Cultura



Não corte sua cruz

Contos edificantes: “A Haste da Cruz”

© Clément SACCOMANI / CIRIC
Vista nocturna de gente rezando en el Barrio de la Ensenada de la ciudad de Lima (Perú)

“O dia chegará em que seremos vítimas das mutilações feitas na haste da nossa cruz”

Conta‑nos uma lenda de antanho que a um homem a quem cumpria fazer grande jornada deram a carregar pesada cruz, dizendo‑lhe que ela o levaria à salvação.

Tendo feito pequena parte do trajeto, vencido e desanimado pelo cansaço, deliberou ele cortar um pedaço da longa haste de sua carga.

Mais aligeirado, pôs‑se de novo a caminho e jornadeou até o ponto em que a estrada subia por uma encosta longa e pedregosa. Ali sentiu que se lhe agravava o peso da cruz. Doíam‑lhe os ombros, tinha as pernas trôpegas, arfava e transudava.

Na irreflexão da impaciência, põe por terra o seu fardo e outra vez o mutila em sua haste.

Parte. Alcança o sopé do outeiro e se vê às margens de um rio sem ponte.

Só então observou que outros viajantes ali chegados levavam, também, pesadas cruzes de longas hastes e, mais resistentes e tolerantes, conservaram‑nas intactas.

Estes as estenderam de margem a margem e, fazendo‑as de pontilhões, atingiram o lado oposto e lá se foram.

Aquele, porém, que encurtara a haste de sua cruz viu que ela não lhe poderia prestar o mesmo auxílio. Tentando meter‑se rio adentro, desapareceu levado pelos redemoinhos da correnteza.

É límpida a lição da fábula. Todos os que vivemos a cortar, com golpes arbitrários, em nossos deveres e obrigações para com Deus, podemos levar, por algum tempo, vida mundanamente fácil, mas sempre enganosa. O dia chegará em que seremos vítimas das mutilações feitas na haste da nossa cruz.

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A partir de texto de Malba Tahan em “Lendas do Céu e da Terra” (Ed. Borgoi. São Paulo ‑ SP /1ª edição ‑ 1939, págs. 16 e 17)

 Fonte: Aleteia
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Documentário do Papa sobre Arte poderá concorrer ao Oscar

Vaticano permitirá que documentário do Papa concorra ao Oscar

Pela primeira vez em sua história, o Vaticano permitirá que um documentário sobre o Papa participe do processo de seleção dos filmes que poderão concorrer ao Oscar.

Nesta terça-feira, dia 27, a autora do livro “Papa Francesco: La Mia Idea di Arte” (“Papa Francisco: A minha Ideia de Arte”), Tiziana Lupi, apresentou nos Museus Vaticanos o trabalho homônimo dirigido por Claudio Rosso Massimi, produzido pela Imago Film e distribuído por Corado Azzollini.

Segundo Lupi, o objetivo do longa-metragem, que concorrerá a uma das vagas de Melhor Documentário do Oscar de 2018, é o de “traduzir em imagens o pensamento do papa Francisco sobre a arte, que consiste no fato que, pra além da estética, a arte quer ser um
instrumento de evangelização e contemporaneamente um meio para contrastar a cultura do desperdício”.

Em um das cenas do filme, baseado no livro da italiana, por exemplo, Jorge Mario Bergoglio afirma que “Deus não conhece a nossa atual cultura o desperdício, Deus não descarta nenhuma pessoa, procura todos, ama todos”.

No documentário, o Pontífice também comenta que “os museus devem acolher as novas formas de arte e devem escancarar as portas às pessoas de todo o mundo” já que são “um instrumento de diálogo entre as culturas e religiões, um instrumento de paz”.

Graças às filmagens com resolução de imagem 4K e ao uso de um drone para tomadas aéreas, o espectador, acompanhado também pela voz do Papa, terá a sensação de realmente visitar a galeria ideal do religioso argentino.

O percurso inclui, entre outras obras, monumentos e espaços expositivos, peças como o Torso Belvedere, o Obelisco de São Pedro, a Cátedra de São Pedro, o Sepultamento de Cristo de Caravaggio, a Capela Sistina e a Virgem de Lujan de Alejandro Marmo, artista
contemporâneo amado por Bergoglio.

Na apresentação do documentário também estava a diretora dos Museus Vaticanos, Barbara Jatta, que falou sobre o papel importante da arte, principalmente a da sacra, nos dias atuais e dos museus da Santa Fé neste contexto.

Por isso, a italiana comentou que os museus do Papa tiveram nas últimas semanas uma média de 27 mil visitantes por dia e que no ano passado mais de 6 milhões de pessoas visitaram o local.

“Mesmo assim, respondemos ao pedido de papa Francisco de escancarar as portas dos museus às pessoas de todo o mundo”, completou Jatta mencionando também os vários projetos que estão sendo desenvolvidos atualmente pela entidade católica em vários
lugares, como Austrália, China e países da América Latina.

Fonte: ANSA
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Novo Documentário do Papa é sobre arte

Papa Francisco fala de sua “ideia de arte” em novo documentário

O Papa Francisco fala de arte no documentário dos Museus Vaticanos, que foi apresentado em Roma e é baseado no livro “Minha ideia de arte”.

O documentário foi dirigido por Claudio Rossi Massimi, e neste trabalho reuniram opiniões do Pontífice sobre várias obras de arte de Roma, do obelisco da Praça de São Pedro à Capela Sistina.

Todas as imagens foram filmadas com resolução de imagem 4K e conta com o uso de um drone que sobrevoou algumas áreas do Vaticano.

“Para o Papa Francisco, o valor da arte é ainda mais profundo, porque é um componente do seu pensamento de salvação, catequético e de evangelização. Sobretudo porque a arte, para o Papa Bergoglio, faz parte dessa mensagem de misericórdia que com o seu pontificado quis comunicar a todos nós”, assegurou durante a apresentação Barbara Jatta, diretora dos Museus Vaticanos.

O documentário conta com a ajuda de Alejandro Marmo, artista argentino que já fez duas esculturas que foram colocadas nos jardins vaticanos.

“Pedimos ao Santo Padre a sua disponibilidade e ele, com grande generosidade, nos concedeu. Assim, fomos a Santa Marta e conversamos com ele sobre a arte”, disse à Rádio Vaticana, Tiziana Lupi, uma das encarregadas pelo documentário.

“O Papa nos expressou seu conceito, sua ideia de uma arte que deve ser, por um lado, instrumento de evangelização –ele fala da Capela Sistina como uma Bíblia a céu aberto que todos podemos ler – e, por outro, um instrumento para contrastara cultura do descarte, um tema que está muito presente no coração do Santo Padre”.

Fonte: Acidigital
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Caminho de Compostela no Brasil

Brasil terá o primeiro trecho do Caminho de Santiago de Compostela na América

Por Natalia Zimbrão

Santiago de Compostela (Espanha) / Foto: Wikipédia (CC-BY-SA-3.0)
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Desafios que mudam sua Vida

Um desafio de 30 dias para mudar sua vida

Por Rawpixel.com
 

Escolha pelo menos 3 itens desta lista e veja transformações incríveis no seu cotidiano

Sim, é possível mudar, em 30 dias, padrões negativos de comportamento.

No começo, talvez você sinta uma grande energia para bater as metas, mas tal disposição deve se manter até o final. Escolha pelo menos 3 itens da lista de sugestões a seguir, pratique-os diariamente e veja a diferença!

 

Tarefas fáceis

 

Caminhe 30 minutos por dia

Está comprovado que este simples exercício mantém a saúde do coração e controla os níveis de gordura.

Faça um caminho diferente

A cada dia, no caminho ao trabalho ou para qualquer outra atividade, faça uma rota diferente da habitual. Assim, você terá a chance de manter um olhar novo sobre o que o rodeia e conhecer mais da sua cidade.

Faça leituras enriquecedoras

A cada dia, leia algo que ajude a melhorar o ânimo. Pode ser um texto sobre meditação, reciclagem ou alimentação saudável, por exemplo.

Inspire-se todos os dias

Quando estamos inspirados, não há dificuldade que nos derrube. Escreva uma frase motivacional e pendure em seu espelho ou no escritório. Outra ideia é assistir um vídeo ou ouvir uma música que estimulem a sensação de inspiração.

Explore uma habilidade

Diariamente, explore uma nova habilidade: teste com dança, canto, alguma arte marcial ou mesmo com tutoriais online sobre como fazer origamis ou construir uma luminária para sua casa.

 

Tarefas menos fáceis (mas possíveis)

Acorde cedo

Se você for madrugador, esta tarefa será fácil. Do contrário, ir para a cama cedo exigirá esforço da sua parte, mas permitirá que você descanse o suficiente. Acordar cedo é fundamental para que seu corpo esteja com 100% de energia disponível para as atividades do dia a dia.

Escreva um diário

Guarde um registro das coisas que aconteceram no seu dia, ainda que sejam decepções com outras pessoas. Após 30 dias, você irá se surpreender com seus novos padrões de pensamento e comportamento. Assim, ficará fácil identificar e mudar aquilo que não está indo bem.

Vença o medo de fazer algo

Diariamente, enfrente algo que te assusta, como conversar com um desconhecido ou expressar seus incômodos no relacionamento. Este é um exercício libertador que fortalece o caráter.

Medite

Está comprovado que a meditação ajuda no equilíbrio do sistema nervoso, acalmando em qualquer situação. Não importa se a técnica usada é ouvir um mantra por 5 minutos ou prestar atenção à própria respiração: o exercício de trabalhar com a mente sempre funciona.

Não reclame

Durante 30 dias, tente não reclamar de nada. Isto não quer dizer não ser crítico ou que você deva fechar os olhos para coisas ruins. No entanto, proponha soluções em vez de se queixar dos problemas.

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Fonte: Incrível.club)
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Não diga isso a uma criança

As seis coisas que você nunca deve dizer para uma criança

Shutterstock-LittleDogKorat

Seis coisas negativas que os pais devem parar de dizer – e suas alternativas positivas

Como pais, nossas palavras muitas vezes vão além do que pretendemos que elas signifiquem. A criança, com sua perspectiva e abordagem diferentes, não ouve as coisas da mesma maneira, e essas palavras são muitas vezes fatores de estresse para ela.

“Em vez de criar um jogo de poder e castigo, com uma aparência de autoridade, é melhor ouvir a criança”, aconselha a psicoterapeuta Isabelle Filliozat, autora de Understanding Children’s Emotions (Entendendo o Coração das Crianças). O diálogo é um excelente ponto de partida para resolver uma situação complicada. Temos de encontrar as palavras certas para abrir uma discussão e deixar a criança expressar o que sente, e então guiá-la para a solução certa, em vez de humilhá-la em submissão.

Aqui estão 6 exemplos de frases negativas e suas alternativas positivas, de acordo com Isabelle Filliozat.

1 – A frase negativa: “Você é insuportável / impossível!”

Esta frase vem de um pai e mãe esgotados. O estresse os levam a atacar a criança. Estas são palavras extremamente violentas e perversas. A criança pode congelar, murchar e ficar em silêncio. Mas muito rapidamente, seu corpo se solta e a criança se torna agressiva. Ela vai ao ataque, não contra os seus pais, mas contra um dos seus irmãos ou irmãs, por exemplo. Sua agressão é uma reação de estresse extremo, um comportamento de transbordamento.

A alternativa positiva: “Eu entendo que não saímos o suficiente hoje e que você não tem outra solução a não ser pular no sofá!”

2 – A frase negativa: “Vá para o seu quarto!”

Esta é uma exclusão muito difícil para as crianças entenderem. Esta frase é duplamente negativa: significa “não quero vê-lo aqui” e “não quero vê-lo quando você está se comportando mal”. Exatamente quando a criança mais precisa de seus pais, eles estão dizendo para se afastar e se isolar. As áreas de estresse do cérebro são ativadas. Quanto menor a criança, mais ela precisa de seu pai e sua mãe para ajudá-la a regular suas emoções. Antes dos 13 ou 14 anos de idade, ela não é capaz de controlar suas emoções. Parte do processo de aprendizagem envolve colocar palavras em sentimentos. Se dissermos a uma criança, “vejo lágrimas nos seus olhos”, nós a ajudamos a identificar e regular suas emoções.

A alternativa positiva: “Venha aqui, vamos conversar e nos abraçar”.

3 – A frase negativa: “Você não presta atenção em mim. Você acabou de fazer exatamente o que eu disse para não fazer!”

O cérebro de uma criança muda com sua idade. Uma criança que tem de 2 a 3 anos de idade não ouve o negativo. Quando lhe dizem, por exemplo, “Não entre na casa com as botas cheias de lama!”, ela ouve, “Entre na casa com as botas cheias de lama!”. Ela olha para os pais para ter certeza de que está respondendo ao pedido.

A partir do momento em que algo é proibido, há o risco de a criança querer fazê-lo novamente. Pode parecer que, repreendendo, o adulto recupera o controle. Ele congela a criança com um sentimento de medo e vergonha. Mas… ele não educou a criança porque a relação causal não é definida. A criança fará a coisa proibida outra vez até que o pai controle outra vez a situação com medo e vergonha.

A alternativa positiva: “O que está acontecendo? Diga-me como você se sente”.

4 – A frase negativa: “Pare de me pedir isso!”

Quando uma criança parece estar chorando por algo, temos que olhar para o que ela quer, para a verdadeira necessidade. A criança está expressando algo. Se ela está implorando para assistir desenhos animados, por exemplo, isso não é o que ela quer mais profundamente. Ela está realmente pedindo afeto, um abraço, para responder ao estresse que sente, para acalmar seu cérebro. Dependendo da situação e do caráter da criança, a resposta pode ser oferecer um momento de descanso ou uma brincadeira do lado de fora.

A alternativa positiva: “Você gostaria de dar um passeio?” ou “E se fizéssemos um desenho ou jogássemos algum jogo?”

5 – A frase negativa: “Sente-se!”

Esta é uma das frases mais tóxicas que se pode dizer a uma criança. Forçá-la a sentar colocando-a em uma posição de máximo estresse. Não é natural para ela. Pelo contrário, a criança precisa correr ou escalar árvores para seu bem-estar, mas também para ajudá-la a se concentrar na sala de aula, por exemplo. Ser ativo ajuda sua atenção. Quanto mais ela for forçada a fazer sua lição de casa, mais ela ficará estressada com dificuldades. Todo mundo tem suas próprias preferências. Algumas crianças podem se levantar para fazer sua lição de casa, então uma mesa alta pode servi-las. Por outro lado, estar constantemente assentado danifica os músculos das costas e do períneo. A criança precisa usar seus músculos para desenvolver seu corpo e minimizar o estresse. O resultado é uma melhor saúde do cérebro e uma regulação emocional.

A alternativa positiva: “Em que posição você quer ficar?”

6 – A frase negativa: “Você me esgota!”

Esta frase muito comum é uma forma de fazer a criança ter a responsabilidade pelo estado emocional de seus pais. É um grande fator de estresse para a criança. Ao invés de fazê-la carregar este fardo, os pais podem mostrar o seu humor de forma ilustrada, com um ímã na geladeira, por exemplo: um sol para os dias em que tudo está bem, uma pequena nuvem para os momentos em que você se sente um pouco pior, e uma nuvem com trovão em dias difíceis. A criança é naturalmente simpática, então ela vai entender os sentimentos de seus pais e agir adequadamente.

A alternativa positiva: “Estou cansada e preciso de um abraço”.

Fonte: Aleteia

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Família não é uma ideia ultrapassada

Papa Francisco: A família é um tesouro precioso e não “uma peça de museu”

  

Papa saúda uma família no Vaticano. Foto: L’Osservatore Romano
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O que é corrupção e como combatê-la

Nas palavras do Papa Francisco, entenda a corrupção

Corrupção é consequência da repetição de pecados, o que limita a capacidade de amar. Nas rodas de conversa, é só puxar o assunto que o papo rende. Em tempos de Lava-Jato, operação da Polícia Federal – que já completa três anos –, tornou-se habitual associar corrupção às estruturas políticas. Porém, o objetivo deste texto é ampliar a visão desse tema que, infelizmente, atinge todas as áreas. Inclusive, há corrupção dentro de nós, em nossa casa, comunidade e igreja.

Em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, escreveu um livro intitulado ‘Corrupção e Pecado’, o qual nos ajuda nessa reflexão tão importante e atual. Embora seja um ato intrinsecamente ligado ao pecado, distingue-se dele em algumas coisas. Pecado reiterativo conduz à corrupção. Não é a repetição de pecados que provocam um corrupto, mas os hábitos de má qualidade que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar. O coração vai se encolhendo, perdendo os horizontes, e o egoísmo passa a ser sua maior referência.

Processo de morte

Ações corruptas levam pessoas e instituições a um processo de decomposição. Perde-se a capacidade de ser, crescer e servir. É um verdadeiro processo de morte. A vida morre, fica a corrupção. É como uma folhagem que se desenvolve, alimentada pelo húmus da fraqueza humana e da cumplicidade.

Pecadores sim, corruptos não!

Geralmente, relacionamos corrupção ao pecado, mas não é bem assim. “Situação de pecado e estado de corrupção são duas realidades diferentes, embora intimamente entrelaçadas”, explica Bergoglio. Isso não significa que a corrupção faça parte da vida normal da sociedade. Tais atos devem ser denunciados e combatidos. Pecado se perdoa. Corrupção não pode ser perdoada. Diante do Deus que não se cansa de perdoar, a autossuficiência do corrupto vira um bloqueio, que o impede de pedir perdão.

Deus aceita o pecador

“Pecador sim!” Como é lindo reconhecer-se pecador e poder sentir a misericórdia do Pai das Misericórdias, que nos acolhe a todo momento! Mas como é difícil para um coração corrupto deixar-se alcançar pelo vigor profético do Evangelho!

“Quem não rouba é trouxa”, diz o ‘cara de vaso’”. A autossuficiência é um escudo que isola e não permite questionamentos. Defende que “quem não rouba é trouxa”. Francisco afirma que “o corrupto construiu uma autoestima baseada justamente nesse tipo de atitudes enganosas, caminha pela vida pelos atalhos do vantajoso a preço de sua própria dignidade e a dos outros”. E o pior, esconde-se em uma cara de inocente.

Sintomas da corrupção

O corrupto adquiriu características de verme: tem medo da luz, vive nas trevas, debaixo da terra. Diante de críticas, enfurece-se, desqualifica pessoas ou instituições que o criticam. Procura aniquilar toda autoridade moral que o possa questionar. Usa de todo tipo de argumento para se justificar. Desvaloriza os outros e insulta quem pensa diferente dele. De maneira inconsciente, persegue-se, projetando-se nos outros, tornando-se perseguidor. Assim como quem tem mal hálito, o corrupto não percebe sua corrupção. Os outros que o sentem é que têm de lhe dizer.

A corrupção tem cheiro de podre. “Quando alguma coisa começa a cheirar mal, é porque existe um coração preso sob pressão entre sua própria autossuficiência imanente e a incapacidade real de bastar a si mesmo; há um coração podre por conta da excessiva adesão a um tesouro que o aprisionou”, afirma.

No Evangelho, o corrupto faz armadilhas para Jesus (cf. Jo 8, 1-11; Mt 22, 15-22; Lc 20, 1-8), cria intrigas para tirá-lo do caminho (Jo 11, 45-57; Mt 12, 14), suborna quem tem capacidade de trair (Mt 26, 14-16).

Consequências

A corrupção tende a asfixiar a força da Palavra de Deus. Pode levar ao desmoronamento pessoal ou social.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho. A verdade de Cristo é a força para sacudir a alma, ensinar a discernir os estados de corrupção que nos circundam com ameaças e seduções. Por isso, é preciso declarar com força e temor: “pecador sim, corrupto não”.

O estado de corrupção não pode ser aceito como mais um pecado. Corrupção é consequência de um coração corrupto. “O coração não é uma última instância do homem, fechada em si mesma”, esclarece o Papa. Ele orienta ainda que o coração humano é coração na medida em que é capaz de amar ou negar o amor (odiar).

Onde está o teu tesouro?

“Porque onde está teu tesouro, lá também estará o teu coração” (Mt 6,21). Francisco indica conhecer o tesouro que está no coração, portanto, a referência para a sua vida. O tesouro que está no coração liberta e plenifica, destrói e escraviza; neste último caso, o tesouro que o corrompe. Como o corrupto vive anestesiado, Deus o salva por meio de provações que lhe cabe viver como doenças, perdas de fortuna e de entes queridos. Essas quebras da estrutura corrupta permitem a entrada da graça e a cura.

 

Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim
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Pensamento do Bento XVI será estudado e promovido no Brasil

Sociedade Ratzinger do Brasil irá estudar e promover pensamentos de Bento XVI

Bento XVI. Foto: Alan Holdren (ACI Prensa)
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Época de Jesus

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

Staff/Shutterstock

Entre as dezenas de objetos descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, e apresentados neste domingo, figuram vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossários com inscrições em hebraico e pregos das crucificações.

“Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários”, explicou a AFP Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da Autoridade de Antiguidades.

“Nestes últimos 20 anos avançamos na compreensão do modo de vida de Jesus e de seus contemporâneos”, indicou. “A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período”.

“Encontramos em alguns ossários nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época”, declarou o professor Avni.

A Autoridade conserva mais de um milhão de objetos descobertos em escavações e todos os anos recebe mais de 40.000 novos provenientes de 300 lugares, segundo Avni.

“O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte”, explicou o arqueólogo.

A Autoridade de Antiguidades também apresentou neste domingo moedas da época bizantina descobertas há pouco tempo durante escavações nos vestígios de um edifício utilizado pelos peregrinos cristãos, perto de Jerusalém.

Estas moedas que datam dos séculos IV e VII foram encontradas em uma parede, como se seu proprietário tivesse tentado escondê-las, segundo a arqueóloga Annette Landes-Nagar.

“Esta descoberta constitui uma prova da invasão persa no fim do período bizantino, que levou ao abandono deste local cristão”, explica.

Fonte: (AFP)
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