Mês: setembro 2015



Bandeira do Vaticano na ONU

Bandeira do Vaticano flamula pela primeira vez na ONU por ocasião da visita do Papa

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Assembléia da Pastoral Carcerária do Paraná

Com bispos, e vice coordenador, PCr do Paraná realiza assembleia 

Interna PCr Parana

A Pastoral Carcerária do Paraná reuniu-se em assembleia estadual, na cidade de Maringá, entre os dias 11 a 13 de setembro.

Os temas tratados foram o encarceramento em massa, as práticas de tortura, conselho de comunidade e Justiça Restaurativa, com assessoria do Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da PCr; Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico nacional da Pastoral; e Marco Antônio, assistente Social do Ministério Público do Paraná.

Na assembleia, foi constituída uma equipe colegiada com representantes de cada diocese, que devem se reunir a cada dois meses para avaliar e conduzir os trabalhos da Pastoral Carcerária no Paraná. Também se construiu uma agenda única da Pastoral para todos os grupos no estado.

Os debates e trabalhos da assembleia foram articulados pelo Padre Antônio Carlos da Silva, coordenador da PCr estadual.

No total, 45 pessoas das (arqui) dioceses de Maringá, Londrina, Cascavel, Curitiba, Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí, Toledo, Foz do Iguaçu, Palmas e Francisco Beltrão e São José dos Pinhais participaram da assembleia, que também foi prestigiada por Dom José Mário, bispo auxiliar de Curitiba e referencial da Pastoral Carcerária no Regional Sul 2 da CNBB (Paraná), e Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá.

Na semana posterior à assembleia, Padre Gianfranco e Padre Antônio Carlos visitaram as penitenciárias e cadeias instaladas na área de abrangência das dioceses no estado e dialogaram com autoridades paranaenses, com vistas a fortalecer o trabalho da Pastoral no estado.

Com informações de Cristina Coelho/PCr do Paraná

 

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Dicas para se libertar da depressão

5 passos para começar a vencer a depressão

Dicas simples que podem ajudar as pessoas que se sentem presas a este grande mal que aflige nossa sociedade

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Helga Weber-cc

A solidão, a tristeza e a depressão fazem parte de um mesmo problema que parece atacar a sociedade de maneira cada vez mais pronunciada. Não é difícil encontrar pessoas que se queixam da sua solidão ou da impotência que sentem ao não conseguirem consertar as coisas que lhes causam tristeza ou algo mais profundo.

Lembrando que a depressão precisa ser tratada o quanto antes por profissionais especializados, eu gostaria de compartilhar algumas indicações que podem ser de ajuda para encontrar caminhos de vida para as pessoas que se sentem no meio de um buraco negro, úmido e frio.

Leve em consideração que os seguintes conselhos não substituem uma terapia nem são de aplicação universal. Se forem úteis para você, aproveite:

1. Cuide das suas rotinas: sono, vigília, alimentação, exercício (caminhar, por exemplo, é um excelente primeiro passo). Em geral, começar a apropriar-se da sua vida faz bem, iniciando pelas condutas de autocuidado.

2. Tenha foco no presente, porque o passado não pode ser mudado e o futuro não existe. Se a pessoa fica olhando para as dificuldades anteriores, ela se frustra e, se pensa no que está por vir, se angustia.

3. Comece dando um passo de cada vez: não pretenda solucionar todos os problemas em uma só tarde, porque, novamente, a angústia vai surgir ao ver uma lista tão grande de pendências.

4. Procure ser útil: uma pessoa, mesmo com depressão, pode prestar um serviço aos outros ou a si mesmo. Esta experiência de ajudar a diminuir a dor do outro, ou de ajudá-lo a ser feliz, é algo que cura, porque, entre outras coisas, induz a pessoa a deixar de olhar o tempo todo para si mesma, para os próprios problemas, caindo na autocompaixão.

5. O apoio espiritual e o terapêutico são especialmente necessários para deixar o passado para trás, perdoar os outros e perdoar a si mesmo, bem como para construir uma agenda que permita enfrentar o futuro com esperança.

A depressão não pode ser curada em um final de semana, mas a minha experiência ensina que as pessoas que seguem estes conselhos, especialmente o último, conseguem superar esta dificuldade e reencontrar-se com sua vida.

(Por Saulo Medina Ferrer, psicólogo)
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Está perto a canonização de Madre Tereza de Calcutá

Por Natalia Zimbrão

Está em andamento o processo de canonização de Madre Teresa de Calcutá e o milagre que pode elevá-la aos altares como santa poderia vir do Brasil, especificamente da cidade de Santos (SP). O caso da cura ainda inexplicável de um homem por intercessão da Beata está em análise no Vaticano, onde passa por um conselho médico da Congregação para a Causa dos Santos. Segundo fontes da diocese brasileira o Papa Francisco expressou o desejo de canonizar a Madre Teresa durante o Jubileu da Misericórdia, por ter sido um sinal da “misericordia divina para o mundo” no seu serviço aos pobres.
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Apresentações Orquestra Jovem em Londrina

Londrina e região metropolitana terão ainda mais 03 oportunidades de ouvir a Orquestra JOVEM De Londrina, considerada uma das 10 melhores orquestras de CâFoto de Roney Marczak.mara do Brasil.

A convite do SESI PARANÁ o grupo de alunos da Escola de Musica Sol Maior Roney Marczak e integrantes do Projeto Social Sol Maior se apresentarão nos dias 29/09, 20/10 e 17/11 às 20:00h no Centro Cultural SESI/AML, em frente à Concha Acústica.

Entrada gratuita! Concerto didático com repertório clássico e obras de compositores brasileiros.

A Orquestra Jovem de Londrina e convidados se apresentarão no SESI – Espaço Cultural aqui em Londrina. Entrada Gratuita.

Convites podem ser retirados 01 hora antes do espetáculo.

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Francisco Papa de todos os povos..

Lombardi: Francisco tocou os corações dos estadunidenses

Papa Francisco durante discurso ao Congresso dos EUA - AFP
Washington (RV) – “O Papa Francisco tocou realmente o coração de todos os presentes”: foi o que afirmou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, falando sobre o discurso do Pontífice ao Congresso dos Estados Unidos. As palavras do Padre Lombardi à Rádio Vaticano:
R. – “Fiquei impressionado: entrando na grande Sala dos Deputados, havia uma atmosfera de festa, de expectativa interessada e alegre. Portanto, as premissas eram muito boas. Afinal de contas, o Papa tinha sido convidado pelo Speaker da Câmara dos Deputados, sem nenhuma objeção por parte de qualquer membro do Congresso, então isso significa que é considerada uma pessoa interessante, importante, a ser ouvida, também nesta sede. E o discurso obteve plenamente a sua resposta às expectativas e o fato que houve tantos aplausos demonstrou não somente a cordialidade com a qual o Papa foi recebido, mas também o apreço pelas coisas que ele disse. O Papa foi capaz de chegar aos ouvintes de uma forma muito positiva, apresentando-se como filho de migrantes, elogiou, em muitos aspectos os valores tradicionais da nação estadunidense, e isso tocou realmente o coração de todos os presentes. Ele também fez apelos forte, importantes: contra a pena de morte, contra o comércio de armas; também pela proteção da vida… Então, eu diria que o Papa chegou ao coração com palavras que não eram somente um “captatio benevolentiae” ao povo estadunidense, mas uma verdadeira capacidade de valorização do que é positivo, precisamente para suscitar uma nova tomada de responsabilidade diante dos grandes problemas do mundo de hoje, aos quais, uma nação como os Estados Unidos pode dar uma contribuição extremamente importante.P. – A partir de uma sede tão prestigiosa, como o Congresso, ao Centro de Caridade de uma paróquia, em Washington, para visitar os pobres e sem-teto:

R.- Como sabemos, sempre nas viagens do Papa há este momento de encontro com os que sofrem ou com os desfavorecidos. Desta vez, ele visitou esta paróquia onde as atividades em favor dos sem-teto são muito bem organizadas. E, em seguida, saindo, não só deu a benção ao refeitório do local, mas também ao local onde foi oferecido um almoço aos imigrantes, pessoas pobres, organizado na praça em frente à igreja…, e em seguida, depois de ter dado a benção, ele quis passar por entre as mesas e por um tempo não tão breve, encontrou, cumprimentou, abençoou, abraçou – como ele sabe fazer – as pessoas, no meio de um entusiasmo indescritível… então, um momento muito bonito com as pessoas, que talvez nestes primeiros dias, estando em Washington com tantas medidas de segurança, até agora tinha sido um pouco limitado; embora não tenha faltado um momento de passagem com o papamóvel no meio da multidão após o encontro na Casa Branca.

P. – Momentos diferentes, mas sempre em continuidade, isto é, o Papa é a voz das pessoas mais pobres…

R. – Sim, claro. Em seu discurso ao Congresso a questão da solidariedade social, dos cuidados aos desfavorecidos, para que eles também possam encontra o desenvolvimento da dignidade de sua pessoa, este muito presente. Mas, de fato, o Papa não só diz palavras, mas também sabe fazer gestos que expressam muito bem a sua proximidade para com aqueles que são mais pobres do que outros. (SP)

Fonte: Radio Vaticano

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Evangelho: É melhor entrar na vida eterna…

Evangelho:  Mc 9,38-43.45.47-48  (26º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO B)

Naquele tempo: 38 João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue’. 
39 Jesus disse: ‘Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim.
40 Quem não é contra nós é a nosso favor. 
41 Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.
42 E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 

43 Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.
45 Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno.  
47 Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48 ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga”.

REZANDO E MEDITANDO O EVANGELHO DE HOJE

Bendito és Tu Senhor por toda obra da criação. Quando beleza nossos olhos podem contemplar todos os dias. Quanto amor sentimos e experimentamos ao longo de nossa vida e história. És Deus bondoso e amoroso, justo, santo e cheio de ternura por Tuas criaturas. Tudo fizeste na Tua infinita liberdade e amor. Ama a todos nós, porque somos obras de Tuas mãos. Em Ti e por Ti entendemos o amor. Obrigado, Senhor Deus, Pai amado, reconhecido em todo bem que se faz na terra e entre os homens. Louvado seja por toda bondade que vem de Ti e alcança a todos.

Senhor Jesus Cristo, Verbo encarnado do amor, Tua cruz e ressurreição derrotam todo o poder do mal. Que graça saber que a caridade é também o meio de defender as pessoas de forças maléficas e negativas, que causam dor e sofrimento  e opressão no mundo. Teu Amor, Senhor, é causa de livramento, cura e libertação dos poderes do mal. Ajuda-nos, Jesus, a fazer sempre o bem, inspirando-nos atos de acolhida, aproximação e encontro especialmente com que está mais a margem da vida, do amor, da verdade e da justiça, com grande criatividade. Dá-nos a graça de uma vida reta, da coerência entre o que cremos e vivemos. Livra-nos do escândalo da divisão entre as religiões, de uma vida sem testemunho do amor e da bondade do Teu sagrado coração.

Tu és livre e doce Espírito Santo de Deus, amor do e Pai do Filho. Suplicamos que nos fortaleça no nosso testemunho de fé e do amor de Deus entre nós. Protege-nos de toda tentação de manipular Deus segundo nossas conveniências, interesses e desejos pessoais. Tudo vem da Tua Imensa liberdade divina. Dá-nos escutar confiante Tuas moções em nossos corações. Unge-nos com Tua força e ternura, sabedoria e ciência, para falarmos de Deus com vigor, esperança e alegria. Não permita que nossas palavras cheias de fé e amor desqualificadas pela preconceito e arrogância religiosa, ciumes dos dons e trabalhos dos outros irmãos. 

 Santa Mãe de Deus, Maria Santíssima, Tua vida tem sido um serviço de amor, para o bem de todos. Tens integridade na resposta ao projeto de Deus que vence o mal, por Cristo, teu filho, nosso irmão. Pede ao Pai por nós, por nossas necessidades e fraquezas. Que não nos mutilemos no corpo, mas nos esforcemos para manter um coração indiviso, capaz de amar e fazer bem sempre. Por Ti, guardados, o mãe querida, veremos o amor e a bondade de Deus em todos os corações e mentes, atitudes e ações das pessoas, para glória do Reino de Cristo. Que saibamos reconhecer que que Deus age livremente, usa de todos meios, para além dos oficiais dos vários grupos religiosos, para fazer suscitar a fé, como fizeste contigo. Amém. Amém.Amém.

 

 

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Agenda da Semana

PALESTRA CEIA EUCARÍSTICA PARA O ECC

Sábado, dia 26/09. As 17h30. Paróquia Nossa Senhora da Paz. Londrina

MISSA COM A JUVENTUDE

Sábado, dia 26/09. As 19h30. Capela São Bonifácio. Cafezal I. Londrina

MISSA DO 26º DOMINGO COMUM

Domingo, dia 27/09. As 10 horas. Capela Cristo Rei. Bela Vista do Paraíso.

Domingo, dia 27/09. As 17h30. Capela São Francisco de Assis. Chácara Emaus. Londrina

MISSA TRÍDUO DO PADROEIRO

Sexta-feira, dia 02/10. Às 20 horas. Capela São Francisco. Parque das Industrias. Londrina

 

DEUS TE GUARDE E ABENÇOE, SEMPRE!

MARIA PASSA NA FRENTE.

AMÉM!!!

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o que destrói casamentos?

O que tem destruído tantos casais católicos ultimamente? A resposta é surpreendente

Foto referencial: Pixabay dominio público

 

 

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Dia mundial do Turismo. Mensagem do Papa

Cidade do Vaticano (RV) – O Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes publicou, nesta quinta-feira (02/07), a mensagem para o Dia Mundial do Turismo, celebrado  no dia 27.

O documento intitulado “Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades” destaca que o número de chegadas internacionais de turistas que era de um bilhão, em 2012, foi superado. Esse número continua aumentado e as previsões indicam que em 2030 se alcançará a nova meta de dois bilhões. A estes dados devem ser acrescentadas as cifras ainda mais altas ligadas ao turismo local.

A mensagem torna-se pública há poucos dias da apresentação da  Encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco, sobre o cuidado da Casa Comum.

“Estamos numa fase de mudança, na qual muda o modo de deslocar-se e, consequentemente, também a experiência da viagem. Quem se desloca para um país diferente do seu o faz com o desejo, mais ou menos consciente, de despertar a parte mais recôndita de si através do encontro, da partilha e do confronto”, frisa a missiva.

“Na última encíclica, Francisco nos convida a nos aproximarmos da natureza com “a abertura para a admiração e o encanto”, falando “a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo”. Eis a justa abordagem que deve ser adotada em relação aos lugares e aos povos visitados. É esta a estrada para aproveitar um bilhão de oportunidades e fazê-las frutificar ainda mais.”

Segundo a mensagem do organismo vaticano, “um bilhão de turistas, quando bem acolhidos, podem se transformar uma fonte importante de bem-estar e de desenvolvimento sustentável para todo o Planeta. A globalização do turismo leva, além disso, ao nascimento de um sentido cívico individual e coletivo. Cada viajante, ao adotar um critério mais correto para percorrer o mundo, torna-se parte ativa na tutela da Terra. O esforço de cada um, multiplicado por um bilhão se torna uma grande revolução”.

Fiel à sua missão e partindo da convicção de que “evangelizamos também quando procuramos enfrentar os diversos desafios que podem se apresentar”, a Igreja coopera para fazer do turismo um meio para o desenvolvimento dos povos, especialmente dos desfavorecidos, encaminhando projetos simples, mas eficazes.

Segundo a nota, o setor turístico pode ser uma oportunidade, melhor, um bilhão de oportunidades também para construir estradas de paz. O encontro, o intercâmbio e a compartilha favorecem a harmonia e a concórdia. (MJ)

Confira a Nota na ìntegra

 

Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades”

1. Era 2012 quando a barreira simbólica de mil milhões de chegadas turísticas internacionais foi superada. E os números, agora, continuam a aumentar de tal modo que as previsões estimam que em 2030 se alcançará a nova meta de dois bilhões. A estes dados devem acrescentar-se cifras ainda mais altas ligadas ao turismo local.

Para o Dia Mundial do Turismo queremos concentrar-nos sobre as oportunidades e os desafios lançados por estas estatísticas e por isto faremos nosso o tema que a Organização Mundial do Turismo propõe: “Um bilhão de turistas,um bilhão de oportunidades”.

Este crescimento lança um desafio a todos os setores envolvidos neste fenômeno global: turistas, empresas, governos e comunidades locais. E, certamente, também à Igreja. Um bilhão de turistas deve necessariamente ser considerado sobretudo no seu um bilhão de oportunidades.

A presente mensagem torna-se pública há poucos dias da apresentação da encíclica Laudato si’ do Papa Francisco, sobre o cuidado da casa comum.

1. É um texto que devemos ter em forte consideração porque oferece importantes linhas diretrizes a seguir na nossa atenção ao mundo do turismo.

2. Estamos numa fase de mudança, na qual muda o modo de deslocar-se e, consequentemente, também a experiência da viagem. Quem se desloca para um país diferente do seu, fá-lo com o desejo, mais ou menos consciente, de despertar a parte mais recôndita de si através do encontro, da compartilha e do confronto. O turista está sempre mais à procura de um contato direto com o diverso na sua extraordinariedade.

Já se atenuou o conceito clássico de “turista”, ao passo que se reforçou o de “viajante”, ou seja, daquele que não se limita a visitar um lugar, mas, de alguma forma, torna-se dele parte integrante. Nasceu o “cidadão do mundo”. Não mais ver, mas pertencer, não curiosar, mas viver, não mais analisar, mas aderir. Não sem o repeito do que ou de quem se encontra.

Na última encíclica, Papa Francisco convida-nos a nos aproximarmos da natureza com “a abertura para a admiração e o encanto”, falando “a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo” (Laudato si’, n. 11). Eis a justa abordagem a adotar em relação aos lugares e aos povos visitados. É esta a estrada para aproveitar um bilhão de oportunidades e fazê-las frutificar mais ainda.

3. As empresas do setor são as primeiras que se devem engajar na realização do bem comum. A responsabilidade das empresas é grande, também no campo turístico, e para conseguirem desfrutar o um bilhão de oportunidades é necessário que disto estejam conscientes. Objetivo final não deve ser tanto o lucro, mas a oferta ao viageiro de estradas percorríveis para alcançar aquela experiência vital de que está à procura. E isto as empresas devem fazê-lo no respeito a pessoas e ambiente. É importante não perder a consciência das feições. Os turistas não podem reduzir-se apenas a uma estatística ou a uma fonte de recursos. É necessário colocar em ação formas de business turístico com e para as pessoas, investindo nas pessoas individualmente concebidas e na sustentabilidade, de modo a oferecer também oportunidades de trabalho no respeito à casa comum.

4. Ao mesmo tempo, os Governos devem garantir o respeito às leis e adotar novas, apropriadas à tutela da dignidade das pessoas, das comunidades e do território. É indispensável uma atitude decisiva. Também no âmbito turístico, as autoridades civis dos diversos Países devem pensar em estratégias compartilhadas para criar redes socioeconômicas globalizadas a favor de comunidades locais e viajantes, de modo a desfrutar positivamente o um bilhão de oportunidades que a interação oferece.

5. Nesta ótica, também as comunidades locais são chamadas a abrir os seus confins ao acolhimento de quem chega de outros Países, movido pela sede de conhecimento. Ocasião única para o enriquecimento recíproco e o crescimento comum. Dar hospitalidade permite fazer frutificar as potencialidades ambientais, sociais e culturais, criar novos empregos, desenvolver a identidade própria e valorizar o território. Um bilhão de oportunidades para o progresso, principalmente para aqueles Países em via de desenvolvimento. Incrementar o turismo e, de modo especial, nas suas formas mais responsáveis permite encaminhar-se para o futuro fortes da própria especificidade, história e cultura. Gerar renda e promover o patrimônio específico permite despertar aquele sentido de orgulho e de auto-estima úteis a fortalecer a dignidade das comunidades hospedeiras, estando, no entanto, sempre atentos a não trair território, tradições e identidade em favor dos turistas.2 É nas comunidades locais que “é possível gerar uma maior responsabilidade, um forte sentido de comunidade, uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra, tal como se pensa naquilo que se deixa aos filhos e netos” (Laudato si’, n. 179).

6. Um bilhão de turistas, quando bem acolhidos, podem transformar-se em fonte importante de bem-estar e de desenvolvimento sustentável para todo o Planeta. A globalização do turismo leva, além disto, ao nascimento de um sentido cívico individual e coletivo. Cada viajante, ao adotar um critério mais correto para percorrer o mundo, torna-se parte ativa na tutela da Terra. O esforço de cada um, multiplicado por um bilhão, torna-se uma grande revolução.

Na viagem esconde-se também um desejo de autenticidade que se concretizza na forma imediata das relações, no deixar-se envolver pelas comunidades visitadas. Nasce a necessidade de afastar-se do mundo virtual, tão capaz de criar distâncias e conhecimentos impessoais, e de redescobrir a genuinidade do encontro com o outro. E a economia da compartilha tem a capacidade de tecer uma rede mediante a qual se incrementam humanidade e fraternidade capazes de gerar um intercâmbio equitativo de bens e de serviços.

7. O turismo representa um bilhão de oportunidades também para a missão evangelizadora da Igreja. “Não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração” (Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, n. 1). É importante, em primeiro lugar, que acompanhe os católicos com poropostas litúrgicas e formativas. Deve também iluminar os que, na experiência da viagem, abrem o seu coração e se questionam, realizando, assim, um verdadeiro primeiro anúncio do Evangelho. É indispensável que a Igreja saia e se faça próxima aos viageiros para oferecer uma resposta apropriada e pessoal a sua busca interior; ao abrir o coração ao outro, a Igreja torna possível um encontro mais autêntico com Deus. Com esta finalidade dever-se-ia aprofundar o acolhimento por parte das comunidades paroquiais e a formação religiosa do pessoal turístico.

Tarefa da Igreja é também a de educar a viver o tempo livre. O Santo Padre lembra-nos que “a espiritualidade cristã integra o valor do repouso e da festa. O ser humano tende a reduzir o descanso contemplativo ao âmbito do estéril e do inútil, esquecendo que deste modo se tira à obra realizada o mais importante: o seu significado. Na nossa atividade, somos chamados a incluir uma dimensão receptiva e gratuita, o que é diferente da simples inatividade” (Laudato si’, n. 237).

Não dever-se-ia, ainda, esquecer a convocação feita pelo Papa Francisco a celebrar o Ano Santo da Misericórdia.3 Devemos questionar-nos sobre como a pastoral do turismo e das peregrinações pode ser um âmbito para “experimentar o amor de Deus que consola, que perdoa e dá esperança” (Misericordiae vultus, n. 3). Sinal peculiar deste tempo jubilar será, sem dúvida, a paregrinação (cf. Misericordiae vultus, n. 14).

Fiel à sua missão e partindo da convicção de que “evangelizamos também quando procuramos enfrentar os diversos desafios que podem apresentar-se”,4 a Igreja coopera para fazer do turismo um meio para o desenvolvimento dos povos, especialmente dos mais desfavorecidos, encaminhando projetos simples, mas eficazes. A Igreja e as instituições devem, no entanto, ser sempre vigilantes a fim de evitar que um bilhão de oportunidades se tornem um bilhão de riscos, cooperando na salvaguarda da dignidade pessoal, dos direitos do trabalho, da identidade cultural, do respeito ao ambiente, etc.

8. Um bilhão de oportunidades também para o ambiente. “Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus” (Laudato si’, n. 84). Entre turismo e ambiente há uma íntima interdependência. O setor turístico, aproveitando as riquezas naturais e culturais, pode promover a sua conservação e, paradoxalmente, a sua destruição. Nesta relação, a encíclica Laudato si’ apresenta-se como boa companheira de viagem.

Muitas vezes fingimos não ver o problema. “Este comportamento evasivo serve-nos para mantermos os nossos estilos de vida, de produção e consumo” (Laudato si’, n. 59). Agindo não como senhor, mas como “administrador responsável” (Laudato si’, n. 116), cada um tem as suas obrigações que se devem concretizar em ações precisas, que vão de uma legislação específica e coordenada até a simples gestos quotidianos,5 passando por programas educativos apropriados e projetos turísticos sustentáveis e respeitosos. Tudo tem a sua importância.6 Mas é necessário, e certamente mais importante, também uma mudança nos estilos de vida e nas atitudes. “A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de se alegrar com pouco” (Laudato si’, n. 222).

9. O setor turístico pode ser uma oportunidade, melhor, um bilhão de oportunidades também para construir estradas de paz. O encontro, o intercâmbio e a compartilha favorecem a harmonia e a concórdia.

Um bilhão de ocasiões para transformar a viagem em experiência existencial. Um bilhão de oportunidades para nos tornarmos artífices de um mundo melhor, conscientes da riqueza carregada na mala de cada viageiro. Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades para nos tornarmos “os instrumentos de Deus Pai para que o nosso planeta seja o que Ele sonhou ao criá-lo e corresponda ao seu projeto de paz, beleza e plenitude” (Laudato si’, n. 53).

Cidade do Vaticano, 24 de junho de 2015.

Antonio Maria Card. Vegliò
Presidente

+ Joseph Kalathiparambil
Secretário

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