Mês: junho 2016



Santa da Misericórdia

Livro de Cardeal sobre Madre Teresa, a Santa da Misericórdia

“Conheci uma Santa” é o título do livro sobre Madre Teresa de Calcutá escrito pelo Cardeal Angelo Comastri, Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano e publicado nestes dias pelas Edições São Paulo. Na obra, o purpurado fala de seus tantos encontros com a futura Santa e oferece ao leitor inúmeras histórias, escritos e orações sobre Madre Teresa. A Radio Vaticano pediu ao Cardeal Comastri para falar de sua experiência extraordinária de ter estado tão próximo da fundadora das Missionárias da Caridade:

“Eu considero um grande dom do Senhor ter encontrado Madre Teresa de Calcutá. Confesso que cada vez que a encontrava, me trazia ao coração uma grande serenidade. Me parecia quase que experimentar a presença de Deus em sua alma. Uma vez me encantou uma definição de uma jornalistas em relação a Madre Teresa que dizia assim: “Madre Teresa é uma janela aberta e Deus apareceu nesta janela e sorriu ao mundo”. De minha parte, compartilho plenamente esta frase, porque cada vez que a encontrava tinha quase que a sensação física de me aproximar do Senhor, e sentir o Senhor que evidentemente estava em sua alma.

RV: Com a canonização a sentiremos todos realmente próxima. Do céu poderá fazer até mesmo mais do que fez de modo extraordinário sobre a Terra?

“Não há dúvida. João Paulo II disse: “Os Santos no céu não têm necessidade de aplausos. Os Santos nos pedem somente para segui-los”. E Madre Teresa não se cansa nunca de nos dizer: “Sejam santos”. Recordo quando me dava algum santinho. Nos escrevia sempre: “Be holy (Seja santo!)”. Assim, nos diz ainda a mesma coisa, porque a única coisa que conta é a santidade. Para usar as suas palavras: “A única mala que levaremos para o além é a mala do caridade”. Recordo que quando me disse estas palavras, acrescentou: “Enquanto há tempo, encha-a, porque é a única mala que levarás contigo”.

RV: No livro, os capítulos são intercalados por orações de Madre Teresa ou por oração que ela considerava muito e recitava diariamente….

“Poderíamos dizer que a oração é o segredo de Madre Teresa de Calcutá. Quando Pérez de Cuéllar (então Secretário Geral das Nações Unidas) a apresentou à ONU com palavras um pouco altissonantes dizendo: “Vos apresente a mulher mais poderosa da Terra. Ela é realmente as Nações Unidas porque em seu coração estão os pobres de todo o mundo”, a Madre respondeu: “Eu sou somente uma irmã que reza”, e acrescentou: “rezando, Jesus coloca de seu amor no coração. Eu vou levá-lo aos pobres de todo o mundo, aos pobres que encontro”. Depois teve a coragem de dizer: “Rezem também vocês e se darão conta dos pobres que tendes ao vosso lado, talvez na área da vossa própria casa”.

“Sim. A Madre acolheu com tanto afeto a Princesa Diana, mas não tanto porque era uma Princesa, mas porque era uma filha de Deus. E foram apresentadas a Madre Teresa algumas precauções a ter em relação a Diana, ela disse: “Eu nunca recebi a Princesa Diana: eu recebi sempre a infeliz Diana”. Isto é muito bonito. Ela sabia compadecer-se do sofrimento de todos, príncipes ou não príncipes, pobres ou não pobres, porque eram todos filhos de Deus, como deve ser para todos”.

RV: O que ficou dos tantos encontros que o senhor teve com Madre Teresa?

“Cada encontro era bonito; cada encontro era rico. Porém, o primeiro encontro é o que recordo de modo extraordinário, sobretudo quando disse à Madre: “Esperava que a senhora me pediria quanta caridade eu faço…..”. E recordo que ela me disse: ” E tu pensas que eu poderia fazer a caridade? Poderia ir até os pobres se não rezasse? É rezando que Jesus coloca o amor no coração. Eu vou levá-lo aos pobres que encontro pelo caminho”, e acrescentou: “Recorde-se bem – movendo o dedo – que sem Deus somos muito pobres para poder ajudar os pobres”.

RV: Beatificada por São João Paulo II, apóstolo da Divina Misericórdia, será canonizada pelo Papa Francisco no Jubileu da Misericórdia. Poderíamos dizer que é um dos testemunhos mais fortes dos nossos tempos da misericórdia de Deus?

“Quando um jornalista tentou fotografar os olhos da madre – eu estava presente – perguntamos a eles: “Por que insistes? Estás incomodando a Madre”. E o jornalista responde: “Quero fotografar os olhos: nunca vi olhos assim tão felizes. Gostaria, de alguma forma, captar o segredo da alegria destes olhos”. Recordo que a irmã que estava ao lado traduziu para a Madre em inglês. A Madre respondeu: “O segredo é tão simples: os meus olhos são felizes porque as minhas mãos enxugam tantas lágrimas. Faça também o senhor assim: terás olhos felizes como os meus”.

Fonte: Rádio Vaticano
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Maria Madalena ganha Festa litúrgica. Veja porque.

Papa Francisco eleva celebração de Santa Maria Madalena à festa

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Fé e Festas Juninas..

Festas juninas: mais que folclore, expressão da religiosidade popular brasileira

Por Natalia Zimbrão
 

Foto: Domínio Público
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Declaração religiosa entre Católicos e Armênios

O Papa e o líder da Igreja Armênia assinam declaração contra o fundamentalismo religioso

Por Alvaro de Juana

O Papa e o Catholicós Karekin se abraçam. Foto: Edward Pentin / ACI Prensa
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Quanto custa o preso?

O preço do preso

Mais detentos, mais lucro: por dentro do nicho crescente de prisões privadas e da proposta de lei que pretende regulá-las

Por Laura Castanho ([email protected])

Celas lotadas. Homens amontoados uns nos outros. Comida vencida. Banheiros entupidos. Sujeira. Redutos de violência. Brigas entre facções. Punições corporais. Massacres periódicos.

As cenas associadas às prisões brasileiras pela opinião pública trazem quase sempre uma narrativa de fracasso, de algo irreparável. Os índices de criminalidade não parecem diminuir, seja na rua ou no telejornal. O Estado é deixado sobrecarregado e se vê como se abandonado à própria sorte: todo mês, tem que sustentar uma massa de pessoas equivalente à população de Aracaju, tendo recursos ou não. E ainda evitar rebeliões, prevenir fugas, executar a pena… Em meio a esse caos punitivo, muitos veem na privatização do sistema carcerário uma solução viável para todos os envolvidos. E, na verdade, isso já é feito no Brasil há 17 anos. A questão é: funciona?

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Raízes

A ideia de privatizar o sistema penitenciário surgiu em meio ao neoliberalismo inglês, durante a gestão Thatcher, nos anos 1980. Rapidamente se espalhou para os EUA, onde a população carcerária se expandia como nunca antes visto em função da política de “guerra às drogas”. A premissa básica era criar uma colaboração entre os setores público e privado que satisfizesse a ambos: o Estado ganharia prisões mais seguras e de melhor qualidade, e as concessionárias garantiriam cerca de 30 anos de consumo incessante de seus serviços, correspondentes à duração média desse tipo de contrato uma estabilidade financeira invejável entre o empresariado.

A execução, em teoria, é simples. Há dois tipos de privatização carcerária: a cogestão e a parceria público-privada (PPP). No primeiro, a empresa é contratada para gerir a penitenciária e fornecer a maioria dos serviços disponíveis aos presos, como assistência médica e social. Os agentes penitenciários, responsáveis pela vigilância interna do local e pela manutenção da disciplina, não são escolhidos por meio de concurso público como ocorre nas prisões do Estado —, mas pela própria empresa, que também os treina. Já a PPP inclui tudo isso e dá um passo além: nesse modelo, a empresa também se encarrega do planejamento e construção do estabelecimento. Em ambos os casos, cabe ao Estado fiscalizar as prisões e pagar a elas uma taxa fixa por cada detento, mensalmente. Ele também é responsável pelo transporte eventual dos presos e pela vigilância externa do presídio, além de manter um número variável de agente públicos dentro do mesmo.

Dilemas

É nessa divisão de tarefas que começa a polêmica em torno do modelo privado. “As cogestões e as [prisões] privatizadas no Brasil são inconstitucionais. Não têm base na Constituição brasileira nem na lei de execução penal”, afirma o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da ONG Pastoral Carcerária. Patrick Cacicedo, coordenador do Núcleo de Situação Carcerária da DPESP, concorda: “Há funções que são indelegáveis. O poder de punir é exclusivo do Estado.“ Também não enxerga nada de positivo no modelo: “Nos EUA, esse fenômeno [privatização] foi o impulsionador do encarceramento em massa. No Brasil, atualmente, ele é a cereja no bolo da tragédia.”

O Brasil adotou a cogestão pela primeira vez em 1999, na penitenciária industrial de Guarapuava, no Paraná. Desde então, conta com 52 unidades privatizadas que se distribuem por 11 estados, segundo dados do Infopen. As concessionárias nacionais, de modo geral, começaram como empresas de segurança para presídios e se expandiram para oferecer serviços de cogestão conforme o nicho desabrochava no país. Elas tenderam a regionalizar-se: na região Norte, há a Umanizzare; no Nordeste, a Reviver e a Yumatã, e por aí vai. O estado de São Paulo, surpreendentemente, não possui nenhuma unidade privatizada, ainda que já o tenha planejado. “Já houve uma tentativa de construir um complexo pra 11 mil pessoas aqui na grande São Paulo e lançaram algumas chamadas públicas”, conta Cacicedo, “mas só os primeiros documentos de planejamento já foram de pronto rechaçados pelo Ministério Público, tamanho o número de ilegalidades que isso tinha.“

Custos

À primeira vista, as vantagens oferecidas pelo sistema privado são bastante atraentes, especialmente no Brasil onde a população carcerária cresceu 591% desde 1990 e não é raro a ocorrência de incidentes como os massacres de Carandiru (SP) e Pedrinhas (MA). O consórcio GPA (Gestores Prisionais Associados), responsável pela PPP de Ribeirão das Neves (MG), afirma em seu website “ir além” do mero cumprimento da lei de execução penal ao “inovar, integrar e criar um ambiente transformador”. A construção da prisão foi orçada em R$ 350 milhões e o projeto foi apontado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) como “algo que, mais uma vez, nasce da ousadia, do planejamento e da eficiência do governo de Minas, mas que pode, no futuro, atender a todo o país”.

Essa proposta presídios privados por todo o país é ousada não somente na medida em que prevê uma reforma radical no sistema carcerário inteiro, mas também em seu custo prático: dificilmente haverá recursos para tamanha empreitada. Enquanto nas prisões estatais o preso “custa” cerca de R$ 1.300 a R$ 1.700 por mês, em Ribeirão das Neves esse valor gira em torno de R$ 3.000 por mês. No complexo Nova Itajá (SC), que adota modelo de cogestão, ele chega a R$ 4.500 mensais, de acordo com a CPI do sistema carcerário brasileiro. “Existe um discurso mentiroso que, ao privatizar, sai mais barato. Você pega os contratos e vê que há um custo a mais pra cada preso, de R$ 1.000 a R$ 1.500 a mais quando é privatizado”, afirma o padre Silveira, enfaticamente. Em um relatório publicado em 2014 sobre o tema, a Pastoral Carcerária caracterizou o valor de R$1,8 bilhão correspondente ao custo mensal para manter os presídios brasileiros, caso todos fossem privatizados como “impraticável”.

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André Kehdi, presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), nota outro aspecto do lado financeiro do debate: “O lucro se faz não só pelo seu faturamento como pelo seu baixo custo. Quanto menor esse custo [operacional], maior o lucro. Só que esse custo lida diretamente com os direitos da pessoa presa”, explica ele. “Você tenta dispor do mínimo de pessoal possível, você tenta dar a comida mais barata. Então, é uma lógica que vai levar a uma maior violação de direitos num lugar que já é impossível pensar nisso.” Padre Silveira dá um exemplo concreto: “Os agentes penitenciários das privatizadas ganham um salário de R$1000 a R$1500, enquanto que no Estado é de R$4000. Tem gestão compartilhada no Brasil que, por ano, chega a uma rotatividade de 70% dos funcionários, que são mal preparados e mal remunerados.”

Ética

Mesmo nos EUA, que ostentam 157 mil vagas no sistema prisional privado, somente 7% da população carcerária se encontra acomodada nas prisões “pró-lucro” (for-profit), como são chamadas. Lá, a alternativa privada nunca foi pensada como substituto total, mas como uma espécie de “complemento” ou “enxerto” no próprio sistema. Ainda que em escala menor, no entanto, a questão ética do negócio parece encontrar entraves. “Nenhuma empresa privada entra no mercado se não para obter lucro”, argumenta Kehdi. “O sistema penitenciário é a forma mais violenta que o Estado tem de intervir na vida do indivíduo porque o priva da liberdade. E isso, que é uma coisa absolutamente sensível, não pode ser colocado nas mãos privadas. No momento em que você transfere esse interesse para uma seara em que o lucro pode existir, abandona qualquer ideia de humanidade ao lidar com essa questão. Privar as pessoas de liberdade não pode dar lucro a ninguém.”

Quando a política entra em cena, o tema se torna ainda mais espinhoso. Pensando nas relações bastante amistosas entre o empresariado e os congressistas no Brasil, Cacicedo antecipa algumas práticas que podem surgir muitas das quais já foram vistas nos EUA: “As cláusulas contratuais preveem lotação mínima os presídios não podem ficar vazios —, então, veja com que facilidade eles [os empresários] conseguiriam, no Congresso Nacional, instituir leis que aumentassem as penas. O empresariado nacional vê muito claramente esse mercado em expansão e tem interesse nele. É um novo mercado, e um mercado tristemente crescente, então eles estão vislumbrando oportunidades de lucro num investimento que é muito certo.”

Vivências

Na teoria, portanto, a privatização se mostra relativamente cara, controversa e coleciona opositores em vários setores. Na prática, ela representa uma política tímida, porém significativa e presente que molda as vidas dos mais de 20 mil detentos que se estimam integrar as unidades que seguem cogestão ou PPP no país. Afinal, no que a vida destes difere da dos outros 600 mil, que compõem o sistema público?

Mesmo em 2016, há poucos dados que respondam a essa questão. Um relatório elaborado pela Pastoral Carcerária, que visitou várias prisões nesses modelos, oferece uma visão parcial: ainda que a maioria das unidades acessadas tenham lotação adequada e maiores recursos, o confinamento dessas pessoas não se tornou mais humanizado. Frequentemente verificou-se que os detentos não tinham acesso a formas de comunicação com o mundo externo, incluindo os próprios familiares. Na “unidade de tratamento penal” da Barra da Grota (TO), notou-se o seguinte:

Todos os presos que já passaram por outras unidades prisionais e agora se encontram nesta privatizada foram unânimes em dizer que preferiam estar num presídio do Estado. Perguntado qual o motivo, vez que ali na privatizada eles têm kit higiene, roupas pessoais e roupa de cama, alimentação, espaço melhor e não tem superlotação. A resposta foi a mesma. Aqui a repressão é maior. Não temos nenhuma liberdade. A nossa família passa por uma revista muito mais rigorosa que nas unidades do estado.

No complexo de Ribeirão das Neves, já citado, isso não é exceção:

Os presos se mostraram muito insatisfeitos com o tratamento dado na unidade. A maioria gostaria de voltar para as unidades prisionais do Estado e nos pediu ajuda para transferência. Todo o atendimento com os técnicos é realizado com os presos algemados, isto é, atendimento psicológico, atendimento com a assistente social, atendimento com o médico/enfermeira e atendimento com o advogado/a.

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Outros problemas que constam no documento incluem ausência de banho de sol garantido por lei, despreparo por parte dos agentes, contratos vencidos, suspeitas de corrupção e atrasos na remuneração dos presos, nos casos em que eles se encontravam empregados dentro da unidade.

Nenhuma dessas irregularidades se comparam, no entanto, ao caso do presídio de Pedrinhas (MA), que estourou na mídia com a circulação, pela internet, de fotos e vídeos de detentos sendo decapitados, mortos de outras formas e torturados durante uma série de rebeliões em 2013. Somente nessa ocasião, foram 22 mortes, seguidas por mais 63 ao longo daquele ano. Todos os guardas da unidade eram terceirizados. “A imprensa nunca divulgou a série de serviços privados que tem dentro daquele estabelecimento. Nunca se falou que a gestão da segurança era privada. É um exemplo do que se espera de um presídio privatizado”, diz Cacicedo. Kehdi é pontual: “Pedrinhas não é a exceção. Enquanto o sistema de justiça estiver embasado na punição como solução dos conflitos, a gente vai ter mortes.”

Lei

Desde 2011, tramita no Senado o projeto de lei (PLS) 513, que pretende regulamentar o modo como são feitas as PPPs no país. De autoria do senador Vicentinho Alves (PR-TO), o projeto se mostrou controverso ao decretar a obrigatoriedade do trabalho do preso na penitenciária privada, sob pena de remetê-lo de volta ao sistema público caso ele se recuse a fazê-lo. O texto afirma que o concessionário terá “liberdade para explorar o trabalho dos presos” e para “utilizar ambientes do estabelecimento penal para a comercialização de produtos e serviços oriundos desse trabalho”.

“Ele legaliza um sistema de superexploração do trabalho do preso”, traduz Cacicedo. “A Constituição não permite trabalho forçado. É uma forma escancarada de lucro.” Kehdi segue: “A proposta da PL prevê que não vige pros contratos de concessão desse esquema várias limitações, como jornada de oito horas por dia ou adaptações para pessoas que têm dificuldade de trabalhar por conta da idade. É óbvio que eles querem ter mão de obra barata.” A lei de execução penal já prevê que o preso seja remunerado com ¾ do salário mínimo.

Outro ponto polêmico da lei foi a previsão de a própria empresa fornecer assistência jurídica ao preso, o que Kehdi enxerga como “ilógico”. Cacicedo desenvolve: “Diante de uma situação de exploração ou abuso, advogado que vai pleitear os direitos da pessoa presa é pago pelo próprio violador desse direitos.” Ele também contextualiza o momento e especula em torno do propósito da lei: “Hoje, a privatização do sistema penitenciário está sendo feita sem lei especifica, apenas através de contratos com o governo. Essa lei quer dar maior segurança jurídica para o empresariado. Querem uma segurança de lucro, sem riscos de anulação.”

A PL está, desde março desse ano, em sua fase mais crucial da tramitação até agora, na qual é escolhido um senador para relatá-la. O responsável por isso é Paulo Paim (PT-RS), que vem promovendo debates sobre o tema no plenário do Senado e confessou não ter opinião formada.

Caminhos

É quase impossível falar em alternativas à privatização presidial sem esbarrar nas mazelas do sistema prisional como um todo, admitido por muitos como falido. “Nós não temos a mínima condição de recuperar ninguém nesse sistema. Eu sou favorável a diminuir ao mínimo possível o sistema privativo de liberdade”, diz o delegado aposentado Manoel Ribeiro Jr. Ele não está sozinho nessa pauta: em 2014, foi lançada a Agenda Nacional pelo Desencarceramento, boletim assinado por 13 entidades ligadas a direitos humanos. Ela propõe o esvaziamento do sistema carcerário através de ações estratégicas, da descriminalização do porte e tráfico de drogas à suspensão de verba para a construção de mais presídios passando pela revogação da privatização.

Kehdi é incisivo em seu ponto de vista: “O sistema carcerário não tem solução. Ele é uma coisa contra a qual a gente tem que lutar dia e noite. Tentar melhorar isso é perda de tempo. A gente tem que concentrar energia em tirar pessoas de lá. É a agenda do desencarceramento mesmo.” Ele aponta a nova lei de drogas e a cultura punitivista propagada pela mídia como causas do encarceramento em massa no Brasil, e denuncia falhas fundamentais no Judiciário: “Eu acho que a lei não resolve, nem nunca vai resolver, enquanto ainda tivermos um pensamento retrógrado no Judiciário. A cultura do punitivismo é de longe a mais fácil de vender.”

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Ambos concordam que, no crime, vale mais tratar a doença do que o sintoma. “É difícil você falar em ressocialização quando a pessoa nunca foi socializada em primeiro lugar, nunca teve uma oportunidade de estudar, de ter convívio familiar”, afirma Ribeiro Jr. “Se você atacar as causas, a criminalidade vai diminuir. Se não, você vai ficar prendendo as pessoas e os crimes vão continuar acontecendo. A verdade é que o país tem que encarar várias chagas dele. A nossa desigualdade social é uma das maiores do mundo. Menos de metade do país tem saneamento básico”, atesta Kehdi. “Não tem que ter prisão. Enquanto tiver prisão, vai ter violação.”

Fonte: Jpress
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Papa fala de sua viagem à Armênia

 

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Sonho Olímpico no Brasil: sem tráfico de pessoas

Pastoral do Turismo da CNBB promove “Campanha por um sonho Olímpico”

Iniciativa conta com apoio de usuários das redes sociais para compartilhamento de conteúdosHá dois meses da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a Pastoral do Turismo no Brasil (Pastur) lançou a Campanha “Este é o nosso sonho olímpico”. A iniciativa adotará ações promovidas na Copa do Mundo de 2014, buscando incentivar o respeito ao próximo durante os jogos, bem como o combate à corrupção e ao tráfico de pessoas.

De acordo com a organização, a campanha está ocorrendo por meio de publicações semanais nas redes sociais. As peças digitais alertam para questões como a proteção e cuidado com a vida e o meio ambiente. A campanha pretende, ainda, favorecer o diálogo entre as diferentes culturas presentes no evento mundial.

Algumas dioceses do Brasil farão material gráfico para distribuição durante Jogos Olímpicos Rio 2016.

O responsável nacional pela Pastoral do Turismo, padre Manuel Filho, explica que a campanha nas redes sociais é a presença da Igreja em um momento importante como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

“Nossos limites nos possibilitam apenas uma ação assim. Mas faremos dela um grito, um despertar, um vírus do bem nas redes sociais. Esperamos as pessoas que tenham acesso à campanha, ao menos uma vez, reflitam um pouco, e saiam da lógica do mercado e do mundo para pensar, efetivamente, jogos saudáveis sob todos os aspectos”, comenta o sacerdote.

Ainda, como proposta, as arquidioceses de Manaus (AM) e Salvador (BA), com equipes da Pastoral do Turismo, estão pensando em outras atividades específicas durante os Jogos. A arquidiocese do Rio de Janeiro, por exemplo, assumirá a coordenação do Centro Inter-Religioso da Vila Olímpica.

Fonte: CNBB
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Viver a fé com radicalidade

Evangelho: Lc 9,51-62 (13º DOMINGO COMUM – ANO C)

 Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus: «Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?» Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. E seguiram para outra povoação.

Pelo caminho, alguém disse a Jesus: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça».Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai».Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus».

Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».

ORAÇÃO PARA O 13º DOMINGO TEMPO COMUM

Meu Deus, meu Senhor, Pai de bondade, amado meu. Teu amor e misericórdia me enchem de alegria e esperança. Na tua presença, eu quero sempre estar, entregar meu ser e meu viver. Minha fé é Tua. Meu coração é Teu. Meu amor é Teu também. Toma-os, para torná-los mais santos, na Tua santidade. Louvo-Te pelo amor imenso que nos salva; esse é o meu profundo desejo ao Te contemplar, Meu Senhor e Deus. Quero viver e estar sempre junto de Ti, na comunhão da Tua Vida.És Deus sempre fiel, salvador, libertador, que nos chama a estar, seguir e viver no  Teu imenso amor, graça e benção. 

Tenho, meu Senhor. uma história de fé, marcada por altos e baixos. Sei que nem sempre sou fiel como Tu esperas de mim. Misericórdia, Te peço. Também já recebi graças e bençãos de Ti, e ainda as recebo. Obrigado, Senhor. Sou pequeno e fraco, e só em Ti, posso afirmar que desejo continuar a Ti seguir, Jesus. Tu és meu mestre, ensina-me Tua Fé, com Tuas Palavras, gestos e atitudes. Sou Teu discípulo, Senhor. Peço-Te que me olhes e ajudes no Teu seguimento, para que seja cada vez mais maduro, integro, radical, verdadeiro.Quero uma vida simples e despojada. Dá-me a graça, Jesus amado, de abandonar tudo que preciso para ser mais livre, e Te amar e servir na Tua Igreja, junto aos meus irmãos.  Suplico que me livres da sedução e engano deste mundo que insiste em me afastar de Ti, enfraquecer minha fé e zelo, meu Senhor.

Sei, Senhor, que a fé em Ti, Deus Forte e Santo, é uma experiência incrível e maravilhosa, marcante. Ser cristão, eu proclamo, com muita força, é encontrar, estar em comunhão com uma Pessoa. Não creio em ideias filosóficas, ou princípios éticos, menos ainda em conceitos de auto-ajuda.  Tu, Senhor Jesus, fonte da minha fé, esperança do meu viver, és Pessoa. que me permite Te encontrar, experimentar Tua força e ternura, misericórdia e amor, graça e benção. Quero, pois, sentir-Te sempre perto de mim, para sempre Te imitar no amor, no profetismo, no anúncio do Reino e da Tua salvação. E mesmo quando tudo ficar escuro, difícil, distante, frio,, me lembrarei que Tu estás ai, comigo. E assim, seguirei firme. Envia-me Teu Espírito, para fortalecer e aprofundar meu conhecimento e experiência de fé, num decisão pelo seguimento incondicional de Ti, Senhor Jesus.

Crer em Ti, Jesus, Te seguir vai se tornado uma um realidade, uma decisão radical. Torna-me Teu Profeta, que eu fale pelo testemunho de minhas Palavras e força das minhas atitudes que expressam Tua Fé. A Ti, pela inspiração e graça do Espirito Santo, hoje, mais uma vez, ofereço-me inteiramente a Ti,  Meu Senhor. Nada quero, apenas desejo, abro-me a confiar sempre na presença e proteção, misericórdia e providência. Minha confiança e segurança, Senhor, deposito-as, em Ti, Jesus, porque Tu me amas, guardas, e proteges. Que minha experiencia de fé radical me leve para o céu, para o amor, para serviço ao um mundo mais justo, alegre e em Paz. Conduza-me em Teu seguimento, em Tua vida de despojamento, e simplicidade. 

Quero também recorrer a Virgem Maria, para que a minha vida e fé sejam sempre vida sejam vibrantes.  Venha comigo nessa experiência de seguimento de Jesus, de busca pela santidade, radicalidade do sim da minha fé.  Ajude-me a confiar 100% em Deus, sempre, em todos os momentos e situações de minha vida, como tu fizeste, oh mãe querida, também quando deste teu sim a Deus. Proteja-me debaixo de teu amparo, no teu colo, do desânimo, da falta de engajamento verdadeiro na Igreja de Jesus, nas pastorais que atuo. Afasta de mim o desamor, sentimentos de inferioridade, insegurança, medo, acomodação. Suscita-me para o serviço alegre, para o amor profundo, para uma fé bela, profunda e atraente pela simplicidade e verdade do nome de Cristão. Ave-Maria..

 

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Como está sua idade mental?

Sua idade mental coincide com sua idade física?

Siga estas 3 dicas e deixe de ser o idoso que, na realidade, você não é

old and young

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O conceito de ’envelhecer’ vem mudando nas últimas décadas. Hoje em dia, é comum vermos pessoas de 70, 80 anos participando de maratonas, pedalando ou em pleno auge trabalhando nas empresas. O conceito de vovô aposentado de bengala parado em casa muitas vezes não coincide com essa nova imagem das pessoas ativas em plena terceira idade. Mas, claro, o contrário também acontece: volta e meia nos deparamos com velhos de 30 e poucos anos.

Publicamos esta reflexão, justamente de um homem de 30 anos, que tem o propósito de mostrar a realidade para aquelas pessoas que, apesar de terem pouca idade, sentem que são mais velhas do que indica a carteira de identidade.

«Desde os 15 anos, comecei a envelhecer demais. Bem, pelo menos que eu me lembre. O que quero dizer é que comecei a sentir os problemas de saúde típicos das pessoas mais velhas: meu intestino não funcionava direito, não conseguia controlar o peso, tinha uma tosse permanente.

É curioso como um adolescente pode se sentir com a idade dos seus avós. Com o passar do tempo, outros problemas surgiram. Eu estava convencido de que minha memória era péssima em todos os sentidos, e que em pouco tempo estaria sofrendo de Alzheimer. Talvez fosse hipocondríaco e paranoico. Tinha certeza de que os cabelos brancos chegariam antes dos 20 e que meu cabelo iria cair antes que eu chegasse aos 30.

Meu pensamento era obcecado pela questão da idade e da saúde, e isso automaticamente se refletia no meu comportamento, mentalidade e em minha capacidade de sonhar e traçar metas.

Quando decidi virar a página e criar um novo ’eu’ de acordo com a minha idade? Ao completar 30 anos. Talvez aquele pequeno amadurecimento me tenha feito ver que aqueles problemas de saúde que me faziam sentir velho eram totalmente de minha responsabilidade e que ainda estava em tempo de eliminá-los da minha vida, para começar a me sentir jovem.

Foi quando eu descobri três conselhos que sugiro a você seguir para evitar sensações negativas sobre si mesmo e viver a vida plenamente, sendo coerente com sua idade:

1. Se tiver alguma doença, faça sua parte para melhorar. É sério!

Aos 15 eu soube que sofria do intestino. Numa consulta médica, descobri que para cuidar das irritações no intestino, as orientações iam de evitar ao máximo o estresse a fazer exercícios diários, além de não consumir alimentos que poderiam ser prejudiciais, como alface e Coca-Cola. O que eu fiz durante os 15 anos seguintes? Pouco exercício, tive crises histéricas constantes e nada de dieta. A Coca-Cola era minha bebida favorita, e frango com alface era algo que adorava. Ok, pode parecer estranho, mas eu adorava. E o que consegui tapando os olhos para meu problema? Só piorar, nada de melhora. Acho que agora você entende sobre o que estou falando.

2. Controlar seu peso não é questão de vaidade

Os estereótipos de beleza não devem ser a principal motivação para que você controle seu peso, seu principal estímulo deve ser sua própria saúde. Durante boa parte da vida, sofri por ser o gordinho da escola, da universidade, de casa e de todo grupo social do qual fazia parte, pois todos logo viam minhas bochechas rechonchudas e olhos expressivos. Eu fazia dietas fracassadas e, todas as manhãs, me forçava para levantar e fazer exercícios, mas quando fazia isso me sentia obrigado, cansado e desanimado. Logo, eu estava comendo sem pensar e deixando de lado os exercícios, sem me importar com a aparência. «Se gostarem de mim, irão gostar do jeito que eu sou», repetia para mim mesmo.

Veja como a motivação influencia. Jamais me concentrei no que é realmente importante: minha saúde! Pensava só no que os outros diriam sobre minha aparência, por isso nunca tinha sucesso. Se você faz exercícios, seu corpo começa a funcionar como um relógio, qualquer problema de saúde que tiver irá diminuir, ou até desaparecer. Se isso não o motiva, nada mais motivará.

3. Para ter boa memória, é preciso exercitá-la!

Assim como o seu corpo precisa se oxigenar com exercícios, o mesmo acontece com a sua mente. Por anos, reclamei da minha péssima memória. Em cada prova na escola, precisava decorar as lições como um papagaio, prestava o exame e ia ’bem’, mas poucas horas depois, não havia mais nada na minha cabeça. Ou seja, a típica memória curta.

Então, entendi que, para manter uma informação na mente, tinha de levar meu cérebro para a academia. Assim como dedico 1 hora do meu dia aos exercícios físicos, dedico no mínimo o mesmo tempo para ler um pouco de tudo: livros dos quais eu gosto e outros de que não gosto tanto, jornais e revistas. Em um piscar de olhos, minha memória se fortaleceu e passei a guardar mais informações. Quero dizer, essa história de Alzheimer precoce era só parte das minhas invenções e resultado da minha indisciplina.

Se você fizer a sua parte, asseguro que deixará de ser esse idoso ou idosa que na realidade você não é, e poderá traçar as metas que sempre quis alcançar, mas que a sua idade mental jamais permitiria que você alcançasse.

Fonte: Aletéia
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Papa na Armenia

Esta é a 14ª viagem internacional pontificado de Francisco

O papa Francisco iniciou nesta sexta-feira, 24 de junho, a sua visita de três dias à Armênia. Francisco embarcou esta manhã do aeroporto internacional de Fiumicino. Sua chegada à capital Yerevan está prevista para às 14h49h do horário local.

Como é tradição, na véspera da viagem, o pontífice foi à Basílica de Santa Maria Maior para rezar diante da imagem de Nossa Senhora Salus Populi Romani, pelo bom êxito da visita. As flores que o papa depositou aos pés do altar tinham as cores da bandeira armênia (vermelho, laranja e azul).

O pontífice visita o país a convite do patriarca Karekin II, das autoridades políticas e da Igreja Católica.

Programação

Após a cerimônia de boas-vindas, o papa desloca-se para um momento de oração na Catedral Apostólica em Etchmiadzin, com saudações do patriarca, Karekin II e Francisco.

Às 18 horas (horário local), está prevista a visita de cortesia do papa Francisco ao presidente da República, Serzh Sargsyan, no Palácio Presidencial, seguido do encontro com as autoridades civis e com o corpo diplomático. Estes dois eventos serão transmitidos ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português.

O último compromisso do primeiro dia da viagem será um encontro privado com Karekin II, no Palácio Apostólico.

Armênia e os papas

A visita realizada por Francisco à Armênia é a segunda feita por um papa ao país. O papa João Paulo II também esteve na Armênia em 2001.

Considerada “o primeiro país cristão”, a Armênia proclamou o Cristianismo como religião de Estado em 301, por meio do rei Tiradentes III, sob o impulso de São Gregório, o Iluminador.

O rito armênio é um dos mais antigos do Cristianismo do Oriente, com origens que remontam à época apostólica com Tadeus e Bartolomeu, considerados os apóstolos do país.

Com informações e foto da Rádio Vaticano

 

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