sala de aula



Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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Para uma leitura eficiente

Ao levar jornais para a sala de aula, é preciso envolver os alunos com a linguagem utilizada por esse meio. Veja como:

– Respeite a integridade do texto publicado, não cortando partes dele para não mudar a informação original.

– Caso não consiga levar o jornal inteiro para a sala, indique sempre o título da publicação, a data, a página e o nome do autor da matéria.

– Preserve as fotos com as legendas originais e o nome do fotógrafo.

– Escolha vários gêneros textuais para leitura e análise.

– Ressalte que a notícia relatada no texto jornalístico não é exatamente o fato, mas a versão do jornal sobre esse fato.

– Promova a leitura comparativa entre dois veículos para desenvolver o olhar crítico.

– Estimule a identificação das características dos possíveis leitores de cada jornal, facilitando a percepção do aluno com relação à constituição de um texto informativo.

 

Fonte: Revista Nova Escola

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Volta às aulas sem crise

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

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A tecnologia mais próxima da sala de aula, será?

Os estudantes de hoje, em especial os adolescentes, buscam mais agilidade. Encontrar o conteúdo de todos os livros em poucos cliques, acesso a um conteúdo mais instigante com animações que ilustrem algum conceito da física ou mapas interativos em três dimensões que já mostram o relevo de determinada região, por exemplo, e principalmente, mais comodidade, sem a necessidade de levar muito peso em uma mochila.

A questão é: se as escolas adotassem os tablets no ano letivo, a tecnologia realmente seria útil para os estudos em sala de aula? Apesar dos inúmeros aspectos positivos da sua utilização nas escolas, precisamos considerar também diversos desafios que, infelizmente, ainda precisam ser vencidos para levar os livros didáticos para equipamentos rápidos, como esperam os estudantes dessa nova geração que já nasceu conectada.

Num colégio particular de Maringá, alguns alunos do ensino médio têm acesso as apostilas pelo tablet, o que facilita o estudo em casa, contra-turnos ou viagens, mas o equipamento é de uso proibido durante as aulas. “O tablet traz muitas opções de diversão, o que acaba tirando o foco do aluno para a pesquisa. Não adianta apenas ter o recurso, é preciso conscientização na hora de usar e preparação do corpo docente”, destaca o diretor da instituição de ensino e professor, Arnaldo Piloto.

“Sou a favor do uso de tablets na escola, mas não sem destacar que eles precisam ser utilizados de maneira inteligente. Não se trata apenas de usar uma nova tecnologia. O trabalho da escola deve ser envolvê-la em seu projeto pedagógico e determinar objetivos claros para a ferramenta”, acrescenta a professora do ensino fundamental, Edna Aparecida Barbosa.

Já o estudante de 15 anos, Lucas Cartacho, acredita que nos dias de hoje o tablet não vem para somar com a educação, “os alunos não estão preparados para ficar com esse tipo de equipamento na sala de aula. Assim como já acontece com os celulares, os tablets seriam utilizados para jogar ou navegar na internet, e não para o acesso ao conteúdo didático.”

De acordo com a professora universitária e doutora em Comunicação, Luzia Yamashita Deliberador, as crianças têm muita facilidade com a tecnologia, mas isso não quer dizer que elas vão utilizar esse instrumento a favor do aprendizado. “Sou da geração dos livros, onde folheamos a página e paramos para refletir sobre o conteúdo. A leitura online é mais rápida, o que às vezes a torna superficial. Para a inserção do tablet na educação, antes de tudo é preciso preparar a escola, o professor e o aluno, para receber esta novidade. É uma mudança que me preocupa muito.”

 Conteúdo

A grande maioria das editoras ainda está apenas planejando lançar livros didáticos para tablets, o que por enquanto torna inviável uma substituição do material didático impresso por conteúdo digital em grande escala.

Porém, a adoção imediata pelas escolas incentivaria as editoras a acelerar lançamentos de livros didáticos para esses equipamentos, e assim não perder mercado para as concorrentes que se anteciparem na digitalização de conteúdos.

 Professores

Com a implementação antecipada dos tablets, as escolas serão obrigadas a investir rapidamente na formação do corpo docente para que os professores aprendam a aplicar as novas tecnologias em sala de aula, melhorem a qualidade do ensino e consigam envolver e motivar os alunos, incrementando o aprendizado na medida em que conquistem seu interesse para um conteúdo mais interativo, dinâmico e atraente.

Uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que 75% dos professores da rede pública dependem principalmente de contatos informais para buscar aprimoramento sobre tecnologia aplicada à educação. Em outras palavras, não há orientação formal. O docente depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda de colegas para aprender algo sobre o uso do computador e da web.

Reaproveitamento

Todos os anos as editoras enviam livros impressos para que os professores os avaliem e  escolham com quais querem trabalhar no próximo ano letivo. Os livros são sempre atualizados para novas edições e não podem ser reutilizados, sendo destinados, apenas e eventualmente, para reciclagem.

Na medida em que lançarem livros para tablets, as editoras serão forçadas a cobrar apenas pelas atualizações e não mais pelos relançamentos das edições que trazem conteúdos muito semelhantes aos das edições anteriores. Os conteúdos baixados nos tablets serão 100% reaproveitáveis e terão que ser cada vez mais inovadores, interativos e divertidos para entreter os estudantes. Por mais este motivo, quanto mais rápido o mercado editorial começar a desenvolver materiais em formato digital, melhor será. Se as escolas incentivarem o uso dos tablets, as editoras serão obrigadas a embarcar na digitalização.

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Mural de Trabalhos

Arnaldo Barreto dos Santos é aluno da Escola Municipal Nice Braga, ele faz parte da turma da Educação para Jovens e Adultos (EJA) que semanalmente têm tido a oportunidade de fazer a leitura e realizar atividades com o jornal em sala. No texto que ele produziu, sob a orientação da professora Maria Dalva de Souza Paiva, destaca-se o agradecimento do estudante a toda equipe O Diário.

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Mural do Participante

A coluna de O Diário na Escola da semana passada destacou o Dia do Teatro, alunos do 8º ano B do Colégio Estadual Professor Benoil Francisco Marques Boska, Ourizona/PR, estudaram mais sobre o gênero textual e encenaram um fragmento da peça “Lua Nua” de Leilah Assumpção com o tema: “Com quem deixar os filhos para o casal poder trabalhar?”, na dinâmica os estudantes tiveram que criar um desfecho para a peça.

“Os alunos se interessaram mais pela leitura da matéria jornalística já que estavam estudando esse gênero. Por isso é importante não ficarmos apenas no livro didático e na teoria”. (Professora de Língua Portuguesa do 8º ano, Elis Regina Valensola Picoli)

O Diretor do Colégio, Sérgio Luis Dias Neves destaca que, “O Diário na Escola é muito importante, pois é uma ferramenta pedagógica que auxilia em todo o processo de ensino-aprendizagem, ajudando o aluno a despertar o interesse pela leitura e escrita, desenvolvendo o senso crítico e a capacidade de interpretação.”

Registro dos alunos durante a encenação do teatro

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Tome Nota!

Escola Municipal de Flórida/PR já iniciou projetos de leitura

Esta é a última semana para as renovações e retomada das atividades. A partir da semana que vem tem início a distribuição dos jornais para que todas as escolas possam começar os projetos de leitura em sala de aula.

Ao desenvolver o gosto pela leitura desperta-se o senso crítico dos educandos e o processo de aprendizagem se torna mais dinâmico e criativo. Prepare a equipe de professores e os alunos do seu município.

Para maiores informações entre em contato pelo telefone: (44) 3221-6050 ou [email protected] e [email protected]

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Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?

Não gosto de transcrever artigos de outros sites, mas este de Gilberto Dimenstein merece ser compartilhado na íntegra. Eu apenas trocaria o título “Você daria dinheiro para uma escola pública?” por “Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?”

A reflexão do autor do texto vem apenas reforçar a importância da leitura de jornal na sala de aula:

Você daria dinheiro a uma escola pública?

Veja, caro leitor, que campanha interessante lançada neste fim de semana pelo “The New York Times”. Mas duvido que pegasse no Brasil, onde não temos uma cultura de filantropia –e onde a educação pública está longe de ser uma prioridade nacional.

A prisão de alunos que cabulavam aula, em São Paulo, é apenas mais uma daquelas notícias recorrente sobre a qualidade de nossas escolas públicas.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o “NYT” está pedindo doação em dinheiro aos americanos. Motivo: quer entregar de graça jornais para escolas públicas de todo os Estados Unidos.

A ideia central é a seguinte: a leitura de um jornal de qualidade ajudaria a educação dos estudantes. É um negócio, óbvio, para o jornal, que vai cativar leitores e aumentar suas vendas. Mas também é um bom negócio ao país. E custa quase nada para quem faz a doação. Portanto, é também uma boa para quem quer ajudar alguém e não tem muito dinheiro.

Fico imaginando quantas críticas mesquinhas seriam feitas, no Brasil, contra uma campanha contra desse tipo. Ainda temos muito a aprender sobre a importância da responsabilidade individual diante de problemas coletivos.

Em essência, nós, brasileiros, falamos muito em direitos e pouco em deveres. Sou dos que acham que deveríamos ensinar, desde a escola, que trabalho comunitário não é favor, mas obrigação.

Todos deveríamos, pelo menos, ajudar a escola pública no bairro.

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