Vida urbana



Arte de viver com Alegria

A alegria de viver as bem-aventuranças de Tomás Moro

© Lazare

Felizes os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de divertir-se

Felizes os que sabem rir de si mesmos,
porque nunca deixarão de divertir-se.
Felizes os que sabem distinguir uma montanha de uma pedra,
porque evitarão muitos inconvenientes.
Felizes os que sabem descansar e dormir sem buscar pretextos,
porque chegarão a ser sábios.
 
Felizes os que sabem escutar e calar,
porque aprenderão coisas novas.
Felizes os que são suficientemente inteligentes
a ponto de não se levar muito a sério,
porque serão valorizados pelos que os rodeiam.
 
Felizes os que estão atentos às necessidades dos outros
sem sentir-se indispensáveis,
porque serão distribuidores de alegria.
Felizes os que sabem ver com serenidade as pequenas coisas
e com tranquilidade as grandes coisas,
porque chegarão longe na vida.
 
Felizes os que sabem apreciar um sorriso
e esquecer um desprezo,
porque seu caminho será repleto de sol.
Felizes os que pensam antes de agir
e rezam antes de pensar,
porque não se agitarão diante dos imprevistos.
 
Felizes vocês que sabem calar e sorrir
quando lhes é tirada a palavra,
quando os contradizem ou pisam seus pés,
porque o Evangelho começa a penetrar em seu coração.
 
Felizes vocês se são capazes de interpretar
sempre com benevolência as atitudes dos outros,
mesmo quando as aparências são contrárias.
Parecerão inseguros, mas este é o preço da caridade.
 
Felizes sobretudo vocês que sabem
reconhecer o Senhor em tudo o que veem,
pois já encontraram a paz e a verdadeira sabedoria.

Fonte: Aleteia 
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Apple e o monge trapista

O monge que influenciou o design da Apple

Por causa de um monge trapista, os computadores da Apple têm a aparência que os deixou famosos

Padre e calígrafo”: era o que se lia no cartão de Robert Palladino, em um impecável estilo itálico renascentista. Falecido no em fevereiro de 2017, aos 83 anos, Palladino era um renomado mestre calígrafo. Por anos, bebês batizados por ele recebiam certidões produzidas a mão. No estado americano do Oregon, onde viveu, as licenças médicas expedidas pelo governo levaram a sua caligrafia por gerações.

Como monge trapista, Palladino aprendeu a sua arte no silêncio, refinando-a através de anos de estudo. Deixando a ordem, passou a dar aulas. Uma autoridade em história, estrutura e estética da escrita da antiguidade até o presente, ele lecionou caligrafia no Reed College, em Portland, de 1969 até a sua aposentadoria, em 1984. Foi ali que a sua vida cruzou com a de um jovem que em seguida deixaria a faculdade, chamado Steve Jobs.

Um personagem baseado no padre Palladino, interpretado pelo jovem ator William Mapother, aparece em Jobs, o filme de 2013 estrelado por Ashton Kutcher. Aos jornalistas que perguntaram a Palladino se ele veria o filme, ele respondeu, como era característico, que viu poucos filmes.

Jobs estudou ali em 1972, antes de largar a faculdade por razões econômicas, mas circulou pelo campus ainda por mais de um ano. Durante esse período, ele participou como ouvinte das aulas de Palladino. Depois de fundar a Apple, em 1976, Jobs creditou diversas vezes as fontes elegantes usadas em seus produtos – e o seu grande interesse pelo design dos computadores como objetos físicos – ao que aprendeu nessas aulas.

“Eu aprendi sobre fontes com e sem serifa, sobre a variação do espaçamento entre diferentes combinações de letras, sobre o que faz uma ótima tipografia ser ótima”, disse Jobs em 2005, em um discurso em Stanford. “Era belo, histórico, artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não consegue capturar, e eu achei fascinante”.

“Dez anos depois, quando estávamos pensando no design do primeiro computador Macintosh, tudo aquilo voltou em mim. E fizemos o design a partir disso”, contou Jobs. “Foi o primeiro computador com uma tipografia bela. Se eu não tivesse participado daquela matéria na faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tipos ou fontes com espaçamento proporcional. E como o Windows somente copiou o Mac, é provável que nenhum computador pessoal seria assim”.

Perfil

Não importa se estivesse escrevendo em alfabeto fenício, hebraico, grego ou latino – em sua variedade de formas, desde as elegantes letras maiúsculas de monumentos romanos até a curvilínea escrita uncial de escribas medievais – cada traço da pena do padre Palladino levava em si deliberação meditativa, fidelidade histórica e nem um só desperdício de movimento.

Robert Joseph Palladino nasceu em Albuquerque, no Novo México. Em 1950, aos 17 anos, ele entrou em um mosteiro trapista na cidade de Pecos. Foi ali que começou a ser treinado na caligrafia.

Em 1955, depois de anos de tentativas em cultivar o solo nada promissor do Novo México, o mosteiro se mudou para Willamette Valley, no Oregon. Ali, Palladino serviu como maestro do coro do mosteiro, dirigiu a sua oficina de encadernação e se tornou o seu principal escriba – além de cuidar do pomar.

“Em um mosteiro de silêncio, sinais escritos vêm a calhar”, disse ele ao The Catholic Sentinel, em 2011.

Palladino na época em que foi monge trapista. Foto: Arquivo pessoal.

Palladino na época em que foi monge trapista. Foto: Arquivo pessoal.

Ele foi ordenado padre em 1958. Mas ficou incomodado com algumas repercussões do Concílio Vaticano II na vida monástica e deixou o mosteiro e a vida sacerdotal em 1968.

Estabelecendo-se em Portland, ele passou a trabalhar no Reed College em 1969. No mesmo ano, viajou a Davenport, em Iowa, para aprofundar o estudo de caligrafia, entalhe e história da arte no St. Ambrose College, onde teve por professor o padre Edward Catich, um eminente calígrafo e paleógrafo.

Dispensado dos deveres sacerdotais pelo papa Paulo VI, Palladino casou-se com a clarinetista Catherine Halverson, também em 1969. Eles tiveram um filho, Eric. Catherine morreu em 1987. Em 1995, Palladino foi readmitido ao sacerdócio e trabalhou em paróquias do Oregon. Ele também deu aulas de caligrafia na universidade estadual de Portland, no Pacific Northwest College of Art e em outros lugares.

Embora esteja demonstrada a influência do padre Paladino em Steve Jobs, o contrário não pode ser dito. Até o fim de sua vida, Palladino nunca usou um computador. “Eu tenho minha mão”, ele dizia, “e tenho minha pena. É isso.”

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Fonte: aleteia
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Ser bonzinho…

O preço de ser “bonzinho”

Por Tharakorn

Você não consegue dizer “não” às pessoas e vive engolindo sapo? Então leia isso

Muita gente confunde bondade com incapacidade de dizer “não”, de colocar limites, de dizer o que gosta e o que não gosta, de satisfazer as próprias necessidades.

Aprender a dizer “não” não é sair chutando a porta por aí. É estar pronto para amadurecer com confiança, certo de que não deixará de ser amado só porque decidiu levar seus desejos e opiniões em consideração.

Não se trata de dizer que “não somos obrigados a nada”, e sim de entender que é importante aprender a se posicionar diante da vida, das exigências do dia a dia, das pessoas e do que cada situação exige.

A vida exige rupturas. Exige que abandonemos nossos ninhos no alto das árvores e ganhemos o céu. Mesmo que o preço seja cair e nos ferir algumas vezes, a recompensa de nos tornarmos quem realmente somos faz valer a pena.

Esqueceram de nos contar que podíamos recusar aquele convite, que não era pecado dizer “não” àquilo que não estávamos dispostos a fazer, que não devíamos nos sentir culpados quando impúnhamos limites ou sentíamos necessidade de nos agradar em primeiro lugar.

Esqueceram de nos contar que ser “bonzinho” é diferente de ser bom. Que quando me desagrado para agradar aos outros estou descumprindo a lei do amor que diz: “Ame a teu próximo como a ti mesmo”.

Ser bom é ter empatia, é se compadecer da dor do outro e estar a postos para ajudar, é ter compaixão, tolerância e respeito pelos que nos cercam. Já ser “bonzinho” é satisfazer as expectativas dos outros, o que nem sempre satisfaz as nossas próprias expectativas. É carregar um fardo nas costas, já que é exaustivo corresponder fielmente ao que é esperado por todos, mas nem sempre está de acordo com o que intimamente queremos.

O preço de ser bonzinho é a fragilidade. Pois enquanto preferirmos corresponder às expectativas externas em detrimento de nosso próprio bem estar, estaremos frágeis, susceptíveis ao julgamento externo, vulneráveis ao que pensam ou deixam de pensar a nosso respeito. Quem deixa de ser “bonzinho” se fortalece. Descobre que tem valor mesmo quando recusa um favor ou prefere pintar o cabelo de azul.

A vida ensina sussurrando. Enquanto não aprendermos a ser autênticos no querer ou não querer, no permitir ou não permitir, no autorizar ou não autorizar, iremos sofrer as consequências de não sermos gentis com nosso próprio espírito. Não se trata de ser egoísta, e sim de se respeitar em primeiro lugar. Só assim estaremos prontos para ajudar. Só assim estaremos aptos a amar…

 

Fonte: aleteia
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Voce teve infância

A importância de guardar memórias e documentos da infância

É quase como se pudéssemos viajar pela história revivendo momentos registrados por fotografias

Você já deve ter se deparado com alguma gaveta ou caixa dentro de casa que reúne relíquias das mais inusitadas: broches antigos de uma bisavó, fotos do casamento dos seus pais, desenhos e atividades que fazia quando era pequeno na escola, objetos e pertences estimados etc.

Para além das lembranças gostosas trazidas por tais materiais, vale aprofundar o nosso olhar em direção a esses elementos, entendendo por que pode ser extremamente rico mantê-los ao longo do tempo.

Cada um sente a passagem dos dias, meses e anos de uma maneira muito particular. O relógio, o calendário e a rotina nos ajudam a organizar de modo bastante objetivo esse curso de eventos que percorrem a nossa existência.

Existem, porém, registros ainda mais significativos que nos estruturam internamente dentro dessa ordem cronológica, trazendo o afeto e a memória como elementos que nos conectam a essas épocas.

É quase como se pudéssemos viajar pela história revivendo momentos registrados por fotografias, reconhecendo antigas amizades, coisas que gostávamos de fazer, o que vestíamos, com quem éramos parecidos, como nos divertíamos…

Essas imagens podem vir acompanhadas de relatos individuais ou compartilhados, dividindo tais lembranças com pessoas que estiveram presentes em determinados momentos desse percurso.

Todo esse conjunto de ingredientes vai configurando narrativas que produzem leituras e entendimentos da história de cada um, de modo que se possa conhecer e valorizar as trajetórias que atravessam esse mundo.

Questões como quem somos, de onde viemos, quem foram as pessoas que fizeram parte do nosso crescimento são tocadas no encontro com esses registros, que nos ajudam a construir uma identidade, reunindo informação, experiência, fantasia e elaboração do “eu” a ser investigado.

Assim como muitos adultos se dedicaram a preservar a nossa biografia, ajudar nossas crianças a conservarem objetos, pertences, fotografias e memórias é um movimento preciso que irá contribuir de maneira bastante potente para que, de tempos em tempos, elas possam acompanhar o seu desenvolvimento, manuseando esses registros de acordo com o que são capazes de assimilar em cada um desses retornos a eles.

Algo novo sempre será criado, trazendo percepções reveladoras de sentidos para suas próprias histórias e que irão sustentar e tecer fios que vão de encontro com essa busca constante em direção ao que são e podem ser.

E isso pode ser feito de vários modos: colecionando objetos e imagens numa caixa, numa gaveta ou num álbum; organizando diários de férias ou de viagens especiais, que podem contar com registros como desenhos e legendas, pequenos objetos colados (o selo de um suco tomado numa ocasião especial, um ticket de cinema ou teatro, uma folha coletada num passeio a um parque etc.) fotografias, e por aí vai.

As mais distintas possibilidades existem para ajudar também as crianças a constituir um percurso de memórias que são uma delícia de serem resgatadas!

Fonte: Toda Criança Pode Aprender
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Música um santo remédio para dormir

A música pode ajudar a dormir? Siga estes 3 conselhos

Quando o sono não vem, a música pode ser nossa melhor aliada

Não importa quão jovem ou velho sejamos, nós precisamos dormir. Sabemos também que, a medida que ficamos mais idosos, dormir é cada vez mais difícil, por vários fatores. As causas que nos dificultam adormecer podem ser fisiológicas (desde dores no corpo até problemas endócrinos) como psicológicas (ansiedade, preocupações e outros males próprios da nossa estressada contemporaneidade), levando-nos, em casos extremos, a uma inversão dos nossos ciclos normais de sono: dormimos durante o dia, esgotados por causa de uma noite sem dormir, e quando anoitece ainda temos energia.

Um dos nossos melhores aliados nestes casos, ainda que pareça difícil de acreditar, é a música. Geralmente, a música nos desperta, anima, alegra, mas também pode servir para relaxar e nos preparar para passar uma noite de descanso. Em um artigo publicado no Nuverz, Rachelle Norman oferece uma série de passos simples para nos ajudar a fazer da música nossa aliada para dormir.

  1. Bloquear o som externo

Especialmente para aqueles que vivem em cidades, o ruído da rua pode facilmente entrar em nossos quartos durante a noite: sirenes, carros, conversas na rua, aviões; tudo contribui para nos assustar. A música pode funcionar como uma cortina: assim como esta última pode cobrir a luz exterior, a primeira pode funcionar para cobrir, em um volume apropriado, os ruídos provenientes do exterior.

  1. Selecione músicas que relaxam o corpo e a mente

O ritmo de um coração relaxado é de aproximadamente sessenta batimentos por minuto. Isso é praticamente uma batida por segundo, com algumas variações. A música que se encaixa nesse ritmo é ideal, porque o corpo e a mente acabarão se adaptando também. O ideal é programar (em qualquer dispositivo digital que usamos para ouvir música) uma hora de música (ou trinta minutos, depende do que achamos que precisamos) e, em seguida, o dispositivo desliga (há funções que permitem que você faça isso de uma maneira muito simples, como a função “sleep” das TVs), para evitar que a música continue por tempo excessivo.

  1. Respirar e ouvir

Às vezes, o que nos mantém acordados é a mente dando voltas. A música se oferece como uma espécie de “objeto exterior”, onde fixamos nossa atenção, distraindo assim nossos pensamentos. Trata-se simplesmente de ouvir e respirar. Assim, nossa mente tem uma oportunidade de descansar.

Fonte: aleteia

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Lições do Tempo e da Vida

As coisas que o tempo ensina

Adrianna Calvo | Pexels

Depois que enxerguei no tempo a oportunidade de tê-lo como melhor amigo, passei a aproveitar os momentos com mais calmaria e finalmente descobri a tranquilidade de ser a minha verdadeira versão

Quando acreditei que nada mais daria certo, me vi cercada de decisões que eu não precisava mais tomar, e com o coração em paz pude apreciar a liberdade que eu sempre desejei.

No instante em que não precisei mais tentar me encaixar em um molde que mal cabia meus sentimentos, finalmente descobri que limitar o que eu sentia era comprimir quem eu sempre fui.

Depois que enxerguei no tempo a oportunidade de tê-lo como melhor amigo, passei a aproveitar os momentos com mais calmaria e finalmente descobrir a tranquilidade de ser a minha verdadeira versão.

No momento em que me dispus a administrar meus sentimentos e respeitar o tempo, entendi o que é valorizar minha essência e que não precisava abrir mão das expectativas, mas discernir o que na verdade importa.

Foi essencial entender o que se passa dentro do meu coração e encarar de cabeça erguida cada escolha, mesmo quando tinha a oportunidade de justificar que alguém decidiu por mim, mas entendi que se for pra ser refém, que seja da felicidade que insiste em chegar todo amanhecer disfarçado de recomeços.

O importante é saber que diariamente tenho a oportunidade de me esvaziar de tudo aquilo que tenta moldar o que não sou e posso preencher cada espaço com sentimentos nobres. A lição que verdadeiramente importa é que independente dos argumentos da vida, o tempo será sempre o nosso melhor amigo.

Fonte: Jardim da Gratidão
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Depressão Masculina

Depressão masculina: como reconhecer o mal no homem?

Themalni

 

Informe-se, compartilhe. O assunto é sério. Confira 27 depoimentos de homens com depressão e os principais sintomas da doença

Essa é uma história que aconteceu com um amigo de um amigo meu… Pelo menos é isto que eu gostaria falar com você agora. Mas não. Isso aconteceu comigo, com vários amigos meus e, não se espante se ela ocorrer contigo também.

Eu passei por um processo lento e doloroso de Depressão. Diferente do que imagina, meu corpo não denunciou com facilidade e as pessoas em volta não perceberam a minha solidão, angustia e tristeza interior. Eu mesmo, demorei para aceitá-la. Só tive noção do que estava acontecendo quando me vi isolado do mundo, sem perspectivas profissionais e sem a menor vontade de fazer porra nenhuma. Mas, o pior de tudo, só percebi quando tinha feito uma grande merda.

Assim como eu, a depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo inteiro. Você mesmo pode estar passando pelo problema agora e não ter se tocado (ainda). Por causa de preconceito, por medo de expor seus sentimentos ou mesmo por não ter conhecimento, este mal que atinge tantas pessoas, somente 10% conseguem ter acesso as estratégias de prevenção ou tratamento.

Existe até uma metáfora para caracterizar a depressão: se chama o grande cão negro (Black Dog). Ela foi usada pelo escritor inglês Samuel Johnson, em 1780, para descrever sua própria depressão e foi popularizada pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que também enfrentou o problema. Tem até uma animação que tenta explicar a doença através da metáfora do Black Dog.

E, por que a depressão afeta mais silenciosamente os homens do que as mulheres? Por puro preconceito e medo de que esta ‘doença de fresco’ arranhe sua masculinidade. Afinal, homem não chora e muito menos expõe seus sentimentos, não é?

DIFERENÇA ENTRE ESTAR TRISTE E DEPRIMIDO?

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais tentou estabelecer um conjunto de critérios padronizados que distinguem tristeza “normal” de depressão clínica. Mas, fazer o diagnóstico continua a ser uma ciência inexata. Este não é um tumor físico que você pode medir em centímetros, mas através da medição de humor. De acordo com o manual, para um período de melancolia ser considerado um episódio depressivo, deve persistir por pelo menos duas semanas, e será acompanhada por, pelo menos, cinco destes sintomas:

– O humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, como indicado por relato subjetivo (por exemplo, sente-se triste ou vazio) ou observação feita por terceiros (por exemplo, chora muito);

– Diminuição acentuada do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias;

– Perda significativa de peso sem estar em dieta ou ganho de peso (por exemplo, uma mudança de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias;

– Insônia ou excesso de sono quase todos os dias;

– Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis ​​por outros, não meramente sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);

– Fadiga ou perda de energia quase todos os dias;

– Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante) quase todos os dias (não meramente auto recriminação ou culpa por estar doente);

– Diminuída capacidade de pensar ou concentrar-se, ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação por outros);

– Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou uma tentativa de suicídio ou um plano específico para cometer suicídio;

O principal ponto crucial de qualquer um desses diagnósticos é responder se a sua depressão está impedindo-os de ir trabalhar ou cuidar da sua rotina. Caso positivo, está na hora de procurar ajuda.

OS SINTOMAS DA DEPRESSÃO EM HOMENS

Os homens apresentam sintomas diferentes do que as mulheres. As mulheres geralmente relatam a depressão com mais frequência, são sinceras quanto aos possíveis sinais e outros diagnósticos. Principalmente, elas buscam ajuda e informação. Consequentemente, muitos homens com possível depressão não estão recebendo tratamento devido. O resultado é o suicídio.

Enquanto as mulheres são mais propensas a ficarem deprimidas, os homens são mais propensos a se matarem, por uma margem de mais de 4 para 1. Enquanto muitos homens sentem sintomas de mau humor, falta de interesse em atividades normais, problemas para dormir, etc… também é importante para eles observarem os sinais e sintomas de depressão muitas vezes exclusivamente masculinos.

Uma coisa a ter em mente quando você pensa através dos sintomas a seguir é que só porque você exibiu um ou mais deles não significa necessariamente que você está deprimido. É importante colocar os sinais no contexto dos outros critérios de depressão, tais como o tempo que você está manifestando o sintoma e se ele causa sofrimento significativo ou prejuízo à sua vida.

Também é importante notar que muitos dos sintomas abaixo podem realmente ser respostas saudáveis ​​para a depressão, se usados com moderação. Prudência e sabedoria devem, portanto, serem utilizados ao verificar-se contra esses critérios. Caso de dúvida, fale com um profissional de saúde mental.

AUMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS SUBSTÂNCIAS

Há um ditado comum quando se trata de melancolia nos diferentes sexos. Enquanto as mulheres ficam deprimidas, os homens bebem. E, de fato, uma resposta típica para os homens passando por um mau humor prolongado é ingestão excessiva de álcool e outras substâncias que alteram o comportamento, para diminuir seus sentimentos de desânimo.

Se você está usando esses tipos de substâncias mais do que você costuma fazer, pode ser um sinal de que você está deprimido.

DISTRAÇÃO E COMPORTAMENTO ESCAPISTA

Enquanto não há certamente nada de errado em tomar parte em atividades que distraiam de seu mau humor (na verdade, é recomendado como um método para amenizar sua depressão), ele pode se tornar um problema quando as distrações são de um tipo que impedem de viver uma vida próspera.

Distrações comuns que os homens recorrem quando se sentem deprimidos incluem assistir TV, jogar videogame e navegar na web. Se realizadas com excesso, podem realmente fazer você se sentir mais deprimido. Em um estudo em que os participantes foram relatando momentos aleatórios durante o dia, foi pedido para informar sobre como estavam se sentindo.

As pessoas que assistiam TV ou navegavam na web tinham o mais baixo estado de espírito, especialmente as que fizeram isso tarde da noite.

ABUSO DE PORNOGRAFIA

Outro tipo de distração recorrente aos homens deprimidos é a pornografia. Enquanto os bons sentimentos que vêm se masturbando em pornografia aliviam um humor baixo em curto prazo, esse hábito pode fazer mais mal do que bem com o excesso. Estimular repetidamente sua produção de dopamina de uma forma artificial, mesmo com o uso excessivo de pornografia ou abuso de substâncias, leva a dessensibilização da dopamina.

Uma pesquisa recente mostrou que a dessensibilização da dopamina pode causar depressão. O que faz sentido. Um sintoma de depressão é a falta de motivação para fazer coisas que uma vez já lhe trouxe alegria. A dopamina é o neurotransmissor de motivação, por isso, se o seu cérebro fica resistente a ela, você vai buscar cada vez mais doses da substância, a todo custo.

COMPORTAMENTO WORKAHOLIC- EXCESSO DE TRABALHO

Relacionado a distrações e comportamento escapista é o vício em trabalho. Em vez de mentir e viver de aparência em casa, alguns homens respondem ao seu mau humor colocando-se em horas extras no escritório. Novamente, isto não é necessariamente uma resposta má a depressão.

Concentrar-se em seu trabalho pode ser uma maneira saudável de amenizar seu black dog. Ela pode se tornar um problema, no entanto, se servir para encobrir outras facetas da sua vida, como as responsabilidades familiares e pessoais.

AMUADO E DISTANTE

Muitos homens deprimidos acabam se distanciando socialmente. E quando estão com pessoas em volta, eles vão estar de mau humor – apenas silenciosamente sentado lá enquanto o mau humor e as emoções irritáveis irradiam a partir deles.

IRRITABILIDADE E RAIVA DESCONTROLADA

Para os homens, raiva e depressão muitas vezes andam de mãos dadas. Melancolia para os homens pode ser melhor descrita não como uma existência inteiramente cinza, mas sim uma paisagem escura, às vezes pontuadas com flashes vermelhos. Pode não ser uma raiva aguda que faça você enfrentar qualquer um, mas um baixo nível constante de irritabilidade e mau humor.

DIMINUIÇÃO DO DESEJO SEXUAL

Homens deprimidos, muitas vezes, têm uma libido deprimido. Este poderia ser o resultado direto da perda da sensibilidade da dopamina, ou estar enraizada nos níveis de testosterona diminuídos, o que por sua vez, influenciam na produção reduzida de dopamina (neurotransmissor que proporciona desejo sexual).

AUMENTO DE COMPORTAMENTOS EM SITUAÇÃO DE RISCO

Se você geralmente não é um tipo de procura de risco de cara, mas de repente encontrar-se fazendo coisas como participar de jogos de azar, beber ao dirigir, andar de moto de forma imprudente, etc…, são sinais de que você pode estar deprimido. O último, e principal, conselho. Seja sincero com você mesmo, reconheça suas falhas, seus problemas e procure ajuda médica.

RELATOS DE DEPRESSÃO MASCULINA

A Depressão Masculina é uma doença tão silenciosa e grave que a proporção de morte entre homens e mulheres é maior que 4 para 1. Mas, pior que esse dado foi a minha surpresa ao deparar com vários relatos de homens que vieram dividir esta angústia comigo. Isso em apenas 1 semana de matéria no ar.

Para minha surpresa, vários amigos de convívio estavam passando pelo mal silenciosamente. Com medo de virar chacota ou vergonha daquilo que estavam passando (como eu mesmo já fiz), muitos preferem escondê-la debaixo do tapete. O resultado é isolamento dos colegas, parceiras e família, agravamento e, até, suicídio.

Para encorajá-lo desabafar e procurar ajuda, reuni alguns relatos daqueles que revelaram o mal via redes sociais e nos comentários da matéria. Confira abaixo e veja se você se encaixa em alguma dessas situações ou reconhece alguém nela.

1# SITOSKA

É triste, pois é na maioria das vezes, quem está por perto não percebe. Eu fui vítima disso, meu marido estava deprimido e se MATOU… E eu estava ali do lado e não percebi que ele estava doente e precisava parar para se cuidar. Achava que ele tinha tudo sob controle pois era uma pessoa calma e de humor exacerbado… Erro meu! Por isso devemos estar sempre atentos aos familiares próximos para poder protegê-los desse mal.

2# JÚNIOR

Tá difícil mano, suas palavras são realmente de uma pessoa que passa por isso, somente pessoas que já passaram ou estão passando por esse problema sabem como descrever essa doença. E o maior abandono é dos parentes e da namorada (esposa) que acha que você está traindo pela falta de desejo sexual com ela, enquanto você sofre silenciosamente. Ainda tem que aguentar o diálogo e reclamação da mulher, que ao invés de estar te julgando, deveria estar do teu lado te apoiando até o fim. O que mais me dói é quando vejo outras pessoas, ricas ou pobres, brancas ou pretas, gordas ou magras, altas ou baixas, mas são felizes e você procura a felicidade e não encontra!!!

3# RAFAEL

É… Doença maldita, estou me tratando há alguns meses, mas demorei uns 5 anos para procurar ajuda. O pior é que nada aconteceu para eu ficar mal, não foi do dia para a noite. Nesse tempo perdi quase todos os meus contatos, me afastei da minha família, etc. É bem difícil!!! Mas, logo no começo do tratamento eu já senti diferença, se alguém caiu aqui pesquisando alguma coisa no Google porque está mal, vá a um psiquiatra, sem medo. Se deem essa chance! A vida vai voltando aos poucos. Eu ainda não estou 100%, mas estou 10 vezes melhor do que quando eu fui ao psiquiatra pela primeira vez.

4# LE

Acho que meu ex-esposo está com depressão. Fazem 3 meses que nossa filha nasceu, e após o nascimento dela, ele começou a apresentar todos esses sintomas. Comecei a achar que ele não gostava mais de mim e que já estava com outra. Perdi a cabeça, agredi ele e vim morar com minha mãe. Após o acontecido, o pai dele esteve na casa de minha mãe e disse que eles tiveram muito trabalho para acalmar meu ex e que o mesmo ficou chorando feito uma criança. Chorei muito ao ler esse artigo, pois eu o amo demais… E se ele realmente está com depressão, eu não posso ajudá-lo, pois eu fui uma estupida e infantil. Fui imatura, não quis sentar para conversar e descobrir o que estava acontecendo. Eu acabei com nosso casamento!!!

5# F.G

Acho que confirmei minhas expectativas, estou realmente com depressão. Estranho, mas acho que não sou o único garoto de 17 anos a ter essa merda. No último ano, eu comecei a reparar que minha concentração havia diminuído, que meu humor não era mais o mesmo, mas nesse ano, as coisas só estão piorando, não consigo mais manter uma atividade física regular, a pornografia faz parte do meu dia-a-dia. Depois que entrei para a Universidade, a situação piorou de vez. Festas regadas à álcool e maconha. Não consigo ter a atitude e nem a confiança de contar nada para ninguém. Pensamentos suicidas são corriqueiros também, fico me imaginando puxar o volante do ônibus e derrubando todos da ponte, levando certamente todos à morte. Mas sei que não teria coragem pra isso. Não sei realmente o que fazer. Todos esses sintomas começaram a aparecer depois do término do meu último namoro, que a partir daí nunca mais me interessei por ninguém da mesma forma. E também da morte de uma amiga de sala muito íntima de forma brutal, que ocorreu na mesma época. Não sei a qual profissional recorrer, muito menos a qual medicamento ingerir. A única coisa que tem me acalmado ultimamente é a maconha. Me ajudem, por favor…

6# EDU

Passo por isso há 8 anos. Estou bebendo, usando drogas, não fumo todos os dias e nem toda hora, mas não consigo largar o cigarro. Ando de moto embriagado, estou acima do peso, não tenho forças para lutar contra isso e nem sinto vontade de continuar vivendo… Quando não consigo ir trabalhar, minto no trabalho por ter faltado, fico triste ao lembrar como era minha vida há 8 anos e como é hoje, fui corrompido!!! Eu realmente preciso de ajuda mas não consigo contar para ninguém!

7# WAGNER SOUZA

Estou passando por este processo, porém hoje encontro-me em tratamento, mas tive muita dificuldade em aceitar que isso poderia está acontecendo comigo. Tive a maioria dos sintomas acima, fui salvo por um surto que me levou para uma viagem de carro para outro estado de aproximadamente oito horas, percurso este que fiz em seis horas e meia, quase bati de frente em uma carreta, mas Deus não permitiu que fosse esse o meu fim. Ao chegar em meu destino, logo foi identificado pela esposa do meu pai, alguns dos sintomas e foi o que me salvou. Marcou uma consulta onde o diagnóstico era previsível depressão. Hoje consigo encarar com mais leveza o problema e trato com ajuda especializada. Falo que não estou curado, pois tenho tido muitos problemas no meu relacionamento, sou casado e minha esposa não consegue entender que preciso de ajuda e as crises de ciúmes provocam em mim uma reação que não sei como explicar e acabo me anulando e me escondendo do mundo. Às vezes tomo uma cervejinha de vez em quando, mas tenho evitado, pois, quando começo perco o limite acabo sempre chegando de madrugada em casa, o que gera brigas entre nós. Mas tenho fé que vou sair dessa e voltarei a ser aquele homem alegre e extrovertido de sempre.

8# ANDRÉ SANTOS

Neste momento estou passando por mais uma “crise” de depressão, já emagreci 17 kg em 1 mês, não me concentro mais no meu trabalho chegando a faltar alguns dias. Abandonei a faculdade, e essa é a terceira vez que eu tenho depressão. Na primeira tentei suicídio, tomei vários remédios controlados para dormir de uma vez só, cortar pulsos, larguei meu emprego, não tomava banho, etc… de fato não queria mais viver. Mas hoje vejo que sou novo, ainda tenho 30 anos, e que tudo passa. Mas esse período, o mais difícil é que minha mulher diz que eu sou louco, que isso não pode ser normal, uma pessoa passar toda noite chorando, mas só eu sei o que sinto, e diante dessa situação dela de recusar a aceitar minha doença, temos muitas brigas o que acaba piorando mais ainda a situação. Agora estou tentando fazer coisas como pegar o carro ou minha moto e sair dirigindo com “prudência” pela estrada até encontrar um jardim, algo que seja acolhedor então levo um chimarrão um livro e fico lá, sozinho, por horas tentando me distrair. Uma coisa é certa, isso passa. Fé em Deus.

9# R

Eu era feliz agitado, conseguia me comportar como um macho de verdade, mas ao ler e me identificar com todos os sintomas, eu já choro, meus olhos parecem uma torneira aberta… É uma luta constante, essa doença amplifica todos os problemas do cotidiano e faz qualquer gigante se transformar em um bebê medroso. Eu não posso procurar ajuda médica por que vou ficar cadastrado no posto (SUS) e agentes de saúde irão em casa e todos em casa ficarão sabendo. Minha família não é bem um auxilio, um diz que é falta de trabalho, outro diz que é obsessão espiritual, outro ainda diz que é frescura… Não tenho mais ninguém. Perdi um relacionamento de 10 anos por causa da depressão, não percebi antes… E ela nem sequer foi compreensiva com o meu problema, me abandonou e me traiu, tenho que ter dignidade pelo menos nisso e não posso voltar com ela por conta do que ela fez comigo, me humilhou demais na frente das amigas e dos parentes, me expôs muito. Já tentei apelar para a bebida (não uso drogas e nunca usei) para me sentir mais feliz, mas a longo prazo não dá certo, causa dependência e é um rombo para o meu bolso. Meus amigos “envelheceram” cheios de filhos, famílias ou namorada, não tenho mais amigos de confiança para conversar e me distrair. Já superei a fase de suicídio, essa ideia é descartada atualmente, mas no começo, quando eu e a depressão fomos apresentados, era forte e constante com planos. Eu só gostaria de não sentir mais esses sintomas descritos, sei que esporte é um bom remédio por liberar serotonina, dopamina, etc… mas me falta coragem para começar, durmo muito e com muita coragem vou pra faculdade. Eu sei que parece vitimismo, mas não é! É uma força forte e estranha que me coloca para baixo e me paralisa. Em outros tempos eu superaria de boa qualquer crise, já venci muitos problemas e obstáculos nessa vida, mas atualmente eu jogo a toalha e admito, tá foda, muito foda!

10# CHO

Perdi o meu emprego há alguns anos, e na época eu não havia percebido que estava em depressão. Bebia muito e vivia nas boates, para mim estava de boa, mas não estava. Eu sabia que escondia algo ruim. Perdi uma mulher que amei e minha depressão se acentuou. Quase morri de tristeza, todos os meus sonhos se foram e sinceramente perdi a vontade de tudo. Só uma coisa ficou em mim… Eu vivi minha vida inteira, já tenho quase 40, como homem, e me escondi com essa máscara de machão. Mal sabia que minha depressão viera do fato de que eu escondia meus reais sentimentos. E quando tudo o que eu tinha caiu, meu último sentimento permanecia dentro de mim, inalterado. Exatamente o que eu escondia. Eu possuo uma mente feminina, em um corpo masculino. Não é fácil encarar isso, mas se temos que encarar a verdade para nos curar. Bem, eu também superei a ideia de suicídio, não quero morrer, quero viver, quero olhar para as coisas e ver as cores do mundo novamente, quero amar alguém sem pensar que ela me completa, mas que me agrega, quero poder pensar, me inspirar, viver. E só vou poder fazer isso encarando o que sou. Do fundo do meu coração eu torço para que consiga também se encontrar, ser você e amanhã ajudar outros iguais a nós, que sofremos de depressão. Acho que essa sociedade é tão errada que, imagine, quantas gerações não houveram e quantas não sofreram até os dias de hoje? É hora de sermos quem somos e quebrar este padrão. Até.

11# AUGUSTO LIMA

Eu passei por isso, fui diagnosticado com síndrome do pânico, fobia social e outras merdas. Passaram medicamentos, foi ai que um amigo me convidou para conhecer a academia que ele frequentava, comecei a prática musculação. Tudo ficou bem melhor e depois conheci o MMA, que foi melhor ainda com a prática de esporte mudei minha vida porque tinha que me cuidar em termos de alimentação, disciplina e confiança para supera as crises. Um ponto fundamental é saber quem você é, identificar as coisas e pessoas que contribuí para você ficar assim. Lute amigo, olhe-se no espelho e diga que você é dono da sua vida e merece o melhor e não é sua mente que vai acabar com tudo isso. Não trate a depressão com carinho, ela não vai ter pena de você, liberte uma fera dentro de você e tudo vai mudar. Hoje em dia estou bem, e quando começo a sentir que o Black Dog está se aproximando, já me fortaleço mais e não deixo ele me dominar.

12# CAMILA

Meu ex-namorado tinha depressão, era esquizofrênico e não se tratava. Eu não sabia que ele tinha isso, fiquei sabendo depois que rompemos. Ele surtou uma vez comigo, não me bateu pois estava em outra cidade. Tanto o homem quanto a mulher devem estar atentos a saúde emocional. Antes disso, achava que isso era frescura (apesar de eu fazer terapia), por isso a importância do texto. Nós mulheres somos mais atentas a isso! Então guris, cuidado! Deixem de lado o preconceito e encarem isso como homens, sempre falando a mãe, irmã, amiga e companheira, pois nós mulheres gostamos de ajudar!

13# LUZIA

Meu namorado tem depressão há muito tempo, acredito que desde a adolescência, e hoje ele tem 34 anos. Ele tem quase todos os sintomas descritos no artigo. Fala sempre que tem vontade de se matar, que não vê futuro para ele, geralmente fica agressivo e cansado, e sem vontade para fazer atividades necessárias do trabalho e faculdade. Já tentei convencê-lo em procurar ajuda médica, mas ele não aceita. Diz que se for no médico estará assumindo que é fraco, e vai ficar pior, que não quer tomar remédio, e que um médico não conhece a vida dele para poder ajudá-lo Eu tento ser forte para ajudar, mas é uma situação muito difícil, pois por mais que eu tente, eu sei que ele precisa de uma ajuda médica. O mais difícil ainda é que a tristeza dele me afeta muito e acaba comprometendo a minha qualidade de vida. Realmente, não sei o que faço para ele aceitar que precisa de ajuda.

14# FERNANDO NIEVA

Já passei por momentos de não conseguir levantar da cama, de ficar remoendo situações ruins da minha vida, de tentar suicídio. Hoje tento levar minha vida de um jeito mais leve, mas ainda é difícil. Devo confessar que em algum momento procurei ajuda, mas os sintomas somente se agravaram durante o tratamento e decidi abandonar a terapia. Sinceramente, hoje me sinto meio perdido, mas estou tentando seguir em frente. Ainda luto contra vários desses sintomas. Mas não tenho ninguém que me compreenda para que eu possa pedir apoio. Por enquanto sofro em silêncio. Procuro forças para seguir em frente, mas confesso que às vezes a pilha fica bem fraca. Acostumo disfarçar minha tristeza tentando me mostrar alegre e meio palhaço, mas ultimamente tenho que me esforçar demais, o que me faz parecer falso. Não sei muito bem o que fazer.

15# ADRIANO

Eu me vi, completamente em alguns assuntos nessa matéria. Literalmente me afogo no meu serviço, em casa não tenho vontade de fazer nada, tenho ideias de suicídio. Quando brigo com minha esposa fico furioso a o ponto de quebra objetos. Me isolo no meu eu e no meu mundo. O que faço?

16# SHADOW

Eu era um cara alegre e sempre rodeado de centenas de colegas e amigos. Organizava eventos para me divertir e encontrar novos amigos. Um dia minha mãe morreu e tudo começou. Minha vontade de viver foi se esvaindo aos poucos, eu não sentia mais vontade de comer, nem de sair ou até de me divertir. Meus familiares falavam que era palhaçada e que passaria, porém não passou. Passei a esconder meus sentimentos e fingir que estava tudo bem. Hoje, 3 anos depois, eu não sinto mais vontade de sair, ou de ir aos eventos ou até mesmo de encontrar com os amigos. E quando acontece eu sempre estou de mal humor. Sinto que meu namoro de 9 anos está indo pelo ralo e não consigo me libertar dessa sensação de que nada posso fazer. Essa postagem me abriu os olhos e agradeço, vou tentar buscar ajuda médica.

17# JOSÉ

Estou passando por isso, ainda estou no começo, mas admito que é depressão e preciso sair dessa. Não consigo dormir, acordo repetidas vezes no meio da noite (por mais que durma tarde). Todo santo dia penso em acabar com minha vida. Ontem, 4 de abril, cheguei em casa e dei vários socos no guarda roupa e quebrei um som jogando-o na parede. Acabei um relacionamento de 7 anos e o principal motivo é isso. Tento sair para baladas, tento me desapegar, mas de uma hora para outra o sentimento da saudade volta à tona, já a procurei para tentarmos voltar, mas o que falta é confiança de ambas as partes, nossas brigas eram muito feias. Tenho um filho de 1 ano e 4 meses com ela, e tudo isso tá prejudicando minha relação com ele. Termino minha faculdade esse ano e preciso superar esse mal se quiser me formar, não aguento mais ficar um dia com isso, tô derrubado. Já marquei psicóloga, mas o tempo curto de 30 min e um único dia na semana não ajudam muito. Peço a Deus todos os dias que me dê força e sabedoria nas minhas coisas, mas preciso me levantar disso, o problema é que parece que não vai embora.

18# THG VIOLEIRO

Cara, tem muito tempo que tenho esses sintomas e não entendia o porquê. Tentei fazer de conta que estava bem, só que diferente dos amigos que se expressaram aqui, eu faço uso de drogas, cheiro, fumo maconha e bebo bastante. Imaginei que fosse devido ao uso, mas entendi, depois de algumas pausas no consumo, que é algo que vive em mim. Também fui criticado quando tentei me expressar.

19# JONES JACOBY

Tinha 80kg, Praticante de Tae Kwon Do, futebol, rugby e corridas de 8 a 12Km. Tudo isso há 1 ano. Agora estou com 91kg e não faço nada mais disso, passo o fim de semana todo na frente do pc e fico olhando pela janela, acordo com planos e durmo frustrado por não ter feito nada do que queria fazer durante do dia. Resumindo, estou fudido!

20# ALLÊ

Eu tenho muitos dos sintomas citados, mas eu vivo numa vida de negação pra mim mesmo, da qual fingo estar feliz e que nada me afeta. Tenho medo de aceitar em dizer que estou em uma fase de depressão e no final fica pior do que eu imagino. Tenho medo, apenas isso. Tenho 19 anos e tudo que tento realizar é frustrante… enfim, infelizmente não sei o que fazer!

21# RONEY RANGEL

Descobri, após inúmeras pesquisas, que tenho a síndrome de burnout. Sou professor universitário, fico exausto e muito triste, sem querer fazer nada das minhas coisas habituais. Agora estou em tratamento psiquiátrico e a minha vida está voltando ao normal.

22# ARIALDO MARQUES

Olá Meu nome é Arialdo e há mais ou menos 2 anos descobri que já estava com depressão há muito tempo. Porém, um dos fatos que desencadeou foi que uma decisão de aceitar uma promoção aonde trabalhava. A razão aceitou a promoção, mas o corpo recusou, não consegui ficar um dia na área, este setor era para trabalhar com o cliente no balcão e devido a muitas falhas de operação tínhamos muitos conflitos com os clientes. Fui afastado por meses e quando voltei, mesmo com minha auto crítica apurada, só queria saber de ir embora daquele setor, faltava de ar, sobrava vontade de chorar. Depois disso com meu conflito interno (porque era a hora de desfrutar dos mais de 10 anos de dedicação total a empresa, iria ter minha sala, minha cadeira), eu simplesmente me senti um irresponsável, um medíocre, enfim desabei. Perdi a vontade de tudo, não tinha prazer com nada, tive problemas com filhos, perda de ente queridos, tudo isso foi se acumulando ao ponto de explodir com a última situação. Hoje travo uma luta constante contra o meu “cão negro”, não consigo me concentrar, tomo medicamento para depressão diariamente (4 comprimidos) atualmente estou desempregado há 8 meses. Vejo minha profissão nos sites de emprego e os requisitos e parte técnica que conhecia bem, hoje parece que nunca vi na vida. Não consigo sair do sofá, é uma briga constante porque fico sozinho em casa. Sei que preciso disciplinar minha rotina como arrumar um hobby, praticar esportes, fazer musculação, coisas que eu amava, porém meu corpo diz não. Espero conseguir com muito esforço adestrar o meu “cão negro” e fazer que ele seja meu melhor amigo. Montei um blog e escrevo a respeito para me ajudar a administrar todo esse conflito.

23# LUCAS TAEKI

Esse tema é realmente complicado, já passei por situações ou crises de depressão pelo menos 2 vezes (Tenho 19 anos atualmente) e posso dizer que é algo perturbador. A primeira vez que tive uma dessas crises, 9 ou 10 anos, não lembro exatamente porque ela aconteceu, mas lembro que aconteceu enquanto ocorriam os ataques do PCC aqui em São Paulo, aquilo me fazia ficar em casa com medo de sair na rua ou de ir à escola, era algo infernal. A última crise aconteceu ano passado, tomei um fora (não que eu nunca tenha tomado um na minha vida, acontece que foi a primeira garota que eu me apaixonei desde meu último relacionamento e acho que por conta disso acabou piorando a situação). Ao mesmo tempo, minha avó acabou falecendo, me sentia sozinho na escola por mais que meus amigos tentassem me animar e quando chegava em casa só via meus familiares chorarem o dia todo. No final, o que me livrou dessa crise foi minha força de vontade, procurei sair o máximo que podia para distrair a mente, conhecer pessoas novas e desabafar todos os meus sentimentos com meus conhecidos. Realmente, a sociedade ainda tem um preconceito ridículo com choro masculino, para eles homem não pode chorar, sofrer, querer ficar sozinho.

24# RUBENS REIS

Bom, eu sempre fui assim desde criança embora ninguém saiba. Às vezes, as pessoas nos deixam mais para baixo no modo como me tratam, eu nem consigo fica dentro de casa, sempre fui chamado de idiota pelo meu pai, nunca consegui olhar no rosto de alguém durante 15 segundos, nem mesmo se a conversa for com a pessoa que eu amo. Timidez, incapacidade, infelicidade, carência, pode ser o cara mais rico ou mais bonito e inteligente, mas a depressão te faz se sentir um lixo. Eu indicaria para as pessoas se abraçarem, conversarem e amarem mais, julgarem menos.

25# ANDERSON

Não sei se sofro, se já sofri, mas os últimos 5 anos pela segunda vez vou procurar ajuda. Eu saia com uma moça que, depois de 4 meses, pediu um tempo, e no quinto mês, me falou que estava gravida e iria abortar. Eu estava em um emprego ruim, sem vontade de fazer nada, mas ainda queria assumir meu papel de homem e impedir tal asneira. Ouvi que “o corpo é meu e a decisão já está tomada”, ela abortou e eu nunca mais a vi, mas ainda hoje ainda tenho problemas para tratar do assunto, isso por que 2 meses depois, meu pai veio a falecer. Com isso me afundei de vez em uma depressão, me sentindo a pior pessoa do mundo. Após muita insistência de uma amiga fui atrás de ajuda, troquei de emprego, e estava me afundando em trabalho. Na psicóloga, ouvi coisas como “precisava arrumar um relacionamento sério e me cobrar menos no trabalho”, após alguns meses melhorei, e em outro relacionamento que não deu certo, mudei de cidade por uma promoção no trabalho. Atualmente, fazem 2 anos que me mudei, e devo voltar a SP nos próximos meses, Meu trabalho está em uma faze bem pesada, e devido ao início de uma nova faculdade, quase não há tempo pra nada, tenho alguns projetos, mas em geral tudo é muito difícil (como pra todo mundo). Tento me focar, mas devo voltar ao psicólogo nos próximos meses a fim de voltar a falar, pois apesar de ter ido pouco tempo, me fez muito bem, e com a pressão acadêmica, pessoal e profissional, vai ser difícil não ir.

26# RENATO

Sofro de depressão e a minha vida nos últimos anos tem sido um lixo. Já tentei me esconder atrás de bebida, cocaína, maconha e cigarro. Por um tempo funcionou, mas do nada parou de funcionar. Por ironia, a única coisa que continuou funcionando foi pornografia. E isso não me faz ter nem um pouco de orgulho de mim. Recentemente, percebi o estrago que isso faz na minha vida. Sabe aquele momento que você decide que é hora de pular do muro? Eu decidi isso semana passada, que prefiro morrer a continuar a levar a vida assim. Tem uma semana que estou “limpo” de tudo. E eu confesso que estou enviando esse texto porque pode ser que isso me ajude a permanecer assim. Em 4 anos de depressão eu perdi amigos, amores, oportunidades de trabalho. Talvez a parte mais difícil de levar essa vida é se sentir só. Consegui falar sobre isso uma vez com meu pai, e parece que chorar igual criança nos braços dele foi mais doído pra ele do que pra mim. O fato de ser homem também atrapalha, pelo menos pra mim, acho, durante muito tempo quis resolver isso sozinho. Procurei ajuda profissional uma vez. Mas não obtive muito sucesso. Hoje moro em outra cidade, tenho um novo trabalho, talvez seja o momento perfeito para tentar procurar ajuda novamente, pode ser que futuramente eu faça isso. Meu plano de vida no momento é este, viver para me livrar dos meus demônios, sorrir para as pessoas sem fingir, sem estar um caco por dentro. Cansei de achar que uma hora vai passar.

27# ALIANZA

Perdi 7 kg em 20 dias achando que fosse uma virose, mas o que acontece comigo é exatamente esses dados ai relatados. Pude perceber que nem todos têm a vontade de tirar a vida como eu tenho quando fecho os meus olhos. Tento de todas as formas tirar esses pensamentos mas só consigo quando lembro do meu filho, ele é a minha força sem saber que é a única coisa capaz de me manter vivo. Vou a partir de agora buscar mais essas dicas para me restaurar. Quero voltar a ser o que era, alegre e extrovertido.

Fonte: Aleteia via Manual do Homem Moderno

Observação: mesmo não comungando com todos os valores da fonte da qual extraímos este artigo, julgamos que a informação sobre a depressão em homens é válida e esclarecedora para nossos leitores. Se você se identifica com os sintomas descritos nesta matéria, procure ajuda profissional.

 

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Celular é um veneno para sono

Descubra o que o celular tem feito com o seu sono

Carolyn Lagattuta/Stocksy United

Utilizar o celular antes de dormir fere os princípios de uma boa higiene do sono

Hora de dormir! Mas, antes, você vai dar aquela checada nas redes sociais pelo celular. Aquela olhadinha para ver se não tem nenhuma notificação, um like qualquer ou a foto daquele amigo. Esse hábito que parece inofensivo, pode comprometer a qualidade do seu sono.

Utilizar o celular antes de dormir fere os princípios que chamamos de uma boa higiene do sono. Isso inclui um ritual para dormir, ou seja, a repetição de alguns atos para que nosso corpo comece a relaxar e entenda que é hora de cair no sono. Para isto é preciso um bom banho, uma refeição leve ou um chá (do tipo não estimulante, como camomila), um ambiente agradável para dormir, uma roupa confortável, luzes baixas.

O especialista em Medicina do Sono pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Brandes Lourenço, explica que o celular possui campos eletromagnéticos de baixa frequência que interferem no sono. “Estudos demonstram que a exposição ao celular por cerca de 30 minutos antes de dormir altera a arquitetura do sono”, afirma.

O médico explica que os jovens têm maior necessidade de sono, muitas vezes, por volta de 9 ou 10 horas por noite, e, geralmente, já dormem de forma insuficiente, sem se dar conta de uma redução de seu desempenho diurno, sobretudo pela manhã.

O uso do celular, principalmente quando exagerado, prejudica principalmente aqueles que já tem algum problema para dormir, seja pela dificuldade para iniciar, manter ou consolidar o sono, ou mesmo cansaço e sonolência diurna.

Dicas para uma boa noite de sono

  • Dormir em horários regulares;
  • Ter uma rotina na hora de deitar;
  • Fazer exercício físico sim, mas  até 2 horas antes de dormir;
  • Utilizar sempre pijama ou roupa confortável;
  • Ter um ambiente de dormir agradável e confortável;
  • Tomar um banho, comer algo leve e beber algo quente antes de deitar;
  • Massagens ou alongamento podem ajudar, assim como, músicas mais relaxantes;
  • Não passar o dia na cama, deitar ou cochilar durante o dia;
  • Manter horário fixo para acordar e dormir.
Fonte: Jovens de Maria
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Vida com gratidão

2 indicadores que comprovam se você vive com gratidão

© P. Chinnapong / Shutterstock

Clamamos a palavra “gratidão”, “obrigado” para um lado e para o outro. Mas como saber se realmente uma pessoa é grata, se sente gratidão profundamente?

Tudo bem?

Hoje quero falar sobre 2 indicadores que atestam se você vive em gratidão ou não.

É muito comum, dizermos que somos gratos. Clamamos a palavra “gratidão”, “obrigado” para um lado e para o outro. E aqui, ainda faço uma ressalva, há muito modismo por aí, ser grato ou colocar em uma publicação – Gratidão – tornou-se algo “legal”, “moderno”, o que te coloca em uma outra categoria de ser humano…

Mas como saber se realmente uma pessoa é grata, se sente gratidão profundamente?

Fácil!

1- Pessoas gratas são FELIZES!

Não importa a circunstância que estão vivendo, pessoas gratas são felizes, sabem tirar o melhor de cada circunstância.

2- Pessoas gratas são DOADORAS!

As pessoas que realmente são gratas, doam aquilo que tem. Doam amor, atenção, tempo, dinheiro,…doam aquilo que tem dentro de si! Retribuem ao mundo, de alguma forma, aquilo que receberam.

Esses são os 2 indicadores que atestam se você vive em gratidão ou não.

Felicidade e doação.

Se você não está feliz e se você não doa, algo precisa ser ajustado.

 

Fonte: A vida que você quer
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Superando Crise financeira na Família

Como enfrentar uma crise econômica em família

CandyBox Images/ Shutterstock.com

O Casal deve manter-se unido, envolver os filhos e criar um ambiente positivo

Diante de uma situação econômica difícil, a união e a compreensão familiares são as melhores alternativas para enfrentar o problema. A união dos esposos e a criação de um ambiente positivo farão com que os filhos encarem esta dificuldade como mais um acontecimento da vida que, além de fortalecê-los, irá permitir que eles aprendam a enfrentar situações parecidas no futuro.

O mais conveniente, nestes casos, é envolver os filhos e colocá-los a par da situação por que passa a família. Se os pais não forem dramáticos e passarem uma mensagem de esperança, “a criança compreenderá que a família está diante de uma situação de necessidade e todos juntos farão o possível para que tudo fique melhor – e vão conseguir. Vocês podem dizer a eles o seguinte: não podemos ter isso, há outras coisas importantes, porque temos aquilo outro”, explica Celso Arango, diretor de Psiquiatria do Hospital Gregorio Marañon, em um artigo no diário ABC.es.

O especialista aconselha que “na medida do possível, os pais devem comunicar as coisas às crianças simplesmente porque o fato de se sentirem parte da unidade familiar é muito importante para elas”. Da mesma forma acontece com os filhos adolescentes. Convém mantê-los a par de tudo e convidá-los a participar de algumas decisões.

“Nos estudos realizados nos últimos 30 anos, comprovou-se que a melhor maneira para uma família superar uma crise é basicamente manter-se unida e trabalhar como equipe (…) Os adultos devem focar em manter uma relação positiva entre si, sem se importar se há dinheiro ou não”, indica a doutora Lenna Ontai, em artigo publicado pela Universidade da Califórnia.

Para se levar em conta

Cada caso é único e as condições variam de família para família. No entanto, diante de uma crise econômica, há várias situações que podem acontecer:

  1. A extravagância dos filhos: o desejo de ter mais e mais, muitas vezes influenciados pelos amigos com mais capacidades econômicas ou mesmo pela publicidade, será um desafio que os pais deverão aprender a gerenciar. O primordial é ensiná-los a valorizar o que têm, sem pretenderem ter o que não está ao seu alcance.
  2. Os filhos devem fazer parte das decisões familiares: quando os filhos – em especial os adolescentes – sentem-se apreciados e quando são consultados acerca de suas opiniões, eles são mais propensos a se conscientizar da situação pela qual a família atravessa e, além disso, colaboram com mais disposição. Há algumas decisões que somente pais e mães podem tomar. Mas há outras que podem contar com o consentimento dos filhos.
  3. Não permita que o ambiente familiar se veja afetado: não se pode adicionar um problema a outro. Uma crise conjugal ou um conflito com os filhos tornará o dilema econômico muito mais complexo. Diante de dificuldades como estas, deve-se conservar a união com tranquilidade, pois a angústia não deixa ver o panorama completo e a saída poderá ser perdida de vista. Um ambiente familiar harmônico fará com que o problema seja tratado com mais eficácia.
  4. As crises são cíclicas: hoje estamos bem, amanhã não sabemos. Com na maioria dos casos, os ciclos acompanham a vida: há momentos bons e outros nem tanto. Por isso, ter sempre em mente que tempos melhores virão fará com que a esperança reine no lugar do desespero.
  5. O orçamento familiar: durante uma crise ou não, o orçamento familiar é uma ferramenta essencial, que permite conhecer a realidade das finanças do lar. Fazer um orçamento mensal é uma medida preventiva, de organização e de gestão do dinheiro. Criar um ambiente de economia na família, em que os filhos reservem parte de suas mesadas para diferentes propósitos, fará com que todos tomem esta convicção como parte de suas vidas.
  6. Casamento mais unido do que nunca: as crises econômicas, assim como todas as dificuldades, permitem o amadurecimento, o crescimento e até podem fortalecer o casamento. Isso depende de como as situações serão administradas. O importante é que o casal esteja muito unido nos momentos de escassez material, apoiando-se mutuamente e sendo positivos para vencer a adversidade.
  7. Todos devem ajudar. Quando uma família trabalha em equipe, todos – pais e filhos – devem buscar soluções para seguir adiante e fazer frente à crise. Cada um, de acordo com suas possibilidades, deve contribuir com a economia familiar.
Fonte: Aleteia
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