Papa Francisco



Bom humor do Papa Francisco

Com um aviso fixado na porta do quarto, Papa alerta: Proibido lamentar-se!

Aviso fixado por Francisco na porta de seu quarto – ANSA

 O Papa Francisco passa suas “férias” no Vaticano,  sem perder o bom-humor que lhe é peculiar.Há alguns dias, apareceu fixado na porta de seu quarto, na Casa Santa Marta, um aviso que diz: “Proibido lamentar-se”.

Mais abaixo é explicado que “os transgressores estão sujeitos a uma síndrome de vitimismo com a consequente diminuição de tom do humor e a capacidade para resolver os problemas”.

A sanção será dobrada “se cometida na presença de crianças”.

O texto termina dizendo: “Para se obter o melhor de si mesmo, deve-se concentrar nas próprias potencialidades e não nos próprios limites, portanto: Pare de se queixar e aja para tornar a tua vida melhor”.

O autor

As frases são de autoria do psicoterapeuta Salvo Noé – autor de livros e de cursos de motivação – e que recentemente encontrou o Papa Francisco na Praça São Pedro ao final da Audiência Geral de 14 de junho, oportunidade em que deu a ele a cartela, um livro e uma pulseira. (Salvo Noé dedicou algumas páginas de seu último livro a Bergoglio).

Francisco disse a ele: “Vou colocá-la na porta do meu escritório, onde recebo as pessoas”.

Como o “escritório” onde costuma conceder as audiências é no Palácio Apostólico – cuja austeridade e beleza não se enquadrariam com estilo da cartela – o Papa decidiu fixá-la na porta de seu quarto.

O aviso, como não poderia deixar de ser, acabou chamando a atenção de algumas pessoas na Santa Marta, entre elas a de um idoso sacerdote italiano, amigo de longa data de Bergoglio, que depois de pedir autorização, tirou algumas fotos da cartela para poder divulgar.

“Deusa lamentela”

Quer na Exortação “Evangelii gaudium” como nas homilias na Santa Marta, o Papa chama a atenção de que os cristãos devem parar de queixar-se eternamente, parecendo muitas vezes adoradores da “deusa lamentela”.

“Às vezes – disse o Papa alguns meses após ter sido eleito – alguns cristãos melancólicos temais cara de pimenta no vinagre que de pessoas alegres que tem uma vida bela!”.

O sacerdote autor das imagens, disse que encontrou Francisco tranquilo e sereno. Ele está trabalhando, apesar das férias, estudando nomeações para a Cúria, mas também nos discursos de sua próxima viagem à Colômbia.

Fonte: JE com La Stampa
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Sou Celíaco, como posso receber a Hóstia?

O glúten e a Eucaristia: O que deve fazer quem tem doença celíaca?

O glúten e a Eucaristia: O que deve fazer quem tem doença celíaca?

O glúten e a Eucaristia: O que deve fazer quem tem doença celíaca? (Foto:Divulgação)

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé emitiu, no dia 15 de junho deste ano, uma carta circular aos bispos reiterando as normas existentes sobre o pão e o vinho para a Eucaristia, incluída a norma de que as hóstias devem conter certa quantidade de glúten como matéria válida para a consagração.

A notícia se tornou viral e alguns meios de comunicação informaram o seguinte: “A Igreja Católica proíbe celíacos de comungar”. Inclusive o Twitter declarou o tema como “tendência”.

Entretanto, as normas sobre o pão e o vinho já existiam e não foi anunciada nenhuma nova, nem foi proibido aos celíacos receberem a Eucaristia. As hóstias sem glúten sempre foram matéria inválida para a consagração.

Diante desse panorama, a carta deixa algumas inquietações para pessoas com doença celíaca (ou aquelas com outras alergias graves ao trigo) e a Eucaristia.

O que fazer se a pessoa tem esta doença?

A Igreja reconhece que não deve excluir da comunhão os católicos com doença celíaca e se adequou para aqueles que são incapazes de consumir o trigo.

Um leigo incapaz de receber uma hóstia com baixo teor de glúten pode receber a comunhão sob a espécie do vinho somente.

Um sacerdote em uma situação semelhante, ao participar da Missa, pode, com a permissão do ordinário, receber a comunhão sob a espécie do vinho somente. Mas, tal sacerdote não pode celebrar a Eucaristia de forma individual, nem pode presidir uma concelebração.

Pe. Joseph Faulkner, sacerdote da Diocese de Lincoln, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com a doença celíaca em 2008. Depois de ser ordenado, teve que receber uma permissão de sua diocese para usar hóstias com baixo teor de glúten para celebrar a Missa.

Pe. Faulkner recomentou que qualquer católico celíaco obtenha algumas hóstias com baixo teor de glúten sem estar consagradas e ingira pequenas partículas para ver se é capaz de consumi-las com segurança.

Para os celíacos que são incapazes de receber as hóstias com baixo teor de glúten, Pe. Faulkner disse que “o mais seguro que poderia fazer seria pedir e receber o Preciosíssimo Sangue em um cálice, mas que não seja o cálice que o sacerdote utiliza”.

Isso se deve ao fato de que o cálice usado pelo sacerdote também contém partículas de hóstias colocadas durante a oração do Cordeiro de Deus (rezada pouco antes da comunhão). Para evitar qualquer contaminação, é necessário um cálice separado.

“Essa é a forma mais segura e, quando se recebe o Preciosíssimo Sangue, recebe o corpo, o sangue, a alma e a divindade de Jesus, para que não tenha que se preocupar por receber apenas parte do sacrifício”, indicou o sacerdote.

Finalmente, Pe. Faulkner assinalou que aqueles que são capazes de receber as hóstias com baixo teor de glúten podem viajar com algumas hóstias não consagradas, de tal forma que podem se assegurar de receber a comunhão em diferentes paróquias.

“É só ir até o pároco e explicar: ‘Oi, sou celíaco, pode levar uma dessas hóstias e consagrá-la em uma patena separada?’ Se não há um celíaco na paróquia, é provável que não tenham esse tipo de hóstias”.

Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim
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Nova via para canonização na Igreja Católica

Através de um Motu Proprio (documento que parte do próprio Papa Francisco), o Vaticano estabelece um novo caso possível de beatificação: a oferta da própria vida.

Esta nova causa foi acrescentada às outras três existentes e reconhecias até agora pela Congregação para as Causas dos Santos: o martírio, as virtudes heroicas e os casos excepcionais.

“São dignos de especial consideração e honra os cristãos que, seguindo de perto os passos e os ensinamentos do Senhor Jesus, ofereceram voluntária e livremente a vida pelos outros e perseveraram até a morte neste propósito”, explica a Santa Sé.

O texto também manifesta que “é verdade que a oferta heroica da vida, sugerida e sustentada na caridade, expressa uma verdadeira, plena e exemplar imitação de Cristo e, portanto, é merecedor daquela admiração que a comunidade dos fiéis reserva muitas vezes àqueles que aceitaram voluntariamente o martírio de sangue ou exerceram o grau heroico das virtudes cristãs”.

A nova disposição recebeu o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, na sessão plenária do dia 27 de setembro de 2016, depois de um estudo cuidadoso desses casos.

O Motu Proprio prevê, portanto, que “a oferta da vida está oferecendo um novo caso no processo de beatificação e canonização, distinta dos casos de martírio e das heroicidade das virtudes”.

Para que a “oferta da vida” seja válida na beatificação de um Servo de Deus, deve responder a: “oferta livre e voluntária da vida e heroica aceitação propter caritatem de uma morte certa e decorrida num breve período de tempo”; “nexo entre a oferta da vida e a morte prematura”; “exercício, pelo menos em grau ordinário, das virtudes cristãs antes da oferta da vida e, depois, até a morte”; “existência da fama de santidade pelo menos depois da morte” e a “necessidade do milagre para a beatificação, ocorrida depois da morte do Servo de Deus e por sua intercessão”.

As outras três rotas

Em um artigo, o jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, explica quais eram até agora as outras três vias. No martírio, contempla-se a “aceitação voluntária da morte violenta da vítima por amor a Cristo”; “o ódio do perseguidor pela fé ou por outra virtude cristã”, assim como a “mansidão e o perdão da vítima que imita o exemplo de Jesus, que na cruz invocou a misericórdia do Pai pelos seus assassinos”.

Na via das virtudes heroicas, devem exercer “convenientemente, prontamente, agradavelmente e sobre o modo de ação comum, para um fim sobrenatural e por um período constante de tempo, ou seja, até que se converta um modo habitual de ser e agir de acordo com o Evangelho”.

L’Osservatore Romano esclarece que “se tratam das virtudes teologais (fé, esperança, caridade), cardeais (prudência, justiça, fortaleza, temperança) e ‘anexas’ (pobreza, obediência, castidade, humildade)”.

A terceira via é menos conhecida e menos comum. Trata-se dos “casos excepcionais”, chamados assim pelo Código de Direito Canônico. “Seu reconhecimento leva à confirmação do culto antigo e também chamado de ‘beatificação equipolente’”.

O documento detalha a diferença entre a via do “martírio” das “virtudes heroicas” e desta nova via: a “oferta da vida”: “Embora tenha elementos que a assemelhem seja à via do martírio, seja à via das virtudes heroicas, esta nova via pretende valorizar um tipo de testemunho cristão heroico até agora sem um procedimento específico, justamente porque não se enquadra completamente nem na categoria do martírio nem na categoria das virtudes heroicas”.

Entretanto, em relação ao martírio “é diferente porque não há um perseguidor que iria impor a eleição contra Cristo”. Sobre a via das virtudes heroicas, a principal diferença é que “não é a expressão de um exercício prolongado das virtudes, e especialmente de uma caridade heroica”.

Portanto, para que esta nova causa seja válida, “é necessário um exercício ordinário da vida cristã, que torne possível e compreensível a decisão livre e voluntária de doar a própria vida em um supremo ato de amor cristão, que supere o instinto natural de sobrevivência, imitando Cristo, que se ofereceu ao Pai pelo mundo, na cruz”, diz o artigo.

Fonte: ACIDigital
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Documentário do Papa sobre Arte poderá concorrer ao Oscar

Vaticano permitirá que documentário do Papa concorra ao Oscar

Pela primeira vez em sua história, o Vaticano permitirá que um documentário sobre o Papa participe do processo de seleção dos filmes que poderão concorrer ao Oscar.

Nesta terça-feira, dia 27, a autora do livro “Papa Francesco: La Mia Idea di Arte” (“Papa Francisco: A minha Ideia de Arte”), Tiziana Lupi, apresentou nos Museus Vaticanos o trabalho homônimo dirigido por Claudio Rosso Massimi, produzido pela Imago Film e distribuído por Corado Azzollini.

Segundo Lupi, o objetivo do longa-metragem, que concorrerá a uma das vagas de Melhor Documentário do Oscar de 2018, é o de “traduzir em imagens o pensamento do papa Francisco sobre a arte, que consiste no fato que, pra além da estética, a arte quer ser um
instrumento de evangelização e contemporaneamente um meio para contrastar a cultura do desperdício”.

Em um das cenas do filme, baseado no livro da italiana, por exemplo, Jorge Mario Bergoglio afirma que “Deus não conhece a nossa atual cultura o desperdício, Deus não descarta nenhuma pessoa, procura todos, ama todos”.

No documentário, o Pontífice também comenta que “os museus devem acolher as novas formas de arte e devem escancarar as portas às pessoas de todo o mundo” já que são “um instrumento de diálogo entre as culturas e religiões, um instrumento de paz”.

Graças às filmagens com resolução de imagem 4K e ao uso de um drone para tomadas aéreas, o espectador, acompanhado também pela voz do Papa, terá a sensação de realmente visitar a galeria ideal do religioso argentino.

O percurso inclui, entre outras obras, monumentos e espaços expositivos, peças como o Torso Belvedere, o Obelisco de São Pedro, a Cátedra de São Pedro, o Sepultamento de Cristo de Caravaggio, a Capela Sistina e a Virgem de Lujan de Alejandro Marmo, artista
contemporâneo amado por Bergoglio.

Na apresentação do documentário também estava a diretora dos Museus Vaticanos, Barbara Jatta, que falou sobre o papel importante da arte, principalmente a da sacra, nos dias atuais e dos museus da Santa Fé neste contexto.

Por isso, a italiana comentou que os museus do Papa tiveram nas últimas semanas uma média de 27 mil visitantes por dia e que no ano passado mais de 6 milhões de pessoas visitaram o local.

“Mesmo assim, respondemos ao pedido de papa Francisco de escancarar as portas dos museus às pessoas de todo o mundo”, completou Jatta mencionando também os vários projetos que estão sendo desenvolvidos atualmente pela entidade católica em vários
lugares, como Austrália, China e países da América Latina.

Fonte: ANSA
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Novo Documentário do Papa é sobre arte

Papa Francisco fala de sua “ideia de arte” em novo documentário

O Papa Francisco fala de arte no documentário dos Museus Vaticanos, que foi apresentado em Roma e é baseado no livro “Minha ideia de arte”.

O documentário foi dirigido por Claudio Rossi Massimi, e neste trabalho reuniram opiniões do Pontífice sobre várias obras de arte de Roma, do obelisco da Praça de São Pedro à Capela Sistina.

Todas as imagens foram filmadas com resolução de imagem 4K e conta com o uso de um drone que sobrevoou algumas áreas do Vaticano.

“Para o Papa Francisco, o valor da arte é ainda mais profundo, porque é um componente do seu pensamento de salvação, catequético e de evangelização. Sobretudo porque a arte, para o Papa Bergoglio, faz parte dessa mensagem de misericórdia que com o seu pontificado quis comunicar a todos nós”, assegurou durante a apresentação Barbara Jatta, diretora dos Museus Vaticanos.

O documentário conta com a ajuda de Alejandro Marmo, artista argentino que já fez duas esculturas que foram colocadas nos jardins vaticanos.

“Pedimos ao Santo Padre a sua disponibilidade e ele, com grande generosidade, nos concedeu. Assim, fomos a Santa Marta e conversamos com ele sobre a arte”, disse à Rádio Vaticana, Tiziana Lupi, uma das encarregadas pelo documentário.

“O Papa nos expressou seu conceito, sua ideia de uma arte que deve ser, por um lado, instrumento de evangelização –ele fala da Capela Sistina como uma Bíblia a céu aberto que todos podemos ler – e, por outro, um instrumento para contrastara cultura do descarte, um tema que está muito presente no coração do Santo Padre”.

Fonte: Acidigital
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Oração Noturna do Papa Francisco

Conheça a oração que o Papa Francisco reza todas as noites antes de dormir

Conheça a oração que o Papa Francisco reza todas as noites antes de dormir

Conheça a oração que o Papa Francisco reza todas as noites antes de dormir (Foto:Divulgação)

Com sua espontaneidade característica, o Papa Francisco revelou à multidão em Roma: “À noite, antes de dormir, eu rezo esta curta oração.”

Primeiramente, ele inicia com uma humilde súplica: “Senhor, se quiseres, podes me purificar.” Em seguida, ele reza cinco Pai Nossos, um para cada uma das cinco chagas de Cristo na cruz (ambos os pés, as mãos e o lado).

Papa Francisco explicou porque reza dessa maneira: “porque Jesus nos limpou com as suas feridas.”

Como vemos, uma prece muito simples, mas profunda! E qualquer um pode fazê-la, assinalou Francisco: “Isto é o que eu faço; e você pode fazê-lo em sua casa também”.

Que tal pensarmos sobre isso e começarmos a rezar todas as noites essa oração junto com o Santo Padre?

Fonte: Filhos de Deus
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Dia Mundial dos Pobres, mensagem do Papa

Mensagem do Papa Francisco para o I Dia Mundial dos Pobres

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

No dia 19 de novembro de 2017, será celebrado pela primeira vez o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco em 21 de novembro de 2016, ao final do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

“À luz do ‘Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente’, celebrado quando já se iam fechando as Portas da Misericórdia em todas as catedrais e santuários do mundo, intuí que, como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres”, explicou o Papa naquela ocasião.

Para este Dia, a Santa Sé publicou hoje uma mensagem intitulada “Não amemos com palavras, mas com obras”, na qual o Pontífice assegura que “o amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres”.

Confira a seguir, a mensagem completa:

Não amemos com palavras, mas com obras

1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).

Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade.

2. «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o» (Sal 34/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a importância de tal invocação. Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas do Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens «cheios do Espírito e de sabedoria» (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).

«Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros cristãos tal preocupação. O evangelista Lucas – o autor sagrado que deu mais espaço à misericórdia do que qualquer outro – não está a fazer retórica, quando descreve a prática da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contrário, com a sua narração, pretende falar aos fiéis de todas as gerações (e, por conseguinte, também à nossa), procurando sustentá-los no seu testemunho e incentivá-los à ação concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento é dado, com igual convicção, pelo apóstolo Tiago, usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: «Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (…) De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta» (2, 5-6.14-17).

3. Contudo, houve momentos em que os cristãos não escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Espírito Santo não deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de vários modos, ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!

Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo» (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos.

Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca palpavelmente a carne de Cristo.

Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, repartido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Crisóstomo: «Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no tempo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez» (Hom. in Matthaeum, 50, 3: PG 58).

Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma.

4. Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação a seguir Jesus pobre. É um caminhar atrás d’Ele e com Ele: um caminho que conduz à bem-aventurança do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3; Lc 6, 20). Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal.

A pobreza é uma atitude do coração que impede de conceber como objetivo de vida e condição para a felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, é a pobreza que cria as condições para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, não obstante as próprias limitações, confiando na proximidade de Deus e vivendo apoiados pela sua graça. Assim entendida, a pobreza é o metro que permite avaliar o uso correto dos bens materiais e também viver de modo não egoísta nem possessivo os laços e os afetos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2545).

Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudança da história, gerando verdadeiro desenvolvimento, é necessário escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a erguê-los do seu estado de marginalização. Ao mesmo tempo recordo, aos pobres que vivem nas nossas cidades e nas nossas comunidades, para não perderem o sentido da pobreza evangélica que trazem impresso na sua vida.

5. Sabemos a grande dificuldade que há, no mundo contemporâneo, para se poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias com os seus inúmeros rostos vincados pelo sofrimento, a marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada.

A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro. Como é impiedoso e nunca completo o elenco que se é constrangido a elaborar à vista da pobreza, fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!

Infelizmente, nos nossos dias, enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro. Perante este cenário, não se pode permanecer inerte e, menos ainda, resignado.

À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade.

Todos estes pobres – como gostava de dizer o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por «direito evangélico» (Discurso de abertura na II Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, 29/IX/1963) e obrigam à opção fundamental por eles. Por isso, benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem «se» nem «mas», nem «talvez»: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus.

6. No termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres.

Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste. Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro.

Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão.

7. Desejo que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres – que este ano será no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum –, as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta.

Poderão ainda convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais autêntica. Na verdade, a realeza de Cristo aparece em todo o seu significado precisamente no Gólgota, quando o Inocente, pregado na cruz, pobre, nu e privado de tudo, encarna e revela a plenitude do amor de Deus. O seu completo abandono ao Pai, ao mesmo tempo que exprime a sua pobreza total, torna evidente a força deste Amor, que O ressuscita para uma vida nova no dia de Páscoa.

Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura (cf. Gn 18, 3-5; Heb 13, 2), acolhamo-los como hóspedes privilegiados à nossa mesa; poderão ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a fé. Com a sua confiança e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma sóbria e muitas vezes feliz, como é decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos à providência do Pai.

8. Na base das múltiplas iniciativas concretas que se poderão realizar neste Dia, esteja sempre a oração. Não esqueçamos que o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário.

Aos discípulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é «nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum. Nesta oração, todos reconhecemos a exigência de superar qualquer forma de egoísmo, para termos acesso à alegria do acolhimento recíproco.

9. Aos irmãos bispos, aos sacerdotes, aos diáconos – que, por vocação, têm a missão de apoiar os pobres –, às pessoas consagradas, às associações, aos movimentos e ao vasto mundo do voluntariado, peço que se comprometam para que, com este Dia Mundial dos Pobres, se instaure uma tradição que seja contribuição concreta para a evangelização no mundo contemporâneo.

Que este novo Dia Mundial se torne, pois, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho.

Vaticano, Memória de Santo Antônio de Lisboa, 13 de junho de 2017.

Franciscus

Fonte: Acidigital
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Família não é uma ideia ultrapassada

Papa Francisco: A família é um tesouro precioso e não “uma peça de museu”

  

Papa saúda uma família no Vaticano. Foto: L’Osservatore Romano
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Dom Geremias é o Novo Arcebispo de Londrina

PAPA NOMEIA NOVO ARCEBISPO PARA LONDRINA

 

Dom Geremias Steinmetz é nomeado novo Arcebispo da Arquidiocese de Londrina

O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, dia 14 de junho, Dom Geremias Steinmetz como Arcebispo da Arquidiocese de Londrina, transferindo-o da Diocese de Paranavaí-PR.

Com alegria e o coração cheio de esperanças a Arquidiocese de Londrina acolhe essa boa notícia, confiando ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro dessa Igreja particular, um ministério frutuoso nestas terras de pé vermelho.

Ele será o quinto Arcebispo desta Sé Apostólica, que estava com sede vacante desde 16 de novembro de 2016, após a nomeação de Dom Orlando Brandes como Arcebispo de Aparecida.

Dom Geremias chega a Londrina com a missão de acompanhar a preparação ao 14º Intereclesial das CEBs e dar continuidade ao processo de Santas Missões Populares que a Arquidiocese está vivenciando.

Dom Geremias nasceu em 26 de fevereiro de 1965, em Sede Ouro, Sulina (PR). Em 1977 entrou para o Seminário Menor São João Maria Vianey, em Palmas (PR). No dia 9 de fevereiro de 1991, em sua terra natal, foi ordenado padre por dom Agostinho José Sartori.

No exercício do ministério sacerdotal na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão foi Vigário Paroquial na Catedral do Senhor Bom Jesus, em Palmas; Reitor do Seminário de Filosofia Bom Pastor e Diretor do Instituto Sapientia de Filosofia; coordenador Diocesano da Ação Evangelizadora, membro do Conselho de Presbíteros, Conselho Diocesano de Formadores e Colégio de Consulares. Fez mestrado em Liturgia pelo Instituto Santo Anselmo, em Roma, Itália.

Foi ordenado bispo em 25 de março de 2011. Tendo como lema episcopal “Cognoverunt Eum In Fractione Panis” (Reconheceram-no ao partir o Pão). Tomou posse na Diocese de Paranavaí aos 09 de abril de 2011. Enquanto bispo foi eleito vice-presidente do Regional Sul II da CNBB e bispo referencial da Caritas Regional.

Que a Virgem Imaculada, a Senhora de Aparecida, possa abençoá-lo em seu ministério junto a esta porção do Povo de Deus. Consagramos o ministério episcopal do nosso novo arcebispo ao nosso padroeiro, o Sagrado Coração de Jesus, a fim de que sua missão seja de Luz, Sabedoria e Esperança entre os homens e mulheres, crianças e idosos, adolescentes e jovens de nossa Arquidiocese.

Fonte: Arquidiocese de Londrina
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Amanhá será anunciado no novo arcebispo de Londrina

Coletiva de Imprensa – Novo Arcebispo de Londrina

A imprensa da cidade de Londrina – PR e toda a região, está convidada para a coletiva de imprensa que será realizada amanhã (14 de junho de 2017) as 8h00 no Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor em Londrina.

Nessa coletiva de imprensa conduzida por Dom Manoel João Francisco, administrador apostólico da Arquidiocese de Londrina, todos os presentes serão comunicados sobre a nomeação do novo Arcebispo de Londrina, feita pelo Papa Francisco.

Contamos com a presença dos veículos de comunicação a fim de que todos os homens e mulheres de boa vontade sintam a alegria dessa importante notícia.

Consagramos ao Sagrado Coração de Jesus todos os veículos de comunicação que nessa quarta feira (14) estarão anunciando essa feliz notícia aguardada por todos com grande piedade e expectativa.

Sem mais para o momento, confirmamos esse convite.

 

Assessoria Arquidiocesano da PASCOM
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