que apresenta atitude cidadã. Encontrados os alunos irão colar as duas matérias nas cartolinas e anotarão os sentimentos provocados pelas notícias, tais sentimentos serão indicados na tabela. Finalizadas as discussões, cada equipe produzirá um texto coletivo sobre o que compreenderam do que é Cidadania e apresentarão opiniões sobre as matérias escolhidas. Para finalizar, os grupos apresentarão suas conclusões e colarão as cartolinas no quadro ou mural.  Os melhores textos e/ou ilustrações serão publicados em coluna de “O Diário na Escola”.

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Trabalhando Meio Ambiente no jornal

A equipe pedagógica e os professores do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá, elaboraram um cronograma de atividades para celebrar não somente o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas também a conscientização dos alunos acerca do mundo em que vivem.

O tema em comemoração à data foi “Economia Verde: Ela te inclui?”. Segundo a equipe pedagógica, depois de todas as ações realizadas pelo colégio a temática começou a fazer parte da vida diária dos alunos, professores e funcionários da instituição.

Os estudantes foram levados a uma Feira de Reciclagem realizada no início do mês em Maringá, lá conheceram diversas empresas que estão há anos no mercado reutilizando e reciclando o que para muita gente é considerado lixo.

A bibliotecária do colégio, Cássia Miya Kato, disse que a visita foi incrível, trouxe novas informações sobre como destinar corretamente o lixo e outros objetos que não usamos mais, “o que mais gostei foi conhecer o trabalho de reaproveitamento da garrafa pet em camisetas, eu não imaginava que isso era possível e que esse tipo de tecnologia já existia em nossa cidade”, relata Kato.

A escola também realizou um “Mutirão do Meio Ambiente” com debates, textos informativos, exibição de vídeos, oficinas pedagógicas e a limpeza de diversas áreas do Byington Júnior.

A pedagoga do colégio, Sílvia Aparecida dos Anjos Gonçalves, conta que ainda tem muito a ser feito, que a consciência para os cuidados com o meio ambiente ainda é fraca. “Embora a maioria dos alunos tenham participado das atividades propostas, um relativo número ainda acha que o outro é que tem que fazer o trabalho da limpeza de rabiscos das mesas e cadeiras, por exemplo, que essa função é dever apenas da zeladora.” Ela destaca que o trabalho deve ser contínuo no dia-a-dia escolar, “a conscientização ambiental começa na escola, lugar onde é feita a formação do sujeito”, afirma Sílvia.

Com os alunos do 2º ano do Ensino Médio foi realizada a oficina “Trabalhando Meio Ambiente no jornal”, uma proposta na qual os adolescentes assistiram um vídeo explicativo sobre o Novo Código Florestal, depois pesquisaram em revistas e no jornal “O Diário” matérias e reportagens que apresentassem informações sobre o Código e as questões ambientais. Para encerrar foi proposto que fizessem produções textuais relatando o que aprenderam sobre os temas apresentados durante essa semana de atividades sobre o meio ambiente.

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Trabalhar em sala assuntos de circulação social é fundamental

“Cidadania é cuidar do meio ambiente, obedecer aos pais e professores, cumprir regras e ter nossos direitos respeitados. É através da cidadania que poderemos mudar o comportamento das pessoas para termos um futuro melhor.” Esta foi a conclusão de Davi de Souza, Maike Queiroz e Alexandre da Silva, alunos do quinto ano da Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, depois de participarem da oficina pedagógica “Trabalhando cidadania no jornal” promovida pela equipe de O Diário na Escola.

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Cidadania em São Jorge!

A equipe de O Diário na Escola, na última sexta-feira, fez a oficina pedagógica “Trabalhando cidadania com o jornal” com os alunos do quarto e quinto ano na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí. O objetivo foi com que as crianças entendessem o que é cidadania através da análise de notícias cidadãs e não cidadãs presentes nos jornais.

Confira alguns trechos dos melhores trabalhos:

“Nós entendemos que pessoas com deficiência, cegos, deficientes físicos e pessoas com deficiência mental podem trabalhar e ter um salário digno para seu próprio sustento e até de suas famílias.” (Murilo, Luam e Gabriel – 5º ano)

“Na matéria cidadã nós ficamos muito alegres por termos mais higiene e termos alimentos mais saudáveis e muito gostosos.” (Kayna e Jackson – 5º ano)

“Achamos um absurdo porque milhares de pessoas morrem por causa dos remédios falsificados, morrem enganadas.” (Milena, Heloisa e Daniely – 5º ano)

“Em Maringá o depósito de motos e peças apreendidos formam dengue e a polícia fica com medo, é o perigo da dengue que pode até matar.” (Kauã, João Pedro e Emanuel – 5º ano)

“A atitude do Serv Som foi uma atitude cidadã porque ele estava animando a festa da 40ª Expoingá, isso é uma coisa boa, que nos deixa feliz, porque é legal um lugar animado.” (Natasha, Victor Iago e Matheus Henrique – 5º ano)

“Chico Bento: Oi mãe, hoje a “pessora” me ensinou atitudes cidadãs e não cidadãs.

Mãe: “Fio” me fala 3 atitudes cidadãs.

Chico Bento: Estudar, obedecer os pais e ter respeito!” (Nathalia e Giovana – 4º ano)

“Os que não respeitam os pais e usam drogas e bebidas não são cidadãos.” (Maria Fernanda e Camila – 4º ano)

“Eu chego em casa e vou estudar, respeito minha mãe, meu pai, meus irmãos, minha vó e meu vô. Eu e minha amiga respeitamos a cidadania.” (Laíza e Gabriela – 4º ano)

“Nas atitudes cidadãs temos que respeitar, estudar, preservar a natureza, arrumar o quarto e obedecer os pais.” (Murilo e Wagner – 4º ano)

“Sem violência, sem briga, o mundo foi feito para as coisas boas que existem como a felicidade, paz e harmonia.” (Davi e Amanda – 4º ano)

“Nós queremos agradecer por ter nos dado um dia diferente, vimos vídeos que falam sobre atitudes cidadãs e não cidadãs. Achamos que atitudes cidadãs fazem o bem e as atitudes não cidadãs só causam o mal.” (Catarina e Lais – 4º ano)

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Trabalhando cidadania no jornal

No último dia 10 a equipe do “Diário na Escola” realizou mais uma oficina pedagógica com o tema “Trabalhando cidadania no jornal” com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto em Ivatuba/PR. Confira as melhores produções:

 

Hoje estaremos com os alunos de São Jorge do Ivaí. Em breve os resultados para vocês!

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Cidadania é tema de oficina na Escola Afrânio Peixoto, em Ivatuba/PR

A equipe de O Diário na Escola realizou na manhã de hoje, na Escola Municipal Afrânio Peixoto em Ivatuba, a oficina “Trabalhando Cidadania no jornal” aos alunos do quarto e quinto ano. O encontro teve como objetivo principal fazer com que as crianças refletissem sobre o que são atitudes cidadãs e atitudes não cidadãs.

Inicialmente os alunos assistiram aos vídeos “A menina que odiava livros” e “Chico Bento vai ao shopping” a fim de observarem se atitudes cidadãs e não cidadãs aconteciam nas cenas. Posteriormente foram feitos vários questionamentos para verificar as percepções e fatos locais que estão relacionados a tais atitudes na escola, na sociedade e na família. O conceito básico de Cidadania foi sendo assim construído pelos participantes.

Na sequência as crianças foram divididas em grupos e receberam cartolinas, colas, tesouras, pinceis e diferentes edições de O Diário. A proposta foi que cada equipe escolhesse uma matéria que apresentasse conteúdo relacionado à Cidadania e outra que não. Feito isso, coloram as notícias escolhidas nas cartolinas, discutiram os porquês das escolhas e apontaram os sentimentos provocados por tais informações.

O trabalho final resultou em produção textual, apresentação oral e fixação dos cartazes no pátio da escola.

Para receber o planejamento desta oficina, entre em contato com a equipe de “O Diário na Escola” pelo telefone: (44) 3221-6050 ou pelo email: [email protected]

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Projovem de Ourizona produzirá Jornal Comunitário

A equipe de “O Diário na Escola” iniciou ontem, 4, o projeto “Jornal, Jornalismo e Cidadania” com os adolescentes do Projovem, de Ourizona/PR, que visa desenvolver um trabalho de Educação e Comunicação, levando os participantes à reflexão e participação social.

Os adolescentes terão um encontro mensal com a equipe de “O Diário na Escola” e semanalmente o trabalho terá continuidade com a equipe do Projovem, sob a coordenação da educadora Elis Regina. O grupo recebe remessas semanais do jornal para o trabalho de leitura, escrita e cidadania.

O primeiro encontro com os adolescentes iniciou-se com um momento de integração, que se deu através de apresentações e perguntas livres dos participantes. Posteriormente as atividades foram desenvolvidas em três etapas. No primeiro momento houve apresentação do histórico do jornal O Diário, empresa fundada em 29 de junho de 1974; o processo de produção do impresso e da sua matéria-prima, a notícia, passando pelos momentos de seleção e distribuição de pautas aos repórteres; o trabalho dos fotógrafos e do diagramador; o processo de pré-impressão, momento de transposição dos textos e imagens para a placa de alumínio que dá origem ao jornal que conhecemos (impressão). Esse processo começa bem cedo e se estende até a noite. A primeira remessa do jornal fica pronta entre 00h30 min. e 1 hora. Algumas curiosidades foram apresentadas ao grupo: há uma perda média de 100 kg de papel por dia no ato de impressão. Cada bobina de papel pesa em média 300 kg. A palavra News, que significa notícia em inglês, tem outro significado referindo aos pontos cardeais: N = North; E= East; W= West e S= South.

No segundo momento, Nayara Spessato falou sobre a profissão de jornalista; qual o papel desse profissional; carreira e áreas de atuação, habilidades exigidas pela profissão e sobre a área específica de Mídia e Educação. Na sequência (terceiro momento), os adolescentes formaram grupos e receberam propostas de atividades que tinham como objetivo verificar a compreensão do que foi discutido, bem como fazer com que eles compreendessem a estrutura do jornal e ao mesmo tempo desenvolvessem atividades de reflexão, leitura, escrita e oralidade. E mais: pretendeu-se observar os sentimentos provocados nos participantes diante das notícias, manchetes e imagens apresentadas nas edições trabalhadas.

Realizadas as discussões, cada grupo elegeu representantes para apresentarem as conclusões do trabalho de cada equipe a todos os participantes. Após apresentação, os trabalhos foram expostos num “varal criativo”.

“Esse encontro foi muito bom, pois muitas coisas que eu não sabia e tinha curiosidade, eu aprendi tudo hoje aqui com os profissionais”, ressaltou César Augusto da Silva, que participou do encontro e enfatizou, ainda, que esse trabalho também deveria ser feito nos colégios para que os estudantes possam “aprender mais”.

A intenção final dos encontros, que acontecerão durante todo ano com os adolescentes é a produção de um Jornal Comunitário, que será fruto de muita reflexão e participação dos adolescentes, da família e da comunidade.

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