Mês: maio 2017



Corrupção vicia

A corrupção vicia, adverte o Papa Francisco

© Don POMIDOR / SHUTTERSTOCK.com

“O espírito do Evangelho, ao contrário, requer um estilo de vida sério e compromissado, marcado pela honestidade”

Em um discurso recente, o Papa Francisco comparou a corrupção ao vício em drogas, pois o corrupto pensa que pode parar quando quiser, mas na verdade não é bem assim.

Uma reflexão do Papa em uma oração do Angelus de setembro passado, Francisco falou aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro sobre a diferença entre a “astúcia mundana” e a “astúcia cristã”.

“A mundanidade se manifesta com comportamentos de corrupção, de engano, de opressão, e constitui a estrada mais errante, a estrada do pecado, mesmo se é aquela mais cômoda de ser percorrida. O espírito do Evangelho, ao contrário, requer um estilo de vida sério e compromissado, marcado pela honestidade, correto, no respeito aos outros e de sua dignidade, com senso de dever. Esta é a astúcia cristã!”, esclareceu o Papa.

Escolha justa

Francisco afirmou que o “percurso da vida comporta uma escolha entre duas estradas” opostas.

“Não se pode oscilar entre uma e outra, porque se movem sobre lógicas diferentes e contrastantes. É importante decidir qual direção tomar e, a seguir, escolhida aquela justa, caminhar com impulso e determinação, confiando na graça do Senhor e no apoio de seu Espírito”. disse.

Único Patrão

Jesus – prosseguiu o Papa – “hoje nos exorta a fazer uma escolha clara entre Ele e o espírito do mundo, entre a lógica da corrupção e da cobiça, entre aquela da retidão e da partilha”.

“Alguns se comportam com a corrupção como com as drogas: pensa que pode usá-la e parar quando quiser. Porém, a corrupção vicia e gera pobreza, exploração e sofrimento. E quantas vítimas existem hoje no mundo, desta corrupção difusa. Quando, ao contrário, procuramos seguir a lógica evangélica da integridade (…) servimos ao patrão justo: Deus”.

Fonte: Rádio Vaticano
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Superando Crise financeira na Família

Como enfrentar uma crise econômica em família

CandyBox Images/ Shutterstock.com

O Casal deve manter-se unido, envolver os filhos e criar um ambiente positivo

Diante de uma situação econômica difícil, a união e a compreensão familiares são as melhores alternativas para enfrentar o problema. A união dos esposos e a criação de um ambiente positivo farão com que os filhos encarem esta dificuldade como mais um acontecimento da vida que, além de fortalecê-los, irá permitir que eles aprendam a enfrentar situações parecidas no futuro.

O mais conveniente, nestes casos, é envolver os filhos e colocá-los a par da situação por que passa a família. Se os pais não forem dramáticos e passarem uma mensagem de esperança, “a criança compreenderá que a família está diante de uma situação de necessidade e todos juntos farão o possível para que tudo fique melhor – e vão conseguir. Vocês podem dizer a eles o seguinte: não podemos ter isso, há outras coisas importantes, porque temos aquilo outro”, explica Celso Arango, diretor de Psiquiatria do Hospital Gregorio Marañon, em um artigo no diário ABC.es.

O especialista aconselha que “na medida do possível, os pais devem comunicar as coisas às crianças simplesmente porque o fato de se sentirem parte da unidade familiar é muito importante para elas”. Da mesma forma acontece com os filhos adolescentes. Convém mantê-los a par de tudo e convidá-los a participar de algumas decisões.

“Nos estudos realizados nos últimos 30 anos, comprovou-se que a melhor maneira para uma família superar uma crise é basicamente manter-se unida e trabalhar como equipe (…) Os adultos devem focar em manter uma relação positiva entre si, sem se importar se há dinheiro ou não”, indica a doutora Lenna Ontai, em artigo publicado pela Universidade da Califórnia.

Para se levar em conta

Cada caso é único e as condições variam de família para família. No entanto, diante de uma crise econômica, há várias situações que podem acontecer:

  1. A extravagância dos filhos: o desejo de ter mais e mais, muitas vezes influenciados pelos amigos com mais capacidades econômicas ou mesmo pela publicidade, será um desafio que os pais deverão aprender a gerenciar. O primordial é ensiná-los a valorizar o que têm, sem pretenderem ter o que não está ao seu alcance.
  2. Os filhos devem fazer parte das decisões familiares: quando os filhos – em especial os adolescentes – sentem-se apreciados e quando são consultados acerca de suas opiniões, eles são mais propensos a se conscientizar da situação pela qual a família atravessa e, além disso, colaboram com mais disposição. Há algumas decisões que somente pais e mães podem tomar. Mas há outras que podem contar com o consentimento dos filhos.
  3. Não permita que o ambiente familiar se veja afetado: não se pode adicionar um problema a outro. Uma crise conjugal ou um conflito com os filhos tornará o dilema econômico muito mais complexo. Diante de dificuldades como estas, deve-se conservar a união com tranquilidade, pois a angústia não deixa ver o panorama completo e a saída poderá ser perdida de vista. Um ambiente familiar harmônico fará com que o problema seja tratado com mais eficácia.
  4. As crises são cíclicas: hoje estamos bem, amanhã não sabemos. Com na maioria dos casos, os ciclos acompanham a vida: há momentos bons e outros nem tanto. Por isso, ter sempre em mente que tempos melhores virão fará com que a esperança reine no lugar do desespero.
  5. O orçamento familiar: durante uma crise ou não, o orçamento familiar é uma ferramenta essencial, que permite conhecer a realidade das finanças do lar. Fazer um orçamento mensal é uma medida preventiva, de organização e de gestão do dinheiro. Criar um ambiente de economia na família, em que os filhos reservem parte de suas mesadas para diferentes propósitos, fará com que todos tomem esta convicção como parte de suas vidas.
  6. Casamento mais unido do que nunca: as crises econômicas, assim como todas as dificuldades, permitem o amadurecimento, o crescimento e até podem fortalecer o casamento. Isso depende de como as situações serão administradas. O importante é que o casal esteja muito unido nos momentos de escassez material, apoiando-se mutuamente e sendo positivos para vencer a adversidade.
  7. Todos devem ajudar. Quando uma família trabalha em equipe, todos – pais e filhos – devem buscar soluções para seguir adiante e fazer frente à crise. Cada um, de acordo com suas possibilidades, deve contribuir com a economia familiar.
Fonte: Aleteia
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O céu já aqui

EVANGELHO: Mt 28,16-20

FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR – ANO A

Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

ORAÇÃO PARA A FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR

Jesus, eu creio: Tu estás vivo. Ressuscitou. Cristo, eu proclamo com  muita alegria: subiu aos Céus, estás junto do Pai e voltarás no fim dos Tempos.  Meu Jesus és o meu Céu. Tu me destes conhecer toda vida divina pelo mistério da Tua encarnação, paixão, morte e ressurreição. Tu Jesus, és o Céu ao alcance do coração e da vida de todos nós. Jesus eu me alegro, porque estás em mim, dando-me a graça de experimentar com toda força e simplicidade a vida celestial já na Terra. Obrigado, meu Senhor. Louvado sejas para sempre. 

Tua ausência histórica, Jesus, em nada prejudica Tua presença em nós, no meio de nós. Estás conosco sempre, até os últimos dias desse mundo. És Tua promessa no dia da Tua volta, subida, para o Pai. Dá-me sempre recordar e viver com fé e oração esse tempo de espera ativa da Tua Vinda gloriosa, meu Senhor. Orienta meu coração e minha vida para caminhar sempre na estrada da salvação, dos valores e da Tua Verdade, meu Jesus. Confirma-me nesta fé, oh Senhor. Faze-me sentir que não sou órfão, diante das minhas noites escuras, medos, angústias, dificuldades, tribulações. Toma, Jesus toda minha vida e fé, realiza em mim Teu querer e vontade. 

Meu Jesus, coloco agora toda minha segurança em Ti. Sou peregrino neste mundo e nesta história. Envia-me Teu Espírito Santo. Venha reavivar toda vida, restituindo o que perdi por causa do meu pecado e do mal. Tu podes, Senhor, podes Tudo. Amém. Desejo andar Contigo pelas estradas desta vida, mirando as coisas do alto. Dá-me a sabedoria e coragem para não ficar apenas olhando para céu,  mas para Te buscar como Céu já aqui, perto de mim, dentro do coração e mente. Livra-me da tentação de ficar alienado, de ficar esperando uma recompensa de vida após essa vida, apenas. Quero cuidar das Tuas coisas, de Teus filhos, oh Deus. 

Tua Ascensão, Jesus, eu creio, é a minha ascensão também. Minha salvação e libertação, esperança e fé. Tu, oh Senhor, conquistastes  para mim e para quem tem fé o Paraíso. Por isso, eu Te exalto, Jesus e me alegro, neste dia. Recebe todo meu louvor. Eu canto meu amor por Ti, Jesus, que tudo renovas e refazer para nosso bem, graça e salvação. Aleluia.

Recorro a ti, oh Virgem Mãe, para que interceda por mim. Tu és esposa do Espírito Santo, teve o céu dentro de ti, e agora vives também na comunhão divina, ajuda-me a guardar, promover e testemunhar o Céu numa vida de amor e solidariedade, caridade com quem vive comigo. Mãe, rogo-te, que eu colabore, pela fé em Cristo, no aperfeiçoamento deste mundo, para seja mais justo, fraterno, livre, santo, sadio, e em que se viva em paz em nome de Jesus. Refaço com mais firmeza meu compromisso de fé, meu sim a Cristo, vivo, ressuscitado, que está conosco e que voltará no fim dos tempos.Amem. Aleluia. Ave-maria…

 

 

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

MOVIMENTO ECUMENICO DE LONDRINA – MEL

Convida as Igrejas Cristãs de LONDRINA e outras Religiões para participarem.

 SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS/2017 – 28 DE MAIO A 03 DE JUNHO 2017

 

A Semana de Oração pela Unidade Cristã acontece no mundo inteiro desde 1910. Iniciou na conferência de Edimburgo, Escócia em 1910.

A Semana de Oração deste ano acontecerá dos dias 28 de maio a 03 de junho.

Tema deste ano: É o amor de Cristo que nos move! (2°  Coríntios 5.14-20). Traz como mensagem central a afirmação de que é a Graça de Deus que nos reconcilia.  A relação entre Graça e Reconciliação é motivado pelos 500 anos da Reforma, ocorrido em 1517, na Alemanha.

Em Londrina, teremos vários momentos celebrativos em várias Paróquias das Igrejas: Luterana, Católica Romana, Episcopal Anglicana e Presbiteriana. 

A Direção do MEL, Movimento Ecumênico de Londrina, convida todas as pessoas e Igrejas Cristãs e também as Religiões que quiserem se unir nesta ação na busca de unidade, para romper com todo preconceito, na certeza de que, na Graça Divina, podemos criar novos espaços de unidade e irmandade.

 

Confira a Programação:

DIA HORA LOCAL
28/05Domingo

Abertura

19h00 Igreja Evangélica de Confissão Luterana,  Rua Alagoas, 1733Pastor Telmo (Luterano),  Dom Manuel (Católico) e Dom Naudal (Igreja Episcopal Anglicana)

HOMILIA: Dom Manuel e Dom Naudal

29/05Segunda 11h00 

 

 

20h00

 

 

Pontifícia Universidade Católica- PUC  – Av. GiocondoHOMILIA: Pastor Uriel Silveira

 

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO – Pároco: Pe. Luciano da Paixão.

(Cj. Cafezal) Decanato  Sul –  Rua Presidente Abraham Lincoln, s/n

HOMILIA: Revda. Lucia dal Pont Sírtoli.

30/05Terça 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA GLÓRIA – Pároco: Pe. Rodrigo Favero Celeste(Pq. Ouro Verde) Decanato Norte. – Rua Togo, 60

HOMILIA: Pastor Telmo – Luterano

31/05Quarta 20h00 Igreja Presbiteriana Independente – Rua Antônio Dias Adorno 865 – Jd Novo Bandeirantes. – Pastor  Uriel SilveiraHOMILIA: Pe. Luciano da Paixão
01/06Quinta 19h30 PARÓQUIA IMACULADA CONCEIÇÃO – Pároco: Pe. Paulo Henrique Rorato.Decanato Centro-  Rua Tupi, 241

HOMILIA:  Revda. Lucia dal Pont Sírtoli.

02/06Sexta 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Pároco: Pe. José Rafael Solano DuránLocal da Celebração: Capela Mãe da Divina Providência – Rua Jose Nogueira Franco, 435 – Parque residencial Alcântara.

HOMILIA: Frei Ildo Perondi

03/06Sábado

Encerramento.

19h00 Igreja Episcopal Anglicana – Rua Mossoró,  678 –Esquina com JKRevda. Lucia dal Pont Sírtoli.

HOMILIA: Ir. Dirce Gomes da Silva

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Dia Mundial das Comunicações

Papa Francisco divulga mensagem para o 51º Dia Mundial das Comunicações

A proposta do papa é “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”O 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado, este ano, no dia 28 de maio, Ascensão do Senhor. Porém, por tradição, a mensagem é divulgada pelo papa Francisco no dia de São Francisco de Sales, patrono dos escritores e jornalistas, comemorado em 24 de janeiro. “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” é o tema da mensagem apresentada por Francisco que propõe um estilo “aberto e criativo” para comunicar esperança.

No comunicado, o papa encoraja a todos que trabalham neste campo para que comuniquem de modo construtivo, isto é, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro.

Na mensagem, Francisco ressalta que o protagonista da notícia não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução aos problemas, com um estilo comunicador aberto e criativo. “Num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”, reflete Francisco.

A realidade não tem um significado unívoco, afirma o papa. “Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos ‘óculos’ que decidimos pôr para ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diferente. Portanto, o ponto de partida bom para ler a realidade é a Boa Notícia por excelência, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo”, escreveu o pontífice.

Esta boa notícia, explica, não é boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos.

Leia a mensagem na íntegra

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).

“Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”

 

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de “moer” o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, “moem” tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más” (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, portanto, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da “boa notícia”.

A boa notícia

A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os “óculos” certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da “boa notícia”, que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo»” (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – “Eu estou contigo” – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os “óculos” adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o “espaço” de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter “plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade” (Heb 10, 19-20). Através “da força do Espírito Santo”, podemos ser “testemunhas” e comunicadores duma humanidade nova, redimida, “até aos confins da terra” (cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi “reimpresso” em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos “canais” vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

Francisco

Fonte:  Rádio Vaticano
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Prestígio da Igreja Católica hoje

A Igreja tem mais prestígio do que pensamos, afirma especialista

Por Bárbara Bustamante

Yago de la Cierva / Crédito: Vozes Católicas Chile
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SuicídioxFelicidade

O grande paradoxo: índice de suicídios é maior nos países considerados “mais felizes”

© LeventeGyori / Shutterstock

Por que EUA, Canadá, Dinamarca, Islândia, Irlanda e Suíça estão entre os países com mais suicídios?

 

O suicídio é a primeira causa de morte não natural em vários dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, são registradas por ano mais suicídios do que mortes por acidentes de trânsito.

O risco de suicídio no mundo é três vezes maior entre os homens do que entre as mulheres.

No tocante aos mais jovens, o suicídio é a segunda causa principal de morte no grupo de 15 a 29 anos de idade, segundo os dados do estudo “Prevenção do suicídio: um imperativo global”, divulgado em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como cruciais para a prevenção, os especialistas ressaltam as redes familiares fortes e a capacidade de assimilar a frustração.

Mais suicídios nos países ditos “mais felizes”

Uma das questões que mais chamam a atenção em se tratando de suicídio é o paradoxo de que as maiores taxas de suicídio são registradas nos países considerados “mais felizes”.

Estes dados já são enfatizados no estudo “Dark Contrasts: The Paradox of High Rates of Suicide in Happy Places” (“Contrastes obscuros: o paradoxo dos altos índices de suicídio em lugares felizes”), de 2011, elaborado conjuntamente por pesquisadores da britânica Universidade de Warwick e pelos norte-americanos Hamilton College e Universidade de São Francisco.

Os cientistas responsáveis pelo estudo pretendiam documentar e analisar as causas desta paradoxal relação entre felicidade e suicídio, entendendo por “felicidade” um conjunto de aspectos de natureza material, como ter dinheiro suficiente, boa moradia, comida, roupa, carro e lazer, além de uma vida saudável, livre de privações e com autonomia para cuidar de si próprio.

O estudo levou em consideração as primeiras posições na lista dos países considerados pela revista Forbes como os “mais felizes do mundo”, bem como os seus índices de suicídio. Os 10 países, no ano do estudo, eram, por ordem de primeiro a décimo, a Noruega, a Dinamarca, a Finlândia, a Austrália, a Nova Zelândia, a Suécia, o Canadá, a Suíça, os Países Baixos e os Estados Unidos. Por sua vez, esta lista se baseava no chamado “Índice de Prosperidade”, elaborado pelo Instituto Legatum, de Londres, que classifica 110 países.

As conclusões do estudo indicaram que os países mais destacados na “lista da prosperidade” eram, ao mesmo tempo, os que apresentavam os índices mais altos de suicídio.

As causas do paradoxo

Os autores da pesquisa observam que o paradoxo tem a ver com uma comparação entre o nível de felicidade dos suicidas e o nível de felicidade dos outros: a felicidade alheia seria um fator de risco para as pessoas de baixa autoestima, descontentes por viver em lugares onde o resto dos indivíduos demonstra mais felicidade do que elas.

“As pessoas descontentes podem se sentir particularmente cansadas da vida em lugares felizes. Esses contrastes podem aumentar o risco de suicídio”, diz o professor Andrew Oswald, da Universidade de Warwick e responsável pelo estudo. “Sendo os seres humanos expostos às mudanças de humor, as comparações com os outros podem tornar mais tolerável a nossa existência num ambiente em que os outros são completamente infelizes”.

Tais conclusões questionam outras que, até então, atribuíam o índice de suicídios em países nórdicos às características particulares do próprio país, como as escassas horas de luz solar no inverno. Eram também apontadas diferenças culturais e atitudes sociais em relação com a felicidade e com o modo de conceber a vida.

Para Stephen Wu, do Hamilton College, “os resultados são coerentes com os de outra pesquisa segundo a qual as pessoas avaliam o próprio bem-estar a partir de comparações com as pessoas que as rodeiam. Essas comparações também acontecem com renda, desemprego, delinquência e obesidade”.

O contraste entre o Havaí e Nova Iorque

Os pesquisadores sugerem no estudo que as cidades com mais gente satisfeita tendem a ter maiores índices de suicídio do que aquelas com níveis de satisfação médio-baixos em termos de qualidade de vida. Um exemplo é o contraste entre o Havaí e Nova Iorque.

Segundo os seus dados, o Havaí é o segundo estado norte-americano com o nível de felicidade mais alto entre os habitantes, mas o quinto, de um total de 50 Estados, em número de suicídios. Já Nova Iorque está na 45ª posição entre os Estados com maior satisfação de vida, mas registra a segunda menor taxa de suicídio do país, logo atrás do Distrito de Colúmbia.

Como conclusão, os autores do estudo indicam que “os seres humanos podem construir suas normas mediante a observação do comportamento e dos resultados atingidos por outras pessoas e tendem a julgar a própria situação com menos dureza quando veem outras pessoas com resultados similares aos seus”.

A altitude geográfica, outro fator de risco

Outra análise sobre mortalidade, realizada em 2.584 condados dos Estados Unidos e baseada em dados reunidos durante vinte anos por especialistas de diversos centros médicos do país, revelou que viver em altitudes maiores pode ser um fator de risco de suicídio.

Segundo os autores deste estudo, ainda é desconhecido o motivo dos índices maiores de suicídio entre as pessoas que vivem em regiões de maior altitude.

Fonte: Aleteia
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Papa Francisco surpreende, de novo.

Em visita surpresa, Papa dá bênção pascal a famílias em Ostia

Papa Francisco em Ostia abençoando uma das famílias que visitou – ANSA

O Santo Padre quis também no mês de maio dar continuidade às “Sextas-feiras da Misericórdia”, sinais que se inspiram nas obras de misericórdia corporais e espirituais que o Papa fez durante do JubileuNa tarde de sexta-feira (19/05) o Papa saiu do Vaticano e foi até Ostia – litoral romano. Como sinal de proximidade às famílias residentes na periferia de Roma, Francisco abençoou algumas casas, como faz o pároco todos os anos durante o período pascal, informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.Dois dias antes, Pe. Plinio Poncina, pároco da paróquia Stella Maris, uma das seis paróquias de Ostia, havia fixado – como de costume – um aviso na porta do condomínio de casas populares, avisando às famílias que iria passar para a habitual bênção pascal às residências, lê-se ainda no comunicado.

Os inquilinos foram tomados de grande surpresa quando, ao invés do pároco, se depararam com o Papa Francisco ao tocar-lhes a campainha.

Fonte: Rádio Vaticano
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O que é corrupção e como combatê-la

Nas palavras do Papa Francisco, entenda a corrupção

Corrupção é consequência da repetição de pecados, o que limita a capacidade de amar. Nas rodas de conversa, é só puxar o assunto que o papo rende. Em tempos de Lava-Jato, operação da Polícia Federal – que já completa três anos –, tornou-se habitual associar corrupção às estruturas políticas. Porém, o objetivo deste texto é ampliar a visão desse tema que, infelizmente, atinge todas as áreas. Inclusive, há corrupção dentro de nós, em nossa casa, comunidade e igreja.

Em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, escreveu um livro intitulado ‘Corrupção e Pecado’, o qual nos ajuda nessa reflexão tão importante e atual. Embora seja um ato intrinsecamente ligado ao pecado, distingue-se dele em algumas coisas. Pecado reiterativo conduz à corrupção. Não é a repetição de pecados que provocam um corrupto, mas os hábitos de má qualidade que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar. O coração vai se encolhendo, perdendo os horizontes, e o egoísmo passa a ser sua maior referência.

Processo de morte

Ações corruptas levam pessoas e instituições a um processo de decomposição. Perde-se a capacidade de ser, crescer e servir. É um verdadeiro processo de morte. A vida morre, fica a corrupção. É como uma folhagem que se desenvolve, alimentada pelo húmus da fraqueza humana e da cumplicidade.

Pecadores sim, corruptos não!

Geralmente, relacionamos corrupção ao pecado, mas não é bem assim. “Situação de pecado e estado de corrupção são duas realidades diferentes, embora intimamente entrelaçadas”, explica Bergoglio. Isso não significa que a corrupção faça parte da vida normal da sociedade. Tais atos devem ser denunciados e combatidos. Pecado se perdoa. Corrupção não pode ser perdoada. Diante do Deus que não se cansa de perdoar, a autossuficiência do corrupto vira um bloqueio, que o impede de pedir perdão.

Deus aceita o pecador

“Pecador sim!” Como é lindo reconhecer-se pecador e poder sentir a misericórdia do Pai das Misericórdias, que nos acolhe a todo momento! Mas como é difícil para um coração corrupto deixar-se alcançar pelo vigor profético do Evangelho!

“Quem não rouba é trouxa”, diz o ‘cara de vaso’”. A autossuficiência é um escudo que isola e não permite questionamentos. Defende que “quem não rouba é trouxa”. Francisco afirma que “o corrupto construiu uma autoestima baseada justamente nesse tipo de atitudes enganosas, caminha pela vida pelos atalhos do vantajoso a preço de sua própria dignidade e a dos outros”. E o pior, esconde-se em uma cara de inocente.

Sintomas da corrupção

O corrupto adquiriu características de verme: tem medo da luz, vive nas trevas, debaixo da terra. Diante de críticas, enfurece-se, desqualifica pessoas ou instituições que o criticam. Procura aniquilar toda autoridade moral que o possa questionar. Usa de todo tipo de argumento para se justificar. Desvaloriza os outros e insulta quem pensa diferente dele. De maneira inconsciente, persegue-se, projetando-se nos outros, tornando-se perseguidor. Assim como quem tem mal hálito, o corrupto não percebe sua corrupção. Os outros que o sentem é que têm de lhe dizer.

A corrupção tem cheiro de podre. “Quando alguma coisa começa a cheirar mal, é porque existe um coração preso sob pressão entre sua própria autossuficiência imanente e a incapacidade real de bastar a si mesmo; há um coração podre por conta da excessiva adesão a um tesouro que o aprisionou”, afirma.

No Evangelho, o corrupto faz armadilhas para Jesus (cf. Jo 8, 1-11; Mt 22, 15-22; Lc 20, 1-8), cria intrigas para tirá-lo do caminho (Jo 11, 45-57; Mt 12, 14), suborna quem tem capacidade de trair (Mt 26, 14-16).

Consequências

A corrupção tende a asfixiar a força da Palavra de Deus. Pode levar ao desmoronamento pessoal ou social.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho. A verdade de Cristo é a força para sacudir a alma, ensinar a discernir os estados de corrupção que nos circundam com ameaças e seduções. Por isso, é preciso declarar com força e temor: “pecador sim, corrupto não”.

O estado de corrupção não pode ser aceito como mais um pecado. Corrupção é consequência de um coração corrupto. “O coração não é uma última instância do homem, fechada em si mesma”, esclarece o Papa. Ele orienta ainda que o coração humano é coração na medida em que é capaz de amar ou negar o amor (odiar).

Onde está o teu tesouro?

“Porque onde está teu tesouro, lá também estará o teu coração” (Mt 6,21). Francisco indica conhecer o tesouro que está no coração, portanto, a referência para a sua vida. O tesouro que está no coração liberta e plenifica, destrói e escraviza; neste último caso, o tesouro que o corrompe. Como o corrupto vive anestesiado, Deus o salva por meio de provações que lhe cabe viver como doenças, perdas de fortuna e de entes queridos. Essas quebras da estrutura corrupta permitem a entrada da graça e a cura.

 

Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim
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Nota da CNBB: Pela Ética na Política

Bispos recordam Constituição Federal: “é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra” (Art. 37)

Bispos recordam Constituição Federal: “é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra” (Art. 37)

Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã desta sexta-feira, 19 de maio, uma Nota Oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmam que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Na Nota, os bispos afirmam que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.

“Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil”, concluem os membros da Presidência.

 

 

Leia abaixo na íntegra:

 

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

 

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

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