Política



Corrupção vicia

A corrupção vicia, adverte o Papa Francisco

© Don POMIDOR / SHUTTERSTOCK.com

“O espírito do Evangelho, ao contrário, requer um estilo de vida sério e compromissado, marcado pela honestidade”

Em um discurso recente, o Papa Francisco comparou a corrupção ao vício em drogas, pois o corrupto pensa que pode parar quando quiser, mas na verdade não é bem assim.

Uma reflexão do Papa em uma oração do Angelus de setembro passado, Francisco falou aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro sobre a diferença entre a “astúcia mundana” e a “astúcia cristã”.

“A mundanidade se manifesta com comportamentos de corrupção, de engano, de opressão, e constitui a estrada mais errante, a estrada do pecado, mesmo se é aquela mais cômoda de ser percorrida. O espírito do Evangelho, ao contrário, requer um estilo de vida sério e compromissado, marcado pela honestidade, correto, no respeito aos outros e de sua dignidade, com senso de dever. Esta é a astúcia cristã!”, esclareceu o Papa.

Escolha justa

Francisco afirmou que o “percurso da vida comporta uma escolha entre duas estradas” opostas.

“Não se pode oscilar entre uma e outra, porque se movem sobre lógicas diferentes e contrastantes. É importante decidir qual direção tomar e, a seguir, escolhida aquela justa, caminhar com impulso e determinação, confiando na graça do Senhor e no apoio de seu Espírito”. disse.

Único Patrão

Jesus – prosseguiu o Papa – “hoje nos exorta a fazer uma escolha clara entre Ele e o espírito do mundo, entre a lógica da corrupção e da cobiça, entre aquela da retidão e da partilha”.

“Alguns se comportam com a corrupção como com as drogas: pensa que pode usá-la e parar quando quiser. Porém, a corrupção vicia e gera pobreza, exploração e sofrimento. E quantas vítimas existem hoje no mundo, desta corrupção difusa. Quando, ao contrário, procuramos seguir a lógica evangélica da integridade (…) servimos ao patrão justo: Deus”.

Fonte: Rádio Vaticano
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Superando Crise financeira na Família

Como enfrentar uma crise econômica em família

CandyBox Images/ Shutterstock.com

O Casal deve manter-se unido, envolver os filhos e criar um ambiente positivo

Diante de uma situação econômica difícil, a união e a compreensão familiares são as melhores alternativas para enfrentar o problema. A união dos esposos e a criação de um ambiente positivo farão com que os filhos encarem esta dificuldade como mais um acontecimento da vida que, além de fortalecê-los, irá permitir que eles aprendam a enfrentar situações parecidas no futuro.

O mais conveniente, nestes casos, é envolver os filhos e colocá-los a par da situação por que passa a família. Se os pais não forem dramáticos e passarem uma mensagem de esperança, “a criança compreenderá que a família está diante de uma situação de necessidade e todos juntos farão o possível para que tudo fique melhor – e vão conseguir. Vocês podem dizer a eles o seguinte: não podemos ter isso, há outras coisas importantes, porque temos aquilo outro”, explica Celso Arango, diretor de Psiquiatria do Hospital Gregorio Marañon, em um artigo no diário ABC.es.

O especialista aconselha que “na medida do possível, os pais devem comunicar as coisas às crianças simplesmente porque o fato de se sentirem parte da unidade familiar é muito importante para elas”. Da mesma forma acontece com os filhos adolescentes. Convém mantê-los a par de tudo e convidá-los a participar de algumas decisões.

“Nos estudos realizados nos últimos 30 anos, comprovou-se que a melhor maneira para uma família superar uma crise é basicamente manter-se unida e trabalhar como equipe (…) Os adultos devem focar em manter uma relação positiva entre si, sem se importar se há dinheiro ou não”, indica a doutora Lenna Ontai, em artigo publicado pela Universidade da Califórnia.

Para se levar em conta

Cada caso é único e as condições variam de família para família. No entanto, diante de uma crise econômica, há várias situações que podem acontecer:

  1. A extravagância dos filhos: o desejo de ter mais e mais, muitas vezes influenciados pelos amigos com mais capacidades econômicas ou mesmo pela publicidade, será um desafio que os pais deverão aprender a gerenciar. O primordial é ensiná-los a valorizar o que têm, sem pretenderem ter o que não está ao seu alcance.
  2. Os filhos devem fazer parte das decisões familiares: quando os filhos – em especial os adolescentes – sentem-se apreciados e quando são consultados acerca de suas opiniões, eles são mais propensos a se conscientizar da situação pela qual a família atravessa e, além disso, colaboram com mais disposição. Há algumas decisões que somente pais e mães podem tomar. Mas há outras que podem contar com o consentimento dos filhos.
  3. Não permita que o ambiente familiar se veja afetado: não se pode adicionar um problema a outro. Uma crise conjugal ou um conflito com os filhos tornará o dilema econômico muito mais complexo. Diante de dificuldades como estas, deve-se conservar a união com tranquilidade, pois a angústia não deixa ver o panorama completo e a saída poderá ser perdida de vista. Um ambiente familiar harmônico fará com que o problema seja tratado com mais eficácia.
  4. As crises são cíclicas: hoje estamos bem, amanhã não sabemos. Com na maioria dos casos, os ciclos acompanham a vida: há momentos bons e outros nem tanto. Por isso, ter sempre em mente que tempos melhores virão fará com que a esperança reine no lugar do desespero.
  5. O orçamento familiar: durante uma crise ou não, o orçamento familiar é uma ferramenta essencial, que permite conhecer a realidade das finanças do lar. Fazer um orçamento mensal é uma medida preventiva, de organização e de gestão do dinheiro. Criar um ambiente de economia na família, em que os filhos reservem parte de suas mesadas para diferentes propósitos, fará com que todos tomem esta convicção como parte de suas vidas.
  6. Casamento mais unido do que nunca: as crises econômicas, assim como todas as dificuldades, permitem o amadurecimento, o crescimento e até podem fortalecer o casamento. Isso depende de como as situações serão administradas. O importante é que o casal esteja muito unido nos momentos de escassez material, apoiando-se mutuamente e sendo positivos para vencer a adversidade.
  7. Todos devem ajudar. Quando uma família trabalha em equipe, todos – pais e filhos – devem buscar soluções para seguir adiante e fazer frente à crise. Cada um, de acordo com suas possibilidades, deve contribuir com a economia familiar.
Fonte: Aleteia
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Prestígio da Igreja Católica hoje

A Igreja tem mais prestígio do que pensamos, afirma especialista

Por Bárbara Bustamante

Yago de la Cierva / Crédito: Vozes Católicas Chile
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O que é corrupção e como combatê-la

Nas palavras do Papa Francisco, entenda a corrupção

Corrupção é consequência da repetição de pecados, o que limita a capacidade de amar. Nas rodas de conversa, é só puxar o assunto que o papo rende. Em tempos de Lava-Jato, operação da Polícia Federal – que já completa três anos –, tornou-se habitual associar corrupção às estruturas políticas. Porém, o objetivo deste texto é ampliar a visão desse tema que, infelizmente, atinge todas as áreas. Inclusive, há corrupção dentro de nós, em nossa casa, comunidade e igreja.

Em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, escreveu um livro intitulado ‘Corrupção e Pecado’, o qual nos ajuda nessa reflexão tão importante e atual. Embora seja um ato intrinsecamente ligado ao pecado, distingue-se dele em algumas coisas. Pecado reiterativo conduz à corrupção. Não é a repetição de pecados que provocam um corrupto, mas os hábitos de má qualidade que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar. O coração vai se encolhendo, perdendo os horizontes, e o egoísmo passa a ser sua maior referência.

Processo de morte

Ações corruptas levam pessoas e instituições a um processo de decomposição. Perde-se a capacidade de ser, crescer e servir. É um verdadeiro processo de morte. A vida morre, fica a corrupção. É como uma folhagem que se desenvolve, alimentada pelo húmus da fraqueza humana e da cumplicidade.

Pecadores sim, corruptos não!

Geralmente, relacionamos corrupção ao pecado, mas não é bem assim. “Situação de pecado e estado de corrupção são duas realidades diferentes, embora intimamente entrelaçadas”, explica Bergoglio. Isso não significa que a corrupção faça parte da vida normal da sociedade. Tais atos devem ser denunciados e combatidos. Pecado se perdoa. Corrupção não pode ser perdoada. Diante do Deus que não se cansa de perdoar, a autossuficiência do corrupto vira um bloqueio, que o impede de pedir perdão.

Deus aceita o pecador

“Pecador sim!” Como é lindo reconhecer-se pecador e poder sentir a misericórdia do Pai das Misericórdias, que nos acolhe a todo momento! Mas como é difícil para um coração corrupto deixar-se alcançar pelo vigor profético do Evangelho!

“Quem não rouba é trouxa”, diz o ‘cara de vaso’”. A autossuficiência é um escudo que isola e não permite questionamentos. Defende que “quem não rouba é trouxa”. Francisco afirma que “o corrupto construiu uma autoestima baseada justamente nesse tipo de atitudes enganosas, caminha pela vida pelos atalhos do vantajoso a preço de sua própria dignidade e a dos outros”. E o pior, esconde-se em uma cara de inocente.

Sintomas da corrupção

O corrupto adquiriu características de verme: tem medo da luz, vive nas trevas, debaixo da terra. Diante de críticas, enfurece-se, desqualifica pessoas ou instituições que o criticam. Procura aniquilar toda autoridade moral que o possa questionar. Usa de todo tipo de argumento para se justificar. Desvaloriza os outros e insulta quem pensa diferente dele. De maneira inconsciente, persegue-se, projetando-se nos outros, tornando-se perseguidor. Assim como quem tem mal hálito, o corrupto não percebe sua corrupção. Os outros que o sentem é que têm de lhe dizer.

A corrupção tem cheiro de podre. “Quando alguma coisa começa a cheirar mal, é porque existe um coração preso sob pressão entre sua própria autossuficiência imanente e a incapacidade real de bastar a si mesmo; há um coração podre por conta da excessiva adesão a um tesouro que o aprisionou”, afirma.

No Evangelho, o corrupto faz armadilhas para Jesus (cf. Jo 8, 1-11; Mt 22, 15-22; Lc 20, 1-8), cria intrigas para tirá-lo do caminho (Jo 11, 45-57; Mt 12, 14), suborna quem tem capacidade de trair (Mt 26, 14-16).

Consequências

A corrupção tende a asfixiar a força da Palavra de Deus. Pode levar ao desmoronamento pessoal ou social.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho. A verdade de Cristo é a força para sacudir a alma, ensinar a discernir os estados de corrupção que nos circundam com ameaças e seduções. Por isso, é preciso declarar com força e temor: “pecador sim, corrupto não”.

O estado de corrupção não pode ser aceito como mais um pecado. Corrupção é consequência de um coração corrupto. “O coração não é uma última instância do homem, fechada em si mesma”, esclarece o Papa. Ele orienta ainda que o coração humano é coração na medida em que é capaz de amar ou negar o amor (odiar).

Onde está o teu tesouro?

“Porque onde está teu tesouro, lá também estará o teu coração” (Mt 6,21). Francisco indica conhecer o tesouro que está no coração, portanto, a referência para a sua vida. O tesouro que está no coração liberta e plenifica, destrói e escraviza; neste último caso, o tesouro que o corrompe. Como o corrupto vive anestesiado, Deus o salva por meio de provações que lhe cabe viver como doenças, perdas de fortuna e de entes queridos. Essas quebras da estrutura corrupta permitem a entrada da graça e a cura.

 

Fonte: Nossa Senhora Cuida de Mim
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Nota da CNBB: Pela Ética na Política

Bispos recordam Constituição Federal: “é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra” (Art. 37)

Bispos recordam Constituição Federal: “é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra” (Art. 37)

Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã desta sexta-feira, 19 de maio, uma Nota Oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmam que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Na Nota, os bispos afirmam que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.

“Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil”, concluem os membros da Presidência.

 

 

Leia abaixo na íntegra:

 

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

 

 

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

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CNBB e a greve geral

Posição da CNBB sobre a greve geral convocada para o dia 28

A greve geral é contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional – REUTERS
RV-“Consideramos fundamental que se escute a população”, afirma o Secretário Geral da CNBB,  Dom Leonardo Steiner, ao comentar a convocação de uma greve geral para o dia 28 de abril, contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo Poder Executivo e em tramitação no Congresso Nacional.Às vésperas da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem início neste dia 26 em Aparecida (SP), o Bispo auxiliar de Brasília (DF) concedeu uma entrevista tratando da posição da entidade sobre as manifestações. Dom Leonardo considera “fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas”.

Qual é a posição da CNBB sobre a anunciada greve geral do dia 28 de abril?

A partir de amanhã, quarta-feira, 26 de abril, os bispos estarão reunidos em assembleia geral, em Aparecida (SP). A assembleia é a instância suprema da Conferência e dela pode sair novo posicionamento. Posso agora, reafirmar o que o Conselho Permanente da CNBB já declarou em Nota: “Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

Nesse sentido, consideramos fundamental que se escute a população em suas manifestações coletivas. Claro que nosso olhar se dá na perspectiva da evangelização e nossa posição brota das exigências do Evangelho. E isso significa reafirmar a busca do diálogo, da paz e do entendimento. Na afirmação dos bispos está a orientação de que esses momentos sejam marcados pelo respeito à vida, ao patrimônio público e privado, fortalecendo a democracia.

Qual o impacto de uma greve geral neste momento? 

Certamente o conteúdo das manifestações se dará no sentido de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, de modo muito particular dos mais pobres. O movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição. Reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate.

O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos.

É oportuno apresentar propostas de reformas na atual conjuntura?

O Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos. Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem do povo brasileiro.

Fonte: Rádio Vaticano
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Tiradentes sou eu hoje.

Hoje é feriado de Tiradentes. Para uns, herói. Para outros, vilão. E o pior é que tem gente que nem sabe porque hoje é feriado. Nem a versão oficial dos livros de história conhecem. Tristeza. Decepção.

Mas dia 21 de abril está na  nossa história, para o bem ou não. Tiradentes é simbolo de libertação. De liberdade. De autonomia, independência, justiça. Porque  não democracia.

O Brasil vive atualmente tempos difíceis na política, na economia. Crise financeira, reformas de cunho duvidoso,  políticos tentando se safar do Ministério Público, da Policia Federal. Há quem pense que a saída seria a intervenção militar, ou coisa do gênero. Engano.  O problema não está no Estado Democrático de Direito, mas nas pessoas que o gestionam, gerem.

Vamos celebrar 21 de abril, com espírito democrático, com esperança.  Viva O Brasil, viva seu povo. Viva todos que amam esse país, lutam por ele, com toda força da vida. Joaquim e Tiradentes de ontem,  João, Maria, José, Pedro, Vera…. médicos, advogados, pedreiros, vigilantes,… de hoje, juntos por uma Brasil soberano, próspero, democrático, livre de todas corrupções, seja no poder, seja no dia de nossas casas e ruas. Basta de desmandos arbitrariedade, jeitinhos… Chega dessas vergonhas… desse espírito de rapinagem que arrasa nossas vidas, das ideias estranhas que estão nos matando. Desejo vida a todos, com paz e tranquilidade, para cuidar de nossas famílias, com dignidade e simplicidade, com liberdade e verdade, e justiça. Eu sou Tiradentes hoje…. 

E que  o filme Joaquim nos inspire a sermos brasileiros, comprometidos com nosso pais, com nosso povo, com nossa história democrática. Que a Lava-jato e as outras operações nos livrem de todos os gatunos da política, da economia, da cultura, da sociedade.  Amém.

Veja o Trailer

 

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Papa visita presos em Milão

Papa visita presídio na Itália

AFP/EAST NEWS

O Papa Francisco visitou no final da manhã deste sábado em Milão a prisão San Vittore, onde estão reclusos 900 presos. Depois de percorrer os diferentes pavilhões e saudar os detentos, almoçou com cerca de cem deles.

As autoridades da prisão pensaram que o Papa se sentiria mais à vontade se durante o almoço pudesse trocar algumas palavras com detentos que falassem seu próprio idioma. Por esta razão, colocaram em sua mesa algumas detentas latino-americanas, como a equatoriana Dalia, a argentina Mónica e a chilena Gemma.

Os demais lugares no improvisado refeitório foram ocupados por presos representando diferentes nacionalidades e religiões, que aguardam a sentença definitiva.

Francisco visitou o primeiro pavilhão onde se encontram as mulheres detidas com seus filhos pequenos. O Papa saudou as detentas e conversou com os voluntários que trabalham no local.

Jorge Bergoglio percorreu os diversos setores da prisão até chegar na “Rotonda”, a parte central do complexo prisional, que serve de praça para os reclusos e onde pode saudar e ouvir uma ampla explanação.

“Me sinto em casa”, disse Francisco aos presos, segundo informou o jornal Avvenire.

Um representante dos presos pediu ao Papa para rezar por eles para “que seus erros possam ser perdoados” e “as pessoas não olhem para eles com desprezo”.

O almoço foi preparado por detentas que frequentam o curso da chamada “Escola Livre de Cozinha”. No menu, pratos típicos da cozinha milanesa, como risoto, chuleta empanada acompanhada por batatas e sobremesa.

Os responsáveis da prisão haviam colocado à disposição do Papa, segundo seu desejo pessoal, o quarto do Capelão para um breve repouso, fato não realizado pela falta de tempo, visto que presidiria logo após a Santa Missa no Parque de Monza, distante 20 km.

Francisco é o primeiro Pontífice a entrar na Prisão San Vittore, um cárcere utilizado durante a ocupação nazista como centro de tortura e detenção de judeus antes de sua deportação para Auschwitz.

Fonte: Rádio Vaticano
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Romaria das Águas em Londrina

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Relógio do Fim do Mundo

O “Relógio do Juízo Final” indica: faltam 2 minutos e meio para o fim do mundo

Metodologia de 1947 mede risco de catástrofe que destrua humanidade – e o risco, que já era grave, teria aumentado

 

O “Relógio do Juízo Final” indica: faltam 2 minutos e meio para o fim do mundo

Shutterstock / Ronnie Chua

Em 1945, um grupo de cientistas da Universidade de Chicago criou The Bulletin of the Atomic Scientists, ou O Boletim dos Cientistas Atômicos. O grupo tinha participado do Manhattan Project, ajudando a desenvolver as primeiras armas nucleares. Em 1947, esses mesmos cientistas atômicos desenvolveram o “Relógio do Juízo Final“, uma metodologia para medir o risco de que alguma catástrofe destruísse a humanidade. Quanto mais próximo da meia-noite estivesse o relógio, maior o risco do “fim do mundo”.

O ano em que o relógio chegou mais perto da meia-noite foi 1953: os cientistas posicionaram os ponteiros em 23h58 devido aos primeiros testes da bomba de hidrogênio, feitos pela União Soviética e pelos Estados Unidos. Por outro lado, graças ao fim oficial da Guerra Fria, o relógio apontava 17 minutos para a meia-noite no ano de 1991, o ponto histórico mais distante do “apocalipse” desde que o relógio foi criado.

Nesta semana, os ponteiros do “Relógio do Juízo Final” foram adiantados para 23h57min30seg, ou seja, passaram a indicar que faltariam 2 minutos e meio para a meia-noite.

Em janeiro de 2016, o Boletim dos Cientistas Atômicos tinha mantido o relógio em 3 minutos para a meia-noite, o mesmo “horário” do ano anterior. Embora não tivesse havido uma piora, a situação do planeta inspirava preocupações causadas pelo conjunto de fatores que o grupo descreveu como mudanças climáticas severas, ressurgimento do perigo das armas nucleares, aumento das ameaças cibernéticas e o pico de ataques terroristas perpetrados por bandos como o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, o Boko Haram, o Taliban, o Al-Shabaab, a Frente Nusra, entre outros.

Neste ano, o grupo responsável por atualizar o “Relógio do Juízo Final”, que é formado por físicos e cientistas do mundo inteiro reconhecidos com premiações de relevância internacional como o Nobel, cita, entre vários outros motivos, a Rússia e os Estados Unidos como “fatores” críticos para a piora do cenário global devido a decisões  de seus governos, chefiados por Vladimir Putin e Donald Trump, que intensificariam as tensões internacionais.

No site do Boletim dos Cientistas Atômicos, uma linha do tempo apresenta todos os ajustes já feitos nos famigerados ponteiros do relógio do fim do mundo.

Fonte: Aleteia
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