Mês: novembro 2015



Audiências de Custódia freiam encarceramento em massa

Audiências de custódia revertem tendência de encarceramento no país

O Brasil tem, hoje, 250 mil detentos provisórios aguardando julgamento, segundo levantamento feito pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ). Esse montante representa 41% do contingente nacional e faz com que o déficit nas prisões seja de 107 mil vagas.

Atualmente, os estados cuja população carcerária é composta em sua maioria por presos à espera de julgamento são, proporcionalmente, Sergipe (73%), Maranhão (66%), Bahia (65%), Piauí (64%), Pernambuco (59%), Amazonas (57%), Minas Gerais (53%), Mato Grosso (53%), Roraima (50%) e Ceará (50%). Nas prisões desses estados, 79,7 mil pessoas aguardam julgamento.

Consta no levantamento do Depen/MJ que, antes da implantação das audiências de custódia, o cenário de superlotação do sistema prisional brasileiro apresentava tendência a se manter. Por exemplo, nos primeiros seis meses de 2014, o número de pessoas que entraram nas prisões do país foi 37 mil superior à quantidade de presos que saíram.

Na Bahia, por exemplo, segundo o mapa de implantação da Audiência de Custódia no Brasil, dois em cada três detentos ainda não foram julgados. Porém, entre os dez estados com mais presos sem julgamento, a justiça baiana foi a que mais concedeu liberdades provisórias, proporcionalmente.

Desde o fim de agosto, quando o projeto foi implantado no estado, 297 pessoas, que representam 68% dos flagrantes apresentados, foram liberadas pela Justiça do estado. Em muitos casos foi imposto o cumprimento de alguma medida cautelar, como o uso de tornozeleira eletrônica, por exemplo.

Já em Pernambuco, a taxa de ocupação dos presídios chega a 265%, ou seja, o total de presos é quase quatro vezes superior ao número de vagas disponíveis. Desse modo, os 18,6 mil presos provisórios dividem espaço onde caberiam apenas 4,9 mil pessoas. Desde 14 de agosto, data de início do projeto no estado, a Justiça concedeu 212 liberdades provisórias nas audiências de custódia promovidas.

No Amazonas, estado com quadro de superlotação semelhante ao de Pernambuco, com presídios ocupados em 220%, 101 pessoas foram liberadas em audiências de custódia. No Ceará, além do excesso de presos provisórios – 9,5 mil pessoas ou 50% da população prisional do estado – outro problema que prejudica os detentos é o tempo de espera até a decisão de mérito.

Segundo as unidades prisionais que prestaram informações ao Depen/MJ, 99% dos presos provisórios ainda não foram levados a julgamento, mesmo depois de passados 90 dias da detenção. O percentual também é superior a 62% nos estados do Mato Grosso, do Amazonas, da Bahia e de Pernambuco.

Embora sejam estados com população carcerária menor, Sergipe e Maranhão são recordistas em proporção de provisórios nas suas unidades prisionais – 73% e 66%, respectivamente. Um problema adicional é a tendência de aumento do número total de presos.

Segundo o Depen/MJ, a quantidade de pessoas que entraram nas prisões dos dois estados no primeiro semestre de 2014 é pelo menos 50% superior à quantidade de pessoas que deixam o sistema carcerário no mesmo período. Com as audiências de custódia, a liberdade provisória foi concedida a 52,8% dos acusados apresentados em Sergipe e 49,5% dos presos em flagrante no Maranhão. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, novembro 2015
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Pequeno Príncipe hoje….

O que o Pequeno Príncipe queria lhe dizer quando você crescesse

Tão envolvidos pela rotina e correria do dia a dia, podemos esquecer dos anseios mais profundos do coração
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Antoine de Saint Exupery-PD

“O Pequeno Príncipe” é a obra mais famosa do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro foi publicado em abril de 1943.

É considerado um livro infantil pela forma como foi escrito, mas na verdade são tratados temas profundos, como o sentido da vida, a solidão, a amizade, o amor e a perda – todas estas realidades profundas sobre a vida e a natureza humana.

Eu gostaria de falar brevemente sobre a dimensão do sentido da vida. A própria essência do livro – que busca descobrir esse sentido da vida – encontra-se refletida no segredo que a raposa revela ao Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Quando a pessoa entra em sintonia com o próprio coração, descobre em seu interior anseios que não podem ser saciados com as superficialidades do mundo.

O que é visível no mundo não mostra o essencial de que nosso coração precisa. Nosso coração tem um anseio, um impulso por descobrir respostas para as perguntas mais fundamentais da existência.

O Pequeno Príncipe, de maneira muito “infantil”, começa uma busca que o leva a visitar outros planetas. “Quanto mais conhece a realidade do mundo e mais conhece a si mesmo, percebe como mais urgente o interrogante sobre o sentido das coisas e sobre sua própria existência” (Fides et Ratio, 1).

É um caminho existencial que busca o conhecimento de si mesmo. Esse caminho do “conhece-te a ti mesmo”, que é uma exortação esculpida no templo de Delfos, nos leva às perguntas humanas de fundo: “Quem sou eu? De onde venho e para onde vou? O que existirá depois desta vida?” (Fides et Ratio, 1).

A pessoa precisa descobrir “como é questionada pela vida; só ela pode encontrar e ser responsável pela sua própria existência” (Victor Frankl, “O homem em busca de sentido”). Os adultos estão tão presos à rotina ativista, que se esquecem dos anseios mais profundos do coração.

A experiência do deserto, na qual se encontra encalhado o piloto, o leva a sintonizar e descobrir essas perguntas fundamentais das quais ninguém pode escapar. Às vezes é preciso estar em uma situação extrema como essa para enfrentar tais interrogantes.

Quantas vezes fugimos da reflexão sobre o sentido da vida?

É muito mais fácil viver na superficialidade das nossas existências. Encontrar soluções para nossos interrogantes mais profundos pode nos levar a assumir posturas diante da vida que nos façam sair da nossa “inércia confortável”.

Estas perguntas e respostas fundamentais só podem ser vistas com o coração. Enquanto os adultos prestam atenção nas aparências, como aconteceu com o astrônomo, a raposa o introduz no conhecimento cordial que transcende o evidente para aferrar-se ao essencial, ao verdadeiramente importante.

Na medida em que a pessoa entra em sintonia com seu interior, consegue dar um novo sentido a toda a realidade, a toda a sua vida, e engrandece o coração. Pouco a pouco, começa a ser responsável pela própria vida.

O importante, então, é ser fiel a estas inquietudes profundas que moram em nosso coração.

Este contínuo estar acordado constitui o centro da virtude fundamental que chamamos de “consciência da responsabilidade”.

Esta responsabilidade diante dos nossos dinamismos interiores é muito diferente da responsável rotina que a mãe da menina lhe impõe, no filme, com o fim de poder entrar na prestigiosa instituição educativa.

Não permita que a rotina da vida lhe faça esquecer do que é invisível aos olhos.

 

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Orai e Vigiai… a libertação está próxima

Evangelho: Lc 21,25-28.34-36 – 1 DOMINGO ADVENTO: ANO C

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».

 ORAÇÃO DA PALAVRA

Senhor, aproxima-se a Festa do Natal, grande mistério da Encarnação de Teu amado Filho no mundo.  Enchemo-nos de júbilo e esperança porque vemos a Tua Mão poderosa nos conduzindo. Obrigado, oh Pai, por nos dar celebrar o amor e a misericórdia em todo Natal, com mais brilho, intensidade e entusiasmo.

Pedimos que o Advento que vamos iniciar hoje seja o Tempo da Tua graça em nossas vidas. Renova-nos no Teu amor, restaura-nos na Tua força. Refaça-nos na fé, para que Jesus renasça mais belo, esplendoroso em nossos corações. Sim, Senhor, vem fazer morada em nós, transforma-nos em Teu presépio, em Tua casa.  Espírito Santo ajude-nos a fazer desse Advento  via de conversão e amadurecimento de fé, no seguimento de Cristo. Que sejamos templo vivos, onde Senhor pode sempre encontrar abrigo.

Maria, Mãe do Verbo. Esperaste o nascimento de Teu Filho, nosso Senhor. Dele cuidaste com muito amor e carinho de mãe.  Pedimos que nos ajude a esperar não apenas o Natal, com uma boa profunda preparação para celebração, com confissão e gestos de solidariedade, e mais oração. Roga por nós para que sejamos testemunhas de Cristo já encarnado, nascido, Deus salvador, e assim sermos dignos no Reino, no último dia, quando Ele voltar revestido de glória e poder. A Cristo Jesus, toda honra e toda glória. Amém.

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Agenda Semanal

Sábado, dia 28/11

MISSA SERTANEJA. Às 19h30. Capela Nossa Senhora das Graças.Conjunto EucaliptusLondrina. 

Domingo, dia 29/11

MISSA 1º DOMINGO ADVENTO. As 19h30. Paróquia São Lourenço. Conjunto São Lourenço. Londrina

 Nessa semana de 29/11 a 06/12 estarei fora de Londrina, cuidando da alma e do espírito. Rezem por mim.

MARIA PASSA NA FRENTE! 
DEUS TE ABENÇOE!

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Prisão de São Pedro revela história antiga do Cristianismo

Os achados no cárcere de São Pedro

Restauração arqueológica do “Cárcere de São Pedro” em Roma trouxe revelações além de toda expectativa sobre São Pedro e a antiguidade pagã.

Isto é, a escadaria que saindo do Foro era percorrida pelos condenados a morte. O nome vem do verbo “gemer” = a escadaria dos gemidos.

Naquela escadaria também eram expostos os cadáveres dos justiçados e que depois eram jogados no rio Tibre.

O sinistro cárcere está composto por dois andares de desenho vagamente circular, um sobre o outro.

O andar inferior, dito Tullianum, teria sido feito por Servio Tullio, sexto rei de Roma (578-534 a.C.). superior, ou“Carcere Mamertino”propriamente dito, foi cavado pelo quarto rei de Roma Anco Marcio (640-616 a.C.).

Ali se encontra a fonte de São Pedro.

Os trabalhos arqueológicos confirmaram se tratar de um verdadeiro manancial que não está ligado a conduto nenhum.

Segundo a Dra. Patrizia Fortini que dirige os trabalhos de restauração empreendidos a partir de 1985, segundo noticiou o jornal italiano La Repubblica, a “fonte está ativa até hoje e somente com bombas consegue-se impedir que alague todo o ambiente”, acrescentou.

Esse andar inferior foi cárcere até que no ano 314 o papa São Silvestre I (270-335) o transformou em local de culto com o título de San Pietro in Carcere.Também no andar inferior foram exumados restos de sacrifícios pagãos dos séculos VI a III a. C., provavelmente oferecidos pelos insignes prisioneiros a seus falsos deuses que, aliás, não os tiraram da desgraça.

Por sinal, San Silvestre foi o primeiro sucessor de São Pedro a cingir a tiara, símbolo também da realeza do Papa sobre a cidade de Roma e dos Estados Pontifícios.

Entre os afrescos agora desvendados figura o de Cristo apoiando sua mão esquerda sobre o ombro de São Pedro enquanto este com expressão sorridente levanta a mão direita para abençoar (foto).

A imagem do Príncipe dos Apóstolos que sorri triunfante sobre a brutalidade pagã jamais tinha sido vista em outros locais.

A pintura também transparece o comprazimento de Cristo transmitindo seus poderes a Pedro e seus sucessores.

A barba de São Pedro é representada como espuma branca e suas vestimentas exibem cor ocre por uma degradação da cor azul original.
Um grande manto vermelho e uma pequena mão fazem pensar na“Madonna della Misericordia”,testemunho da devoção a Nossa Senhora nos tempos medievais.Também pode se perceber netamente uma coroa, parte de um afresco da coroação de Nossa Senhora.

Em outras cenas, malgrado o estrago irreparável do tempo, podem se distinguir torres e muralhas da Roma medieval, inclusive da praça do Campidoglio, provavelmente feitas entre os anos 1100 e 1300.

O fragmento mais antigo é do século VIII-IX, está no “Tullianum”, e representa a mão de Deus Pai sobre um retângulo branco.

A mão de Deus que conduziu São Pedro e seus sucessores à vitória sobre a Roma pagã é a mesma mão que guia a marcha invicta da Igreja contra todos seus adversários até a consumação dos séculos.

Vídeo: O cárcere de São Pedro em Roma

Fonte: Aleteia
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Entrevista com Dom Ervwin

Dom Erwin Krautler: “É hora de os pobres se sentirem em casa”

Dom Erwin Krautler é bispo da maior diocese do Brasil: a Prelazia do Xingu – RV
Cidade do Vaticano (RV) – Dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA) foi um dos hóspedes de uma coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira, na sede da Rádio Vaticano. O encontro serviu de apresentação de uma série de eventos que vão celebrar em Roma os 50 anos do Pacto das Catacumbas.O que é o pacto?

Em 16 de novembro de 1965, poucos dias após o encerramento do Concílio Vaticano II, 42 bispos assinaram um documento, que sucessivamente foi assinado por mais 500, para ressaltar na Igreja que se estava renovando a opção pelos pobres e por um estilo de vida sóbrio. Quase cinquenta anos depois, o Papa Francisco assumiu como programa de seu Pontificado: “por uma Igreja pobre e para os pobres”.

Dom Erwin: Igreja advogada dos pobres

O Programa Brasileiro conversou com Dom Erwin. Nós lhe perguntamos em que contexto ele viveu o Concílio e a assinatura do Pacto das Catacumbas. Ouça aqui:

“Fui ordenado padre em 3 de julho de 1980 em Salzburg, na Áustria. No dia 2 de novembro, me despedi de minha família e segui para o Brasil. Pisei em terras brasileiras em 18 de novembro, na ‘décima hora’, como diz o Evangelho de São João. Nunca me esqueci… em São Luís do Maranhão”.

“O pacto havia sido assinado 2 dias antes. Eu não soube logo, eu era padre novo, mas um dia eu descobri, não me lembro quando, mas como padre, eu já achei que ‘era isso’. Depois virei bispo, sem culpa nem merecimento. Hoje, 12 de novembro, é o dia em que minha nomeação foi proclamada aqui no Vaticano, em 1965. Me lembro perfeitamente, é claro, foi um choque…”.

“Eu entendi que os bispos tinham muita coragem, porque naquele tempo havia uma ideia do bispo como um ‘príncipe’, muito medieval. Havia bispos brasileiros, 6 dos quais eu conheci pessoalmente, admirei e admiro até hoje. O único que sobrevive é Dom José Maria Pires. Então eu acho que este é o caminho. Eu nunca havia ouvido falar em nenhuma assembleia sobre o Pacto”.

Por que a Igreja sente a necessidade de recordar os 50 anos do pacto hoje? Não se pensava na Igreja ‘pobre para os pobres’ antes?

“A Igreja é advogada dos pobres, deve ser casa dos pobres, e isto o nosso Documento de Aparecida de 2007 escreve preto no branco. Eu tenho minhas dúvidas a respeito do termo ‘opção’. A palavra ‘opção’ é complicada porque seu estou ‘optando’ pelos pobres, eu me torno ‘do lado de cá’ e os pobres são objeto. O que acho é que está na hora de os pobres se sentirem ‘em casa’; não que a Igreja, do lado de cá, olhe com carinho e solidariedade aos pobres.. mas que se torne – como o Papa quer – a Igreja dos pobres, aonde ninguém exclui ninguém. Para isso, a Igreja – e toda a estrutura e também toda a nossa maneira de exercer nossas funções – tem que ser um pouco mais simples. Aliás, não um pouco mais… temos que largar este negócio que lembra os príncipes, a Idade Média, etc. e tal… Nós temos que fincar os pés no chão concreto da realidade de hoje… (a Igreja) tem que encontrar o povo do jeito com ele é, não posso chegar com aquilo que talvez era interessante no tempo da ‘belle époque’… hoje em dia a simplicidade, a vizinhança, a proximidade, a linguagem são importantes, e nós estamos muito aquém disso”.

Fonte Rádio Vaticano
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Brasileiros pedem Ano do Laicato

CNLB pediu ao papa proclamação do Ano do Laicato

A presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Marilza José Lopes Schuina, foi recebida pelo papa Francisco no mês passado. Na ocasião, entregou ao pontífice uma carta do organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O documento apresentava as atividades realizadas e continha um pedido para que em 2018 fosse proclamado o Ano do Laicato.De acordo com texto, a motivação para a ocorrência do Jubileu estaria relacionada às comemorações dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, encerrado em 1965, “e sua maravilhosa teologia sobre o laicato”, e os 30 anos da Exortação Apostólica de são João Paulo II “Christifideles Laici – sobre a Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo”.“O Conselho Nacional do Laicato do Brasil, fundado em 1975, é um Organismo de comunhão eclesial, que representa, organiza e articula o laicato do Brasil para o cumprimento de sua vocação e missão na Igreja, mas, sobretudo, na sua presença evangelizadora na sociedade”, resume o texto em relação à atuação do Conselho.Na mensagem ao papa, os integrantes do CNLB manifestam apoio às reformas que Francisco está promovendo na Cúria Romana. “Estamos em plena unidade de ação e oração para que a reforma da Cúria Romana se torne sinal de recuperação do caminhar com os padres conciliares que nos ofereceram as riquezas do Concílio Vaticano II sob o empenho pastoral do nosso querido são João XXIII e do beato papa Paulo VI”, diz o texto.

Ainda na carta, além do pedido de proclamação do Ano do Laicato, que já tem previsão de acontecer no Brasil a partir da solenidade de Cristo Rei de 2017 até a mesma festa do ano seguinte, os representantes do CNLB solicitaram um encontro com o papa durante sua visita ao Brasil, que deve acontecer em 2017, por ocasião das celebrações do Jubileu dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O momento de preparação para um possível documento sobre “Os Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” – texto que será apreciado como assunto principal da 54ª Assembleia Geral da CNBB, em 2016 – também foi partilhado com o pontífice.

“Derrame sobre o laicato do Brasil, que neste momento reflete com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil um novo documento (em fase de estudo) sobre a vocação laical”, roga.

Durante a última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, o vice-presidente do CNLB, Laudelino Augusto Azevedo, informou aos bispos presentes na reunião sobre o encontro de Marilza Schuina com o papa Francisco.

Fonte: CNBB
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Porque não privatizar penitenciárias

 Professores e acadêmicos manifestam rejeição PLS 513/2011

nota_repudioEstá prevista para a quarta-feira, 18 de novembro, a votação na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, o Projeto de Lei do Senado n.º 513/2011, que pretende regulamentar a privatização do sistema carcerário brasileiro, por meio das Parcerias Público Privadas, transformando mais de 600 mil pessoas privadas de liberdade em mercadoria, e aprofundando ainda mais o atual quadro de encarceramento em massa.

O projeto, incluído na “Agenda Brasil” do Senado, será votado terminativamente pela Comissão, sem qualquer momento público de debate com a população, organizações da sociedade, profissionais e estudiosos da área, e sem sequer passar pelo plenário da Casa, num ritmo de tramitação incompatível com a magnitude do tema e seus impactos para o Estado Democrático de Direito.

Diante deste quadro, proeminentes acadêmicos, pesquisadores, professores e profissionais do Sistema de Justiça, assinaram Nota Técnica (veja os anexos), pedindo a urgente rejeição do PLS n.º 513/2011, reforçando o pleito de mais de 40 organizações e movimentos que já haviam se posicionado contrariamente ao projeto, e cuja manifestação também segue para conhecimento

A Pastoral Carcerária junto a outras entidades espera que haja a rejeição da proposta legislativa em tela, ou, ao menos, que seja postergada sua votação para a realização de consultas e audiências públicas, como imperativo de democracia e respeito ao interesse público.

 

NOTA DE REPÚDIO AO PLS 513/2011

NOTA DOS PROFESSORES E ACADÊMICOS

 

Fonte: Pastoral Carcerária Nacional
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Ser família mais plena e sadia. Dicas do papa

Papa Francisco: como não ser uma família “pouco família”

Papa dá orientações sobre como melhorar o convívio em casa e ser uma família plena.

O convívio, a partilha dos bens da vida, explicou Francisco, é uma característica das relações familiares.

A família reunida ao redor da mesa é um símbolo, um ícone, desta experiência fundamental.

“Uma família que quase nunca faz junta as refeições, ou que à mesa não fala, mas assiste à televisão, ou olha o celular, é uma família ‘pouco família’. “Significa que há algum problema.” “É o silêncio do egoísmo”, disse.

Neste sentido, recordou o Pontífice, o Cristianismo possui uma vocação especial a esta índole convivial. Jesus, além ensinar quando se encontrava à mesa, também usava esta imagem para falar do Reino de Deus; aliás, foi na mesa da última Ceia que Ele nos deixou a Eucaristia como testamento do seu Sacrifício na Cruz.

Nos dias de hoje, em que vemos as famílias sempre menos reunidas, advertiu o Papa, a passagem da mesa da família à mesa da Eucaristia é ainda mais importante. Na Missa, o Senhor oferece o seu Corpo e Sangue para todos, fazendo que a própria experiência do convívio familiar se abra a uma experiência de uma convivência universal: assim a família cristã mostra o seu verdadeiro horizonte, que é o da Igreja, Mãe de todos os homens, onde não existem excluídos nem abandonados.

Até ontem, recordou, bastava uma única mãe para cuidar das crianças no pátio, porque os filhos eram considerados um bem de toda a comunidade.

Hoje, acrescentou o Pontífice, muitos contextos sociais põem obstáculos ao convívio familiar. “Devemos encontrar o modo para recuperá-lo”, pois “parece que se tornou uma coisa que se compra e vende”, disse o Papa.

“Rezemos para que este convívio familiar possa crescer e amadurecer no tempo de graça do próximo Jubileu da Misericórdia”, concluiu Francisco.

Fonte: Aleteia
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Violência gerada pelo sistema carcerário

 Sistema Carcerário gera mais violência dentro e fora das prisões, dizem pesquisadores

Interna_violenciaA situação das prisões na América Latina, em geral, tende a se agravar em função do uso indiscriminado do recurso do cárcere, afirma Gustavo Plat, integrante do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), da Argentina.

Em 2 de outubro, ele participou I Seminário Internacional de Pesquisa em Prisão, realizado em São Paulo, no marco dos 23 anos do Massacre do Carandiru.

Segundo Gustavo, o recurso do cárcere tem sido amplamente utilizado por meio de prisões preventivas ou de reformas legais, que visam a aumentar as penas, o que reflete em uma maior violência também no âmbito de trabalho, desempenho e de desenvolvimento social, estendendo-se às comunidades e famílias. De acordo com ele, Cuba e Brasil são os países que apresentam as taxas mais elevadas de presos por grupos de 100 mil habitantes na região.

“O principal desafio é como exibir os efeitos nocivos dessa política e como intervir de uma maneira que tenha incidência para mudar o rumo desses critérios que, definitivamente, não conduzem a nada de bom, só geram mais violência, dentro e fora da prisão. Então, o desafio passa por como demonstrar ou como persuadir atores políticos ou atores sociais sobre a inconveniência dessa política”, analisou.

Para Camila Nunes Dias, professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), mesmo com um sistema carcerário caótico e desastroso, “as autoridades brasileiras não se sentem constrangidas a darem uma explicação. Um exemplo disso é o Massacre do Carandiru e a população que apoia essa violência prisional”, lamentou.

Fonte: Adital

 

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