Mês: maio 2014



Campanha Troco Solidário no Hallel 2014

Que ideia boa. Você pode ajuda também as obras sociais da Igreja de Londrina. Procure um dos pontos de coletas no Hallel e participe. Lembrando que o Hallel acontece amanhã, dia 01 de junho, no parque de Exposição Ney Braga de Londrina, durante o dia todo, até no começo da noite.

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A CÁRITAS ARQUIDIOCESANA DE LONDRINA PROMOVE

 

TROCO SOLIDÁRIO NO HALLEL 2014caritas

     

“Uma moeda ajuda a transformar vidas”

 

CAIXAS DE COLETA:

 

1.EM TODOS OS STANDS NA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

 

2. NOS MÓDULOS E LIVRARIAS DO PARQUE DE EXPOSIÇÃO DE LONDRINA

 

 3. CIRCULANDO COM DUPLAS DE JOVENS.

 

 SEJA SOLIDÁRIO!! 

CONTRIBUA COM AS AÇÕES SOCIAIS DA IGREJA DE LONDRINA ATRAVÉS DA CÁRITAS!

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AGENDA

PROGRAMA FÉ NO CORAÇÃO – ANO II

Todos os sábados, pela Rádio Terra Nativa de Cambé, temos encontro marcado das 11 ao meio dia. Uma hora de muita oração, espiritualidade no rádio de Cambé e região. Graças e Bençãos para sua vida, família e trabalho.

Você pode participar. Ligue 3154 15 80. Deixe seu  nome e intenções para nosso momento de oração. Faça também sua homenagem aos aniversariantes. Não deixe de fazer seu pedido musical para seu louvor e oração. 

Hoje, 31 de maio, o Programa Fé no Coração, será especial de Nossa Senhora, encerramento o mes de maio, mês de Maria.

 

Sintonize AM 1580. Ou acesse: www.terranativacambe.com.br

 

PROGRAMA FÉ NO CORAÇÃO. Sábado, das 11 12 horas.

Pela Radio Terra Nativa de Cambé. AM 1580.

 

Participe. Espero por você!!!!!!!!!!

Um Domingo abençoado. Uma santa semana. Amém.

PS: Peço também suas orações. Nessa Semana estarei em Retiro com os Padres da Arquidiocese de Londrina. Para ser um tempo de graça e paz.  Rezem por mim,  e também  pelos padres, que são também ovelhas feridas, como sempre diz nosso Arcebispo Dom Orlando Brandes.  

Também rezarei por cada um de você. Se tiver alguma intenção particular pode deixar no espaço de comentário do Blog. Deus te abençoe. 

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MISSA NO SANTUÁRIO DE SCHOENSTATT.  DOMINGO, 16 horas. (Capela do Colégio Mãe de Deus de Londrina).

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Nomeado o novo Reitor do Colégio Pio Brasileiro em Roma

Já faz alguns meses que os Jesuítas comunicaram que deixariam a reitoria do Colégio Pio Brasileiro em Roma. A CNBB então assumiu essa incumbência de manter o colégio aberto. Com o apoio dos bispos, agora  as dioceses brasileiras enviarão seus padres para estudar em Roma e residirem no Pio Brasileiro.  Da nossa Diocese, em agosto partem para Itália, dois padres: Wendel e Valdomiro.

Hoje saiu então a nomeação do primeiro reitor nessa nova fase do Colégio. Esperamos que continue dando os frutos para toda a Igreja do Brasil, contribuindo com a formação de padres para a Igreja que o papa Francisco tem na mente e no coração. Padre Geraldo, Deus te abençoe e guarde nessa missão importantíssima nesses novos tempos da Igreja Católica.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, comunica que foi escolhido o novo reitor do Colégio Pio Brasileiro em Roma (Itália), conforme anúncio do prefeito da Congregação para o Clero, cardealBeniamino Stella. O nomeado é o presbítero da arquidiocese de Uberaba (MG), padre Geraldo dos Reis Maia.

Em 3 de abril, o Colégio Pio Brasileiro comemorou 80 anos de fundação. Durante esses anos, a instituição foi administrada pela Companhia de Jesus. A CNBB assume a diretoria e a gestão do Colégio que tem como proposta a formação acadêmica e pastoral de sacerdotes diocesanos do Brasil.

O novo reitor, padre Geraldo, 50, é natural de Babilônia, município de Delfinópolis (MG). Recebeu a ordenação sacerdotal em 1988. Atualmente ocupa a função de reitor do Seminário de Teologia São José da arquidiocese de Uberaba. Já exerceu a mesma atividade entre 2007 e 2008. Possui doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Na dimensão pastoral, o sacerdote também atuou como pároco na mesma diocese nas paróquias Imaculada Conceição (Conceição das Alagoas), São Sebastião (Pedrinópolis) e Santa Teresinha, entre outras. No período de 2005 a 2007, exerceu a capelania e reitoria do Santuário da Medalha Milagrosa. Dedica-se a atividades de formação, conselhos e assessorias.

História da Instituição

O Colégio Pio Brasileiro nasceu a partir do Pontifício Colégio Pio Latino-americano, uma instituição eclesiástica, criada em 1858 para a formação do clero da América Latina, em Roma. Com o crescimento do número de alunos do Pio Latino, houve desmembramento da instituição, atendendo ao anseio de bispos brasileiros de ter um colégio eclesiástico próprio, na cidade romana. Na época, o papa Pio XI e as lideranças da Companhia de Jesus apoiaram a ideia.

Após campanha nacional para arrecadar recursos para a obra do colégio, em 1927, a construção iniciou dois anos depois. Em 3 de abril de 1934 o Colégio Pio Brasileiro foi inaugurado. A primeira turma teve 34 alunos, entre padres e seminaristas. Após 80 anos de existência, mais de 2 mil estudantes já passaram pelo Colégio Pio Brasileiro, dentre eles, 145 tornaram-se bispos e seis foram criados cardeais.

Com importante trajetória acadêmica, o Colégio investe na formação dos presbíteros que, concluído os seus estudos, retornam ao Brasil, e dedicam-se ao trabalho pastoral, nos seminários como professores e formadores, e em outras áreas: na pastoral paroquial, assessorias, pesquisa e no trabalho missionário.

CNBB com informações da arquidiocese de Uberaba/Colégio Pio Brasileiro. 

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Programação Cultural de Londrina

1. TEATRO. É crua a vida. Domingo, dia 01, às 20h30. Na vila Cultural Cemitério de Automóveis. Rua João Pessoa, 103 A.

 O Evento faz parte da 50º Sarau de prosa, poesia e outras deliciais.

2. MÚSICA.   Hoje e amanhã, no Hotel Cristal Palace, acontece o I Encontro de Fórum Permanente e Formação de Professores de música  e I Encontro de PIBID de Música.  Inscrições: abemeducaçãomusical.com.br/foruns/foruns_pibid.asp.

O Evento é pré-lançamento da 34ª Edicão do FESTIVAL DE MÚSICA DE LONDRINA, sob direção artística do pianista Marco Antonio de Almeida, que acontece de 6 a 28 de julho de 2014.

3. HISTÓRIA. Continua a Exposição que comemora o Dia Nacional do Café e conta a história do Desenvolvimento  de Londrina a partir do Café e da Ferrovia.  No Museu Histórico de Londrina (na Antiga Estação Ferroviária da Cidade).

4. ARTE. Mostra de Obras de 11 artistas. Com entrada gratuita. No  Museu de Arte de Londrina. (Antiga Estação Rodoviária). Informações: 3337 62 28.

 Informações do  Roteiro10, de 28 de maio.

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Programação do Hallel Londrina 2014

Acolhida a imagem de Nossa Senhora, módulos com palestras, testemunhos, peças teatrais, shows com grupos cristãos nacionais e a Santa Missa. 

hallel_londrina_2014As dependências do Parque de Exposições Ney Braga ficarão repletas de pessoas no dia 1º de junho (domingo), quando será realizado o Hallel Londrina 2014, com início às 8h indo até às 22h. O tema deste ano é “O Amor Tudo Vence”. São esperados 100 mil participantes.

O evento Hallel Londrina é gratuito. A organização pede que as pessoas colaborem doando 1 kg de alimento não perecível ou uma fralda geriátrica, que serão encaminhados para Caritas de Londrina que fará a distribuição para as entidades de Londrina e região.

Está já é a oitava edição do Hallel em Londrina, que teve início em Franca (SP- 1988) e já se espalhou por outras cidades brasileiras.

O evento católico, marcado pela evangelização, através da música, vai reunir diversas bandas do Brasil, além de DJs e pregadores.

Cerca de duas mil pessoas estão envolvidas na organização do Hallel Londrina, que terá dois palcos, ambulatório médico,praça de alimentação, banheiros químicos, estrutura de segurança, entre outros.

O Hallel começa às 8h com a oração de Cura e Libertação, conduzida por Ádima, Pe. Ademar Lorrenzzetti e Pe. Luiz Senigália.

Na sequência inicia a Acolhida de Nossa Senhora Aparecida. A imagem chegará de helicóptero por volta das 8h30, no parque Ney Braga.Vai percorrer a multidão em procissão até o Módulo de Nossa Senhora.

No palco central do evento durante todo o dia passarão atrações como Ziza Fernandes; Dalvimar Gallo;  Suely Façanha; The Flanders; Beatrix;Via 33; Jake; Banda Conexa (Canção Nova); Anjo Janjão (Canção Nova), entre outros.

Módulos

Durante o dia, os visitantes do Hallel poderão participar das pregações que acontecerão em 14 módulos espalhados nos pavilhões do Parque Ney Braga. Todos funcionarão com programações específicas, de acordo com o tema de cada, das 9h30h às 14h30 e das 16h45 às 20h.

Os módulos serão formações sobre família, juventude, crianças e espaços dedicados à oração, como as capelas do Santíssimo e do silêncio.

Os que mais atraem os jovens são os do Rock e o Hallelbeats com música eletrônica.

Ás 15 horas, todos os módulos param suas atividades para a Santa  Missa, que será realizada no palco central,presidida pelo Arcebispo Dom Orlando Brandes, co-celebrada por dom Albano Cavallin, párocos da Arquidiocese de Londrina e convidados.
História

Em Londrina, a primeira edição do Hallel foi em 2004 e atingiu um público de 75 mil pessoas.

O primeiro Hallel aconteceu na cidade de Franca, cidade do interior paulista, em 1988. Hoje, o Hallel acontece também  Maringá (PR-1995), São José dos Campos (SP), Brasília (DF) e Paracatu (MG) e  mais de 30 cidades solicitam a realização do evento.

A palavra Hallel é de origem aramaica e significa “cântico de louvor e exaltação a Deus”, músicas que celebram a vida.

O salmo 135 era especificamente recitado na Páscoa. Era uma grande manifestação do povo que louvava a Deus por meio dos sons de instrumentos musicais e da dança. O que o HALLEL pretende com seu lema é aproveitar uma característica forte do jovem que é o gosto pelo SOM (música) para a evangelização.

Hallel Londrina 2014- “O Amor Tudo Vence”
Dia: 1º de junho de 2014
Local: Parque de Exposições Ney Braga
Entrada: aberto ao público – 1 quilo de alimento ou 1ª fralda geriátrica
Informações: www.hallellondrina.com.br.

Com informações do Facebook: https://www.facebook.com/hallel.londrina

CONFIRA ABAIXO A PROGRAMAÇÃO DE CADA MÓDULO DO HALLEL

hallel

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Acesse o Subsídio da CNBB para o Dia Mundial das Comunicações

O 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em 1º de junho, no domingo da Festa da Ascensão do Senhor.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB oferece subsídio com a mensagem do papa Francisco cujo tema é “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”, como também roteiros para celebrar o Dia das Comunicações, sugestões para mídias sociais, além de motivações para missas e celebração da Palavra.

Na mensagem deste ano, o papa Francisco fala do uso das novas tecnologias para o diálogo e aproximação entre as pessoas.

“Neste mundo, os meios de comunicação podem ajudar a sentir-nos mais próximos uns dos outros; fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para com a vida mais digna para todos”, disse o papa.

Comunicar Cristo

Na apresentação do subsídio, a Comissão para a Comunicação da CNBB sugere que a mensagem do papa seja estudada e refletida nas dioceses, regionais e comunidades, incentivando assim, a organização de outras iniciativas que marcam a data.  Acesse o subsídio aqui.

48º Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em 1º de junho
Com Informações do site da Arquidiocese de Londrina
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Comissão Justiça e Paz também emite nota sobre o Mensalão.

Graças  a Deus, a Igreja por meio de seu bispos e seus organismos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não tem se furtado a entrar na polêmica do julgamento do mensalão.  A Pastoral Carcerária já fez também seu pronunciamento oficial, publicado ontem nesse blog. Agora também partilho a nota da Comissão Justiça e Paz sobre as decisões o ministro Joaquim Barbosa sobre o assunto. Esses dois organismos da CNBB estão preocupados com a questão do sistema prisional do brasileiro, e o problema do sentimento de ódio e vingança que tem colocado em risco o Estado democrático direito do nosso Brasil. Chega de violência, e pirotecnia populista, que gera morte e mais violência  em nossas ruas e cadeia e presídios. Nossas leis devem proteger em todas das dimensões a vida e dignidade da pessoa humana.  

Leia a íntegra do texto:

As decisões proferidas pela Presidência do Supremo Tribunal Federal sobre a execução da Ação Penal 470 (mensalão) que têm suscitado críticas e preocupações na sociedade civil em geral e na comunidade jurídica em particular, exigem o inadiável debate acerca das situações precárias, desumanas e profundamente injustas do sistema prisional brasileiro.

A Pastoral Carcerária, em recente nota, referiu-se à Justiça Criminal como um “moinho de gastar gente” por causa de decisões judiciais que levam a “condenações sem provas” e “negam a letra da lei” com “interpretações jurídicas absurdas”. Inseriu, neste contexto, a situação dos presos da Ação Penal 470 ao denunciar o conjunto do sistema penitenciário, violento e perverso, que priva os apenados “dos cuidados de saúde e de higiene mais básicos” e carece de políticas públicas para sua inserção no mercado de trabalho.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB, soma-se à Pastoral Carcerária e “repudia” o conteúdo destas decisões, bem como a política de encarceramento em massa, que penaliza especialmente negros e pobres, com inúmeras práticas cruéis, estendidas aos familiares e amigos dos presos, como a “revista vexatória”, atentado direto à dignidade humana.A independência do Poder Judiciário somente realiza a necessária segurança jurídica em sua plenitude, quando viabiliza sem obstáculos o amplo direito de defesa e a completa isenção na análise objetiva das provas. Ela é imprescindível na relação do Judiciário com os meios de comunicação, não se podendo confundir transparência nos julgamentos com exposição e execração pública dos réus.

A CBJP tem a firme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e de “justiçamento”. Os fatos aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro.

Com informações do site da CNBB

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Hallel Londrina 2014

Uma bom programa para quem gosta de música Cristã Gospel, teatro, dança, pregações. 

O Hallel é um espaço de encontro das várias expressões da nossa Igreja, de um jeito moderno e jovem,  com muita alegria e arte, fé e oração.

 Participe.

Venha cantar conosco o seu Halleluiiia… 

Hallel Londrina

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NOTA DA PASTORAL CARCERÁRIA SOBRE O “MENSALÃO”

Carcerária

 Após as recentes decisões do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, no caso conhecido como “mensalão” (Ação Penal 470), amplamente divulgadas pela mídia e repercutidas entre juristas e organizações de classe, vários foram os questionamentos dirigidos à Pastoral Carcerária, que há décadas atua nos cárceres brasileiros ao lado dos presos e seus familiares, razão pela qual entendemos oportuno expor nosso posicionamento para nossos agentes e demais interessados.

 Primeiramente, não é novidade na literatura jurídica ou na jurisprudência o posicionamento do ministro Joaquim Barbosa, que, entre outras questões, entendeu necessário o cumprimento de 1/6 da pena no Regime Semiaberto para que fosse autorizado o trabalho externo aos condenados no processo em questão, sendo que, em nossa opinião, essa é uma interpretação descontextualizada e equivocada do art. 37 da Lei de Execução Penal, que não condiz com os objetivos legalmente declarados da pena e é, no mínimo, constitucionalmente duvidosa.

Porém, se essa e outras decisões do presidente do STF no “caso mensalão” têm causado espanto para determinados setores da sociedade, certamente não surpreende às centenas de milhares de presos, seus familiares ou os egressos do sistema penitenciário, que desgraçadamente já se habituaram com condenações sem provas, decisões judiciais que rasgam a letra da lei e interpretações jurídicas absurdas por parte dos julgadores que, sem a sofisticação e empenho intelectual que vimos nesta Ação Penal, sequer mascaram sua pesada carga ideológica.

 Na Pastoral Carcerária, ao observarmos esse moinho de gastar gente que é a Justiça Criminal, percebemos há tempos que não há decisão isenta ou puramente técnica em nenhuma instância. Os juízes decidem politicamente e buscam justificar com o Direito as suas próprias convicções, geralmente tendo como alvo preferencial nossos jovens pretos e pobres. Aliás, o fato de numa conjuntura muito específica uma “nova classe” de pessoas ter sido vítima da truculência e aparente incoerência desse sistema, apenas reforça seu caráter essencialmente político e claramente seletivo.

 Assim, obviamente, repudiamos o conteúdo das referidas decisões do presidente do STF, assim como repudiamos tantas outras decisões absurdas que diariamente são produzidas em nossos fóruns. Porém, nos recusamos terminantemente a fazer coro com vozes que agora se levantam para falar dos possíveis reflexos do “mensalão” para o restante da população carcerária, como se a barbárie e o desmando já não fossem a tônica da Justiça Criminal.

No nosso entender, enfrentamentos individualizados apenas trarão respostas individualizadas e elitistas, deixando à margem, como de costume, os presos e as presas que padecem em nossas masmorras.

Não é possível denunciar publicamente que determinado indivíduo está cumprindo pena em regime diverso daquele em que foi condenado sem levar em conta os outros milhares que sofrem com a mesma violação, ou desconsiderar a luta pela aprovação da Súmula Vinculante nº 57, que se arrasta desde 2011 no STF e, se aprovada, poderia garantir o direito ao regime aberto ou prisão albergue domiciliar para todos que ilegalmente não conseguem usufruir o benefício do semiaberto em função da falta de vagas.

Não é possível atacar publicamente a ausência de tratamento médico especializado para determinado indivíduo preso e, ao mesmo tempo, ignorar que as pessoas no sistema penitenciário são privadas dos cuidados de saúde e higiene mais básicos, ainda convivendo com surtos de sarna e mortes por tuberculose em pleno século XXI.

 Não é possível enfrentar as restrições ao trabalho externo para um determinado grupo de presos sem cerrar fileiras com a massa de encarcerados, que sequer conseguirão um emprego ao cumprirem suas penas, em boa parte graças à ausência de políticas públicas de inserção no mercado de trabalho e à estigmatização social que persegue o egresso como uma verdadeira marca de Caim.

 Nesse mesmo sentido, nos posicionamos sobre a suposta dispensa da revista vexatória para os familiares dos condenados na Ação Penal 470. Essa é uma prática ilegal de revista, que expressa repudiável violência sexual, e é um dos inúmeros aspectos cruéis do cárcere, especialmente por ser uma espécie de “pena” que se estende dos presos para seus familiares, e que não poucas vezes provoca o rompimento total do convívio destes, já que muitos se recusam a passar por situação tão degradante, inclusive a pedido dos próprios presos, e acabam por deixar de visitá-los.

Assim, obviamente, não defendemos que os referidos familiares se sujeitem ao mesmo procedimento degradante que os demais. Seja qual for o motivo da suposta dispensa, a Pastoral Carcerária continuará defendendo que nenhuma pessoa passe por revistas vexatórias, independentemente de sua cor, origem ou classe social.

Sobre o tema, a Pastoral Carcerária já fez diversas denúncias e tem empreendido uma luta permanente pela abolição desse perverso procedimento de tortura, sendo que recentemente tem apoiado, fortemente, a aprovação do Projeto de Lei nº 480/2013, bem como auxiliado na construção de campanhas com o mesmo fim.

Na luta contra o cárcere, seletivo e cruel em sua raiz, não podemos praticar uma “solidariedade” igualmente seletiva e, portanto, igualmente cruel, como se a injustiça doesse mais em uns do que em outros.

 Precisamos, sobretudo, abandonar a ilusão da prisão como instrumento de “ressocialização” e entende-la como ela é: uma ferramenta de exclusão, estigmatização e alienação social por excelência.

 Portanto, privar a pessoa presa de trabalho, educação, tratamento médico e convívio familiar apenas reforça essa característica “dessocializante” do cárcere. Não é por menos que o encarceramento em massa, longe de suprimir o crime, é causa de aumento da violência, sendo que os altos índices de reincidência atestam a falência dos seus objetivos declarados e demonstram que, quanto mais se encarcera, mais se mantem a pessoa na marginalidade social.

 Por fim, reafirmamos que a Pastoral Carcerária está onde sempre esteve, ao lado de todos os presos e presas, inclusive dos condenados na Ação Penal 470, e especialmente junto daqueles mais fragilizados e violentados em seus direitos, lembrando sempre que a prisão não é lugar de gente, é local de dor e morte, e fonte de sofrimento físico e espiritual.

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL

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Papa Francisco: instrumento de Paz na Terra Santa

Final de Semana Passada, o Papa Francisco esteve na Palestina. Foi celebrar os 50 anos do aperto de mãos entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I, que teve forte apelo ecumênico, levando a retirada das excomunhões  recíprocas entre a Igrejas Católica e  o patriarcado de Constantinopla.

Agora, a presença do Papa Francisco tem forte cunho político e religioso. Ele é o único líder hoje no mundo que pode falar e propor caminhos de entendimento entre judeus e palestinos para o estabelecimento  da paz na Terra Santa. Qualquer outro líder mundial sempre penderá para um lado, por questões de geopolítica e economia.

Francisco é uma instrumento de Deus para Paz.  E ele já começou. Parou no Muro que separa  judeus e palestinos e rezou;  tocou o muro com sua cabeça, num gesto de súplica pela paz e reconciliação. Convidou também os líderes dos dois povos, dessa duas nações irmãs,  para rezar com ele no Vaticano pela Paz.

Só recordo aqui que o Papa Francisco também já convocou a Igreja toda para rezar pela Paz quando se estava a beira de uma guerra na Síria. E ele mesmo com  mais de cem mil fiéis ficou por mais de 7 horas em vigília pela  Paz no Praça São Pedro.  Certamente, fará o mesmo, agora com a presença do líder judeu e palestino, também homens de fé. E os frutos dessa dia de oração marcarão nossa história para sempre.

A Paz é um  dom. Rezemos juntos com o Papa Francisco, que na oração um forte apelo de conversão. Que a peregrinação dele na Terra Santa seja esse grande apelo da Paz que vem de Deus e habita os corações dos irmãos. 

 

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