Mês: março 2015



Cáritas é contra a redução da idade penal

Cáritas brasileira divulga manifesto contra redução da maioridade penal

A Cáritas brasileira divulgou na última quinta-feira, 19, um manifesto contra a redução da maioridade penal. O organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirma seu posicionamento contrário às propostas que tramitam no Congresso Nacional e que versam também sobre o aumento do tempo de internação para menores infratores. “Compreendemos que crianças e adolescentes respeitados em seus direitos dificilmente serão violadores/as dos Direitos Humano”, diz um trecho do manifesto.

 Em parceria com a Pastoral do Menor e a Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Cáritas expõe as convicções que as entidades defendem em relação à correta aplicação das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à responsabilidade do Estado na ausência ou ineficiência de políticas voltadas para as crianças em situação de risco.

“Ressaltamos o nosso compromisso de exigir a obrigação e responsabilização do Estado em garantir os direitos constitucionais fundamentais para todas as crianças e adolescentes, assegurando-lhes condições igualitárias para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, assim como assegurar que as famílias, a comunidade e a sociedade tenham condições para assumir as suas responsabilidades na proteção de seus filhos/as”, diz o texto.

Leia na íntegra:

 

Manifesto da Cáritas Brasileira contra a redução da maioridade penal

Todos os anos o assunto retorna: a redução da maioridade penal. Este ano, a proposta de emenda constitucional mais antiga sobre a temática, a PEC n.º 171/93, de autoria do Deputado Federal Benedito Domingos (PP/DF), a qual conta com mais outras 38 propostas apenas, foi pautada para votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em tramitação, existem mais de 60 projetos que visam reduzir a maioridade penal e 61 que pretendem aumentar o tempo de internação.

Diante da permanente ameaça de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal, a pretexto do combate à violência, a Cáritas Brasileira, organismo da CNBB, com 133 entidades membro organizadas no Brasil, que atua há mais de 20 anos na promoção e defesa dos direitos da criança e adolescente, juntamente com a Pastoral do Menor, que tem como missão promover e defender a vida das crianças e dos adolescentes empobrecidos e em situação de risco, desrespeitados em seus direitos fundamentais e a Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais, expressam novamente ser contrária à redução da maioridade penal, bem como o aumento do período de internação de adolescentes privados de liberdade.

Sabemos que a cultura de paz não virá magicamente com essas medidas. O cumprimento inequívoco do Estatuto da Criança e do Adolescente traz elementos concretos para a promoção de uma infância e adolescência dignas, portanto, aponta para uma sociedade mais justa. Compreendemos que crianças e adolescentes respeitados em seus direitos dificilmente serão violadores/as dos Direitos Humanos.

Acreditamos que a sociedade brasileira não está suficientemente informada e consciente sobre o tema para assumir um posicionamento consciente, uma vez que a mídia, principal meio de formação de opinião pública, é tendenciosa na divulgação das notícias que envolvem adolescência e violência.

Cabe destacar que as medidas de redução de direitos, principalmente no que se refere à redução da maioridade penal e do aumento do período de internação, atinge principalmente os e as jovens marginalizados e marginalizadas, negros e negras, aqueles que moram na periferia, que já tiveram todos os seus direitos de sobrevivência negados previamente.

Diante do exposto, a Cáritas Brasileira, Pastoral do Menor e Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, manifestam:

  • A convicção de que as medidas socioeducativas previstas no ECA, uma vez implementadas na íntegra, são capazes de promover mudanças na relação do/a adolescente em conflito com a lei, com o Estado e a sociedade;
  • A compreensão de que a omissão e negligência do Estado em não ter implementado até hoje os preceitos do ECA na íntegra promove a falsa ideia de que o ECA é falho e não o próprio Poder Público;
  • A omissão estatal em relação ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), instituído pela lei n.º 12.594/2012, de implementação obrigatória pelos entes federativos até final de 2014.O S INASE prevê um conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas socioeducativas a fim de cumprir os objetivos das medidas aplicadas ao adolescente em conflito com a lei, para que, de fato, seja (re)incluído na sociedade;
  • A ideia de que a violência tem causas complexas que envolvem: desigualdades e injustiças sociais; aspectos culturais que corroboram para a construção de um imaginário de intolerâncias e discriminações, especialmente contra a população negra, pobre e jovem;
  • A realidade de políticas públicas ineficazes ou inexistentes; falta de oportunidades para o ingresso de jovens no mercado de trabalho; e a grande mídia que atribui valores diferentes a pessoas diferentes conforme classe, raça/etnia, gênero e idade;
  • A convicção de que o recrudescimento da lei não traz a solução para o quadro de violência que se alastra pelo país, uma vez que não aborda o problema pelas suas causas.

A medida de redução da maioridade penal é remediar o efeito e não mexer nas suas causas estruturais. Pesquisas no mundo todo comprovam que a diminuição da maioridade penal não reduz o índice de envolvimento de adolescentes em atos infracionais. Importante destacar que a finalidade da medida socioeducativa é de caráter pedagógico, por entender a fase da adolescência como um período de formação do sujeito.

Assim, ressaltamos o nosso compromisso de exigir a obrigação e responsabilização do Estado em garantir os direitos constitucionais fundamentais para todas as crianças e adolescentes, assegurando- lhes condições igualitárias para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades, assim como assegurar que as famílias, a comunidade e a sociedade tenham condições para assumir as suas responsabilidades na proteção de seus filhos/as.

Cientes do compromisso de trabalhar pela cultura de paz a partir da convicção de que somente uma sociedade solidária, sustentável e radicalmente democrática, fundada na base da justiça social é capaz de construir relações igualitárias de respeito às diferenças nas quais todas as pessoas têm o direito à dignidade.

No dia 19 de março de 2015, dia de São José

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Missa dos Santos Óleos será novamente no Moringão

Essa será a terceira vez que a celebração da Missa dos Santos Óleos será realizada no Ginásio de Esportes Moringão de Londrina.   Tradicionalmente essa celebração acontecia na Quinta-feira Santa, na parte da Manhã, na Catedral, o que dificultava bastante a participação do povo. Nessa missa, os padres fazem as renovação as promessas sacerdotais e os santos óleos são abençoados pelo Bispo, que depois serão usados para batizar, crismar e ministrar o sacramento da unção dos enfermos.

Com essa mudança de dia, local e horário, uma verdadeira multidão lota as arquibancadas do Ginásio para participar dessa missa que praticamente dá início às grande celebrações da Semana Santa, quando a Igreja celebra o Mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo.

Nos dois últimos anos, essa celebração tem impressionado pela grande presença de jovens catequizandos de nossas paróquias que irão receber ainda esse ano o sacramento do Crisma. Foi algo que deu muito certo. A celebração também é muito animada, com gestos que encantam pela beleza e profundidade, ajudando a todos a viver uma experiência bonita de fé de pertença a Igreja Católica.

Fica então a dica. Hoje à noite, no Moringão. Missa dos Santos óleos presidida pelo nosso arcebispo Dom Orlando, com presença  de todos os padres.  Venha viver esse momento de Igreja. Deus te espera para esse grande encontro de amor e fé.

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Nota da Pastoral da Juventude repudia redução da idade penal

 Convido a ler com atenção e mente aberta essa nota da PJ sobre a questão da redução da idade penal. Faz alguns alertas interessantes. E desmascara os interesses em diminui para 16 anos ou até menos, a idade para se prender e condenar a cumprir pena nas penitenciárias. Faz parte do movimento sórdido de encarcerar tudo mundo, sucatear o sistema prisional e depois privatizar. Quer-se lucrar com gente presa. E quanto mais, mais dinheiro para os donos das cadeias privatizadas. O Estado brasileiro não cumpre seu papel de fazer tratamento penal adequado. Com redução da idade penal vai se tornando cúmplice e refém do capital financeiro, que quer sempre faturar. Descumpre a Constituição em não garantir direitos sociais e condições dignas de vida a sua população. E quer violentar  a Constituição Federal mais uma vez para atender aos interesses mercantis de grupos econômicos. Reduzir a idade é colocar o país nas mãos de saqueadores de vida e sonhos. Não estaremos respeitando todas as dimensões da vida humana, em seus aspectos sociais, psíquicos, educacionais, antropológicos. Estamos apenas querendo salvar nossa vida, matando a vida do outro, simbolicamente. A redução idade penal também abre uma porta para aprovação da pena de morte. matar o outro literalmente. Pobre nação que violenta seus filhos. Pobre povo que mata seus irmãos.

A Pastoral da Juventude (PJ), por meio de sua secretária nacional, Aline Ogliari, publicou, em 24 de março, nota pública sobre a proposta de redução da maioridade penal.

“Além da característica massiva do encarceramento no Brasil, soma-se o caráter seletivo do sistema penal: mesmo com a diversidade étnica e social da população brasileira, as pessoas submetidas ao sistema prisional têm quase sempre a mesma cor e provêm da mesma classe social e territórios geográficos historicamente deixados às margens do processo do desenvolvimento brasileiro: são pessoas jovens, pobres, periféricas e negras. Pela incompetência e omissão do Estado e da sociedade em negar direitos fundamentais básicos constitucionalmente garantidos, prefere-se jogar esses e essas jovens e adolescentes para atrás das grades”, consta em um dos trechos da nota.

Reproduzimos a seguir a íntegra da nota, reafirmando sempre que a Pastoral Carcerária atua pela “evangelização e promoção da dignidade humana por meio da presença da Igreja nos cárceres através das equipes de pastoral na busca de um mundo sem cárceres!”.

 

 

Nota da Pastoral da Juventude sobre a redução da maioridade penal

2503 Nota PJA Pastoral da Juventude (PJ), organização da Igreja Católica ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), possui mais de 40 anos de história e tem articulação nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, com mais de 10 mil grupos de jovens, coordenações locais, estaduais e nacional. Diante desse acúmulo histórico de inserção, defesa e promoção da vida da juventude, a PJ vem por meio desta nota, manifestar seu REPÚDIO a todas tentativas de redução da maioridade penal.

O Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 563 mil pessoas encarceradas, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,7 milhão) e Rússia (676 mil), conforme dados apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em junho de 2014. Cerca de 80% da população carcerária brasileira está presa por crime contra o patrimônio ou por tráfico de entorpecentes; 55% têm menos de 29 anos; mais de 60% é negra; aproximadamente 90% sequer concluiu o ensino médio.

A população de adolescentes (12 a 17 anos) no Brasil é de 20.666.575 (IBGE 2010). Desse total, 22.077 (0,01%) estão em conflito com a Lei, sendo 1.852 fichados por prática de homicídio.

Além da característica massiva do encarceramento no Brasil, soma-se o caráter seletivo do sistema penal: mesmo com a diversidade étnica e social da população brasileira, as pessoas submetidas ao sistema prisional têm quase sempre a mesma cor e provêm da mesma classe social e territórios geográficos historicamente deixados às margens do processo do desenvolvimento brasileiro: são pessoas jovens, pobres, periféricas e negras.

Pela incompetência e omissão do Estado e da sociedade em negar direitos fundamentais básicos constitucionalmente garantidos, prefere-se jogar esses e essas jovens e adolescentes para atrás das grades. O Estado brasileiro não tem efetivado a aplicação mais ajustada das medidas socioeducativas que estão previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que existe há 25 anos, e poucas são as iniciativas de execução de políticas públicas de juventude eficientes, que são essenciais para uma vida digna e segura.

Trancar jovens com 16 anos em um sistema penitenciário falido que não tem cumprido com a sua função social e tem demonstrado ser uma escola do crime, não assegura a reinserção e reeducação dessas pessoas, muito menos a diminuição da violência. A proposta de redução da maioridade penal fortalece a política criminal e afronta a proteção integral do/a adolescente.

Em nota¹ publicada em maio de 2013, a CNBB afirma que reduzir a maioridade penal é ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional – Constituição Federal, art. 228 –, além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Compreendemos que a criminalidade e a violência na qual estão inseridos/as adolescentes e jovens são frutos de um modelo neoliberal de produção e consumo que opera na manutenção das injustiças socioeconômicas, e devem urgentemente ser transformadas, especialmente a partir da construção de políticas que garantam direitos básicos à juventude e adolescentes, como o direito à educação e saúde de qualidade, moradia digna e trabalho decente.

Ser favorável a esta medida é também ferir o nosso desejo e horizonte de vida em plenitude para toda a juventude. Conclamamos a sociedade a compreender que é tarefa de todos/as trabalharmos pela cultura de paz, priorizando o cuidado, a escuta e o compromisso com a vida da juventude, adolescentes e crianças para um Brasil pleno de paz, justiça e dignidade.

 

Aline Ogliari
Secretária Nacional da Pastoral da Juventude,
Pela Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores/as da PJ

Fonte: Site da Pastoral Carcerária Nacional
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Saia da depressão. Mude comportamentos

10 fatores do seu estilo de vida que fazem você se sentir deprimido

Woman feeling so alone © Balazs Kovacs Images / ShutterstockWoman feeling so alone © Balazs Kovacs Images / Shutterstock
Muitos de meus clientes me procuram dizendo que há “algo errado” com eles. Eles acreditam que são fundamentalmente falhos, ou que estão na sua última tentativa de darem certo na vida e, muitas vezes com planos de acabar com ela caso as coisas deem errado. No entanto, na maioria das vezes, a raiz da depressão não é um desequilíbrio bioquímico ou uma herança genética. Pelo contrário, é um resultado de um ou mais dos seguintes fatores:
1. IsolamentoComo comprova a maioria das pesquisas, a conexão social é uma das maneiras mais eficazes para prevenir e curar a depressão. No entanto, o problema é que os depressivos, muitas vezes, não são as pessoas mais divertidas para se ter como companhia, por uma condição própria do seu estado, o que os leva de volta ao isolamento. Junte-se a um grupo de apoio ou ligue para um velho amigo.2. Tristeza

Você já passou por uma separação, perdeu um emprego ou experimentou a perda de um membro da família? Todas estas situações são cheias de tristeza. Se você experimentou uma grande mudança ou perda no ano passado (ou mais, caso você tenha suprimido sua tristeza), é possível que a sua depressão esteja ligada a isso. A tristeza abre caminho para a depressão, por isso, se você passou a se sentir desmotivado, para baixo, irritado, desinteressado pelas coisas que você habitualmente desfrutava, incapaz de se concentrar e enfrentando distúrbios do sono e dieta; isso provavelmente está relacionado à sua adaptação à transição ou perda.

3. Privação de sono

Já reparou o quanto você fica mais frágil e letárgico depois de um sono ruim? A exaustão afeta o nosso estado de espírito, nossos níveis de energia e nosso funcionamento cognitivo. O problema é que a depressão também pode causar distúrbios do sono, fazendo com que ocorra um ciclo vicioso. Fale com o seu terapeuta sobre como fazer uma higiene do sono adequada, usando estratégias cognitivo-comportamentais para combater a insônia; e, se você acreditar que tenha um distúrbio do sono, considere consultar um especialista do sono. Alguns distúrbios do sono estão correlacionados com a depressão.

4. Falta de um sentido

Do ponto de vista existencial, precisamos de um sentido em nossas vidas para sermos felizes. De acordo com Viktor Frankl, podemos encontrar esse significado através do trabalho, relacionamentos (românticos e outros), ajudando os outros, com empreendimentos criativos (por exemplo, a escrita, a música, a arte / design), e com a espiritualidade, para citar alguns. Se você estiver em uma carreira que você despreza, ou se sente “perdido” na vida, a depressão será uma forma de lhe dizer que a maneira como você está vivendo sua vida não se alinha com os seus valores e desejos. Leve-a como um sinal positivo de que a mudança precisa acontecer e considere como sua vida seria se você se sentisse realizado em algumas (ou todas) as áreas acima mencionadas.

5. Excesso de auto-crítica

Imagine o quão inútil você se sentiria se tivesse um amigo, companheiro ou pai verbalmente abusivo ao seu lado em todos os momentos. Bem, é assim que é para muitas pessoas altamente auto-críticas. Preste atenção à sua voz interna. Qual é o seu teor? Se você achar que está dizendo coisas para si mesmo que nunca diria a um amigo, é hora de fazer uma mudança. Vários estudos têm demostrado que a aprendizagem de auto-compaixão pode ser uma intervenção eficaz no tratamento da depressão. A psicoterapia pode ser um lugar maravilhoso para aprender este hábito saudável.

6. Má alimentação

Mais e mais pesquisas estão sendo feitas nesta área e sugerem que a deficiência de alguns nutrientes e alergias alimentares estão ligadas à depressão. Por exemplo, alguns estudos mostraram que as vitaminas B e D estão negativamente correlacionadas com humor deprimido, enquanto o glúten está correlacionado positivamente (em pessoas que sofrem de intolerância). Cada indivíduo é diferente, mas fazer um exame de sangue e consultar uma nutricionista pode ajudar.

7. Estresse

Estudos têm demostrado que o stress crônico pode conduzir à depressão. Um pouco de stress é saudável, mas quando passa o limite do suportável, pode ser o fator responsável por uma depressão. Se você não pode cortar algumas responsabilidades, considere avaliar de onde as expectativas que você se sente pressionado a atender estão vindo (de alguém ou de você mesmo?) e veja como pode tirar um pouco dessa pressão. Permita-se reduzir as expectativas por desempenho, cometa erros, saia e peça ajuda. Em outras palavras, pare de tratar a si mesmo como uma máquina e permita-se ser um ser humano.

8. Sempre trabalho e nenhuma diversão

Muitas pessoas têm a (falsa) impressão de que quando atingem a idade adulta, já não precisam ou merecem se divertir. Ou que só é permitido ter “diversão” depois que o trabalho esteja feito. Bem, dado o fato de que sempre haverá algo a mais para ser feito – uma outra conta para pagar, outro projeto para ser concluído, outra pilha de roupa para lavar – as chances são que você nunca encontre tempo para se divertir. Permita-se tirar algum tempo de sua programação diária para fazer algo que você goste. Poderia ser uma atividade ou um tempo na deitado no sofá assistindo TV, por exemplo.

9. Hormônios desequilibrados

Desequilíbrios ou deficiências nos níveis de estrógeno, progesterona e cortisol estão correlacionados com a depressão. Considere verificar estas áreas para garantir que a depressão que você está enfrentando não esteja relacionada com isso.

10. Não lidar com as emoções

Temos sentimentos primários e secundários. Sentimentos primários são os que sentimos no centro, por exemplo, tristeza ou raiva, ansiedade ou solidão. Sentimentos secundários são os que sentimos quando julgamos a nós mesmos por ter os sentimentos primários. Imagine que você esteja se sentindo deprimido e, em seguida, se critique por se sentir assim, dizendo para si mesmo que está apenas triste e precisa parar de se sentir deprimido. Agora você não está apenas se sentindo deprimido; você também está sentindo vergonha, pressão e frustração. Ao se permitir sentir os sentimentos que surgem (quaisquer que sejam) com compaixão e sem julgamento, você irá notar um peso enorme sendo tirado dos seus ombros.

Fonte: Catholicus
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Evangelho: Bendito o que vem em nome do Senhor

Evangelho : Mc 11,1-10 – Domingo de Ramos 

Naquele tempo, 1quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! 3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor pResultado de imagem para domingo de ramos 2015recisa dele, mas logo o mandará de volta’”.
4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.
5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?” 
6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.
8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”

ORAÇÃO

Oh Pai bendito, Tua Igreja está em Festa. Recebe e acolhe como aconteceu em Jerusalém, Teu Filho, como Rei e Messias, em nossa história e vida,  e corações também. Deus poderoso em misericórdia, elevamos a Ti nosso louvor. 

Hosana, Hosana, Hosana, hoje cantamos também. Domingo de Ramos é dia de celebrar nossa salvação.  Ao Filho de Davi, aclamamos como bendito do Senhor nosso Deus,  que nos vem trazer a graça da salvação e libertação.  

Cristo sofre a paixão, enfrenta a morte por amor. Em sua cruz,  carrega nossos pecados, para que tenhamos vida em nova em Deus. Que júbilo celebrar a vida, o bem, o amor, a verdade, que dão sentido  à nossa fé.

Cantemos forte nossa libertação e salvação. Cantemos ao Senhor que é nosso Salvador. A morte e o pecado não têm mais poder sobre nós.  Foram derrotados no alto da cruz e pela ressurreição de Jesus. Viva o Cristo, o Filho de Deus, que vence o mal para sempre. 

Glórias e louvores ao Cristo que vem. Bendito o seu nome. Bendita sua Paixão. Louvada seja Tua Cruz redentora, Rei salvador.  Tua ressurreição abre para nós a  nossa ressurreição, dá sentido  a essa nossa vida, verdade de nossa fé. 

Vamos ao Teu encontro Senhor, com nossos ramos e cânticos.  Somos Teu povo redimido pelo sangue vertido na cruz, que caminha como testemunhas rumo a nova Jerusalém celeste.  A fé é nossa esperança.O céu é nossa meta. Teu amor nos enche de alegria. Podemos já experimentar toda  Tua força, graça e benção

Maravilhoso é ser Teu seguidor. Dá-nos sempre reconhecer que Tu sempre vens ao encontro, em nosso socorro e auxílio. Tua compaixão é imensa, Tua misericórdia alcança todos os que creem em Ti.  Tu és nosso Deus, que realiza prodígios em nosso favor. 

Senhor, livra-nos da esclerose espiritual de Te aclamar Rei e depois “gritar” pela Tua condenação e morte, quando pecamos.  Que Teu Espírito Santo nos conforte e fortaleça na resposta de fé e amor ao Teu Amor por nós. Maria nossa Mãe, protege-nos do erro e do engano,  da fraude e da manipulação, que destrói vidas e histórias. Ajuda-nos a sempre cantar e aclamar a realeza e a majestade, o amor e a bondade de Deus, a nós revelados pelo Teu Cristo, nosso Rei e Salvador.

Amém. Amém. Amém. 

Aleluia e Hosana a Jesus também.

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Agenda do Padre

† Missa de Ramos

Domingo de Ramos. Dia 29 de março. Às 9 horas. Capela São Domingos Sávio. Jardim Presidente. Londrina

Domingo de Ramos. dia 29 de março. As 11:30 horas. Pastoral universitária de Londrina. Predinhos da Cidade universitária da UEL.

† Missa de Lava-pés.

Quinta-feira Santa.. Dia 02 de Abril.  Às 9 horas. Casa de Custódia de Londrina
Quinta-feira Santa. Dia 02 de Abril. Às 20 horas. Capela São Francisco. Parque das Indústrias. Zona Sul de Londrina

† Celebração da Cruz

Sexta-feira Santa.Dia 03 de abril. Às 15 horasCapela São Francisco. Parque das Indústrias. Zona Sul de Londrina

 

Uma Abençoada Semana Santa pra Você!!!!

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Como anda seu casamento, sua vida conjugal?

Faça o teste e veja em que aspectos seu casamento pode melhorar

noviazgo© Jacques COUSIN / CIRIC
Durante a vida conjugal, o casal vai se descobrindo. Na convivência do dia a dia, os esposos aprendem a adaptar-se um ao outro, e também encontram a melhor maneira de eliminar as asperezas. Juntos, vão escolhendo os valores que querem abraçar e decidem como os viverão.

Importância de avaliar a relação

Todo casal experimenta etapas nas quais está mais ou menos satisfeito com seu relacionamento. Contudo, é importante que, com certa frequência, dedique tempo a avaliar sua relação e se coloque de acordo no tipo de ajustes que deverá fazer para que seucasamento seja mais satisfatório e feliz.

Com frequência, achando que com isso evitam conflitos, os casais cometem o erro de calar suas insatisfações. Dessa forma, os problemas podem crescer, ou se vai criando um clima de insatisfação que acaba prejudicando a relação pouco a pouco.

Em uma relação de adultos, é importante que haja um ambiente de confiança, no qual ambos possam expressar suas necessidades, sem medo de que a outra pessoa se incomode ou não queira escutar.

A cada quanto tempo é preciso fazer esta avaliação?

O casal precisa decidir quando e como fará isso. Casais com boa comunicação avaliam sua relação, mesmo sem perceber, cada vez que surge um desafio em algum aspecto da sua vida, e o enfrentam honesta e diretamente.

Se existe algo no qual o casal ou um dos seus membros não está satisfeito ou deseja que haja uma mudança, é importante que não se deixe passar muito tempo.

Avaliar o próprio casamento não é duvidar do amor, e sim buscar aqueles aspectos nos quais o casal pode melhorar. Este processo deve medir todos os âmbitos da vida conjugal, pois todos são importantes.

Sugestões

A seguir, você encontrará algumas dicas para começar a avaliar sua relação com seu parceiro. Mas é conveniente que, individualmente, leiam a lista e circulem o número que reflita melhor como cada um se sente neste aspecto do seu relacionamento.

Ao terminar, compartilhem suas observações, escutem com grande atenção as respostas que expressam as necessidades ou insatisfações do cônjuge e permitam-se compartilhar respeitosamente as sugestões ou pontos de vista que cada um apresenta.

É importante recordar que, para que um casal seja feliz, não precisa resolver todas as suas diferenças. Não existem casais 100% satisfeitos. A maioria aprende a resolver uma parte de suas diferenças mais importantes, e aprende a conviver com as realidades do outro que não pode mudar.

Os pontos em comum são o tesouro que o casal sempre deve ressaltar acima das dificuldades, e nos quais precisa se apoiar para as discussões. Mas, quando for necessário negociar, é importante estar com mente aberta e coração disposto a ceder, a relativizar as diferenças.

Teste para avaliar o relacionamento

Marque o número que melhor reflita seu grau de satisfação, sendo 5 “totalmente satisfeito” e 1 “totalmente insatisfeito”:

Comunicação:  1   2   3   4   5
Forma de resolver conflitos:  1   2   3   4   5
Jeito de lidar com o dinheiro:  1   2   3   4   5
Intimidade sexual:  1   2   3   4   5
Tomada de decisões:  1   2   3   4   5
Forma de educar os filhos:  1   2   3   4   5
Maneira de expressarmos a fé:  1   2   3   4   5
Sinto-me amado(a) :  1   2   3   4   5
Relações sociais:  1   2   3   4   5
Uso do tempo livre:  1   2   3   4   5
Relação com os parentes:  1   2   3   4   5
Diversões e lazer em geral:  1   2   3   4   5
Distribuição das tarefas domésticas:  1   2   3   4   5
Tempo dedicado ao trabalho:  1   2   3   4   5
Valores compartilhados:  1   2   3   4   5
 
Selecionem os aspectos nos quais marcaram 1, 2 ou 3 e analisem juntos as causas e possíveis soluções em cada âmbito.
 
Este é um exercício saudável que pode ajudar o casal a crescer e amadurecer no relacionamento.

Fonte: Aletéia.
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Ano Santo começa na Festa Imaculada

O tema do Ano Santo: “Deus, rico em misericórdia”

Cidade do Vaticano (RV) – O Ano Santo Jubilar da Misericórdia terá início com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro em 8 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição e será encerrado em 20 de novembro de 2016, na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Tema

A iniciativa, proposta pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, promove em todo o mundo a abertura extraordinária das igrejas como um convite a celebrar o sacramento da reconciliação. O tema deste ano é extraído na carta de São Paulo aos Efésios “Deus rico em misericórdia” (Ef 2,4). A misericórdia é um tema muito querido ao Papa Francisco, que já como bispo, escolheu como lema “Com olhos de misericórdia”. No texto da edição italiana da exortação apostólica Evangelii gaudium, o termo ‘misericórdia’ aparece 31 vezes.

Inspiração

A abertura do próximo Jubileu coincidirá com o cinquentenário do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1965, e isso o leva a adquirir um significado especial, encorajando a Igreja a prosseguir a obra iniciada no Concílio.

Liturgia da Palavra

No Jubileu, as leituras para os domingos do tempo comum serão extraídas do Evangelho de Lucas, chamado “o evangelista da misericórdia”. Algumas das parábolas mais conhecidas escritas por ele são as da ovelha perdida, a da moeda perdida e a do pai misericordioso.

O anúncio oficial

De modo solene e oficial, o Ano Santo será anunciado com a leitura e a publicação da Bula, na Porta Santa, no Domingo da Divina Misericórdia, festividade criada por São João Paulo II, celebrada no domingo depois da Páscoa.

Porta Santa

O rito inicial do Jubileu é a abertura da Porta Santa: esta porta é aberta exclusivamente durante o Ano Santo, enquanto nos outros anos, permanece murada. As quatro Basílicas Maiores de Roma têm portas santas: São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora dos Muros e Santa Maria Maior.

O rito de abrir a Porta Santa expressa simbolicamente o conceito que, durante o Jubileu, é oferecido aos fiéis um “percurso extraordinário” rumo à salvação.

Informações: Rádio Vaticano

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Reforma Política? Qual?

Com a onda de manifestos no mês passado, reacendeu no meio do povo o debate sobre a reforma política. Ela parece ser a reforma das reformas. Porém, não menos polêmica e controversa.  Não nos esqueçamos que o tema está há anos circulando dentro do Congresso Nacional  Brasileiro. E não deslancha por que todos os políticos parecem governar de costas para o povo. Porém, tem medo do povo nas ruas. Alguns partidos já se lançaram a apresentar no calor do grito das ruas de 2013 e de agora uma proposta de reforma politica que fiquem bom para eles.  Na verdade, tenho a impressão que faremos uma reforma eleitoral… que será apenas um bom começo, ruma a uma reforma ampla e democrática, capaz  de respeitar os anseios do povo brasileiro, que anda bastante cansado e desapontado com nossa classe política

E o que mais altera os ânimos dos parlamentares são os temas do sistema de votos (distrital, nominal, proporcional, em partidos, por exemplo) e do financiamento da campanha eleitoral. Aqui, o Congresso Nacional pega fogo.  Vamos procurar prestar atenção nesses  temas. A Reforma que a CNBB  apoia é a favor do financiamento público, ainda que se tenha que estabelecer como será dividido o orçamento entre os partidos para não favorecer sempre os grandes. E agora ganhamos o reforço do Papa Francisco, que é a favor de que as campanhas eleitorais recebam dinheiro público, para evitar a troca de favor, e a corrupção.

Papa Francisco fala sobre financiamento público de campanhas.

 

“O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta. Evidentemente, é um ideal, porque é preciso de dinheiro para manifestos, para a televisão. Em todo caso, que o financiamento seja público. Eu, como cidadão, sei que financio esse candidato com essa exata soma de dinheiro, que tudo seja transparente e limpo”, disse o papa Francisco em entrevista à revista La Carcova News, da Argentina, na semana passada.

Para o pontífice, o financiamento público de campanhas políticas exige mais transparência no plano de governo. Questionado sobre suas sugestões aos governantes argentinos, que estão em ano de pleito, o papa disse ser necessário que se apresente propostas de governo e como serão executadas. “Primeiro, que proponham uma plataforma clara. Que cada um diga ‘no governo, nós faremos isso e aquilo’. A plataforma eleitoral é algo sério, ajuda as pessoas a verem aquilo que cada um pensa”, comentou Francisco.

Reforma Política

O financiamento público de campanhas políticas e a proibição de financiamento empresarial nos certames eleitorais estão entre os principais pontos do Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, lançado em setembro de 2013. Trata-se de uma iniciativa popular em prol do fortalecimento dos mecanismos de democracia direta, com a participação de mais de 100 entidades da sociedade civil, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2014, durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), os bispos aprovaram o texto“Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”. Na mensagem, o episcopado brasileiro destacou três pontos fundamentais sobre a vida política do Brasil, como a participação consciente nas eleições; a necessidade de conhecer os candidatos, sua história, e quais princípios e valores eles praticam e defendem; buscar candidatos que tenham compromisso com tantas reformas necessárias no país, especialmente a Reforma Política, apoiada pela CNBB e outras entidades.

O Projeto de Reforma Política cobra medidas urgentes, entre elas: 1) afastar a influência do poder econômico das eleições, proibindo a doação de empresas; (2) necessidade de reformular o sistema político, incluindo a questão de gênero e estimular a participação dos grupos sub-representados; (3) regulamentação do artigo 14 da Constituição, em favor da democracia direta; (4) melhorar o sistema político partidário, aumentando a participação de militantes e filiados em torno de um programa político; (5) fidelidade partidária programática.

Apoio do episcopado

Em diversas reuniões do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e Conselho Permanente da CNBB os bispos têm debatido a temática da Reforma Política, mostrando apoio à iniciativa da sociedade civil. “O assunto da reforma política reveste-se de uma gravidade temporal muito forte”, disse o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação e presidente da Comissão de Acompanhamento da Reforma Política, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães. Também nas reuniões, o Consep vem apresentando diferentes formas para intensificar a coleta e divulgar a iniciativa nas dioceses e regionais da CNBB.

No dia 25 de fevereiro, a CNBB e OAB lançaram Manifesto em Defesa da Democracia, com apoio de 106 entidades envolvidas no projeto da Reforma Política Democrática. O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, lembrou durante cerimônia de lançamento do Manifesto a missão da Igreja em ensinar critérios e valores para orientar os cristãos.

Para ele, essa atuação na vida pública, “presença da Igreja no coração do mundo”, deve ser assumida pelos cristãos leigos e leigas, à luz “dos ensinamentos do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja com a construção de uma sociedade humana e solidária, opondo-se a toda forma de injustiça”.  Ao final, dom Damasceno pediu para que haja acompanhamento ativo da tramitação no Congresso Nacional das várias propostas de reforma política. “Sabemos que esta reforma terá certamente um longo itinerário a percorrer, não será tão fácil, caberá ser discutida pelo Congresso, mas, sobretudo acompanhada pela população, para que esse processo da reforma chegue a bom termo”, disse.

Esforço das dioceses

Para que Projeto de Lei de Iniciativa Popular possa ser entregue ao Congresso Nacional, é necessário coletar 1,5 milhões de assinaturas. Visando colaborar na divulgação da iniciativa nas dioceses, paróquias e comunidades, a pedido da CNBB, o Núcleo de Estudos Sociopolíticos (NESP) e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais produziram três vídeos sobre a “Reforma Política”.  “Os vídeos têm a finalidade de conscientizar a população sobre a importância da reforma política para nosso país e, consequentemente, informar sobre a intensificação da coleta de assinaturas nos regionais, (arqui)dioceses e comunidades da Igreja no Brasil”, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Durante a realização Campanha da Fraternidade 2015 cujo tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, diversas dioceses do Brasil estão empenhadas na coleta de assinaturas em prol do Projeto de Lei. A CNBB enviou carta aos bispos sobre coleta de assinaturas para o Projeto de Lei pela Reforma Política no Brasil.

Fonte: CNBB
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Brasil tem Comitê de Combate a Tortura

 

Padre_BoscoDesde julho de 2014, o Brasil conta com o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT). Vejam matéria do G1 a respeito, na mesma data: “O governo federal instalou nesta sexta-feira (25) o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT), criado para trabalhar no combate à tortura e a tratamentos ou penas cruéis em instituições de privação de liberdade, como penitenciárias, delegacias e hospitais psiquiátricos”.

“O comitê foi criado formalmente em agosto de 2013 – quando a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que instituiu o Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura -, mas somente agora começará a atuar. A instalação foi realizada durante cerimônia no Palácio do Planalto na manhã desta sexta, com presença de Dilma e ministros”.

“A lei determina que o colegiado será composto por 23 integrantes, sendo 11 do Poder Executivo Federal e 12 indicados por organizações da sociedade civil e escolhidos por meio de consulta pública, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos. Os membros não serão remunerados porque a lei considera a participação no comitê uma ‘prestação de serviço público relevante’”.

Agora em 2015 está se aguardando a instalação do Mecanismo Nacional para Monitoramento de ambientes de privação de liberdade. A Pastoral Carcerária continua dando a sua contribuição nessas instâncias de discussão.

É verdade que se trata de um grande desafio na medida em que cada estado precisa fazer funcionar tanto os comitês como seus mecanismos. Os comitês cuidam da política e os mecanismos fazem o trabalho de monitoramento através das visitas.

A realidade é muito precária nos estados. Existem alguns comitês: Minas Gerais (Belo Horizonte), Pernambuco, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia. Já quanto aos mecanismos, são apenas três que estão tentando funcionar mesmo com as dificuldades: Rio de Janeiro, Rondônia e Pernambuco.

Os Estados do Brasil precisam tomar posição e assumirem o combate à tortura que está sempre presente diante do silencio das nossas autoridades. Em nenhum estado existe, salvo a minha ignorância, nenhuma formalidade dizendo que a tortura está proibida em ambientes de privação de liberdade. Uma declaração seguida de séria investigação para quem cometesse tortura já seria talvez suficiente para o combate da mesma. Isso não sendo explicitado se supõe que a mesma seja permitida e, de fato, é tolerada.

No âmbito do governo federal estão sendo trabalhadas as duas frentes citadas: comitê e mecanismo, para que os estados possam adotar a mesma postura. O mecanismo nacional, na ida aos estados, precisa da participação, caso eles existam, para a realização das visitas.

O importante e necessário é criar uma articulação para coibir a prática criminosa do Estado, que permite e realiza a prática da tortura através de seus agentes ligados à área de segurança. Em todos os estados do País existe negligência de nossos governantes a respeito dessa matéria. É fato atestado por todas as instituições que lidam no acompanhamento dessa situação. Se essa realidade não existisse, não se investiria na criação dessas estruturas com essa finalidade.

 Fonte: Pe Bosco Nascimento. Boletim da Pastoral Carcerária março 2015

 

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