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Professora incentiva a reflexão sobre o consumo

Fim de ano, o poder de consumo aumenta e a impulsividade na hora das compras também! Na contra mão disso, a professora Sandra Cristiane Fratini de Castro, da Escola Municipal Padre Ladislau Ban, de Nova Esperança, trabalhou os encartes do jornal com as crianças de 4ª série. Leia a matéria completa abaixo, publicada na página do Diário na Escola de hoje:

 

 

Encartes viram objeto de reflexão em Nova Esperança

 Fernanda Accorsi

Os encartes comerciais chegam aos leitores junto com o jornal e não servem apenas para informar sobre promoções e lançamentos de produtos, mas na educação foram usados como recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem. Foi o que fez a professora de 4ª série Sandra Cristiane Fratini de Castro, da Escola Municipal Padre Ladislau Ban, de Nova Esperança, que viu nos folhetos uma oportunidade de transformar as informações em fonte de conhecimento.

Depois de distribuir os encartes entre os estudantes, Sandra elaborou algumas questões para a interpretação dos anúncios de móveis e eletrodomésticos. Notícias sobre o Procon e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deram suporte a reflexão sobre os bens de consumo. “Levantamos questões como ‘de onde vem o produto anunciado? Por que fabricam? Para quem é voltado? Refletimos sobre o custo benefício”, contou a professora.

A análise crítica das informações deu abertura para que as crianças (re) pensassem a necessidade de compra, o consumismo desenfreado e também passassem a valorizar o que já têm. “Os alunos se interessaram muito pela atividade, interagiram sobre o assunto e com a análise dos panfletos conseguimos esclarecer algumas dúvidas sobre o consumo”. O desfecho da atividade aconteceu com a produção de poesias, em que o objeto central estivesse anunciado nos encartes. As estudantes Bruna Pessoa, Raiane da Silva e Mariane de Souza, da 4ª ‘A’ escreveram sobre a bicicleta anunciada.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Criticidade e sensibilidade no trabalho com o jornal

Para que o jornal impresso tenha a finalidade de formar cidadãos para a vida, a professora Luciane Cristina Andersen Terezan fez uma apropriação crítica e, ao mesmo tempo, sensível da mídia com a turma do 3º ano “D”, da Escola Municipal Santo Carraro, de Mandaguaçu. Depois da leitura completa do Diário, a educadora enfatizou o trabalho didático em torno das notícias sobre os maus-tratos aos cães do Biotério Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Ficamos solidários perante a situação pela qual os animais estão passando”, explicou Luciane, cuja intenção foi promover a reflexão crítica sobre o fato e disseminar atitudes respeitosas com os animais. “Desejamos que a ação judicial seja definitivamente favorável ao impedimento dos procedimentos crueis realizados com animais no Departamento de Odontologia da UEM”, afirmou. A turma toda concorda com a opinião da professora.

A prática pedagógica relatada pela professora ao Diário na Escola não banaliza as atrocidades e aproxima os alunos de questionamentos e discussões críticas sobre o direito dos animais. A indignação que sentiram depois do debate foi transformada em produções textuais e desenhos. “Fizemos uma votação entre todos os alunos e elegemos o desenho que melhor retratava a situação. Depois, produzimos frases protestando sobre a realidade dos animais, então, concluímos com a produção coletiva de uma poesia”, revelou a professora.

 

        “AO AMIGO COM CARINHO”

 

 

 

 

Amigo fiel, companheiro inseparável

Ficamos tristes por você.

Homem cruel e indomável

Tira sua vida sem merecer.

 

Com dor e com maldade

O homem mal faz experiências com crueldade.

Instrumentos tortuosos

Ferem seu corpo sem piedade.

Pobre cãozinho, amigo do homem

Querem fazer você sofrer.

Nós crianças com toda coragem

Vamos te ajudar a vencer.

 

Comovidos com sua história

Nós aqui desta escola

E os “Anjos dos Animais”

Queremos você cãozinho desprotegido

Vivendo em condições ideais.

 

Já que é moda preservar

Nós vamos protestar

E a vida dos animais

Ajudaremos a salvar.

 

 

 

 

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Conscientização pelo ECA

O trabalho infantil é crime, mesmo assim cerca de quatro milhões de jovens, entre cinco e 17 anos, estão trabalhando no Brasil de forma ilegal. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e revelam que, do total, 1,2 milhão estão na faixa entre cinco e 13 anos. A realidade da exploração do trabalho infantil foi tema da aula da professora Gislaine Regina Camargo, da Escola Municipal Maria dos Santos Severino, de Marialva, no fim de setembro.
A proposta pedagógica da professora foi debater os direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com a turma da 4ª série “A” e promover a conscientização sobre o tema. O artigo 60 do ECA é claro: “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz”. Depois de problematizar o assunto na sala de aula, a professora Gislaine pediu que os alunos produzissem textos sobre o assunto. A estudante Andressa de Castro Benedito deixou sua mensagem:

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Vida de professor

O dia do professor – 15 de outubro – está se aproximando e com ele vem à tona a reflexão sobre o papel que este profissional desempenha na formação do ser humano. Alguns dizem que as tecnologias, por exemplo, vêm facilitar o trabalho pedagógico;  outros afirmam que nunca foi tão difícil educar. Pensar sobre o papel do professor é valorizá-lo!

 

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Professora faz a hora e não espera acontecer

A canção de Geraldo Vandré “Para não dizer que não falei de flores” marcou época durante a ditadura militar no Brasil. A composição feita em 1968 diz em certo trecho que “Há soldados armados, amados ou não. Quase todos perdidos de armas na mão. Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição. De morrer pela pátria ou viver sem razão”.
A grandiosidade do ato de dar a vida pelo próximo, pela segurança da população foi discutida na sala de aula do 4º ano “A”, da Escola Municipal Gilson Belani, de Mandaguaçu. Era para ser um dia normal de aula, mas a professora Laura Bortoli aproveitou o gancho do dia do soldado, comemorado em 25 de agosto, para falar sobre segurança pública, corrupção, justiça e valorização profissional. Assuntos tidos como “de adultos”, que ocasionaram indignação nas crianças.
Laura contou que “os alunos demonstraram muito interesse e participaram ativamente das discussões que resultaram em uma conscientização da importância na formação e investimentos na área da segurança pública”. A concepção metodológica adotada pela professora favoreceu a opinião dos alunos e o debate de fatos sociais trazidos pelo Diário aos estudantes. Ao ler as notícias e descobrir o salário de profissionais como bombeiro e policial militar, o sentimento de indignação foi inevitável.
Depois de um caloroso debate, no qual os pequenos falavam com propriedade da falta de policiamento e da lei do desarmamento, Laura solicitou que produzissem textos opinativos. Por fim, a turma votou no mais claro, objetivo e que pudesse representar a turma, caso fosse enviado ao Diário na Escola para publicação. A produção textual selecionada por eles foi “O soldado e os riscos do dia a dia”, de autoria dos alunos Lorena de Oliveira, Ryan Loyola e Sâmara Raimundo. Com jornais, criatividade e senso crítico, Laura e sua turma fizeram a hora e não esperaram acontecer.

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