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Armadilhas na TV que estragam tudo

As 4 armadilhas da TV-lixo que você tem que saber detectar

“Há mais alegria na mídia por um divórcio escandaloso de celebridade do que por 99 justos que se casam e vivem felizes para sempre”

As 4 armadilhas da TV-lixo que você tem que saber detectar

Jon-cc
 A mídia vive, em grande parte, da desgraça alheia em todos os níveis e a sua máxima expressão parece ser, com frequência, os programas que servem como indicadores da pobreza cultural de uma sociedade.

Esses programas procuram na exploração emocional e dos instintos um poder de atração que se sustenta num princípio tão simples quanto eficaz: com sensacionalismo e baixo nível intelectual, a audiência é garantida porque, habituado, o grande público tende a não pensar nem questionar, especialmente quando não conta com opções diversificadas. E o hábito é uma força poderosa que a mídia procura consolidar: com espectadores acostumados ao lixo, ela pode gerar conteúdo abundante com o mínimo esforço e custo. É daí que vem a sua rentabilidade.

Acontece que, assim como o ouvido humano se “adapta” ao barulho, mas vai perdendo com isto a capacidade auditiva, assim também a alma humana vai perdendo a sensibilidade ao contato permanente com a banalização da tragédia e da miséria humana.

Há 4 grandes fórmulas de “sucesso” que constituem armadilhas para fisgar o telespectador. Saiba reconhecê-las:

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Primeira armadilha: Explorar a miséria humana como se fosse “notícia”

Para muitos repórteres e apresentadores, tentar crescer na carreira é desculpa suficiente para insistir em matérias que atropelam a dignidade de qualquer pessoa. Eles se digladiam para ser os primeiros a explorar o divórcio de uma celebridade, a divulgar aos quatro ventos a intimidade do famoso esportista e sua namorada, o vício de Fulano, o artista que “saiu do armário”… Tudo o que é relacionado com escândalo pode dar dinheiro.

Para maior impacto, não falta quem adicione comentários maldosos que recorrem ao dissimulo, à dubiedade, à ironia e, descaradamente, à mentira pura e simples. Com astúcia, brincam com a sensibilidade do grande público alterando a sua percepção dos fatos: tanto são capazes de vender a imagem “boa e inocente” de um sequestrador quanto de destruir a imagem de algum funcionário público que esteja perturbando interesses partidaristas.

O chamado “quarto poder” é capaz de impor os seus critérios sobre o que seria “relevante”, sem se importar se isso leva ou não à dissolução das virtudes sociais e, por consequência, da própria sociedade. Um triste exemplo é o dos países com alto índice de fracasso escolar e baixo índice de leitura, nos quais a superficialidade das relações pessoais e a obsessão pelo sexo são muito mais rentáveis do que a educação das novas gerações.

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Segunda armadilha: Divulgar a intimidade das pessoas como se fosse de interesse público

Com escárnio, empurra-se o dedo nas feridas da humilhação, da tragédia, do fracasso e do ressentimento das pessoas, exibindo-se a sua intimidade sem nenhum limite – pois qualquer limite reduziria o “espetáculo”. São programas cujo formato, no cúmulo do cinismo, tenta se mostrar como um “favor”, uma “ajuda” e um importante “valor” para o conjunto da sociedade.

São programas crus em que a violência verbal ilustra as infidelidades, a violência física, o abandono e tantas outras chagas de famílias machucadas, cujos membros são convidados a participar como se a sua humilhação pública os ajudasse a solucionar alguma coisa. No meio deste cenário, não faltam as armações: há gente que se presta a virar objeto de espetáculo em troca de dinheiro ou da mera oportunidade de aparecer na tela e conseguir minutos de “fama”.

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Terceira armadilha: Transformar o horror em algo comum a fim de promover o fascínio pelo mal

A violência extrema é proposta sem reflexão e com grandes doses de frivolidade em abundantes séries e filmes com péssimos argumentos, diálogos indigentes e abundância de palavrões. O mesmo acontece até em desenhos animados de “vingadores sociais” e guerras absurdas. Franco-atiradores cuja vida pessoal é um desastre, por exemplo, são mostrados como heróis a serviço da nação, assassinando à distância com aptidões inatas apoiadas em tecnologia de alta precisão. Em cenas como esta, a morte é exposta com mil detalhes de nitidez, sob o sangue que salpica tudo enquanto um ser humano voa aos pedaços em câmara lenta.

Há séries em que os bons e os maus se confundem a ponto de mal se notar diferença entre um gângster, um policial ou um detetive que está sofrendo muito por causa da desintegração da sua família. Não faltaram assassinos da vida real que se inspiraram nesse fascínio pela violência e numa visão “romântica” do crime para destruir a vida de inocentes.

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Quarta armadilha: Inserir pornografia em todos os contextos possíveis

Roupa sumária, sexo explícito, estupros, nudez repentina, diálogos forçadamente “eróticos”… Tudo isto parece obrigatório em qualquer roteiro, seja dramático ou supostamente “cômico” – inclusive em filmes “de família”.

O “normal” e “moderno” é o sexo trivializado, apresentado como “maturidade artística” de produtores, diretores e atores que bem sabem quais são os ingredientes da “fórmula da audiência”.

Existem produtos de cinema e televisão de grande qualidade em roteiro, direção, interpretação e ambientação histórica; outros refletem adequadamente a nossa vida do ponto de vista médico, policial, judicial, mas apresentam ambiguidades morais que confundem conhecimentos e habilidades com a própria dignidade humana de personagens cuja vida pessoal e familiar está em frangalhos.

Como não podemos simplesmente fingir que esses programas não existem, podemos aproveitá-los como oportunidades para esclarecer, responder a perguntas, fazer pensar e ajudar a discernir e tirar conclusões com critérios imparciais. Não adianta simplesmente restringir: “não assistam”, “não escutem”, “não toquem”. É preciso ensinar a usar a liberdade e entender que, para reconhecer o mal, não é necessário experimentá-lo.

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Adaptado de original em espanhol escrito por Orfa Astorga de Lira, mestre em Matrimônio e Família pela Universidade de Navarra, Espanha.

Fonte: aleteia
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Como libertar Sua Família da TV

9 sugestões geniais para libertar a sua família da TV

Quando você conseguir se libertar do vício, ficará espantado com quanto tempo perdeu em vez de desfrutar da família!

<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=15171838&src=id" target="_blank" />Family watching TV</a> © Monkey Business Images / Shutterstock

© Monkey Business Images / Shutterstock

A televisão, ao longo dos seus mais de 50 anos de existência, se tornou um vício que aprisionou a família e fez com que o diálogo, a criatividade e o compartilhamento de afeto em casa ficassem cada vez mais incomuns. O mesmo problema tem sido intensificado pelo vício em internet, agravado pela facilidade com que ela é acessada por aparelhos portáteis em qualquer lugar e horário.

Mas vamos atacar um problema de cada vez. Aqui vão 9 ideias para se libertar do vício em TV, promovendo uma vida mais sadia, motivando o diálogo e dedicando mais tempo a brincar com as crianças, a pensar, a passear, a conviver… Experimente!

9 ideias para se libertar do vício na TV

1 – Transfira a sua TV para um lugar menos importante na sua casa. Ela não deve ocupar a sala central da casa de jeito nenhum.

2 – Não instale aparelho de TV no quarto de seus filhos. Ela os distancia do contato familiar, não os deixa dormir bem e torna difícil controlar a programação imprópria para menores. Se já existe alguma TV no quarto de seus filhos e você decidir removê-la, compense-os com algo de que eles gostem e que lhes faça bem. Não é preciso criar um trauma desnecessário na tentativa de livrá-los do problema.

3 – Não assista à TV durante as refeições. As refeições são um momento excelente para cultivar o diálogo familiar e devem ser preservadas.

4 – Determine limites claros para programas da TV: meia hora, uma hora… Mas estabeleça as normas de forma positiva. Em vez de dizer “Você não pode ver televisão!”, diga “Você pode ver uma hora de TV e depois vamos fazer uma coisa muito divertida em família”. E façam mesmo!

5 – Não use a TV como babá. Motive os seus filhos a participarem das tarefas domésticas de forma alegre, envolvente.

6 – Fixe dias da semana sem TV e realize “noites de entretenimento familiar”, com brincadeiras, leitura, passeios, conversas, visitas, orações em família…

7 – Não faça da TV um instrumento de recompensa ou castigo, pois isto aumenta ainda mais o seu poder de influência.

8 – Não pague para assistir à TV. Em vez de assinar pacotes de TV, use esse dinheiro para outras atividades familiares, ou para comprar livros e jogos educativos, ou, se realmente fizer questão de assistir a filmes ou séries interessantes, assine um serviço de vídeos online.

9 – Se tudo isso parecer muito difícil, pelo menos abra-se à possibilidade de ir mudando a sua mentalidade aos poucos. Pergunte-se: por que não seria possível ver cada vez menos TV? Quando você conseguir se libertar do vício, vai ficar espantado com a quantidade de tempo que perdeu na vida em vez de desfrutar da sua família, de momentos de criatividade, do amor e de outras formas muito mais saudáveis de entretenimento.

Fonte: Aleteia
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Drogas…

Primeiro neurocientista negro a se tornar professor titular da universidade de Columbia, em Nova York (EUA), autor do livro Um Preço Muito Alto: a jornada de um neurocientista que desafia nossa visão sobre as drogas, o pesquisador norte-americano Carl Hart, 48, deixa, nesta quinta-feira, 3, Salvador, após cumprir três dias de uma agenda de compromissos com a Iniciativa Negra por Uma Nova Política Sobre Drogas (INNPD) e o governo  estadual, por meio das secretarias da Justiça e Direitos Humanos e da Segurança Pública. Nessa entrevista exclusiva ao A TARDE, na segunda passagem pela capital baiana, Hart fala  sobre o trabalho que vem desenvolvendo em relação à política mundial antidrogas (na visão dele “uma política enganadora”).
Quais são suas principais ideias sobre a política de drogas  no mundo?
É uma pergunta ampla. Escrevi um livro inteiro sobre isso. As políticas de drogas são diferentes a depender de onde se está. No Brasil, o principal problema é que as pessoas estão sendo induzidas ao erro, enganadas, em relação às drogas na sociedade. Dizem à população que as drogas são um problema em si, quando as questões estão ligadas à própria estrutura social, discriminação racial, pobreza, falta de educação, falta de inclusão em certos grupos. O que há, essencialmente, é um apartheid. E culpam as drogas, por meio de campanhas contra o crack, como se o crack fosse o problema. O crack apareceu no Brasil por volta de 2005, a pobreza está desde sempre, assim como a violência e o crime. Atribuir essas questões à existência das drogas e dos traficantes é desonesto. Sugiro às pessoas, principalmente aquelas que estão sendo colocadas nas cadeias ou mortas pela polícia, que se levantem e digam: “Essa política antidrogas é besteira!”.
A respeito da defesa do sr. da legalização ou descriminalização das drogas nos EUA, o mesmo pode ser aplicado no Brasil?
Claro. Seja legalização ou descriminalização, o que quer que funcione na sociedade seria bom. Devemos perguntar quais questões queremos resolver: se estamos preocupados com traficantes, teremos que pensar sobre a legalização, pois tem a ver com o comércio. Por outro lado, traficantes não terão êxito se houver inclusão social. Até descobrimos como sermos mais inclusivos, sempre teremos problemas com o tráfico. Onde houver drogas e pessoas terá tráfico. Mas, enquanto pessoas não forem incluídas, haverá economia clandestina.
O sr. crê que o uso de drogas passa por um problema de saúde em vez de polícia?
Depende muito. Para a maioria das pessoas que usa drogas não se trata de um problema de saúde, embora possa se tornar. Pense, por exemplo, no uso do automóvel. Muita gente dirige de forma imprudente e acaba tendo problemas, se envolve em acidentes, o que acaba se tornando um problema de saúde. Mas a maioria da população usa o automóvel de maneira segura e tal uso não se configura um problema de saúde pública.
Quais diferenças o sr. percebe na política antidrogas nos EUA e Brasil?
Recentemente, escrevi um artigo mostrando como a política antidrogas dos EUA foi exportada para o Brasil. É uma política criada para subjugar a população negra. Como resultado, lá, um a cada três homens negros estão sujeitos a passar algum tempo na cadeia. É uma estatística terrível. O que contribuiu para isso foi uma política de combate ao tráfico, sobretudo de cocaína e crack, criada em 1986. Agora, estamos revendo essa política, uma vez que percebemos que está errada e inapropriada. O que está sendo feito no Brasil, nos dias de hoje, é basicamente a mesma coisa que adotamos nos anos 1980. Portanto, podemos esperar os mesmos resultados: pessoas negras, particularmente homens, enchem as prisões. Isso quando não são mortas pela polícia.
O sr. foi criado em uma comunidade pobre de Miami. Há alguma similaridade com nossas favelas?
Sim, financeiramente pobre, mas culturalmente rica, em amor, em pessoas brilhantes. Não tínhamos muitos recursos financeiros, mas tínhamos outros. Não é muito diferente das comunidades onde os negros daqui são criados. Eu fui criado como um pobre, não preciso ver como é aqui para saber. Vi a pobreza o tempo todo na minha vida. A favelas daqui, em termos de arquitetura, são as piores que já vi. Já estive em inúmeros lugares, nas favelas da África do Sul, mas as estruturas das casas no Brasil são realmente ruins. Nos Estados Unidos, as pessoas são pobres, porém seus lares não são tão desiguais. Há uma pobreza séria ocorrendo aqui.
Esse talvez seria um dos motivos pelos quais as pessoas enveredam pelo tráfico?
As pessoas sempre perseguem as necessidades básicas, não importa em qual sistema vivam. Elas precisam comer, morar, precisam do mínimo de respeito. Quando não se tem isso, elas vão buscar em outro lugar. De repente, vem alguém que oferece um ‘trabalho’ no tráfico ou qualquer outra atividade, e essa pessoa simplesmente pega.
Temos um dilema na Bahia: a maioria dos policiais é negra e educada para combater uma população predominantemente negra. Qual a percepção do sr. sobre essa realidade?
Essa pergunta tem uns componentes notáveis. A primeira coisa é que toda pessoa, de qualquer raça, tende a ser morta por um semelhante dela. Por todo o mundo, não é incomum. Quando falamos de negros, achamos que seria incomum, mas não é. Segundo, quando pensamos na polícia, é uma organização que simplesmente faz o que a estrutura de poder quer que ela faça. E a estrutura de poder, nesse caso, é branca. Não é como se a polícia daqui se comportasse de forma anormal. Eles sabem a quem obedecem. É simples. Por isso que estou tentando enfatizar que é um problema não haver lideranças negras aqui. Por que, se houvesse, realmente poderia se traçar um panorama sobre quais são os problemas da violência, de fato. Não é uma garantia de que teríamos um entendimento por completo, até por que nos Estados Unidos temos lideranças negras em inúmeros locais, mas eles são igualmente ignorantes. Eles não entendem o que está acontecendo, enquanto outros são conscientes. Dessa maneira, o fato de haver lideranças negras não é garantia de que tenham uma leitura do contexto. Mas, certamente, essa presença aumenta as possibilidades de compreensão desse quadro.
Para sustentar a proibição, políticos no Brasil defendem que o sistema público de saúde não suportaria uma possível legalização…
Provavelmente, é algo estúpido e errado. Eu realmente não ouço políticos, não são pessoas que devem ser ouvidas nesse assunto, mas pessoas que têm publicações nessa área, que têm evidências, informação. Políticos, geralmente, são idiotas e, nem penso neles.
Muitos pela  proibição do drogas dizem que a maconha leva ao uso de outras substâncias. Quanto há de verdade nisso?
Em 1937, a ciência acreditava nisso. Mas não estamos mais em 1937. As evidências, hoje, são claras e dizer isso é de uma estupidez imensa. Eu fico surpreso que a população permita que esse tipo de pessoa a represente.
E quanto ao álcool?
O alcance é mais amplo e não é nada inesperado que mais pessoas tenham mais problemas em decorrência do consumo do álcool. Volto à comparação com dirigir veículos: a maioria das pessoas que bebe o faz de maneira segura. Quando consumido em doses moderadas, chega a ser associado a benefícios positivos à saúde. Obviamente, se as pessoas bebem demais, em excesso, elas terão problemas, assim como qualquer outra coisa consumida imprudentemente. Uma das consequências do uso abusivo, por exemplo, é a inclinação que as pessoas têm a praticar sexo sem proteção. Fora isso, está tudo bem. Em qualquer sociedade ou qualquer comportamento, potencialmente haverá problemas de todos os tipos. É algo inerente ao ser humano. Se formos pensar que tudo é nocivo, que podemos controlar tudo, a gente não vai nem comer. Não temos como evitar tudo que faz mal, caso contrário, a gente não vive.
Salvador é a cidade com a maior população negra fora da África. Ainda assim, nunca tivemos um prefeito negro. Como o sr. vê isso?
É algo vergonhoso. Percebo que há muito poucos negros em posições de liderança. Por conta disso, penso que os negros daqui deveriam protestar. Deveriam ser educados para dizer: ‘Isso é inaceitável!” Até que as pessoas tenham consciência disso tudo vai continuar na mesma. Enquanto houver essa falta de inclusão, toda a conta vai ser creditada às drogas. Há um apartheid silencioso acontecendo aqui.
O sr. acredita que o Brasil, assim como ocorreu com Obama nos Estados Unidos, um dia terá um presidente negro?
Eu não sei se esse deva ser o objetivo primordial do Brasil, por agora. Não faço ideia. Até porque, se você me perguntasse se eu imaginaria que um dia haveria um presidente negro nos Estados Unidos, eu diria não. No final, estaria errado. Não sou muito bom nessas especulações. Penso que a população brasileira deveria se focar mais na igualdade, na inclusão dos cidadãos no mainstream (posição de destaque). Assegurar que deve haver mais negros com educação, moradia, empregos, na classe média. Penso que esse deva ser o foco.
Durante a estada do sr. no Brasi houve algum tipo de preconceito como um homem negro, sobretudo rastafári?
Não, porque eu não sou o típico negro comum, uma vez que ando pelas ruas e as pessoas meio que me reconhecem. Nós deveríamos andar pelas ruas e perguntar aos nativos daqui como eles se sentem. A visão deles é mais importante que a minha, porque eles vivem aqui todos os dias.
Então, o que realmente aconteceu no Hotel Tivoli, em São Paulo, na semana passada?
Nada. Absolutamente nada. Me disseram que um segurança vinha em minha direção para me barrar, mas eu não vi. Pessoalmente, eu não vi nada. As pessoas começaram a me pedir desculpas, sem motivo. Algum repórter falou com outra pessoa e vimos no que deu. No final, eu fiz um vídeo para explicar que não aconteceu nada. A notícia se espalhou como um vírus. Sabemos que há um ressentimento quanto à discriminação racial aqui. Eu acho que as pessoas se envergonharam por algo assim supostamente ter ocorrido comigo, por eu ser um estrangeiro. Por isso, tentaram resolver rapidamente. Mas esse fato não é o que deveria ser discutido, mas, sim, o racismo diário que acontece na sociedade. Fico feliz que esse assunto esteja resolvido quanto a mim.
Fonte: Boletim da Pastoral Carcerária Nacional
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Casado e viciado em Pornografia? Leia isso…

Carta da esposa de um viciado em pornografia: uma leitura obrigatória para todos os maridos

Esta carta foi enviada anonimamente a um sacerdote por uma das suas paroquianas

Caro padre,

Escrevo de forma anônima porque, se lhe dissesse quem eu sou, ficaria com vergonha de ir ao confessionário, à missa, ao lugar onde estou sendo nutrida espiritualmente, com tanta gratidão. Quero agradecer pelo sacerdote extraordinário que o senhor é e pelo grande trabalho de pastor que está fazendo por nós.

Pessoalmente, eu sinto que os 15 anos do meu casamento antes da minha descoberta foram uma grande mentira; que eu fui “enganada” por um marido que, por outro lado, era um fiel Cavaleiro de Colombo, envolvido com a igreja.

É uma coisa que me abala profundamente; a minha própria ideia de quem eu sou e do que eu valho ficou completamente destruída. Meu mundo virou de cabeça para baixo e, se não fosse pelos nossos filhos, eu teria me separado. Aliás, muitas vezes penso no dia em que talvez eu faça isso.

Eu tenho certeza de que o senhor está ouvindo essas coisas no confessionário, ditas pelos nossos maridos. Meu marido mesmo tem se confessado frequentemente sobre este pecado, na luta com a pornografia.

No começo, ele sentiu um grande alívio quando viu que eu já sabia: de alguma forma, ele achou que o meu conhecimento da situação lhe daria mais resistência contra a tentação. Mas, infelizmente, eu acho que isso só o fez enganar e esconder mais.

Se isso não destruir o nosso casamento, eu temo que a minha reação acabe destruindo.

O outro lado é o lado da mulher: o nosso pecado é a profunda raiva e a incapacidade de perdoar, porque isso não acaba.

Como é que vamos esperar que acabe? Alguns maridos lamentam a sua incapacidade de combater essa tentação; muitos outros nem sequer acham que isso é um problema. Só que esse problema os prende.

Já ouvi outra mulher dizer que preferia que o marido usasse drogas, porque pelo menos existem tratamentos. Eu acredito que isso está afetando o trabalho do meu marido e ameaçando a segurança do emprego dele.

Eu estou cedendo à raiva; a minha energia vai se consumindo na tentativa de manter a nossa casa livre das tentações que vêm com todas as tecnologias mais recentes; eu me vingo gastando mais. E isso não é o que Deus quer de mim.

Tenho filhos e temo pelo futuro deles e das suas futuras esposas. Tento ensinar a eles a importância da pureza, o valor da sexualidade e a Teologia do Corpo, mas eles sabem das revistas e dos sites que o pai acessa e sabem que ele é um “homem bom”, que “recebe os sacramentos”: então, eu acabo sendo apenas a mãe puritana e antiquada.

Eu me sinto sob ataque constante e parece que esse sofrimento não vai ter fim.

Eu gostaria que houvesse um grupo de apoio para as mulheres que sofrem esse drama, mas todas nós nos sentimos tão envergonhadas por não conseguir satisfazer os nossos maridos o suficiente e temos medo de tornar isso público e destruir a reputação dos nossos maridos.

Por isso, nenhuma de nós frequentaria esse grupo. Nós simplesmente sofremos e morremos por dentro, sozinhas. Eu não estou lhe dando nenhum conselho nem pedindo que o senhor faça alguma coisa a respeito disso tudo.

Talvez o senhor possa simplesmente rezar pelas esposas da sua paróquia que tentam manter as suas famílias unidas. Obrigada pela paciência de ler este meu desabafo.

Obrigada.
Fonte: Aleteia
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Decálogo do facebook

Os 10 mandamentos dos usuários do Facebook

Como aplicar o Decálogo na vida virtual de cada dia

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Seu comportamento nas redes sociais é um reflexo da sua identidade espiritual?

1. Amar a Deus sobre todas as coisas

Quais são suas prioridades no início do dia? Seu dia começa com uma oração ou com a verificação das notificações do Facebook? Antes de dormir, é mais importante dirigir-se a Deus ou passar de fase em um game?

2. Não tomar seu santo nome em vão

Você costuma brincar com as coisas sagradas? Já caiu na tentação de algo por Deus, em suas conversas privadas ou em seus comentários, mesmo sabendo que não era verdade?

3. Guardar domingos e festas de preceito

Você leva o celular à Igreja? Fica olhando as notificações durante a missa? Costuma se distrair durante a celebração eucarística, pensando no que poderia ou não postar?

4. Honrar pai e mãe

Seu perfil do Facebook é um lugar para reclamar dos seus pais, das autoridades, das normas civis, dos idosos? Uma coisa é expressar sua opinião, outra coisa é insultar – por exemplo, uma autoridade política.

5. Não matar

Seus comentários nas redes sociais são venenosos? É muito fácil “matar” a honra de uma pessoa no Facebook.

6. Não pecar contra a castidade

Como são suas fotos? Como são suas conversas? De que comunidades você costuma participar? Seu comportamento nas redes sociais é um convite à pureza e à castidade?

7. Não furtar

Sim, é possível roubar também no Facebook – por exemplo, dedicando tempo do seu trabalho a ficar navegando nas redes sociais. Respeite quem lhe ofereceu o emprego.

8. Não levantar falso testemunho

Você costuma compartilhar informações sem antes checar sua veracidade? Fala mal das pessoas em seus comentários?

9. Não desejar a mulher do próximo

Como são suas conversas privadas no Facebook? Como você aborda pessoas comprometidas? Seu comportamento nas redes sociais é coerente com seu comportamento fora delas?

10. Não cobiçar as coisas alheias

Ao ver amigos adquirindo coisas, viajando, visitando lugares caros, você acaba criando as mesmas necessidades na sua vida? Não se deixe levar pela inveja.

Fonte: Aleteia

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Por que o Papa caiu na JMJ!

Papa revela porque caiu durante a missa na JMJ

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Durante a celebração de uma missa na Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco tropeçou e caiu. Felizmente, as pessoas ao seu redor foram conseguiram ajudá-lo imediatamente e prosseguiu com o resto da JMJ sem nenhuma problema.

“Eu estava olhando para a Madonna”, disse Papa Francisco aos repórteres, e esqueci do degrau. Estava com o turíbulo na mão.”

Também explicou porque achou que não tinha sofrido nenhum ferimento na queda.

RT, YouTube

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Igreja celebra Dia Mundial das Comunicações

CNBB disponibiliza subsídio para o Dia das Comunicações

O 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado em 8 de maio, no domingo da Festa da Ascensão do Senhor. Buscando auxiliar na reflexão e vivência da data, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB oferece subsídio com a mensagem do papa Francisco. Este ano o tema proposto é “Comunicação e Misericórdia: um encontro profundo”.

Além, disso a Comissão motiva a organização de de cafés da manhã ou um dia de palestra, com confraternização com profissionais, professores e pesquisadores da comunicação e agentes da Pastoral da Comunicação para estreitar as relações entre Igreja e imprensa local.

Na mensagem deste ano, o papa Francisco diz que “como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos”.

Na apresentação do subsídio, a Comissão para a Comunicação da CNBB sugere que a mensagem do papa seja estudada e refletida nas dioceses, regionais e comunidades, incentivando, assim, a organização de outras iniciativas que marcam a data. Recorda, ainda, as motivações do Diretório Nacional da Comunicação da Igreja no Brasil:

“O Dia Mundial das Comunicações é uma ocasião propícia para comemorar o bem que a Igreja e a sociedade realizam com a comunicação; para motivar e incentivar novas iniciativas, novos grupos e novas reflexões; para conscientizar sobre a necessidade de inserir-se na nova cultura da comunicação e propor o Evangelho a essa nova realidade”.

O subsídio está disponível no link: 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Fonte: CNBB
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Sinais de esgotamento mental

8 sinais preocupantes de que você está esgotado mentalmente

As consequências do esgotamento mental podem ser desastrosas! Aprenda a identificar os sinais em você e nos outros.

Você já se sentiu tão esgotado a ponto de não ter mais motivação de fazer nem aquilo de que gosta? Já se sentiu tão pra baixo a ponto de não conseguir ver alegria no que faz e tudo ser motivo de irritação?

É muito comum as pessoas confundirem esgotamento mental e depressão porque esses dois problemas têm sintomas em comum.

O esgotamento está geralmente associado ao estresse do trabalho e ao desgaste mental. Depressão pode ou não estar relacionada ao trabalho.

Pessoas com esgotamento mental apresentam problemas de atenção e o nível de esgotamento pode ser medido de acordo com o número de lapsos cognitivos que a pessoa tem em um dia, tais como dizer coisas sem pensar, esquecer nomes, não reparar em um sinal vermelho enquanto dirige…

Estudos têm demonstrado que os homens apresentam mais dificuldade em assumir que estão esgotados. Muitos deles acham que isso é um sinal de fraqueza. Outros estão tão absorvidos em prover as necessidades materiais da família que não admitem que possam já ter passado do próprio limite.

As consequências disso podem ser desastrosas.

Por isso é muito importante que você saiba identificar os sinais de esgotamento em você e nos outros. Entre eles, podemos citar:

1. Tempestade em copo d’água

Quando, mesmo diante do menor dos problemas, a pessoa se descontrola já é um sinal claro de esgotamento.

Nessa situação ela está tão exaurida em suas capacidades mentais que não consegue mais distinguir com clareza um problema simples de algo realmente grande.

2. Cansaço crônico

Sentir-se exausto é um dos principais sintomas do esgotamento.

Não se trata apenas em sentir-se extremamente cansado uma vez ou outra. Mas, em um sentimento constante de cansaço. A pessoa sente-se o tempo todo sobrecarregada e esgotada.

3. Imunidade baixa

A adrenalina que o corpo produz nas situações de estresse ajuda a pessoa a estar em alerta. Mas produz estragos no sistema imunológico.

4. Sentimento de ineficiência

A pessoa mentalmente esgotada sente que não consegue atingir seus objetivos na vida.

Com esse sentimento, a confiança da pessoa vai pelo ralo, e ela se sente ainda menos capaz diante dos desafios. O que gera efeitos desastrosos na autoestima.

5. Apatia generalizada

O entusiasmo pelo trabalho apaga e parece que tudo e todos são motivos de descontentamento para a pessoa esgotada.

Ela não sente mais motivação no que faz e se contenta em fazer o mínimo. Muitas vezes, não tem motivação nem para fazer as coisas que gosta.

6. Perfeccionismo exagerado

Pesquisas recentes demonstram que as pessoas perfeccionistas têm um risco muito maior de esgotamento. Isso porque o padrão de perfeição criado por elas consome muita energia, o que leva a um desgaste ainda maior.

Esse tipo de pessoa precisa avaliar com sinceridade se a perfeição é realmente essencial para cada projeto específico. A resposta geralmente é “não”.

7. Sem paradas

Um tempo para recuperação é muito importante na prevenção do esgotamento.

É preciso encontrar maneiras de se recuperar durante o trabalho (em pequenos intervalos), mas também após o trabalho (à noite, nos finais de semana, nas férias).

Quando falamos em descanso, não estamos nos referindo a dormir apenas. Mas, também, em dedicar-se a atividades que dão prazer – uma atividade física, um passeio em família, um hobby.

8. Muitas demandas do trabalho X poucos recursos de trabalho

Podemos explicar as “demandas do trabalho” como tudo aquilo que precisa ser feito – e, portanto, que consome esforço e energia.

Por “recursos de trabalho” podemos entender tudo aquilo que motiva, que nos ajuda a atingir os objetivos.

As demandas do trabalho não são necessariamente ruins. Mas, por causa da energia que consomem, precisam ser equilibradas com os recursos de trabalho.

O dinheiro é um recurso de trabalho muito importante – a expectativa da remuneração que vai receber motiva a fazer o que precisa ser feito. Mas esse não deve ser o único recurso de trabalho.

A alegria e a satisfação decorrentes da atividade exercida são muito importantes também (talvez até mais que o dinheiro!).

Esse tipo de trabalho não dá um tostão como retorno, mas traz consigo importantes recursos de trabalho como a alegria no serviço, o amor ao próximo e a gratidão. Recursos esses que dão energia para fazer todas as outras coisas.

O esgotamento tem sido descrito como o maior risco profissional do século XXI.

Conhecer seus sintomas e como diminuir seus efeitos é um primeiro passo muito importante rumo a uma vida plena e feliz.

Fonte: Catholicus
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No amor somos reconhecidos discípulos de Jesus

 

Evangelho: Jo 13,31-33a.34-35  (5º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C)

 

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

33aFilhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vºos uns aos outros.

35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

  ORAÇÃO PARA O 5º DOMINGO DA PÁSCOA 

Quão insondável, Oh Deus, é o Teu amor. Quão imensa e grande Tua misericórdia por nós, oh Pai.  O amor Te define, o amor é a Tua essência mais bela e profunda. Bendito sejas Tu, Deus, fonte do amor que cria, sustenta e salva o mundo. Deus é amor, providente, que vem ao nosso encontro, e quer que também sejamos amor. Louvado sejas Tu, oh Pai, para sempre, por Tu amor sem fim, que nos inspira a amar também a Ti e aos nossos irmãos. Teu Amor uniu céu e terra. Está próximo de nós.

O amor fala forte à nossa vida. O amor que nos destes crer viver fala ao fundo de nosso coração e nosso ser, oh Jesus. Tua Cruz é amor. Tua vida é amor. Tua palavra é amor. Tua missão é o amor. Do Pai, recebeste o amor, o Cristo, o mesmo que nos comunicaste e ainda hoje nos convida a viver e experimentar. Dá-nos a graça, oh Jesus, de Te imitar neste amor a Deus e ao próximo, a ponto de fazer de nós mesmo dom de amor, sacrifício de entrega. De amar como Tu nos amaste, oh Cristo Jesus. Ajude-nos a viver a fé como experiência e expressão única do amor que recebemos do Pai. Tu tens a Verdade que salva e dá sentido a essa vida e existência, usa-nos para transmitir e comunicar toda sua força por meio de gestos e atitudes de amor entre aqueles que já te seguem. Amém.

 É do amor do Pai e do Filho que Tu procedes, oh suave Espírito Santo. Sim, Tu és o amor que transborda de Deus para a humanidade e o mundo. Por Ti, hoje e sempre, continuamos a experimentar e tocar a força do amor de Deus entre nós. Unge-nos com Teu poder para anunciar com vida e o testemunho que a verdade da fé em Cristo está no amor, que a força de sua mensagem é o amor, recebido, vivido e testemunhado. Dá-nos sermos criativos e generosos em nossos gestos de amor, abrindo-nos sempre para o encontro de nossos irmãos. Fortalece-nos, com Tua força, poder e graça, em nossas experiências de amor para que outros creiam que Deus é amor, que nos ama, e quer que nos amemos, como caminho de esperança, saída para um mundo melhor. Espírito Santo, vem… com Teu amor… curar nossas mágoas, feridas e desamor, que nos fecham em nossos rancores, egoísmo, imaturidades, vaidades, teimosias. Liberta-nos para amar… para que o nome de Cristo seja exaltado pelo amor e pela fé.

O amor em ti Maria, fez morada. Bendita sejas tu oh mãe do amor. Amor tão grande, que fez pequeno para ser embalado no teu colo. Amor tão forte que se fez fraco para ser carregado por ti, mãe querida. Pedimos que nos ajude também a amar o amor como Tu amaste, cuidando da vida de Jesus. Proteja-nos, oh mãe, da tentação de abandonar a via por amor por sua fraqueza, limitação e pequenez. Fica conosco nessa aventura de fé em que o Senhor Jesus nos pede para sermos protagonistas e sentinelas do amor, neste mundo dilacerado por tanto ódio e violência. Intercede por nós, o Virgem Maria, para que do Amor Cristo conhecido, acolhido e testemunho, brote novo céu e nova terra. Viva o amor, lei para toda justiça, verdade, paz e fraternidade. Que Deus esteja sempre ao nosso lado, conosco para que Seu amor envolva e marque nossa história, pessoal, familiar, profissional e social. Ave-Maria… Aleluia.

 

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Novo filme sobre Jesus

“Risen”: Joseph Fiennes lança o filme religioso do ano

Convincente, novo filme estabelece equilíbrio entre criação artística e Evangelho, ao retratar a Ressurreição

 Os crentes e não crentes serão cativados pela “articulação da pura criação e do cinema com as Escrituras e a narrativa da Bíblia”. É o que diz o ator principal de Risen, um novo filme que retrata os primeiros 40 dias após a Ressurreição de Jesus Cristo.

Joseph Fiennes interpreta Clavius, um ambicioso, mas instável oficial romano, ordenado por Pôncio Pilatos para localizar o corpo desaparecido de Yeshua (Jesus de Nazaré), a fim de acabar com uma revolta iminente em Jerusalém. O impacto de Clavius sobre os apóstolos, e deles sobre ele, conduz a uma reflexão criativa sobre o drama, focalizado imediatamente após a morte de Cristo.

Dirigido por Kevin Reynolds, Risen também é estrelado por Tom Felton, Peter Firth e Cliff Curtis. O filme estreia nos cinemas em todo o mundo a 19 de fevereiro de 2016.

“O sucesso deste filme irá acontecer se qualquer pessoa, de qualquer crença religiosa ou nenhuma crença, puder se sentar e compartilhar o espaço juntos e desfrutar da tela de cinema”, disse Fiennes para Aleteia antes de uma exibição privada no Vaticano.

Britânico, ator de cinema e teatro, Fiennes é mais conhecido por sua representação de William Shakespeare em Shakespeare in Love(1998). Ele também interpretou Sir Robert Dudley em Elizabeth(1998) e Commisar Danilov em Enemy at the Gates (2001).

Em agosto de 2009, Fiennes se casou com María Dolores Diéguez, uma modelo suíça, em uma cerimônia católica na Toscana. O casal tem duas filhas.

Diretor e escritor italiano, Manuel de Teffé, que ajudou a Aleteia na organização da premiere em Roma, explicou o que mais o impressionou sobre o filme.

“Quando a Sony Pictures me enviou o link para assistir ao filme [inacabado], fiquei impressionado, como um romano, por duas coisas: primeiro, a sequência de abertura que apresenta uma excelente reconstrução de uma cena militar romana e o Testuggine romana. Segundo, fiquei impressionado com a cena da pesca perto do final do filme, que realmente é uma pequena obra-prima em termos de tempo, atuação, edição e fotografia”, disse Teffé.

Teffé elogiou em Risen sua representação de estilo militar romano, ao qual Fiennes brincou: “eu fiquei maravilhado com a forma como os romanos conquistaram o mundo de sandálias”.

Nesta entrevista, o ator britânico também fala sobre a presença de Maria, a Mãe de Jesus, no filme Risen; do encontro de sua família com o Papa Francisco na manhã de nossa entrevista; e da conexão de sua família com a Igreja Católica.

Aleteia conversou com Pete Shilaimon, produtor do filme “Risen”, grande produção cinematográfica que enfoca a Ressurreição de Cristo.

Diane Montagna: Parabéns pelo filme, e obrigado por falar com os leitores da Aleteia. Eu gostaria de começar nossa entrevista perguntando-lhe: Quem é Jesus para você?

Pete Shilaimon: Essa é uma resposta muito, muito fácil: Tudo.

Eu vim de um país diferente. Eu vim para a América partindo de um país diferente, por isso, tudo o que tínhamos era a fé. Tudo o que tínhamos era Deus e Jesus. Então, para mim, crescer com Jesus 24 horas por dia, sete dias por semana, foi uma segunda natureza. Assim, Ele é tudo: é a vida, é a respiração. Então, essa é uma pergunta fácil.

Diane Montagna: Por que o filme “Risen”? O que o torna diferente de outros épicos bíblicos que temos visto até agora?

Pete Shilaimon: Na minha opinião, quando eu li o roteiro, a diferença foi contá-la do ponto de vista de Clavius, que é o oficial romano que sai e olha para o Messias. Para mim, contar a partir dessa perspectiva foi muito interessante. Nunca foi visto a partir dessa perspectiva. Isso me tocou e eu sabia que tinha que trabalhar nesta imagem. Eu sabia que tinha que fazer parte deste filme de alguma forma. Então eu implorei e implorei: “Deixe-me estar no set. Deixe-me trabalhar neste filme”. E o chefe disse, basicamente, “vá em frente”. E eu fui ao set e produzi. E foi a experiência mais incrível que eu já tive como produtor.

Diane Montagna: O que o tornou diferente de outros filmes que você já trabalhou?

Pete Shilaimon: Eu cresci com essas histórias. Eu cresci com as histórias da Crucificação, da Ressurreição. Minha família… somos muito católicos. Então, crescendo com essas histórias, realmente trabalhar em uma era bastante espetacular.

Eu fui entrevistado antes, e eles me fizeram muitas perguntas, mas a única coisa sobre este filme é que eu sentia, às vezes, que eu era Clavius naquela pedra. Houve muitas vezes em minha vida, quando eu tinha muitas dúvidas, eu tinha perguntas, e eu queria saber as respostas. E ninguém realmente me deu essas respostas. A única vez que eu encontrei respostas foi quando falei com Jesus. Então, para mim, quando eu sentei lá e vi Cliff Curtis, que interpretou Yeshua, e Joseph Fiennes, que interpretou Clavius, naquela pedra, foi um dos momentos mais incríveis, estar naquele deserto e observando a interação, porque eu me sentia Clavius, e eu tive essa conversa com Jesus.

Pete Shilaimon, produtor executivo do filme “Risen”, é um dos muitos iraquianos que tiveram de abandonar sua terra natal a fim de viver a fé sem ter que esconder. Esta é sua história.

Diane Montagna: Conte-nos mais sobre sua família. Eles fugiram do Iraque quando era um menino?

Pete Shilaimon: Sim, eu tinha cinco anos de idade, e fugimos por duas grandes razões, sendo a primeira o governo de Saddam. Foi no momento em que o Iraque e o Irã entravam em guerra. E a segunda razão era a liberdade religiosa. Nós éramos caldeus, e ficou muito difícil viver nossa fé 100% sem esconder isso.

Acho que a história para mim foi: quando eu era muito jovem, minha mãe e eu estávamos comprando comida, e aos cinco anos de idade, quatro anos e meio de idade, você não se lembra das histórias. Mas o que eu lembrava e tinha visto realmente me balançou. Tínhamos crucifixos e quando fomos comprar alimentos ou algo assim, minha mãe saiu com o dela …

Diane Montagna: Seu colar …

Pete Shilaimon: Sim, em seguida, ela escondeu. Então, em uma idade muito jovem, eu pensei “escondê-lo”, o que é estranho para uma criança de cinco anos de idade. Mas, então, quando nós estávamos andando de volta para casa, as pessoas jogaram pedras nela. Ela estava constantemente escondendo sua fé. E o meu pai e minha mãe… nós não queríamos viver no medo e escondendo a nossa fé. Hoje eu uso a minha cruz orgulhoso, mas em vários países você não pode fazer isso. Então, nós estamos livres para praticar e ser quem somos.

Diane Montagna: Você testemunhou sua mãe sendo apedrejada com cinco anos de idade?

Pete Shilaimon: Sim, é uma lembrança que nunca vou esquecer… É uma memória que eu não acho que você nunca poderia esquecer, nunca sai da sua cabeça. Meus irmãos e irmã estão aqui também, e eles tiveram muitas dessas memórias. Mas sim, era apenas um momento difícil, foi um momento difícil. Para nós, vir para a América, encontramos a nossa liberdade, a nossa voz. Por isso é muito difícil ver o atual problema dos refugiados da Síria e do Iraque. Tenho dois tios que fugiram. Um está na Turquia, outro na Alemanha. Eles perderam tudo. Portanto, é muito difícil. É a história se repetindo, e aqui estamos novamente.

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