produção textual

Os desafios da escrita

Foto Abre 01Motivar os estudantes a escreverem pode ser um verdadeiro desafio, mas tendo em vista a necessidade da escrita na vida cotidiana é fundamental encontrar maneiras que tornem a atividade mais simples e divertida. A escritora e colunista, Lu Oliveira esteve em um bate-papo com mais de 200 profissionais da educação participantes do Diário na Escola, realizado a partir do tema “Prô, tô sem inspiração para escrever! – E agora José?”.

“Um dos principais motivos que fazem crianças e adolescentes fugirem do encontro com o papel e o lápis é a falta de inspiração. Por isso, o nome da palestra. Por muitas vezes ouvi os alunos me dizendo que não podiam escrever, pois não estavam inspirados. Realmente existem dias em que não estamos extremamente dispostos, mas nestes casos é preciso treinar formas para externar o que pensamos”, destaca Lu.

A palestrante que trabalha com a disciplina de Redação há mais de 15 anos, compartilhou com os colegas algumas de suas experiências. “Enfrento em sala de aula a difícil tarefa de fazer os estudantes escreverem – missão comum para aqueles que lecionam Língua Portuguesa – uma missão diária, por isso é preciso muita dedicação”, diz.

Foto Abre 02Lu enfatiza que educar é um desafio sim, mas todos aqueles que estão à frente do tablado optaram por permanecer neste caminho. Diariamente professores se veem na situação de lidar com a falta de vontade do aluno, neste momento, é preciso motivá-los, não se pode simplesmente desistir daquele desinteressado. “A inspiração é uma inquietação, quem não se incomoda, se acomoda”, ressalta.

Durante a conversa a ministrante ofereceu algumas sugestões para tornar o trabalho mais fácil, pois a escrita exige leitura, troca de informações, pesquisas e correções textuais. Uma das dicas é provocar a inspiração no aluno, e isso é possível a partir da conversa sobre temas do cotidiano dele ou mesmo experiências, reflexões e sensações já vividas.

Apontamentos sobre “transpiração” também foram destacados. Lu conta que, na medida do possível, é preciso estimular os alunos a escreverem por provocação, com a intenção de fazer com que eles despertem emoções, reações e, assim, “transpirem” a escrita. No caso de pessoas apaixonadas pelos textos, como a própria palestrante, a tarefa costuma ser mais agradável. “Para mim, a própria vida já me serve de conteúdo, tudo me inspira e o tempo todo.”

Músicas, poemas, imagens e filmes são grandes aliados no trabalho do professor. Com o estimulo visual e sensorial, as palavras e ideias fluem com muito mais facilidade e a temida falta de inspiração, na maioria dos casos, vai embora. “A escrita exige treino, técnica e habilidade, mas, ao mesmo tempo, é um instrumento de libertação. A educação tem o poder de transformar, por isso precisamos ser educadores ousados. Educar é uma determinação diária”, diz Lu.

A secretaria da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que a palestra foi bastante gratificante. “O conteúdo abordado de uma maneira muito leve, com palavras claras, seguidas de gestos e sorrisos suaves, coincidiu com os meus valores e com a maneira como eu administro a vida. Senti uma sinergia muito positiva entre a palestrante e a plateia”, enfatiza.

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Mural de Trabalhos

A professora Tereza Bondança leciona para o 5º ano da Escola Municipal Guiti Sato, de Marialva, e semanalmente desenvolve atividades com o jornal em sala de aula. Dentre as propostas Tereza solicitou aos alunos que após a leitura de qualquer notícia do Diário, eles escrevessem um texto argumentativo. Confira a produção do aluno Carlos Daniel de Oliveira Santos:

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Procura-se um gênio

A professora de Língua Portuguesa, Nilza Guidini Valentini, do Colégio Estadual “São Francisco de Assis”, de Ivatuba, desenvolveu com alunos da 6ª série atividades com gênero narrativo em reportagens, com ênfase no assunto produtos/pirataria. De acordo com a educadora, que é graduada em Letras e Mestre em Educação, “entre as atividades realizadas trabalhamos com estratégias e níveis de leitura, pesquisa, entrevistas, debates e produções escritas, as quais resultaram em produções muito boas”.

O texto de opinião que segue é resultado do referido trabalho. A autora é a aluna Helena Cavichioli Dante. Confira:

Procura-se um gênio
Toda vez que abrimos um jornal ou assistimos a um noticiário, lá está a temida notícia para as empresas, fábricas…
A verdade é que isso tornou-se mais comum e rotineiro que tomar banho! Meu Deus! O que está acontecendo? É tão difícil assim por um fim a pirataria?
Sim, é difícil. Com tantas informações que temos, e esse mal ainda prevalece… Talvez seja preciso resgatar algum gênio do passado… Platão, Leonardo da Vinci… Ou então criar uma poção mágica. Quem sabe, realizar essas façanhas seja mais fácil que combater a pirataria!
Isso tudo só mostra, escancara cada vez mais como é difícil controlar esta situação.
É que o problema está nos consumidores. Para quê gastar 20,00 reais em um filme, se com 8,00 consegue-se dois? Mas, que moral temos para julgar quem compra produtos pirateados? Quem nunca fez isso? Pirataria é crime! Mas todos praticam, sem remorso algum, colaboram para esse mal que atinge grandes fábricas, mas que põe comida na mesa de um simples camelô.
Se por um “milagre” a pirataria acabar, o que vai acontecer com os vendedores deste produto? Passar fome?
Há toda uma questão moral e econômica em torno da pirataria. Um jogo de “palitos”, onde mexer um significa mexer todo o resto, e então, você “perde a vez”.
Bom, se ainda não surgiu nenhum gênio que acabe de vez com este problema, corte o mal pela raiz, não serei eu quem se arriscará a “solucionar” este “quebra-cabeça”!

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A pátria sob o olhar de uma criança

Alunos da 4ª série “B”, da Escola Municipal Nove de Dezembro, de Santa Fé, produziram textos sobre a Semana da Pátria. O trabalho não parou apenas na produção textual. As poesias também foram apresentadas no pátio da Prefeitura Municipal, no dia 02/09/2010, sob a orientação da professora Adelaine Pereira Longas da Silva. Abaixo o texto da aluna Julia Ribeiro Dias. Confira!

Arte "O Diário"

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Copa no coração e na mente de todos

Em dia de jogo do Brasil a expectativa em relação ao hexa aumenta a medida que o horário dos jogos se aproxima. Algumas diferenças são deixadas de lado e todos vão torcer, vibrar e ser feliz.

Nesse espírito esportivo, o aluno Luiz Carlos Cansi Junior, 4ª série A, da Escola Municipal Guiti Sato de Maringá, sob a orientação da sua professora, Ilca Chagas Machado, desenvolveu um texto apontando suas expectativas sobre a copa do mundo. Confira:

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5ª Edição Concurso de Gibi. Participem!

Todos os alunos e educadores participantes do Diário na Escola podem participar do 5º Concurso de Gibi, que acontece entre os dias 28 de junho e 30 de setembro de 2010.

A partir de uma notícia lida em O Diário neste ano, o aluno terá que produzir uma história em quadrinhos, levando em consideração a mudança do discurso, os tipos de balões, as cores, as onomatopéias entre outros elementos que contribuem para sequenciação lógica do texto.

Os melhores trabalhos serão premiados em três categorias. Alunos da rede municipal de Maringá: 1º lugar – uma bicicleta; 2º lugar – um MP4; 3º lugar – um kit escolar. Alunos da região: 1º lugar – uma bicicleta; 2º lugar – um MP4; 3º lugar – um kit escolar. Alunos cadastrados da Viapar – uma bicicleta. O professor de cada aluno vencedor ganhará uma câmera digital.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3221-6050.

Na edição anterior do concurso, o primeiro lugar ficou para Emily S. da Silva, 10 anos.

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HQs serão assunto de oficina pedagógica nesta sexta-feira

Mais de 150 docentes da rede municipal de Maringá estarão reunidos amanhã, sexta-feira, dia 18, para a oficina de produção de histórias em quadrinhos. O encontro faz parte das capacitações do “Diário na Escola” e acontecerá na Faculdade Maringá em dois períodos: turma 1 – das 8h00 às 12h00 e turma 2 – das 13h00 às 17h00.

O objetivo da oficina é realizar discussão teórica sobre o gênero história em quadrinho e propor aos educadores atividades práticas de produção textual a partir do jornal, que serão trabalhadas, posteriormente, com os alunos em sala de aula.

A oficina será ministrada pelas professoras Cinthia Chiqueto Rodrigues e Márcia Regina Chioderolli. A ideia é que o trabalho, além de contribuir com a prática de leitura e escrita, sirva também de suporte para a participação dos estudantes e educadores no 5º Concurso de Gibi do Diário na Escola.

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