Unicesumar



Jornada discute alfabetização

A coordenação do curso de pedagogia e a reitoria da Unicesumar realizaram, entre os dias seis e oito deste mês, uma jornada com o objetivo de proporcionar visão atualizada sobre a prática docente. O evento foi direcionado para estudantes e profissionais da área e buscou ampliar as possibilidades do planejamento do professor.

A temática “Alfabetização nos anos iniciais” foi uma preocupação que surgiu em reuniões com os educadores do curso de graduação. “Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram baixos. Em uma estatística de zero a 10, o Brasil tem média quatro. É um dado alarmante e que precisa ser mudado”, destaca a coordenadora do curso de pedagogia e organizadora da jornada, Prof Doutora Rachel de Maya Brotherhood.

Na programação, palestras e oficinas foram oferecidas com o propósito de auxiliar os profissionais da educação a desenvolverem novas propostas didáticas. Entre os assuntos mais discutidos estavam: letramento, estratégias de leitura, desafios do curso de pedagogia e analfabetismo funcional.

ODIARIO_ESCOLA_CESUMAR_JPS (3)A pós-doutora Renata Junqueira de Souza – pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora da UNESP/ Presidente Prudente – ministrou a oficina Estratégias de Compreensão Leitora. “As crianças conseguem ler, mas não compreendem o que está escrito. Na oficina os participantes conhecem o passo a passo para despertar motivação e entendimento nos alunos”, conta.

A ministrante sugeriu atividades a serem realizadas com as crianças antes, durante e após a leitura. “Antes de ler devemos aguçar a curiosidade do aluno para que ele possa ativar o conhecimento, durante a contação da história chamar a atenção e permitir respostas pessoais é uma dica importante. E para finalizar, o ideal é que desenvolvam propostas em que possam refletir, analisar e sintetizar o que foi lido”, ressalta Renata.

Antonio Eduardo Gabriel é professor da Unicesumar e esteve presente todos os dias. “O evento é bastante interessante, pois apresenta novas técnicas e sugestões de propostas para serem aplicadas em sala. Tudo o que é repassado acrescenta a formação. A boa qualificação dos palestrantes e os conteúdos com diferentes tipos de abordagem me animaram”.

A estudante de pedagogia, Éli Cristina Mira de Souza está prestes a enfrentar o mercado de trabalho e conta que os conteúdos repassados são excelentes para dar segurança na hora de ir a pratica em sala. “Com tantas informações e atividades agora é o momento de buscar meu espaço dentro das escolas”.

Rachel de Maya comemora a realização do evento. “É sempre muito bom oferecer novos aprendizados. Espero que os profissionais da educação tenham saído com a consciência de que eles podem mudar a situação escolar desenvolvendo consciência crítica no aluno, e assim o educador passe a ser mais valorizado”.

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Diversão no museu que homenageia Maringá

As crianças do 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Milton Santos, de Maringá, visitaram o Museu UniCesumar – História de Maringá. Uma exposição que une informações, imagens e objetos da história da cidade, baseada em uma dezena de livros de autoria do jornalista Rogério Recco. Esta iniciativa do Museu UniCesumar é para celebrar os 66 anos de fundação da cidade canção.

A exposição pontua fatos históricos relevantes registrados em livros que tratam da saga dos pioneiros no processo de desbravamento regional e das primeiras décadas do município, nas questões urbanas e rurais. Desde o primeiro livro, em 2003, quando abordou a importância do café na economia da região, o jornalista aprofundou-se em pesquisas e recolheu inúmeros depoimentos.

Em dez anos, produziu obras inéditas, como o histórico da arborização urbana, o antes e o depois da chegada da energia elétrica na cidade, a história da medicina no município, descreveu os 70 anos do comércio de Maringá e resgatou a memória do cooperativismo em vários segmentos. Em parceria com o jornalista Antonio Roberto de Paula, escreveu a trajetória da imprensa local e do jornal O Diário.

Entre os fatos em destaque, tem o primeiro habitante e investidor de Maringá, o padre alemão Michael Emil Clement Scherer, que foi também quem trouxe a primeira biblioteca para a cidade.

Durante a visita os alunos participaram de uma oficina de brinquedos antigos, na qual produziram petecas e bonecas de sabugo de milho. Loide Caetano é diretora do museu e conta que na infância dela os brinquedos eram muito caros, então a saída era inventar. “Na minha época de criança, até pedacinhos de louças quebradas viravam parte da diversão”.

A equipe dos cursos de pedagogia e moda do UniCesumar auxiliaram nos trabalhos durante a oficina com as crianças. As estudantes de pedagogia ajudaram os pequenos na produção dos brinquedos, já o pessoal da moda foi responsável pelos retalhos e lãs que formaram vestidos e cabelos das bonecas.

“Esse momento é especial não só para os alunos da escola municipal que estão tendo uma nova experiência, mas para as universitárias que podem ter um contato direto com as crianças e estagiar naquilo que querem fazer para o resto da vida”, destaca a professora do curso de pedagogia, Ozília Burgo.

O aluno Guilherme da Silva, de oito anos, conta que aprendeu muita coisa naquela tarde. “Eu nunca tinha visto uma peteca, só tinha ouvido falar, hoje brinquei com uma. Nos tempos antigos não existiam tantos brinquedos como têm nas lojas hoje. E também a nossa cidade era muito diferente, não tinha carros, prédios, tantas pessoas, nem energia elétrica”.

Além de visitar o museu, as crianças da escola Milton Santos conheceram os mais importantes pontos turísticos da cidade, como a primeira igreja da cidade, Capela Santa Cruz; a Catedral; a principal avenida de comércio, avenida Brasil e o Parque do Ingá.

“No primeiro bimestre deste ano letivo trabalhei com meus alunos o histórico do município, com a visita ao museu enriquecemos o aprendizado da criança, porque além da teoria e da imaginação, elas podem ver de uma forma concreta tudo aquilo que leram nos livros ou discutimos em sala”, destaca a professora do 3º ano da escola municipal, Rosânea Konhevalike.

A aluna Rebeca Cristine Castanheira, de oito anos, disse que adorou sua nova boneca. “Esta aqui é feita de sabugo de milho, vou poder fazer muitas outras em casa, e elas são tão divertidas como as que compro em lojas. Aprendi muito na tarde de hoje, adorei conhecer mais sobre essa cidade que eu amo”.

A exposição ficará aberta até o dia sete de junho no Museu UniCesumar. A entrada é gratuita e o horário de visitas é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h45 e aos sábados, das 10h às 16h. Durante a semana, o museu fecha na hora do almoço, das 12h15 às 14h. Para maiores informações ligue: (44) 3027-6360 – ramal 1384.

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