Ano da Misericórdia.



Reflexões sobre a Misericórdia de Deus

6 reflexões extraordinárias do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia recém-terminado

“O nome de Deus é misericórdia… Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis… A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

© FILIPPO MONTEFORTE/AFP

A jornalista Stefania Falasca, do jornal italiano Avvenire, entrevistou o Papa Francisco a respeito do encerramento do Jubileu da Misericórdia e da busca da união entre os cristãos.

Confira alguns trechos, com destaque para 6 reflexões inspiradoras:

“O Onipotente tem péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece do seu pecado”

Quem descobre que é muito amado começa a sair daquela solidão ruim, daquela separação que leva a odiar os outros e a si mesmo. Eu espero que muitas pessoas tenham descoberto que são muito amadas por Jesus e tenham se deixado abraçar por Ele. A misericórdia é o nome de Deus e é também a “fraqueza” dele, o ponto fraco dele. A misericórdia de Deus o leva sempre ao perdão, a esquecer os nossos pecados. Eu gosto de pensar que o Onipotente tem uma péssima memória. Quando Ele perdoa você, Ele se esquece [do seu pecado]. Porque Ele é feliz em perdoar. Para mim, isso basta. Assim como para a mulher adúltera do Evangelho, “que muito amou”. “Porque Ele muito amou”. Todo o cristianismo está aqui.

“Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis”

Jesus não pede grandes gestos, apenas o abandono e o reconhecimento. Santa Teresa de Lisieux, que é doutora da Igreja, na sua “pequena via” para Deus, indica o abandono da criança, que adormece sem reservas nos braços do seu pai, e lembra que a caridade não pode permanecer fechada no fundo. Amor a Deus e amor ao próximo são dois amores inseparáveis.

“O nome de Deus é misericórdia (Bento XVI)”

[O Jubileu] Foi um processo que amadureceu no tempo, por obra do Espírito Santo. Antes de mim, houve São João XXIII que, com a Gaudet mater Ecclesia, no “remédio da misericórdia”, indicou o caminho a seguir na abertura do Concílio; depois, o Bem-aventurado Paulo VI, que, na história do Samaritano, viu o seu paradigma. Depois, houve o ensinamento de São João Paulo II, com a sua segunda encíclica, Dives in misericordia, e a instituição da Festa da Divina Misericórdia. Bento XVI disse que “o nome de Deus é misericórdia”. São todos pilares. Assim, o Espírito leva adiante os processos na Igreja, até o cumprimento.

“A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus”

Fazer a experiência vivida do perdão que abarca a família humana inteira é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe somente como instrumento para comunicar às pessoas o desígnio misericordioso de Deus. No Concílio, a Igreja sentiu a responsabilidade de estar no mundo como sinal vivo do amor do Pai. Com a Lumen gentium, ela voltou para as fontes da sua natureza, ao Evangelho. Ele desloca o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns continuam não compreendendo, ou branco ou preto, mesmo que seja no fluxo da vida que se deve discernir. O Concílio nos disse isso. Os historiadores, porém, dizem que um Concílio, para ser bem absorvido pelo corpo da Igreja, precisa de um século… Nós estamos na metade.

“Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar”

O próprio Jesus reza ao Pai para pedir que os seus sejam uma coisa só, para que assim o mundo creia. É a Sua oração ao Pai. Desde sempre, o bispo de Roma é chamado a conservar, a buscar e servir essa unidade. Sabemos também que não podemos curar por nós mesmos as feridas das nossas divisões, que dilaceram o corpo de Cristo. Portanto, não podem ser impostos projetos ou sistemas para voltarmos a estar unidos. Para pedir a unidade entre nós, cristãos, só podemos olhar para Jesus e pedir que o Espírito Santo atue entre nós. Que seja Ele que faça a unidade. No encontro de Lund com os luteranos, eu repeti as palavras de Jesus, quando diz aos seus discípulos: “Sem mim, vocês não podem fazer nada”. O encontro com a Igreja Luterana em Lund foi um passo a mais no caminho ecumênico que iniciou há 50 anos e em um diálogo teológico luterano-católico que deu os seus frutos com a Declaração Comum, assinada em 1999, sobre a doutrina da Justificação, isto é, sobre como Cristo nos torna justos salvando-nos com a Sua Graça necessária, ou seja, o ponto a partir do qual tinham partido as reflexões de Lutero. Portanto, voltar ao essencial da fé para redescobrir a natureza daquilo que nos une. Antes de mim, Bento XVI tinha ido para Erfurt e ele tinha falado cuidadosamente sobre isso, com muita clareza. Ele tinha repetido que a pergunta sobre “como eu posso ter um Deus misericordioso?” tinha penetrado no coração de Lutero e estava por trás de toda a sua busca teológica e interior. Houve uma purificação da memória. Lutero queria fazer uma reforma que devia ser como um remédio. Depois, as coisas se cristalizaram, se misturaram aos interesses políticos da época, e acabou-se no cuius regio eius religio, pelo qual era preciso seguir a confissão religiosa de quem tinha o poder. Eu sigo o Concílio. Quanto às opiniões, sempre é preciso distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não há um mau espírito, elas também ajudam a caminhar. Outras vezes, logo se vê que as críticas são feitas aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com mau espírito para fomentar divisão. Logo se vê que certos rigorismos nascem de uma falta, de querer esconder dentro de uma armadura a própria triste insatisfação. Se você assistir ao filme “A festa de Babette”, há esse comportamento rígido.

“Todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores”

Servir aos pobres significa servir a Cristo, porque os pobres são a carne de Cristo. E, se servimos aos pobres juntos, isso significa que nós, cristãos, nos reencontramos unidos ao tocar as chagas de Cristo. Eu penso no trabalho que, depois do encontro de Lund, a Cáritas e as organizações de caridade luteranas podem fazer juntas. Não é uma instituição, é um caminho. Certos modos de contrapor as “coisas da doutrina” às “coisas da caridade pastoral”, ao contrário, não estão de acordo com o Evangelho e criam confusão. A Declaração Conjunta sobre a Justificação é a base para poder continuar o trabalho teológico. O estudo teológico deve seguir em frente. Há o trabalho que está sendo feito pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O caminho teológico é importante, mas sempre junto com o caminho de oração, fazendo, juntos, obras de caridade. Obras que são visíveis. A unidade não se faz porque nos colocamos de acordo entre nós, mas porque caminhamos seguindo Jesus. E caminhando por obra daquele que seguimos, podemos nos descobrir unidos. É o caminhar atrás de Jesus que une. Converter-se significa deixar que o Senhor viva e opere em nós. Assim, descobrimos que nos encontramos unidos também na nossa missão comum de anunciar o Evangelho. Caminhando e trabalhando juntos, percebemos que já estamos unidos no nome do Senhor, e que, portanto, não somos nós que criamos a unidade. Percebemos que é o Espírito que nos impele e nos leva para a frente. Se você é dócil ao Espírito, será Ele que irá lhe dizer o passo que pode dar. O resto é Ele quem faz. Não podemos ir atrás de Cristo se Ele não nos leva, se o Espírito não nos impulsiona com a Sua força. Por isso, é o Espírito o artífice da unidade entre os cristãos. É por isso que eu digo que a unidade se faz caminhando, porque a unidade é uma graça que se deve pedir, e também porque eu repito que todo proselitismo entre cristãos é pecaminoso. A Igreja nunca cresce por proselitismo, mas “por atração”, como escreveu Bento XVI. O proselitismo entre os cristãos, portanto, é em si mesmo um pecado grave. Porque contradiz a própria dinâmica de como nos tornamos e permanecemos cristãos. A Igreja não é um time de futebol que busca torcedores. O encontro de Lund, assim como todos os outros passos ecumênicos, também foi um passo à frente para levar a compreender o escândalo da divisão, que fere o corpo de Cristo e que, também diante do mundo, não podemos nos permitir. Como podemos dar testemunho da verdade do amor se brigamos, se nos separarmos entre nós? Quando eu era criança, não se falava com os protestantes. Havia um sacerdote em Buenos Aires que, quando os evangélicos vinham rezar com as barracas, ele mandava o grupo de jovens queimá-las. Agora, os tempos mudaram. O escândalo deve ser superado simplesmente fazendo as coisas juntos, com gestos de unidade e de fraternidade.

Fonte: Aleteia
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Encerramento do Ano da Misericórdia

Papa Francisco encerra o Ano Santo da Misericórdia

Papa Francisco encerra o Ano Santo da Misericórdia
 © Antoine Mekary / ALETEIA
 O papa Francisco encerrou neste domingo o Ano Santo da Misericórdia, uma qualidade que ele tenta pregar com o exemplo, ao transportar migrantes no avião papal ou recebendo no Vaticano grupos de excluídos, como presos ou moradores sem-teto.

A Porta Santa da basílica de São Pedro foi fechada na manhã deste domingo pelo pontífice.

Depois, ele permaneceu parado, rezando com uma mão sobre seu crucifixo, antes de celebrar uma missa na praça de São Pedro, diante de 70.000 fiéis e de todos os cardeais.

“Pedimos a graça de nunca fechar as portas da reconciliação e do perdão, e de saber superar o mal e as divergências”, disse Francisco durante a homilia, antes de pedir aos fiéis que “espalhem esperança e deem uma oportunidade aos demais”.

O papa abriu a Porta Santa em 8 de dezembro de 2015, ao lançar o Ano Santo da Misericórdia, ao lado do papa emérito Bento XVI.

Graças a uma tradição iniciada na Idade Média, ao entrar na basílica por este local milhões de peregrinos cristãos tiveram a possibilidade de pedir perdão por seus pecados.

Um fato inédito, o pontífice também pediu a abertura de milhares de portas santas no mundo, abrindo pessoalmente a primeira na África, na catedral de Bangui. Ele pediu na ocasião que os centro-africanos entregassem as armas e rejeitassem o “medo do outro”.

O símbolo da porta é especialmente importante para Francisco, que pede aos homens que abram “as portas de seu coração” aos demais e demonstrem “ternura”.

O papa argentino recebeu e beijou este ano milhares de peregrinos procedentes de grupos de excluídos, como os sem-teto e alguns detentos. O Vaticano instalou duchas para pessoas que dormem a céu aberto perto das pilastras da praça de São Pedro.

Uma sexta-feira por mês o pontífice visitou crianças hospitalizadas, idosos ou pessoas com problemas psíquicos.

– Prosseguir com a abertura -Os atos foram acompanhados em geral por declarações que pretendiam abalar a consciência dos fiéis, dos governos e até mesmo dos prelados. Desta maneira, Francisco denunciou o que chamou de “esclerose espiritual” ou “indiferença” de uma sociedade de consumo obcecada com o dinheiro.

“O que está ao nosso lado não apenas possui o estatuto de desconhecido, imigrante ou refugiado, mas se transforma ainda em uma ameaça, adquire o estatuto de inimigo”, criticou no sábado.

“Somos todos migrantes”, afirmou em abril na ilha grega de Lesbos este filho de emigrantes italianos nascido na Argentina, que transportou no avião papal três famílias muçulmanas sírias.

Mais de 20 milhões de pessoas visitaram Roma especificamente para este ano santo, de acordo com o Vaticano.

Os comerciantes não ficaram totalmente satisfeitos, pois recordam que no ano 2000 a cidade recebeu 30 milhões de visitantes.

O Ano Santo da Misericórdia celebrou o aniversário de 50 anos do final do Concílio del Vaticano II, que abriu a Igreja à modernidade.

Para o papa, a misericórdia é sinônimo desta abertura, única solução para este reformista que tenta convencer os fiéis que deram as costas à Igreja a retornar ao catolicismo.

Alguns círculos católicos conservadores lamentam, no entanto, que o discurso de Francisco se concentre tanto na justiça social e paz no mundo, ao invés de promover os valores tradicionais da Igreja.

Quatro cardeais desafiaram o papa esta semana sobre um de seus textos fundamentais, que indica uma tímida abertura aos casais divorciados que voltam a se casar no civil.

“Os que buscam fomentar a divisão com uma ideia ruim não impedem o sonho”, reagiu Francisco em uma entrevista publicada na sexta-feira pelo jornal católico Avvenire.

“Alguns rigorismos nascem de uma falta, de uma vontade de esconder por trás de uma couraça sua própria triste insatisfação”, completou.

Fonte: Aleteia
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Atos de Misericórdia

10 simples atos de misericórdia para fazer todos os dias

O Ano da Misericórdia está quase no fim, mas compaixão e perdão não tem limite de tempo

10 simples atos de misericórdia para fazer todos os dias
Por Arleen SpenceleyEm dezembro passado, o Papa Francisco deu início ao Ano da Misericórdia. Esse período especial termina em 20 de novembro, então ainda temos tempo para colocar a nossa compaixão em ação, perdoar os outros e lembrar as providências e misericórdias de Deus. Como disse o Papa Francisco: “seremos renovados pela misericórdia de Deus… e nos tornaremos agentes dessa misericórdia”.Mas, se formos honestos, a maioria de nós não é agente damisericórdia. Somos agentes, sim, mas de outras coisas, das coisas determinadas por nossas agendas lotadas.Nós combatemos listas de tarefas, mas, enquanto fazemos isso, não pensamos no que este ano foi proposto para ser, especialmente quando se trata de mostrar misericórdia por aqueles que mais precisam – os solitários, os pobres e os que sofrem.Às vezes parece que mais pessoas precisam de misericórdia, mais do que podemos oferecer – e não sabemos exatamente comomostrar misericórdia, por isso, apenas afundamos de novo em nossas vidas diárias. Mas existem maneiras de ser misericordioso, pequenas maneiras, mas muito significativas. Tente experimentar estes 10 simples atos em seu cotidiano:

  1. Perdoe-se

 

Teen attributes recovery from coma to global prayer chain - ptEu tenho o hábito de me criticar. Eu faço isso quando cometo um erro no trabalho ou quando desconto a raiva em um ente querido. Uma forma de praticar a misericórdia é fazer o que eu nãofaço quando me critico: perdoar a si mesmo.

Por que o primeiro item na lista de misericórdia é para nós mesmos? De acordo com Leah Darrow, co-autora do livro Decent Exposure, estamos mais propensos a perdoar os outros se nos perdoarmos – e mais propensos a nos perdoar se buscarmos o perdão de Deus quando precisamos dele.

Em outras palavras, quanto mais criticamos os outros, mais criticamos nós mesmos. Mas Leah nos lembra:

“Santa Teresa de Calcutá disse ‘nós esquecemos de que pertencemos uns aos outros’. Hoje, quando o mundo está na extrema necessidade de compaixão, misericórdia e esperança, podemos começar com nós mesmos, pedindo perdão a Deus. Então, podemos compartilhar essa misericórdia com a nossa família, nossos vizinhos e com o mundo”.

  1. Perdoe alguém

Close up of womans hand giving little white flower to childUma vez que nós perdoamos a nós mesmos, estamos mais equipados para perdoar outras pessoas. E devemos fazer isso com generosidade. “Pratique o perdão radical”, diz Stephanie Calis, autora de Invited: The Ultimate Catholic Wedding Planner(Pauline, 2016) e co-fundadora do site Spoken Bride.

Isso significa que este ato de misericórdia não será fácil. Se alguém estiver te irritando, pode ser quase reconfortante segurar a raiva e o ressentimento. Perdoar alguém é uma escolha ativa, que requer muita força de espírito.

“A maioria de nós acredita que o amor é mais que um sentimento; é um ato da vontade”, diz Stephanie. “Perdoar também pode ser um ato da vontade. Fazer a escolha de perdoar, mesmo quando você ainda está irritado, mostra a vontade de colocar-se de lado por amor ao outro. Eu tenho que acreditar no rosto da misericórdia do Pai, e o rosto do Seu amor deve ser quase idêntico”.

  1. Ligue para alguém

pope calling - ptÉ rápido digitar, mas os textos não possuem o que seus amigos e membros da família que estão longe muitas vezes precisam: a sua voz, a sua presença e toda a sua atenção. Tirar um tempo do seu dia é um pequeno sacrifício, mas fazer um sacrifício é um ato de misericórdia compassivo. Então, ligue para alguém – sua avó, um velho amigo, ou seu vizinho. Você interromper sua rotina habitual para incluí-los em seu dia vai expressar o que a misericórdia sempre faz: o seu amor.

  1. Abrace um cético

Por exemplo, pessoas da fé católica muitas vezes encontram pessoas que têm dúvidas sobre o que a Igreja ensina.

“Não se afaste das pessoas com dúvidas ou receios ou medos (a respeito da fé)”, disse a Sra. Helena Burns, autora de He Speaks to You. “Seja uma rocha sólida no meio das tempestades das vontades e emoções que são ‘sacudidas pelo vento’ (Tg 1,6)”.

Pesquisar meticulosamente o que nós mesmos somos incapazes de responder, a fim de explicar e tranquilizar, ou para encontrar e recomendar os melhores recursos. Aconselhar o cético é uma obra de misericórdia espiritual, e as obras de misericórdia espirituais ajudam a remover e amenizar a dor espiritual muito real na vida das pessoas.

  1. Fale com um estranho

Como é fácil passar por pessoas que não conhecemos quando estamos em público. Mas podemos praticar a misericórdia simplesmente falando com eles.

“Diga oi para alguém que está sozinho depois da missa”, disse Tommy Tighe, terapeuta e Catholic Hipster. “Criar um mundo onde as pessoas são misericordiosas começa com a gente, com uma pessoa que nos mostra a misericórdia. Este pequeno esforço pode mudar o mundo”.

  1. Desconecte-se

 

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Pode haver grande misericórdia em estar totalmente presente com as pessoas que o cercam. Faça acontecer, desconectando-se. Deixe seu telefone no carro durante um jantar, deixe seu laptop no escritório, ou desligue a TV. A sua atenção pode ser o que seus entes queridos precisam, e fornecê-la em uma cultura que não está propícia para isso é um ato de misericórdia.

  1. Diga “eu te amo” quando você estiver chateado

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Eu posso pensar em várias frases que são fáceis de dizer quando estou chateada com alguém que eu amo. “Eu te amo” não é um delas. Diga assim mesmo.

O conflito é inevitável nas relações, e ninguém gosta disso. Mas o próprio compromisso é misericordioso. Assim, nada expressa melhor o seu compromisso com o seu amado do que a lembrança de que você o ama – seja o pai, a criança, o marido.

  1. Seja gentil e seja exemplo para alguém

“Palavras machucam. Mais do que imaginamos”, disse Sarah Vabulas, autora de The Catholic Drinkie’s Guide to Homebrewed Evangelism.

Ela diz que não há uma maneira prática de praticar a misericórdia, na vida e na internet.

“Seja gentil em cada palavra que você fala”, ela diz. “Isso pode afetar aqueles que nos rodeiam de inúmeras maneiras. Eu vou sempre acreditar que a liderança servidora é a maneira que Deus nos chama para guiar aqueles que nos rodeiam. Suas ações de bondade e serviço podem ensiná-los a fazer o mesmo. Nós aprendemos observando os outros. Mostre bondade e misericórdia e veja o seu mundo mudar”.

  1. Faça algo “insignificante”

 

Às vezes a misericórdia está é naquilo que não nos preocupamos em fazer – coisas como fazer contato visual com o caixa, reconhecer um estranho, segurar a porta para a pessoa que vem atrás de nós. E por que não nos preocupamos em fazer estas coisas? Porque pensamos que elas não significam nada.

Mas Pe. John Wright, autor de The Smallest Spark, diz que essas coisas significam muito.

“Concentre-se em pequenas coisas que talvez não pareça ter significado”, diz ele. Por exemplo: “Já se esforçou em simplesmente reconhecer a presença de alguém com um sorriso, especialmente quando é alguém que não nos faz sentir vontade de sorrir? Isso é misericórdia”.

  1. Limpe o banheiro de outra pessoa

Ou limpe um banheiro compartilhado com outras pessoas, mesmo não sendo a sua vez. Elas vão sentir a sua misericórdia. Elas saberão que você as ama de qualquer maneira.

Pilgrims in Cracow during World Youth Days. 26th of July 2016, Cracow, Poland Photo by Wojciech Grzedzinski 0048 602358885 wojciech.grzedzinski@gmail.com wojciechgrzedzinski.com

Pilgrims in Cracow during World Youth Days. 26th of July 2016, Cracow, Poland Photo by Wojciech Grzedzinski
Fonte: Aleteia
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Não condenar jamais…

 Papa Francisco: julgar e condenar o irmão que peca é errado

2309 Francisco PerdoarFrequentemente, as palavras do Papa Francisco, especialmente neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia, têm confirmado as práticas de Pastoral Carcerária da defesa da dignidade humana de toda as pessoas, incluindo as que estão encarceradas.

Em 21 de setembro, em audiência pública na Praça São Pedro, em Roma, o Papa Francisco voltou a enfatizar o dever do cristão em agir sob a ótica da misericórdia.

“Se olharmos a história da salvação, vemos que toda a revelação de Deus é um incessante e incansável amor pelos homens: Deus é como um pai e como uma mãe que ama de amor insondável”.

Se comparado com este amor sem medida, prosseguiu o Papa, é evidente que o nosso parecerá imperfeito. “Ser perfeito significa ser misericordiosos”, afirmou. Mas quando Jesus nos pede para sermos misericordiosos como o Pai não pensa na quantidade, mas no compromisso dos discípulos de se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia infinita de Deus.

Francisco enfatizou que ser misericordioso significa saber perdoar e doar-se. Jesus não pretende subverter o decurso da justiça humana, todavia recorda aos discípulos que para ter relações fraternas é preciso suspender os juízos e as condenações.

“O cristão deve perdoar. Por quê? Porque foi perdoado. Todos nós que estamos aqui nesta Praça fomos perdoados. Todos nós, em nossas vidas, sentimos necessidade do perdão de Deus. Porque fomos perdoados, devemos perdoar. Todos os dias, rezamos no Pai-Nosso: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Assim é fácil perdoar. Se Deus me perdoou porque não posso perdoar? Sou maior que Deus? Entenderam bem isso?”

Ainda segundo Francisco, “julgar e condenar o irmão que peca é errado”, enfatizou. “Não temos o poder de condenar o nosso irmão que erra, não estamos acima dele: mas temos o dever de recuperá-lo à dignidade de filho do Pai e de acompanhá-lo no seu caminho de conversa”, disse, complementando. “Deus não quer renunciar a nenhum de seus filhos”, frisou o Pontífice.

“Quanta necessidade temos todos nós de sermos um pouco mais misericordiosos, de não falar mal dos outros, de não julgar, de não falar mal com críticas, com inveja, com ciúme. Não! Perdoar, ser misericordiosos, viver a nossa vida no amor e doar. Este amor permite aos discípulos de Jesus não perder a identidade recebida por Ele, e reconhecer-se como filhos do mesmo Pai. Não se esqueçam disso: misericórdia e dom. Perdão e doação. E assim o coração se alarga no amor. Ao invés, o egoísmo, a raiva faz com que o coração se torne pequeno, duro como uma pedra”, disse.

Ainda neste mês, no dia 11, O Papa já havia enfatizado que “não há uma pessoa irrecuperável, ninguém é irrecuperável! Porque Deus jamais deixa de querer o nosso bem, inclusive quando pecamos!”.

Fonte: Boletim da Pastoral Carcerária nacional
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Igreja Católica terá 17 novos Cardeais. Um é brasileiro.

Papa anuncia novos cardeais

13 novos cardeais, de cinco continentes. Sua proveniência, de 11 nações, expressa a universalidade da Igreja, disse Francisco

Cardinals attend a consistory at the Vatican. - pt

GIANCARLO GIULIANI/CPP

Surpreendendo os fiéis presentes na Praça São Pedro e todos os que o acompanhavam ao vivo pelo rádio, TV e Internet, o Papa anunciou na manhã deste domingo a realização de um consistório para a criação de novos cardeais. O Brasil foi contemplado com a escolha do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha.

“Com alegria, anuncio que sábado, 19 de novembro, na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia, realizarei um Consistório para nomear 13 novos cardeais, de cinco continentes. Sua proveniência, de 11 nações, expressa a universalidade da Igreja que anuncia e testemunha a Boa Nova da Misericórdia de Deus em todos os cantos da terra. A inclusão dos novos cardeais na diocese de Roma manifesta também a inseparável relação existente entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares ao redor do mundo”.

Domingo, 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, concelebrarei a Santa Missa com os novos cardeais, com o Colégio Cardinalício, os arcebispos, bispos e presbíteros”.

Na sequência, Francisco revelou quem serão os nove novos cardeais:

Dom Mario Zenari, que continua como Núncio Apostólico na ‘amada e martirizada’ Síria;
Dom Dieudonné Nzapalainga, C.S.Sp., Arcebispo de Bangui (República Centro-africana);
Dom Carlos Osoro Sierra, Arcebispo de Madri (Espanha);
Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília (Brasil);
Dom Blase J. Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA);
Dom Patrick D’Rozario, C.S.C., Arcebispo de Daca (Bangladesh);
Dom Baltazar Enrique Porras Cardozo, Arcebispo de Mérida (Venezuela);
Dom Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica);
Dom Maurice Piat, Arcebispo de Port Louis (Ilhas Maurício);
Dom Kevin Joseph Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (EUA);
Dom Carlos Aguiar Retes, Arcebispo de Tlalnepantla (México);
Dom John Ribat, M.S.C., Arcebispo de Port Moresby (Papua Nova Guiné);
Dom Joseph William Tobin, C.SS.R., Arcebispo de Indianapolis (EUA).

Aos membros do Colégio Cardinalício, o Papa decidiu unir ainda dois arcebispos e um bispo, eméritos, que se destacaram em seu serviço pastoral, e um Presbítero que deu claro testemunho cristão. “Eles representam muitos bispos e sacerdotes que em toda a Igreja edificam o povo de Deus, anunciando o amor misericordioso de Deus no cuidado cotidiano do rebanho do Senhor e na confissão de fé”.

Eles são:

Dom Anthony Soter Fernandez, Arcebispo Emérito dei Kuala Lumpur (Malásia);
Dom Renato Corti, Arcebispo Emérito de Novara (Italia);
Dom Sebastian Koto Khoarai, O.M.I, Bispo Emérito de Mohale’s Hoek (Lesoto);
Padre Ernest Simoni, Presbítero da Arquidiocese de Shkodrë-Pult (Scutari – Albânia).

Fonte: Rádio Vaticano
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Festa em Roma pela Canonização de Madre Teresa

Madre Teresa de Calcutá: Oito “dias de festa” em Roma pela sua canonização

Beata Madre Teresa de Calcutá / Foto: Facebook Madre Teresa de Calcutá
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Campanha papal: Seja a misericórdia de Deus

Papa em vídeo-mensagem: apelo por uma obra de misericórdia

Papa Francisco – RV
Apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade no mundo inteiro para que façam em cada cidade, em cada diocese, em cada associação, uma obra de misericórdia. Dessa maneira tem início a vídeo-mensagem do Papa Francisco por ocasião do lançamento, nesta sexta-feira, (17), da campanha internacional “Seja a misericórdia de Deus”, uma iniciativa do próprio Santo Padre para convidar as pessoas a realizarem obras de caridade dirigidas a refugiados, detentos ou cristãos perseguidos.
“Nós, homens e mulheres, – continua Francisco na sua mensagem – precisamos da misericórdia de Deus, mas também precisamos da nossa misericórdia; precisamos dar a mão uns aos outros, de nos acarinhar, cuidar uns dos outros e de não fazer tantas guerras”.

“Estou vendo aqui o dossier que a Ajuda à Igreja que Sofre, uma obra pontifícia, preparou para fazer obras de misericórdia no mundo inteiro. Confio este trabalho à AIS também… também lhe confio para que prossigam com o espírito que herdaram do Padre Werenfried van Straaten que, no seu tempo, teve a visão de realizar no mundo gestos de proximidade, de aproximação, de bondade, de amor e de misericórdia.

Assim, convido todos vocês, com a AIS, a fazer em cada lugar do mundo uma obra de misericórdia que perdure, uma obra permanente de misericórdia; uma estrutura para tantas necessidades que hoje existem no mundo. Agradeço-lhes tudo o que fizerem. E não tenhais medo da misericórdia: a misericórdia é a carícia de Deus.

A Campanha internacional organizada pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre  foi apresentadas nesta sexta-feira, (17/06), na sede da Rádio Vaticano e envolve as 22 agências da Fundação no mundo inteiro. Concluir-se-á em Roma no dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, quando a instituição apresentará ao Papa os primeiros resultados.

O primeiro benfeitor foi precisamente o Pontífice, que fez uma doação aos cristãos iraquianos deslocados no Curdistão. A doação será destinada à clínica São José de Arbil, que fornece cuidados médicos gratuitos a cerca de 2,8 mil refugiados de diferentes religiões.

Três projetos da campanha “Seja a misericórdia de Deus” devem apoiar as famílias vítimas dos atentados a duas igrejas cristãs em março de 2015 e intensificar as medidas de segurança nelas e também no Seminário maior de São Francisco Xavier em Lahore, no Paquistão. (SP-CM)

Fonte: Radio Vaticano
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Monjas enclausuradas visitam presas

FOTOS: Histórica e emotiva visita de 61 freiras de clausura a mulheres encarceradas

Por Bárbara Bustamante

Freiras de clausura visitam prisão no Chile / Fotos: Arcebispado de Santiago do Chile
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Papa Francisco e o sacramento da confissão

10 frases do Papa Francisco sobre a confissão

Uma seleção feita a partir das respostas do Papa Francisco ao jornalista Andrea Tornielli

Seven Reasons to Return to Confession AP Photo L Osservatore Romano - pt

AP Photo/L’Osservatore Romano
1. Costumo dizer aos confessores: falai, escutai com paciência e sobretudo dizei às pessoas que Deus lhes quer bem. E se o confessor não pode absolver, que explique as razões, mas que dê de todo o modo uma bênção, ainda que seja sem absolvição sacramental. O amor de Deus também existe para quem não está na disposição de receber o sacramento; esse homem ou essa mulher, esse jovem ou essa rapariga também são amados por Deus, são procurados por Deus, estão necessitados de bênção.

2. Os apóstolos e os seus sucessores — os bispos e os sacerdotes que são seus colaboradores — convertem-se em instrumentos da misericórdia de Deus. Atuam in persona Christi. Isto é muito bonito.

3. Confessar-se com um sacerdote é um modo de pôr a minha vida nas mãos e no coração de outro, que nesse momento atua em nome e por conta de Jesus. É uma maneira de sermos concretos e autênticos; estar frente à realidade olhando para outra pessoa e não para si mesmo refletido num espelho.

4. É verdade eu posso falar com o Senhor, pedir-Lhe logo perdão a Ele, implorar-lho. E o Senhor perdoa, logo. Mas é importante que vá ao confessionário, que me ponha a mim mesmo frente a um sacerdote que representa Jesus, que me ajoelhe frente à Mãe Igreja chamada a distribuir a misericórdia de Deus. Há uma objetividade neste gesto, em ajoelhar-me frente ao sacerdote, que nesse momento é a via da graça que me chega e me cura.

5. Como confessor, mesmo quando deparei com uma porta fechada, sempre procurei uma fissura, uma greta, para abrir essa porta e poder dar o perdão, a misericórdia.

6. O que se confessa está bem que se envergonhe do pecado; a vergonha é uma graça que é preciso pedir, é um fator bom, positivo, porque nos faz humildes.

7. Há também a importância do gesto. O simples facto de que uma pessoa ir ao confessionário indica que já há um início de arrependimento, ainda que não seja consciente. Se não tivesse existido esse movimento inicial, a pessoa não teria ido. Que esteja ali pode evidenciar o desejo de uma mudança. A palavra é importante, explicita o gesto. Mas o próprio gesto é importante.

8. Que conselhos daria a um penitente para fazer uma boa confissão? Que pense na verdade da sua vida diante de Deus, o que sente, o que pensa. Que saiba olhar-se com sinceridade a si próprio e ao seu pecado. E que se sinta pecador, que se deixe surpreender, assombrar por Deus.

9. A misericórdia existe, mas se tu não a queres receber… Se não te reconheces pecador quer dizer que não a queres receber, quer dizer que não sentes a necessidade.

10. Há muitas pessoas humildes que confessam as suas recaídas. O importante, na vida de cada homem e de cada mulher, não é nunca voltar a cair pelo caminho. O importante é levantar-se sempre, não ficar no chão a lamber as feridas. O Senhor da misericórdia perdoa-me sempre, de maneira que me oferece a possibilidade de voltar a começar sempre.

Frases extraídas do livro entrevista ao Papa Francisco “O nome de Deus é misericórdia, conversa com Andrea Tornielli”. Seleção realizada pela página web Lexicon Canonicum.

Fonte: Aleteia
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24 horas com Jesus

As 24 horas para o Senhor

Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai (MV 1)


Caros Padres,e Povo De Deus 

A pedido do Papa Francisco estamos convocando a todos para as “24 horas para o Senhor”, que será celebrada na sexta-feira e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma, ou seja, nos dias 04 e 05 de Março.

Pedimos que todas as Paróquias de nossa Arquidiocese façam esta experiência oferecendo a possibilidade de Confissões e da Adoração Eucarística. Quanto mais pessoas envolvidas melhor.

Sugestões de atividades:

  • 24 horas de Vigília Eucarística;
  • Confissões;
  • Testemunhos de misericórdia;
  • Reflexões;
  • Terços;
  • Adoração Pessoal
  • Encenações sobre a misericórdia
  • Exercício do perdão
  • Palestras: (Ensino sobre a misericórdia)
  • Leitura Orante da Bíblia
  • Orações espontâneas penitencial
  • Orações espontâneas de ação de graça
  • Oração de intercessão
  • Vídeos
  • Envolver a juventude;
  • Celebrações Eucarísticas;
  • Partilhas;
  • Entre outros.

Peçamos ao Pai, rico em misericórdia, que nos oriente e nos acompanhe nesta bonita festa em favor de seu povo.

Para participar na prática, procure tua paróquia e verifique os horários e atividades que serão desenvolvidas, durante essas 24 horas de oração. Reserve um tempo para adorar e louvar a Deus, para ficar junto de Jesus Cristo, nessa sexta e  sábado. Venha rezar.  Jesus Te espera. Venha descansar, refazer-se na Sua presença amorosa e misericordiosa. Faça dessa iniciativa também um momento forte para tua vivência quaresmal, uma prática penitencial para crescimento e amadurecimento religioso e espiritual. Deixe Deus Te amar, curar tuas feridas, acolher com um Abraço de Pai.  Não perca essa rica  e bela ocasião para fazer a experiência de adorar o Senhor na Eucaristia e celebrar o sacramento do penitência, de fazer uma santa e profunda confissão. Amém

Não subestimemos a força da oração de muitos!” – Papa Francisco

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