reciclagem



Reciclagem: a única saída

Uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo é a reciclagem. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos cinco Rs: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, pois, em virtude disso, ocorre uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental que diminui a quantidade de resíduos produzida.

Pensando nisso, a professora Naira Natiele Novello que trabalha no Projeto Semeando o Futuro, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades a partir do tema meio ambiente para que os alunos se conscientizassem da importância da classificação do lixo antes do descarte.

Foto Abre

“Diante do projeto tive que me aperfeiçoar muito em relação a cada tipo de lixo para poder orientar os alunos nos dez tipos que existem. Explicando mais que somente os cincos que somos acostumados a ver no nosso cotidiano. No total temos o descarte de: metal, vidro, plástico, papel, madeiras, resíduos perigosos, radioativos, não recicláveis, orgânicos e ambulatórios”, explica a professora.

As atividades iniciaram, primeiramente, com aulas teóricas, vídeos e produções escritas, em seguida foram confeccionados recipientes de coleta para os dez tipos de lixos usando tambores de argamassa vazios. Assim, já se começou reciclando estes objetos que iriam para o lixão. Os estudantes usaram o jornal que já havia sido lido e relido como matéria prima para encapar os tambores possibilitando a pintura referente a classificação do lixo que cada um iria representar.

Após essas etapas, cartazes de conscientização e uma faixa com a duração do lixo no meio ambiente foram produzidos. E, nas últimas semanas, a professora e as crianças realizaram uma passeata pelo centro de São Jorge do Ivaí e os alunos, devidamente protegidos com luvas, recolheram o lixo das ruas do trajeto já os classificando e dando o descarte correto. Por fim, os pequenos foram homenageados recebendo uma pulseira escrita “Eu Reciclo”.

“Eu gostei desse trabalho, pois mostramos para as pessoas a importância de reciclar e elas viram que jogar lixo no chão polui o planeta. Porém, o mais difícil, foi fazer a classificação, pois são muitos tipos de lixo que devem ser separados”, conta o aluno João Vitor Damásio da Silva.

A colega, Danieli Nunes Costa Alves comenta que se divertiu durante o projeto. “Foram importantes as atividades realizadas e estar na passeata, pois todos viram que é fundamental separar o lixo e que não pode o jogar no chão. Com a população ajudando poderemos ter uma cidade melhor e mais limpa.”

“A iniciativa da professora Naira juntamente com os alunos foi inspiradora e de um grande conhecimento para a comunidade, pois não é comum saber a classificação de tantos tipos de lixos que existem, além da conscientização o projeto repassou um novo aprendizado. Foi encantador ver como as crianças se envolveram e estavam atentas sobre a importância de cuidar do nosso próprio lixo, tanto que quaisquer lixos que eles veem, imediatamente colocam na lixeira mais próxima ou classificam quando possível”, ressalta a diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago.

Naira finaliza dizendo que após os estudos os alunos conseguiram perceber a importância de classificar cada descarte, seja para contribuir com o meio ambiente ou com a nossa rotina de vida. “Acima de tudo eles levaram este conhecimento para seus lares e transmitiram o ensinado para os parentes, assim o saber não ficou somente na sala de aula, além do mais, no momento da passeata, muitas pessoas da comunidade se comoveram com a iniciativa das crianças em limparem as ruas e a praça por onde passamos. Acredito que plantamos uma sementinha.”

Comente aqui


A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

Foto Abre

Comente aqui


Notícia inspira a reciclagem

Meio Ambiente é um tema que já faz parte do currículo escolar, mas para deixar os alunos atentos à importância desse assunto, é preciso inovar as práticas pedagógicas em sala de aula. Pensando nisso, as professoras Carina Gimenez Munhoz, Maria Aparecida Chaves e Rosilene Aparecida Viotto que lecionam na Escola Municipal Elena Maria Pedroni, em Floraí, desenvolveram um projeto sobre reciclagem.

Foto AbreA ideia teve início após a leitura da notícia “Prazo maior para dar fim a lixões é erro, dizem prefeitos” que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. Por ser um veículo de comunicação que as crianças têm acesso à leitura semanalmente, a pauta em destaque foi transformada em aula.

Os estudantes foram divididos em equipes para debater o assunto e demonstraram diferentes pontos de vista a respeito da matéria. Com isso, as professoras separam os grupos em três temas: dilatação de prazo, metas de gestão e construção de aterros. Nesta etapa os alunos aprenderam o que são cada um desses termos que estavam presentes na notícia e ainda praticaram a oralidade e a capacidade em argumentar.

Após o estudo da teoria, as crianças foram à prática. Para mostrar o que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo, elas foram desafiadas a reciclar parte do que jogam fora todos os dias.

As professoras perceberam que as caixas de leite são um produto descartado diariamente na casa dos alunos e encontraram uma nova utilidade para a embalagem vazia, a transformaram em uma sacola que pode ser utilizada para presente ou mesmo como uma bolsa.

Na aula seguinte, os estudantes foram à produção. Aproveitando o mês em que se comemora o dia dos pais, as crianças fizeram as sacolas que entregaram como embalagem do presente que deram aos pais.

“Trabalhos como esse são muito válidos, pois aprendem não só as crianças, mas nós adultos, também. É uma ótima maneira de nos conscientizarmos da importância da reciclagem todos os dias”, destaca a diretora da escola, Vania Molina Ganaza.

 

 

Imagem - boxFAÇA VOCÊ TAMBÉM

Conheça o passo-a-passo para a confecção de sacolinhas a partir de materiais recicláveis:

Materiais:

– 1 caixa de leite vazia e limpa;

– Tecido de algodão;

– Cola de tecido;

– Pincel;

– Perfurador;

– Cordinhas (para alça).

Como fazer:

– Corte a caixa de leite na altura desejada;

– Corte o tecido para revestir o fundo da caixa com sobra de 2 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e cole o tecido;

– Corte o tecido para revestir as laterais da caixa com sobra de 3 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e vá colando o tecido;

– Alise bem o tecido depois que colar;

– Perfure as laterais;

– Coloque as cordinhas e faça o acabamento com nó nas alças e está pronto!

Comente aqui


Lido, reciclado, reaproveitado

Engana-se quem acredita que a única função do jornal dentro da sala de aula é para leitura e interpretação textual. A professora da disciplina de Educação Física, Cintia de Katya Conte que leciona na Escola Municipal Mercedes Romero Panzeri, em Sarandi, mostrou que há muitas outras possibilidades de se aproveitar aquele impresso que já foi lido e relido pelas crianças.

“O Diário, geralmente, é fonte de conteúdo na realização de trabalhos nas áreas de português, geografia ou ciências, porém, percebi que o impresso é um material alternativo para a produção de objetos que contribuem, também, para a aula de educação física”, destaca Cintia.

Foto AbreAs crianças foram desafiadas a produzirem petecas para brincar no intervalo, malabares para as aulas de atividades circenses, espadas para o aprendizado da esgrima e aparelho de fita para o treino de ginástica rítmica. Tudo isso, a partir das páginas do impresso.

“O uso do jornal para a confecção de materiais alternativos não só nas aulas de educação física, mas de forma geral, é muito positivo. Além de proporcionar a vivência com objetos que muitas vezes a escola não tem, ou tem em quantidade insuficiente, estimula a criatividade dos alunos, a autonomia e conhecimento para estarem confeccionando seus próprios brinquedos e materiais, além de estar reaproveitando e reciclando algo que já foi muito utilizado e explorado por seus conteúdos informativos e que, provavelmente, virariam lixo”, enfatiza Cintia.

A aluna, Andreina Moretto da Rocha conta que o contato com o Diário é muito bom, ainda mais quando se aprende a fazer materiais que são para o aprendizado e diversão, dentro ou fora da escola.

A professora comenta que todos os objetos produzidos a partir do jornal foram um sucesso entre os estudantes. “Foi possível manuseá-los com total eficácia para a atividade em questão e proporcionar uma aula super animada.”

“O Diário é fonte de recurso didático da formação acadêmica e desenvolvimento social crítico, conduzindo também à utilização deste na confecção de elementos para aulas no ensino de arte e educação física. Em ambos os momentos percebe-se a satisfação da criança no manuseio do jornal, sendo também muito rico ao professor na promoção de atividades e estratégias educativas”, acrescenta a coordenadora pedagógica, Edna Malavazi.

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM!

Quer saber como a professora e os alunos da Escola Mercedes Romero produziram peteca, malabares, espata e fita para a ginástica? Aí vai o passo-a-passo:

-PETECA:

Na confecção da peteca foi entregue uma folha de jornal para cada aluno onde eles tiveram que amassar até o formato de uma bola, em seguida com um quadrado de tnt (30 cm x 30 cm) eles embrulharam a bola de jornal, e finalizaram amarrando como se fosse um ovo de páscoa.

– MALABARES:

Foram produzidos dois modelos, um com caixas de leite onde os alunos amassam e colocam dentro das caixas duas folhas de jornal, e outro modelo com uma garrafa pet (500 ml), onde os alunos fazem um canudo bem firme utilizando folha dupla de jornal para ser colocado na boca da garrafa formando seu cabo.

– ESPADA:

Na confecção da espada de jornal, os alunos fizeram um canudo bem firme com jornal duplo, em seguida apenas fez-se uma modelagem em uma das extremidades formando uma empunhadura.

– APARELHO DE FILA:

Na criação do aparelho fita da Ginástica Rítmica, os alunos também fazem um canudo firme de jornal, que é dobrado ao meio para servir de haste para prender uma fita de crepom.

Comente aqui


Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

Comente aqui


Escola de Cruzeiro do Sul realiza projetos de reciclagem e compostagem

Foto Abre“Separação e Reciclagem de Lixo: Compromisso com a Vida” e “Adubação Orgânica: A Compostagem na Horta Escolar” são os projetos desenvolvidos pela equipe da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. “Percebemos que o município e a nossa instituição de ensino vivenciavam o problema da destinação final do lixo e dos restos de alimentos produzidos todos os dias. O que sobrava da merenda, por exemplo, era descartado no mesmo recipiente em que estavam papeis, latas e plásticos. Isso precisava ser mudado”, destaca o professor Valmir Luchetti.

Na primeira atividade fora da escola, os alunos foram visitar o Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal, para que pudessem plantar as sementes das flores que posteriormente foram utilizadas para a confecção de vasos feitos de pneus velhos.

“Para nós foi uma experiência incrível, não podíamos imaginar que uma sementinha tão pequenina pudesse gerar flores tão belas, especialmente por terem sido plantadas pelas nossas mãos”, conta a estudante Hanna Yasmine Osmani.

Depois de uma palestra com um dos técnicos da Emater sobre como fazer a compostagem, as crianças foram à prática. Com tambores na horta da escola, as cozinheiras foram orientadas a separar os restos de alimentos da cantina. No momento do descarte, professores e alunos se reuniram para auxiliar na produção do composto orgânico a ser utilizado nas hortaliças. “Esse momento foi muito importante, pois se praticou conceitos de preservação ambiental, separação e reaproveitamento daquilo que era considerado lixo”, comenta a diretora da escola, Esbelta Ferreira.

Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer o lixão da cidade para que pudessem ver a real situação em que o município se encontra. “Não chovia há alguns dias e, mesmo assim, ao aproximar do lixão todos sentiram o forte cheiro do chorume que escorria a céu aberto poluindo o ar e também o lençol freático. Naquele momento a algazarra dentro do ônibus, cedeu lugar ao silêncio da surpresa em ver as montanhas de sacolas com garrafas, móveis, restos de comida e até lâmpadas”, enfatiza Valmir.

Algumas professoras relatam que quase não acreditaram no que viram. Outras destacaram que aquela era uma imagem só vista pela televisão e que não imaginavam existir uma realidade dessas em um terreno tão próximo de onde moram. Com isso, todos voltaram para casa com a certeza de que algo deveria ser feito, urgente.

IMG_1561De forma interdisciplinar, as educadoras passaram a trabalhar a separação e a reciclagem de lixo, auxiliando os alunos nas diversas formas de reaproveitar as matérias-primas. “Em sala de aula se iniciou um grande interesse pelo tema, percebi preocupação e vi o quanto é importante discutir assuntos relacionados ao cotidiano do aluno, pois ele está vivenciando esta realidade diariamente e, muitas vezes, nem percebe. Notei isso de modo muito forte quando visitamos o lixão. Ficaram perplexos em saber que são responsáveis por aquilo tudo”, ressalta a professora Maria Sandra Bezerra Ribeiro.

E assim se deu início há uma mudança de hábitos, costumes e valores em relação ao descarte do lixo. “A partir do ambiente escolar, as ações se estenderam à casa dos alunos, com a esperança de que num futuro próximo toda a cidade esteja com a mesma consciência de reaproveitamento”, conta Esbelta.

“Depois dessas atividades o comportamento mudou lá em casa. Meu filho me cobra dizendo que temos que separar o lixo diariamente. A preocupação das crianças aumentou e isso tem provocado em nós, pais, também uma mudança de hábitos. É incrível passamos a ver o problema de uma forma mais séria, a partir de um trabalho escolar”, conclui a mãe do aluno Leonardo, Márcia Cristina Juliani Correia.

Comente aqui
 

Reciclar é preciso

Esta foi a temática da 1ª Feira de Reciclagem realizada pela APAE de Itambé. A equipe da instituição e os alunos decoraram todas as salas e prepararam várias atividades e mostras artesanais para os visitantes do espaço.

Os alunos Thiago e Rosana ficaram responsáveis pela recepção dos convidados e por demonstrarem o tipo de lixeira ideal para a separação do lixo reciclável, Rosana destacou que pediu uma lixeira dessa permanente na instituição para o prefeito da cidade e Thiago disse que é preciso reciclar as coisas que usamos em casa para mudarmos o planeta.

O corredor da APAE estava caracterizado como uma verdadeira floresta, decorado com muita folhagem pelo chão, mudas de árvores e até um lago improvisado com peixes de verdade para demonstrar a importância de preservarmos a natureza.

Cada sala da instituição se tornou um espaço temático. O refeitório foi decorado com artigos de festa junina e os adereços feitos de materiais recicláveis. Na sala “Reciclar e Brincar” maquetes foram montadas demonstrando os cômodos de uma casa, uma verdadeira arte, a caixa de leite virou uma geladeira, a de sapatos um guarda-roupas e a vasilha plástica uma piscina. Nas paredes, obras de Tarsila do Amaral foram reproduzidas a partir de uma matéria publicada na coluna de O Diário na Escola em 2011, sobre a artista.

No “Circuito Sucatinha” jogos pedagógicos foram feitos, entre os mais interessantes estava o jogo Boliche: as bolas foram feitas com jornal e os pinos com carreteis de linha de costura. Neste mesmo ambiente os alunos da Educação para jovens e adultos (EJA) fizeram um mosaico sobre os seres que vivem no fundo do mar com recortes de revista e jornal.

Estes mesmos alunos produziram a sala “Espaço Teatro e Notícias” que fechava o percurso dos visitantes, lá foi possível conhecer o “Cantinho da Notícia” com várias matérias sobre reciclagem e meio ambiente, uma “Hemeroteca” com temáticas diversificadas que eles alimentam desde o início do ano, e o mais bacana, um espaço para apresentação da “Hora do Teatro” em que todos os personagens foram feitos com papel jornal, garrafas pet, papelão e vasilhas plásticas passando dicas de reciclagem para a plateia.

As professoras da EJA da APAE, Milene Machado Luchezi e Dayane Rosa Guedes, contam que os alunos se empenharam muito para conseguir materiais recicláveis e que para a apresentação do teatro foi quase um mês de ensaio, “a maior satisfação deles é poder sentir o prazer de ser útil e tudo que eles aprendem aqui levam para casa e cobram da sociedade.”

Comente aqui


10 dicas para cuidar do Meio Ambiente

1. Estabeleça na sua vida padrões ambientais e metas diárias;

2. Confira se você tem desperdiçado matéria prima, a meta é encontrar meios para reduzir o uso;

3. Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos, procure aqueles que sejam mais duráveis, recicláveis ou reutilizáveis;

4. Fale com as pessoas a sua volta sobre a importância de agirem de forma correta nas questões ambientais;

5. Participe da coleta seletiva do lixo, se na sua cidade ainda não há, ajude a implantar;

6. Procure diminuir ou evitar por completo, o uso de produtos tóxicos;

7. Verifique nos ambientes que você frequenta a possibilidade de riscos de acidentes ambientais e tome iniciativas para diminuir seus efeitos;

8. Avalie as vantagens das medidas ambientais adotadas, assim você estará sempre estimulado a fazer mais pelo meio ambiente;

9. Informe seus vizinhos dos problemas que eles possam estar causando à natureza;

10. Considere a possibilidade de dedicar parte do seu tempo para o trabalho voluntário ambiental, dando uma contribuição efetiva para a melhoria da vida do planeta.

O marco do problema da poluição foi a Revolução Industrial, trazendo consigo a urbanização e a industrialização

1 Comentário


Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi criada em um encontro, a fim de tratar de assuntos ambientais que englobam o planeta, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1972.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água, desmatamento, diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros assuntos relacionados às questões ambientais.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em todo o mundo de diversas formas, inclusive passeatas, paradas de bicicletas, concertos verdes, concursos de cartazes nas escolas, plantio de árvores, esforços de reciclagem, campanhas de limpeza e muito mais.

Com a tecnologia e a vida moderna, os prejuízos estão cada vez maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papeis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades não há coleta seletiva, o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando à absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençois subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação. E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

 Economia Verde: Ela te inclui?

Este é o tema da Campanha 2012 que marca 40 anos da celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente e que terá o Brasil como sede, o País também foi sede das cerimônias em comemoração à mesma data em 1992.

Alguns dos problemas ambientais enfrentados pelo Brasil são o desmatamento ilegal na Bacia Amazônica, que está destruindo não só o habitat, mas também espécies de flora e fauna, o comércio ilegal de vida silvestre, a poluição atmosférica e hídrica no Rio de Janeiro e em São Paulo e a degradação das áreas úmidas.

O Dia Mundial do Meio Ambiente este ano promoverá a conscientização a respeito das sérias consequências de se manterem as tendências atuais, por meio do engajamento dos governos em ações e da divulgação da importância de uma Economia Verde, esse esforço coletivo preservará a natureza, alcançando o crescimento e estimulando o desenvolvimento sustentável.

2 Comentários