Mês: fevereiro 2011

 

Movimentações políticas

O Partido do Trabalhadores local, aproveitou a passagem do Deputado Federal Zeca Dirceu para formalizar a adesão de várias personalidades ao partido.  O psicólogo e diretor do Colégio Estadual Vercindes Gerotto dos Reis,  Tarcísio Marques dos Reis,  assinou sua filiação.

O nome de Tarcísio é uma grande novidade no cenário político da cidade.

Seria a foto abaixo uma premissa do que teremos em 2012?

Juca de Almeida, Zeca Dirceu e Tarcísio. Foto: Aguinaldo

 

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E tem mais…

Não esta legal a situação do atual prefeito, nos últimos dias. Por isso é sempre bom levar a sério “este lance” de ser prefeito. Veja só: Primeiro foi o Ministério Público que perdeu a paciência e o processou pedindo a cassação de seu mandato. Depois, veio a denúncia postada aqui no blog, de uso indevido de propriedades públicas para plantação de soja por terceiros, sem licitação ou viés legal – isso é gravíssimo -. Alô vereadores!!!

E para fechar o fevereiro, leitor (a) que assina com a singela alcunha de  Dona Mariquita vem com esta: “Tô pra dizer que vem mais bomba por aí, como um tal pagamento em duplicidade para um servidor da prefeitura. Acho que a coisa vai ficar feia prefeito. Mas é muito bom colocar os pingos nos iiiiis.

 

Repito: É bom levar a sério este lance de ser prefeito.

Política
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O mistério do carro abandonado

Moradores do  Jardim Capital, estão curiosos com o fato de este veículo da foto, ter sido abandonado na Rua Panamá há mais de 15 dias. A Policia Militar informou, consultando a placa,  que não há nada de errado com sua documentação.

Foto: Leandro Oliveira

A questão é que o veículo, que tem placas de Maringá, esta sendo desmanchado por populares que já levaram a bateria, rádio e rodas.  Na tarde de sábado os vizinhos precisaram arrastá-lo para liberar a passagem, já que estava atrapalhando o transito.

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Deputado afirma que FPM cresceu nos últimos anos

Na reunião realizada sábado, entre o Deputado Federal Zeca Dirceu e lideranças do partido na cidade, chamou atenção a fala do parlamentar, destacada pela Néia, de que “Em Paiçandu como outros Municípios, nos últimos 8 anos só aumentaram os repasses do Governo Federal”.  Zeca sugeriu que qualquer cidadão, vá até a Câmara de Vereadores e peça a planilha de quanto Paiçandu recebeu mês a mês nos últimos anos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM),  que qualquer prefeito que disser que o FPM caiu, isso não é verdade.
O deputado disse ainda, que as emendas que os Deputados Federais criaram,  que antes eram de 2 milhões por ano, hoje são de 13 milhões, é cinco vezes mais; isso só pra um deputado.”

 

Na verdade, já destacamos aqui no blog os valores dos recursos repassados pelos Governo Federal, entre eles o FPM, estes dados podem ser facilmente visualizados no Portal da  Transparência.

Cidade
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Pausa

“Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:— Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz. — Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente. Ela olhou os sanduíches: — Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche. A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:— Volto de noite.

As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente… – Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel. – Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. – Estendeu a chave. Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu; um cacarejo curto. Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.

Dormir. Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos. Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; o índio acabara de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio. Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro – disse o gerente.- Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo. Samuel saiu. Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa. ¨

 

 

Moacyr Scliar

23/03/1937

27/02/2010

Memória
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Quem diria?

Neste mês, dia 27, o blog completa dois anos no ar…

O pessoal sugeriu a idéia de fazermos um churrasco entre amigos, na verdade uma promessa desde o ano passado… Vamos então agitar a coisa, seria muito interessante um encontro assim, para bater um papo descontraído e amistoso… e tomar uma tubaína.

Só precisamos encontrar um local legal, o dia e a forma de contribuição…

Outras
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Recursos recebidos em 2010

Paiçandu recebeu do governo federal ano passado, R$ 14.127.484,92, portanto mais de 14 milhões de reais, para utilização na máquina administrativa. Neste montante não estão inclusas verbas específicas de emendas. É dinheiro limpo que cai todo mês na conta da Prefeitura, variando de 1.2 milhões a 1.5 milhões mensais.

Deste total, R$ 1.464.798,10, são específicos para ações na saúde.  Para a Assistência social foram R$ 576.350,24, sendo que R$ 430.735,00 para o Bolsa Familia.

Os projetos de educação receberam R$ 496.498,16.

É muito dinheiro para tão pouca ação pública. Lembrando que ainda temos os repasses estaduais, recursos provenientes de IPTU e taxas municipais etc… na verdade o problema é saber como administrar tudo isso!

 

 

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Mais lenha

Do leitor lembrando outro agravante:

“Se não bastasse não cumprir o pedido do Ministério Publico do meio Ambiente, o prefeito ainda cometeu outra ilegalidade ainda maior, cedendo sem licitação dois imóveis públicos destinados ao aterro sanitário para terceiros plantarem soja. Essa certamente caberá ao Promotor Cruz. O prefeito está pensando que administrar coisa pública é fazer compra no Ceasa”

 

Cidade
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