Mês: outubro 2016



Cremação e Catolicismo

Vaticano publica documento orientando fiéis a não guardar em casa cinzas dos mortos

Igreja Católica prefere que os corpos sejam enterrados. Caso seja feita a opção pela cremação, cinzas devem ficar em cemitérios.

O Vaticano divulgou novas regras sobre cremações nesta terça-feira (25). A Igreja Católica, que prefere enterros a cremações, orienta que as cinzas dos mortos sejam mantidas em “locais sagrados”, como cemitérios ou igrejas.

Caso se escolha a cremação, “as cinzas do fiel devem ser deixadas para repousar em um local sagrado, ou seja, um cemitério ou, em certos casos, em uma igreja ou área separada para este propósito”, diz o texto.

As cinzas também não podem ser lançadas na natureza, segundo a orientação. Há até casos em que um funeral cristão pode ser negado àqueles que solicitarem que as cinzas sejam espalhadas.

A Igreja não poderia permitir ou ser conivente com atitudes como considerar a morte a “aniquilação definitiva da pessoa, ou o momento de fusão com a Mãe Natureza ou o universo, ou um estágio no ciclo da regeneração”, acrescenta o texto.

Fonte: Globo.com
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Cuidado com estresse!

8 sinais de que o estresse está te deixando doente

Uma pesquisa da Associação Internacional do Controle do Estresse colocou o Brasil em segundo lugar entre os países com maiores níveis de estresse do mundo. O estrsse pode impactar na saúde mental e física — se você reconhece algum desses sintomas, isso pode estar te deixando doente.
Bolinhas em todo lugar

O estresse libera o hormônio cortisol, que debilita a capacidade do corpo para processar o açúcar no sangue e também a forma como você metaboliza gorduras, proteínas e carboidratos, o que pode causar ganho ou perda de peso”, diz a Dra. Shanna Levine, da Icahn School of Medicine, de Nova Iorque (EUA). O estresse também pode levar pessoas a hábitos alimentares nocivos, como comer demais ou de menos.

Se você nunca teve dores de cabeça mas de repente está sempre com ela latejando, pode ser estresse demais. Isso libera substâncias químicas que alteram os nervos e vasos sanguíneos no cérebro, o que faz surgir a dor de cabeça. Você já tem propensão a enxaqueca? O estresse pode dispará-la ou piorá-la. Também é comum que os músculos fiquem tensos quando você está estressado, o que pode ser também a causa da dor de cabeça.

Sua barriga não está legal

O estresse pode abalar o funcionamento do seu trato gastrointestinal de diversas formas. Pode fazer o corpo produzir mais ácido digestivo, o que dá azia. “Também pode atrasar o esvasiamento do estômago, o que causa gases e inchaço e também aumenta as constrações intestinais, o que leva a cãibras e até diarreia”, diz a Dra. Deborah Rhodes, da Mayo Clinic.

Sempre resfriado

O estresse suprime o sistema imunológico, o que pode fazer você adoecer mais facilmente e te deixar com menos defesas para combater micro-organismos. “Quando as pessoas estão estressadas, ficam doentes. Pode ser um resfriado ou gripe, que aparecem porque os sistema imunológico não tem força para lutar contra o vírus”, diz a Dra. Levine. Pesquisadores na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh (EUA) infectaram voluntários com o vírus do resfriado; aqueles que disseram sofrer mais com estresse tinham o dobro das chances de ficarem doentes do que os que disseram sofrer menos.

Você tem espinhas de novo!

Você pensou que a acne era um pesadelo adolescente que ficou no passado, mas de repente seu rosto está cheio de espinhas — e o estresse pode ser o causador. Quando estressado, seu corpo bombeia mais hormônios, como o cortisol, o que faz com que as glândulas da pele produzam mais óleo. Esse óleo em excesso fica preso nos folículos, juntamente com sujeira e pele morta, produzindo as espinhas.

Sua cabeça não funciona direito

Conforme a Dra. Levine, o estresse pode te fazer doente da cabeça, também. Muito cortisol pode dificultar a concentração, causar problemas de memória e ansiedade ou depressão.

Seu cabelo está caindo

Perder um pouco de cabelo é normal (os folículos antigos são substituídos por novos com o passar do tempo), mas o estrsse pode perturbar esse ciclo. O estresse significativo induz mais folículos a entrarem na chamada fase de descanso e, meses depois, aqueles cabelos caem. O estresse faz o sistema imunológico atacar os folículos capilares, resultando na perda do cabelo.

Fonte: Perfeito
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Que salvação entre também na sua casa

EVANGELHO: Lc 19,1-10

31º DOMINGO COMUM – ANO C

 

Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico.

3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo.4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”.

6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria.

7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!”

8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”.º

9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão.10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

ORAÇÃO PARA O 31º DOMINGO COMUM

Ao olhar para Ti, meu Pai, vejo o quanto me amas. Tu me conheces desde sempre. Nada pode ficar escondido de Ti. Tu és o todo Poderoso, criador do céu e da Terra, Deus majestoso, esplendoroso, rico em prodígios e portentos. A Tua força é sem fim, Deus poderoso. Meu Pai, Tua grandeza me encanta e fascina, és tremendo. Sou atraído a Ti por tudo isso, e Te louvo Tua grandeza. Meu coração se aproxima de Ti, deseja Tua presença porque deseja experimentar Teu infinito poder de amar, Tua misericórdia. Sou pequeno e Tu és Grande. Sou pecador é Tu és o perdão. Tu, meu Pai, não queres minha morte eterna, em Ti eu posso sempre confiar, esperar e amar, porque sei que amas a todos, és cheio de compaixão, piedade e benevolência, meu Deus, que sempre esquece o percado daquele se converte verdadeiramente. Honras e Glórias ao Teu Nome Santo, Nome da minha fé, graça e salvação. 

Meu Jesus amado, estar na Tua Presença, Te seguir é para mim uma experiência incomparável de amor e misericórdia. Tu me envolves e  me guias pelas estradas da fé e da salvação, meu Senhor.  Tu comunica a todos nos o amor gratuito do Pai das misericórdias. Quando não posso mais, Tu me carregas e me levantas quando caio pelo peso de minhas misérias, fraquezas, limites e pecados.  Eu já tenho feito o encontro fundamental Contigo, Jesus, e como tenho sido muito bom. Tu me consolas, confortas, cura e me libertas. E meu coração tem sempre desejo de Ti, quero Te ver sempre, te tocar a todo momento e ser tocado por Ti também. Entra na casa da vida e da minha história, da  minha fé e das minhas atitudes. Eu quero, eu preciso, eu permito. Minha casa é Tua, Senhor, faze em mim Tua morada. Abre meu coração e minhas mãos, Senhor. 

Zaqueu, Senhor, foi visto por Ti, e o Senhor entrou na vida dele, transformando seus pensamentos, projetos, valores e comportamentos. Zaqueu sentiu Tua força de perdão e misericórdia, e se converteu totalmente. Envia, Meu Jesus, teu Santo Espírito para tocar, entrar em todas as áreas da minha vida e fé que ainda necessitam de libertação, cura e conversão. Venha com Força, Espírito Santo, onde possa haver em mim resquícios de apegos a riquezas deste mundo, que me faz explorar meu irmão e não confiar na providência de Deus. Liberta-me da prisão dos bens materiais desse mundo que me rouba da experiência mais bela do amor, da partilha, da justiça, da solidariedade e comunhão dos bens.  Suplico a graça também de sempre e cada vez mais descobrir que sou amado de Deus, de olhar para mim e ver que também sou capaz de amar meu irmão com Deus me ama, sem reservas, sem preconceito, legalismo. Que as pessoas são feitas para amar e não as coisas, que devemos sempre amar. Fortaleça, Espírito Santo, minha fé e meu amor por todos.

Santa Mãe de Deus, trouxestes Jesus para entrar na casa do mundo e da humanidade. E hoje ele entra em tantas casas da vida, do coração, que ouve suas palavras, aceitam sua fé e se tornam seus discípulos. Eu sou um desses zaqueus de hoje. Fui visitado por Jesus, minha mãe.  Rogo que me ajude a manter a direção da vida que naquele encontro com Jesus tomei como experiencia de salvação. Mae querida, me ajude e manter a fidelidade a fé em  Jesus e a liberdade diante das coisas, bens e riquezas deste mundo. Que essa revolução começada em minha fé e vida, no meu coração, possa, eu te suplico, oh mãe, me inspirar palavras e ações de esperança e alegria, paz e amor, justiça e misericórdia, de tal modo que eu colabore para evangelizar ricos e pobres. Ajude-me minha mãe a favorecer o surgimento do homem novo pela sua conversão interior, por meio da imitação, da prática das palavras e gestos de Jesus, teu filho. Que teu Cristo Jesus seja luz do mundo, esperança de fé para quem busca a vida em plenitude, com muita simplicidade e humildade, e sentido. Amém. Ave-Maria. 

 

 

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Sobre Pessoas com deficiências

10 coisas que você sempre quis saber sobre pessoas com deficiência mas tinha medo de perguntar

Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência? Todo surdo é mudo? Toda pessoa com deficiência auditiva é surda? Deficiência intelectual e doença mental são a mesma coisa?

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Minerva Studio

Confessa, vai. Você tem um monte de perguntas sobre o universo da pessoa com deficiência mas nunca achou respostas. Seja porque perguntou para quem também tinha vários pontos de interrogação na cabeça ou porque acabou esquecendo de pesquisar sobre o assunto mesmo. Bom, não importa o motivo. Neste post vamos responder a algumas das perguntas mais comuns de pessoas sem deficiência sobre as pessoas com deficiência.

1. Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência?

Esta talvez seja a dúvida mais comum e que a grande maioria de leigos acaba cometendo equívocos. Em alguns casos, a gente tenta ser ‘politicamente correta’ e acaba usando de eufemismo, o que só piora a situação. O termo correto e aceito internacionalmente é “pessoa com deficiência”. Qualquer termo fora este, será impreciso ou poderá até mesmo gerar algum mal estar junto à pessoa. O termo “pessoa com deficiência” está em vigor desde 2006 quando houve a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e que foi ratificado no Brasil com efeito de emenda constitucional, através do Decreto Legislativo 186 em 2008. Então, risque estes termos da sua caderneta: “portador de deficiência”, “deficiente” e “portador de necessidades especiais”.

2. O que devo falar ao me apresentarem a uma pessoa com deficiência?

Que tal começar com um “olá! tudo bem?” e dizer qual seu nome. Emendar algo tipo “prazer em conhecer” cai bem. Lembre-se: você está à frente de uma PESSOA. Feita de carne e osso. Com sonhos, visões de mundo, medos, expectativas, habilidades… Assim como você. Então, trate-a normalmente como você faz com todos. Fácil, não?!

3. Por que as pessoas têm deficiências?

Ao contrário do que muitas pessoas possam achar, no Brasil e no mundo, as grandes causas de deficiência não têm nada a ver com genética e nem são hereditárias. Em outras palavras, poucas deficiências são congênitas. Na maior parte dos casos elas são adquiridas em vida. Infecções causadas pela falta de saneamento básico, falta de assistência pré-natal, erro médico na hora do parto e, principalmente, acidentes de carro e com arma de fogo são algumas das causas de as pessoas terem deficiências. Ou seja, ninguém está protegido. Todos somos vulneráveis.

4. Todo mundo que tem a mesma deficiência se conhece?

Não, o universo composto por pessoas com deficiência não é tão pequeno se pensa. No mundo todo, 10% da população tem pelo menos uma deficiência, seja leve ou grave. No Brasil, este percentual é 25%!  Mesmo em se falando em mais de 45 milhões de brasileiros, é muito difícil que a maioria das pessoas com deficiência se conheçam e sejam amigas em redes sociais, embora haja um grande sentimento de “grupo”, de “comunidade” entre boa parte das pessoas. Então, não parta do pressuposto que a pessoa com deficiência que você acabou de conhecer seja amigo ou amiga de “fulano” ou “beltrana”.

5. Como as pessoas cegas usam a internet?

Pessoas cegas usam internet e muito! Quem não usa, nos dias de hoje né? Graças a softwares de voz que lêem tudo que está na tela, as pessoas com cegueira ou baixa visão podem surfar pelos sites que bem entenderem. Bom, desde que os sites estejam preparados para serem lidos por estes softwares, é claro! Quando isto ocorre, dizemos que o site está acessível. Estes leitores de telas podem ser instalados em qualquer dispositivo equipado com multimídia. No caso do uso em computadores, os softwares mais comuns são: JAWS, NVDA, Virtual Vision e DOSVOX. No caso de dispositivos móveis, os mais conhecidos são o Talkback (plataforma Android) e o VoiceOver (plataforma iOS), que por sinal já vêm instalados nos smartphones e tablets.

6. Todo surdo é mudo?

Não, nem sempre. A pessoa com surdez na maior parte dos casos apresenta os órgãos fonoarticulatórios íntegros e tem todo o potencial para desenvolvimento da fala. Não é porque é surdo que se torna automaticamente mudo. A mudez autêntica é extremamente rara e decorrente de lesões cerebrais. Fonte: [email protected]

7. Deficiência intelectual e doença mental: são a mesma coisa?

Nãão! São coisas totalmente diferentes. A deficiência intelectual (e não “mental”, como alguns dizem) pode ser conseqüência de uma doença, mas ela não é uma doença; é uma “condição”, uma determinada limitação. Além de doenças, pode ser causada por acidentes, condições socioeconômicas desfavoráveis que levam à privação de estímulos, desnutrição, por fatores orgânicos, hereditários e por fatores genéticos. Vale a pena frisar que, por não ser uma doença, não pode ser contraída por meio de contágio. Ou seja, ninguém vai “pegar” nada convivendo com pessoas com Deficiência Intelectual. Na verdade, pode pegar é um carinho e uma amizade muito grande! rs. Fonte: APAE Limeira

8. Toda pessoa com deficiência auditiva é surda?

Não, necessariamente. Todo surdo é alguém com deficiência na audição. No caso, não conseguem escutar nada. Mas nem toda pessoa com deficiência auditiva é surda. Entendeu? Há outros níveis de deficiência auditiva, que pode ser leve até moderada. Neste caso, inclusive, existem pessoas que se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.

9. Pessoas com deficiência intelectual são mais carinhosas?

As pessoas com deficiência intelectual são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de se comunicar. Mas, não existe esse negócio de “MAIS” ou “MENOS”. Se a pessoa é gentil e amável é porque tem muito a ver com a sua personalidade, sua educação, seus valores. Ou seja, da mesma forma que funciona com qualquer pessoa. O fato de se ter ou não uma deficiência não é determinante.

10. Pessoa em cadeira de rodas fazem sexo?

Muito, às vezes. Sexualidade é algo muito mais amplo que sexo e, consequentemente, sexo é muito mais que “encontro de genitálias”. Apesar de pouca ou nenhuma sensibilidade da cintura para baixo, essas pessoas sentem prazer através do tato em outras partes erógenas do corpo (lembram daquela cena da massagem na orelha no filme Intocáveis?) ou de estímulos do olfato e visão. Tudo isso vai ajudar a irrigação sanguínea, ao aumento do batimento cardíaco e o restante da história você já imagina, né?! Então, anota aí: a pessoa com deficiência motora, seja homem ou mulher, pode ter vida sexual ativa, pode namorar, casar e, na maior parte dos casos, ter filhos.

 

 

Fonte: aleteia

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CNBB crítica PEC 241

“A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres”, diz o textoA Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, durante entrevista coletiva à imprensa, a Nota da CNBB sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241), que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos vinte anos. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, reunido, em Brasília, entre os dias 25 e 27 deste mês.Leia o texto na íntegra:

 

 

 

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

 

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
 (São João Crisóstomo, século IV)

 

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Fonte: CNBB
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Não condenar jamais…

 Papa Francisco: julgar e condenar o irmão que peca é errado

2309 Francisco PerdoarFrequentemente, as palavras do Papa Francisco, especialmente neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia, têm confirmado as práticas de Pastoral Carcerária da defesa da dignidade humana de toda as pessoas, incluindo as que estão encarceradas.

Em 21 de setembro, em audiência pública na Praça São Pedro, em Roma, o Papa Francisco voltou a enfatizar o dever do cristão em agir sob a ótica da misericórdia.

“Se olharmos a história da salvação, vemos que toda a revelação de Deus é um incessante e incansável amor pelos homens: Deus é como um pai e como uma mãe que ama de amor insondável”.

Se comparado com este amor sem medida, prosseguiu o Papa, é evidente que o nosso parecerá imperfeito. “Ser perfeito significa ser misericordiosos”, afirmou. Mas quando Jesus nos pede para sermos misericordiosos como o Pai não pensa na quantidade, mas no compromisso dos discípulos de se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia infinita de Deus.

Francisco enfatizou que ser misericordioso significa saber perdoar e doar-se. Jesus não pretende subverter o decurso da justiça humana, todavia recorda aos discípulos que para ter relações fraternas é preciso suspender os juízos e as condenações.

“O cristão deve perdoar. Por quê? Porque foi perdoado. Todos nós que estamos aqui nesta Praça fomos perdoados. Todos nós, em nossas vidas, sentimos necessidade do perdão de Deus. Porque fomos perdoados, devemos perdoar. Todos os dias, rezamos no Pai-Nosso: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Assim é fácil perdoar. Se Deus me perdoou porque não posso perdoar? Sou maior que Deus? Entenderam bem isso?”

Ainda segundo Francisco, “julgar e condenar o irmão que peca é errado”, enfatizou. “Não temos o poder de condenar o nosso irmão que erra, não estamos acima dele: mas temos o dever de recuperá-lo à dignidade de filho do Pai e de acompanhá-lo no seu caminho de conversa”, disse, complementando. “Deus não quer renunciar a nenhum de seus filhos”, frisou o Pontífice.

“Quanta necessidade temos todos nós de sermos um pouco mais misericordiosos, de não falar mal dos outros, de não julgar, de não falar mal com críticas, com inveja, com ciúme. Não! Perdoar, ser misericordiosos, viver a nossa vida no amor e doar. Este amor permite aos discípulos de Jesus não perder a identidade recebida por Ele, e reconhecer-se como filhos do mesmo Pai. Não se esqueçam disso: misericórdia e dom. Perdão e doação. E assim o coração se alarga no amor. Ao invés, o egoísmo, a raiva faz com que o coração se torne pequeno, duro como uma pedra”, disse.

Ainda neste mês, no dia 11, O Papa já havia enfatizado que “não há uma pessoa irrecuperável, ninguém é irrecuperável! Porque Deus jamais deixa de querer o nosso bem, inclusive quando pecamos!”.

Fonte: Boletim da Pastoral Carcerária nacional
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Festa de 300 anos de Aparecida será sem o Papa Francisco

Papa não virá ao Brasil em 2017, diz presidência da CNBB

Informação foi dada pela presidência da CNBB em entrevista exclusiva à Canção Nova Roma

Jéssica Marçal
Da Redação, com Canção Nova Roma

Dom Leonardo (esq.), Dom Sérgio (ao meio) e Dom Murilo em Roma durante entrevista para a TV Canção Nova Roma / Foto: Reprodução

Uma notícia triste para muitos brasileiros: o Papa Francisco não poderá vir ao Brasil em 2017. A informação foi dada pela presidência da CNBB, após audiência com o Santo Padre nesta quinta-feira, 20. Logo após o encontro, concedeu entrevista exclusiva à equipe da Canção Nova Roma.

“Falamos do Ano Nacional Mariano que começou dia 12 de outubro e ele se interessou. Foi aí que entrou o assunto de Aparecida e ele nos disse que ano que vem não poderá ir a Aparecida, porque indo a Aparecida teria que ir na Argentina, Chile, Uruguai e não há condições porque esse ano suspendeu as visitas ad limina (a visita dos bispos), e ano que vem vai pegar as visitas que seriam deste ano e do próximo ano”, informou o vice-presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA).

Embora não venha já em 2017, não está descartada uma segunda vinda ao Brasil. O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, informou que o Papa manifestou o desejo de retornar em outro período, não no próximo ano dadas as diversas circunstâncias.

“Nós esperamos que, no futuro, ele venha nos visitar mais uma vez e isso certamente acontecerá porque existe sempre uma conjuntura de elementos, de momentos, e também a necessidade da presença do Santo Padre em outros lugares do mundo. Então ele olha todo o conjunto da Igreja, não olha só para o Brasil. Pelo fato dele ter essa noção da necessidade da presença dele no mundo todo, devagar ele vai vendo onde há necessidade de ir primeiro”.

Antes do encontro com o Papa, a presidência da CNBB havia conversado com a Rádio Vaticano e o presidente da entidade, Dom Sérgio da Rocha, informou que a CNBB havia reiterado o convite para que Francisco viesse ao Brasil no próximo ano.

Embora a expectativa fosse grande pelo “sim”, Dom Sérgio disse expressou que um “não” seria compreensível diante da agenda do Pontífice. “Nós esperamos que ele possa estar no Brasil no próximo ano, mas é claro que compreendemos que ele tem também outros compromissos, outras necessidades da Igreja”, declarou Dom Sérgio antes do encontro com o Papa nesta manhã.

Fonte: Canção Nova
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Frase de São Bento

“A hora é agora”: a frase de um santo que é capaz de mudar toda a sua vida!

Uma única frase de São Bento me fez repensar tudo o que eu estava vivendo

A sabedoria estava guardada em uma única frase. E ela veio da pena de um santo que viveu há cerca de 1.500 anos e me fez pensar sobre como eu estava vivendo a minha vida. O pensamento, muito simples, veio do Prólogo da Regra de São Bento, um guia para a vida monástica:

Mas foi a explicação de Michael Casey, um monge beneditino da Austrália, que abriu de verdade os meus olhos para o quanto a simples frase deste santo me importa. Diz o monge:

[São] Bento está dizendo que, diante das possibilidades espirituais trazidas a nós pela graça, somos muito lentos. Por isso precisamos nos apressar, nos mexer, para permitir que a graça de Deus nos impulsione ainda mais e mais rápido em direção ao que a Providência Divina preparou para nós…

Nenhum chamado enfrenta tanta resistência quanto o chamado para acordar. Não precisamos ser surpreendidos se não queremos ser empurrados à ação, em especial quando não sabemos exatamente o que vai estar em jogo. Estamos sendo chamados a um estadonão especificado de alerta. Estamos sendo convidados a ficar preparado para os desafios desconhecidos, para dizer sim a demandas que ainda não foram feitas. Tudo isto requer uma forte fé na Providência e uma firme confiança em Deus, que nunca nos pede nada além dos nossos limites reais. E temos que ser realistas. Apesar dos meus pressentimentos, eu posso ter uma razoável certeza de que o heroísmo exigido de mim hoje não vai envolver nenhuma desgraça, ou tortura, ou martírio; vai simplesmente me indicar pequenas ações que transcendem os limites habituais que imponho à minha benevolência: uma palavra de encorajamento aqui, alguns minutos de solícita escuta ali, um gesto de ajuda, um ato de perdão ou de solidariedade, uma iniciativa oculta que promove o bem comum. As ocasiões para esses pequenos atos de heroísmo vão surgir, mas apenas se, em primeiro lugar, estivermos acordados e atentos à sua possibilidade…

Fazer melhor requer vigilância. Quantas vezes, quando somos acusados de agir errado ou de omitir algo importante, respondemos com desculpas como “Eu não sabia”, ou “Eu não estava ciente”, ou “Eu não pensava que…”? O desafio moral passou batido porque a nossa consciência não estava acionada; estávamos dormindo…

Ao criarmos um miasma de fogos de artifício sensoriais, nós efetivamente bloqueamos tudo para além do que é sensato: toda percepção espiritual, toda atenção à interioridade. A nossa consciência fica amortecida pela sobrecarga sensorial e, nós, pouco conscientes das possibilidades abertas para criarmos um mundo melhor…

A voz da consciência e as palavras do Evangelho são apenas uma som suave e delicado no meio do nosso universo barulhento… A imaginação vivaz desperta as emoções e nos impede de alcançar o nível de tranquilidade interior que nos permitiria atender aos avisos da consciência e aos sussurros do Espírito Santo.

O resultado é que estamos tão despertos no nível sensorial que não há espaço para o despertar mais interior. A maioria de nós não consegue ouvir outra voz quando está ao mesmo tempo vendo televisão, enviando mensagens, olhando o celular e, internamente, se preocupando com algum pesar imaginado.

Da mesma forma, não podemos ser espiritualmente conscientes sem abaixar o volume das outras vozes. Para estar despertos e atentos espiritualmente, temos de limitar a atenção que damos a outras áreas. E, de acordo com São Bento, temos que começar já: “Esta é a hora de levantar-nos do sono”!

O meu risco é o de apreender e aceitar intelectualmente os conteúdos da minha fé católica ao mesmo tempo em que, por outro lado, fico sonolento aos inúmeros chamados de Deus na minha vida de todos os dias.

Tenho que acordar! Temos que conhecer a vontade de Deus para nós! Temos que reconhecer quando a nossa vontade está tentando subverter a de Deus. E temos que procurar, denodadamente, ser fiéis de modo heroico nos pequenos atos de cada dia.

“Esta é a hora de levantar-nos do sono!”

São Bento, rogai por nós.

Fonte: Aleteia
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Pastoral publica Relatório sobre Tortura e Encarceramento em massa

A Pastoral Carcerária Nacional apresentou na quinta-feira, 20, às 19h, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, o relatório “Tortura em tempos de encarceramento em massa”, realizado com apoio da Oak Foundation e do Fundo Brasil de Direitos Humanos, e com a contribuição do Fundo de Fomento à Pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Mackpesquisa).Cartaz Relatorio Tortura

O relatório apresenta o resultado de dois anos de acompanhamento e análise de 105 casos de torturas que foram denunciados pela Pastoral Carcerária, além dos resultados de uma experiência de monitoramento em 19 unidades prisionais no Estado de São Paulo que abrigam presos provisórios.

Além de traçar o perfil das denúncias recebidas, a pesquisa buscou jogar luz na atuação do Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública na apuração das denúncias, e identificar os filtros e barreiras que praticamente impedem qualquer forma de responsabilização do Estado ou seus agentes.

Incólume às políticas formuladas para o seu enfrentamento, o estudo mostra que a tortura no Brasil continua extremamente viva e presente. Com um aumento de 167% da população prisional nos últimos 14 anos, somando mais de 620.000 pessoas presas, a quase totalidade delas em condições desumanas e de absoluta ilegalidade, não seria equivocado afirmar que nunca antes tantos brasileiros privados de liberdade foram expostos à tortura.

Leia o Relatório na íntegra. Baixe aqui em PDF

 

 

 

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Reclamação constante causa doença e solidão

O hábito de reclamar pode causar doenças e levar à solidão

Desabafar é saudável e terapêutico. Falar mal dos outros e da vida o tempo todo, porém, pode fazer mal à saúde. É preciso repensar certos costumes para ter uma mente sã

Vi mãe e filha vestidas iguais na rua e torci o nariz. Uma mulher furou a enorme fila para pegar o elevador. Roubaram minha vaga no estacionamento, sem a menor cerimônia. Meu marido não levou o lixo de dois dias atrás para fora e o delivery demorou mais de uma hora para chegar.

Reclamações são contagiosas. Você tem o hábito de reclamar em grupo? Ocorre muito com colegas de trabalho, que têm o mesmo alvo — um chefe que desagrada, por exemplo — em comum. Amigos de longa data também tendem a ter as mesmas vítimas preferenciais, afinal, reclamar da vida sozinho não tem a menor graça e, convenhamos, a gente sente um certo prazer nesses momentos.

“Reclamar é como o hábito de beber no bar, é uma atividade social. Você se reúne, todo mundo desabafa, é fácil achar assunto, se sentir querido e parte do grupo, especialmente quando todos concordam com a sua opinião”, explica a psicóloga, coach e terapeuta comportamental e cognitiva Thaís Petroff.
É como se um copo estivesse cheio. Aí você reclama e ele esvazia até a metade. Você se irrita, ele enche de novo. Você reclama e esvazia. É vicioso. Mas, no fim, esse comportamento não muda nada. Reclamar é mais fácil do que tomar atitudes e mudar aquele relacionamento que te desagrada”
Thaís Petroff

Reclamar é uma válvula de escape da emoção desconfortável. Acaba sendo uma saída fácil. Mas, quando ocorre com frequência, isso acaba tendo alguns efeitos negativos. Um deles é que crítica e reclamação são coisas viciantes e roubam energia que poderia ser usada em ações mais práticas para mudanças.

“Aquela energia motivadora que você teria pra entrar em ação, pra fazer algo com relação ao que te incomoda, ela diminui. O impulso que você tem para resolver a situação, botar a mão na massa, você gasta criticando e reclamando. Sobra menos energia para, efetivamente, fazer algo concreto que vá ocasionar mudança”

Além disso, lamentar-se demais pode até fazer mal para a saúde. “A liberação excessiva do hormônio do estresse, o cortisol, por exemplo, não faz bem para o coração e sobrecarrega o fígado. Você alimenta a raiva quando reclama e, consequentemente, libera hormônios.”
A ideia não é ignorar, mas reconhecer as emoções e fazer alguma coisa com elas. Por exemplo: é mais fácil reclamar que alguém jogou o lixo no chão do que se juntar com outras pessoas e limpar a cidade”
Thaís Petroff

 

Como ser menos reclamão

O primeiro passo é prestar atenção nas próprias emoções. Coloque-se como um observador das situações. Olhe para si mesmo como quem observa um quadro. Técnicas de mindfulness, também conhecida como atenção plena, podem ajudar nesse sentido. Inspirado na meditação budista, esse método ajuda a diminuir a intensidade dos pensamentos, a limpar a mente.

Quando sentir algo como raiva ou vontade de criticar, preste atenção em como você recebe esses sentimentos. Por que você sentiu raiva? Por que aquilo te incomoda? Nem sempre você encontrará respostas, mas poderá descobrir mais sobre você se parar de apontar o dedo para os outros e refletir sobre si mesmo.

“Reclamar do outro vem mais do não perceber a gente mesmo. Não dá para generalizar que em 100% das vezes esse é o motivo, mas sempre que você se incomoda com algo isso diz alguma coisa a seu respeito”, diz a psicóloga.
O que você pode fazer com relação a isso? O problema é mesmo o governo, o marido, o filho, o vizinho? Você se desresponsabiliza de qualquer coisa quando fala mal. O outro é um lugar horroroso”
Thaís Petroff

Exercícios de mindfulness ajudam a controlar a mente e deixam o dia a dia e os maus hábitos, como reclamar, menos automáticos.

Como lidar com pessoas reclamonas

“Muitas vezes a ranzinzice pode ser consequência de um transtorno emocional, que precisa de tratamento. Há um tipo de depressão leve e crônica que se chama distimia e traz um mau humor e negatividade constantes. Estar com essas pessoas é bastante difícil, porque elas nem sempre têm consciência do que fazem e das consequências”, explica Thaís Petroff.

“É uma tarefa muito difícil, porque a gente se irrita. Mas, se quiser ajudar, não seja agressivo. Tente apontar o hábito sem atacar a pessoa. A gente só ajuda quem quer ajuda também, tem que observar se a pessoa está aberta. Você pode fazê-la perceber que há outras maneiras de refletir sobre os próprios hábitos.”

Fonte: Metropoles
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