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Greve é tema de aula

Em sua segunda paralisação neste ano, a greve dos servidores da educação do Estado já completa cerca de 60 dias. Um assunto que tem recebido destaque nos meios de comunicação e diverge opiniões. Ao constatar que muitos alunos vivenciam casos de pais que são professores e estão na luta por seus objetivos, ou mesmo irmãos que estão sem aula por estarem matriculados na rede estadual de ensino, a professora Suelena Yoshie Jaqueta que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, decidiu debater o assunto em sala para ouvir o posicionamento das crianças a respeito da greve.

Foto AbrePara iniciar o trabalho a professora levou exemplares do Diário para a classe. Os estudantes já tem o hábito da leitura do impresso semanalmente, e como de costume, tiveram um momento livre para o manuseio do material. Na sequência, foram discutidas as matérias de maior interesse, como a paralisação é um fato em evidência e próximo da realidade das crianças, muitas delas escolheram a notícia com a manchete “Sindicatos aguardam para hoje propostas de reajuste nos salários”.

“Na aula em que produzimos a partir dos textos do jornal, os resultados são bem mais satisfatórios. Estas propostas são muito importantes pois deixam o estudante informado, e desperta a vontade de ler algo factual, tornando-os mais críticos”, destaca Suelena.

Depois do estudo do conteúdo da notícia, as crianças expressaram oralmente suas opiniões a respeito da greve e receberam uma nova tarefa, criar um poema com base na matéria lida no Diário.

Suelena conta que o trabalho final foi excelente, “os alunos conseguiram bons argumentos nas notícias do Diário e isso proporcionou qualidade na escrita.”

“A criança que tem contato com diferentes gêneros textuais, tem um melhor desempenho tanto no contexto escolar, quanto fora dele. Os estudantes que praticam a leitura no seu cotidiano, tem maior facilidade para manifestarem opiniões”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Ducimara Moresqui Decol.

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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Volta às aulas sem crise

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

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Mural de Trabalhos

Os alunos dos quintos anos “B” e “C” da Escola Municipal Mauro Padilha, de Sarandi, trabalharam em sala uma das charges publicadas diariamente no jornal O Diário. A professora Cecídia Santana Navarrete propôs aos alunos que fizessem leitura silenciosa, leitura oral e debate sobre o tema apresentado, alguns até relataram que vivem o problema dentro de casa. Em seguida cada criança reproduziu o desenho da charge e escreveu sua compreensão. Confira o trabalho da aluna Kamilly Vitória de Siqueira.

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Leitura e Cidadania são discutidas em encontro pedagógico

Na tarde de quinta-feira (26) profissionais da educação de municípios vizinhos à Maringá participaram do encontro pedagógico ministrado pelo professor especialista, Ricardo Pastoreli.

No primeiro momento foi apresentado como é o trabalho desenvolvido pelo O Diário na Escola para os professores que estão participando pela primeira vez do Programa. Em seguida, iniciou-se uma discussão sobre o porquê o jornal deve ser utilizado na educação do aluno, sugestões de práticas pedagógicas com o impresso, como produzir a notícia e a importância dos textos de circulação social na formação da criança e do adolescente.

A professora, Luana Nicola de Sá, conta que a palestra serviu para aprimorar o que ela já sabia sobre o uso do jornal na escola. “Os conhecimentos que obtive levarei aos meus alunos para trabalhos em sala”.

Na segunda etapa do encontro os professores foram para a parte prática, como se fossem alunos. Dividiram-se em grupos e realizaram atividades, todas utilizando o jornal como base, criaram anúncios publicitários, identificaram o lead da notícia, falaram sobre os sentimentos que uma imagem pode causar, etc. Assim puderam ter novas ideias de como trabalhar esse material com os educandos.

“A dinâmica realizada durante a oficina foi muito interessante e atrativa, pudemos participar de forma ativa, tornando o trabalho com o jornal ainda mais prazeroso!”. Ressalta a professora Adelita de Marchi.

Todas as atividades desenvolvidas pelos professores foram expostas num varal criativo

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Encontro Pedagógico reúne profissionais da educação em Maringá

“Leitura, trânsito e cidadania” foram os assuntos discutidos no último encontro pedagógico, para os professores e coordenadores dos municípios parceiros de O Diário na Escola, no dia 29 de março. A palestra foi ministrada no primeiro momento pelo professor e especialista, Ricardo Pastoreli, que discutiu sobre a importância do jornal na educação, o que é educomunicação, sugeriu propostas de práticas com o impresso, explicou como produzir a notícia, entre outros assuntos relacionados à leitura e cidadania.

No segundo momento a palestra foi ministrada pela jornalista da Viapar, Priscila Nascimento, que abordou formas de trabalhar o tema trânsito dentro da sala de aula. “Este assunto faz com que o aluno exerça a cidadania e leve os conhecimentos para dentro de casa, para a família. Assim as crianças começam a cobrar dos pais atitudes que vão garantir melhor qualidade de vida para a comunidade. A Viapar acredita que a criança vai conscientizar o adulto”, avalia.

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Tome Nota!

Escola Municipal de Flórida/PR já iniciou projetos de leitura

Esta é a última semana para as renovações e retomada das atividades. A partir da semana que vem tem início a distribuição dos jornais para que todas as escolas possam começar os projetos de leitura em sala de aula.

Ao desenvolver o gosto pela leitura desperta-se o senso crítico dos educandos e o processo de aprendizagem se torna mais dinâmico e criativo. Prepare a equipe de professores e os alunos do seu município.

Para maiores informações entre em contato pelo telefone: (44) 3221-6050 ou [email protected] e [email protected]

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Parceria para democratizar a informação

A partir de amanhã mais de 2.300 estudantes da rede municipal de Sarandi passam a desfrutar da leitura de jornal na sala de aula. Os objetivos da parceria educacional entre O Diário na Escola e o município são de promover a reflexão social através das notícias, oferecer o acesso a diferentes gêneros textuais e mobilizar professor e aluno em torno da Comunicação e Educação. Para alcançá-los, O Diário na Escola promove cursos, palestras e oficinas aos profissionais da educação, que atuam como mediadores entre o Programa e a escola.

Aos alunos são oferecidos concursos culturais e educacionais, espaço para publicação de trabalhos no jornal e a oportunidade de, desde cedo, ler o conteúdo da mídia, com a supervisão do educador. A emancipação do sujeito acontece através da discussão de assuntos da atualidade e dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Em 2011, O Diário na Escola tem atuado em 20 cidades a fim de dinamizar o currículo escolar e democratizar o acesso à informação.

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As escolas de Rubem Alves

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.

 

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Por uma internet segura

“A internet não é uma terra sem lei”. A afirmação é de Rodrigo Nejm, diretor da Safernet, associação civil sem fins lucrativos que promove o uso seguro da internet. Uma pesquisa divulgada pela instituição ontem, dia que se comemorou o ‘dia da internet segura’, ouviu 966 professores da rede pública e particular de quatro estados brasileiros. A constatação serve de alerta: 40% deles não sabem onde e como denunciar crimes de internet. Outros 15% sabiam da existência do site denuncie.org.br e 12% disseram procurar uma delegacia caso seja necessário. Na dúvida, é melhor prevenir, a Safernet orienta através de uma cartilha como lidar com crimes cibernéticos, vírus, jogos on-line etc. Leia a cartilha na íntegra aqui

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