Mês: agosto 2015



Fases no Casamento

As 5 fases do casamento

Descubra em que etapa você se encontra e transforme os desafios em oportunidades de crescimento

 

Fashionable cool couple © Tatyana__K / ShutterstockFashionable cool couple © Tatyana__K / Shutterstock
Ainda que não haja regras gerais, é verdade que alguns fatores, tanto externos quanto internos, determinam circunstâncias especiais do casamento; por exemplo, estar casados e sem filhos não é a mesma coisa que levar 20 anos de união e ter filhos jovens.Por isso, é de grande utilidade para os casais identificar a etapa em que vivem e as que estão por vir, para, assim, transformar os desafios em oportunidades de crescimento.As 5 fases pelas quais o casamento passa são as seguintes:

1ª fase: Transição e adaptação

Esta fase compreende aproximadamente os três primeiros anos de casados. É uma etapa fundamental, dado que nela se estabelecem os fundamentos ou bases da relação. Durante este tempo, o casalse adapta a um novo sistema de vida; por isso, os segredos do sucesso desta fase são a comunicação e a negociação.

É importante que o casal faça um projeto familiar, no qual se visualizem no futuro, e estabeleçam as metas que querem alcançar. Os esposos são provados na forma como lidam com o dinheiro, com o tempo, bem como na distribuição das tarefas do lar, entre outras coisas. É um momento de decisões e acordos.

2ª fase: Estabelecimento e chegada dos filhos

Esta fase acontece entre os 3 e os 10 anos de casados, aproximadamente. A lua-de-mel e o processo de adaptação já terminaram e agora há um maior conhecimento do cônjuge; portanto, é provável que as desavenças sejam mais frequentes – ou, pelo contrário, diminuam, como resultado da maturidade adquirida na primeira etapa de convivência.

Nesta etapa, os esposos aterrissam: o amor é acompanhado mais pela razão que pelo sentimentalismo. A vontade tem um papel importante no binômio compromisso-entendimento.

Nesta época, muitos casais se tornam pais, fato que envolve desafios diferentes e uma nova organização dos papéis. Os cônjuges precisam evitar que a dedicação aos filhos substitua a relação de casal. Também é preciso velar para que os compromissos do trabalho e as demandas da vida diária não deem início a um gradual distanciamento.

3ª fase: Transformação

Esta fase costuma acontecer entre os 10 e 20 anos de casados e pode coincidir com a puberdade dos filhos e a meia-idade dos esposos. Esta última marca um período de reflexão e renovação na vida do ser humano; por isso, é importante que o casal se encontre em um estado saudável e que, individualmente, se viva da melhor maneira possível. Assim, não se tornarão uma ameaça para a estabilidade matrimonial.

Da mesma forma, os esposos precisam buscar que as dificuldades na educação dos filhos não afetem a união conjugal. A unidade na autoridade e o trabalho conjunto devem ser a prioridade.

Nesta etapa, os esposos precisam ser criativos, não cair na rotina (fácil e silenciosa), redescobrir-se novamente como casal e conectar-se mais uma vez.

4ª fase: Estabilidade e ninho vazio

Esta etapa chega entre os 20 e 35 anos de união. “Quando os casaisforam capazes de resolver conflitos e crises nas etapas anteriores, este é um período de estabilidade e uma oportunidade para chegar a um maior desenvolvimento e realização pessoal e como casal”, afirma o autor Francisco Castañera em seu artigo “Ciclo de vida docasamento”.

Nesta fase, geralmente se dá a “síndrome do ninho vazio”, o que situa o casal em uma nova forma de vida: os filhos foram embora e agora os esposos estão mais disponíveis um para o outro. Para algumas pessoas, esta pode ser uma circunstância difícil, pois envolve o desprendimento dos filhos e possivelmente o sentimento de solidão. No entanto, é algo que os pais acabam assumindo e superando ao longo do tempo.

O mais valioso desta etapa é a solidez e o conhecimento pleno do casal: a capacidade de dialogar, tolerar melhor as diferenças, rir dos próprios erros, fazer as críticas de maneira carinhosa, iniciar juntos alguma atividade. É o momento de reafirmar mais ainda a criatividade e encontrar novos desafios na vida conjugal.

5ª fase: Envelhecer juntos. Esta etapa ocorre geralmente a partir dos 35 anos de casamento. Algumas pessoas optam pela aposentadoria, e assim surge algo muito positivo, pois há mais tempo para que os esposos curtam um ao outro. Realizam atividades antes impossíveis pelas ocupações de trabalho e encontram uma grande motivação: os netos. Estes pequenos dão luz e felicidade ao casal nesta fase.Os esposos precisam de muito apoio e carinho um do outro. Os conflitos desta etapa são bem menos frequentes; a maioria dos casais se estabilizou em linhas de poder e intimidade.

Para finalizar, uma reflexão em palavras de Francisco Castañera: “Este percurso nos leva a refletir sobre a importância de valorizar, durante todo o nosso casamento, a qualidade e quantidade da nossa intimidade, o apoio e o carinho que damos ao nosso cônjuge, e não esperar a última etapa, quando o final está próximo”.

 Fonte aletheia
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Orações do Papa para proteger a criação

Duas poderosas orações do Papa Francisco pela proteção do planeta

A encíclica Laudato si, do Papa Francisco, termina com duas orações: uma oferecida para ser compartilhada com todos os que creem em “um Deus criador onipotente”, e a outra proposta aos que professam a fé em Jesus Cristo.

O Papa apresenta as orações assim: “Depois desta longa reflexão, jubilosa e ao mesmo tempo dramática, proponho duas orações: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Onipotente, e outra pedindo que nós, cristãos, saibamos assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe” (n. 246).

ORAÇÃO PELA NOSSA TERRA

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

ORAÇÃO CRISTÃ COM A CRIAÇÃO

Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença
e da vossa ternura.
Louvado sejais!
Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra,
e contemplastes este mundo
com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura
com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!
Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!
Senhor Deus, Uno e Trino,
comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos
na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão
por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos
intimamente unidos
a tudo o que existe.
Deus de amor,
mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho
por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer
é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos,
e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:

Fonte: Aleteia

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Evangelho: O que sai do nosso interior?

Evangelho: Mc 7,1-8.14-15.21-23  (22 DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B)

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.Resultado de imagem para coisas más tornam o homem impuro
5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”
6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.
14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

MEDITANDO E REZANDO O EVANGELHO DE HOJE

Tua Palavra, Pai Santo, é sinal do Teu amor por nós. Falas conosco, toca nossos corações e mentes, conquista-nos para Ti pela beleza, verdade e força do que a nós prometes e realizas. Tu, assim se deixa conhecer e tocar por nós, contemplar e sentir o quanto nos ama, como amor de Pai que quer a vida e salvação de Seus filhos amados e queridos. Somos Teus, é a nossa fé, esperança. A Ti entregamos nossas vidas, nosso tudo em honra ao Teu grandioso Nome. Glórias e louvores a Ti, que nos reuniu como Teu povo santo, em todos os lugares da Terra e tempos na história, na Igreja de Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. 

Senhor Jesus, Deus salvador. Tua Palavra firme de hoje convida e exorta-nos a rever como está fazendo a experiência de fé em Teu seguimento. Livra-nos de todo apego a tradições que  nos impedem de construir uma vida no amor. Queremos honrar-Te não apenas com nossos lábios,  em nossos cultos e liturgias. Suplicamos a graça de viver  nossa fé com a força da vida que vem Ti, e não apenas observando mandamentos e leis, praticando boas obras, executando ritos quase sempre vazios de amor, ternura e misericórdia. Dá-nos a graça de praticar a fé com a mesma beleza e sentido que encontramos em Tuas Palavras e atitudes. Senhor, Jesus, afasta de nós toda tentação do rigorismo e do laxismo religioso, todo conservadorismo e radicalismos legalistas; que o amor seja a medida de nossa vida de fé e experiência religiosa. 

Santo Espírito de Deus, transforme nosso ser. Esperamos sempre receber uma graça especial para viver uma religião que seja da pureza do coração, do nosso interior, e não de coisas externas apenas, que nos leva a fé de hipócritas. Dá-nos um coração livre do preconceito, da inveja, ira, maledicência, da condenação. Forje em atitudes de paciência, misericórdia, acolhida, correção fraterna, ajuda mútua, caridade e compaixão, para que de nossos lábios e mãos brote sempre o amor. Cura-nos de toda esclerose espiritual que insiste em conservar estruturas religiosas e eclesiais que não tem mais sentido para as pessoas do nosso tempo e lugar. Sopra sobre todos nós e sua Igreja, com força e unção; dá-nos espírito de coragem para conversão pessoal e pastoral. Desejamos Tua graça e luz, Oh Espírito Santo,  para que nos livre de todo mal que nos desfigura e  nos afasta de Deus. Restaura nossos corações muitas vezes feridos pela pecado e a maldade do mundo, enche-nos de fé, para fazermos sempre a vontade de Deus, caminho de santidade e salvação. Fiéis a Ti, Espírito Santo, queremos viver numa Igreja dinâmica e missionária, aberta, do encontro.

Maria, Mãe do Salvador, nossa mãe também. Teu sim ao projeto de amor e salvação do Pai possa nos ajudar a experienciar a salvação como graça e inciativa de Deus e não resultado meramente do esforço humano. Virgem Santíssima, que nos deu conhecer Jesus, roga por nós, para nossa conversão de coração e de pastoral. Pedimos a graça da coragem profética de viver numa Igreja sempre reformanda… que  não se esclerosa no tempo, nem se confunde em estruturas e tradicionalismos desprovidos de sentido, vida e amor. Tu que és a Mãe da Igreja, ajude-no a assumir, atualizar as orientações do  Vaticano II, para o bem da fé católica e de todo o povo de Deus, que  olha para  o teu Cristo cheio de esperança, na sua busca pela verdade sobre a vida, felicidade, justiça, paz, a liberdade e amor. Assim Seja, amém. Aleluia. 

 

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Agenda da Semana

MISSA VOCACIONAL

Sábado, dia 29/08. As 19h30. Paróquia  Nossa Senhora das Graças. Vila Brasil. Londrina

ENCONTRO DA PASTORAL CARCERÁRIA PARA NOVOS AGENTES

Domingo, dia 30/08. Das 8h30 às 15 horas. Santuário Nossa Senhora Aparecida. Vila Nova Londrina

I DESPERTAR VOCACIONAL

Domingo,  dia 30/08. Às  17 horas. Missa de encerramento. Paróquia Nossa Senhora do Rosário.  Vila  Recreio. Londrina,.

MISSA COM ADORAÇÃO, LOUVOR E BENÇÃOS

Domingo, dia 30/08. As 19h30. Capela Santa Edvirges. Jardim  Abussaf. Londrina.

 

 

 

 

 

 

 

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Um mundo sem prisões é possível!!!

 Por um mundo sem carcere: Projeto de Deus e compromisso de cristãs e cristãos

interna_padre_ValdirDiante de alguns questionamentos do porquê de a Pastoral Carcerária ser favorável a um mundo sem prisões, o Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da PCr, tece detalhadas reflexões sociais e teológicas sobre esse posicionamento no artigo “Por um mundo sem cárcere: Projeto de Deus e compromisso de cristãs e cristãos”.

“Iniciamos pelo Evangelho de Lucas pois ali se encontra o programa e o projeto de vida de Jesus Cristo. No capítulo 4 temos a belíssima síntese da missão de Jesus Cristo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor.” O que me chama muito a atenção é que num texto tão resumido, tão sintetizado, as palavras libertação e presos estão no centro do programa do trabalho de Jesus Cristo”, consta em um dos trechos do artigo.

 

CLIQUE E ACESSE A ÍNTEGRA DO ARTIGO

 

Fonte: Boletim Eletrônico da PCr, agosto de 2o15
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Sinais da Vocação à vida consagrada

Os 5 sinais da vocação à vida religiosa

“Qual é a minha vocação?” Quanto antes você fizer esta pergunta, melhor, pois é a sua felicidade que está em jogo.

Jesus chamou para apóstolos “aqueles que Ele quis”, depois de passar a noite em oração. A Igreja viu nisso o chamado ao sacerdócio e também às outras formas de vida religiosa. É Jesus quem chama o jovem à vida sacerdotal, o que não é fácil. A vida religiosa exige muitas renúncias para ser “todo de Deus”, estar a serviço do Seu Reino para a edificação da Igreja e a salvação das almas.

A palavra vocação vem do latim vocare, que quer dizer “chamar”. Deus põe no coração do jovem esse desejo de servi-lo radicalmente, indiviso, full time, em tempo integral, sem divisão.

Para discernir esse chamado divino, o jovem precisa, sem dúvida, de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para ajudá-lo. Penso que alguns sinais indicativos da vocação de um jovem ao sacerdócio ou à vida religiosa sejam esses:

1 – Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus. Ser um outro Cristo – alter Christus. Abraçar o celibato com gosto, oferecendo a Deus a renúncia de não ter esposa, filhos, netos, vontade própria etc. É um casamento com Jesus. Ele disse que receberá o cêntuplo nesta vida e a vida eterna depois quem deixar tudo por causa d’Ele e do Seu Reino.

Jesus disse que as raposas têm seus ninhos, mas que Ele não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça. Isso é sinal de uma vida despojada de tudo. Nada era d’Ele, nem a gruta onde nasceu, nem o burrinho que O levou a Jerusalém. O barco de onde pregava e viajava, o manto que os soldados sortearam também não eram d’Ele. Nem a casa onde vivia em Cafarnaum pertencia ao Senhor. Tudo Lhe foi emprestado. Cristo era despojado de tudo; a Ele só pertencia a cruz.

Dom Bosco disse que não pode haver graça maior para uma família do que ter um filho sacerdote. É verdade. O padre faz o que os anjos não podem fazer: perdoar os pecados, realizar o milagre da Eucaristia, tornar presente o Calvário em cada Missa para a salvação do mundo.

2 – A vocação religiosa exige que o candidato tenha o desejo de trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a sua vida. Exige entrega total nas mãos de Deus, desejo de viver mergulhado no Senhor. Tem de gostar de rezar, de estar com Deus, de meditar Sua Palavra e participar da liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal.

O demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote ou um religioso, pois este lhe arrebata as almas. Então, o religioso consagrado tem de viver uma vida de extrema vigilância, muita oração e mortificação, como disse Jesus.

3 – Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra, ser submisso aos ensinamentos do seu Magistério. Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja. Viver o que diziam o Santos Padres: sentire cum Ecclesia.

Amar o Papa, os bispos, Nossa Senhora, os anjos e santos, os sacramentos, a liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica. Amar a Bíblia e gostar de meditá-la todos os dias. Desejar estudar Teologia, Filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Gostar de fazer meditações, retiros espirituais e uma busca permanente de santidade. Almejar, como disse São Paulo, atingir a estatura adulta de Cristo; ser um bom pastor para as ovelhas.

4 – Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na obediência irrestrita aos superiores, aberto a todos por um diálogo franco. Ser tudo para todos. Estar disposto a obedecer sempre o seu bispo ou seu superior a vida toda, qualquer que seja a decisão dele sobre você.

Talvez eu tenha sido um pouco exigente, mas para aquele que deseja ser um “sacerdote do Deus Altíssimo”, creio que não se pode pedir menos do que isso. Quem opta pela vida sacerdotal deve se entregar de corpo e alma a ela; não pode ser mais ou menos sacerdote ou religioso. Seria uma frustração para a pessoa e para Deus. É melhor ser um bom leigo do que um mal religioso.

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ONU no Brasil e questão direitos humanos

 Em São Paulo, representante da ONU toma ciência de demandas de direitos humanos

Interna visita ONUEsteve em visita pelo Brasil o senhor Juan Méndez, relator especial do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.

Em São Paulo, em 6 de agosto, ele encontrou-se com algumas entidades da sociedade civil que se ocupam diariamente com as questões de Direitos Humanos, entre as quais a Pastoral Carcerária, que na oportunidade foi representada pelos padres Valdir João Silveira e Gianfranco Graziola, respectivamente, coordenador nacional e vice-coordenador da PCr, acompanhados pelo assessor de projetos da Pastoral, Pedro Lagatta.

De imediato, a Pastoral Carcerária apresentou como indicadores para o relator especial a privatização dos presídios no País, o encarceramento em massa, as precárias e desumanas condições de detenção, celas chamadas “tampão”, escuras, sem ar, onde os presos são mantidos por muitos dias sem roupa, sem saneamento básico, sem assistência médica, jurídica, social e onde chegam muito machucados pelo espancamento e a tortura policial. Também forte foi a acusação do abuso do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), cujo uso e prática são cada vez mais difundidas particularmente no norte e nordeste do País.

Outras entidades presentes falaram da continuação da revista vexatória para parentes, apesar da lei que proíbe a mesma no Estado de São Paulo, e as práticas que são exigidas, que violam toda e qualquer decência humana, desnudamento total, uso do mesmo banquinho sem proteção higiênica alguma, agachamentos, exposição e toque de partes íntimas, a proibição da entrada de mulheres durante o ciclo menstrual.

Também foram denunciadas as práticas de tortura e maus-tratos na “Fundação Casa” que na realidade são destinadas aos adolescentes e jovens negros, periféricos e pobres.

Ao representante da ONU foram entregues diversos documentos. A Pastoral Carcerária entregou cópias da Agenda Nacional pelo Desencarceramento. O relator especial que, lamentou o pouco tempo para poder escutar todas as entidades e pessoas presentes, se demonstrou disponível a receber outros materiais ainda que após a sua visita ao Brasil. Ele foi receptivo às sugestões e conselhos para que as visitas realizadas possam dar os efeitos desejados e esperados.

Juan Méndez chegou ao Brasil em 3 de agosto e permaneceu em São Paulo até o dia 7. Depois partiu para Sergipe, Maranhão e terá como uma estadia Brasília, no dia 14, onde concederá coletiva de imprensa, falando das primeiras observações e recomendações que a ONU fará ao Governo e ao Estado brasileiro como um todo.

A vinda do relator especial foi motivada por uma denúncia de organizações de direitos humanos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em março de 2014, sobre as violações ocorridas no presídio de Pedrinhas, no Maranhão. A visita de Méndez coincidiu com o segundo aniversário da lei que criou o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

Presença em Sergipe

No sábado, 8, em Aracaju (SE), entidades da sociedade civil ligadas às questões dos Direitos Humanos estiveram com o relator especial da ONU, Juan Méndez, quando descreveram situações de violência institucional em Sergipe.

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Como coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia/Sergipe), Carlos Antonio de Magalhães (Magal), apresentou a “Carta de Serrinha”, fruto do encontro regional realizado em maio. Foi citado o descaso do poder Executivo e do Judiciário sobre a questão prisional, bem como algumas particularidades como o fato de há quase uma década se aguardar que o governo de Sergipe implante o “Comitê de Combate à Tortura” e o “Conselho Estadual de Direitos Humanos”.

Participaram as entidades dos Estados de Alagoas e Pernambuco, ligadas à questão dos “Direitos da Criança e do Adolescente”, além das entidades locais, entre elas a representação do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) em Sergipe.

Juan Méndez, após ouvir os relatos, fez perguntas adicionais visando esclarecer e acrescentar ao seu relatório geral da visita ao Brasil, que foi apresentado na sexta-feira, dia 14, em Brasília.

 

Fonte: Pastoral Carcerária Nacional
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Conheça irmã Dulce

O Anjo Bom do Brasil

Saiba por que o dia 13 de agosto foi escolhido para celebrar a Irmã Dulce e aproveite para pedir uma graça especial por sua intercessão
 Irmã Dulce
Nesta quinta-feira, 13 de agosto, é celebrado o dia da Bem-aventurada Dulce dos Pobres, a religiosa baiana que dedicou sua vida ao serviço aos pobres e doentes e ainda hoje é conhecida como Anjo Bom do Brasil. Na Arquidiocese de Salvador (BA), a data festiva tem como tema: “A exemplo de Irmã Dulce, somos chamados a dizer com a vida: ‘Eu vim para servir’”. Na Arquidiocese houve Missas durante todo o dia, no Santuário da religiosa, sendo a das 10hh presidida pelo Arcebispo e Primaz do Brasil, Dom Murilo Sebastião Krieger.O 13 de agosto foi escolhido como o dia oficial da festa litúrgica da Beata porque foi nesta mesma data, em 1933, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, que Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, aos 19 anos de idade, recebia o hábito de freira e adotava, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a pequena Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana.  Perdeu sua mãe aos sete anos de idade.Desde cedo, começou a manifestar seu interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, devido ao grande número de carentes que se aglomeravam à sua porta. Nessa época, expressou pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, em fevereiro 1933, tendo recebido o hábito agosto do mesmo ano, quando passou a ser chamada Irmã Dulce.

Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Até que em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do convento, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.

“Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Esta é a última porta e por isso eu não posso fechá-la”, disse Irmã Dulce.

Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

A religiosa também teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de São João Paulo II. Em 7 de julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra. Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, o Anjo Bom da Bahia faleceu, aos 77 anos.

Em janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de Irmã Dulce. Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído à religiosa. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos, ocorrido em Itabaiana, em Sergipe. Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.

Irmã Dulce foi beatificada no dia 22 de maio de 2011. Para ser canonizada, é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à freira baiana, que tenha ocorrido após 11 de dezembro de 2010, data da promulgação do decreto papal sobre o primeiro milagre.

Reze a oração para pedir graças por intercessão de Irmã Dulce:

Senhor nosso Deus,
recordando a vossa serva Dulce Lopes Pontes,
ardente de amor por vós e pelos irmãos,
nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor
dos pobres e excluídos.
Renovai-nos na fé e na caridade
e concedei-nos, a seu exemplo, vivermos em comunhão,
com simplicidade e humildade,
guiados pela doçura do Espírito de Cristo,
bendito nos séculos dos séculos.
Amém!
Fonte: ACI DIGITAL
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Juventude encarcerada

Endurecimento penal e encarceramento em massa: a juventude é um dos alvos

Capa_Interna_superior_Marcelo_NavesGanharam força e acaloraram-se os debates em torno da segurança pública no país. Consideradas prioritárias, a violência e a insegurança ocupam lugar central na arena política atual, pautando governos, projetos de lei e o cotidiano das opiniões e de diversas mídias. Para conter aquilo que é considerado como criminalidade e aqueles que são identificados como delinquentes, erguem-se bandeiras de endurecimento de penas, maior ação repressiva das polícias e aumentos das prisões. Por que essas demandas? Quem se torna alvo de tudo isso?

Um verdadeiro “populismo penal” é fartamente disseminado na sociedade, alimentando uma cultura punitivista que associa justiça com punição e vingança. Punir, e punir rigorosamente, converte-se no mantra evocado por programas de TV e por defensores de penas mais rígidas para combater violências e inibir possíveis atos delituosos. Nada sustenta, porém, que a punição atinge tais objetivos. Se assim fosse, o aumento de prisões traria consigo a diminuição da sensação de insegurança e os índices de violência. O Brasil aumentou sua população carcerária em exorbitantes 74% entre 2005 e 2012, e hoje já é o quarto países com mais pessoas presas do mundo, sendo o primeiro que proporcionalmente mais prende. O Brasil prende, e prende muito! Quais foram as melhorias sociais e na segurança pública com essa política de (in)segurança pautada no encarceramento em massa?

A cultura punitivista e a política de encarceramento, assumida por todos os governos em todas as esferas de poder, amontoa jovens quase sempre negros, pobres, periféricos e com baixíssima escolaridade em celas superlotadas, com péssima alimentação, quase sem atendimento médico, educacional ou jurídico, sem material para higiene pessoal e, não raramente, sob maus-tratos e submetidos a situações de tortura. Para alguns, isso seria “ressocializar”? A certeza é que a prisão destrói a dignidade da pessoa, desconstrói a cidadania, gera revolta e raiva, e estigmatiza a pessoa presa. Propostas que visem mais encarceramento, como a redução da maioridade penal, revelam a opção política de responder as injustiças e desigualdades sociais com um Estado penal e policial, principalmente em relação à juventude marginalizada.

Cerca de 54% da população presa no país tem entre 18 e 29 anos. Quase a metade das pessoas presas não completou sequer o ensino fundamental, grande parte não tinha estabilidade trabalhista, e a maioria vivia nas periferias quase ou totalmente desassistidas de equipamentos e serviços públicos essenciais. A juventude é o algoz e grande inimigo da sociedade? Parece que a juventude, também principal alvo dos homicídios do País, é a mais violentada pela política de encarceramento, pela mentalidade punitivista, e pela estrutura econômica que produz exclusão, explorados e sobras.

O debate razoável passa, obviamente, pela recusa de qualquer proposta de redução da maioridade penal, mas, principalmente, pelo fim do encarceramento em massa e da criminalização da pobreza. Encarcerar é caro, não diminui as violências, e destroça a pessoa humana. A Pastoral Carcerária, juntamente com outras pastorais e movimentos sociais, defende uma política de desencarceramento, desmilitarização e controle popular do sistema judiciário. Convidamos para a leitura da Agenda Nacional de Desencarceramento disponível em www.carceraria.org.br.

 

Marcelo Naves –Vice-coordenador da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de São Paulo

Fonte: Fonte: Pastoral Carcerária Nacional

 

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Francisco, Nobel da Paz?

Papa entre os nomeados ao Prêmio Nobel da Paz – AFP
 Oslo (RV) – O Papa Francisco, pela terceira vez consecutiva, figura entre os 20 prováveis ganhadores do Prêmio Nobel da Paz 2015. O Pontífice está entre as 273 candidaturas propostas por várias organizações argentinas e internacionais, informou o Instituto Nobel de Oslo.
O Papa se converteu em uma das figuras mais fortes quando da mediação e pacificação de conflitos. Uma das últimas, entre Estados Unidos e Cuba, levou ao restabelecimento de relações diplomáticas após mais de 50 anos de ruptura.O Comitê organizador informou em seu site que recebeu 273 candidaturas para o Prêmio Nobel deste ano, das quais 68 são organizações e 205 personalidades, entre as quais, o Papa Francisco, que desde que foi eleito em 2013, sempre foi indicado para o Prêmio.

O ganhador, entre os 20 nomes, será conhecido em 9 de outubro próximo. A entrega do Prêmio está prevista para dois meses mais tarde, em cerimônia realizada em Oslo.

O Prêmio é atribuído à pessoa que “mais ou melhor tenha trabalhado em favor da fraternidade entre as nações, a abolição ou redução dos exércitos existentes e a celebração e promoção dos procesos de paz”. Desde que foi instituído por Alfred Nobel em 1895, nenhum Papa recebeu a distinção.

Fonte: Rádio Vaticano
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