Notícias da Igreja



Apple e o monge trapista

O monge que influenciou o design da Apple

Por causa de um monge trapista, os computadores da Apple têm a aparência que os deixou famosos

Padre e calígrafo”: era o que se lia no cartão de Robert Palladino, em um impecável estilo itálico renascentista. Falecido no em fevereiro de 2017, aos 83 anos, Palladino era um renomado mestre calígrafo. Por anos, bebês batizados por ele recebiam certidões produzidas a mão. No estado americano do Oregon, onde viveu, as licenças médicas expedidas pelo governo levaram a sua caligrafia por gerações.

Como monge trapista, Palladino aprendeu a sua arte no silêncio, refinando-a através de anos de estudo. Deixando a ordem, passou a dar aulas. Uma autoridade em história, estrutura e estética da escrita da antiguidade até o presente, ele lecionou caligrafia no Reed College, em Portland, de 1969 até a sua aposentadoria, em 1984. Foi ali que a sua vida cruzou com a de um jovem que em seguida deixaria a faculdade, chamado Steve Jobs.

Um personagem baseado no padre Palladino, interpretado pelo jovem ator William Mapother, aparece em Jobs, o filme de 2013 estrelado por Ashton Kutcher. Aos jornalistas que perguntaram a Palladino se ele veria o filme, ele respondeu, como era característico, que viu poucos filmes.

Jobs estudou ali em 1972, antes de largar a faculdade por razões econômicas, mas circulou pelo campus ainda por mais de um ano. Durante esse período, ele participou como ouvinte das aulas de Palladino. Depois de fundar a Apple, em 1976, Jobs creditou diversas vezes as fontes elegantes usadas em seus produtos – e o seu grande interesse pelo design dos computadores como objetos físicos – ao que aprendeu nessas aulas.

“Eu aprendi sobre fontes com e sem serifa, sobre a variação do espaçamento entre diferentes combinações de letras, sobre o que faz uma ótima tipografia ser ótima”, disse Jobs em 2005, em um discurso em Stanford. “Era belo, histórico, artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não consegue capturar, e eu achei fascinante”.

“Dez anos depois, quando estávamos pensando no design do primeiro computador Macintosh, tudo aquilo voltou em mim. E fizemos o design a partir disso”, contou Jobs. “Foi o primeiro computador com uma tipografia bela. Se eu não tivesse participado daquela matéria na faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tipos ou fontes com espaçamento proporcional. E como o Windows somente copiou o Mac, é provável que nenhum computador pessoal seria assim”.

Perfil

Não importa se estivesse escrevendo em alfabeto fenício, hebraico, grego ou latino – em sua variedade de formas, desde as elegantes letras maiúsculas de monumentos romanos até a curvilínea escrita uncial de escribas medievais – cada traço da pena do padre Palladino levava em si deliberação meditativa, fidelidade histórica e nem um só desperdício de movimento.

Robert Joseph Palladino nasceu em Albuquerque, no Novo México. Em 1950, aos 17 anos, ele entrou em um mosteiro trapista na cidade de Pecos. Foi ali que começou a ser treinado na caligrafia.

Em 1955, depois de anos de tentativas em cultivar o solo nada promissor do Novo México, o mosteiro se mudou para Willamette Valley, no Oregon. Ali, Palladino serviu como maestro do coro do mosteiro, dirigiu a sua oficina de encadernação e se tornou o seu principal escriba – além de cuidar do pomar.

“Em um mosteiro de silêncio, sinais escritos vêm a calhar”, disse ele ao The Catholic Sentinel, em 2011.

Palladino na época em que foi monge trapista. Foto: Arquivo pessoal.

Palladino na época em que foi monge trapista. Foto: Arquivo pessoal.

Ele foi ordenado padre em 1958. Mas ficou incomodado com algumas repercussões do Concílio Vaticano II na vida monástica e deixou o mosteiro e a vida sacerdotal em 1968.

Estabelecendo-se em Portland, ele passou a trabalhar no Reed College em 1969. No mesmo ano, viajou a Davenport, em Iowa, para aprofundar o estudo de caligrafia, entalhe e história da arte no St. Ambrose College, onde teve por professor o padre Edward Catich, um eminente calígrafo e paleógrafo.

Dispensado dos deveres sacerdotais pelo papa Paulo VI, Palladino casou-se com a clarinetista Catherine Halverson, também em 1969. Eles tiveram um filho, Eric. Catherine morreu em 1987. Em 1995, Palladino foi readmitido ao sacerdócio e trabalhou em paróquias do Oregon. Ele também deu aulas de caligrafia na universidade estadual de Portland, no Pacific Northwest College of Art e em outros lugares.

Embora esteja demonstrada a influência do padre Paladino em Steve Jobs, o contrário não pode ser dito. Até o fim de sua vida, Palladino nunca usou um computador. “Eu tenho minha mão”, ele dizia, “e tenho minha pena. É isso.”

****

Fonte: aleteia
Comente aqui


Hino da JMJ 2019

Já ouviu o hino oficial da Jornada Mundial da Juventude 2019?

© World Youth Day

Letra convida os jovens a seguir o exemplo de Maria

As autoridades religiosas do Panamá apresentaram o hino oficial da Jornada Mundial da Juventude 2019. O nome da música é “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo vossa palavra”, composta por Abdiel Jiménez, um catequista e salmista da Paróquia de Cristo Ressuscitado, em San Miguelito, Panamá.

O hino escolhido foi analisado pelo Dicastério Vaticano para os Leigos, a Família e a Vida juntamente com outras 50 propostas. A letra, em espanhol, convida os jovens a seguir o exemplo de Maria e é uma preparação para a JMJ, que acontece em janeiro de 2019.

Fonte: aleteia
Comente aqui


Hábitos para melhorar sua Vida de oração

De manhã, à tarde e à noite: 11 hábitos para cultivar a vida de oração

©Racorn/Shutterstock

Ficar em união com Deus o dia todo é bem mais simples e espontâneo do que costumamos imaginar…

DE MANHÃ

1 – Levante cedo

Além de dar muito mais disposição física, acordar cedo é uma forma de garantir 5 a 30 minutos de oração silenciosa logo pela manhã, o que também dá muito mais disposição espiritual para o dia. Programe o despertador à noite e, quando ele soar, levante-se imediatamente, sem se enrolar na tentação natural de “mais um minutinho“. Faça desta a sua primeira oração do dia: a oferta espiritual a Deus do sacrifício de sacudir o sono! Experimente durante um mês: é um prazo normalmente suficiente para criar um hábito!

2 – Faça a Deus o oferecimento da manhã

Ao levantar-se da cama, ajoelhe-se, faça o Sinal da Cruz e ofereça o seu dia a Deus. Leva só alguns segundos, mas faz grande diferença ao longo do dia inteiro. Faça a oração de sua preferência: pode ser espontânea, pode ser um modelo de oração da tradição da Igreja. Logo abaixo, ao final deste artigo, sugerimos outro texto com mais dicas para este ato de oferecer o dia a Deus.

3 – Faça a sua oração mental matutina

Muitas pessoas preferem tomar seu banho e vestir-se antes de se dedicarem à oração mental, para fazê-la com mais concentração e melhor proveito. Você pode fazê-la em casa ou passar numa igreja quando estiver a caminho do trabalho – se possível, pelo menos algumas vezes por mês, procure fazê-la numa igreja em que se tenha adoração eucarística.

Não há uma duração determinada: podem ser 5 minutos, pode ser meia hora. Faça uma oração silenciosa e pessoal, conversando com Deus. Fale com Ele das suas necessidades e sonhos, mas também agradeça, reconheça os dons que Ele nos concede nas coisas simples de cada dia, interceda por quem precisa, peça perdão pelos seus egoísmos, erros, pecados… Louve-O, adore-O, contemple a Sua grandiosidade, os Seus mistérios, a Sua misericórdia, a Sua capacidade de nos dizer algo inclusive através dos grandes desafios que Ele nos permite enfrentar. Medite sobre alguma passagem das Sagradas Escrituras ou sobre os escritos espirituais de algum santo. Graças a Deus, opções não faltam!

 

AO LONGO DO DIA

4 – Converse com Deus e com Maria ao longo das suas tarefas

Ele está com você o tempo todo: é só questão de se lembrar disso! Muitas vezes, basta um olhar, um breve pensamento… Nem sempre é necessário usar palavras para se comunicar com Quem se ama.

Converse também com Maria, como um filho cheio de confiança e carinho! É claro que o ideal é dedicar ao terço um tempo de qualidade e recolhimento, mas, se isto não for possível todos os dias, saiba que ele pode ser rezado ao longo das atividades do cotidiano. Confira as ótimas sugestões deste artigo: 10 conselhos surpreendentes para rezar o rosário conversando com Maria no dia-a-dia!

5 – Recite alguma oração aprendida de memória

O tesouro da Igreja é repleto de belíssimas orações compostas por grandes santos, inclusive algumas em forma de poesia. Elas são excelentes recursos para nos inspirar, elevar e unir a Deus, além de poderem ajudar também na oração mental do dia seguinte. Entre os muitos possíveis exemplos, as poesias de São João da Cruz ou Santa Teresa de Jesus, ou o último parágrafo da célebre “Tarde te amei“, de Santo Agostinho.

6 – Ofereça a Deus os seus trabalhos, estudos, sofrimentos, inquietações, alegrias…

Tudo pode ser transformado em oração! A inspiradora súmula de vida dos monges beneditinos nos convida: “Ora et labora” – “Ora e trabalha“, inclusive transformando o trabalho (e o estudo) em prece mediante a sua oferta a Deus com as mais puras intenções.

Também a cruz é oração: grandes ou pequenos, não deixe passar em branco os seus sofrimentos e sacrifícios. Una-os ao Sacrifício Redentor de Jesus com amor e consciência. Isto é oração transformada em vida!

Coloque nas mãos de Deus também as suas preocupações, inquietações, desassossegos… Santo Agostinho nos lembra, numa das frases mais famosas de toda a história do cristianismo: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e inquieto está o nosso coração até que repouse em Ti”. É junto dele que recobramos a serenidade, a paz, a quietude.

Se a dor pode ser oferecida a Deus, o mesmo vale para as alegrias: afinal, Deus é a Fonte de todo Bem e, portanto, de todas as legítimas alegrias da nossa vida.

7 – Recolha-se em momentos de silêncio

Experimente desligar a música, a TV, o rádio, os tantos ruídos de todos os dias. Sinta o silêncio! Pode ser difícil no início, mas aprender a desfrutar do silêncio é libertador e revelador. Se queremos ouvir a Deus, primeiro temos que silenciar as coisas. Ele não costuma falar alto…

 

À NOITE

8 – Agradeça em família pelo dia que Deus lhes concedeu

Todos os dias contêm inúmeras graças de Deus, inclusive aqueles dias que parecem ter sido puro sofrimento e vazio. Deus nos fala mediante uma amplíssima variedade de acontecimentos, pessoas, experiências – e todo esse aprendizado, para ser assimilado e dar frutos, requer momentos de reflexão compartilhados com as pessoas a quem mais amamos. Conversar em família, perante Deus, sobre as lições e inspirações do dia que passou é uma forma de oração e também de consolidar a própria relação familiar. Agradeçam juntos a Deus por essa oportunidade!

9 – Faça o seu exame de consciência

Toda noite, antes de se deitar, coloque-se na presença de Deus e examine a sua consciência com calma, serenidade, confiança, humildade, honestidade. Não esconda as coisas de si mesmo. Repasse na sua mente os Dez Mandamentos, os sete pecados capitais… O que pode melhorar? Faça um ato de contrição. Se algum pecado foi grave, faça o propósito de se confessar. Abrace a Deus com confiança, pedindo desculpas e pedindo a Sua graça – não como um servo que tem medo, mas como um filho que tem gratidão e confiança na misericórdia, na compreensão e na ajuda do Pai!

10 – Deite-se toda noite num horário estável

Acostume-se a definir um horário fixo para dormir, pensando em estar bem descansado na manhã seguinte (e em acordar cedo). Hábitos estáveis são ótimos para a saúde da alma e também do corpo!

11 – Reze a Ave-Maria quando estiver deitado na cama

Nossa Mãe nunca vai deixar de ouvir a prece de um filho! E a Ave-Maria é muito mais maravilhosa do que costumamos perceber: conheça aqui o poder da Ave-Maria!

Fonte: aleteia
Comente aqui


Bosque do Papa

Conheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao Brasil

Conheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao BrasilConheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao Brasil (Foto:Divulgação)

Um lugar abençoado, onde natureza e tradição se integram num cenário de beleza e harmonia.

Pelos caminhos internos do bosque, encontram-se 7 casas típicas polonesas em forma de aldeia, construídas no início da colonização polonesa na região de Curitiba por volta de 1878, e remontadas no bosque.

As casas, feitas de troncos de pinheiro encaixados, abrigam a história e a cultura dos imigrantes. Na primeira casa, a mesma visitada pelo Papa, foi instalada a capela em homenagem à Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia.

Nas demais, pode-se conhecer os móveis e utensílios da época da primeira imigração, 1871, como a pipa de azedar repolho e ver de perto o Museu agrícola onde se destacam a carroça, o abanador de cereais, o amolador de pedra e outras ferramentas da época.

Na trilha em meio ao bosque, encontra-se uma escultura do Papa João Paulo II.

O artesanato, à venda no local, permite a aquisição das famosas Pêssankas, ovos pintados à mão em filigranas para saudar a Páscoa.

Nas festas da colônia polonesa, muita música e folclore dos descendentes que, vestidos nos floridos trajes típicos do país, se apresentam nas comemorações da Swiconka – Benção dos Alimentos na época da Páscoa.

Em julho, ocorre a homenagem à visita do Papa, em agosto a festa da padroeira Czestochowa, as comemorações do pontificado de João Paulo II em outubro e o dia de São Nicolau que dá início às festas de Natal.

Nestas essas ocasiões pode-se experimentar os deliciosos pirogues (pasteizinhos com recheio de requeijão) e os saborosos doces e bolos da culinária polonesa.

O “Bosque do Papa”, assim conhecido pelos curitibanos, proporciona uma viagem ao coração e à história de um povo, um obrigado e uma homenagem da cidade ao imigrante polonês.

Horário de funcionamento:

O Bosque é aberto todos os dias das 08 às 18 horas, porém o Memorial da Imigração Polonesa fecha nas segundas-feiras para conservação e limpeza.

Fonte: Aleteia
Comente aqui


Ser bonzinho…

O preço de ser “bonzinho”

Por Tharakorn

Você não consegue dizer “não” às pessoas e vive engolindo sapo? Então leia isso

Muita gente confunde bondade com incapacidade de dizer “não”, de colocar limites, de dizer o que gosta e o que não gosta, de satisfazer as próprias necessidades.

Aprender a dizer “não” não é sair chutando a porta por aí. É estar pronto para amadurecer com confiança, certo de que não deixará de ser amado só porque decidiu levar seus desejos e opiniões em consideração.

Não se trata de dizer que “não somos obrigados a nada”, e sim de entender que é importante aprender a se posicionar diante da vida, das exigências do dia a dia, das pessoas e do que cada situação exige.

A vida exige rupturas. Exige que abandonemos nossos ninhos no alto das árvores e ganhemos o céu. Mesmo que o preço seja cair e nos ferir algumas vezes, a recompensa de nos tornarmos quem realmente somos faz valer a pena.

Esqueceram de nos contar que podíamos recusar aquele convite, que não era pecado dizer “não” àquilo que não estávamos dispostos a fazer, que não devíamos nos sentir culpados quando impúnhamos limites ou sentíamos necessidade de nos agradar em primeiro lugar.

Esqueceram de nos contar que ser “bonzinho” é diferente de ser bom. Que quando me desagrado para agradar aos outros estou descumprindo a lei do amor que diz: “Ame a teu próximo como a ti mesmo”.

Ser bom é ter empatia, é se compadecer da dor do outro e estar a postos para ajudar, é ter compaixão, tolerância e respeito pelos que nos cercam. Já ser “bonzinho” é satisfazer as expectativas dos outros, o que nem sempre satisfaz as nossas próprias expectativas. É carregar um fardo nas costas, já que é exaustivo corresponder fielmente ao que é esperado por todos, mas nem sempre está de acordo com o que intimamente queremos.

O preço de ser bonzinho é a fragilidade. Pois enquanto preferirmos corresponder às expectativas externas em detrimento de nosso próprio bem estar, estaremos frágeis, susceptíveis ao julgamento externo, vulneráveis ao que pensam ou deixam de pensar a nosso respeito. Quem deixa de ser “bonzinho” se fortalece. Descobre que tem valor mesmo quando recusa um favor ou prefere pintar o cabelo de azul.

A vida ensina sussurrando. Enquanto não aprendermos a ser autênticos no querer ou não querer, no permitir ou não permitir, no autorizar ou não autorizar, iremos sofrer as consequências de não sermos gentis com nosso próprio espírito. Não se trata de ser egoísta, e sim de se respeitar em primeiro lugar. Só assim estaremos prontos para ajudar. Só assim estaremos aptos a amar…

 

Fonte: aleteia
Comente aqui


Caminho de Compostela no Brasil

Brasil terá o primeiro trecho do Caminho de Santiago de Compostela na América

Por Natalia Zimbrão

Santiago de Compostela (Espanha) / Foto: Wikipédia (CC-BY-SA-3.0)
Comente aqui


Campanha Missionária 2017

Divulgados tema e cartaz da Campanha Missionária 2017

 

Direção das POM divulga tema e cartaz da Campanha Missionária 2017

A Campanha Missionária acontece no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22)

A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017. É o mesmo o tema do 4º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá nos dias 7 a 10 de setembro em Recife (PE).

Tudo está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso o lema: “Juntos na missão permanente”.

A Campanha MissioCartaz CM 2017_oficialnária acontece todos os anos no mês de outubro quando se realiza, no penúltimo final de semana, a Coleta do Dia Mundial das Missões (este ano dias 21 e 22).

Cartaz CM 2017
O cartaz destaca a alegria do Evangelho e a Igreja que caminha unida. A arte mostra a Igreja, Povo de Deus, formada por diferentes sujeitos da missão (leigos e leigas, consagrados e consagradas, diáconos, padres, bispos e o papa), representantes de todas as idades e diversas etnias. Todos caminham juntos, depois de terem sido encontrados por Jesus Cristo, e como Igreja em saída, ad gentes, enviada a testemunhar a alegria do Evangelho em todo o mundo. O povo traz a Palavra de Deus, fonte da missão. Carrega também, a Cruz das missões jesuíticas, que marcou a Bolívia e toda a América Latina, no processo de evangelização. Este é o principal símbolo do 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5) a ser realizado na Bolívia em 2018. As cores missionárias recordam a dimensão universal da missão. A arte é uma criação do Ateliê15.

Novidade (Zapcode)
Este ano, o cartaz e outros materiais da Campanha trazem o Zapcode. Para utilizá-lo basta baixar gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao direcionar o aparelho para o cartaz é possível assistir a um vídeo e acessar os conteúdos da Campanha Missionária.

Materiais
Para animar a Campanha, as Pontifícias Obras Missionárias estão preparando subsídios: o cartaz com o tema e o lema; a Novena missionária; Mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões; DVD com testemunhos missionários; orações dos fiéis para os cinco domingos de outubro; envelopes para a Coleta do Dia Mundial das Missões e duas versões de marcadores de páginas com a oração missionária. O envio de todos esses materiais para as dioceses de todo o Brasil será feito no final do mês de junho. Os materiais também serão disponibilizados no site das POM.

Mais informações: Assessoria de Comunicação das POM
Email: [email protected]
Tel.: (61) 3340 4494

Fonte: CNBB
Comente aqui


Bispo com 150 “esposas”?

O bispo que “se casou” com 150 mulheres

© Commonwealth of Australia (National Archives of Australia) 2017

Caso insólito aconteceu nas ilhas Tiwi, norte da Austrália

Houve um bispo nas ilhas Tiwi, costa norte da Austrália, que teve 150 “esposas”. O próprio dom Francis Xavier Gsell destaca esse fato insólito na sua autobiografia, que foi publicada quando ele se tornou emérito, em 1956.

90% dos habitantes das ilhas Tiwi são da etnia aborígene kiwi. Em 1922, depois de vários anos na região, aconteceu algo na vida do bispo que mudaria a sua vida: uma adolescente que vivia na missão local se queixou de que iam entregá-la a um esposo já idoso.

Dom Gsell não podia fazer nada, porque essa era a lei da ilha. Soluçando, a jovem foi obrigada a ir embora para uma vida de sacrifícios imprevisíveis. Cinco dias depois, porém, ela voltou sangrando, com uma ferida de lança na perna. Tinha escapado e afirmava que não queria mais sair da missão.

O “esposo” e os familiares, enfurecidos, foram falar com o bispo, que lhes ofereceu uma série de presentes: tabaco, um espelho, carne, latas de melado… Mas havia uma condição: “A menina fica”. A negociação durou várias horas, mas, no final, eles concordaram.

A partir dessa experiência, dom Francis Xavier Gsell começou a “comprar” a liberdade das moças. No total, libertou 150 delas – que, segundo a lei tribal, passavam a ser consideradas como suas “esposas”, embora, obviamente, não o fossem na prática. O bispo pagava o dote e as recebia na missão, onde as jovens aprendiam a ler e escrever, a desempenhar um ofício e, finalmente, conseguiam formar a própria família.

© Commonwealth of Australia (National Archives of Australia) 2017

A história e a vida de dom Francis Xavier Gsell é cheia de aventuras e de formas originais de evangelização. Você pode ler mais sobre ele nesta matéria, em espanhol, do site Religión en Libertad.

Fonte: Aleteia
1 Comentário


Dia Mundial dos Pobres, mensagem do Papa

Mensagem do Papa Francisco para o I Dia Mundial dos Pobres

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

No dia 19 de novembro de 2017, será celebrado pela primeira vez o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco em 21 de novembro de 2016, ao final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

“À luz do ‘Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente’, celebrado quando já se iam fechando as Portas da Misericórdia em todas as catedrais e santuários do mundo, intuí que, como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres”, explicou o Papa naquela ocasião.

Para este Dia, a Santa Sé publicou hoje uma mensagem intitulada “Não amemos com palavras, mas com obras”, na qual o Pontífice assegura que “o amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres”.

Confira a seguir, a mensagem completa:

Não amemos com palavras, mas com obras

1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).

Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade.

2. «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o» (Sal 34/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a importância de tal invocação. Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas do Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens «cheios do Espírito e de sabedoria» (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).

«Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros cristãos tal preocupação. O evangelista Lucas – o autor sagrado que deu mais espaço à misericórdia do que qualquer outro – não está a fazer retórica, quando descreve a prática da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contrário, com a sua narração, pretende falar aos fiéis de todas as gerações (e, por conseguinte, também à nossa), procurando sustentá-los no seu testemunho e incentivá-los à ação concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento é dado, com igual convicção, pelo apóstolo Tiago, usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: «Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (…) De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta» (2, 5-6.14-17).

3. Contudo, houve momentos em que os cristãos não escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Espírito Santo não deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de vários modos, ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!

Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo» (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos.

Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca palpavelmente a carne de Cristo.

Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, repartido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Crisóstomo: «Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no tempo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez» (Hom. in Matthaeum, 50, 3: PG 58).

Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma.

4. Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação a seguir Jesus pobre. É um caminhar atrás d’Ele e com Ele: um caminho que conduz à bem-aventurança do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3; Lc 6, 20). Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal.

A pobreza é uma atitude do coração que impede de conceber como objetivo de vida e condição para a felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, é a pobreza que cria as condições para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, não obstante as próprias limitações, confiando na proximidade de Deus e vivendo apoiados pela sua graça. Assim entendida, a pobreza é o metro que permite avaliar o uso correto dos bens materiais e também viver de modo não egoísta nem possessivo os laços e os afetos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2545).

Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudança da história, gerando verdadeiro desenvolvimento, é necessário escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a erguê-los do seu estado de marginalização. Ao mesmo tempo recordo, aos pobres que vivem nas nossas cidades e nas nossas comunidades, para não perderem o sentido da pobreza evangélica que trazem impresso na sua vida.

5. Sabemos a grande dificuldade que há, no mundo contemporâneo, para se poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias com os seus inúmeros rostos vincados pelo sofrimento, a marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada.

A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro. Como é impiedoso e nunca completo o elenco que se é constrangido a elaborar à vista da pobreza, fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!

Infelizmente, nos nossos dias, enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro. Perante este cenário, não se pode permanecer inerte e, menos ainda, resignado.

À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade.

Todos estes pobres – como gostava de dizer o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por «direito evangélico» (Discurso de abertura na II Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, 29/IX/1963) e obrigam à opção fundamental por eles. Por isso, benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem «se» nem «mas», nem «talvez»: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus.

6. No termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres.

Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste. Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro.

Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão.

7. Desejo que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres – que este ano será no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum –, as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta.

Poderão ainda convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais autêntica. Na verdade, a realeza de Cristo aparece em todo o seu significado precisamente no Gólgota, quando o Inocente, pregado na cruz, pobre, nu e privado de tudo, encarna e revela a plenitude do amor de Deus. O seu completo abandono ao Pai, ao mesmo tempo que exprime a sua pobreza total, torna evidente a força deste Amor, que O ressuscita para uma vida nova no dia de Páscoa.

Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura (cf. Gn 18, 3-5; Heb 13, 2), acolhamo-los como hóspedes privilegiados à nossa mesa; poderão ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a fé. Com a sua confiança e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma sóbria e muitas vezes feliz, como é decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos à providência do Pai.

8. Na base das múltiplas iniciativas concretas que se poderão realizar neste Dia, esteja sempre a oração. Não esqueçamos que o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário.

Aos discípulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é «nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum. Nesta oração, todos reconhecemos a exigência de superar qualquer forma de egoísmo, para termos acesso à alegria do acolhimento recíproco.

9. Aos irmãos bispos, aos sacerdotes, aos diáconos – que, por vocação, têm a missão de apoiar os pobres –, às pessoas consagradas, às associações, aos movimentos e ao vasto mundo do voluntariado, peço que se comprometam para que, com este Dia Mundial dos Pobres, se instaure uma tradição que seja contribuição concreta para a evangelização no mundo contemporâneo.

Que este novo Dia Mundial se torne, pois, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho.

Vaticano, Memória de Santo Antônio de Lisboa, 13 de junho de 2017.

Franciscus

Fonte: Acidigital
Comente aqui


Sagrado Coração de Jesus eu Confio em Ti.

Como o Sagrado Coração de Jesus revelou o amor que tem à humanidade

Como o Sagrado Coração de Jesus revelou o amor que tem à humanidadeComo o Sagrado Coração de Jesus revelou o amor que tem à humanidade (Foto:Divulgação)

Santa Gertrudes via um dia as suas companheiras se apressarem em ir à Igreja para assistir um sermão, enquanto a doença a retinha na cela:

“Queres, minha dileta”, respondeu Nosso Senhor, “queres que eu próprio pregue para ti?”

“Com muito gosto”, replicou Gertrudes.

Então Jesus inclinou a alma de Gertrudes para o seu Coração, e ela logo discerniu neste duas pulsações dulcíssimas de ouvir:

“Uma destas pulsações”, diz Jesus, “opera a salvação dos pecadores; a segunda, a santificação dos justos. A primeira fala sem trégua a meu Pai, a fim de lhe aplacar a justiça e atrair a misericórdia.

Por essa mesma pulsação falo a todos os Santos, desculpando junto a eles os pecadores, com o zelo e indulgência de um bom irmão, induzindo-os a intercederem por eles. Essa mesma pulsação é o incessante apelo que dirijo misericordiosamente ao próprio pecador, com o indizível desejo de vê-lo regressar a mim, que não me canso de esperá-lo”.

Pela segunda pulsação digo continuamente a meu Pai quanto me felicito de ter dado meu sangue para resgatar tantos justos, no coração dos quais fruo tantas alegrias. Convido a corte celeste a admirar comigo a vida dessas almas perfeitas e a dar graças a Deus por todos os bens que Ele já lhes deu ou lhes prepara.

Enfim, esta pulsação do meu Coração é a conversa habitual e familiar que tenho com os justos; já para lhes testemunhar deliciosamente o meu amor, já para repreendê-los em suas faltas e fazê-los progredir de dia em dia, de hora em hora.

“Nenhuma ocupação exterior, nenhuma distração da vista e do ouvido, interrompe as pulsações do coração do homem.

Assim, o governo providencial do universo não será capaz, até o fim dos séculos, de deter, de interromper, de moderar, sequer por um instante, estas duas pulsações do meu Coração”.

Na quinta-feira santa…

Jesus fez compartilhar ao coração de Gertrudes as angústias que o seu divino Coração experimentou ao aproximar-se a sua Paixão. Parecia à santa que Jesus passava todo aquele dia na prostração e nos sofrimentos da agonia, porque sabia de antemão tudo o que devia aturar.

Por isso, como ele era Filho de uma terna Virgem e mais delicado ainda que sua Mãe, assustava-se e tremia a todo momento, apresentando já as convulsões e a palidez de um moribundo.

A Gertrudes, partilhando-lhes as angústias, sentia tal compaixão dele que, se tivesse o poder de mil corações, tê-lo-ia consumido todo naquele dia em compadecer-se de amigo tão caro e tão amável.

Sentia também no seu coração violentas pulsações, provocadas pelo desejo e pelo amor, que correspondiam às pulsações do Coração de Jesus, de sorte que estava prestes a desmaiar sob a violência delas. Ora, o Senhor lhe disse:

“O amor que me animava no tempo da minha Paixão; quando eu suportava no meu Coração todas essas angustias, sinto-o hoje no seu coração, que tantas vezes se tem comovido e penetrado de compaixão pelas minhas dores, pela salvação dos meus eleitos.

Assim, dou-te em troca desta compaixão que testemunhaste durante aquele dia, todo o preço da minha sagrada Paixão, pelo bem de tua alma, e quero que recebas também, para distribui-lo à toda a Igreja, esse mesmo fruto da minha Paixão em todos os lugares onde se adora hoje em dia o lenho da Cruz”.

Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim
Comente aqui