Mês: janeiro 2016



Somos também enviados como profetas…

https://www.youtube.com/watch?v=cd_4dPHB0zc

Evangelho Lc 4,21-30 – 4º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO C

Naquele tempo, estando Jesus na sinagoga, começou a dizer: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”

Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.

Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

ORAÇÃO PARA O EVANGELHO DE HOJE

Hoje Senhor Deus Pai, celebramos Teu amor pela humanidade. Tu és Deus fiel. Sempre nos envolve com Tua ternura, trata-nos com muita misericórdia. Não nos abandona ao poder do mal e da sorte do mundo. Estás sempre conosco, ao nosso lado, caminhando em nossa história e vida. Como Pai que és, dirige-nos uma Palavra de fé, esperança e alegria e paz, seja através dos fatos e acontecimentos, seja pela boca dos profetas. Obrigado, Senhor Deus, pela Aliança de vida e salvação que fizestes conosco, e sempre a cumpre fielmente. Louvado seja o Teu nome. 

Tu és, a profecia do Pai, oh Senhor Jesus. Verbo encarnado, Palavra que dá vida, que salva, suscita a fé e nos move para conversão. Em Ti, Senhor, e por Ti, a Deus Pai fala conosco e permanece para sempre ao nosso lado, no meio de nós. Jesus, Filho amado do Pai, Te adoramos e acolhemos em nossa fé. Cremos em Ti, esperamos em Ti. Nossa vida e salvação. Tua Palavra soa forte em nossos ouvidos e corações,  nos envolve e abraça com muita ternura, dá-nos sempre a graça de Te ouvir com nosso interior e Te proclamar com nossos testemunho de um vida cheia de santidade. Jesus, profeta dos profetas, suplicamos a graça de sermos  Teus profetas, para falar do Teu amor, viver do Teu Amor, que chega a todas as pessoas.

Santo Espírito, Tua unção consagra tudo ao Deus de bondade e misericórdia, torna tudo santo para santidade do mundo e das pessoas. Vem sobre nós, todos nós, com Tua graça e poder. Unge-nos, em nome de Jesus, profetas de Deus para nosso Tempo. Tira de nossos corações todo medo, preguiça, receio; faz brotar a coragem para enfrentar as intempéries da missão e da evangelização. Cura-nos, Espírito Santo, de toda tibieza, má inclinação, autoritarismo. Torna-nos, Te suplicamos, profetas firmes e dóceis para falar do amor e da verdade que vem do alto, do céu, de Deus, cuja mensagem seja fiel a Palavra, ao Projeto de Salvação do Pai. Preparam-nos também para doarmos nossa vida, se necessário for.  Vem Espírito Santo. Aleluia

Santa Maria, a primeira que anunciou, mostrou Cristo ao mundo, fica conosco. Tu és a profetiza do Pai, de Deus. Por conhecemos o Amor,  Palavra, Jesus, nossa luz e luz do mundo. Roga por nós para que sejamos como tu, simples anunciadores do Projeto de Salvação, alegres profetas do amor de Deus. Livra-nos das vaidades e orgulho. Ajuda-nos a entender que nossa pregação deve ser com a vida, e que tudo que vamos é para Deus, para agradar ao Teu Filho, e não para suscitar admiração pessoal, gerar dividendos financeiros ou políticos. Proteja-nos, oh Mãe, querida, das ciladas do inimigo, das tentações e das seduções do mundo. Colocamos nossa vida, fé  e missão sobre teu olhar cuidadoso de mãe, para honrar o nome de Jesus. Maria passa a Frente. Amém. Amém. Amém.

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Curiosidades da Igreja Católica

8 curiosidades sobre a Igreja católica

Do Big Bang a mulheres doutoras da Igreja, passando por papas hereges e vestes litúrgicas

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CC William Pearce

1. Dos 35 Doutores da Igreja, 4 são mulheres. Isto pode até não impressionar você, mas repare que, por exemplo, dos 43 presidentes dos Estados Unidos, tidos como o país que mais propaga a democracia e a igualdade no mundo, zero foram mulheres! De todos os Doutores da Igreja, a mais “recente” é uma mulher: uma freira do século XIX, época em que a maioria das faculdades nem sequer admitia mulheres. Mesmo assim, há muitos “pregadores laicos” que não se cansam de acusar a Igreja católica de “odiar as mulheres”.

2. Todas as vestes litúrgicas dos sacerdotes católicos têm um significado específico. É por isso que, para citar um exemplo, a casula, que simboliza o amor, é usada por cima da estola, que simboliza a autoridade. Afinal, “por cima de tudo, o amor” (cf. Colossenses 3,14).

3. O tempo mínimo de participação na missa que a Igreja pede a todo católico equivale a mais ou menos 0,65% da nossa vida. Se formos à missa em todas as celebrações de preceito (e apenas nelas), o nosso “tempo total de missa” ficará em torno de 57 horas por ano. Bem que poderíamos dar a Deus um pouco mais do que isso, não poderíamos?

4. A teoria do Big Bang foi concebida por um padre católico. Todo mundo riu dele: “Ah, católicos bobos, sempre achando que o universo teve um começo!”. Além de sacerdote, ele era físico. O papa Francisco não disse nenhuma novidade quando afirmou, recentemente, que a Igreja católica aceita a evolução. Faz muitas décadas que a Igreja reconhece o fato evolutivo e o considera compatível com um Deus criador. O que a Igreja não reconhece é que todo o universo tenha surgido por obra do mero acaso e sem nenhuma finalidade. A declaração do papa Francisco, no entanto, foi divulgada como “grande novidade” por certa parcela da mídia.

5. Religiosos católicos também participaram de descobertas e criações como o método científico, a genética e o sistema universitário. Mesmo assim, há que teime em acusar a Igreja de odiar a ciência, a educação intelectual e o progresso técnico e tecnológico.

6. Pelo menos três papas foram hereges: Libério, Silvério e Honório I. Mas nenhum deles caiu em heresia durante o período de seu papado.

7. A primeira leitura nas missas de domingo é sempre escolhida com base na sua relação com o evangelho do dia. Já a segunda leitura não precisa ter necessariamente uma ligação direta com a primeira ou com o evangelho.

8. Se você ler 8 parágrafos do catecismo da Igreja católica por dia, vai conseguir ler e refletir sobre o catecismo inteiro antes do fim do ano. Que tal considerar esta dica como um desafio e começar hoje mesmo?

Fonte: Aleteia
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Casamento com Jesus

Mulher se casa com Jesus Cristo em cerimônia católica

Uma professora de teologia resolveu se casar com Jesus Cristo. A cerimônia ocorreu no final do ano passado na Catedral da Imaculada Conceição, em Fort Wayne, Indiana, Estados Unidos.

Jessica Hayes, 38 anos, que agora adotou o sobrenome Jesus Cristo, não é a primeira mulher a fazer esse tipo de casamento. Ela é uma das 215 virgens consagradas nos Estados Unidos, que assumiram esse tipo de compromisso de permanecer celibatárias até o fim da vida.

A professora explica que após anos de oração e buscando ouvir a Deus tomou essa decisão. Ela acredita que assim estará se “dando mais completamente, neste compromisso total de vida para servir a igreja no que for preciso”.

Fonte: Notícias Gospel
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Papa e os presos no seu novo livro

 Papa Francisco sobre os presos: a queda deles poderia ter sido a minha

Livro papa FranciscoFoi lançado em 12 de janeiro, em 86 países, o livro-entrevista “O nome de Deus é misericórdia”, que traz declarações do Papa Francisco sobre o pecado, a corrupção, o perdão, a Igreja e ele próprio.

“O Papa é um homem que tem necessidade da misericórdia de Deus”, confidencia Francisco ao vaticanista Andrea Tornielli, do jornal La Stampa, que conduziu a entrevista.

No livro, o Papa revela ter uma atenção afetuosa com os presos e confidencia que cada vez que passa “pela porta de uma prisão para uma celebração ou para uma visita”, sempre vem em sua mente “este pensamento: porque eles e não eu?”.

“A queda deles poderia ter sido a minha”, observa o Papa Francisco, acrescentando que não se sente “melhor” do que aqueles que estão diante dele.

Francisco diz que pode ler a própria vida “através do capítulo 16 do livro do profeta Ezequiel”, que “fala da vergonha, e a vergonha é uma graça”, porque “quando alguém experimenta a misericórdia de Deus, sente uma grande vergonha de si próprio, do próprio pecado”.

No livro, o Papa enfatiza: “A Igreja não está no mundo para condenar, mas para permitir o encontro com aquele amor visceral que é a misericórdia de Deus”. Segundo Francisco, a “Igreja condena o pecado porque deve dizer a verdade”, mas “abraça o pecador que se reconhece como tal, aproxima-se dele, fala a ele da misericórdia infinita de Deus”.

Neste sentido, Francisco recorda a Parábola do Pai misericordioso e do filho pródigo, lembrando que o Senhor está sempre “à nossa espera”

O Sumo Pontífice manifesta, ainda, a vontade de que “o Jubileu Extraordinário faça surgir sempre mais o rosto de uma Igreja que redescubra as vísceras maternas da misericórdia e que vá de encontro aos tantos feridos, necessitados de escuta, compaixão, perdão, amor”.

A apresentação do livro no Vaticano contou com a presença de Andrea Tornielli, do Cardeal Parolin, do ator Roberto Benigni e do preso Zhang Agostino Jianquing, que manifestou gratidão ao Papa pela atenção com as pessoas presas.

“Caro Papa Francisco, obrigado pelo afeto e a ternura que jamais deixa de nos testemunhar. Obrigado por seu incansável testemunho. Obrigado pelas páginas deste livro das quais emerge o coração de um pastor misericordioso. E nós o recordamos sempre em nossas orações”, afirmou Zhang.

 

Fontes: ACI e Rádio Vaticano

 

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Reforma da Curia Romana

Cardal Parolin saúda Papa Francisco – ANSA
Cidade do Vaticano (RV) – “Francisco insiste muito na reforma da Cúria”: palavras do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, em entrevista à Rádio Vaticano.O Card. Parolin integra o “C9”, o Conselho dos Cardeais instituído pelo Papa para reformar a Cúria. “Francisco insiste muito na dimensão missionária da Igreja e na necessidade de reformar suas estruturas, “in primis” a Cúria Romana”,destacou o Secretário de Estado.Missão do sacerdote

“Precisamos de menos palavras e de mais bom exemplo. Muitas coisas mudaram, a sociedade de hoje não é a mesma de ontem, portanto é lógico que também por parte da Igreja não falte um esforço de adaptação às novas condições de vida. Porém, a vocação e a missão de um sacerdote permanecem sempre as mesmas: levar Deus às pessoas e levar as pessoas a Deus, o Deus do Evangelho”. Trata-se de “uma missão que não se transforma nas contigências históricas”, ressaltou.

Diplomacia vaticana

O purpurado, que no próximo dia 17 completará 61 anos, falou também de sua carreira como diplomata: “Sempre me propus viver a diplomacia como sacerdote e a partir do sacerdócio. Em várias ocasiões, por exemplo, notei que podia dizer uma palavra onde outros não tinham vez; uma palavra que talvez não tenha mudado as coisas, mas que era importante dizer naquele momento”. E acrescentou: “Naturalmente, os modos para ajudar os outros são múltiplos, mas também através do serviço diplomático da Santa Sé se pode anunciar o Evangelho e impregnar a sociedade com os seus valores”.

Misericórdia

Para o Card. Parolin, o tema da misericórdia é central também no campo diplomático para a superação dos conflitos. A propósito, citou a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, na qual Francisco defende que “não é possível resolver um conflito sem misericórdia, no sentido do perdão e de uma atitude de benevolência em relação ao outro, inclusive nos seus limites e nos seus erros”.

Fonte: Radio Vaticano
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Pelo fim dos autos de resistência

Auto de resistência tem justificado uma prática terrível da polícia brasileira: o uso da violência descometida, a arbitrariedade, e mesmo a execução. Virou uma espécie de desculpa para torturar e matar. Sem contar nas mentiras de fraudes criadas para justificar famigerados relatórios de mortes por parte da polícia. Entendo que o Estado sempre vai usar da força para garantir a segurança da sociedade, para deter o criminoso quando ele oferece perigo e resistência. Porém, não se pode aceitar que a Polícia ande por ai executando pessoas, quase sempre por sua classe social e cor, por preconceitos e por achar que merecem morrer. A polícia não deve se prestar a limpeza social ou étnica. Nem você também deve achar isso bom, quando os meios de comunicação, quando esses programas policiais de baixa qualidade gritam aos quatro canto que morreu mais vagabundo, que bandido bom é bandido morto. Isso é vingança, não justiça. Violência da mais crassa possível, gesto na contramão da cidadania e civilidade. Quem é a favor da violência, ainda que do Estado, está na contramão do processo civilizatório, negando os avanços da democracia e das regras da sociedade do direito. Lutemos pelo fim dos autos de resistência. Não deixemos milicianos preconceituosos usem da farda e da legalidade da Polícia e do Estado para torturar e matar. Menos violência. 

Nota Pública: Resolução do Conselho Superior de Polícia mantém a lógica dos “autos de resistência”

Entrega da petição que pede, dentre outras recomendações, o fim dos autos de resistência.

Entrega da petição que pede, dentre outras recomendações, o fim dos autos de resistência.

A resolução do Conselho Superior de Polícia publicada nesta segunda feira (04/01/2016) não promove os avanços necessários para acabar com as execuções por parte da polícia e mantém o pressuposto de que qualquer vítima da polícia estaria atuando em “oposição” e “resistência” às operações policiais. A resolução muda a nomenclatura, mas reforça toda a lógica por trás dos “autos de resistência” ao se referir às vítimas como “resistentes”. Os novo registro proposto é de “homicídio decorrente de oposição à intervenção policial”, mantendo o pressuposto de oposição  por parte da vítima.

O registro de casos de lesão corporal ou morte durante operações policiais não pode trazer em si o pressuposto da culpabilidade da vítima. Deve ser um termo técnico e neutro, que permita o registro específico dos casos em operações policiais. A determinação de que houve oposição ou resistência ou qualquer outra afirmação sobre a dinâmica daquela morte só poderá acontecer após uma investigação imparcial e independente, e não no momento do registro.

A Anistia Internacional defende que todos os homicídios decorrentes de intervenção policial sejam registrados de forma específica para permitir o monitoramento dos dados estatísticos  e que sejam investigados devidamente, de modo que possam ser reconhecidos aqueles ocorridos em legítima defesa, e encaminhados à justiça aqueles cujas conclusões do inquérito apontem a execução extrajudicial – quando o policial tem condições de deter o suspeito, mas opta por fazer uso da força letal.

Vale dizer que os estados do Rio de Janeiro e São Paulo já aboliram estes termos, no entanto, a prática de execuções extrajudiciais continua presente no modus operandi das forças policiais.  No relatório “Você matou meu filho – Homicídios cometidos pela Polícia do Rio de Janeiro”, a Anistia Internacional apurou que de 10 casos reportados como homicídios decorrentes de intervenção policial em 2014 na favela de Acari no Rio de Janeiro, nove deles apresentaram fortes indícios de execuções extrajudiciais. O relatório também faz um diagnóstico da impunidade e recomendações direcionadas ao Estado e ao Ministério Público no sentido de conter essa rotina de violações.

Veja o comentário de Renata Neder, assessora de direitos humanos, sobre a resolução:

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Papa receberá presentes de presos

México: presos preparam presente ao Papa em sua visita a Juárez

Homem reza em frente ao anúncio da visita do Papa à Ciudad Juárez – REUTERS
Ciudad Juárez (RV) – Os presos do Centro de Ressocialização da Ciudad Juárez, no Estado de Chihuahua, estão confeccionando um presente que será entregue ao Papa Francisco no dia 17 de fevereiro, durante sua viagem apostólica ao México. Nessa data, em Juarez, o pontífice deverá se encontrar com aproximadamente 700 internos e seus familiares.O objeto escolhido pelos presos para presentear Francisco foi um báculo pastoral. Composto em quatro peças em madeira de cedro, o material está sendo produzido de forma artesanal na própria oficina existente no Centro de Ressocialização e tem 1,90 metro de altura.

Além do presente, um outro grupo de presos também está preparando um repertório musical a ser executado no dia do evento. Para homenagear o Papa, uma das canções que será apresentada é um famoso tango argentino.

A visita do Papa ao Centro de Ressocialização da Ciudad Juárez  está prevista para as 11h. Francisco será o terceiro Papa a visitar o México. Também viajaram ao país João Paulo II em 1979, 1990, 1993, 1999 e 2002, e Bento XVI em 2012. (PS)

Fonte; Rádio Vaticano
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Desafios e missão da Pastoral Carcerária

“A Pastoral Carcerária quer ouvir o clamor que ecoa por detrás das grades”, afirma dom Guilherme

Dom Guilherme Werlang apresenta missão e desafios da Pastoral CarceráriaIMAGEO bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Antônio Werlang, em entrevista ao programa de televisão Igreja no Brasil, falou sobre o trabalho realizado pela Pastoral Carcerária nos presídios e com as famílias dos encarcerados.Na primeira parte da entrevista, dom Guilherme destaca o trabalho de evangelização, os desafios e comenta sobre a proposta de Justiça Restaurativa, que é uma das bandeiras da Pastoral Carcerária.

Confira:

 

Dom Guilherme, para ficarmos por dentro da realidade, qual é o trabalho que é feito pela Pastoral Carcerária?

Dom Guilherme Werlang: A Pastoral Carcerária da Igreja Católica fundamenta-se no evangelho de Jesus Cristo escrito por Mateus, no capitulo 25, versículo 36, onde Jesus diz: “Eu estava preso e você veio me visitar”. Então, o fundamento desse trabalho é ir àqueles nossos irmãos, àquelas nossas irmãs que estão encarcerados por alguma razão de delitos, de crimes, de coisas erradas que praticaram na vida, pelas quais foram condenados. Infelizmente muitos ficam muito tempo presos antes de serem condenados e, então, a Pastoral Carcerária quer ouvir o clamor, ouvir o grito que brota, que ecoa por detrás das grades. A Pastoral Carcerária, dentro dos cárceres, faz orações, celebrações, anuncia a palavra de Deus, especialmente mostrando um Deus pronto a perdoar, a ser misericordioso. A Pastoral Carcerária quer ser presença de Jesus Cristo, presença da Igreja e olhar especialmente para que os direitos humanos, a dignidade humana do encarcerado seja também respeitada, porque isso não é a mesma coisa de dizer que ele não fez nada de errado. Tem pessoas que confundem isso, porque, por maior que seja o delito que ele tenha cometido, por mais gente que ele tenha prejudicado, ele precisa ser respeitado enquanto ser humano, ele permanece ser humano, ele permanece nosso irmão, ela permanece nossa irmã, permanecem filhos e filhas de Deus.

 

Nesse contexto de evangelização e de promoção da dignidade humana das pessoas encarceradas, quais são os principais desafios enfrentados pela Pastoral Carcerária?

Dom Guilherme Werlang: São tantos os desafios que a Pastoral Carcerária tem, que eu poderia apenas, em um espaço tão curto quanto é esse nosso Programa, elencar alguns, por exemplo: o próprio sistema carcerário brasileiro em si já é o maior de todos os desafios; a superlotação dos nossos presídios, das nossas delegacias provisórias, eu mesmo visito cárceres, eles ficam literalmente empilhados, então esse é um desafio, porque tira toda dignidade, ele fere de morte a dignidade humana; outro grande desafio que nós temos, não só da Pastoral Carcerária, mas a Pastoral enfrenta isso de uma forma especifica, é que mais ou menos 60% dos presos são jovens de 18 a 29 anos e, desses jovens, a grande maioria absoluta são pobres e são negros. Então, como nós quereremos fazer aquele ditado de um Deus que é justo, de um Deus que é misericordioso quando basta você ir lá?! Você não precisa falar com ninguém, basta olhar…

Uma outra questão: de 1990 a 2014, a população carcerária cresceu no Brasil em 575%. Veja o que significa isso, como fazer uma Pastoral vendo isso? Outro grande desafio: os cárceres são verdadeiras universidades de fabricação de criminosos. Tem pessoas que cometeram pequenos delitos e estão lá dentro misturados com outros que já são profissionais do crime. A Pastoral Carcerária enfrenta esse desafio de como anunciar o evangelho, numa universidade do crime que é hoje o sistema carcerário brasileiro. Além disso, o preconceito que a sociedade brasileira tem em relação ao preso, em relação às suas famílias, o desafio de como trabalhar com as famílias que foram vítimas das agressões, das violências, por fim, como fazer uma reinserção, como o preso não ficar revoltado e ficar mais violento do que ele era antes de entrar no cárcere.

 

E uma proposta defendida pela Pastoral Carcerária – o papa Francisco, inclusive, tem falado sobre isso – é a Justiça Restaurativa. Como funciona este método?  

Dom Guilherme Werlang: Alguma parte dos telespectadores certamente já ouviu falar ou conhece a Justiça Restaurativa. Mas a grande maioria dos brasileiros nunca ouviu falar de Justiça Restaurativa. A nossa justiça, naquilo que diz respeito ao encarcerado, ao sistema prisional brasileiro, é uma justiça punitiva e vingativa. Ora, com uma justiça punitiva e vingativa você não consegue recuperar ninguém! A justiça restaurativa acontece especialmente em países europeus e africanos. Impressionante, mais tem vários países africanos que já estão trabalhando a Justiça Restaurativa.

Fundamentalmente, ela se baseia no princípio de recuperação, de restauração por meio de trabalhos comunitários. Você trabalha na Justiça Restaurativa o restaurar – a própria palavra diz – restaurar a pessoa que cometeu o delito por meio de trabalhos comunitários compensatórios total, quando é possível, ou parcial, de acordo com o crime, para ele próprio e para as vítimas, para as famílias ou pessoas que foram vítimas da agressão. Então, restaurar não é só pagar uma pena, e não é só fazer uma vingança. “Você fez isso, agora você vai sofrer, você merecer apodrecer dentro do presidio!”, como é infelizmente a linguagem de muita gente do Brasil. E o pior é que muitos deles que se dizem cristãos e cristãs!

Nos Estados Unidos e no Canada, os cárceres de lá estão muito longe da Justiça Restaurativa. A reincidência nos Estados Unidos e no Canadá passa de 40, 50% em crimes de quem cumpre a justiça tradicional, enquanto nos países europeus e da África, onde a Justiça Restaurativa funciona relativamente bem, especialmente na Suíça, e em alguns outros lugares, a reincidência cai de mais de 50% para 16%. Então, veja bem: nós precisamos lutar, a Pastoral Carcerária em nome da Igreja Católica no Brasil luta para que nós possamos aperfeiçoar e implantar em muitos lugares a Justiça Restaurativa ao invés da punitiva, vingativa e uma justiça mais baseada no ódio do que propriamente na justiça e na restauração e na recuperação do apenado e daquele que sofreu a violência praticada.

Presidente de Comissão que acompanha Pastorais Sociais fala sobre situação das mulheres presas e perigo de privatização dos cárceres

Está disponível a última parte da entrevista concedida pelo bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Antônio Werlang, a respeito da missão e dos desafios da Pastoral Carcerária. O bispo participou do programa de televisão Igreja no Brasil, produzido pela assessoria de imprensa da entidade e veiculado pelas TVs de inspiração católica.

No segundo bloco do programa, dom Guilherme fala da situação da mulher presa, dos riscos dos projetos de privatização do sistema carcerário e envia uma mensagem aos que atuam na Pastoral. “A nossa homenagem a tantos homens, a tantas mulheres, sejam eles padres, religiosos ou religiosas, ou sejam leigos e leigas, o nosso reconhecimento. Vocês, com certeza, haverão de ouvir um dia de Jesus, conforme está escrito em Mateus, 25, onde fala do juízo final, da qual eu tirei antes um versículo: ‘Vinde benditos de meu pai para o Reino, porque eu estava preso e vocês vieram me visitar'”, diz.

Confira a última parte da entrevista: IMAGE

Dom Guilherme, o tema que vamos falar agora é sobre a mulher presa. É uma realidade em que a Pastoral também tem atuado. O que tem sido feito nesse ponto?

Dom Guilherme Werlang: Bem, primeiro, nós devemos entender que o sistema carcerário brasileiro fundamentalmente é feito por homens e para homens. Nós não tínhamos tantas mulheres encarceradas há décadas, com certeza o público feminino é o que mais cresceu nos nossos cárceres, devido especialmente a ela ser hoje vítima dos traficantes. A gente chama assim no mundo das drogas, ela é colocada como “mula”, mas ela é presa como traficante, porque os grandes se escondem e ela passa a ser vítima e, dentro desse mundo todo existem muitos outros crimes que antes a mulher não estava tão exposta. 

A questão de a Pastoral Carcerária acompanhar as mulheres dentro dos presídios é muito difícil. Primeiro, em muitos lugares não existem celas próprias e alas próprias femininas. Temos em alguns lugares, mas a maioria são celas na mesma ala, frente a frente, não existe privacidade. A mulher, em qualquer situação, ela deve ter o seu direito de uma privacidade maior resguardo, então esse é um grande problema. Outra questão, a mulher muitas vezes quando ela é presa, quando ela vai parar atrás das grades, ela está gravida e aí acontece todo um problema… ela se preocupa, a família lá fora se preocupa como vai ser o acompanhamento dessa gestação, a questão da higiene e a higiene própria que a mulher tanto precisa também não tem condição mínima de ser atendida dentro dos cárceres… ela se preocupa quando ela é mãe e tem filhos lá fora… “quem está cuidando do meu filho?”, “como é que será que ele está, será que ele está caindo nesse mundo que eu estou agora?” 

Quando a mulher chega a dar à luz dentro do presidio falta assistência medica, falta higiene, faltam recursos mínimos básicos para um bom parto, então, a mulher sofre muitos outros problemas muitos mais sérios do que o público masculino. Além disso, a Pastoral Carcerária quer ser uma presença solidaria junto às mulheres. A mulher também é tratada de uma forma diferenciada, ainda discriminando junto ao sistema jurídico bons advogados. Ela não tem a mesma força de barganha do que os homens têm muitas vezes, então ela passa a ser duas, três, quatro vezes mais vitimizada do que os homens. A Pastoral Carcerária quer ser uma boa notícia a essas mulheres, ela quer, de fato, que ela tenha sua dignidade de mulher respeitada e que possa ter um trabalho muito significativo com ela. Se ela tem filhos, a Pastoral Carcerária também tem que olhar a situação dos filhos, a situação da sua família que está lá fora e lá dentro que ela possa ter esperanças, esperanças de que numa justiça restaurativa, que nós já abordamos anteriormente, ela possa também desenvolver trabalhos de reabilitação de reinserção social. Se você precisaria, por exemplo, de uma empregada doméstica, você meu amigo que está ouvindo agora, você empregaria uma mulher que passou pelo sistema carcerário brasileiro? Então quando ela termina de cumprir sua pena é muito mais difícil reinserir uma mulher de uma forma normal e digna, dentro da sociedade brasileira do que o homem, então, por isso a mulher tem uma atenção toda especial por parte da Pastoral Carcerária.

 

Dom Guilherme, diante dessa realidade do sistema prisional brasileiro, há projetos que visam a privatização dos presídios. A CNBB já se pronunciou a respeito, o senhor pode comentar sobre o posicionamento dos bispos?

Dom Guilherme Werlang: Nós estamos estudando. É uma questão no Brasil ainda relativamente nova. Nós estamos olhando em diversos países, mas, fundamentalmente, nós CNBB, recentemente, numa reunião do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), fizemos uma nota, que saiu pela presidência da CNBB, onde nós nos posicionamos radicalmente contra. Nós somos contra a privatização por uma série de questões. Existem pessoas que dizem que melhora significativamente. Nós temos no Brasil, no Nordeste, no Norte e em Santa Catarina, Minas Gerais algumas experiências. Nós não temos visto grandes diferenças para melhor, mesmo na reinserção, mas a questão principal é que, ao privatizar, nós estamos colocando os presos como uma mercadoria de geração de lucros, as empresas que vão assumir as cadeias. O que interessa para eles é quanto mais tempo o preso fica lá, mais ele vai gerar lucro para a empresa. 

O ser humano, se ele erra, ele precisa reparar o erro, para isso tem a Justiça, mas ele não pode ser mercadoria de compra e de venda. Nós também percebemos, segundo a Pastoral Carcerária, que os funcionários carcerários das empresas privatizadas não são tão bem pagos quanto do sistema público, eu não estou dizendo que os agentes carcerários do sistema público estejam bem pagos, mas quem privatiza tem uma finalidade única: lucro. Ele não está interessando muito com o ser humano, ele quer o lucro, e se ele deseja o lucro, aí, nós corremos o risco de várias injustiças maiores: sobre a permanência mais tempo, sobre a alimentação (a Pastoral Carcerária tem nos dito que a alimentação também não é de qualidade), o trabalho que é feito lá dentro pela Pastoral Carcerária é dificultado muito mais do que no sistema público e, depois, o sistema carcerário é uma obrigação do Estado o Estado tem algumas obrigações que não podem e não devem ser privatizadas, que são questões básicas para o bom funcionamento da sociedade brasileira. Claro que o estado não pode assumir tudo, mas o Estado não deveria, jamais, pensar em privatização do sistema carcerário. 

 

Dom Guilherme, nos deixe uma mensagem, para nós e para todos aqueles que nos acompanham e, principalmente, aqueles que trabalham com a Pastoral Carcerária.

Dom Guilherme Werlang: Bem, a Pastoral Carcerária merece todo nosso reconhecimento, enquanto Igreja, enquanto CNBB, mas todo o reconhecimento da sociedade brasileira. A Pastoral Carcerária, além de fazer o trabalho pastoral, muitas vezes é mediadora de conflitos, de violências… A nossa homenagem a tantos homens, a tantas mulheres, sejam eles padres, religiosos ou religiosas, ou sejam leigos e leigas, o nosso reconhecimento. Vocês, com certeza, haverão de ouvir um dia de Jesus, conforme está escrito em Mateus, 25, onde fala do juízo final, da qual eu tirei antes um versículo: “Vinde benditos de meu pai para o Reino, porque eu estava preso e vocês vieram me visitar”. Nós, brasileiros e brasileiras, temos que deixar muito bem claro que o fato de alguém ter cometido um crime não o desumaniza, nós precisamos humanizar, nós precisamos recuperar esses nossos irmãos. É verdade que eles cometeram crimes, é verdade que eles cometeram delitos e é verdade que eles devem reparar esses delitos, mesmo sofrendo sansões, mas nós temos que mudar o nosso conceito, não pode estar baseado no punitivo e no vingativo, mas na misericórdia. Toda pessoa tem direito a uma oportunidade a mais, mas se nós nos fecharmos a eles, muito mais difícil será com que eles possam ser reabilitados e reinseridos na sociedade.

Fonte: CNBB
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Como reconhecer maturidade emocional?

Os sete sinais da maturidade emocional

“Maturidade emocional é perceber que não tenho necessidade de culpar ou julgar ninguém pelo que acontece comigo”

Normalmente, a maturidade é associada à idade e aos anos de experiência de vida cronológica. No entanto, quando se trata de maturidade emocional, a idade pode ter pouco a ver com isso. Muitas vezes a maturidade física chega antes da maturidade emocional.

Amadurecer significa entender que não existe amor maior do que o amor próprio, aprender e aceitar o que a vida nos apresenta e seguir adiante.

A maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos.

1- Saber dizer adeus é maturidade emocional
A maioria de nós sente muito medo, principalmente quando se trata de soltar as amarras e deixar a vida fluir.

Pensar que o passado foi melhor é muito doloroso; nos impede de soltar e deixar ir.

As pessoas emocionalmente maduras sabem que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais.

2- Conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor
Limpar a dor do nosso passado é absolutamente necessário para avançarmos em nosso caminho emocional. As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos nosso caminho, não veremos o que está próximo.
As pessoas emocionalmente maduras sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Aprenda com os erros e siga em frente.

Se perdermos o contato com o nosso interior, não nos afastamos dele, mas permitimos que o negativo do nosso passado interfira na nossa vida presente. Isso é muito doloroso.

“É por esse motivo que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida”.

3- Têm consciência do que pensam e sabem
A maturidade emocional nos ajuda a entender melhor nossos próprios sentimentos e os dos demais. As pessoas emocionalmente maduras se esforçam para escrever e pensar sobre as suas opiniões ou sobre como se sentem.

“Amadurecer é ter cuidado com o que diz, respeitar o que ouve e meditar sobre o que pensa”.

A clareza mental das pessoas maduras contrasta com a preguiça e o caos mental das pessoas imaturas. Portanto, a maturidade emocional ajuda a resolver problemas cotidianos de forma eficaz.

4- Não reclamam de nada
Parar de reclamar é a melhor maneira de promover mudanças.

As queixas podem nos aprisionar em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos. Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente.

Quer viver infeliz? Reclame de tudo e de todos.

5- Conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções alheias
As pessoas emocionalmente maduras têm respeito por si mesmas e pelos outros. Têm habilidade para se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações. Aprenderam a olhar de forma generosa para o outro; todos nós temos valores diferentes, mas queremos ser aceitos e felizes.

6- Não se castigam pelos seus erros
Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite enxergar os caminhos que não devemos seguir.

As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, simplesmente as aceitam e tentam melhorar. Sabem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal.

“Desfrute do tempo compartilhado da mesma forma que desfruta do tempo sozinho”.

Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida, ter sua própria visão de mundo e ambição para a sucesso. Ao desenvolver a maturidade emocional a vida torna-se um prazer, e não uma obrigação.

Fonte: Catholicus
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O Espírito Santo nos envia também…

EVANGELHO – Lc 1,1-4;4,14-21 – 3º DOMINGO COMUM – ANO C) 

Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

ORAÇÃO DA PALAVRA

Deus Santo, Deus forte. Deus de Amor. Exaltamos Teu Nome para sempre, porque nos deixastes Tua Palavra para nós, Palavra que nos leva ao Teu encontro, a experiência da Fé em Ti.  Tua Palavra fala do Teu amor por nós, da misericórdia salvadora que nos envolve atrai. Tua Palavra é sinal da Tua presença no meio de nós. Por meio da Palavra, recebemos luz para nosso dia, tudo ganha sentido e vida.  Nosso ser e identidade, nosso servir e viver fundam-se na Tua Palavra de Verdade, cumprida em todos os tempos e lugares. Louvado sejas Tu, Senhor, por tanto amor a nós devotado.
Tu és Jesus, a Palavra do Pai, de Deus. Por ti, conhecemos o amor. A Palavra da promessa realizada, cumprida, do sonho de Deus para toda a humanidade, sonho de vida plena, graça e paz. Suplicamos que nos ajude a ouvir sempre a Ti, Palavra encarnada de Deus. Dá-nos um coração apaixonado pela Palavra, que busca a intimidade contigo e com Pai, pela leitura e meditação da Bíblia, que se alegra e vibra com todos os irmãos na celebração litúrgica. Pedimos que essa palavra meditada, celebrada e vivida mova nosso interior e gera conversão. Desejamos e deixamos que a Tua Palavra nos transforme, dê vida nova, onde tudo possa ser diferente por falar  e exalar o perfume do amor, do perdão e da misericórdia, da caridade e da solidariedade, da Tua Luz e da verdade, Senhor. Cumpra em nós, oh Jesus, Teus propósitos de redenção e amor.  
A vida, oh Deus, ganha plenitude, enriquece-se com a Tua Palavra. Ouvir, conhecer, obedecer, seguir, praticar tudo que nos diz e revela torna nossa experiência de fé e confiança em Teu poder e na Tua força, na Tua bondade e misericórdia,  uma realidade cheia de esperança. Sim, Tudo que o Senhor, foi cumprido. Unge-nos com Espírito de Santo, com Tua Luz e Sabedoria, Ciência e Temor, ajude-nos a prescrutar Tua Palavra, haurir dela nossa alegria e esperança, a fortaleza para superar as tribulações, renunciar as tentações e permanecer fiéis a Ti, oh Deus.  Tua Palavra não algo do passado, nem quimera, utopia ou alienação. Ela se realiza no hoje da nossa vida e história. Honras e glórias, cantamos a Ti. Soberano Deus. 
O Verbo se faz carne, a Palavra do Pai veio ao mundo, habitou a história por Ti, Maria Tu nos destes conhecê-la com toda força, beleza e esplendor, na simplicidade e força do teu sim. Escutaste e obedeceste a Palavra de Deus, foste fiel a Promessas de Deus para ti, e viste a glória e salvação acontecer. Roga também por nós, para que sejamos atentos a Palavra que Deus nos dá todos os dias, por meio de acontecimentos, pessoas e liturgia. Maria, nossa mãe, foste enviada a evangelizar, a profetizar que o amor veio nos visitar, que a salvação nos havia chegado, pedimos que não ajude a ir também falar do amor que experimentamos, da fé em Deus que temos.  Tu nos trouxestes o céu na terra, capacite-nos também com tua benção e poderosa intercessão, para irmos evangelizar nossos irmãos, a anunciar que a Palavra está no meio de nós, e pode nos fazer conhecer verdade, a paz, a justiça, a graça que vêm de Deus, que jamais passa, e que dá sentido a tudo que somos, temos e fazemos. Amem. Aleluia. Maria passa na frente. 
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