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‘Educar é amar’, diz Nezo

foto-abreNa última semana cerca de 300 profissionais da educação de Maringá, e de mais dezesseis municípios da região norte do estado, participaram do encontro de encerramento anual do Programa Educacional O Diário na Escola. A partir do tema “O professor diante da carreira: o olhar sobre si, sobre a educação e sobre os alunos” o educador e jornalista, especialista em Psicopedagogia, mestre em Letras e doutorando em Educação, Ronaldo Nezo falou sobre os desafios da carreira.

Antes de debater sobre qualquer tema, o palestrante enfatiza que a primeira coisa que precisamos conseguir responder é: Quem sou eu? Ele diz que quando a gente se conhece, tudo na vida fica mais fácil de lidar. “Quando olhamos para nós, problematizamos algumas questões. Na vida docente, a principal indagação deve ser: Por que escolhi ser professor? Educar é algo nobre, abrimos caminhos para além daquilo que um dia as pessoas poderiam ir”, fala.

Outro apontamento de Ronaldo aos participantes é: Por que ensino? Alguns conteúdos realmente são apenas para que o aluno consiga passar no vestibular, mas, em boa parte dos outros, se contribui com a formação cidadã do sujeito. O professor precisa relacionar o assunto em estudo com algo que tenha importância na vida do estudante.

E você, professor, como se vê? O palestrante ressalta que é preciso se analisar. Será que você tem segurança em sala de aula? Se considera competente? Essa autoafirmação te deixa com melhor postura e domínio perante os educandos.

“Saber como a sua família, amigos e alunos te veem como professor é bastante importante. Infelizmente a sociedade não valoriza essa profissão tão nobre e por isso, devemos avaliar se somos vistos como alguém dedicado ou competente, e caso não seja, tire proveito disso para ser melhor, é preciso aprender a ouvir as críticas, se corrigir e mudar atitudes”, ressalta Ronaldo.

A preparação das aulas também foi discutida na palestra. O professor precisar saber sobre o que está falando e acreditar no que ensina, pois confiar no que você transmite é fundamental para fazer a diferença na vida do aluno. O preparo dos conteúdos a serem lecionados exige tempo, planejamento e dá trabalho, mas o resultado final do aprendizado é satisfatório.

“Trabalhamos com metas, com sonhos, sempre para alcançar nossos objetivos. Sem essa motivação a rotina diária perde o sentido e a empolgação com a profissão acaba. Nós, educadores, temos o papel de contribuir com a sociedade. Precisamos cuidar além do corpo, do físico, mas investir no nosso intelecto, em conhecimento”, comenta o palestrante.

Os alunos

Ronaldo conta que o professor que entra em sala de aula descrente na capacidade do estudante, consequentemente não irá fazer uma boa explicação. O mesmo acontece com a receptividade, se o mestre entra com educação, será bem recebido.

“Conhecer a realidade de vida do aluno ou os desafios que ele enfrenta é preciso para que se consiga somar a ele. Nosso papel é de contribuir, de ajudar. Vivemos em uma sociedade em que cada um é por si, na escola não pode ser assim. O estudante de hoje, é o profissional do amanhã. Eles serão nossos futuros médicos, arquitetos ou mesmo professores”, explana o palestrante.

Algo a ser lembrado é que a criança não chega à escola como uma lousa branca a ser escrita. Ela trás consigo uma história, uma formação, uma lição já rascunhada na vida dela. É preciso aprender a lidar com as particularidades de cada um.

Para pensar

Em toda a sua fala, Ronaldo fez os professores refletirem sobre a profissão que exercem. Afinal, ensinar exige ética, os estudantes aprendem pelo exemplo, por aquilo que se fala em sala de aula, inclusive sobre o que se fala dos colegas de trabalho.

“O educador deve ser ousado, teimoso (sem desrespeito), aceitar o novo, o diferente e ser contra qualquer forma de discriminação para que não se forme alunos com preconceitos. Já dizia Paulo Freire que ser professor é aceitar que as coisas podem piorar, mas também podemos intervir para melhorar. Não perder a esperança! Educar é amar”, conclui otimista o palestrante.’

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A mídia como instrumento formador

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Escola e mídia. Duas instituições que estão cada vez mais próximas e, ao mesmo tempo, distantes. Embora não faltem teorias, estudos e cursos que defendam o trabalho conjunto entre elas, a conexão não é das melhores. Muitas escolas têm dificuldades de lidar com os meios de comunicação cada vez mais presentes, influentes e ao alcance de crianças desde a Educação Infantil. Para falar sobre esse assunto, convidados a jornalista e educadora, Fernanda Amorim.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De que forma o professor pode trabalhar as mídias realizando atividades e propostas pedagógicas que fujam do senso comum?

FERNANDA: Para trabalhar a mídia em sala de aula é preciso, antes de tudo, conhecê-la, investigar seu surgimento e delinear sua posição ideológica, entendendo o que ela defende, evidencia, colore. A mensagem midiática não é mero entretenimento, é, sobretudo, recorte da realidade que diz muito sobre seus produtores.

 

  1. Qual a importância dos professores estarem em contato com uma leitura mais crítica?

A educação não é papel exclusivo da escola, as redes sociais, as telenovelas, os programas policiais propõem formas de pensar e agir que são, aos poucos, internalizados pelos professores e alunos. Ler criticamente a mídia é compreender quais dinâmicas ideológicas estão em ação para fazermos, enquanto docentes, enfrentamentos aos preconceitos e estigmas que marginalizam alguns grupos culturais e supervalorizam outros.

 

  1. Após a sua pesquisa de mestrado, quais as maiores dificuldades que os professores têm encontrado para trabalhar o impresso? De que forma isso pode ser melhorado?

Percebi que as professoras se sentem inseguras ao trabalhar o jornal na sala de aula. Isso ocorre porque não têm a chance de analisar/estudar as notícias com antecedência, uma vez que usam o jornal do dia. O indicado é que elas tivessem tempo para estudar as notícias, as editorias, os artigos e as fotografias para, depois, levá-las aos alunos.

 

  1. O acesso à comunicação e a influência das mídias, estão ‘bombardeando’ os alunos diariamente. Como o professor poderá trabalhar com essa criança ou adolescente que já vem cheio de informações para a sala de aula?

Na verdade, não tem como o professor ignorar esse cenário, pois, ele, inclusive, pertence a esse contexto. O professor também vai à sala de aula repleto de informação e estímulo midiático. É preciso pensar que a escola não é uma ilha, ela pertence à sociedade, do mesmo modo que os professores e alunos dividem os mesmos contextos, não são estranhos um para o outro. Se o professor, a direção, a coordenação pedagógica, o currículo escolar não levam a mídia à sala de aula, o aluno leva, por meio de exemplos verbalizados durante a aula, conversas paralelas, estampas de caderno…O que o professor pode fazer é falar a mesma língua do aluno.

 

  1. No descritivo da oficina que irá ministrar no ano que vem aos professores do Diário na Escola você cita “problematizar as mensagens midiáticas”. O que será abordado?

Na oficina, discutirei os modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo.

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O Diário na Escola capacita professores

O Programa está de volta. A partir de hoje, todas às terças e quartas-feiras, mais de 300 professores vão receber exemplares do jornal O Diário para desenvolver atividades em sala de aula que incentivem o interesse pela leitura e cidadania, com cerca de oito mil alunos.

O DIARIO NA ESCOLA_3Assim como nos anos anteriores, a equipe do Diário na Escola tem a preocupação em oferecer cursos de formação que mantenham os educadores atualizados e os auxilie nas estratégias de ensino melhorando o desempenho dos alunos.

“A assessoria pedagógica aos profissionais da educação, sempre esteve entre as prioridades de atendimento do Programa. Neste ano vamos manter a experiência iniciada em 2013, procurando alinhar as temáticas dos cursos, ao currículo escolar dos alunos de 4º e 5º ano do ensino fundamental. O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas oficinas, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A professora mestre, Maísa Cardoso ressalta que levando em conta o fato do professor estar em constante formação e que não deve parar de aprender, as oficinas cumprem um papel fundamental neste processo. “Participar do Programa é investir na formação profissional, consequentemente, melhorar a cada dia a qualidade das aulas ministradas e os resultados obtidos com os educandos”.

Os cursos oferecidos pelo Diário na Escola são todos presenciais e com carga horária de quatro horas cada. Nos encontros os participantes recebem material didático a respeito da temática, o que torna possível aprofundar conhecimentos e diversificar o trabalho desenvolvido com os estudantes.

ODIARIO_ESCOLA_JPS (24)“Conheço o Programa desde 2001 e trabalho com o Diário em sala de aula há mais de seis anos. Sempre volto das formações com mais aprendizado do que eu esperava, este ano já estou ansiosa para os novos conteúdos que serão apresentados, afinal, é uma excelente oportunidade que tenho de crescer em minha vida profissional”, comemora a professora da rede municipal de Marialva, Amélia Horita.

A professora da rede municipal de Maringá, Lucilene Leite expõe que as capacitações vêm ao encontro do trabalho que precisava desenvolver com os alunos. “Com uma boa explicação e abordagens pertinentes, as atividades em sala ficam mais simples de serem propostas”.

Maísa revela que o cronograma de discussões das formações oferecidas pelo Diário na Escola para este ano foi pensado para atender às necessidades das escolas, como também procurar cada vez mais incluir teoria e prática, buscando a aplicação das discussões em sala.

“A expectativa para 2014 é dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado, ora trazendo novos gêneros para estudo, ora estudando gêneros já vistos sob outro enfoque. Esperamos, dessa forma, tanto atender aos professores que entram agora no Programa, quanto continuar estimulando aqueles que já estão conosco desde anos anteriores”, enfatiza a professora doutoranda Adélli Bazza.

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Secretaria de educação de Maringá promove evento para profissionais da área

A secretaria de educação de Maringá promoveu, entre os dias 13 e 20 de maio, a I Semana de Saúde Mental Preventiva, uma ação destinada a todos os servidores das unidades de ensino do município. O projeto cumpriu o objetivo de atender ao “Programa Municipal de Saúde Mental Preventiva”.

Neste primeiro encontro, quatro mil profissionais puderam refletir sobre a importância da qualidade de vida na prevenção de situações potencialmente geradoras de patologias.

“Organizamos o evento pensando na qualidade de vida do profissional, não só do professor, mas da equipe de coordenação, administrativo, serviços gerais, todos aqueles que diariamente estão no ambiente escolar”, enfatiza a gerente de apoio interdisciplinar de Maringá, Lúcia Catto Magalhães Campelo.
Os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos a cerca dos cuidados com a saúde do corpo e da mente, pois a secretaria municipal de educação em parceria com a UniCesumar organizaram uma agenda onde os profissionais assistiram a diversas palestras com temas ligados a cada área específica de atuação. Docentes dos cursos de enfermagem, farmácia, nutrição, psicologia e fonoaudiologia não somente compartilharam seus conhecimentos, como também, ofereceram seus serviços fazendo aferição da pressão arterial, teste de glicemia e massagem.

Durantes esses cinco dias em que milhares de profissionais puderam vivenciar esta experiência, pode-se dizer que o resultado foi muito positivo. Segundo a professora Patrícia Gongora Rosa a iniciativa foi muito boa, pois, ela tem consciência que precisa mudar e muito seus hábitos; “percebi que estou fazendo tudo errado, preciso mudar meus hábitos para ter uma vida mais saudável, tanto na questão pessoal, como profissional”.

A professora de educação física e palestrante do evento, Fernanda de Araújo conta que a maioria dos profissionais não se prepara para um dia de trabalho, “nos roubaram o direito de nos movimentarmos, ou trabalhamos em pé, ou sentado o dia todo. É de extrema importância intervalos com alongamentos, por isso, no início de cada ação aqui no evento, fizemos ginástica laboral para estimular o pessoal”.

A saúde mental é algo que deve ser discutido em todas as áreas, não só na educação. A psicóloga do SEDUC, Rosângela Brogim relata que as pessoas estão adoecendo muito nos dias de hoje. “Precisamos informar a sociedade, pois a informação gera a reflexão e só assim teremos mudança de hábitos”.

A fonoaudióloga, Gláucia Maruiti, reforça o que Rosângela disse acima. “Com a vida corrida, não paramos para refletir sobre a nossa saúde. Este é o foco do evento, alertar as pessoas dos cuidados que elas devem ter para trabalhar de uma forma melhor. A voz, por exemplo, é de extrema importância para nos comunicarmos, temos aqui professores que dão aula três períodos por dia e que precisam de cuidados especiais”.

Maria Fernanda Tenório Campana é nutricionista, entre as dicas que sugeriu aos participantes do evento ela destaca que é de extrema importância uma alimentação com muitas frutas e verduras, como também consumir alimentos ricos em energia, que são fundamentais para o movimento cerebral, além das vitaminas combaterem o estresse.

“Eventos como esse deveriam ter mais vezes, aprendi muito aqui, me senti valorizada como profissional. É muito bom saber que a secretaria de educação está preocupada com a saúde e bem estar dos seus profissionais”, reconhece a professora Neidmar Souza.

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Recursos do pré-sal podem bancar melhorias na educação

Esta foi a sugestão no ministro da Educação, Aloísio Mercadante, que afirmou ontem que se pelo menos um terço do pré-sal for destinado à educação, ciência e tecnologia os recursos irão viabilizar o desenvolvimento do país e ajudar Estados e municípios com o pagamento do novo valor do piso nacional dos professores, que foi reajustado para R$ 1.451 mensais. A proposta ainda é apenas uma sugestão pessoal do ministro, não houve nenhuma decisão dentro do governo sobre o assunto.

Mercadante comentou durante o programa “Bom Dia, Ministro” que o Ministério da Educação (MEC) sabe das dificuldades que as prefeituras terão em pagar estes novos salários, mas que esses obstáculos não devem levar ao retrocesso. “O pré-sal é uma riqueza que teremos por no máximo mais 20 anos, o que vamos deixar para o Brasil do futuro? O investimento na educação vai garantir o ensino e um país melhor para os nossos netos”, relatou o ministro.

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Os professores e seus salários

Ok, não é nenhuma notícia bombástica, mas pense que o profissional responsável pela educação formal do seu filho recebe o 3º pior salário do mundo, ficando atrás apenas de países como Peru e Indonésia.
Toda a inovação proposta pela sociedade à escola fica a cargo do professor, são as tecnologias, a educação sexual, a educação no trânsito….mas como ele pode realizar tantas tarefas e atingir tantos índices se no Nordeste, por exemplo, somente 51% dos professores têm curso superior completo?
Achamos que pelo fato de morarmos no Sul do país a realidade é outra. Ledo engano! Aqui são 72% com superior completo, seguido do Sudeste 73% e Centro-Oeste 74%. A preocupação do momento gira em torno da greve dos PMs da Bahia, mas vocês sabem qual a porcentagem de professores no “estado disfarçado de gravadora musical” com formação acadêmica? Apenas 40%, isto é, 60% dos professores baianos dão aula com base em suas próprias experiências quando alunos e transmitem o que aprenderam no magistério.

E ainda queremos que os educadores estejam empolgados com o retorno das aulas? Bem, isso eu deixo para vocês responderem!

 

 

Fonte Blog do Tas

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Quer participar do Diário na Escola?

Ler não é simplesmente decodificar. A leitura remete à interpretação, ao envolvimento, à compreensão e à aquisição do conhecimento. A fim de oferecer aos alunos textos de circulação social, educadores têm levado o jornal impresso à sala de aula. Alguns optam por trabalhar com a leitura crítica das notícias, outros preferem que os textos jornalísticos sejam fonte de reflexão social. Independente do método encontrado pelo professor para aliar jornal e educação, a iniciativa de ler o impresso na sala de aula tem sido freqüente nas escolas de Maringá e região.
Para quem tem a intenção de fazer da escola um espaço de construção da cidadania por meio do jornal, pode contar com o apoio profissional do Diário na Escola. São 11 anos democratizando a leitura e desenvolvendo capacitações com professores, para que sejam o elo entre a equipe e os alunos participantes. Todas as atividades ocorridas nas instituições integrantes viram pauta da página do Diário na Escola e do blog do programa. São inúmeras ações que associam educação, comunicação e cidadania.
Atenção educadores críticos e comprometidos, O Diário na Escola está a disposição para fazer da leitura de jornal o ponto de partida para ações cidadãs.  Todas as instituições de ensino ( formal ou não-formal) podem participar do Programa. Informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3221-6050

Criança lendo jornal pode ser uma realidade na sua escola, ligue para a gente!

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Criticidade e sensibilidade no trabalho com o jornal

Para que o jornal impresso tenha a finalidade de formar cidadãos para a vida, a professora Luciane Cristina Andersen Terezan fez uma apropriação crítica e, ao mesmo tempo, sensível da mídia com a turma do 3º ano “D”, da Escola Municipal Santo Carraro, de Mandaguaçu. Depois da leitura completa do Diário, a educadora enfatizou o trabalho didático em torno das notícias sobre os maus-tratos aos cães do Biotério Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Ficamos solidários perante a situação pela qual os animais estão passando”, explicou Luciane, cuja intenção foi promover a reflexão crítica sobre o fato e disseminar atitudes respeitosas com os animais. “Desejamos que a ação judicial seja definitivamente favorável ao impedimento dos procedimentos crueis realizados com animais no Departamento de Odontologia da UEM”, afirmou. A turma toda concorda com a opinião da professora.

A prática pedagógica relatada pela professora ao Diário na Escola não banaliza as atrocidades e aproxima os alunos de questionamentos e discussões críticas sobre o direito dos animais. A indignação que sentiram depois do debate foi transformada em produções textuais e desenhos. “Fizemos uma votação entre todos os alunos e elegemos o desenho que melhor retratava a situação. Depois, produzimos frases protestando sobre a realidade dos animais, então, concluímos com a produção coletiva de uma poesia”, revelou a professora.

 

        “AO AMIGO COM CARINHO”

 

 

 

 

Amigo fiel, companheiro inseparável

Ficamos tristes por você.

Homem cruel e indomável

Tira sua vida sem merecer.

 

Com dor e com maldade

O homem mal faz experiências com crueldade.

Instrumentos tortuosos

Ferem seu corpo sem piedade.

Pobre cãozinho, amigo do homem

Querem fazer você sofrer.

Nós crianças com toda coragem

Vamos te ajudar a vencer.

 

Comovidos com sua história

Nós aqui desta escola

E os “Anjos dos Animais”

Queremos você cãozinho desprotegido

Vivendo em condições ideais.

 

Já que é moda preservar

Nós vamos protestar

E a vida dos animais

Ajudaremos a salvar.

 

 

 

 

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Qual professor a Tv exibe?

A resposta para a pergunta do título seria “estereotipado”, segundo Jô Levy, professora do curso de comunicação social (habilitação em audiovisual) da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e coordenadora pedagógica do projeto Telinha de Cinema.

Jô pesquisou 567 telenovelas produzidas de 1951 a 2006.  31 apresentaram personagens professores. O estudo deu origem à dissertação de mestrado “O professor como personagem na telenovela: identidade docente e interação com a imagem da TV”, defendida na Universidade Federal de Goiás. Foram sete categorias de professores classificados pela pesquisadora: atrapalhado, arcaico, objeto de desejo, a pura e a casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas.

A revista Pontocom entrevistou Jô Levy e trouxe novos olhares sobre como a educação – em especial o professor – é tratada pela Tv. Separamos alguns trechos da entrevista para os leitores do blog, para ler na íntegra, acesse aqui

revistapontocom – Que tipo de professores encontramos na teledramaturgia brasileira?
Jô Levy – Uma galeria de tipos. Especificamente nas telenovelas, de forma mais recorrente observo sete tipos: o atrapalhado, o arcaico, o objeto de desejo, a pura e casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas. Cheguei a esta classificação fazendo um levantamento num universo de 567 telenovelas brasileiras, produzidas desde 1951, quando foi ao ar a primeira, até 2006, ano da pesquisa de mestrado que realizei pela Universidade Federal de Goiás. A presença desses tipos confirma o que talvez supomos como espectadores, isto é, a presença de estereótipos na composição dos personagens.

revistapontocom – Na teledramaturgia brasileira e considerando os personagens professores, a ficção imita a realidade?
Jô Levy – Não, porque a realidade vivida por um professor brasileiro é muito mais complexa do que as composições estereotipadas de professores criadas na ficção. Entretanto, há um diálogo entre ficção e realidade, de tal maneira que é possível encontrar elementos de uma dimensão na outra. revistapontocom – A ficção da teledramaturgia ajuda a construção da representação social do que é professores pelos telespectadores? Jô Levy – Sim. E nisso reside a preocupação com o tipo de imagem de professores que circula em veículos de grande audiência como a televisão. Nosso imaginário é alimentado por imagens midiáticas, muitas delas tipificadas e classificadas segundo os parâmetros de relevância e visibilidade, próprios do mundo midiático. Do total de 567 telenovelas pesquisadas, apenas 31 apresentam personagem professor. Para levantar esse dado, considerei a sinopse das novelas e a relação dos personagens. Na classificação do material pesquisado, 13 protagonistas foram identificados como professores, entretanto, na trama, sua condição profissional se apresentava, na maioria dos casos, como assessória ou apenas como um componente dramático, ou seja, um elemento cuja função é complementar, não possuindo a profundidade que se requer de um personagem mais elaborado. Os poucos personagens identificados como professores não tornam relevante a categoria profissional docente, porque na lógica da mídia, o que é relevante é aquilo que é mais visto.

 

 

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