Xangri-lá ou Shangrila



O refúgio onírico

Shangri-La, Xangri-lá ou Shangrila é uma esfera mágica, própria do universo da imaginação, criada pela mente genial do escritor James Hilton, em sua obra Horizontes Perdidos. Este ponto mágico estaria supostamente localizado nas cadeias montanhosas do Himalaia, junto a paisagens deslumbrantes, em meio à completa paz e harmonia, inimagináveis para nós, humanos. Lá o tempo parece não escoar como no restante do Planeta, eternizando-se em uma atmosfera de intensa felicidade.

As pessoas não envelhecem neste refúgio onírico.

O livro que deu origem a este mito foi lançado em 1925, inspirando assim idealistas, exploradores, viajantes, entre outros, a buscar este recanto misterioso. Provavelmente este paraíso perdido foi criado com base em um local do Tibete conhecido como Diqing. Esta localidade tibetana está inserida em uma área montanhosa repleta de lagos, na província de Yunnan, sudoeste da China. Com o sucesso da obra inspirada nesta região, ela passou a ser conhecida também como Shangri-la, transformando-se assim em famoso pólo turístico. No idioma próprio do Tibete, Diqing tem o sentido de ‘região auspiciosa’, na qual convivem 26 diferentes etnias. O Planeta só soube de sua existência depois do lançamento do livro Horizontes Perdidos. Em busca do refúgio mágico, muitos encontraram este recanto tibetano, identificando-o como o local narrado na obra de James Hilton, pois lá encontraram todos os elementos descritos pelo autor na caracterização de seu Éden particular. No ano de 2001 a capital de Diqing foi oficialmente batizada de Shangri-la.

O sucesso desta novela foi tão surpreendente, talvez por atender aos anseios de um mundo mergulhado em conflitos, guerras, miséria, abalado pela quebra da Bolsa de Nova York, desestabilizado política e militarmente. Este cenário deprimente encontrou na imagem de Shangri-la, com certeza, o Éden tão sonhado. A repercussão foi tão intensa, que logo bandas musicais e grupos adeptos da Teosofia, bem como centros de lazer em toda a Ásia e a América adotaram este nome para seus empreendimentos. O Ocidente foi invadido por filosofias, concepções, idéias religiosas, e outros elementos provindos do Oriente, justamente por influência desse mito. Em um cenário paradisíaco, localizado entre montanhas de gelo do Tibet, o escritor inglês James Hilton, nascido no dia nove de setembro de 1900, e morto em 20 de dezembro de 1954, posicionou um grupo de pessoas das mais diversas nações, convivendo livremente, sem autoritarismo, comedidamente, com total equilíbrio.

Neste local ideal, a magia é fruto da coexistência pacífica, da igualdade entre as pessoas. Hilton levanta uma questão importante em seu livro: o homem está preparado para viver neste abrigo oculto? Ele já se encontra espiritualmente amadurecido para exercitar a paz e a fraternidade? Para abrir mão de suas ambições?

Via InfoEscola

Comente aqui