Mês: janeiro 2017



Como vencer a insatisfação pessoal

Um guia de como lidar com a insatisfação pessoal

Quanto mais eu falo com as pessoas sobre suas dificuldades, mais eu percebo que todos temos um pouco de insatisfação com relação a nós mesmos.

Eu tenho, e eu aposto que todo mundo que está lendo isso também tem. Considere algumas das maneiras de estar insatisfeitos diante de nós mesmos:

– Temos um constante sentimento de que deveríamos ser melhores, fazer melhor, ser mais produtivos, mais conscientes, e assim vai.
– Duvidamos de nós mesmos quando temos que falar em um grupo ou em público, e sentimos que não somos bons o bastante para contribuir.
– Estamos infelizes com alguns aspectos de nós mesmos, como nossos corpos, a aparência do nosso rosto, o modo como procrastinamos ou como ficamos com raiva ou perdemos a paciência como parceiros ou pais.
– Achamos que precisamos melhorar.

Essa é uma condição constante, e até mesmo se recebemos o elogio de alguém, achamos uma maneira de minimizá-los em nossas mentes, porque achamos que não somos bons o suficiente para aquele elogio.

Isso afeta nossas vidas de tantas maneiras: podemos não ser bons em fazer amigos, falar em público ou em grupo, encontrar um parceiro, fazer o que temos paixão, encontrar contentamento conosco e com nossas vidas.

E não gostamos de nos sentir dessa forma, então fugimos. Encontramos distração e conforto na comida, álcool, drogas ou nas compras, atacamos outras pessoas quando estamos na defensiva. Isso está no núcleo de quase todos os nossos problemas.

Então como lidamos com esse problema estrutural? A resposta é profundamente simples, apesar de não ser fácil.

Antes de eu explicar como lidar com o problema, devemos discutir algo primeiro – a ideia de que precisamos estar insatisfeitos diante de nós mesmos para fazer melhorias em nossas vidas.

Infelicidade com o Eu como um motivador

Eu costumava pensar, como muitas pessoas pensam, que se estamos infelizes diante de nós mesmos, nos guiamos para melhorar. E se, do nada, ficássemos contentes conosco, pararíamos de fazer qualquer coisa.

Eu não acredito mais nisso. Eu acredito que às vezes somos levados a fazer melhorias porque estamos insatisfeitos conosco, e isso não é ruim. Temos a esperança por algo melhor.

Mas considere que:

– Quando estamos insatisfeitos conosco mesmos, é difícil ficarmos felizes quando fazemos algo bom. Ainda estamos insatisfeitos. Então, fazer algo bom não chega a ser a recompensa que deveria ser.
– Temos o hábito de fugir desse sentimento ruim de nós mesmos, então a procrastinação e a distração se tornam o modo padrão, e isso fica no caminho de nossos esforços. Na verdade, nós nunca solucionaremos os problemas da distração e procrastinação até que aprendamos a lidar com esse problema de infelicidade.
– A infelicidade pode atrapalhar nossas tentativas de nos conectarmos com outros (porque pensamos que não somos bons o bastante, então sentimos ansiedade em conhecer outras pessoas). Não podemos resolver isso, não importa quanto você queira melhorar, até que tratemos do problema inerente.
– Até quando queremos melhorar, o sentimento de insatisfação não vai embora. Então tentamos melhorar mais, e ainda assim ele não vai embora. Na minha experiência, ele nunca vai, até que você esteja pronto para enfrentá-lo face a face.
– Durante esse incrível período de autoaperfeiçoamento guiado pela insatisfação, não nos amamos. E isso é triste.

Então é possível fazer as coisas e fazer melhorias sem estar insatisfeito consigo mesmo? Eu descobri que a resposta definitiva é “sim”.

Você pode se exercitar e comer bem não porque você não gosta do seu corpo e quer torná-lo melhor… mas porque você se ama e quer inspirar sua família. Você pode se exercitar por amor pelas pessoas que isso irá ajudar. Você pode se organizar, sair da dívida, ler mais, e meditar, não porque você está insatisfeito, mas porque você ama os outros e a si.

Na verdade, eu iria dizer que você está mais propenso a fazer todas essas coisas se você se amar, e menos propenso se você não gostar de si.

Lidando com a insatisfação

O que podemos fazer em relação à contínua insatisfação diante de nós mesmos? Como lidamos com as dúvidas que temos, quando sentimos que não somos bons o bastante, infelizes com algumas partes de nós mesmos?

Acontece que esses sentimentos são oportunidades perfeitas para aprender sobre nós mesmos e como ser amigos com nós mesmos.

Aqui está como:

1. Toda vez que tivermos esses sentimentos, podemos parar e apenas perceber.
2. Interiorize o sentimento, observe como ele se comporta no seu corpo. Esteja curioso sobre como isso faz você se sentir fisicamente.
3. Em vez de fugir desse sentimento, permaneça com ele. Em vez de rejeitá-lo, tente se abrir para ele e aceitá-lo.
4. Abra-se para a dor desse sentimento, e veja isso como um caminho para abrir seu coração. Dessa forma, manter contato com a dor é um ato libertador.
5. Veja esse sentimento difícil como um sinal de um bom coração, suave, delicado e amoroso. Você não se importaria em ser uma boa pessoa, ou uma pessoa “boa o bastante”, se você não tivesse um coração bom. Existe uma bondade básica por trás de todas as nossas dificuldades, e só precisamos permanecer e perceber a bondade.
6. Sorria para si, e cultive uma simpatia incondicional para tudo que você vê.

Veja, eu não estou dizendo que isso é um método fácil, ou que irá curar nossas dificuldades de uma só vez. Mas pode começar a formar uma relação confiável conosco mesmos, o que pode fazer uma diferença incrível.

Eu recomendo que você pratique isso toda vez que você notar uma autocrítica, dúvida, infelicidade consigo, dureza com o que você enxerga em si. Leva apenas um minuto, enquanto você encara o que sente e permanece com isso, com simpatia incondicional.

Se você realmente quiser focar nessa mudança poderosa, reflita sobre isso uma vez por dia relatando isso ao fim de cada dia, revisando como você fez e o que você pode fazer para lembrar de praticar.

No final, eu acho que você descobrirá que o amor é um motivador mais poderoso do que a infelicidade consigo. E eu espero que você encontre uma amizade consigo que irá irradiar nas relações que você tem com todas as outras pessoas que você conhece e encontra.

Fonte: Aleteia
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Campanha da Fraternidade 2017

Campanha da Fraternidade 2017: Cuidado e cultivo da Casa Comum

Subsídio traz iniciativas que fortalecem objetivos da Campanha

Buscando alertar para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, a Campanha da Fraternidade 2017 terá início em todo o país no dia 1º de março. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”, a iniciativa traz uma reflexão sobre o meio ambiente e sugere uma visão global das expressões da vida e dos dons da criação.

Com o objetivo de ajudar às famílias, comunidades e pessoas de boa vontade a vivenciarem a iniciativa, o texto-base da campanha aponta uma série de atividades que ajudarão a colocar em prática as propostas incentivadas pela Campanha. Além disso, ele também propõe ações de caráter geral, que indicam a necessidade da conversão pessoal e social, dos cristãos e não cristãos, para cultivar e cuidar da criação.

Como exemplo dessas ações estão o aprofundamento de estudos, debates, seminários e celebrações nas escolas públicas e privadas sobre a temática abordada pela Campanha da Fraternidade. O fortalecimento das redes e articulações, em todos os níveis, também é proposto com o objetivo de suscitar uma nova consciência e novas práticas na defesa dos ambientes essenciais à vida. Além disso, o subsídio chama atenção ainda para a necessidade de a população defender o desmatamento zero para todos os biomas e sua composição florestal.

Já no campo político, o texto-base da CF incentiva a criação de um Projeto de Lei que impeça o uso de agrotóxicos. O livro também indica que combater a corrupção é um modo especial para se evitar processos licitatórios fraudulentos, especialmente, em relação às enchentes e secas que acabam sendo mecanismos de exploração e desvio de recursos públicos.

Tendo em vista as formas de agir propostas no texto-base da CF 2017, a CNBB destaca que é importante que cada comunidade, a partir do bioma em que vive e em relação com os povos originários desses biomas, faça o discernimento de quais ações são possíveis, e entre elas quais são as mais importantes e de impacto mais positivo e duradouro.

“A criação é obra amorosa de Deus confiada a seus filhos e filhas. Nossa Senhora Mãe de Deus e dos homens acompanhará as comunidades e famílias no caminho do cuidado e cultivo da casa comum no tempo quaresmal”, afirma o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Cronograma da CF 2017

1° de março de 2017: Quarta-feira de Cinzas: Lançamento CF 2017 em todo o Brasil, em âmbito nacional, regional, diocesano e paroquial, com a mensagem do Papa, da Presidência da CNBB e programas especiais.

Realização – 1° de março a 9 de abril de 2017: a Campanha dos te ano se realiza com o tema:
Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida, o lema: Cultivar e guardar a criação (Gn 2,15).

Domingo de Ramos – 9 de abril de 2017: Coleta nacional de solidariedade (60% para o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade).

Avaliação – abril a junho de 2017: nos âmbitos: paroquial (de 24 de abril a 22 de maio), diocesano (de 24 de maio a 12 de junho) e regional (12 de junho a 8 de julho).

Encontro Nacional com representantes dos regionais da CNBB – agosto de 2017.

Download de todas as Encíclicas que você precisar para a Campanha da Fraternidade 2017

Fonte: Portal Kairos
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Seja pobre em Espírito

EVANGELHO: Mt 5,1-12a
4º DOMINGO COMUM – ANO A

 

Naquele tempo, 1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:

3”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

 

ORAÇÃO PARA O 4º DOMINGO TEMPO COMUM

 

Como é maravilhoso estar na Tua presença, Meu Pai. Eu sei que não tenho dignidade para isso. Sou pecador, miserável, fraco, pequeno demais. Não tenho méritos, nem é um privilégio para mim. Vou a Tua procura, busco-Te sem cessar porque preciso de Ti, do Teu amor. E sei que Tu Te deixar encontrar, que prefere os pequenos, os pobres que vão a Ti de coração reto e sincero. Graças Te dou, oh Deus-Pai, por me poupar de Teu juízo implacável, e me salvar, me santificar na Tua Santidade infinita. Sim, tudo louvor por me guardar e proteger de meus inimigos na Tua presença.

Quero Te agradecer Senhor Jesus por me levantar com Tua a Cruz, lugar onde se fez mais uma vez pobre. Tu, pobre na cruz, se doa totalmente para me enriquecer com Tua vida, e santidade, oh meu amado Cristo Jesus. Eu caído, perdido pelo pecado, fui tocado, tirado da indigência pelo Teu calvário e morte, paixão e ressurreição. Hoje sou livre e tenho a dignidade de ser herdeiro de Deus, dos Céus. Teu amor me salvou, Teu sangue me lavou das minhas impurezas e me selou no amor e na graça da vida nova, pela Fé em Ti, oh Jesus amado. Na minha pequenez, encontraste em me seduziste, enchendo-me novamente de esperança e alegria. Jesus, sou pobre, Tu sabes, venha me fazer feliz, com Tua Palavra e Presença. Não permitas que me afaste do Teu amor, quero testemunhar a vida que vivo pela Fé, carregando minhas cruzes, passando pelos sofrimentos, superando meus problemas, numa decisão firme de Te imitar, meu Senhor. E que Eu possa sempre me gloriar no Teu nome Grande e Santo, oh Jesus. Louvado sejas, Tu para sempre e em todos os lugares.

Vem Espírito Santo hoje sobre mim, que eu também possa experimentar sempre a felicidade de pobreza em espírito que me leva ao encontro com Cristo, com Deus. Peço que me ajudes a entrar cada vez mais nesse mistérios das promessas de salvação que Deus nos faz. Dá-me a graça de uma fé cada mais aberta, robusta, simples, para ouvir a Deus, colocar minha confiança Nele, apesar dos desafios deste nosso mundo, até a felicidade completa, derradeira, no fins dos tempos. Espero, com Tua unção ternura, conforto e consolo, doce e adorado Espírito Santo, sentir que a Felicidade prometida por Deus é possível porque Jesus está vivo, ressuscitado, presente no meio de nós, junto a mim também, ainda que eu muitas vezes minha vida seja pecado e miséria. Sopre em mim, no meu coração, na minha mente, nas minhas mãos, na minha boca, nos meus olhos, oh Espírito, eu preciso de Ti, para minha conversão às Bem-aventuranças de Cristo, como razão da minha vida e objetivos de minha fé.  Que eu lute contra a sociedade do consumo que tende a chegar para as necessidades do outros, e não ver que o Céus é dos pobres, que Jesus está ao lado deles, porque Ele é o primeiro pobre desde Sua encarnação.

Maria, mulher cheia de Fé, menina pobre de Nazaré, primeira bem-aventurada. Tu fizeste também experiência de ser escolhida para confundir os fortes e grandes deste mundo. Deus te amou tanto na Sua Sabedoria que te chamou para ser a mãe do salvador. Em Ti, as Promessas da Bem-aventuranças, da Felicidade em Deus, se cumpre belissimamente. Mulher pequena, frágil, sem vez, nem voz, fraca, torna-se a Mãe de Deus e nossa mãe. Grande Mistério do amor de Deus por todos nós. Teu Canto do Magnificat também nos inspira a confiar e espera em Deus, autor da nossa fé e da nossa salvação. Interceda por mim, oh Bendita mãe do céu, para que a lógica do amor permeia minha vida, e que a justiça de Deus venha se fazer presente onde eu esteja. Peço-te a graça de ajudar nossa igrejas e liderança a se livrarem de toda forma de poder, riqueza e atitude de superioridade que mata e oprima, massacra especialmente os irmãos mais simples de nossas comunidades paroquiais. Rogo-te que me inspire a olhar para todos os pobres com compaixão e imitar a Jesus no Seu amor por eles, emprestando minhas mãos para aliviar suas necessidades e dores, e lábios para clamar por um mundo mais justo e fraterno, solidário, generoso, onde reine o amor, o Amor do Deus, do Alto. Amém. Amém. Amém. Ave-maria…

 

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OFICINA DE ORAÇÃO NO SANTUÁRIO DA VILA NOVA

Nova turma para Oficina de Oração

Oficina de Oração e Vida no Santuário Nossa Senhora Aparecida da Vila Nova

Início: dia 06/03/2017 – segunda-feira

Horário: 19:30 às 21:45 hrs.

Local: Santuário Nossa Senhora Aparecida (Vila Nova)

(Será uma vez por semana durante 15 semanas)

Venha desenvolver a prática da oração diária e criar uma profunda intimidade com Deus.

Inscrições:

Com a Santa P. Batistella – 9 9981-5597

Margareth – 9 9116-3409 ou

Na Secretaria do Santuário – 3329-1039

 

O que é:

Oficinas de Oração e Vida (TOV) é um movimento eclesial católico, criado por Frei Ignácio Larrañaga em 1984. É um serviço apostólico, único, aplicável em todos os países, que chegou à aprovação da Santa Sé. A criação desse movimento é resultado dos Encontros de Experiência de Deus iniciados no Brasil em 1974.

As Oficinas de Oração e Vida foram fundadas em 1984, como proposta de uma nova evangelização “vibrante e positiva, embasada no amor e não no temor”.

Estão presentes em mais de 40 países e contam com 18000 responsáveis (chamados “Guias”) que “ensinam as pessoas a orar de uma maneira experimental e progressiva, introduzindo-as na oração litúrgica e na vida sacramental”.
O método recebeu uma primeira aprovação do Pontifício Conselho para os Leigos em 1997, como Associação Internacional Privada, de Direito Pontifício, confirmada depois em 2002.

 

Características :

– Uma espiritualidade

– Um instrumento de evangelização

– Uma atividade Orante (onde se aprende a orar, vivendo e praticando)

 

As Oficinas têm como pontos principais:

  1. Fundamentação Bíblica, com textos para ler e meditar a cada dia;
    2. Colocar Cristo como centro: com a pergunta “Que faria Jesus em meu lugar?”
    3. Fomentar as vocações apostólicas,
    4. Ser um serviço eminentemente laical;
    5. Praticidade: “as Oficinas não são uma doutrina, tampouco uma teoria ou teologia; orando se aprende a orar”;
    6. A atividade orante dá-se passo a passo e adapta-se à pessoa: “a oração é graça, mas também arte”;
    7. São “libertadoras e curadoras”: o participante chega paulatinamente a “se libertar de tristezas e angústias, a curar feridas, a superar complexos, recuperando o sentido da vida e a alegria de viver”;
    8. Suscitar o compromisso com os pobres e promover os valores evangélicos.
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Lindando com pessoas mal educadas

10 passos para lidar com pessoas mal educadas

Tenho certeza de que em algum momento de sua vida você já teve que lidar com uma pessoa grosseira ou rude, e que você preferiria estar em uma ilha deserta do que ali, dividindo o mesmo espaço com esta pessoa. Infelizmente ainda existem pessoas que não sabem tratar os outros com o devido respeito.

Como lidar com pessoas mal educadas?

Essas situações incômodas fazem parte de nossas vidas e, apesar de tudo, representam ótimas oportunidades para por a inteligência em prática e dar uma boa lição na arrogância alheia. Precisamos lidar com essas situações com maturidade e inteligência, do contrário, estaremos fazendo o mesmo papel da outra pessoa. Então, na próxima vez que você se encontrar com uma pessoa mal educada ou rude, respire fundo e siga estes conselhos:

1. Não leve para o lado pessoal (mesmo que seja)

É normal que fiquemos com raiva quando alguém está sendo rude conosco. Felizmente, temos a oportunidade de decidir como reagir a isso, portanto podemos adotar uma postura mais apropriada frente às ofensas. O mais importante é não se deixar incomodar, não levar para o lado pessoal, eu sei, isso é muito difícil, mas se não fizer isso acabará caindo no joguinho da outra pessoa.

2. Descubra o porquê

Geralmente as pessoas têm duas razões para agir de maneira grosseira, além de ser uma pessoa mal educada, é claro. Na maioria das vezes se trata de um desentendimento, a pessoa pode ter tido um dia ruim ou estava apenas com pressa, de qualquer forma, você não saberá o motivo real da atitude ofensiva a não ser que questione a pessoa. Portanto, mantenha a calma e diga: ”Eu me senti um pouco irritado com a sua postura, existe alguma razão para você ter me tratado daquela forma?”. Você pode se surpreender com a resposta.

3. Lembre-se de que você também já foi mal educado alguma vez na vida

A culpa dessa vez não é sua, no entanto, tenho certeza de que você já reagiu de modo rude, ofensivo ou prejudicial a alguém. E isso não significa que você seja uma má pessoa, às vezes interpretamos o outro de forma errônea ou nos ofendemos por algo feito de forma impulsiva, e isso é extremamente normal. Na próxima vez que alguém for rude com você, faça uso da empatia e lembre-se de que aquela pessoa também é um ser humano e que também comete erros.

4. Seja objetivo e analise o comportamento rude

Alguém foi rude ou descortês com você? O que ele/ela disse? Houve alguma razão para isso? Se você olhar para a situação de forma objetiva, pode ser que não encontre nenhuma razão para aquela atitude. Mas às vezes a situação tem uma outra razão, então seja objetivo para que não aumente o tamanho do problema.

5. Não seja melodramático

Nessas situações, pode ser que você sinta vontade de gritar ou partir para a briga com a pessoa, mas não siga esse instinto. Não discuta, não se rebaixe a esse nível, isso só fará com que a situação piore. Então, mantenha a sua dignidade intacta, assim a situação não ficará fora do seu controle. Às vezes, a prudência e a paciência são as chaves para resolver uma discussão.

6. Permita que a tempestade chegue e passe

Se você perder o controle pode acabar se prejudicando, então, a fim de evitar isso, você pode trocar de assunto, é a melhor maneira de evitar essa situação. Além disso, se for uma pessoa estranha, você não precisa prolongar a situação, já se for um amigo ou um conhecido, eles aprenderão com essa situação e, provavelmente, não reagirão mais dessa forma com você.

7. Considere oferecer ajuda

Pode ser só mais um caso de maus modos, mas geralmente a pessoa que é rude ou indelicada está frustrada com alguma situação. Se você for capaz de ajudá-la a solucionar a frustração ou pelo menos entender que ela está reagindo dessa maneira por uma boa razão, com certeza ela vai mudar sua postura agressiva para uma postura de gratidão, quase que instantaneamente, afinal, nós nunca sabemos o que o outro está passando.

8. Entenda que para algumas pessoas a grosseria é um hábito

Algumas pessoas que são rudes com você, são rudes com todo mundo, essa é a postura delas frente à vida. Quando a grosseria já se tornou um hábito, fica muito difícil evitá-la, mesmo que a pessoa queira evitar isso. A atitude de desprezo nunca deve ser tomada para o lado pessoal, pois é apenas mais um padrão difícil de ser quebrado.

9. Não tente forçar a mudança

Você não pode obrigar alguém a ser educado, a não ser que a pessoa deseje isso. Na verdade, tentar mudar o seu comportamento pode fazer com que ele fique ainda pior. A decisão de mudar é uma decisão puramente pessoal, então por mais bondosas que sejam as suas intenções, não tente mudar ninguém, a mudança tem que vir de dentro.

10. Lute contra a grosseria com bondade

Não permita a grosseria de alguém lhe suba à cabeça. A melhor maneira de reagir contra isso é adquirindo uma postura amigável, isso permitirá que a pessoa se acalme e regule o próprio comportamento.

Fonte: Aleteia
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Ansiedade, que mostro é esse?

Um monstro vem me ver: ele se chama ANSIEDADE

Há um monstro que vem me ver e não tem a intenção de me matar, mas quase me impede de viver

Um monstro vem me ver: ele se chama ANSIEDADE

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Há um monstro que vem me ver e não tem a intenção de me matar, mas quase me impede de viver. Um monstro que muda de forma e de posição no meu corpo. Umas vezes parece me fazer engasgar, outras vezes acelera o meu sistema nervoso, e outras me paralisa. É um monstro muito famoso, padecido e explicado. Ele se chama ansiedade.

O estado de alerta tem sido essencial para a nossa sobrevivência como espécie. No entanto, quando este estado de atenção, tensão e alerta se torna crônico, o resultado é uma PREOCUPAÇÃO constante, que habitualmente também se generaliza em tudo e em todos.

Essa preocupação nos faz ter consciência de tudo o que nos rodeia, mas de uma forma amplificada e distorcida. Já não distinguimos o que nos estressa daquilo que é simples. Tudo se amontoa em nossa mente e funciona com plena capacidade. Não para nos ocuparmos, mas para nos preocuparmos. É um monstro que nos domina porque não sabemos transformar sua raiva em energia, só vira fraqueza.

De onde vem a ansiedade?

Quando a ansiedade se torna crônica e se transforma em um estado de preocupação perpétua, podemos falar do que se conhece em âmbito clínico como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Ela tem que estar presente durante pelo menos 6 meses e apresentar três ou mais sintomas, como agitação, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração ou ter a mente em branco, tensão muscular e problemas de sono.

A ansiedade generalizada compartilha muitos sintomas com a depressão; ambos os transtornos apresentam um alto efeito negativo. No entanto, a depressão se caracteriza mais pelo sentimento de tristeza e a ansiedade por uma hiperatividade fisiológica contínua e uma sensação de incerteza e falta de ar. Qualquer mudança na rotina diária é percebida como um monstro ameaçador, pronto para atacar a nossa garganta.

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O TAG não parece ter um forte componente genético, mas parece ter um caráter crônico que se agrava com o estresse e vai flutuando em intensidade ao longo da vida. Sua principal característica definidora é a preocupação constante por aspectos da vida cotidiana. Sua presença é evidente – nos casos em que está presente – em torno dos 20 anos de idade, embora a sua comorbidade com outros sintomas ansiosos ou depressivos possa dificultar o diagnóstico.

É muito mais frequente em mulheres, assim como a maior parte dos transtornos emocionais na vida adulta. Por sua vez, o transtorno se manifesta em um sistema triplo de resposta: o cognitivo, o motor e o emocional.

Esse monstro que conhecemos com perfeição

Muitas pessoas conhecem seus sintomas de cor, já que este transtorno costuma aparecer em pessoas com uma alta consciência sobre o que ocorre com elas, mesmo que não sejam capazes de tratá-lo e de melhorar a sintomatologia. Além disso, costumam descrever com perfeição como a ansiedade paralisa. A alexitimia não é uma característica predominante nestes pacientes, muito pelo contrário.

Eles sabem muito sobre a ansiedade, mas este transtorno parece não ter um tratamento suficientemente bem estabelecido e bem sucedido, mesmo sendo muito frequente na população. O tratamento costuma ser a terapia cognitivo-comportamental, como a de Dugas e Ladouceur (atualizada em 2007); a de Borkovec e Pinkus (2002) ou a de Brown e Barlow (1993).

Um conto sobre a ansiedade e o mundo em que vivemos

Embora muitos pacientes conheçam bem os seus sintomas, a terapia vai ajudá-los a agir como cientistas diante dos seus próprios sintomas, como “gurus” na busca de sua própria regulação emocional. O psicólogo/a deverá colocar ao seu alcance as melhores técnicas para isso.

Uma boa ideia é que a pessoa com ansiedade crônica se faça perguntas reais acerca da sua existência e dos seus valores de vida. Às vezes é preciso fazer perguntas a este mundo, que parece criar e alimentar este monstro. Às vezes vale a pena nos convertermos em um pequeno relato para ver um sentido naquilo que percebemos como caos.

O que você deve ao mundo? O que esse monstro exige de você?

Lembre-se da sua infância. Lembre-se do quanto você era feliz porque pulava, corria e desfrutava sem ter que dar explicações a ninguém. Lembre-se de você saltando, se sujando e se despenteando, embriagado/a pela intensidade do momento. Não havia tempo para a preocupação, porque não existia o conceito de tempo mais além do que você estava vivendo. Mas logo chegaram as demandas e, com elas, a sensação de que você devia algo ao mundo.

Você começou a sentir que era mais importante ocultar aquilo que não ficaria bem aos olhos dos outros do que viver a verdadeira realidade ao seu redor. As demandas começaram a substituir os mergulhos. Os discursos que glorificam as crianças “com altas capacidades” pareciam ensurdecer os gritos que antes eram de alegria e espontaneidade. Ninguém soube lhe dizer que você nunca poderia assumir o controle de tudo.

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Ninguém lhe ensinou a continuar mantendo a chama da sua infância acesa enquanto construía uma identidade com novas responsabilidades. Ninguém soube explicar a diferença entre deveres e direitos, entre eles o de ser feliz sem se sentir culpado/a.

Neste momento, com este monstro te devorando cada vez mais, é hora de começar a exigir mais dele e menos de você. Pergunte para ele: o que eu devo a você, mundo, para me enviar este monstro? Talvez com essa pergunta você e muitas pessoas entendam que por mais que ele exija de nós, não podemos dar nada para o mundo se não formos capazes de desfrutar o fato de estar vivendo nele.

Você não vai decepcionar ninguém, você também não pediu permissão para estar aqui. Esqueça tantas demandas e volte a reivindicar os seus direitos. Volte a se sujar, sem se preocupar se o mundo vai ficar chateado por isso. Cumprimente esse monstro e, mesmo se ele parecer vir com força às vezes, mostre a ele com as suas ações que a única coisa que você tem para ele é aquilo que você não é capaz de dar para si mesmo/a.

 

Fonte; Aleteia
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JMJ 2019 será em janeiro

Esta é a data oficial da JMJ Panamá 2019

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Crer em Deus é uma condição natural

Prêmio Nobel de Medicina: Crer em Deus está nos genes e é a forma natural de viver

 

Avid Carlsson, Prêmio Nobel de Medicina no ano 2000. Foto: Olof Brandt (ACI Prensa)
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Pense nisso antes de cometer adultério, trair

10 coisas que você deveria saber antes de trair

Baseado em depoimentos reais este artigo esclarece as consequências da traição para aquele que trai e prova a tese: “quem pensa não trai

Ouvir falar de traição passou a ser comum em nossa sociedade, toda semana temos notícias de celebridades que vivem essa situação, sem contar as pessoas próximas das quais presenciamos o sofrimento.

No meu trabalho como mediadora de conflitos convivo frequentemente com essa questão que abala os lares, destrói famílias e aniquila sentimentos.

1. Você será descoberto(a)

Impressionante como as pessoas acreditam que conseguirão guardar segredo, esqueça isso, pode até tardar, mas seus atos virão à tona. Não existe crime perfeito, traição também deixa vestígios reveladores.
2. Você não encontrará mais do que prazer momentâneo

Muitos dizem que buscaram fora do casamento a variedade e o prazer, mas que tudo não passou de grande ilusão. Esse é um entre vários relatos: “(…)todas as vezes era bom na hora, mais no minuto depois, eu já estava totalmente arrependido, mal comigo mesmo, pois sei que fiz uma coisa muito errada, não consigo me perdoar”.
3. Você vai causar grande dor

Segundo essa matéria: “Admitir que você esteja sendo traída ou traído é um dos sentimentos mais duros que um ser humano pode sentir”. Mas você não magoará apenas o seu cônjuge e sim toda a família; filhos e parentes próximos também sofrerão as consequências de seus atos.
4. A estrutura familiar sofrerá grande abalo

Uma família que enfrenta essa situação perde o prumo e se desorganiza totalmente. Revolta, tristeza, mágoa são as emoções que imperam. Crianças e adolescentes costumam apresentar problemas na escola e nos relacionamentos, muitos se tornam agressivos.
5. Não é fácil recuperar a confiança

A pessoa que trai passa a ser considerada um mau exemplo para todos e, se fosse diferente, as pessoas não procuram esconder tanto. Para recuperar a confiança do cônjuge você terá que se esmerar muito e provar com tempo e dedicação que realmente se arrependeu.

6. Sua fama de infiel influenciará outros relacionamentos

Não é só a família que perderá a confiança em você, outras pessoas se afastarão, pois ficarão receosas em conviver com você. Mesmo profissionalmente esse ato terá consequências negativas. Você já deve ter ouvido algo do tipo: “Se trai a mulher (ou o marido) imagine o que não é capaz de fazer com os outros”.
7. Você chegará ao “fundo do poço”

Uma pessoa que trai já demonstra problemas com a autoestima, mas as consequências da traição, mesmo antes de ser descoberta, são ainda mais danosas. Você terá culpa por ter sucumbido à própria fraqueza, se sentirá uma pessoa covarde e indigna.
8. Nada justificará o seu ato

Problemas no casamento? Insatisfação? Carência? As situações podem ser muitas, mas nada justifica a traição. Ninguém é obrigado a viver com outro, mas respeitar é questão de caráter.
9. Você quebrará o vínculo

Mesmo que vocês decidam manter o casamento, a quebra no vínculo já aconteceu, o relacionamento ruiu. Você terá que se esforçar muito para influenciar seu cônjuge na construção de um novo relacionamento, mais autêntico e satisfatório pra ambos.
10. Você terá que se perdoar

Para reconstruir a sua vida, mantendo o casamento ou não, a busca pelo autoperdão é imprescindível. Não é um caminho fácil, mas é o único que lhe trará a paz que você precisa para voltar a sentir-se íntegro(a) e capaz de edificar situações mais felizes.

O melhor a ser feito é buscar resolver suas insatisfações junto ao seu cônjuge, antes que elas se transformem em grande sofrimento para todos os que você ama.

Fonte: Familia.com
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Não é Crise é Projeto. Nota da Pastoral Carcerária

Pastoral Carcerária divulga nota sobre as condições das prisões no Brasil

Em nota, Pastoral sugere a contínua construção de laços de solidariedade com os presosA Pastoral Carcerária Nacional emitiu na quinta-feira, 19, nota sobre as condições das prisões no Brasil, dado os últimos acontecimentos envolvendo os massacres ocorridos nos complexos penitenciários de Manaus (AM), Roraima (RR) e Rio Grande do Norte (RN).

No texto, a Pastoral afirma que apesar do clamor nacional em torno dos últimos massacres ocorridos, o principal produto do sistema prisional sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência.

Para a Pastoral é preciso que na atual conjuntura, a população não caia na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres. “É preciso enfrentar os pilares do sistema e mais do que nunca, continuar a criar laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares”, diz trecho da nota.

Confira, abaixo, a nota na íntegra.

 

 Nota da Pastoral Carcerária: Não é crise, é projeto

“(…) enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos, será impossível desarraigar a violência.”
(Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 59)

 

Apesar do clamor nacional que se seguiu aos massacres de Manaus, Roraima e Rio Grande Norte, o principal produto do sistema prisional brasileiro sempre foi e continua sendo a morte, a indignidade e a violência. Em números bastante subestimados, fornecidos pelas próprias administrações penitenciárias, no mínimo 379 pessoas morreram violentamente nas masmorras do país em 2016 , sem que qualquer “crise” fosse publicamente anunciada pelas autoridades nacionais.

Nesse sistema, sob a tutela e responsabilidade do Estado, onde a mortalidade é 6,7 vezes maior do que fora dele, e as situações de violações sistemáticas de direitos são notórias e encontram-se detalhadamente registradas em uma infinidade de relatórios produzidos por organizações governamentais e não governamentais, não foi por falta de avisos ou “recomendações” que as pessoas privadas de liberdade deixaram de ser mortas e vilipendiadas em sua dignidade.

O que se deduz da atual conjuntura é que a morte de centenas e a redução de centenas de milhares à mais abjeta degradação humana parece não ser digna de incomodo ou atenção quando executadas metodicamente e aos poucos, sob o verniz aparentemente racional das explicações de caráter gerencial, e sem que corpos mutilados sejam expostos ao olhar da mídia. O acordo rompido em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte não foi o da convivência pacífica entre as facções, que nunca existiu, mas entre o Estado e o “grande público”, a quem jamais deveria ser permitido enxergar as verdadeiras cores deste grande massacre brasileiro que se desenrola há tempos.

A guerra de facções por sua vez, transformada em uma narrativa lúdica, desinforma e distrai daquilo que jaz no cerne da questão: o processo maciço de encarceramento que vivenciamos, e que desde 1990 multiplicou em mais de sete vezes a população prisional brasileira, somando, juntamente com os presos domiciliares e em medida de segurança, mais de 1 milhão de seres humanos sob tutela penal, segundo dados do CNJ .

Esse formidável, custoso e cruel aparato de controle social, estruturado em pleno período democrático, deita raízes profundas em nosso sistema econômico que “exclui para se manter”, como já afirmou o Papa Francisco , e cuja lógica neoliberal e mercantilizante atinge todas as relações humanas, sem exceção. Crime e castigo tornaram-se commodities, e corpos, quase todos pretos, novamente tornaram-se objetos de comércio e barganha, dessa vez em benefício dos senhores das prisões privadas.

Juízes, promotores e defensores, por ação ou omissão, cada qual com sua parcela de responsabilidade, também desempenham papel central na gestão deste caos, emprestando legitimidade jurídica para um sistema de encarceramento que funciona à margem de qualquer legalidade. Em relatório divulgado em outubro de 2016 , que apresentou o resultado do acompanhamento de mais de uma centena de casos de tortura em 16 estados e no Distrito Federal, a Pastoral Carcerária já apontava a participação estrutural do sistema de justiça na ocultação e validação de práticas violadoras de direitos.

Diante do aparente colapso da estrutura prisional brasileira e da repercussão nacional e internacional dada ao caso, o Sistema de Justiça retomou às pressas os paliativos mutirões carcerários, e o Governo Federal desfiou um rosário de propostas absurdas, que vão do reforço à fracassada política de construção de novas unidades, até o descabido e perigoso uso das Forças Armadas no ambiente prisional. Soma-se a essas propostas o desvio de verbas do Fundo Penitenciário Nacional para outras finalidades, por meio da Medida Provisória 755, e o Decreto n.º 8.940/2016, que estabeleceu as regras mais rígidas dos últimos anos para a concessão do indulto presidencial.

Assim, o Governo Federal, alicerçado pelo Judiciário e o Ministério Público, vai reforçando a agenda repressiva e encarceradora, que aplicada nas últimas décadas resultou na mesma catástrofe que agora se propõe a resolver. Na esteira destas propostas, ONG’s e veículos de imprensa pedem a “retomada do controle” das prisões pelo Estado, num apelo cifrado por mais violência, e listas de soluções e medidas reformadoras são febrilmente reeditadas, vindo ao socorro de um sistema que há mais de 30 anos evidencia sua irreformável natureza desumana.

Desde 2013 um conjunto de organizações e movimentos, entre eles a Pastoral Carcerária, Mães de Maio e Justiça Global, tem pautado a necessidade de ações estruturais para reverter o atual quadro de encarceramento em massa, por meio das propostas articuladas na Agenda Nacional pelo Desencarceramento , e alertando para a contínua degradação do sistema.

Na atual conjuntura, não podemos cair na falácia das análises simplistas e das medidas que pretendem apenas aplainar o terreno até o próximo ciclo de massacres, nem titubear no enfrentamento aos pilares desse sistema, como a atual política de guerra às drogas, a militarização das polícias, o aprisionamento provisório, a privatização do sistema prisional, e a política de expansão do aparato carcerário.

Se a opção que alertávamos há tempos era pelo desencarceramento ou barbárie, o Estado de forma clara e reiterada optou pela barbárie. Parafraseando Darcy Ribeiro, já não se trata mais de uma crise, mas de um projeto. E a perversidade de tal projeto não poderá cair sob nenhuma anistia. Poderá haver anistia pactuada entre os poderes do Estado, mas não haverá perante a consciência e perante Aquele que se apresentou sob a figura de um preso, torturado, executado na Cruz, Jesus, o Nazareno, feito Juiz Supremo que julgará especialmente aqueles que violaram a humanidade. (Lc 11,50-51)

Assim, mais do que nunca, devemos continuar a construir laços verdadeiros de solidariedade com o povo preso e seus familiares, reforçar o trabalho em torno da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, e redobrar nossa luta profética pela realização do sonho de Deus: um mundo sem cárceres .

19 de janeiro de 2017
Pastoral Carcerária Nacional – CNBB
Fonte: CNBB

 

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