Mês: novembro 2016



Missa faz bem pra saúde física e mental

Ir à Missa é “remédio para melhorar a saúde física e mental”, assegura cientista de Harvard

Imagem referencial / Missa na Basílica de Guadalupe, Cidade do México. Foto: David Ramos / ACI Prensa.
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Lições que os filhos nos ensinam

10 lições que aprendemos com nossos filhos

Qual dessas lições é mais importante na sua vida?

10 lições que aprendemos com nossos filhos10 lições que aprendemos com nossos filhos

© Winnerlana / Shutterstock

Os filhos nos abre para um mundo novo, e com eles percebemos que não apenas ensinamos, senão que temos muito a aprender com eles também.

Quando os filhos nascem, os pais se consideram professores: ensinarão o filho a andar de bicicleta, a ler o que eles liam na infância, a ser generosos e honestos…

O que não imaginam é o quanto os filhos ensinarão aos seus pais, ao enfrentarem centenas de situações novas com as quais aprenderão sobre seu ser mais profundo, sua relação com os outros e com o mundo em geral.

Os pais aprendem inúmeras coisas com seus filhos, entre elas:

1. O amor é infinito

“Quando tive minha primeira filha, eu estava tão feliz, que sentia que não poderia amá-la mais do que já amava. Mas, com cada nova coisa que ia fazendo e que a tornava mais pessoa, eu a amava mais. Com o segundo filho, eu tinha medo de não amá-lo tanto quanto a primeira filha. Mas como eu estava errada! Hoje tenho quatro filhos e todos são minha adoração”, conta Patrícia, de 34 anos.

2. Não controlamos tudo

“A única coisa que eu queria era ter minha filha por parto normal. Mas, como ela estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço, precisei de uma cesárea de emergência. Desde esse dia, eu percebi que, com um filho, muitas coisas já não dependem de nós”, diz Cláudia, de 32 anos.

3. Todos nós temos nosso lado oculto

Os filhos nos expõem a situações novas, que nos fazem reagir de maneira jamais antes imaginada: raiva, impaciência, frustração. Felizmente, aprendemos também que podemos experimentar um sentimento sem agir de acordo com ele. O autocontrole é uma importante lição que precisa ser assimilada desde o nascimento da criança.

4. Nossos interesses pessoais já não são prioridade

Com os filhos, os pais aprendem a adiar seus planos pessoais. Eles exigem todo nosso tempo e dedicação. Assumimos responsabilidades e exigências. Nossa prioridade muda: Agora são eles o que temos de mais precioso na vida.

5. Os filhos não são clones, mas indivíduos diferentes de nós

É preciso aprender a respeitar as diferenças, a personalidade e o caráter de cada filho. Não podemos querer que nossos filhos sejam iguais a nós. É preciso conhecê-los como eles são e amá-los desse jeito, ajudando-os a melhorar seus pontos fracos e ressaltar suas virtudes.

6. Ninguém espera que sejamos perfeitos

O amor incondicional dos filhos é uma recompensa que nos conforta no dia a dia. Precisamos recordar que não somos perfeitos e que ninguém está exigindo que o sejamos. Amanhã nos controlaremos mais e seremos melhores.

7. Não podemos julgar os outros

Os filhos nos ensinam a não julgar os outros e sua forma de agir como pais. Eles nos fazem entender muitas atitudes dos nossos próprios pais que antes criticávamos. Assim, deixamos de exigir dos outros coisas que não podemos cumprir com nossos filhos. Esta é uma importante lição que pode ser aplicada em todos os âmbitos da vida.

8. Viver o momento presente

Os filhos, especialmente na infância, são especialistas em nos mostrar a importância de encarar as coisas com calma. Se vamos passar a tarde com eles, não adianta ficar estressados ou ansiosos com as próximas atividades; é preciso seguir o ritmo dos filhos.

9. Nunca deixamos de aprender

Cada etapa da vida dos filhos é diferente, e cada filho tem seu jeito de ser; por isso temos que nos adaptar a cada um deles. Este é um desafio enorme para os pais, mas também oferece uma imensa recompensa: o carinho dos filhos.

10. Os filhos despertam em nós virtudes esquecidas

Os filhos nos ajudam a conhecer-los melhor, revelam facetas na nossa personalidade que nunca imaginaríamos ter e nos motivam a ser melhores como pessoas.

Fonte: Catholicus
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Oração poderosa de São Cipriano

Oração contra bruxarias e feitiçarias – Oração de São Cipriano

Em nome do Pai * do Filho * do Espírito Santo

São Cipriano, que pela graça divina vos convertestes à Fé de Nosso Senhor Jesus cristo.

Com a permissão do altíssimo senhor deus, atendei à minha prece e vinde em meu socorro. Pelo sangue de nosso senhor Jesus cristo.

Rezar um Creio em Deus Pai;

Rezar uma Salve Rainha;

Amém.

Fonte: Nossa senhora cuida de mim
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É tempo de esperar e vigiar

EVANGELHO Mt 24,37-44
1º DOMINGO DO ADVENTO –  ANO A

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé.38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.

40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro serResultado de imagem para liturgia primeiro domingo advento ano aá deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.

42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 

43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.

44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

 

ORAÇÃO PARA 1º DOMINGO ADVENTO

 

Chegou o Tempo do Advento, Meu Deus. Tempo de celebrar Teu imenso amor por toda a humanidade, Teu projeto eterno de salvação de todas as pessoas.  Obrigado, Pai, por sempre estar perto de nós, junto de nós. Desde a Tua infinitude e eternidade vem ao nosso encontro e permite, por Teus próprios mistérios insondáveis de amor, que sejas também encontrado por mim e por quem crê em Ti.  Mais uma vez vamos renovar nossa fé e esperança em Ti, Deus, neste advento que iniciamos, celebrar as graças e bênçãos recebidas ao longo desse ano que estamos terminando, e nos colocar sob Tua forte confiança para ver manifestar Teu poder e Tua glória hoje e sempre, em nossas vidas e na nossa história de fé. Todo louvor rendo a Ti, oh Pai amado, pelas maravilhas da Salvação e do amor que experimento na Tua presença.

Senhor Jesus, Tu és o cumprimento das promessas de amor e salvação do Pai.  Tua vinda no meio de nós, Tua encarnação, Senhor, trouxe-nos fé e esperança, graça e salvação. A misericórdia do Pai veio nos visitar, em Ti e por Ti, Jesus.  Tu és o Kairós de Deus, do Pai, no nosso tempo, vida e história. Esperar-Te, Jesus, na Tua nova, segunda e definitiva vinda, na Tua glória, poder e força, esplendor e majestade, é para mim uma santa expectativa. Eu quero viver esse tempo de advento, entre Tua encarnação e vinda gloriosa, com intensidade e alegria, como momento de graça na minha vida e para minha restauração espiritual. Jesus, me ajude com Tua Graça e força, a fazer desse novo Advento o tempo da minha conversão, para uma fé mais bela, radical, madura, sadia. Fortaleça-me, Jesus, para que eu possa habitar junto de Ti, na eternidade da vida divina. Honra e glórias, a Ti, Cristo Jesus.

Pelo Advento, Senhor, todos os anos recordamos, celebrando, que Deus mesmo veio nos visitar e morar no meio de nós para sempre, como Tu mesmo prometeste antes da Tua ascensão. Peço que me envie novamente uma porção redobrada do Teu Espírito que tudo transforma e restaura, para renovar minha fé e minha vida neste Advento que se inicia. Dá-me a Graça e nova Unção do Teu Espírito Santo para manter-me sempre vigilante, preparado, esperando ativamente o Senhor que vem. Livra-me da tentação de ficar ansioso, preocupado de como será e quando será o fim, o dia do julgamento final,  o escaton. Ajude-me, oh Espírito Santo, a manter a sobriedade no uso dos bens desta terra, protegendo-me de todo apego, egoísmo e arrogância, que me fazem perder a presença de Deus, a graça da vida. Que eu possa sempre me focar no modo como estou vivendo minha fé, minha vida, na Tua presença, Jesus, com comportamentos e atitudes carregados de luz, com obras de amor e misericórdia, do Reino de Deus, para poder, enfim, celebrar a glória da vida eterna, da salvação.  Vem, Senhor Jesus.

Santa Maria Mãe de Deus, esperaste o nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus. Tu, primeiro, mãe querida, viveste o primeiro Advento da História, aguardaste com muita fé, alegria e esperança para ver a salvação, a luz e o calor de Cristo entrar no mundo, romper as trevas da morte e do pecado, a escuridão e frieza da terra sem Deus. Agora, oh mãe, pedimos que interceda também por mim, para que eu possa como tu aguardar o Senhor que Vem no fim da história. Fique comigo nesse Advento de minha caminhada rumo a Santidade do Céu, para que eu jamais deixe de vigiar na fé e na oração constante. Peço-te que me ajudes a abrir cada vez mais eu coração e mente, meu ser todo, para reconhecer os sinais de Deus neste mundo, e gerar também Jesus para o mundo, como Tu fizeste, minha mãe. Virgem Maria, proteja-me das ciladas, seduções, ouve minha prece, para que eu não me extravio dos caminhos de DEUS, de Cristo Jesus. Rogo-te, oh mãe de ternura e amor, que eu possa também testemunhar com a alegria a Paz que Jesus nos trouxe, com atitudes de caridade paciente para com próxima, criatividade no amor e nas iniciativas de bem que constroem o Reino de Cristo. Dá-me também esvaziar meu coração de si mesmo, mantê-lo pobre, simples, humilde, para que o mundo, ao me ver meus atos e se aproximar de mim, ouvir minhas boas palavras,  queria, deseje esperar, viver o Advento de Jesus Cristo, que já está presente no meio de nós, e que virá no Fim dos tempo, na Sua Glória, para conduzir ao Céu, a Salvação eterna,  todos os que creem, esperam, confiam no amor de Deus. Aleluia. Ave-Maria.

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CNBB contra jogos de azar

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota em que reafirma o seu posicionamento contrário à legalização dos jogos de azar no Brasil. O texto, assinado pela presidência da entidade, faz referência ao PL 442/91 e a PLS 186/14, que tramitam na Câmara de Deputados e no Senado Federal.

“Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares”, assinalam os Bispos.

Na nota os Prelados apontam alguns problemas relacionados a esta questão, tais como: possibilidade de os cassinos se transformarem “em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas”; e a situação dos jogadores compulsivos, que acabam por “por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família”.

“A autorização do jogo não o tornará bom e honesto”, sentenciam.

Confira a seguir a íntegra da nota da CNBB:

NOTA DA CNBB SOBRE A LEGALIZAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR NO BRASIL

Uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18)

Os argumentos de que a legalização do jogo de azar aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica, seguem a nefasta tese de que “os fins justificam os meios”. Esses falsos argumentos não consideram a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. Os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas. Preocupa-nos a falta de uma discussão aprofundada da questão e a indiferença de muitos frente às graves consequências da legalização dos jogos de azar no Brasil.

Cabe-nos, por razões éticas e evangélicas, alertar que o jogo de azar traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares. Além disso, o jogo compulsivo é considerado uma patologia no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. O sistema altamente lucrativo dos jogos de azar tem sua face mais perversa na pessoa que sofre dessa compulsão. Por motivos patológicos, ela acaba por desprezar a própria vida, desperdiçar seus bens e de seus familiares, destruindo assim sua família. Enquanto isso, as organizações que têm o jogo como negócio prosperam e seus proprietários, os “senhores do jogo”, se tornam cada vez mais ricos. Nosso país não precisa disso!

A autorização do jogo não o tornará bom e honesto. Conclamamos aos representantes do povo brasileiro no Congresso Nacional a votarem contra estes projetos e qualquer outro que pretenda regularizar os jogos de azar no Brasil. Tenham certeza de que o voto favorável será, na prática, um voto de desprezo por nossas famílias e seus valores fundamentais.

Contando com a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, possamos construir um Brasil justo, honesto e honrado!

Brasília, 16 de novembro de 2016.

Dom Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

 Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB

 Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB
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Devoção a São José

12 motivos para confiar nossas súplicas a São José

A oração dos 30 dias ao santo pai adotivo do Menino Jesus

Amado São José!

Do abismo da minha pequenez, ansiedade e sofrimento, eu te contemplo com emoção e alegria no céu, mas também como pai dos órfãos sobre a terra, consolador dos tristes, amparo dos desvalidos, regozijo e amor dos teus devotos perante o trono de Deus, do teu Jesus e de Maria, tua santa Esposa.

E durante trinta dias contínuos te pedirei, em reverência aos trinta anos que viveste na terra com Jesus e Maria, e te pedirei, urgente e confiadamente, invocando as diversas etapas e sofrimentos da tua vida. Sobram-me motivos para ter a confiança de que não tardarás em ouvir o meu pedido e remediar minha necessidade; tão firme é minha fé na tua bondade e poder que tenho certeza de que me conseguirás o que preciso e até mais do que te peço e desejo.

1 – Peço-te pela bondade divina que levou o Verbo Eterno a se encarnar e nascer na pobre natureza humana, como Deus de Deus, Deus Homem, Deus do Homem, Deus com o Homem.

2 – Suplico-te pela tua obediência ao Espírito ao não abandonares Maria, mas tomá-la como esposa e ao seu filho como teu, tornando-te pai adotivo de Jesus e protetor de ambos.

3 – Rogo-te pelo teu sofrimento quando buscavas um estábulo para berço de Deus, nascido entre os homens; pela tua dor ao vê-lo nascer entre animais, sem lhe poderes conseguir um lugar melhor.

4 – Peço-te pela abertura do teu coração ao te deixares comover com o louvor dos pastores e com a adoração dos reis do Oriente; pela tua incerteza ao pensares no que seria desse Menino, tão especial e, ao mesmo tempo, tão igual a todos os outros.

5 – Suplico-te por teu sobressalto ao escutares do anjo a morte decretada contra o teu filho, o próprio Deus; pela tua obediência e ao fugires para o Egito, pelos medos e perigos do caminho, pela pobreza do desterro e pelas tuas ansiedades ao voltares do Egito a Nazaré.

6 – Peço-te por tuas aflições dolorosas de três dias ao perderes Jesus e pelo teu alívio ao encontrá-lo no templo; pela tua felicidade nos trinta anos que viveste em Nazaré com Jesus e Maria confiados à tua autoridade e providência.

7 – Rogo-te e espero pelo heroico sacrifício e aceitação da missão do teu filho na cruz, de morrer por nossos pecados e pela nossa redenção.

8 – Peço-te pelo desprendimento com que todos os dias contemplavas as mãos de Jesus, a ser perfuradas um dia pelos pregos da cruz; aquela cabeça, que se reclinava ternamente sobre o teu peito, a ser coroada de espinhos; aquele corpo inocente que abraçavas sobre o teu coração, a ser sangrado nos braços da cruz; aquele momento último em que o verias expirar e morrer, por mim, pela minha alma, pelos meus pecados.

10 – Suplico-te pelo teu regozijo e alegria quando contemplavas a ressurreição de Jesus, sua ascensão e entrada nos céus e seu trono de Rei.

11 – Peço-te pela tua felicidade quando viste Maria ser assunta aos céus pelos anjos e coroada pelo Eterno, entronizada junto contigo como mãe, senhora e rainha dos anjos e homens.

12 – Rogo e espero confiantemente pelos teus trabalhos, dores e sacrifícios na terra e pelos teus triunfos e feliz bem-aventurança no céu, com teu filho Jesus e tua esposa Maria Santíssima.

Ó meu bom São José! Sinto em mim uma força misteriosa, que me alenta e obriga a te pedir e suplicar e esperar que me obtenhas de Deus a grande e extraordinária graça que vou depositar diante deste teu altar e diante do teu trono de bondade e poder no céu: confio em ti, querido São José.

Neste momento, apresentar a Deus, com a ajuda de São José e com amorosa instância, a graça que se deseja.

Fonte: Aleteia
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Reflexões sobre a Misericórdia de Deus

6 reflexões extraordinárias do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia recém-terminado

“O nome de Deus é misericórdia… Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis… A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

© FILIPPO MONTEFORTE/AFP

A jornalista Stefania Falasca, do jornal italiano Avvenire, entrevistou o Papa Francisco a respeito do encerramento do Jubileu da Misericórdia e da busca da união entre os cristãos.

Confira alguns trechos, com destaque para 6 reflexões inspiradoras:

“O Onipotente tem péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece do seu pecado”

Quem descobre que é muito amado começa a sair daquela solidão ruim, daquela separação que leva a odiar os outros e a si mesmo. Eu espero que muitas pessoas tenham descoberto que são muito amadas por Jesus e tenham se deixado abraçar por Ele. A misericórdia é o nome de Deus e é também a “fraqueza” dele, o ponto fraco dele. A misericórdia de Deus o leva sempre ao perdão, a esquecer os nossos pecados. Eu gosto de pensar que o Onipotente tem uma péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece [do seu pecado]. Porque Ele é feliz em perdoar. Para mim, isso basta. Assim como para a mulher adúltera do Evangelho, “que muito amou”. “Porque Ele muito amou”. Todo o cristianismo está aqui.

“Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis”

Jesus não pede grandes gestos, apenas o abandono e o reconhecimento. Santa Teresa de Lisieux, que é doutora da Igreja, na sua “pequena via” para Deus, indica o abandono da criança, que adormece sem reservas nos braços do seu pai, e lembra que a caridade não pode permanecer fechada no fundo. Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis.

“O nome de Deus é misericórdia (Bento XVI)”

[O Jubileu] Foi um processo que amadureceu no tempo, por obra do Espírito Santo. Antes de mim, houve São João XXIII que, com a Gaudet mater Ecclesia, no “remédio da misericórdia”, indicou o caminho a seguir na abertura do Concílio; depois, o Bem-aventurado Paulo VI, que, na história do Samaritano, viu o seu paradigma. Depois, houve o ensinamento de São João Paulo II, com a sua segunda encíclica, Dives in misericordia, e a instituição da Festa da Divina Misericórdia. Bento XVI disse que “o nome de Deus é misericórdia”. São todos pilares. Assim, o Espírito leva adiante os processos na Igreja, até o cumprimento.

“A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus”

Fazer a experiência vivida do perdão que abarca a família humana inteira é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus. No Concílio, a Igreja sentiu a responsabilidade de estar no mundo como sinal vivo do amor do Pai. Com a Lumen gentium, ela voltou para as fontes da sua natureza, ao Evangelho. Ele desloca o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns continuam não compreendendo, ou branco ou preto, mesmo que seja no fluxo da vida que se deve discernir. O Concílio nos disse isso. Os historiadores, porém, dizem que um Concílio, para ser bem absorvido pelo corpo da Igreja, precisa de um século… Nós estamos na metade.

“Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar”

O próprio Jesus reza ao Pai para pedir que os seus sejam uma coisa só, para que assim o mundo creia. É a Sua oração ao Pai. Desde sempre, o bispo de Roma é chamado a conservar, a buscar e servir essa unidade. Sabemos também que não podemos curar por nós mesmos as feridas das nossas divisões, que dilaceram o corpo de Cristo. Portanto, não podem ser impostos projetos ou sistemas para voltarmos a estar unidos. Para pedir a unidade entre nós, cristãos, só podemos olhar para Jesus e pedir que o Espírito Santo atue entre nós. Que seja Ele que faça a unidade. No encontro de Lund com os luteranos, eu repeti as palavras de Jesus, quando diz aos seus discípulos: “Sem mim, vocês não podem fazer nada”. O encontro com a Igreja Luterana em Lund foi um passo a mais no caminho ecumênico que iniciou há 50 anos e em um diálogo teológico luterano-católico que deu os seus frutos com a Declaração Comum, assinada em 1999, sobre a doutrina da Justificação, isto é, sobre como Cristo nos torna justos salvando-nos com a Sua Graça necessária, ou seja, o ponto a partir do qual tinham partido as reflexões de Lutero. Portanto, voltar ao essencial da fé para redescobrir a natureza daquilo que nos une. Antes de mim, Bento XVI tinha ido para Erfurt e ele tinha falado cuidadosamente sobre isso, com muita clareza. Ele tinha repetido que a pergunta sobre “como eu posso ter um Deus misericordioso?” tinha penetrado no coração de Lutero e estava por trás de toda a sua busca teológica e interior. Houve uma purificação da memória. Lutero queria fazer uma reforma que devia ser como um remédio. Depois, as coisas se cristalizaram, se misturaram aos interesses políticos da época, e acabou-se no cuius regio eius religio, pelo qual era preciso seguir a confissão religiosa de quem tinha o poder. Eu sigo o Concílio. Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar. Outras vezes, logo se vê que as críticas são feitas aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com mau espírito para fomentar divisão. Logo se vê que certos rigorismos nascem de uma falta, de querer esconder dentro de uma armadura a própria triste insatisfação. Se você assistir ao filme “A festa de Babette”, há esse comportamento rígido.

“Todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

Servir aos pobres significa servir a Cristo, porque os pobres são a carne de Cristo. E, se servimos aos pobres juntos, isso significa que nós, cristãos, nos reencontramos unidos ao tocar as chagas de Cristo. Eu penso no trabalho que, depois do encontro de Lund, a Cáritas e as organizações de caridade luteranas podem fazer juntas. Não é uma instituição, é um caminho. Certos modos de contrapor as “coisas da doutrina” às “coisas da caridade pastoral”, ao contrário, não estão de acordo com o Evangelho e criam confusão. A Declaração Conjunta sobre a Justificação é a base para poder continuar o trabalho teológico. O estudo teológico deve seguir em frente. Há o trabalho que está sendo feito pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O caminho teológico é importante, mas sempre junto com o caminho de oração, fazendo, juntos, obras de caridade. Obras que são visíveis. A unidade não se faz porque nos colocamos de acordo entre nós, mas porque caminhamos seguindo Jesus. E caminhando por obra daquele que seguimos, podemos nos descobrir unidos. É o caminhar atrás de Jesus que une. Converter-se significa deixar que o Senhor viva e opere em nós. Assim, descobrimos que nos encontramos unidos também na nossa missão comum de anunciar o Evangelho. Caminhando e trabalhando juntos, percebemos que já estamos unidos no nome do Senhor, e que, portanto, não somos nós que criamos a unidade. Percebemos que é o Espírito que nos impele e nos leva para a frente. Se você é dócil ao Espírito, será Ele que irá lhe dizer o passo que pode dar. O resto é Ele quem faz. Não podemos ir atrás de Cristo se Ele não nos leva, se o Espírito não nos impulsiona com a Sua força. Por isso, é o Espírito o artífice da unidade entre os cristãos. É por isso que eu digo que a unidade se faz caminhando, porque a unidade é uma graça que se deve pedir, e também porque eu repito que todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja nunca cresce por proselitismo, mas “por atração”, como escreveu Bento XVI. O proselitismo entre os cristãos, portanto, é em si mesmo um pecado grave. Porque contradiz a própria dinâmica de como nos tornamos e permanecemos cristãos. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores. O encontro de Lund, assim como todos os outros passos ecumênicos, também foi um passo à frente para levar a compreender o escândalo da divisão, que fere o corpo de Cristo e que, também diante do mundo, não podemos nos permitir. Como podemos dar testemunho da verdade do amor se brigamos, se nos separarmos entre nós? Quando eu era criança, não se falava com os protestantes. Havia um sacerdote em Buenos Aires que, quando os evangélicos vinham rezar com as barracas, ele mandava o grupo de jovens queimá-las. Agora, os tempos mudaram. O escândalo deve ser superado simplesmente fazendo as coisas juntos, com gestos de unidade e de fraternidade.

Fonte: Aleteia
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Igreja Católica e a caridade

Igreja Católica, a maior instituição de caridade do mundo

A Igreja Católica é a mais antiga instituição da humanidade. Com 1,2 bilhão de fiéis, é a maior família religiosa e a maior instituição de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do último, “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.

Com todas essas instituições, a Igreja Católica e’ um parceiro fantástico na prestação de serviços de saúde das nações pobres. Ela atua em áreas remotas e em favor das camadas mais pobres da população, permitindo- lhes, assim, aceder a esses serviços que de outro modo estariam além do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio não só dos governos, mas de todo cidadão.

Como a caridade Católica mudou o mundo

No início do século IV, a fome e a doença assolavam exército do imperador Constantino. Pacômio, um soldado pagão, observava com assombro como muitos dos seus companheiros romanos ofereciam comida e assistência aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discriminação. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram cristãos. Que tipo de religião era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Começou a instruir-se na fé e, antes de o perceber, já estava no caminho da conversão.(1)

Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscita-Io as obras de caridade catóicas através dos tempos. O próprio Voltaire, talvez o mais prolífico propagandista anti-católico do século XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o heróico espírito de sacrifício que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. “Talvez não haja nada maior na terra – disse ele – que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão a nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma”(2).

Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade católicas promovidas ao longo da história por pessoas, paróquias, dioceses, mosteiros, missionários, frades, freiras e organizações Ieigas. Basta dizer que a caridade católica não tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e miséria humanos.

Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Católica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente.

Tão importante como o puro volume das obras de benemerência é a diferença qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes filósofos antigos proclamaram nobres sentimento traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribuições em prol das suas comunidades.

Cita-se por vezes o estoicismo – uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a.C. e que permanecia viva nos primeiros séculos da era cristã. Os estóicos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidadão do mundo, cultivava o espírito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa razão, parecia ser mensageiro da caridade. Mas também ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emoções como coisas impróprias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia clássica “considerava a piedade e a compaixão como emoções patológicas, defeitos de caráter que os homens racionais deviam evitar”(3) Assim o filósofo romano Sêneca escreveu:

“O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; Não sentirá compaixão. Socorrerá e fará o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma não denunciarão nenhuma emoção quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. Só os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.”(4)

Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anaxágoras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”. Era simplesmente lógico que aqueles homens, tão impermeáveis à realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: “Homens que se recusam a reconhecer a dor e doença como males – anota um observador – também estavam pouco propensos a alivia-las aos outros””.(5)

O espírito de caridade na Igreja nasceu da inspiração do próprio ensinamento de Cristo: (Jo 13,34-35; cfr. Ti 4,11). São Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos cristãos deviam ser oferecidos mesmo aos que não pertencessem a comunidade dos fiéis, ainda que inimigos da fé: (cfr. Rom 12,14-20; Gal 6,10).

De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja, “não se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável aquele que atingiu no cristianismo.”

Os pobres e doentes

A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com frequência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que Iegaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias.

A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionisio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”.

Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”. Juliano, o Apóstata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos cristãos para com os pagãos: “Esses ímpios galileus não alimentam apenas os seus próprios pobres, mas também os nossos.”

Discute-se se existiram na Grécia e em Roma instituições semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores põem-no em dúvida, enquanto outros apontam alguma rara exceção aqui e acolá, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou feridos do que da população em geral. Parece dever-se a Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, onde se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem (6).

No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas depois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral (7).

Como explica Guenter Risse, os cristãos ultrapassaram “a recíproca hospitalidade que prevalecia na antiga Grécia e as obrigações familiares dos romanos” para cuidarem de atender “grupos sociais marginalizados pela pobreza, doença e idade” (8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo, “O espírito com que se-tratava a doença e o infortúnio não era o de compaixão, e cabe ao cristianismo o crédito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala” (9).

Em um ato de penitência cristã, uma mulher chamada Fabíola fundou o primeiro grande hospital público em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110).

São Basílio Magno, conhecido pelos seus contemporâneos como o Apóstolo das Esmolas, fundou um hospital em Cesárea, no século IV. Era conhecido por abraçar os Ieprosos miseráveis que ali buscavam alívio. Não é de surpreender que os mosteiros também desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da história dos hospitais: “Após a queda do Império Romano, os mosteiros tornaram-se gradualmente provedores de serviços médicos organizados, dos quais não se dispôs por vários séculos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados práticos, os mosteiros tornaram-se também lugares de ensino medico entre os séculos V e X” (12).

As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, admiriistravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de São João (também conhecidos como hospitaiários). Fundou um hospital em Jerusaiém no quai atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote aiemão “A casa aiimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tao grande quantidade de esmoia aos pobres.” Teodorico de Wurzburg, maravilhowse de que “andando pelas dependências do hospitai, não conseguiamos de modo aigum avaiiar o número de pessoas que iá iaziam, pois eram milhares as camas que viamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande número de pessoas alimentadas diariamente naquela casa“(13).

Diz Gunter Risse: “A existência de uma ordem reiigiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a criação de uma rede de instituições similares, especiaimente nos portos da Itália e do sul da França…”

As obras de caridade católicas foram tão impressionantes que ate os próprios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhece-lo. O escritor pagão Luciano (1530-200) observou com espanto: “É ínacredítável a determinação com que as pessoas dessa religião se ajudam umas as outras nas suas necessidades. Não se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabeça que eles eram todos irmãos!”(14)

Juliano, o Apóstata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Império retomar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os cristãos se avantajavam aos pagãos no seu devotamento às obras de caridade. “Enquanto os sacerdotes pagãos naglígenciam os pobres – escreveu -, os odiados galileus [isto é, os cristãos] devotam-se às obras de caridade e em um alarde de falsa compaixão, introduzem com eficácioa os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal prática é habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses”(15).

Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da igreja Catóiica até o fim da vida, viu-se obrigado admitir: “Sob Papado, o povo era ao menos caridosa e não havia necessidade de recorrer à força para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ninguém julga possuir alguma coisa enquanto não se apropria dos bens do vizinho”(16).

O economista do século XX Simon Patten observou a propósito da ação da igreja: “Na Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e alivia-los das doenças, das pragas e da fome. Quando vemos o número de hospitais e enfermarias. a magnanimiciade dos monges e o sacrifício pessoai das freiras, não podemos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos tão bem assistidos como os de agora”(17).

Frederick Hurter, um biógrafo do Papa Inocêncio III no século XIX chegou a declarar: “Todas as instituições de beneficência que a raça humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes o os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da igreja de Roma. Eia deu o exempio, perseverou na sua tarefa e, com frequência, proporcionou os meios necessários para leva-la a cabo”(18).

A extensão das atividades caritativas da lgreja aprecia-se as vezes com mais clareza quando deixam de existir.

Na inglaterra do século XVl, por exemplo, o rei Henrique Viil (separou da igreja Católica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a preço de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tornado fonte de escândalo e imoraiidade, embora restem poucas dívidas de que tais acusações fantasiosas não faziam mais do que dissimular a cobiça real. As consequências sociais da dissolução dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebeiião popular também conhecida corno a Peregrinação da Graça, tiveram muito a ver com a ira popular causada peio desaparecimento da caridade monástica. Em uma petição dirigida ao rei dois anos mais tarde, observava-se:

“A experiência que tivemos com a supressão dessas casas mostra-nos claramente que se provocou e continuará a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deterioração, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes súditos.”

Fonte: Toca de assis
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Vídeo sobre Jovens Freiras

Se você já lutou para encontrar o seu propósito neste mundo, você não está sozinho

Veja neste vídeo como essas duas jovens mulheres contam suas histórias e lidam com a decisão de se tornar ou não se tornar freiras

Por Christine Stoddard

De acordo com o Centro da Universidade de Georgetown de Pesquisa Aplicada no Apostolado, havia mais de 48.500 religiosas nos Estados Unidos em 2015. Embora esse número também inclua irmãs católicas (que não é a mesma coisa que ser freira católica), ainda é um número considerável de mulheres pertencentes à vida religiosa.

Claro, os números não contam histórias. É por isso que amo este documentário de 45 minutos intitulado simplesmente Young Nuns. O filme acompanha os altos e baixos das jovens mulheres britânicas que recentemente se formaram na faculdade e estão decidindo entrar na vida religiosa. Mesmo que nossas devotas de vinte e poucos anos estejam confiantes em sua escolha, elas aprendem que responder ao chamado de Deus nem sempre é fácil. Será que elas vão perder suas famílias? E seus amigos? Será que a Ordem que elas escolherem lhes permitirão fazer chamadas telefônicas ou receber visitas? E sobre os homens – elas aceitarão que seus votos irão impedi-las de se casar ou ter filhos?

Young Nuns aborda estas e muitas outras perguntas comuns que todos nós temos sobre este caminho incomum com honestidade e até um pouco de humor. É tão comovente assistir a essas jovens mulheres lutarem com a perspectiva de comprometerem-se à castidade, pobreza e obediência. Estes sacrifícios não são destinados a ser uma coisa fácil; eles foram feitos para ser levados a sério – como qualquer vocação que qualquer um de nós é chamado a seguir. É preciso ter força para enfrentar suas dúvidas e abraçar algo maior que si mesmo.

Veja o vídeo, clicando aqui

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Misericórdia et mísera: Nova Carta Apostólica do Papa Francisco

Carta Apostólica: Papa conclui Jubileu indicando perdão e caridade

Cidade do Vaticano (RV) – “Misericórdia e mísera” é o título da Carta Apostólica do Papa Francisco publicada ao final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

A carta, disponível em português, é dividida em 22 pontos e começa com a explicação do título: misericórdia e mísera são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera.

“Esta página do Evangelho pode ser considerada como ícone de tudo o que celebramos no Ano Santo. (…) No centro, não temos a lei e a justiça legal, mas o amor de Deus. (…) Não se encontram o pecado e o juízo em abstrato, mas uma pecadora e o Salvador. (…) A miséria do pecado foi revestida pela misericórdia do amor”, escreve o Pontífice.

Perdão e caridade: estes são os dois eixos centrais da Carta Apostólica. O Papa recorda que ninguém pode pôr condições à misericórdia; “esta permanece sempre um ato de gratuidade do Pai celeste”. Agora, concluído este Jubileu, é tempo de olhar para frente e compreender como se pode continuar experimentando a riqueza da misericórdia divina.

Celebração eucarística

Em primeiro lugar, Francisco aponta a celebração da misericórdia através da missa. Dirigindo-se aos sacerdotes de modo especial, o Papa recomenda a preparação da homilia e o cuidado na sua proclamação. “Comunicar a certeza de que Deus nos ama não é um exercício de retórica, mas condição de credibilidade do próprio sacerdócio”, adverte o Pontífice. O Papa faz algumas sugestões, como de um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, em prol de sua difusão, conhecimento e aprofundamento.

Perdão

O Pontífice dedica amplo espaço na Carta Apostólica para falar do sacramento da Reconciliação, “que precisa voltar a ter o seu lugar central na vida cristã”. Francisco agradece aos “missionários da misericórdia”, que ele instituiu no início deste Jubileu para aproximar os fiéis da confissão. De fato, determinou que este ministério não termine com o fechamento da Porta Santa, mas permaneça até novas ordens. Aos confessores, o Papa pediu acolhimento, disponibilidade, generosidade e clarividência. “Não há lei nem preceito que possa impedir a Deus de reabraçar o filho. Deter-se apenas na lei equivale a invalidar a fé e a misericórdia divina”, escreve, pedindo que seja reforçada nas dioceses a celebração da iniciativa “24 horas para o Senhor”, nas proximidades do IV domingo para a Quaresma.

Absolvição do aborto

Neste contexto, se encontra a grande novidade da Carta Apostólica. A partir de agora, o Pontífice concede a todos os sacerdotes a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. “Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário. Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai. Portanto, cada sacerdote faça-se guia, apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes neste caminho de especial reconciliação.”

Fraternidade de S. Pio X

Na mesma linha, o Papa estende a absolvição sacramental dos pecados aos fiéis que frequentam as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X, instituída no Ano Santo. “Para o bem pastoral destes fiéis e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar a plena comunhão na Igreja Católica, estabeleço por minha própria decisão de estender esta faculdade para além do período jubilar, até novas disposições sobre o assunto, a fim de que a ninguém falte jamais o sinal sacramental da reconciliação através do perdão da Igreja.”

Caridade

Francisco fala ainda da importância da consolação, principalmente na família e no momento da morte, mas é à caridade que dedica outra grande parte da Carta Apostólica: “Termina o Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração permanece sempre aberta. (…) Por sua natureza, a misericórdia se torna visível e palpável numa ação concreta e dinâmica”.

O Papa cita algumas iniciativas deste Ano Jubilar, como as sextas-feiras da misericórdia, para agradecer aos inúmeros voluntários que dedicam seu tempo ao próximo. Mas para incrementar essas iniciativas, o Pontífice pede que se “arregace as mangas”, com imaginação e criatividade. As obras de misericórdia – escreve – têm “valor social” diante de um mundo que continua gerando novas formas de pobreza espiritual e material, que comprometem a dignidade das pessoas.

“O caráter social da misericórdia exige que não permaneçamos inertes mas afugentemos a indiferença e a hipocrisia para que os planos e os projetos não fiquem letra morta.” Para Francisco, com as obras de misericórdia se pode criar uma verdadeira revolução cultural.

Dia Mundial dos Pobres

No final da Carta Apostólica, como mais um sinal concreto deste Ano Santo Extraordinário o Pontífice institui para toda a Igreja o Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no XXXIII Domingo do Tempo Comum. “Será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres. Será um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa. Além disso este Dia constituirá uma forma genuína de nova evangelização

 

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Fonte: Radio Vaticano
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