Pastoral Carcerária



Nota da CNBB sobre crise carcerária

Nota da CNBB sobre o massacre no Complexo Penitenciário de Manaus

“Pedimos às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia”, afirmam os bispos.A presidência da CNBB emitiu, na tarde da quarta-feira, 4 de janeiro, uma Nota aos bispos, padres, religiosos, leigos e a todas as pessoas de boa vontade a respeito do massacre no complexo penitenciário de Manaus (AM).

No texto, os bispos afirmam que estão unidos a dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus, e, com ele manifestam “repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida achando que a mesma é descartável e que se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”.

Os bispos ainda pedem “às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia, na sua complexidade conjuntural e estrutural, e, acima de tudo, a busca de um sistema penitenciário mais justo, digno e humano”.

 

Leia a Nota:

 

NOTA DA CNBB SOBRE O MASSACRE NO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DE MANAUS

Estive na prisão e me visitastes (Mt 25,36)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, através da sua Presidência, manifesta seu repúdio e sua indignação diante do massacre de presos ocorrido, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). Nós nos unimos ao arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, e à Pastoral Carcerária, para reafirmar a defesa incondicional da vida dos encarcerados e a solidariedade com as suas famílias. “Manifestamos nosso repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida achando que a mesma é descartável e que se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos” (Nota Pública da Arquidiocese de Manaus).

O Papa Francisco, na audiência geral desta quarta-feira, 4 de janeiro, referindo-se a esse massacre, afirmou: “Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas”. Nestes três pilares mencionados pelo Papa, estão construídas, há muitos anos, a posição e solicitude da Igreja, diante da realidade de vida dos encarcerados no Brasil: a reeducação, a reinserção social e o respeito pela dignidade humana.

A Igreja tem oferecido a sua contribuição para defesa da dignidade dos encarcerados e promoção da justiça social. Por intermédio da CNBB, manifesta sua disposição de continuar trabalhando, para que se implante uma segurança que proporcione condições de vida pacífica para os cidadãos e para as comunidades.

A Pastoral Carcerária acompanha as unidades prisionais em todo o País e tem, reiteradas vezes, chamado a atenção para os graves problemas do sistema penitenciário: a superlotação e a falta de estrutura das unidades prisionais, a privatização dos presídios, a necessária reeducação e reinserção social dos presos. Nos últimos anos, a Pastoral Carcerária tem insistido na elaboração e execução de Políticas Públicas que contemplem o revigoramento das Defensorias Públicas, Ouvidorias e Corregedorias autônomas, bem como o controle externo das políticas penitenciárias no País.

Pedimos às autoridades competentes a rigorosa apuração dessa tragédia, na sua complexidade conjuntural e estrutural, e, acima de tudo, a busca de um sistema penitenciário mais justo, digno e humano.

Solidários com as famílias das vítimas desse massacre, rezemos, com o Papa Francisco, “pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo, para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas”.

Brasília-DF, 4 de janeiro de 2017

 

 

Dom Sergio da Rocha

Cardeal Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

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Nota da Pastoral Carcerária sobre Massacre do Carandiru

Nota Pública: O Massacre do Carandiru

logo_01A Pastoral Carcerária Nacional vem a público se manifestar sobre a decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que na terça-feira (27/09) anulou os julgamentos que condenaram 74 policiais militares pelo massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, e vitimou ao menos 111 pessoas presas.

Trata-se de mais um capítulo na triste história de massacres e violências praticadas pelo Estado contra populações historicamente marginalizadas e que não poderiam ocorrer sem a cumplicidade sistemática do Judiciário e outras instituições do Sistema de Justiça.

A decisão do Tribunal paulista apenas escancara essa cumplicidade do Judiciário e o seu “rigor” seletivo na aplicação das normas penais. É sobre os pretos, pobres e periféricos desse país que recai o tratamento estatal mais brutal, bem como as interpretações mais tirânicas da lei.

A justiça criminal jamais será uma aliada dos/as excluídos/as, e mesmo que o Tribunal tivesse confirmado a condenação dos policiais, enquanto os mandantes políticos do massacre não forem responsabilizados, enquanto todos os sobreviventes e familiares não forem devidamente indenizados, enquanto os envolvidos nessa sangrenta operação policial não forem afastados da corporação, enquanto o Estado brasileiro não assumir publicamente suas responsabilidade e agir para que novos massacres não ocorram; enfim, enquanto o Estado Penal e Policial estiver funcionando e não se abolir os cárceres, não haverá paz ou justiça.

As condições que permitiram o assassinato em massa de mais de uma centena de pessoas no Carandiru permanecem e foram exponencialmente multiplicadas. A população prisional que em 1992 era de 114 mil, hoje ultrapassou a marca de 620 mil pessoas, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional. Além disso, as condições de aprisionamento permanecem aviltantes.

A mortalidade no sistema prisional é seis vezes maior do que em liberdade, e os crimes de maio de 2006, que ceifaram a vida de mais de 500 pessoas, e tantos outros massacres que se seguiram, mostram que os instrumentos de terror do Estado continuam em plena operação.

Ainda que seja totalmente repudiável a tentativa de reescrever a história do massacre e validar teses absurdas como a “legítima defesa”, a punição dos agentes mais óbvios desse crime não irá frear a barbárie em curso. O desencarceramento e a desmilitarização das polícias precisam estar em nosso horizonte imediato de lutas.

Unidos em orações e luta junto às vítimas e familiares deste trágico episódio, seguimos na luta por um mundo sem cárceres!

 

São Paulo, 28 de setembro de 2016.

                                       PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL       

Fonte: Boletim da Pastoral Carcerária Nacional
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Sobre encarceramento em massa e privatização do sistema prisional

Pastoral Carcerária Debate Privatização do sistema penitenciário e rede rede nacional

Seminario_internaEm 29 de agosto, em Goiânia (GO), cumprindo a agenda de trabalho e formação estabelecida na Assembleia Nacional da Pastoral Carcerária, em novembro de 2014, em Belo Horizonte, a PCr Nacional debateu em seminário aberto ao público o tema do Encarceramento em Massa e Privatização do Sistema Prisional.

Na abertura dos trabalhos, Padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da PCr, saudou os participantes e lembrou a importância da encíclica Laudato si’, de se conhecê-la e tê-la como norte para a ação pastoral.

Em uma mesa de reflexões, mediada por Paulo Cesar Malvezzi Filho, assessor jurídico da Pastoral, os debatedores – Eduardo Nascimento de Moura, agente penitenciário; Haroldo Caetano, promotor de Justiça do Estado de Goiás; e Gustavo Martineli Massola, professor Doutor do Instituto de Psicologia da USP de São Paulo – entraram no mérito do fenômeno da privatização do sistema prisional, com as Parcerias Públicos Privadas (PPPs), como é o caso de Ribeirão das Neves (MG); a Cogestão Público Privada, como é o caso do Amazonas; as OS, que ainda estão em projetação; e a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), presente fundamentalmente no Estado de Minas Gerais e em alguns estados.

Os debatedores foram argumentando como todo e qualquer tipo de privatização do sistema prisional é inconstitucional, pois é prerrogativa do Estado punir e essa função constitucionalmente não pode ser delegada. Além disso, foram desconstruídos outros chavões usados para justificar a privatização, qual a melhoria das condições para os presidiários e presidiarias; a diminuição dos custos de cada preso, a diminuição da superlotação, entre outros.

O estado que mais privatizou o sistema carcerário, Minas Gerais, foi o que mais encarcerou nestes últimos anos, com um aumento de 620% contra o 74% da média nacional. Também o custo de cada preso e de cada presa aumentou mais de duas vezes do custo da gestão estadual do sistema. Além disso, a assistência jurídica, sanitária, social, psicológica ficou não como um direito do preso, mas uma forma de controle do negócio da empresa, além de fonte de lucro, por meio de formas de trabalho escravo, mal remunerado e por nada eficaz num projeto que de reeducativo tem só o nome.

No seminário e no debate interno da Pastoral Carcerária sobre as privatizações participaram representantes de 24 estados. A inciativa de cunho formativo e o debate sobre as diversas privatizações, sejam elas lucrativas ou não, vai continuar dentro da própria Pastoral, mantendo particularmente vivo aquele que é o sonho e projeto da pastoral: Um mundo sem prisões.

Apontamentos

Eduardo de Moura levantou o seguinte questionamento: “o encarceramento em massa é causa ou consequência da privatização das prisões”. Destacou, ainda, a precarização dos salários dos funcionários das empresas que assumem serviços terceirizados no sistema prisional, que chegam a ser 1/3 menor em relação aos salários dos servidores públicos.

Gustavo Massola, dentre muitas análises, afirmou que o modelo APAC acaba por ser um investimento no sistema penal, o que significa afirmar e reforçar o sistema carcerário e não leva à reversão das causas do encarceramento em massa.

Por fim, Haroldo Caetano também foi enfático: “Ressocialização [através do sistema carcerário] é um mito. Acreditar nesse mito é investir em trabalhos meramente assistencialistas. A cadeia não recupera. A cadeia aniquila”. Para ele, aceitar a existência das prisões é aceitar que existem guetos e campos de concentração. Ele afirmou, ainda, que a privatização é sempre atividade lucrativa. Segundo Haroldo, os governos têm a convicção de que a cadeia nunca irá mudar, mas mesmo assim, celebram contratos e entregam esse setor para os interessados em lucros e dinheiro.

Fonte: Pastoral Carcerária Nacional

 

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Rap da libertação

Clipe oficial de Revolução e Liberdade. Rap cristão combativo de Orlando Jay, que homenageia os adeptos da TdL e guerrilheiros que enfrentaram a ditadura militar. Orlando Jay se baseia em São Tomás de Aquino e na Gaudium Et Epes, e com imagens do local onde caiu Carlos Marighella e antigo DOPS, somado a uma missa, enfatizam a espiritualidade da esquerda cristã. Produção: Tru-Original (Travellini)

Rap revolucionário que muito irmão não gosta// Não somos aqueles que levantamos placa// Pra nós Cristo é libertação, não marca”. Este é um dos trechos do rap “Revolução e Liberdade”, cantado pelo rapper Orlando Jay, do grupo de rap católico Principado.

Orlando é agente da Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo e faz da arte um instrumento de evangelização, além de um canal para questionamento da ordem social.

Revolução e Liberdade (Orlando Jay)

“O melhor método, e o único justo para combater o tirano, é formar uma oposição política, que tentará destruí-lo” – São Tomás de Aquino

Dedo de gesso, só sabe apontar;
Isso é contra a Igreja, só isso c sabe falar?
Grupo Principado vai te dar resposta;
Rap revolucionário que muito irmão não gosta;
Não somos aqueles que levantamos placa;
Pra nós Cristo é libertação, não marca;
50 anos atrás, no golpe Militar;
Sua ideologia se calou, a nossa foi guerrear;
Ação Popular, Vinicius Caldeira Brant;
AP, esquerda cristã, foi o front;
Ao lado das Ligas Camponesas, Grupo dos 11;
Por um Brasil sem repressão, fomos avante;
Com ALN e MR-8, cristão lutou;
Durante a Ditadura, não se calou;
Palavra de Deus e Guerrilha armada;
Julião, Osvaldão, Marighella, Lamarca;
Padre Alipio e PRT, deixaram a direita estática;
E os três dons Arns, Helder e Casaldáliga;
Mostraram pra nós que o ser Cristão;
Tem alicerce na Teologia da Libertação;
Pelo pobre, pelo negro, pelo índio;
Esse Rap é pesado, opressor tá sentindo;
O grito de dor de quem o sistema torturou;
A agonia dos pais que o filho não enterrou.

“E enquanto existir o perigo de guerra e não houver uma autoridade internacional competente e dotada dos convenientes meios, não se pode negar aos governos, depois de esgotados todos os recursos de negociações pacíficas, o direito de legítima defesa” – Gaudium es Spes, 78

Conservadores de extrema direita vieram nos tirar;
Somos militantes de ideias, por isso querem nos excomungar?
Oro por todos que sofreram na mão da pimentinha;
Cadeira do Dragão, Pau de Arara, coisa que Deus duvida;
Homens e mulheres torturados;
Mortos e que até hoje não foram encontrados;
Vitimas dos poderes extremos da AI5;
Solo virou mar de sangue, de 64-85;
Valente Frei Betto, Frei Ivo, Frei Fernando;
E Frei Tito, vitima do sistema desumano;
Leonardo Boff, fonte de inspiração;
Manual do Guerrilheiro Urbano, sempre na mão;
Como diz Eduardo, contemporâneo da revolução;
A Bíblia não é escudo, e manual pra Libertação;
Somos TL, nossos mártires e ações;
Valem mais que a hipocrisia de muitos em suas orações;
Revolucionário tem que revolucionar;
Em minhas orações peço forças pra continuar;
Ser imitador de Cristo não ficar em cima do muro;
Por amor quebrar regras como a do puro e impuro;
Coragem, força e fé, é o necessário;
Pois na nossa visão Cristo é revolucionário;
Que calçava sandália, barba por fazer;
Pregava a igualdade e o bem pra todos ver;
Ceb’s, Pastoral da Mulher Marginalizada;
Comissão Pastoral da Terra, PJMP e Operária;
Revolução e Liberdade, ao alcance de suas mãos;
Principado, teologia do gueto, acima de tudo, cristãos.

 

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Entidades de Londrina se reúnem para tratar da Situação Carcerária

O Mndeh-Pr,Movimento Nacional de Direitos Humanos do Paraná convida as entidades e movimentos de Londrina a participar de uma reunião sobre a situação carcerária de Londrina e do Paraná.

Data: 29 de agosto de 2014
Horário: 16 horas
Local: Sindarspen-Ld: Endereço:Rua:Goias,610.

A Pastoral Carcerária confirmou presença. Mais uma vez vamos juntar nossa voz a voz tantos que preocupam com questão carcerária em Londrina e em todo Paraná. Não descansaremos enquanto governo Estadual não levar a sério os problemas que existentes em nossas penitências e cadeias. Está na pauta da pastoral: a superlotação no sistema prisional, a carência de funcionários, técnicos e agentes penitenciários, a falta de distribuição de produtos de higiene e limpeza, Implementação da Defensoria, Construção de novas unidades penais e a transferências de presos. 

 

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Prender nem sempre é a melhor solução

Recebi da assessoria Jurídica da Pastoral Carcerária Nacional esse vídeo produzido  pela organização PRI(Penal Reform Internacional), Narrado em inglês e  legendado em espanhol.

O vídeo é muito bom e aborda a questão da encarceramento em massa mundo afora e seus problemas, além de fazer um grande  apelo ao maior emprego de medidas alternativas ao aprisionamento como política de segurança pública e justiça. 

Acredito que temos um grande caminho a fazer para entendermos que há outras medidas tão ou mais eficazes do que simplesmente manter encarceradas as pessoas nas condições mais degradantes da sua dignidade. 

Por uma sociedade sem prisões. Sonho do  coração de Deus. Nossa missão. 

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Assembleia da Pastoral Carcerária no Paraná

 

1000 x 500

A nova coordenação estadual eleita na Assembleia

No Centro Pastoral Passionista, em Ponta Grossa, reuniram-se 50 coordenadores diocesanos e agentes da Pastoral Carcerária, em 14 e 15 de junho, para avaliar e fortalecer a caminhada, revigorar-se na comunhão e lançar-se com ardor na missão de levar o Evangelho de Jesus Cristo para as pessoas presas.

Dom João Alves dos Santos, bispo referencial para a Pastoral Carcerária no Paraná, esteve presente no encontro e falou sobre o anseio dos bispos do Regional Sul 2 de fazer acontecer, com mais ênfase, esta Pastoral no sistema prisional e nas políticas penais do Estado.

No Paraná existe mais de 32.000 pessoas privadas da liberdade, o equivalente ao número de habitantes de muitas de nossas cidades. O Pe. Valdir Silveira, Coordenador Nacional da Pastoral Carcerária e assessor do encontro, junto com o Pe. Mário Spaki, Secretário Executivo do Regional, fez uma análise de conjuntura do sistema prisional brasileiro: ressaltou o encarceramento em massa e a necessidade de realizarmos ações coordenadas e de enfrentamento a esse terrível sistema de pecado: o sistema penal brasileiro.

Os agentes desta Pastoral têm consciência da importante missão que realizam e enfrentam os desafios cotidianos ancorando suas atividades na frase do Evangelho “foi a mim que o visitastes”, dita pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que se identificou com quem está preso.  “Fazemos tudo com muito amor”, disse Marlene de Oliveira Leão, da Diocese de Jacarezinho, que há quatro anos atua na Pastoral. Marlene conta que “na primeira vez que entrou numa cadeia teve uma crise de tosse, devido ao medo, mas que agora não consegue imaginar ficar sem a Pastoral Carcerária”.

Os participantes, depois de dialogar sobre o que compete aos membros de uma equipe de articulação estadual, elegeram uma nova coordenação para a Pastoral Carcerária. O coordenador eleito é o Pe. Antônio Carlos da Silva da Arquidiocese de Maringá; a vice é a Ir. Luciene de Melo, da Diocese de Toledo; a secretária é a Cristina da Silva Souza Coelho da Arquidiocese de Londrina; o tesoureiro é o Edson Fabiano Vasconcelos da Diocese de Paranavaí; como representante da província de Curitiba ficou o Diácono Manoel Pereira da Silva e como articulador da Justiça Restaurativa no Estado, Luiz Jadilmo Bedatty da Arquidiocese de Cascavel. Todos saíram muito animados e com o compromisso de fazer acontecer a Pastoral Carcerária em todo o Estado do Paraná.

1000 x 700Pe. Antônio Carlos da Silva e Pe. Valdir SIlveira

Com Informações da Site da CNBB SUL II
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Pastoral Carcerária do Paraná tem nova Coordenação Estadual

Essa notícia me deixou extremamente animado. Já fazia algum tempo que a Pastoral Carcerária em nosso Estado estava indo aos trancos e barrancos. Agora essa nova coordenação Estadual tem a missão de levar adiante todo o trabalho, e organizar a Pastoral em cada diocese, além de ser referência para grandes demandas que enfrentamos na questão carcerária paranaense.

Aproveito o espaço para agradecer a Cristiana Coelho pelo empenho nessa causa pela revitalização da Pastoral Carcerária no Paraná. Parabéns pelo missão de ser secretaria dessa Pastoral, de vanguarda, profética como diz Dom Orlando, Arcebispo de Londrina. Conte sempre com meu apoio e presença e trabalho.

ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA DA PASTORAL CARCERÁRIA DO REGIONAL SUL 2

Nos dias 14 e 15 de junho de 2014 na cidade de Ponta Grossa Paraná aconteceu uma assembléia Extraordinária da Pastoral Carcerária do Paraná motivada pelo apelo dos bispos da Regional 2 com o objetivo de eleger a nova coordenação no Estado. A assembléia contou com a participação de Dom João bispo referencial, de representante de 13 províncias entre o grupo treze padres, dois diáconos, quatro freiras e vários leigos.

A assembléia foi conduzida pelo Padre Mário secretário da CNBB Regional Sul 2 e  Assessorado pelo Padre Valdir coordenador Nacional da Pastoral Carcerária. Durante a Assembléia o Padre Valdir apresentou um panorama da situação carcerária do Brasil com destaque ao Estado do Paraná  que tem 32.438 pessoas presas. Após  trabalho em grupo foram apresentado na plenária o retrato da Pastoral carcerária no Estado com várias experiências positivas embora algumas dioceses ainda esteja começando a organizar a Pastoral.

Todo este trabalho apresentado serviu como referencia ao grupo que fez um panorama sobre a função da coordenação e os desafios a serem enfrentados. A assembléia enfim elegeu a sua coordenação ficando assim constituída:

Presidente Padre Antonio Carlos da Silva da diocese de Maringá; Irmã Luciene C. de Melo vice coordenadora da diocese de Cascavel; Edson Fabiano Vasconcelos da diocese de Paranavai como tesoureiro, Cristina da Silva Souza Coelho como secretária da diocese de Londrina; Luiz Jadilmo Bedatty de Cascavel responsável pela formação em justiça Restaurativa; e diácono Manoel Pereira da Silva da diocese de São Jose dos Pinhais.

A Assembléia encerrou-se com a Santa Missa presidida pelo Padre Valdir que fez o envio da nova coordenação.

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Essa é nova coordenação da Pastoral Carcerária do Paraná, Regional SUL II da CNBB.
 Cristina Coelho, Secretária, que atua na Pastoral em nossa arquidiocese, é a terceira da direita para esquerda. O Presidente é padre Antonio, de Maringá, que está de blusa vermelha.
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Pastoral Carcerária de Londrina

No  último final de semana,  a Pastoral Carcerária de Londrina realizou um Encontro para apresentar suas propostas e atividades.  Foi muito positivo e rico. Novas pessoas estiveram presentes, numa manhã de muito entusiamo e comprometimento com a questão carcerária.

Agora teremos um novo encontro de formação no dia 27 de abril, das 8 às 12 horas. no Centro de Pastoral de Londrina. Venha Participar. 

Abaixo você poderá conferir alguns fotos do Encontros e também conhecer o que é a Pastoral Carcerária e o que ela faz.

1. Missão: Ser presença efetiva e afetiva da Igreja e de Jesus Cristo nos cárceres de Londrina e cidades de nossa arquidiocese, defendendo a pessoa humana e valores mais fundamentais, nas dimensões religiosa, social e jurídica.

2. Fundamentos Bíblicos: Mt 25,36: Porque estive preso, fostes me visitar/Lc 4,18: Fui enviado para proclamar a liberdade aos cativos

5. Objetivos:Evangelizar nossos irmãos que se encontram privados de sua liberdade, promovendo a dignidade da pessoa humana dentro das cadeias e presídios através da defesa de seus direitos sociais e jurídicos; Acompanhar familiares dos encarcerados, prestando assistência social e religiosa; Promover a vida cristã junto aos funcionários das unidades prisionais.

Atividades Desenvolvidas (de acordo com as áreas de atuação)

a) Dimensão religiosa
þ Celebrações eucarísticas
þ Meditação da Palavra
þ Momentos de Louvor
þ Catequese
þ Distribuição Bíblias, Terços, CD/DVD de palestras, revistas cristãs
þ Acompanhamento de familiares de detentos

b) Dimensão social
þ Acompanhamentos de egressos
þ Contatos e visitação a familiares de encarcerados
þ Distribuição de kits de higiene, alimentação e material de artesanato
þ Exposição e comercialização dos artesanatos produzidos pelos detentos
þ Organização de cursos para familiares e egressos
þ Comemoração: dia do Encarcerado
þ Celebração do dia do agente penitenciário e carcereiro

c) Dimensão jurídica
þ Encaminhamentos de situação de detentos
þ Participação do Conselho de Comunidade (Previsto na LEP)
þ Participação no CDH-L
þ Reuniões e Encontros com autoridades públicas ligadas à questão prisional

d) Atividades Com a Sociedade e Igreja
þ Semana do encarcerado
þ Parcerias com Universidades, órgãos públicos, e sociedade civil.
þ Campanhas de divulgação da pastoral e de conscientização sobre a realidade prisional
þ Visitas a Paróquias e Conselho de Pastorais Decanais para divulgação da Pastoral Carcerária e recrutamento e formação de novos agentes
þ Entrevistas e publicação de artigos nos meios de comunicação a respeito da Pastoral carcerária e de temas relacionados a realidade dos encarcerados.
þ Manutenção do Blog da Pastoral Carcerária de Londrina

Contato:  Centro de Pastoral Dom Bosco. Rua Dom Bosco, 145. Londrina. Fone 3371-314. Atendimento: toda as Segundas-feiras, das 14 às 17 horas

Padre Edivan. 3328- 7923

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