Memória



O agente do Partidão

No fantástico artigo de Laurentino Gomes que publicamos no sábado, foi citado um personagem emblemático que viveu na Água Boa dos anos 60:  Pedro Riguette.

Assim  ele nos é apresentado:

Em Água Boa, povoado de apenas 3.000 habitantes, quase todos católicos e conservadores até a medula, havia um agente do Partidão, o Partido Comunista Brasileiro. Chamava-se Pedro Riguette e pregava a reforma agrária e a distribuição das terras para agricultores pobres. Riguette repetia um discurso que faria todo sentido em outras regiões do país dominadas pelo latifúndio, como a Zona da Mata pernambucana, nessa mesma época agitada pelas Ligas Camponesas de Francisco Julião. Era, no entanto, uma ideia difícil de entender naquele pedaço do Norte do Paraná, área de pequenos agricultores, cujas terras haviam sido compradas com imensos sacrifícios.”

Logo após, ficamos a par de seu infortúnio:

“Ao amanhecer de Primeiro de Abril de 1964, Pedro Riguette foi preso pelo delegado local. Nunca mais se teve notícia dele, mas um boato dizia que, na cadeia, lhe haviam enchido a boca de terra como paga pela reforma agrária que tanto defendera.”

Hoje, tivemos a grande satisfação de receber no blog , a visita do irmão do escritor, citado no artigo inclusive, que alimentou a lenda Righette. Assim escreveu Sérgio Inácio Gomes:

“Quanta emoção relembrar de fatos tão distantes! Sou o segundo irmão do Laurentino e, confesso que eu havia me esquecido de fatos como o ocorrido com Righette. Me recordei que naquela época ouvi adultos comentarem, dizendo que depois de preso, ele (Righette), conseguiu o que tanto queria, “terra”, socaram terra na boca dele com uma “mão de pilão” (instrumento de madeira utilizado para amassar ou prensar alimentos num pilão). Quanto sadismo de uma sociedade, infelizmente algumas vezes nem tão passada assim.”

– A questão é?  Os mais “antigos” lembram-se deste fato, ou deste morador reacionário?

E mais, se você não leu o artigo do Laurentino (textos longos assustam o frequentador de blogs, eu sei…), porém leia este que vale a pena.  AQUI.

 

Memória
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Baú do PBN

A foto da galeria do baú de hoje, foi enviada pelo leitor do blog e amigo Leandro Mardegan.

Segundo seu relato, o time é da década de 60, o Samaritano Mardegan atuava em Paiçandu e nos antigos patrimônios da região,  ele ainda nos conta que o time era o que se diz na linguagem dos boleiros um time “cascudo”, difícil de ser batido.

Em pé: Zezão, Vilson Palmieri, Modesto Mardegan, Orilio Mardegan, Davi Piu e João Fubá. Agachados: Ernesto Palmieri, Luizinho Mardegan, Lino, Bilica e Tarcizio Mardegan.

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Cônego Telles faz poema em homenagem à Paróquia Santo Cura D´Ars

O Cônego Benedito Vieira Telles escreveu um poema em homenagem ao Jubileu de Ouro da Paróquia Santo Cura D´Ars, em Paiçandu.

Cônego Telles é sacerdote na Arquidiocese de Maringá e foi o primeiro padre ordenado na diocese. A história da Paróquia de Paiçandu se confunde com a sua, pois foi ele em 8 de agosto de 1962, que instalou a nova paróquia e empossou o primeiro vigário de Paiçandu, José Jezu Flor.  Ele representou na solenidade o bispo dom Jaime Luiz Coelho, que não pode vir.

 

Paiçandu também rende homenagens ao Poeta Cônego Telles, pois ele foi um dos desbravados que vinham à cidade celebrar missas antes do desmembramento. Tem carinho especial pela cidade. Um dos homens maior cultura da história de Maringá e região, é formado em Direito com pós no Brasil e em vários países da Europa. Ex-Cura da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. Professor Emérito de Direito na UEM e Membro Fundador da Academia de Letras de Maringá – ALM.

 

Jubileu de Ouro da Paróquia de Paiçandu

Maringá, 18 de agosto de 2012

No sertão verde, na mata cerrada,
povoavam-na pássaros, beleza,
torrão quente, vermelho de riqueza,
há sonhos de alvorada em terra amada.
 
Chão virgem desde a aurora, áurea de então,
abraçou-te pioneiros valorosos,
bandeirantes heróicos, gloriosos,
dão à terra mãe berço ao coração.
 
As vendinhas de secos e molhados,
não chegavam a três no chão rural.
Debaixo de uma lona, houve o Natal,
a Missa do Galo, à chuva, ensopados.
 
Foi Missa linda, gente religiosa,
capela Santo Antônio, em Paiçandu,
que povo bom, católico, eras tu…
são cinquenta anos, hoje, és tão formosa!
 
Jubileu de Ouro, graças incontáveis,
Ação de Graças, cantos, a Deus Pai,
Deus misericordioso, ó Adonai,
obrigado, Senhor, que anos amáveis!

…………………………………………………………………….

Agradecer, gesto tão puro, de almas delicadas, gratas, generosas,
primeiro a Deus, a Santo Antônio, São João Maria Vianney,
aos pioneiros, as famílias paiçanduenses, os Párocos desta grei:
ao Cônego Benedito Vieira Telles, à época, Pároco da Catedral de Maringá,
ao Cônego José Jezu Flor, “in memoriam”,
 ao querido amigo, Cônego  Ângelo Banki,
ás autoridades civis, religiosas e militares,
ao senhor Arcebispo Dom Anuar Battisti, arcebispo da Arquidiocese de Maringá,
pastor desta grei na pessoa do atual pároco, Padre Pedro Jorge Delgado,
 e de seus antecessores,  agradecer a este povo,
orgulho, dínamo do progresso da cidade querida de Paiçandu.

 

Obrigado!
 
Cônego Benedito Vieira Telles

 Via

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Música do dia

Há exatos 35 anos, morria um dos maiores ídolos da história da música: o cantor Elvis Presley. E, até hoje, o cantor permanece como o artista solo pop que mais vendeu discos na história. Elvis não foi superado por ídolos como Madonna e Michael Jackson nem mesmo no posto de maior ganhador de discos de ouro e platina de todos os tempos — são 131 ao todo. Embora os números não fossem monitorados com rigidez na época, estima-se que tenha vendido mais de 1 bilhão de discos.

relembre dez dos maiores hits de Elvis Presley AQUI.

Geral, Memória
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Paróquia Santo Cura d’Ars completa 50 anos

História 
‎1ª Missa em Paiçandu.” PAISSANDU” celebrada pelo Pe.Francisco Póbrea, no dia 13/6/1949, no local onde está instalada a Igreja Matriz, diz-se que neste dia foi improvisada uma capela com encerados e cobertores, enfeites com folhas de palmeiras.O padroeiro local passou a ser Santo Antonio, cuja imagem foi doada pelo pioneiro Antonio Longoski.
Em 62 a criação oficial
Em 1962, no dia 08 de agosto , a paróquia passou a ter como Padroeiro o SANTO CURA D’ARS, assumindo neste dia o Cônego José Jesu Flor, era criada então oficialmente nesta data a Paróquia Santo Cura d’Ars. A Imagem do novo padroeiro, foi doada pelo senhor Humberto Bernardino em 8 de agosto de1963.
(fonte:Paiçandu Cidade do futuro).
Igreja Matriz atual
Primeira missa dos 50 anos
Na primeira missa dos 50 anos, (8/8), na matriz – na Capela do Santíssimo, quem celebrou foi o  sempre querido, padre Angelo Banki.
Foto: Nadir Alves
Parabéns Paróquia Santo Cura d’Ars, pelos 50 anos.
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Baú do PBN

Seguindo o clima nostálgico que tomou conta do blog neste domingo, segue uma imagem de um desfile na avenida Ivaí datada do final da década de 60 (data estimada) no sentido bairro centro.

 

Na imagem podemos notar as construções ainda em madeira e segundo informações, nesta altura da avenida do lado esquerdo, fica localizada atualmente a agência do banco Itaú.

Reparem que a avenida ainda não era asfaltada, mas não é que está melhor que alguns pontos da mesma nos dias de hoje?  Bons tempos!

Memória
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A Geada Negra de 1975

Por Roberto Bondarik

Em 18 de Julho de 1975, há trinta e sete anos, ocorria a Geada Negra, que erradicou a cafeicultura no Estado do Paraná. Naquela ocasião muitos não tiveram discernimento da amplitude dos problemas causados e das conseqüências que seriam geradas por esta geada, talvez ainda hoje muitos ainda não tenham essa compreensão.

Revistas e jornais daqueles dias mostram o frio europeu que atingiu o sul do Brasil. Em Curitiba ainda se relembra e comemora a neve daquela ocasião. No norte, onde o café era a principal atividade econômica, o frio intenso assumiu ares de tragédia, não sobrou espaço lembranças alegres. Haviam ocorrido geadas fortes em 1963, 1964 e 1966, prenúncios da maior de todas.

Com as lavouras destruídas era preciso recuperar os prejuízos. As terras eram caras, precisavam continuar lucrativas, plantou-se soja, trigo e milho, principalmente. A mão-de-obra necessária era a mínima possível para as novas atividades. As colônias das fazendas começaram a se desfazer, os não proprietários passaram a se fixar nas cidades da região, muitos viraram bóias-frias. Londrina era sempre a melhor opção, surgiram bairros imensos, grandes conjuntos habitacionais como o “Cincão”. Outros foram para Curitiba e São Paulo. Próximo a Campinas, existem bairros inteiros habitados por gente que se orgulha e chora de saudade, por ser do Paraná. Para aqueles que já eram proprietários, optaram em vender o que possuíam e comprar novas terras em regiões livres do frio, assim hordas de paranaenses rumaram a Mato Grosso, Rondônia e Acre. Rapidamente Rondônia virou um Estado. Mato Grosso virou dois, no do norte estão muitos dos nossos antigos vizinhos.

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18 anos da morte de Ayrton Senna

Esta terça, dia 01 de maio, além do feriado do Dia do Trabalhador, outra data é lembrada de forma triste para muitos brasileiros. Há 18 anos morria o piloto Ayrton Senna. Para muitos o maior ídolo do esporte brasileiro, se estivesse vivo, estaria com 52 anos.

Nos 10 anos de Fórmula 1, o brasileiro conquistou três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias, 80 pódios e 65 poles positions em 162 corridas. Foi piloto da Toleman, Lotus, McLaren e Williams.
Eu me lembro de todos os fatos ocorridos naquele domingo trágico e dos dias seguintes, onde uma grande comoção tomou conta de todos.
Memória
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