Pastoral Carcerária de Londrina



Agenda da Semana

MISSA VOCACIONAL

Sábado, dia 29/08. As 19h30. Paróquia  Nossa Senhora das Graças. Vila Brasil. Londrina

ENCONTRO DA PASTORAL CARCERÁRIA PARA NOVOS AGENTES

Domingo, dia 30/08. Das 8h30 às 15 horas. Santuário Nossa Senhora Aparecida. Vila Nova Londrina

I DESPERTAR VOCACIONAL

Domingo,  dia 30/08. Às  17 horas. Missa de encerramento. Paróquia Nossa Senhora do Rosário.  Vila  Recreio. Londrina,.

MISSA COM ADORAÇÃO, LOUVOR E BENÇÃOS

Domingo, dia 30/08. As 19h30. Capela Santa Edvirges. Jardim  Abussaf. Londrina.

 

 

 

 

 

 

 

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OUÇAMOS ESSE GRITO EM FAVOR DA PAZ

Um grito que não se quer ouvir!!!

O MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (MNDH) DO ESTADO DO PARANÁ, associação civil de direito privado (BR), sem fins lucrativos e econômicos, apartidária e não confessional, de abrangência nacional, com sede na Galeria dos Estados, Salas 23 e 24, Asa Sul, Brasília/DF, PASTORAL CARCERÁRIA ARQUIDIOCESANA DE LONDRINA, entidade da sociedade civil e organização de interesse público legitimada para atuar nas instituições de privação de liberdade a fim de prestar assistência religiosa, com sede na Rua Dom Bosco, nº 145, na cidade de Londrina, Estado do Paraná, vem, respeitosamente, perante a sociedade londrinense, visando cumprir com as normas atinentes à proteção dos direitos humanos da República Federativa do Brasil, expor o que se segue:

  1. Por mais de uma década se clama por mudanças efetivas no sistema carcerário londrino, denunciando o improviso e a precariedade das cadeias públicas e presídios tanto nas esferas administravas, como judiciais, bem como junto aos organismos nacionais (Ministério Público, Conselho Nacional de Justiça), e também organismos internacionais (Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH), logo, se existe um Estado fora da Lei, é o Estado do Paraná, pois coloca em risco a segurança da democracia.
  2. A capacidade atual das cadeias públicas do Paraná é de 4.227 vagas, porém a realidade é de 9.793 internos, ou seja, um excedente de 5.556. Que o Estado tem tentado colocar nas Penitenciárias Estaduais, levando para lá os problemas encontrados hoje nos Distritos.
  3. Não bastasse isto, falta efetivo de agente de cadeia pública e Policiais Militares para guarda externa nos Distritos. Também a falta de uma Defensoria Pública Estadual decente impede que os presos sem condições financeiras tenham uma defesa nos moldes constitucionais, pois o Ministério Público Estadual, em muitos casos, só sabe pedir a prisão, ignorando outras alternativas ao encarceramento, o que é, infelizmente, avalizado pelo Poder Judiciário. Não faz uso das Audiências de Custódias, por exemplo.
  4. A superlotação acumulada com a falta de tratamento penal naquelas unidades coloca em risco a segurança, a paz de todos os cidadãos. Toda a sociedade padece, como visto no último episódio, quando houve fuga em massa no 4º Distrito Policial. Sem contar o risco de vida dos servidores públicos que atuam nas cadeias públicas.
  5. O medo, o horror, as inseguranças vividas pela população londrinense poderiam ser evitadas se não fossem os atos omissivos do Estado (deixar de fazer algo descrito em lei), especialmente a Lei de Execuções Penais – LEP.
  6. O Governo do Estado, sempre que provocado por nós, apresentou paliativos de soluções de cunho imediatistas, com promessa a longo prazo de resolver de modo efetivo o problema da superlotação carcerária. Promete-se muito, e pouco se faz, naquela velha máxima política eleitoreiras do pão e circo. Por exemplo: o Centro de Triagem da Policial Civil continua lastimável; a Defensoria Pública sem a mínima condição de atuação; não abertura de concurso público para contratação de agente penitenciário/cadeia; já se foram dois anos e a obra do anexo da Casa de Custodia não iniciou; também não construiu as prometidas cadeias públicas para a cidade de Londrina.
  7. O Governo parece ignorar, fazer pouco caso do grito dos organismos sociais de promoção da dignidade da pessoa humana. Mostra-se truculento e omisso.

Esse quadro tem nos preocupado, chamamos a sociedade londrinense a nos ajudar na cobrança das autoridades públicas de segurança, pois com a soma de todos os setores da sociedade nessa mesma demanda por solução ao problema carcerário em Londrina, certamente avançaremos em medidas que buscarão o fim do descaso com as cadeias públicas. Pedimos assim, que não nos calemos. Manifeste-se também. Deixemos o Governo saber de nossa indignação ética diante do caos em nossas carceragens. Levantemos nossa voz pela paz em nossas ruas e pelo trabalho em nossas cadeias que melhore os presos. Não toleramos nenhuma forma de violência, muito menos a cometida pelo Estado contra qualquer pessoa quer seja ela, encarcerada ou não.

 

CONTATOS: Carlos Santana –         MNDH:  96464570

Padre Edivan Pedro – Pastoral Carcerária:  99547117

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Seminaristas de Londrina fazem experiência com a Pastoral Carcerária

 Foi uma experiência muito especial e profunda… Nossos seminaristas se empenharam em conhecer a realidade carcerária, especialmente junto dos familiares. A proposta de cobertura do local onde os familiares esperam para entrar para visitas já está bem adiantada. Conseguimos os recursos financeiros.

Agora a direção da PEL II precisa apenas estabelecer como vai fazer.. Tudo isso para dar um tratamento mais digno a esses familiares, que já sofrem com seus parentes encarcerados, além das situações de vergonha e humilhação. Pelos menos, terão um local para se proteger do frio, vento chuva, poder ficar sentado.  

Estamos também com projetos junto de uma paróquia de Londrina para dar continuidade a esse trabalho junto aos familiares. Esperamos a decisão e organização paroquial para começarmos logo. Será um gesto de carinho, amor e atenção. Mas será também gesto profético, de proteção da dignidade da pessoa dentro do sistema prisional local. 


 

Em Londrina (PR), Missão dos Seminaristas, volta atenções para familiares dos presos

 

PCr LondrinaA Pastoral Carcerária de Londrina, nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2015, em parceria com os seminaristas da Arquidiocese escolheram a região sul de Londrina, que concentra três penitenciárias estaduais, para desenvolverem o projeto missionário.

Foi realizada uma atividade de acolhimento aos familiares que visitam os presos na Penitenciária Estadual de Londrina e na Casa de Custódia de Londrina devido à proximidade das duas unidades. Nesse dia, os seminaristas com os agentes da Pastoral Carcerária conversaram informalmente com os familiares que foram apontando as suas dificuldades do dia a dia na porta de um presídio.

Importante ressaltar que a grande maioria dos visitantes são mulheres que acordam de madrugada para fazer os quitutes autorizados para entrar e ser uma das primeiras na fila de espera. Foram servidos café, lanche, bolo, leite e chá, fato que inicialmente fez com que as visitantes ficassem desconfiadas, mas, logo ao compreenderem a proposta, se achegaram e houve momentos de muita conversa.

Antes de as pessoas entrarem, os seminaristas fizeram uma oração para que a visita fosse o mais tranquila possível. A iniciativa contou também com a participação do grupo de apoio aos defensores públicos de Londrina e Centro de Direitos Humanos. A presença de defensores públicos que entregaram panfleto com esclarecimento sobre o que fazem e os dias de atendimento direcionado diretamente aos familiares de presos na defensoria, juntamente com o Comitê Londrinense de Direitos Humanos ajudou a aproximar os familiares e a ação conjunta representou um avanço na articulação dos órgãos de defesa.

O grupo constatou que uma das principais reclamações dos familiares dos presos é a falta de um local coberto na frente da unidade para abrigo enquanto esperam a abertura para a visita. A Pastoral Carcerária entrou em contato com a direção da Unidade e esta informou sobre a dificuldade de conseguir a cobertura para o espaço. Diante disso, a Pastoral se encarregou de fazer uma campanha junto as Paróquias da cidade para arrecadar fundos para a construção desse espaço, sendo informado aos familiares este compromisso.

Considerando o resultado positivo da ação conjunta com os órgãos – Comitê Pró-Defensoria, Centro de Direitos Humanos, Pastoral e Seminaristas – a PCr está articulando com a Paróquia mais próxima da região a possibilidade desta ação ser contínua, considerando que os familiares aprovaram a iniciativa que atendeu à Penitenciária Estadual de Londrina 2, com capacidade para 960 presos e que comporta aproximadamente 1.150 presos e a Casa de Custódia de Londrina, com capacidade para 288 presos provisórios e na data contava com 452.

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Missa de Lava-pés com presidiários em Londrina. O amor vence, sempre.

Na manhã de ontem, quinta-feira Santa, celebramos com os detentos  da Casa de Custódia de Londrina Missa de Lava-pés. Participaram dessa missa cerca de 30 internos, e alguns funcionários daquela unidade prisional.

Foi uma momento da graça de Deus para todos nós. No gesto do lava-pés, o amor como resposta a toda sorte de violência, injustiça e abandono, situação quase sempre enfrentada pelos que lá se encarcerados. Deixar-se lavar os pés também mexeu com os voluntários desse celebração. Eles não ficaram apenas na literalidade do ato, mas avançaram para o significado mais profundo. Tanto é uns ofereciam por entre as grades os dois pés para serem lavados. Depois saiam e iam rezar ajoelhados, numa atitude de muito confiança e fé na amor, na graça e na misericórdia de Deus.

Vim para casa com a certeza de uma grande experiencia de fé realizada naquele ensolarada e bendita manhã de quinta-feira. Lavei os pés dos meus irmãos presidiários, mas sai de lá com meu coração lavado também.  Tenho confiança e espero que os encarcerados da Casa de Custódia que participaram dessa missa e tiverem seus pés lavados também tiveram suas feridas do corpo e da alma lavadas e purificadas no amor de Cristo, derramado em suas vidas. Afinal, como repetimos e cantamos como nossos irmãos presos: o amor vence, sempre.

Deixo aqui um impressão da nossa irmã Neli, que pela primeira vez visitou uma penitenciária, e que nos ajudou nessa missa, cantando  com muita beleza, maestria e ousadia. Diz ela:  Hoje Jesus entrou naquele presídio.Fomos os primeiros a serem tocados de ver a fé daqueles homens, lágrimas de arrependimento; corações ali sendo tocados.O Senhor abalou as estruturas daquele lugar. Eles cantaram e rezaram com o coração.

As fotos abaixo mostram um pouquinho dessa celebração, simples e esplendorosa.

Foto de Neli Lima Casamentos.
Foto de Neli Lima Casamentos.
Foto de Neli Lima Casamentos.Foto de Neli Lima Casamentos.
Foto de Neli Lima Casamentos. 

 

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O Centro de triagem da Polícia de Londrina continua abandonado…

O relatório abaixo foi entregue ao Dr Paulo Tavares, Promotor Público da garantias constitucionais, pedindo providências. Foi produzido após a visita que fizemos no Centro de Triagem da Policia Civil de Londrina (CIT). Quando fomos lá, semana passada, pensávamos que iriamos encontrar a situação mais tranquila. Que nada. Tudo está piorado. Os problemas do local não apenas continuam na sua total falta de infraestruturas, mas foram agravados, com mais deterioração e abandono. Lá falta tudo. Apenas instalaram uma grade na porta principal que dá acesso as celas, para dar segurança aos  investigadores e policiais militares que lá trabalham.

Pergunto aqui onde estão todos que participamos de uma reunião ainda no ano passado para dar uma solução para precariedades das condições do CIT? Cadê o representante do região metropolitana de Londrina que ficou de ver junto do governo do Estado uma forma de resolver a questão? Cadê o aumento da vagas da Casa de Custódia, a construção da Cadeia pública na cidade e o novo presídio, com mais 700 vagas? Nada foi feito das promessas. Parece que nada será feito. A situação de abandono do CIT e das pessoas que lá estão recolhidas, em condições sub-humanas, é de total responsabilidade do Governo do Paraná. A Justiça não está sendo feita. E a insegurança do local é muito grande. A tensão está no ar.

A esperança é a última que morre! Por isso, estamos mais uma vez chamando atenção para essa violação de direitos das pessoas. Que a Lei seja aplicada com rigor sobre todos os que cometem crimes. Mas que a mesma Lei seja observada pelos representantes políticos do Estado especialmente para o bem daquelas pessoas que estão sob a tutela da justiça.

 

Relatório da Visita ao Centro de Triagem (CIT) da Polícia Civil de Londrina

 

Caro Dr Paulo Tavares.

Na tarde do dia 11 de março, juntamente com representantes do Centro de Direitos Humanos de Londrina, a Pastoral Carcerária visitou novamente o CIT. Lá já estivemos há nove meses atrás, com várias autoridades, na tentativa de melhorar as condições dessa carceragem provisória.

Nessa visita, tristemente encontramos a mesma situação de abandono e violação dos direitos humanos. O local encontra-se sem condições alguma de higiene e de abrigar presos.  Não tem água para beber nem para banho, feito com uma mangueira. Sem luz. Sem banheiro adequado.  A combinação de faltas de condições higiênicas, umidade e calor excessivos dentro celas, com a superlotação, torna o local horrível. O cheiro forte e o lixo denigrem ainda mais a dignidade de qualquer pessoa. Sofrem também quem ali presta serviço. Policiais militares e civis vivem sob tensão, devido a insegurança do local.

Encontramos também situação ligadas a saúde. Há um preso Soro positivo. Outro com hepatite. E um terceiro com problemas cardíaco. Eles precisam de atendimento médico e remédios.  O SAMU também quando é acionado, não vem, e quando vem demora demais o socorro, o que aumenta tensão entre os presos, com gritarias e ameaças.

Também há reclamação de falta de alimentação. Recebem do Estado marmitas no almoço e jantar. Segundo os presos, não podem receber alimentos da família. Reclamam que ficam até 16 horas sem comer nada, que é o intervalo entre uma marmita e outra. Será que não seria possível liberar que as famílias pudessem levar sacolas com alimentos para os presos no CIT, já que ali estão ficando em média de 3 a 5 dias, antes de irem para o Carceragem de um Distrito?

Ouvimos relatos de violência policial no momento de apreensão e condução para o CIT. Há presos com hematomas nas coxas, costas, ferimentos na cabeça. Até agora ainda não foi feito o exame de Corpo Delito. Segundos os presos, essa demora é proposital para sumir do corpo as marcas da violência. Pediria que essa situação fosse averiguada junto ao juiz da VEP.

Outro problema verificado é falta de advogados. Todos os presos reclamam que não tem advogado do Estado e não podem contratar.  A Defensoria pública deveria dar uma atenção especial a esses presos no CIT. Já que algumas dessas prisões podem ser resolvidas mediante assessoria jurídica de um advogado/ defensor público.

 

Certos de sua colaboração

Pe. Edivan Pedro dos Santos – Assessor da Pastoral Carcerária de Londrina

 

Londrina, 12 de março de 2015

 

 

 

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Dia das mulheres. Mensagem da Pastoral Carcerária

Faço minhas essas palavras da Pastoral Carcerária Nacional pela passagem do Dia internacional da mulher. De fato, é justamente isso que tenho visto em minhas visitas pastorais nos cárceres de Londrina e região.Muitas delas são abandonadas por seus companheiros, e sendo visitadas quase sempre apenas pela mãe, irmã e avó. Também me enche de compaixão ver as enormes filas nas frentes da PEL I e II, e da Casa de Custódia, dos DPs. Raros são os homens que visitam seus parentes. São quase todas Mulheres, mães, esposas, filhas. Elas são nesse momento da vida de tantos irmãos encarcerados,um céu de ternura, aconchego e amor, como canta poeticamente Pe Zezinho.

Obrigado a todas as  mulheres, que visitam e que ajudam na Pastoral Carcerária de Londrina. Não deixam a vida morrer, nem o amor, enchendo-nos de esperança, calor, esplendor e beleza nossos presídios, tão frios e sombrios.

mulheres

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Missa do agente na Pel II

Na última quinta-feira, dia 27 de novembro, estive na PEL II de Londrina, junto com o pessoal da Pastoral Carcerária e do Sindarspen, celebrando a missa com agentes penitenciários e funcionários do sistema penal das três unidades prisionais de nossa cidade. A celebração aconteceu por ocasião do dia do agente penitenciário, comemorado no dia 13 de novembro.

A intenção dessa missa também foi de agradecer a todos os agentes e funcionários pelo trabalho que realizam dentro das penitenciárias, no sentido de promover a ressocialização. Sem politizar a celebração, também essa missa visava mostrar-se solidário aos agentes penitenciários e sua causa de melhorias do sistema penal paranaense, especialmente depois das 23 rebeliões acontecidos no Paraná em 2104.

Cantamos. Meditamos. E Rezamos pedindo a benção para os agentes  e também para as unidades prisionais, pedindo proteção divina e paz.

Confira algumas fotos desses momentos.

O vídeo abaixo é uma reportagem da TV Tarobá de Londrina sobre essa missa com agentes penitenciários. Assista.

 

Foto de Cristina Coelho.
Foto de Cristina Coelho.
Foto de Cristina Coelho.
Foto de Cristina Coelho.
Foto de Cristina Coelho.
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Governo do Paraná despreza audiência sobre crise penitenciária

Ontem a noite, na Câmara Municipal de Londrina, aconteceu uma audiência pública para tratar a crise penitenciária no Paraná. A grande preocupação é que a onda de rebeliões acorridas em todo estado chegue a Londrina, numa tragédia que pode ser mais horrível do que vimos em Cascavel, no mês de agosto. Afinal, nossa cidade conta com três grandes penitenciárias, com cerca de 2200 presos.
Estive nessa audiência. Foi muito bem participada, com representação de várias entidades da sociedade civil, e organismos públicos. Também outras cidades do Paraná se fizeram presentes, preocupadas com os rumos da segurança em nosso Estado.

Uma pena que o Governador do Estado não participou, Nem mesmo enviou representantes. As Secretarias de Segurança e a da Justiça também não vieram, muito mesmo enviaram seus representantes. Um claro e evidente desprezo a discussão. Aliás, tem sido assim a forma como Governo Estadual trata os problemas e assuntos ligados aos direitos humanos.  Repudio essa atitude anti-republicana, anti-democrática. O  Governo se furta, corre de debater com a população. Não quer dar explicações de suas ações.  Virou  às costas. Diriam os mais antigos, quem não deve, não teme.

Nessa audiência, onde estavam a mesa, a Pastoral Carcerária, o Sindicatos dos Agentes, a Secretaria municipal de Defesa Social, a OAB, o diagnóstico não é nada animador. Ficou patente o sucateamento do sistema penal do Estado, com claros sinais de futuras privatizações das penitenciárias. Agora, sabemos que o Estado culpa os agentes penitenciários pelas 23 rebeliões ocorridas até hoje no Paraná.  E que não quer investir sequer em materiais de escritório e equipamentos de trabalho para os agentes, nem em materiais de higiene e limpeza, e uniformes para os presos. Resultado: uma confusão só. Descontentamentos de todos os lados: entre os agentes e funcionários, presos e seus familiares, e sociedade em geral.

Também fiquei sabendo que há 13o milhões de reais disponíveis do PRONASCI para o governo paranaense usar para construir, reformar e ampliar unidades prisionais e ele não usa. E isso já faz 4 anos. Tudo indica que a governo quer mesmo precarizar o sistema penitenciário, uma vez que poderia ter já apresentados projetos e evitado toda essa tragédia. E não fez porque tudo que for construído com esses recursos federais não pode ser privatizado.

Vamos aproveitar que o Governador vai despachar de Londrina no dia 10 de dezembro e, mobilizados numa grande comissão formada ontem a noite, teremos uma conversa com ele. Cobraremos sua ausência nessa Audiência, além de entregar cópia da ata de tudo que foi discutido pelos participantes da Audiência sobre crise penitenciária.

Também levaremos essa discussão para Curitiba, para a Assembléia Legislativa. Quem sabe perto da casa do governador.. ele participe e nos diga como pretende resolver o problema penitenciário do Paraná, sem jogar toda responsabilidades sobre os agentes penitenciários.

Audiência Pública - Segurança Pública Estadual - 24 de novembro - 19h - Câmara Municipal

 

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Direitos Humanos de Londrina inspira ação por melhoras no sistema penal dos Estados

Essa semana recebi uma e-mail do Doutor Mario Barbosa, em que ele apresenta sua troca de correspondência com a Dra Raissa, da OAB São Paulo. Ele esteve numa Conferência na Capital Paulista falando dos trabalhos da OAB sobre a questão carcerária, especialmente da denúncia que OAB Londrina juntamente com CDH, Sindarspen e Pastoral Carcerária de Londrina, fizeram junto a Comissão Internacional de Direitos Humanos da OEA.
Fico muito contente com o interesse da Dra e como essa atitude de Londrina pode começar a fazer história. E se a ideia der certo, todos os Estados Federação farão a mesma denúncia, cobrando responsabilidades. Certamente, as coisas podem melhorar.
Dr Mário, siga em Frente. Dra Raissa não tenha medo. Ousem. Estamos juntos.

Leia a abaixo os relatos.

Bom dia Dr. Mario,

como conversamos anteriormente, faço parte da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB/SP e, após tomar conhecimento por meio do Doutor sobre a petição encaminhada à CIDH, fiquei muito interessada em ter acesso ao documento.
Fiquei altamente impressionada com a ideia desenvolvida pelo Doutor junto aos parceiros que lhe seguem nessa luta.
Com isso, conversei com a Presidente da minha Comissão, a Doutora Adriana Nunes Martorelli, grande militante na questão penitenciária aqui em São Paulo, e concordamos que poderíamos seguir a ideia do Doutor e fazer o mesmo aqui no nosso estado.
Acredito que se nos unirmos, seremos mais fortes e, além disso, podemos disseminar essa ideia em outros estados da nossa federação que, claramente, passam pelo mesmo problema carcerário que nós, acrescendo ainda mais forças nessa luta.
Agradeço desde já a sua disponibilidade e espero que possamos manter o contato para que essa troca de ideias e informações possa nos ajudar cada vez mais nesse propósito que temos em comum.

Att.

Raissa Zago Leite da Silva
Membro efetiva da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB/SP

Bom dia Dra. Raissa Zago Leite da Silva
Estou extremamente feliz em saber que as sementes plantas no XXII Conferência Nacional dos Advogados, já estão germinando, inclusive chegando à combativa Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB/SP.
Em quase todos os painéis do congresso, as gerações que nos antecedeu, deixou claro que depende de nós (nossa atual geração) para efetivarmos os ditames estabelecidos na Constituição de 1988. Parece-me que Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) ao compor o hino nacional brasileiro, já predizia o espirito inabalável que teríamos que ter: “Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte”.
Mais do que nunca, o Brasil precisa de uma advocacia independente e forte também para atender as demandas sociais.
Pois bem.
Como requerido, segue anexo à petição inicial e a manifestação apresentada à CIDH, bem como, suas manifestações.
Qualquer dúvida estou à disposição.
Fraternalmente,
Mário Barbosa

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Presos, cadeias e verão em Londrina

Pcr-de-Londrina-pr-intensifica-atenção-a-saúde-dos-presos-no-calor.

Cadeia LondrinaA manutenção de temperaturas elevadas no Estado do Paraná desde o início de outubro faz com que a Pastoral Carcerária de Londrina, município da região norte paranaense, amplie a atenção com as condições dos presos nas cadeias públicas da cidade.

Conforme informou, à rádio CBN de Londrina, o padre Edivan Pedro, coordenador da PCr local, as inspeções da Pastoral serão feitas de forma intensa para inibir a proliferação de doenças.

“A Pastoral sempre faz visitas, nunca para o trabalho dela, que é de evangelização junto com a própria ida às cadeias, onde temos contato com a situação dos encarcerados. Certamente, se houver algum caso de doença de pele, surto de sarna, infecções respiratórias ou coisas do gênero, por conta do calor, do ambiente, a gente vai ter contato com isso e buscará depois as providências”, garantiu.

Na avaliação do padre, “enfrentar o calor não vai ser tão complicado quanto no ano passado, quando havia superlotação e nenhum atendimento”, uma vez que, conforme apontou, a população carcerária na cidade é menor que em 2013, quando mesmo antes do período de calor já havia surto de problemas de pele.

Na entrevista, padre Edivan destacou a postura do juiz Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais de Londrina, quer tem impedido que presos de outras localidades sejam levados para a cidade, o que reduziu a superlotação nas celas.

CLIQUE E OUÇA A REPORTAGEM DA RÁDIO CBN DE LONDRINA

Informações Boletim da Pcr Nacional
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