Papa Joao Paulo II



Bosque do Papa

Conheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao Brasil

Conheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao BrasilConheça o bosque que eternizou a primeira visita de João Paulo II ao Brasil (Foto:Divulgação)

Um lugar abençoado, onde natureza e tradição se integram num cenário de beleza e harmonia.

Pelos caminhos internos do bosque, encontram-se 7 casas típicas polonesas em forma de aldeia, construídas no início da colonização polonesa na região de Curitiba por volta de 1878, e remontadas no bosque.

As casas, feitas de troncos de pinheiro encaixados, abrigam a história e a cultura dos imigrantes. Na primeira casa, a mesma visitada pelo Papa, foi instalada a capela em homenagem à Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia.

Nas demais, pode-se conhecer os móveis e utensílios da época da primeira imigração, 1871, como a pipa de azedar repolho e ver de perto o Museu agrícola onde se destacam a carroça, o abanador de cereais, o amolador de pedra e outras ferramentas da época.

Na trilha em meio ao bosque, encontra-se uma escultura do Papa João Paulo II.

O artesanato, à venda no local, permite a aquisição das famosas Pêssankas, ovos pintados à mão em filigranas para saudar a Páscoa.

Nas festas da colônia polonesa, muita música e folclore dos descendentes que, vestidos nos floridos trajes típicos do país, se apresentam nas comemorações da Swiconka – Benção dos Alimentos na época da Páscoa.

Em julho, ocorre a homenagem à visita do Papa, em agosto a festa da padroeira Czestochowa, as comemorações do pontificado de João Paulo II em outubro e o dia de São Nicolau que dá início às festas de Natal.

Nestas essas ocasiões pode-se experimentar os deliciosos pirogues (pasteizinhos com recheio de requeijão) e os saborosos doces e bolos da culinária polonesa.

O “Bosque do Papa”, assim conhecido pelos curitibanos, proporciona uma viagem ao coração e à história de um povo, um obrigado e uma homenagem da cidade ao imigrante polonês.

Horário de funcionamento:

O Bosque é aberto todos os dias das 08 às 18 horas, porém o Memorial da Imigração Polonesa fecha nas segundas-feiras para conservação e limpeza.

Fonte: Aleteia
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Papas e os moradores de rua

Conhece a história do Papa João Paulo II e o misterioso morador de rua?

O Papa Francisco não é o primeiro papa a ter compaixão para com os moradores de rua, como ele próprio atesta.

Em uma nova entrevista para uma revista italiana dirigida por pessoas sem-teto, “Scarp de ‘tenis”, o Papa Francisco relata uma famosa história contada no Vaticano sobre o Papa João Paulo II e um misterioso morador de rua .

Como a história talvez seja menos conhecida fora das paredes do Vaticano, aqui nós a compartilhamos com nossos leitores. Abaixo está um trecho da entrevista.

Pergunta: Sua Santidade, quando o senhor encontra um morador de rua, qual é a primeira coisa que você diz a ele?

Papa Francisco: “Bom dia. Como você está?” Às vezes, trocamos algumas palavras, outras vezes entramos em um relacionamento e escutamos histórias interessantes:”Estudei em uma escola católica; Havia um bom padre … “Alguém poderia dizer: por que isso me interessaria? Mas as pessoas que vivem na rua compreendem imediatamente quando há um interesse real por parte da outra pessoa, ou quando há – eu não quero dizer “esse sentimento de compaixão”, mas certamente um sentimento de dor. Pode-se ver um morador de rua e olhar para ele como uma pessoa ou como um cão. E eles estão bem conscientes dessas diferentes maneiras como são vistos.

Há uma história famosa no Vaticano sobre um morador de rua, de origem polonesa, que normalmente ficava na Piazza Risorgimento em Roma. Ele não falava com ninguém, nem mesmo com os voluntários da Caritas que lhe traziam uma refeição quente à noite. Só depois de muito tempo conseguiram que ele contasse sua história: “Eu sou um padre. Conheço bem o seu papa. Nós estudamos juntos no seminário”, disse ele.

Estas palavras chegaram a São João Paulo II, que ouviu o nome do morador de rua, confirmou que estava no seminário com ele, e queria conhecê-lo. Eles se abraçaram depois de 40 anos, e no final do encontro o Papa pediu para o sacerdote, que tinha sido seu companheiro no seminário, ouvir sua confissão. “Agora é a sua vez”, disse o Papa João Paulo II. E o Papa confessou-se com seu companheiro do seminário.

Graças ao gesto de um voluntário, uma refeição quente, algumas palavras de conforto e um olhar de bondade, esta pessoa foi recuperada e retomou uma vida normal que o levou a se tornar um capelão de hospital. O papa o ajudou. Certamente este é um milagre, mas também é um exemplo para dizer que os os moradores de rua têm uma grande dignidade.

Na sede da Cúria de Buenos Aires, sob uma porta entre as grades, vivia uma família e um casal. Eu os encontrava todas as manhãs no meu caminho. Eu os cumprimentava e sempre trocava algumas palavras com eles. Eu nunca pensei em levá-los embora. Alguém me disse: “Eles sujam a Cúria”, mas a sujeira está dentro. Eu acho que precisamos conversar com pessoas com grande humanidade, não como se tivessem que nos pagar uma dívida, e não tratá-los como se fossem pobres cães.

Fonte: Aleteia
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O Sacerdote segundo São João Paulo II

“Conhecimento do rebanho e das ovelhas”: o sacerdote, de acordo com João Paulo II

Anotações pessoais do papa polonês são publicadas pelo cardeal Dziwisz

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Herman Valencia

Continua a polêmica, dentro e fora da Polônia, sobre a publicação das anotações pessoais de João Paulo II. Seu ex-secretário pessoal e sucessor como arcebispo de Cracóvia, o cardeal Stanislaw Dziwisz, as conservou após a morte do pontífice em 2005. Em seu testamento, o papa tinha pedido que os seus diários fossem queimados, mas Dziwisz os publicou recentemente com o título “Nas mãos de Deus – Anotações pessoais de 1962 a 2003”. O lucro das vendas do livro será empregado na construção do Centro Não Tenham Medo, em Cracóvia.

O que esses escritos agregam à personalidade de João Paulo II que os fiéis foram conhecendo ao longo de 26 anos, 5 meses e 17 dias de pontificado?

São mais de 600 páginas de anotações, que estiveram entre os principais documentos analisados durante o processo de canonização de Karol Wojtyla. Aos textos, foram acrescentados os dois milagres atribuídos a João Paulo II e reconhecidos pela Igreja como autênticos, o que abriu o caminho para a sua canonização no próximo 27 de abril. Para quem teve acesso a essas anotações, não é possível deixar de dar razão ao arcebispo de Cracóvia: “Queimá-las teria sido um crime”, diz ele. E “quantas vezes se observa que a obediência nem sempre é uma virtude, e que uma decisão tomada em consciência pode revelar-se a mais acertada? Pois bem, o cardeal Stanislaw Dziwisz fez a sua escolha e decidiu conservar as anotações” (Corrieredellasera.it, 5 de fevereiro).

São dois diários. O primeiro remonta a 1962. O outro começa em 1985. Eles contêm, conforme a síntese publicada por Marco Ansaldo e Agnieska Zakriewiczci em Repubblica.it (14 de fevereiro), as reflexões de João Paulo II “sobre grandes questões que ainda permanecem no centro dos debates na Igreja, como a condução da Cúria Romana e o celibato dos padres, mas também pareceres que combinam a espiritualidade do papa com a curiosidade do homem, do Wojtyla artista e literato. Há anotações sobre grandes figuras históricas (Hitler, Bismarck) e sobre escritores aclamados (Hemingway, Dostoievsky, Tolstoi, Manzoni, Sartre). Quem espera que as notas pessoais de João Paulo II revelem bastidores do Vaticano deverá se decepcionar. Nos dois diários, Wojtyla registrou apenas suas reflexões pessoais”.

“Basta uma olhada nas páginas para perceber que estamos lendo os escritos de uma pessoa disciplinada, sistemática, muito atenta aos detalhes, com uma grande capacidade de síntese e uma relação rigorosa e íntima com o próprio diário” (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

Algumas observações, no contexto da renovação iniciada pelo papa Francisco, chamam a atenção pela atualidade, como as referentes ao papel do sacerdote-pastor: “Pastor. Primeira característica: um verdadeiro pastor recebe o poder de Cristo. Segunda característica: conhecimento do rebanho e das ovelhas; isso explica também as estruturas, diocese, paróquias, comunidades de base. Terceira característica: ele deve ser o verdadeiro guia (não pode ir muito depressa nem muito devagar), sabendo que os outros o seguem. Quarta característica: estar pronto para procurar a ovelha perdida. Quinta característica: ser disponível” (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

O mesmo se aplica ao governo da cúria, da qual Wojtyla desenha o papel e as prioridades: “Ser a cúria do papa na Igreja. Presidência dinâmica na caridade. Complexo antirromano. Conhecimento – e aplicação do Vaticano II. Nova evangelização. Ministério da santificação. Governa-se animando – anima-se governando. Ministério de Pedro na colegialidade. Algumas prioridades: 1. Aplicação do Vaticano II. 2. Abertura à comunhão, ao ecumenismo, outras religiões etc. 3. Referência às igrejas particulares. 4. Abertura ao laicato. 5. Espírito de serviço, bondade, palavras de Paulo VI” (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

Os diários também registram, com o passar do tempo, a perda do vigor físico de João Paulo II: o traço vigoroso da escrita dos primeiros anos vai se desvanecendo. A partir de 2001, ele começa a ter dificuldades para manter seus escritos no traçado das linhas. “A última frase: ‘Jonas, ou seja, o medo de proclamar o amor de Deus’, foi escrita com evidente esforço em 15 de março de 2003. É um instante simbólico, em que a doença dobra as forças intelectuais do papa e ele se vê privado de seu rigor de cronista de todos os retiros espirituais no Vaticano” (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

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Papa João Paulo II, profeta Santo

Recebi esse vídeo do início do Pontificado do agora São João Paulo II. Palavras fortes, ternas, carregadas de esperança de um homem apaixonado por Deus e pelo ser humano.  Ele apresenta Jesus como salvador, e com muita firmeza e misericódia convida o mundo a se abrir e aceitar o Evangelho. 

O papa João Paulo II à sua época surpreendia o mundo, com seus gestos proféticos, com sua determinação e jovialidade e alegria. Ele começou um processo, que o  Papa Francisco está dando continuidade, também. Colocar a Igreja a caminho, ao encontro da humanidade, com seus dramas e desafios, levar a fé viva em Cristo, capaz de curar as feridas da alma e do corpo, e de aquecer corações. 

Cique aqui e assista: Papa Joao Paulo II fala pela primeira vez a toda Igreja e mundo.

 

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