Mês: fevereiro 2014



Do mundo, nada se leva

Recebi de uma amiga, Margarete Midori, a reflexão abaixo. No encontro final com Deus, o que vai nos restar é o que somos, já que nada nos pertencem.

Para refletirmos…

Um homem morreu.
Ao se dar conta, viu que Deus se aproximava e tinha uma maleta com Ele.
E Deus disse:
– Bem, filho, hora de irmos.

O homem assombrado perguntou:
– Já? Tão rápido?
Eu tinha muitos planos…

– Sinto muito, mas é o momento de sua partida.
– O que tem na maleta?
Perguntou o homem.

E Deus respondeu:
– Os seus pertences!!!
– Meus pertences?
Minhas coisas, minha roupa, meu dinheiro?

Deus respondeu:
– Esses nunca foram seus, eram da terra.

– Então são as minhas recordações?
– Elas nunca foram suas, elas eram do tempo.

– Meus talentos?
– Esses não pertenciam a você, eram das circunstâncias.

– Então são meus amigos, meus familiares?
– Sinto muito, eles nunca pertenceram a você, eles eram do caminho.

– Minha mulher e meus filhos?
– Eles nunca lhe pertenceram, eram de seu coração.

– É o meu corpo. – Nunca foi seu, ele era do pó.

– Então é a minha alma.
– Não!
Essa é minha.

Então, o homem cheio de medo, tomou a maleta de Deus e ao abri-la se deu conta de que estava vazia…
Com uma lágrima de desamparo brotando em seus olhos, o homem disse:
– Nunca tive nada?

– É assim, cada um dos momentos que você viveu foram seus.
A vida é só um momento…
Um momento só seu!
Por isso, enquanto estiver no tempo, desfrute-o em sua totalidade.

Que nada do que você acredita que lhe pertence o detenha…

Viva o agora! Viva sua vida!

E não se esqueça de SER FELIZ, é o que realmente vale a pena!
As coisas materiais e todo o resto pelo que você luta fica aqui.

VOCÊ NÃO LEVA NADA!

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Repaginar o Lago Igapó

Essa é uma daquelas boas notícias que sempre gosto de comentar neste espaço do Blog. O Lago Igapó será desassoreado. Que maravilha, já que esse cartão postal da cidade anda tão maltratado.

Londrina merece que suas autoridades se preocupam com a limpeza e beleza do Lago Igapó. Quem mais sujou o lago, deve também pagar por essa limpeza do leito do Igapó. A promotoria do meio ambiente sugere que se use o dinheiro das multas cobradas por crime ambiental. Boa ideia. Acredito que toda a população londrinense deveria igualmente participar nesse processo de desassoreamento do Lago Igapó.

Também queria sugerir que aproveitando do ensejo dessa limpeza, às margens do Lago pudessem também ser melhoradas.  Com mais segurança, conforto e atrações para os frequentadores.  Eu sei que o Lago já tem alguns aparelhos urbanos, como Zerão, teatro do lago, pistas de caminhadas, área de jogos.. E nosso Igapó não é feio. Precisando de manutenção, sim. Mas penso em algo como vi  em Belo Horizonte, no entorno da Lagoa da Pampulha:  mirante, restaurantes, auditórios, sala de festas, museus…

Daria um novo rosto para esse nosso principal cartão postal, o que também atrairia mais visitantes e turistas para esse belo cenário de nossa cidade.

Leia a matéria sobre o desassoreamento do Lago Igapó de Londrina

 

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Síntese do Documento Papal Evangelho da Alegria..

A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium,  Evangelho da Alegria do papa Francisco,  nasce da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, de 2012.

O Papa Francisco reelabora o que emergiu desse Sínodo de modo pessoal, escrevendo um documento programático e exortativo, utilizando a forma de “Exortação Apostólica”. Como tal, tem estilo e linguagem próprios: coloquial e direto, como manifestou Francisco em seus meses de pontificado.

evangelho alegriaA Rádio Vaticano fez um resumo, se é que é possível resumir tais instruções papais. Veja o resumo da Exortação:

“A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”: assim inicia a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012 com o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé”. “Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos – escreve o Papa – para convidá-los a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos” (1). Trata-se de um premente apelo a todos os baptizados para que com renovado fervor e dinamismo levem aos outros o amor de Jesus num “estado permanente de missão” (25), vencendo “o grande risco do mundo actual”, o de cair “numa tristeza individualista” (2).

O Papa nos convida a “recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando “novas formas” e “métodos criativos”, a não aprisionarmos Jesus nos nossos “esquemas monótonos” (11). Precisamos de uma “uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como elas são” (25) e uma “reforma das estruturas” eclesiais para que “todas se tornem mais missionárias” (27) . O Pontífice pensa também numa “conversão do papado”, para que seja “mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização”. A esperança que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que “o sentido de colegialidade” se realizasse “concretamente” – afirma o Papa – “não se realizou plenamente” (32). E’ necessária uma “saudável descentralização” (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja “não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo história” (43) .

Sinal de acolhimento de Deus é “ter por todo lado igrejas com as portas abertas” para que aqueles que estão à procura não encontrem “a frieza de uma porta fechada”. “Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo”. Assim, a Eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos mas um generoso remédio e um alimento para os fracos. Estas convicções têm também consequências pastorais que somos chamados a considerar com prudência e audácia” (47). Reafirma de preferir uma Igreja “ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma igreja … preocupada em ser o centro e que acaba prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar … é que muitos dos nossos irmãos vivem “sem a amizade de Jesus (49).

O Papa aponta as “tentações dos agentes da pastoral”: o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). “A maior ameaça” é “o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando” (83). Exorta a não se deixar levar por um “pessimismo estéril ” (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a “revolução da ternura” (88). E’ necessário fugir da “espiritualidade do bem-estar” que recusa “empenhos fraternos” (90) e vencer a “mundanidade espiritual”, que “consiste em buscar, em vez da glória do Senhor, a glória humana” (93) . O Papa fala daqueles que “se sentem superiores aos outros”, porque ” inflexivelmente fiéis a um certo estilo católico próprio do passado” e “em vez de evangelizar … classificam os outros”, ou daqueles que têm um “cuidado ostensivo da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, mas sem que se preocupem com a inserção real do Evangelho” nas necessidades das pessoas ( 95). Esta “é uma tremenda corrupção com a aparência de bem … Deus nos livre de uma igreja mundana sob cortinas espirituais ou pastorais” (97) .

Ele lança um apelo às comunidades eclesiais para não cairem nas invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras” (98). “A quem queremos evangelizar com estes comportamentos?” (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos “à margem nas decisões” por um “excessivo clericalismo” (102). Afirma que “ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja”, em particular “nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes” (103). “As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres … não se podem sobrevoar superficialmente” (104). Os jovens devem ter “um maior protagonismo” (106). Diante da escassez de vocações em alguns lugares o Papa afirma que “não se podem encher os seminários baseados em qualquer tipo de motivação” (107).

Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que “o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural” e que o rosto da Igreja é “multiforme” (116). “Não podemos esperar que todos povos … para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história” (118). O Papa reitera “a força evangelizadora da piedade popular” (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos convidando-os a ter “a peito a finalidade evangelizadora da Igreja” e a não se contentar “com uma teologia de escritório” (133).

Em seguida o Papa detém-se “com uma certa meticulosidade, na homilia”, porque “são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos” (135). A homilia “deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula ” (138), deve ser capaz de dizer “palavras que façam arder os corações”, evitando uma “pregação puramente moralista ou de endoutrinar” (142). Sublinha a importância da preparação “, um pregador que não se prepara não é ‘espiritual’, é desonesto e irresponsável” (145). “Uma boa homilia deve conter … ‘uma ideia, um sentimento, uma imagem’” (157). A pregação deve ser positiva, para que possa oferecer “sempre esperança” e não deixe “prisioneiros da negatividade” (159). O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: “proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena” (165).

Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico: “é injusto pela raiz” (59). ” Esta economia mata” porque prevalece a “lei do mais forte”. A actual cultura do “descartável” criou “algo de novo”: “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, ‘sobras’” (53). Vivemos uma “nova tirania invisível, por vezes virtual” de um “mercado divinizado”, onde reinam a “especulação financeira”, “corrupção ramificada”, “evasão fiscal egoísta” (56). Denuncia os “ataques à liberdade religiosa” e as “novas situações de perseguição dos cristãos … Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista” (61). A família – continua o Papa – “atravessa uma crise cultural profunda” ” Reafirmando “a contribuição indispensável do matrimónio para a sociedade” (66 ), sublinha que “o individualismo pós-moderno e globalizado promove um estilo de vida … que perverte os vínculos familiares” (67) .

O Papa Francisco reafirma “a íntima conexão entre evangelização e promoção humana” (178 ) e o direito dos Pastores “para emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas” (182). “Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social”. Cita João Paulo II onde diz que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem da luta pela justiça” (183). “Para a Igreja, a opção pelos pobres é uma categoria teológica” antes de ser sociológica. “Por isso peço uma Igreja pobre para os pobres. Eles têm muito a ensinar-nos” (198). “Até que não se resolvam radicalmente os problemas dos pobres … não se resolverão os problemas do mundo” (202). “A política, tanto denunciada” – diz ele – “é uma das formas mais preciosas de caridade”. “Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito … a vida dos pobres!” Em seguida, um aviso: “qualquer comunidade dentro da Igreja” que se esquecer dos pobres corre “o risco de dissolução” (207) .

O Papa nos convida a cuidar dos mais fracos: “os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados” e os migrantes, para quem o Papa exorta os Países “a uma abertura generosa” (210 ). Fala das vítimas de tráfico e de novas formas de escravidão: “Nas nossas cidades está implantado este crime mafioso e aberrante, e muitos têm as mãos cheias de sangue por causa de uma cumplicidade cómoda e silenciosa” (211). “Duplamente pobres são as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus tratos e violência” ( 212) . “Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar” estão “as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana” (213) . “Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão … Não é progressista fingir de resolver os problemas eliminando uma vida humana” (214). E depois, um apelo para o respeito de toda a criação: “somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos” ( 216) .

No que diz respeito ao tema da paz, o Papa afirma que é “necessária uma voz profética” quando se quer implementar uma falsa reconciliação “que mantém calados” os pobres, enquanto alguns “não querem renunciar aos seus privilégios” (218). Para a construção de uma sociedade “em paz, justiça e fraternidade” indica quatro princípios (221): “o tempo é superior ao espaço” (222) significa “trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos” (223). “A unidade prevalece sobre o conflito” (226) significa operar para que os opostos atinjam “uma unidade multi-facetada que gera nova vida” (228). “A realidade é mais importante que a ideia” (231) significa evitar que a política e a fé sejam reduzidas à retórica (232). “O todo é maior do que a parte” significa colocar em conjunto globalização e localização (234).

“A evangelização – prossegue o Papa – também implica um caminho de diálogo”, que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é “uma via imprescindível da evangelização”. Importante o enriquecimento recíproco: “quanras coisas podemos aprender uns dos outros!”, por exemplo”, no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade” (246), ” o diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus” (248 ), “o diálogo inter-religioso”, que deve ser conduzido “com uma identidade clara e alegre” , é ” uma condição necessária para a paz no mundo”, e não obscurece a evangelização (250-251), “nesta época adquire notável importância a relação com os crentes do Islão (252): o Papa implora “humildemente” para que os Países de tradição islâmica garantam a liberdade religiosa para os cristãos, mesmo “tendo em conta a liberdade de que gozam os crentes do Islão nos países ocidentais”. “Diante de episódios de fundamentalismo violento” o Papa convida a “evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência” ( 253). E contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, afirma que “o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas” (255). E reafirma, portanto, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e nã-crentes (257) .

O último capítulo é dedicado aos “evangelizadores com o Espírito”, que são aqueles “que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo”, que “infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia ), em voz alta e em todo tempo e lugar, mesmo contra a corrente” (259). Trata-se de “evangelizadores que rezam e trabalham” (262), na certeza de que “a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, é uma paixão pelo seu povo” (268): “Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros” (270). “Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa – somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam” (271). “Pode ser missionário – acrescenta ele – apenas quem se sente bem na busca do bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros” (272): “se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida” (274). O Papa convida-nos a não desanimar perante as falhas ou escassos resultados, porque a “fecundidade muitas vezes é invisível, indescritível, não pode ser contabilizada”; devemos saber “apenas que o dom de nós mesmos é necessário” (279). A Exortação termina com uma oração a Maria, “Mãe da Evangelização”. “Existe um estilo mariano na actividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afecto” (288).

Texto do site da Rádio Vaticano

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A Abertura do Papa Francisco…

educação é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. Este é um dos pontos que o papa Francisco destacou na sua recente conversa com os superiores gerais, publicada em “La Civiltà Cattolica”. Infelizmente, alguns jornais que falaram de “abertura aos casais gays” se desviaram do que o papa realmente disse e do grande desafio que ele delineou. A instrumentalização das suas palavras veio a calhar tanto para os seus detratores de “direita” quanto para quem o exalta a fim de papa usá-lo em prol da “esquerda”.

O que exatamente o papa disse? Que o educador “deve perguntar-se como proclamar Jesus Cristo a uma geração que muda”. Este é o ponto: a “tarefa educativa hoje é uma missão chave, chave, chave”. Para ser mais claro, ele deu alguns exemplos citando experiências próprias, em Buenos Aires, sobre a preparação necessária para acolher em contextos educativos as crianças e os jovens que vivem situações familiares problemáticas: “Lembro-me do caso de uma criança muito triste, que acabou contando à professora o motivo desse estado de espírito: ‘a namorada da minha mãe não gosta de mim’. Nas escolas, a porcentagem de crianças cujos pais são separados é altíssima”. São duas situações diferentes, mas que representam claramente a complexidade dos desafios: a dos filhos de pais divorciados e a das crianças que têm como referência em casa duas pessoas do mesmo sexo.

O papa Francisco, mais do que ver “problemas” para a fé, enxerga questões a encarar e desafios a enfrentar: janelas, não paredes. Ao anunciar a renúncia ao ministério petrino, Bento XVI retratou o mundo de hoje como “sujeito a mudanças rápidas e agitado por questões de grande importância para a vida da fé”. E questões geram debates. Francisco acolheu o testemunho de Bento: se os problemas não são transformados em desafios, eles acabam bloqueando a ação e a reflexão ou endurecendo a consciência atormentada por medos e pela desolação espiritual. Bergoglio enfrenta a realidade com coragem e confiança em Deus, como homem de fé.

papa mantém os olhos abertos para a realidade e sabe muito bem que os desafios educacionais de hoje não são os mesmos de antes. Ele sabe que, em palavras dele próprio, “as situações que vivemos hoje apresentam novos desafios que, às vezes, são até difíceis de entender”. Não podemos fechar os olhos para isto.

Por quê? Por uma razão clara e precisa: porque devemos anunciar o evangelho a uma geração sujeita a mudanças rápidas. O papa não se “abriu aos casais gays”, como publicaram algumas agências de notícias tentando ligar as palavras do papa a um debate nacional recente [na Itália]. O papa abriu os olhos para os desafios que a mudança em nossa sociedade apresenta ao anúncio do Evangelho. Neste sentido, é bastante correto dizer que o papa deu início a um debate sobre a educação. Suas perguntas, de fato, foram estas: “Como anunciar o Cristo a esses meninos e meninas? Como anunciar o Cristo a uma geração que muda?”. E fez um apelo: “Temos que tomar cuidado para não dar a eles uma vacina contra a fé”.

Bergoglio ultrapassa qualquer enrijecimento de esquerdas ou de direitas e diz algo que muito poucos observaram: o desafio da educação está ligado ao desafio antropológico. Este é um aspecto candente que o papa destacou com a sua simplicidade habitual, alertando os educadores cristãos: há situações difíceis até mesmo de entender, mas que devemos encarar se quisermos que o Evangelho seja anunciado a toda criatura.

Anos atrás, falando aos educadores, Bergoglio escreveu que as escolascatólicas “não devem de modo algum aspirar à formação de um exército hegemônico de cristãos que sabem todas as respostas, mas ser o lugar onde todas as perguntas são bem-vindas e onde, à luz do evangelho, é incentivada a pesquisa pessoal”. O desafio é grande: ele requer profundidade e atenção à vida.

papa não está legitimando nada: nenhuma lei, nenhum comportamento que não corresponde à doutrina da Igreja. Está dizendo apenas que não é só com a reafirmação de princípios que se anuncia o evangelho às pessoas de hoje, mas que é preciso se aproximar das pessoas, muitas vezes feridas existencial e socialmente, do jeito que elas são, no lugar em que elas estão, em primeiro lugar para tentar entender o que elas estão vivendo. Ele o reiterou com firmeza na entrevista que fiz com ele em agosto para “La Civiltà Cattolica”. Misericórdia significa isto: não justificar os pecados, mas acolher com doçura a humanidade pela qual Cristo foi crucificado. E isto para anunciar a palavra da salvação de modo eficaz.

O papa está bem consciente de que os homens e as mulheres de hoje estão interpretando a si mesmos de maneira diferente do passado, com categorias diferentes daquelas com que ele está familiarizado. A antropologia à qual a Igreja se refere tradicionalmente, bem como a linguagem com que a tem expressado, é uma referência sólida, resultante também da sua sabedoria e da sua experiência milenar. No entanto, parece que o homem a quem a Igreja se volta não é mais capaz de entender tais referências como antes.

A Igreja é chamada, assim, a responder ao enorme desafio antropológico. Para ser sal e luz, com toda a riqueza da sua tradição e doutrina, a Igreja também deve ser “farol” que ilumina a partir de uma posição elevada e estável, mas também “tocha” que sabe mover-se em meio aos homens, acompanhando-os na sua estrada, às vezes difícil e com trechos acidentados. Em suma: o desafio educacional cristão consiste em evitar que a luz de Cristo acabe sendo para muitos uma lembrança distante, ou, pior ainda, que fique nas mãos de um pequeno e seleto grupo de “puros”: isto transformaria a Igreja em uma seita. Paulo VI, tão caro a Francisco, tinha escrito que evangelizar significa “levar a boa nova a todos os grupos da humanidade, que se transformam”; sem isto, continuava ele, a evangelização corre o risco de se transformar numa decoração, num revestimento superficial (Evangelii Nuntiandi, 18-20).

Mais recentemente, em 2009, o papa Bento XVI, durante o vôo para a República Tcheca, disse que a Igreja “tem um patrimônio de valores que não são coisas do passado, mas constituem uma realidade muito viva e presente, capaz de oferecer uma orientação criativa para o futuro”. É precisamente desta orientação criativa que existe necessidade, a fim de que o homem seja ajudado a viver hoje de acordo com o evangelho. E a orientação criativa pede o esforço da compreensão e da aceitação dos desafios que o papa Francisco está vivendo dia após dia no seu ministério petrino.

(Publicado no “Corriere della Sera”, 7 de janeiro de 2014)

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Exploração de mão-de-obra traficada em Londrina ?

No último domingo, participei da formação promovida pela Arquidiocese de Londrina sobre a Campanha da Fraternidade, que esse ano discute a questão do tráfico humano. Foi uma manhã muito proveitosa.  Entendemos que se trata de um de problema de direitos humanos. O Tráfico de Pessoas está relacionado diretamente ao trabalho escravo, ou análogo à escravidão-servidão, exploração sexual e  prostituição, turismo sexual. Também há o tráfico de crianças para adoção; muitas pessoas são traficadas para extração de órgãos.

O que parece tão distante de nós, ou uma realidade apenas de novelas que já tocam nesse assunto,  pode estar bem perto da nossa realidade. Londrina tem recebido ondas de imigrantes haitianos e bengaleses – que vem do Bangladesh, país do sudeste asiático. Eles vem para nossa região em busca de oportunidades de emprego, hoje estão na sua imensa maioria trabalhando na construção civil e frigoríficos.  Afinal, esse frigoríficos vendem carne para países islâmicos, que tem um jeito especial de cortar a carne por causa de religião muçulmana. E os bengaleses que estão vindo para nossa cidade professam a fé islâmica e sabem como fazer esses cortes para o mercado do sudeste asiático muçulmano.

Os haitianos estão vindo ao Brasil, porque o governo brasileiro tem um programa  migração para recebê-los, motivado pela trágico terremoto  de 2010. Já os  bengaleses entram no Brasil ilegalmente pela Bolívia, passando  antes por vários países. Pedem refúgio ou asilo alegando perseguição por parte do governo de Bangladesh, que é socialista.  A Cáritas Londrinense tem procurado fazer os encaminhamentos dos bengaleses junto a Polícia Federal, para legalizar a permanência deles no país, na nossa região são mais de 400.. Porém, está sendo investigado se não está acontecendo tráfico humano para exploração do trabalho. Eles dizem que não, mas a um padrão de saída e entrada deles no Brasil. Vamos aguardar o resultado das investigações do  Ministério Público, desde da entrada desses irmãos em nosso país às condições de trabalho e vida em nossa região.

Denunciemos qualquer sinal de Tráfico Humano. É um crime horrível. E como diz o papa Francisco, é uma vergonha para a sociedades ditas civilizadas negociar pessoas humanas.

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Saiba como funciona o Auxílio-reclusão

O tema do auxílio-reclusão é um dos mais polêmicos no que tange a vida do preso. Os programas policiais aproveitam para semear mais confusão e preconceito. O texto abaixo foi tirado o site de Previdência Social, e explica como funciona, a quem se destina. Gostaria de frisar que não é bolsa, mas direito previdenciário.

Auxílio-reclusão

Para solicitar o seu pedido de Auxílio-reclusão você tem que agendar o seu atendimento. Esse serviço também está disponível na Central de Atendimento, pelo telefone 135, de segunda à sábado, das 07:00 às 22:00, horário de Brasília.

Na impossibilidade de comparecimento no dia e horário, você deve remarcar o seu atendimento por meio da Central de Atendimento 135.
É importante esclarecer que a remarcação pode ser realizada uma única vez e que deve ocorrer antes do horário agendado, pois do contrário será agendado um novo atendimento. Em caso de antecipação da data do atendimento, será mantida a Data de Entrada do Requerimento – DER. Já no caso de prorrogação, a Data de Entrada do Requerimento será a nova data agendada.
Esses são os documentos que deverão ser apresentados no dia do seu atendimento.

Fique Atento!
É devido aos dependentes do segurado das áreas urbana e rural. O benefício é pago enquanto o segurado estiver recolhido à prisão e enquanto nesta permanecer, em regime fechado ou semi-aberto, ainda que não prolatada a sentença condenatória.
Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e 18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.
É necessário que o cidadão, na data do recolhimento à prisão, possua qualidade de segurado e que apresente o atestado de recolhimento do segurado à prisão.
Para ter direito ao benefício, o último salário-de-contribuição do segurado, tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior ao valor de R$ 1.025,81, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas. (Atualizado de acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 19, de 10/01/2014).
Os filhos nascidos durante o recolhimento do segurado à prisão, possuem direito a partir da data do seu nascimento.
Havendo realização de casamento durante o recolhimento do segurado à prisão, o auxílio reclusão não será devido, tendo em vista a dependência posterior ao fato gerador.
Existindo mais de um dependente, o auxílio-reclusão será rateada entre todos, em partes iguais, revertendo em favor dos demais à parte daquele cujo direito cessar.

Nota: O segurado recluso que contribua como facultativo ou contribuinte individual, poderá optar pelo recebimento do auxílio-doença ou aposentadoria, desde que manifestada pelos dependentes, a opção pelo benefício mais vantajoso (redação de acordo com a Lei nº 10666/2003).

Observações importantes:
a) a cada três meses deverá ser apresentado novo atestado de recolhimento do segurado à prisão, firmado pela autoridade competente, como prova de que o segurado permanece recolhido à prisão. Assim que o segurado for posto em liberdade, o dependente ou responsável deverá apresentar imediatamente o alvará de soltura.
b) o auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:
I- Com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
II- Em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto. Nesses casos o dependente deve procurar Agência da Previdência Social para solicitar cessação imediatamente do benefício. Após a recaptura do segurado, o dependente deverá apresentar o atestado de recolhimento á prisão para que se verifique se o segurado ainda possui qualidade de segurado.;
III- Se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
IV- Ao dependente que perder a qualidade (ex: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
V- Com o fim da invalidez ou morte do dependente.

O auxílio-reclusão não pode ser acumulado com:
* Renda Mensal Vitalícia;
* Benefícios Assistencial ao Idoso e ao Portador de Deficiência;
* Aposentadoria do recluso;
* Abono de Permanência em Serviço do recluso;
* Pensão Mensal Vitalícia de Seringueiro;
* Auxílio-Doença do Segurado.

Para efetuar o requerimento, pode ser nomeado um procurador. Consulte também informações sobre representação legal.
O atendimento da Previdência Social é simples, gratuito e dispensa intermediários.

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Papa Francisco aos novos Cardeais

No sábado, dia 22, na Festa da Cátedra de Pedro, o Papa Francisco criou 19 novos cardeias. Nesta celebração e na missa Dominical e na Hora do Angelus em Roma, o Papa dirigiu palavras de gratidão e exortação aos cardeias. Confira abaixo principais trechos de sua reflexões. 

O papa Francisco pediu neste domingo aos cardeais  que aspirem a santidade e evitem os “comportamentos próprios de uma corte”, como “as intrigas, a fofoca, os favoritismos, as preferências”, durante uma missa no Vaticano.

“Um cardeal entra na Igreja de Roma, não entra em uma corte”, advertiu Francisco em uma missa celebrada na basílica de São Pedro, ao lado dos novos cardeais, os primeiros nomeados em seu pontificado, incluindo o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

“Amemos aqueles que nos são hostis, abençoemos os que falam mal de nós, saudemos com um sorriso a quem talvez não o mereça, não aspiremos nos fazer valer, respondamos com doçura à tirania, esqueçamos as humilhações sofridas”, recomendou o pontífice na homilia.papa cardeiais

O bispo de Roma acrescentou que os cardeais devem ajudar uns aos outros e evitar “costumes e comportamentos próprios de uma corte, como as intrigas, a fofoca, os círculos, os favoritismos, as preferências”.

Neste domingo, Francisco insistiu que Jesus não veio ao mundo “para ensinar boas maneiras, maneiras de salão”. “Ser santo não é um luxo, é necessário para a salvação do mundo”, clamou.

O papa, que em nome da humildade e da simplicidade optou por residir fora dos apartamentos oficiai do Vaticano, pediu recentemente aos fiéis que não cedam às ‘fofocas’ depois da missa.

“‘Viu como aquela estava vestida, como aquele estava vestido?’. Às vezes isto acontece depois da missa, ou não? Acontece! E isto não deve acontecer! Devemos nos preocupar com nossos irmãos e irmãs que têm uma necessidade, uma doença, um problema”, disse Francisco na praça de São Pedro no dia 12 de fevereiro.

“A vossa ajuda, Pai misericordioso, sempre nos torne atentos à voz do Espírito”

Foi desta oração da Colecta que o Papa partiu para a sua homilia, em que se dirigiu de modo particular aos novos Cardeais, convidando-os a escutar a voz do Espírito que fala através das Escrituras proclamadas na missa deste domingo. Leituras que apelam à santidade e à perfeição, como Santo é Senhor, como perfeito é o Pai Celeste.
Santidade e perfeição que – disse o Papa – “interpelam-nos a todos nós, discípulos do Senhor; e hoje são dirigidas especialmente a mim e a vós, discípulos do Senhor, mas de modo particular a vós, queridos Irmãos que ontem começastes a fazer parte do Colégio Cardinalício.”
O Papa prosseguiu dizendo que “imitar a santidade e a perfeição de Deus pode parecer uma meta inatingível”, mas recordou que as leituras deste domingo oferecem exemplos concretos e que sem a ajuda do Espírito Santo tudo seria vão, pois a santidade cristã é antes de mais fruto da docilidade – deliberada e cultivada – ao Espírito de Deus.
Detendo-se depois sobre a leitura do Evangelho em que São Mateus nos fala de santidade através de algumas antíteses entre a justiça imperfeita dos escribas e fariseus e a justiça superior do Reino de Deus, o Papa Francisco pôs em evidência duas dessas antíteses: a vingança e os inimigos. A este respeito recordou que não só não devemos restituir ao outro o mal que nos fez, como devemos esforçar-nos por fazer o bem magnanimamente e que devemos amar e orar pelos nossos inimigos. É isto que Jesus pede a quem quer segui-Lo. Ele não veio para nos ensinar as boas maneiras e cortesias, mas sim para nos mostrar o caminho…
“Cristo veio para nos salvar, para nos mostrar o caminho, o único caminho de saída das areias movediças do pecado, e este caminho é a misericórdia. Ser santo não é um luxo, é necessário para a salvação do mundo.”
Dirigindo-se depois aos “Queridos Irmãos Cardeais”, o Papa recordou-lhes que o Senhor e a Mãe da Igreja pedem-lhes ardor e zelo no testemunho da santidade. É neste suplemento de alma que consiste a santidade dum Cardeal – disse acrescentando:
“Por conseguinte, amemos aqueles que nos são hostis; abençoemos quem fala mal de nós; saudemos com um sorriso a quem talvez não mereça; não aspiremos a fazer-nos valer, mas oponhamos a mansidão à prepotência; esqueçamos as humilhações sofridas. Deixemo-nos guiar pelo Espírito de Cristo: Ele santificou-se a si próprio na cruz, para podermos ser “canais” por onde corre a sua caridade. Este é o comportamento, esta é a conduta de um Cardeal. O Cardeal entra na Igreja de Roma, não entra numa corte. Evitemos todos – e ajudemo-nos mutuamente a evitar – hábitos e comportamentos de corte: intrigas, críticas, facções, favoritismos, preferência. A nossa linguagem seja a do Evangelho: “sim, sim; não, não”; as nossas atitudes, as das bem-aventuranças; e o nosso caminho, o da santidade”
O Papa passou depois a citar São Paulo que nos recorda que o Templo de Deus é Santo.
“Neste Templo que somos nós, celebra-se uma liturgia existencial: a da bondade, do perdão, do serviço: numa palavra, a liturgia do amor. Este nosso templo fica de certo modo profanado, quando descuidamos os deveres para com o próximo: quando no nosso coração encontra lugar o menor dos nossos irmãos é o próprio Deus que aí encontra lugar; e, quando se deixa fora aquele irmão, é o próprio Deus que não é acolhido. Um coração vazio de amor é como uma igreja dessacralizada, subtraída ao serviço de Deus e destinada a outro fim”.
O Papa Francisco concluiu a sua homilia, com esta exortação:
“Queridos Irmãos Cardeais, permaneçamos unidos em Cristo e entre nós! Peço-vos que me acompanheis de perto, com a oração, o conselho, a colaboração”.
Por fim pediu a todos os consagrados e aos leigos a se unirem na “invocação do Espírito Santo para que o Colégio dos Cardeais seja cada vez mais inflamado de caridade pastoral, cada vez mais cheio de santidade, para servir o Evangelho e ajudar a Igreja a irradiar pelo mundo o amor de Cristo.”
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Ao meio dia o Papa apareceu à janela do Palácio Apostólico para a recitação das Ave Marias, ocasião em que retomou as palavras da segundo leitura deste domingo, centrada sobre as divisões na comunidade de Coríntio, onde se tinham formado grupos referentes a um ou a outro apóstolo. O Papa chamou a atenção para isso dizendo que a comunidade não pertence aos apóstolos, mas são eles que pertencem à comunidade; e que a comunidade toda pertence a Cristo. Todos pelo baptismo somos filhos de Deus. E aqueles que receberam um ministério de guia, pregação, administração dos sacramentos, não devem considerar-se proprietários de poderes especiais, mas sim pôr-se ao serviço da comunidade, ajudando-a a percorrer com alegria o caminho da santidade.
“A Igreja confia hoje o testemunho deste estilo de vida pastoral aos novos Cardeais, com os quais celebrei a missa esta manhã” – disse o Papa – recordando que “o Consistório de ontem e a Celebração eucarística deste domingo foram uma preciosa ocasião para “experimentar a catolicidade da Igreja, bem representada pelas diferentes proveniências dos membros do Colégio Cardinalício, reunidos em estreita comunhão em torno de do sucessor de Pedro.”
O Papa pediu depois um aplauso para os novos Cardeais e a assisti-los com a oração, a fim de que guiem sempre com zelo o povo que lhes foi confiado, mostrando a todos a ternura e o amor do Senhor.
Depois da oração mariana do Angelus, Francisco saudou os peregrinos presentes, de modo particular os vindos para o Consistorio. Agradeceu também as delegações oficiais que quiseram honrar com a sua presença nas celebrações de ontem e hoje, celebrações que o Papa disse esperar que reforcem a nossa fé.

Com informações do site da RadioVaticana

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Coletiva de Imprensa sobre CF 2014

imprensa d olrandoLevando em conta que no próximo dia 05 de março acontecerá a Missa de Abertura da Campanha da Fraternidade e Início da Quaresma em nossa Arquidiocese, venho por meio deste, a pedido de Dom Orlando Brandes, Arcebispo Metropolitano de Londrina convidá-los para a Coletiva de Imprensa no dia 28 de fevereiro às 10h na Mitra Arquidiocesana – Rua Dom Bosco 145 – Londrina.

A Coletiva terá início com Palavra do Arcebispo sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “ Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema, “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Logo após a fala do Arcebispo todos poderão fazer suas matérias. Também estarão presentes membros da Organização da Campanha da Fraternidade da Arquidiocese e convidados.

Contamos com sua presença e desde já com sua divulgação do Evento.

EVENTOS DA CF 2014

  1. 28 de fevereiro às 10 horas, acontecerá a Coletiva de Imprensa concedida por Dom Orlando Brandes, Arcebispo Metropolitano de Londrina sobre a Campanha da Fraternidade cujo assunto será o Tráfico Humano. Local: Mitra Arquidiocesana – Rua Dom Bosco 145 – Londrina.
  2. 05 de março às 11 horas acontecerá Missa de Cinzas e Abertura da Campanha da Fraternidade na Catedral de Londrina em âmbito Arquidiocesano com a presidência de Dom Orlando Brandes.
  3. 13 a 20 de abril – Semana Santa
  4. 14 de abril as 19h30 no Ginásio de Esportes Moringão acontecerá a Missa dos Santos Óleos para toda a Arquidiocese.

ASSESSORIA DE IMPRENSA ARQUIDIOCESANA

Assessor: Pe. Claudinei Souza da Silva

Celular: (043) 9994-5500

Email: [email protected]

Site: www.arqlondrina.com.br

Com  Informações do site da Arquidiocese de Londrina

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Pós-Gradução na PUC-Londrina

familia pucATENCAO! O Papa Francisco disse em 31/01/2014:” Ninguém se salva sozinho. A dimensão comunitária  ee essencial para a vida crista. O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé ee a família.

Por isso, a PUC Londrina CONVIDA  para o curso de Especialização (Pós-graduação) em  CUIDADO E ACONSELHAMENTO FAMILIAR. 420 HORAS. Alas uma vez por mês, sexta (a noite) e sábado (manhã).

TEMAS: Crises conjugais e familiares; Divórcio e Mediação; Dependência química; Relação Pais e Filhos, Comunicação no casal e família; Técnicas de Aconselhamento Profissional e Pastoral; Rede Social de Apoio, Família na Bíblia..

Vagas Limitadas. Inscrições pelo site da PUC: www.pucpr.br ou pelo Fone: (43) 3373-6006 ou 9103-4838.

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O Brasil precisa cumprir o ECA

ecaNa última quarta-feira, dia 19 de fevereiro, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou a PEC da redução da maioridade penal. A proposta do  senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), num primeiro momento até parecia plausível. Tornar relativa a presunção que o menor de 18 anos não tem capacidade de cometer o crime que pratica. Por exemplo, em casos de crimes hediondos e de várias reincidências. O juiz a investigar e determinar que ao menor se aplique as Leis penais, seria o da Vara da Infância e Juventude.

Mas vamos lá. Talvez o senador esteja apenas levando pra dentro do Senado Federal o clamor de uma parcela do povo brasileiro,  que  se sente insegura com tanta violência cometida por menores.  Mas alterar para 16 anos a idade penal no país não dá para ser feito por Emenda Constitucional, já que é uma causa pétrea de nossa Constituição. E mais, o  Brasil  também é signatário de tratados internacionais de direitos humanos, como o Pacto de San José, no qual concorda com maioridade penal aos 18 anos. Reduzir para 16 anos, seria um descumprimento desse pacto, com risco de punição para o Brasil.

Na verdade, nossos governantes, parlamentares e juízes precisam  observar as leis existentes sobre a questão da proteção e promoção da família, infância e adolescência. O Estatuto da Criança e do Adolescente  (ECA) é uma das leis mais modernas sobre o tema. É uma Lei de  1990, pouco conhecida e reconhecida, e cada mais  vem sendo bem maltratada pelas autoridades públicas e massacrado pela mídia populesca, que fica gritando como louca que a polícia prende o ” di menor” o ECA solta. Isso não é verdade. Menores ficam presos, sim. 

Façamos o ECA funcionar e não teremos que discutir redução de idade penal. Afinal, com essas cadeias que temos, prender adolescentes será um grande desastre educacional e social para o Brasil. Não permitamos que a ideologia do encarceramento em massa sacrifique ainda mais nossa juventude e famílias mais pobres.  Parabéns ao Senado Federal que não deixou que tal crime acontecesse. Obrigado as pessoas que lá estiveram e se manifestaram contra essa famigerada PEC, agora, esperamos, sepultada.

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