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Plástica e Saúde

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Diga NÃO ao alcool líquido em casa.

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É com grande interesse que acompanho as noticías sobre a liberação ou não do alcool liquido para uso doméstico. Durante a formação como cirurgião plástico, trabalhamos em unidades de tratamento de queimados e percebemos na pele o horror que um acidente com este produto pode causar.

Estima-se que 80 a 90% das queimaduras graves em crianças sejam causadas por alcool líquido e, pasmem, dentro de casa.

Em 14 de maio de 2011 entrou em vigor uma determinação que obriga os estabelecimentos a alertar na forma de cartazes, sobre os perigos do alcool. Na minha opinião significa “tapar o sol com a peneira”. Peso na consciência por “abrir as pernas” para interesses dos maiores em detrimento da saúde pública.

Na época em que foi proibida a comercialização do alcool para uso doméstico houve diminuição de até 60% das internações nas unidades de queimados. E quem se importa?

Como neste país o interesse da população e saúde publica vem sempre depois dos interesses dos grandes lobistas, a indústria do alcool conseguiu na justiça o direito de vende-lo nos mercados. Adivinhem? Os acidentes aumentaram novamente.

As crianças são os mais afetados com o problema. Hoje, com pais trabalhando fora a maior parte do tempo, imaginem o que pode acontecer. São inúmeras crianças frequentando os ambulatórios do SUS aguardando cirurgias plásticas reparadoras que, na maioria das vezes, apenas alivia o problema. São crianças marcadas externa e internamente por cicatrizes que jamais desaparecerão. Crianças que não sorriem. Os pais carregam durante toda a vida o peso da culpa. Somando-se a isso, vem a pergunta: Alcool líquido para quê? Acender churrasqueira? Limpeza da casa? Existem dezenas de produtos mais seguros e mais eficazes para isto.

Como médico, como cidadão e, principalmente, como pai, eu recomendo: Não faça parte da estatística e não permita que sua família seja exposta a riscos desnecessários. NÃO COMPRE ALCOOL LÍQUIDO. É a melhor forma de proteger sua família.

Divulgue esta informação. Pode salvar a pele de alguém.

Marcelo Takeshi Ono

CRM/PR 21591

Cirurgião Plástico.

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 25 de maio de 2011 às 14:52
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Cirurgia Plástica: Novas orientações para médicos e pacientes.

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Esta semana o Conselho Federal de Medicina, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, divulgou um documento intitulado “Normas Informativas e Compartilhadas em Cirurgia Plástica”. Este documento visa tornar ainda mais clara a relação entre médicos e pacientes antes, durante e depois de realizar uma cirurgia plástica.
Quem já não ouviu um relato sobre “o resultado de uma plástica que não agradou porque não sabia sobre as cicatrizes”? Será que o médico “não quis falar” tudo ou o paciente “preferiu não ouvir”? Se nada foi escrito fica difícil analisar quem não fez seu dever de casa.
Este documento visa eliminar este ponto de discórdia pois todo o planejamento, inclusive cicatrizes e os riscos que o procedimento engloba, deverá ser entregue na forma de documento e assinado por ambas as partes.
Entre outros itens do documento estão a necessidade de informar por escrito qual a formação do médico (se tem título de especialista em Cirurgia Plástica ou não) e as condições do local em que o procedimento será realizado. Se o paciente está sendo operado por médico não especialista é direito dele saber.
Trocando em miudos, o médico não poderá fazer promessas milagrosas e descabidas, nem tampouco o paciente poderá dizer que “não sabia” dos riscos.
Para quem já segue um protocolo rígido de pré e pós operatório, o único detalhe que irá mudar é que informará por escrito os cuidados desde há muito tempo tomados. Para quem leva as coisas no improviso, com certeza ficará um pouco constrangido de escrever que “pulou” algumas partes do protocolo.
É uma vitória para os pacientes e para quem luta por preservar certa “dignidade” e sobriedade para a Cirurgia Plástica no país.

veja o documento na íntegra no site do Conselho Federal de Medicina:

http://www.portal.cfm.org.br/images/cfm_normas.pdf

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 13 de maio de 2011 às 23:04
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O inverno é a melhor época para se cuidar?

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O calor escaldante está ficando para trás. Enfim um clima mais ameno, muito propício a cirurgias plásticas e tratamentos estéticos. Quanto as cirurgias, muitas vezes é mais cômodo usar as malhas modeladoras para cirurgias corporais.
Quanto aos tratamentos estéticos, podemos dizer que é uma época muito adequada aos tratamentos com Laser.
Haja vista que a maioria dos Lasers, seja para qual finalidade for, deixam a pele muito sensível, fazê-lo nesta época torna tudo mais confortável.
Cuidar de si mesmo nunca sai de moda e cai bem em qualquer estação do ano, mas em épocas frias é mais cômodo e confortável. Sem contar que estará impecável para quando o verão chegar!

Celulite tem cura?

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Fonte: Folha Online

“Quando há muitos tratamentos para a mesma coisa, é porque nenhum deles resolve o problema.”

A fala do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica de São Paulo, Carlos Alberto Komatsu, põe na dimensão certa a profusão de novidades que surgem todo dia como “solução” para celulite.

“Nenhum tratamento tem 100% de cura. Estamos ainda longe do resultado perfeito.”

Muitas técnicas, no entanto, podem melhorar a aparência das áreas afetadas, além das cirurgias, que, avisa Komatsu, também não garantem resultados bons e duradouros.

O que mais funciona contra a celulite é o mais difícil: combinar alimentação certinha, atividade física e cuidados com a pele.

Mas, vá lá: a dermatologista Ligia Kogos diz que uma das novidades é o preenchimento da pele com ácido hialurônico. A substância estimula a formação de colágeno e, diz ela, “faz desaparecer” o desnível da região afetada.

Outro tratamento em voga é a intradermoterapia. São injetados no tecido gorduroso coquetéis de substâncias semelhantes às dos cremes para celulite, como ginkgo biloba.

Entre os aparelhos, os mais eficazes combinam procedimentos, segundo a dermatologista Denise Steiner. Alguns têm laser associado a ultrassom, radiofrequência e luz infravermelha.

Segundo Komatsu, essas técnicas não invasivas podem destruir células gordurosas. “Mas os efeitos em comparação à cirurgia são inferiores.”

Já os cremes são controversos. Para Komatsu, são “enganação”.

A dermatologista Denise Steiner diz que não dão resultados isoladamente nem alteram o corpo. Podem melhorar o aspecto da pele, hidratando-a.

Ligia Kogos afirma que eles podem funcionar se contiverem ativos “poderosos” como cafeína e oxandrolona.

Alimentos que retêm menos líquido ajudam. Inhame, tomate, alho, aveia, cebola e brócolis, além de água e chá, têm esse poder, afirma a nutricionista Tanise Amon.

Ela recomenda ainda dar preferência a proteínas de fontes magras, como clara de ovo e peixes.

Mito

Na academia, não adianta fazer exercícios para glúteos à exaustão, segundo o diretor-técnico da Bio Ritmo Saturno de Souza. “É mito. Os resultados são melhores quando se cuida do corpo todo.”

Uma combinação de exercícios aeróbicos e musculares beneficia os sistemas cardiovascular, circulatório e linfático e diminui a chance de o problema aparecer, diz.

Mas a grande causa é a predisposição genética, diz Souza. “Aí, tem que brigar com a família.”

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 23 de abril de 2011 às 0:35
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Medicina Estetica não é especialidade médica reconhecida.

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SEXTA FEIRA, 25/03/2011

Conselho aperta cerco ao grupo da medicina estética

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

O CFM (Conselho Federal de Medicina) quer fechar o cerco à medicina estética, que, apesar de ter até sociedade brasileira, não é considerada uma especialidade.

“Qualquer médico que disser que está fazendo medicina estética está contra lei”, diz Antônio Pinheiro, conselheiro do CFM.

No próximo dia 31, a entidade fará uma reunião para discutir publicidade médica. Hoje, já é considerado ilegal pelo conselho que um médico faça propaganda da “especialidade”.

Agora, o conselho quer definir melhor quais casos são considerados publicidade. “Vamos construir uma padronização. Só o ato de anunciar “medicina estética”, mesmo que seja no cartão de apresentação, no carimbo ou na placa do consultório, será irregular”, diz Emmanuel Fortes, terceiro vice-presidente do CFM e coordenador da Codame (comissão de propaganda médica).

As restrições à publicidade profissional devem vetar outras práticas, como o anúncio de cirurgia plástica por não cirurgiões.

A medicina estética existe no Brasil de forma organizada desde 1987, quando foi criada a sociedade brasileira. Há 15 anos, a entidade dá cursos de pós-graduação lato sensu (popularmente chamados de especialização).

Para fazer o curso, que dura dois anos, basta ser médico. Não é preciso ter nenhuma outra especialidade.

Para Valcinir Bedin, presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, a proibição é desnecessária e exagerada.

“Quando informamos que fazemos medicina estética, não dizemos que é uma especialidade. É como se fosse uma área de atuação”, diz.

Para ele, a medicina estética preenche uma lacuna entre a dermatologia e a cirurgia plástica. O profissional é capaz de fazer procedimentos como peelings, botox e preenchimentos de rugas.

Segundo o CFM, as outras especialidades já são capacitadas para fazer esse tipo de intervenção.

QUEM FAZ PLÁSTICA

Para Cláudio Roncatti, cirurgião plástico, o problema esbarra em outra questão mais séria: muitas vezes, a medicina estética passa uma falsa ideia de especialização em cirurgia plástica. “Para ser cirurgião, não basta fazer um curso rápido”, diz.

Bedin reconhece que muitos médicos da área estética acabam fazendo essas cirurgias, mas condena a prática.

“Devemos fazer procedimentos não cirúrgicos”, diz.

Ao ser mais rigoroso com a publicidade médica, o CFM também pretende inibir que outras especialidades que não a dos cirurgiões plásticos façam esse tipo de procedimento. “Não podemos proibir que outros médicos façam plástica, mas podemos proibir que eles divulguem isso”, afirma Pinheiro.

De acordo com Sebastião Guerra, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, hoje já não é permitido que não cirurgiões façam lipoaspiração.

“Vale para qualquer tipo de lipoaspiração, mesmo as pequenas, que não precisam de internação.”

 

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 14 de abril de 2011 às 15:56
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Amanha, dia mundial da sáude. Médicos fazem o seu protesto.

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Como forma de apresentar à população as reivindicações da classe, dirigentes do Conselho Regional de Medicina do Paraná, da Associação Médica do Paraná e do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná produziram um panfleto a ser distribuído no “Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde” durante a mobilização realizada na Capital paranaense.
Em Curitiba, estão sendo realizadas ações nos dias que antecedem à paralisação com intuito de conscientizar a sociedade a respeito do protesto. Em uma tenda montada na Boca Maldita, calçadão da rua XV de Novembro, o SIMEPAR irá distribuir a carta aberta à população, documento produzido especialmente para orientar os pacientes sobre o protesto médico contra os abusos das operadoras de planos e seguros-saúde e esclarecer que os médicos não deixarão de atender pacientes de urgência e emergência. No dia 7 de abril, as atividades estarão concentradas na sede da AMP, em Curitiba, a partir das 8h30, e uma manifestação pública marcará o encerramento do dia.
Nas cidades do interior do Estado, as entidades regionais e lideranças médicas estão articulando mobilizações para o protesto do dia 7. Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá já tem programação definida.

O movimento é em defesa da prática segura e eficaz da Medicina e, sobretudo, da qualidade na assistência prestada aos cidadãos.

fonte: Jornal do Conselho Regional de Medicina do PR.

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 6 de abril de 2011 às 20:04
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Tatuagens e risco aumentado de hepatite C

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Estudo associa maior número de tatuagens a risco elevado de hepatite C
Notícias

Pessoas que não se cansam de marcar seu corpo com tatuagens parecem ter maior risco de ter hepatite C e outras doenças no sangue, segundo recente estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá. Avaliando 124 estudos em 30 países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, os especialistas notaram que a ocorrência de hepatite C é diretamente associada ao número de tatuagens de uma pessoa.
O médico Siavash Jafari, líder do estudo, alerta que, “considerando que os instrumentos das tatuagens entram em contato com o sangue e com os fluidos sanguíneos, infecções podem ser transmitidas se esses instrumentos forem usados em mais de uma pessoa sem serem esterilizados ou sem as técnicas de higiene adequadas”. Ele acrescenta que, muitas vezes, as tintas não são armazenadas em recipientes esterilizados, além de algumas conterem componentes tóxicos, incluindo até tinta de parede e de impressora.

Publicados na edição deste mês do International Journal of Infectious Diseases, os resultados indicaram também que os tatuados enfrentam outros problemas, incluindo o risco de reações alérgicas, HIV, hepatite B, infecções bacterianas ou com fungos, além de outros problemas na hora de fazer a remoção de uma tatuagem indesejada.

Baseados nos resultados, os especialistas defendem a adoção de diretrizes mais rígidas para os tatuadores e clientes e o reforço a essas orientações através de inspeções e registros de eventos adversos. Eles também recomendam programas de prevenção com foco nos jovens e presidiários. “Os clientes e o público em geral devem ser educados sobre os riscos associados às tatuagens, e os tatuadores precisam discutir os riscos com os clientes”.

Fonte: University of British Columbia. Press release. 06 de agosto de 2010.

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 4 de abril de 2011 às 0:43
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Médicos em guerra contra planos de saúde.

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A Gazeta do Povo, um dos principais jornais do Estado, divulgou na capa da edição de domingo, 27 de março, notícia sobre a paralisação nacional dos atendimentos médicos, agendada para o dia 7 de abril. Na oportunidade, a reportagem informou que os profissionais afirmam que o valor da consulta está defasado em 92% e reclamam de omissão da ANS. Veja abaixo a íntegra da notícia.

Manter um plano de saúde privado está cada vez mais caro. Desde 2000, a mensalidade dos planos individuais e familiares – que representam mais de 20% dos 45,5 milhões de coberturas ativas no país – subiu 26,6 pontos porcentuais acima da inflação. E outro aumento está a caminho: a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve anunciar até o fim de abril a correção que será aplicada aos planos neste ano – reajuste que chegará em um mo­­mento crítico do relacionamento entre planos e profissionais de saúde, com consequências evidentes para os usuários.
Alegando uma defasagem de 92% na tabela de honorários, os médicos planejam uma paralisação nacional para 7 de abril, quando prometem suspender todos os atendimentos, consultas e exames pelos planos marcados para a data. Segundo as entidades que coordenam a mobilização, os pacientes previamente agendados para o dia 7 de abril serão atendidos em outro dia, e o protesto não abrangerá casos de urgência e emergência.
A classe médica reivindica o reajuste dos honorários, ao mesmo tempo em que reclama da omissão da ANS na fiscalização do setor e exige a aprovação de um projeto de lei que regulamente a relação entre operadoras e prestadores de serviço.
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a “greve” deve atingir 160 mil profissionais que mantêm relação com planos de saúde, seguradoras ou cooperativas médicas – número que representa 46% do contingente de médicos do país.

“SUSão”

“As operadoras têm bastante caixa financeiro. Já o médico, que presta o serviço na ponta, não recebe a contrapartida. Esse é um movimento pela dignidade de uma profissão. Chegamos a uma fase em que está se tornando insuportável manter um consultório aberto atendendo pelos planos”, alega o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo.
Segundo ele, o valor médio recebido por consulta coberta pelos planos é de R$ 42. “Se um médico fizer 170 consultas por mês e colocar em uma planilha todos os custos de manutenção do consultório – secretária, encargos trabalhistas, luz, água telefone, impostos, aluguel etc. –, vão sobrar R$ 5,53 líquidos por consulta”, diz.
Como consequência disso, afirma o conselheiro do CFM Celso Murad, alguns médicos vêm diminuindo o tempo de duração das consultas para engordar a “escala” e, consequentemente, garantir a sobrevivência econômica das clínicas.
“Do jeito que está, a medicina suplementar vai acabar virando um SUSão, reproduzindo problemas como demora no atendimento, qualidade precária e poucos profissionais, com aquilo que classificamos de estrangulamento por demanda”, avalia Murad.

Dependência mútua
Mesmo assim, especialistas em saúde suplementar não apostam em um colapso que leve a um eventual “apagão” do sistema de planos de saúde. Isso porque essa disputa se resume fundamentalmente a uma questão de negociação financeira entre médicos e operadoras. Se por um lado os médicos ganham pouco – em algumas especialidades o valor é de R$ 20 por consulta –, por outro existe uma “dependência” econômica dos profissionais em relação ao convênio. Para os médicos credenciados, os atendimentos pelos planos de saúde representam, em média, 85% do volume de pacientes do consultório, com participação equivalente no faturamento das clínicas.
Pelo lado das operadoras, a saúde financeira das empresas permite uma margem para negociação de valores que atendam aos anseios da classe médica. “Não é um setor deficitário. No ano de 2009, as 1,5 mil operadoras do país arrecadaram R$ 61 bilhões. Pode ser um argumento para os profissionais pleitearem um aumento ainda maior”, avalia o professor de Direito do Consumidor Cristiano Heineck Schmitt, especialista no segmento de saúde suplementar. Segundo ele, mesmo com uma possível deterioração na relação entre médicos e operadoras, o direito de o usuário ser atendido continua garantido. A Lei dos Planos de Saúde (9.656/98) prevê a obrigatoriedade de uma rede credenciada minimamente capaz de atender à demanda.
“Em último caso [se não houver especialistas credenciados], as operadoras são obrigadas a reembolsar o valor gasto com o médico particular”, assegura. Caso as operadoras descumpram a lei, elas ficam sujeitas a multas, aplicadas pela ANS, de R$ 80 mil a R$ 900 mil.
Em nota, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa as operadoras, disse que a negociação sobre pagamentos a médicos, hospitais ou laboratórios é livre: “A Abramge esclarece que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços.” A entidade considera o movimento dos médicos aceitável, “desde que não prejudique o atendimento aos beneficiários dos planos de saúde”. A ANS, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “tradicionalmente não se pronuncia sobre o assunto”.

Setor precisará rever modelo, diz especialista
A sobrevivência do sistema brasileiro de saúde suplementar depende de uma revisão na forma de prestação de serviço e da reformulação do próprio modelo de financiamento do setor. A avaliação é do advogado José Luiz Toro, presidente do Instituto Brasileiro do Direito da Saúde Suplementar (Indss). “Os prestadores ganham dinheiro na utilização do plano e na prescrição de procedimentos. Quanto mais se usa, quanto mais exames, mais se ganha. Deveríamos chamar de plano de doença, e não de plano de saúde”, ironiza.
Segundo Toro, o modelo atual é incompatível com a realidade econômica das empresas, que veem o custo médico-hospitalar cada vez mais alto. “Hoje nós temos um re­­gi­­me de mutualismo, com a socialização do risco. Existe também um pacto de gerações, em que os mais novos pagam mais que os mais velhos. Mas o progressivo en­­velhecimento da população tende a colocar esse modelo em risco”, avalia o advogado. Para ele, o ideal seria encontrar um modelo híbrido, mesclando o modelo atual com um sistema de capitalização para procedimentos de alto risco.

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 28 de março de 2011 às 17:13
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ALERTA PÚBLICO SOBRE PROCEDIMENTO DE PREENCHIMENTOS ESTÉTICOS

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Em virtude da larga divulgação de procedimento conhecido como bioplastia executado por médicos, inclusive em programas de televisão, e considerando aspectos éticos e técnicos dessa prática, as Câmaras Técnicas de Cirurgia Plástica e de Produtos e Procedimentos em Estética deste Conselho Federal de Medicina resolveram, em reunião conjunta realizada em 17/03/2006, emitir o seguinte comunicado:

1. O produto usado, o PMMA (polimetilmetacrilato), em diversas apresentações comerciais, encontra-se, em algumas formas, registrado na ANVISA para uso específico e determinado;

2. Não há estudos sobre o comportamento a longo prazo desse produto usado no corpo humano para preenchimentos, principalmente em grandes volumes e intramuscular;

3. Recomenda-se aos médicos cautela nessa prática, no sentido de proteção maior aos pacientes, os quais podem ser influenciados pela divulgação fantasiosa e exagerada;

4. É preocupante a constatação de que não-médicos aventuram-se de maneira irresponsável em procedimentos invasivos de preenchimentos, expondo pacientes a riscos inaceitáveis;

5. Esta recomendação é necessária até que estudos embasados técnica e eticamente possam comprovar a eficácia e a não-maleficência deste procedimento.

ANTÔNIO GONÇALVES PINHEIRO Vice-Presidente do Conselho Federal de Medicina Coordenador das Câmaras Técnicas de Cirurgia Plástica e de Produtos e Procedimentos em Estética

Fonte: Site da SBCP: www.cirurgiaplastica.org.br

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 25 de março de 2011 às 12:56
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Tomar sol ajuda proteger os neuronios!

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Pouca vitamina D no organismo pode comprometer a função cognitiva

Dermatologistas costumam alertar: para expor a pele aos raios solares é preciso aplicar protetor, o que evita câncer e envelhecimento precoce. Mas fugir do sol também traz consequências graves para o cérebro. Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.

“Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Além disso, ela ativa e desativa as enzimas no cérebro e no fluido cerebrospinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos”, explicou o pesquisador Robert J. Przybelski, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin. Os estudos em animais e em laboratório sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.

Dois novos experimentos revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro, conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, avaliou o índice da presença da vitamina em mais de 1.700 ingleses com mais de 65 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos de acordo com os índices da substância encontrados no sangue: profundamente deficiente, deficiente, insuficiente e excelente; em seguida, foram testados quanto à função cognitiva. Os cientistas descobriram que, quanto mais baixos os níveis, maior o impacto negativo no desempenho na bateria de testes mentais. Se comparados a pessoas do grupo excelente, os que apresentavam valores mais baixos corriam mais risco de ter alguma deficiência mental.

O segundo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concentrou-se nos níveis de vitamina D e no desempenho cognitivo de mais de 3.100 voluntários entre 40 e 79 anos em oito países europeus. As informações mostram que os participantes com níveis mais baixos demoraram mais tempo para processar informações. Essa correlação foi particularmente expressiva entre os homens com mais de 60 anos.

“O fato de essa relação ter sido estabelecida em larga escala e em um estudo com seres humanos é muito importante, mas ainda há muito a ser estudado. Embora saibamos que o baixo grau da vitamina está associado ao comprometimento mental, não descobrimos se os altos reduziram a perda cognitiva”, salienta Przybelski.

Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões. Przybelski, por exemplo, planeja um estudo sobre isso para verificar se afetará a incidência de Alzheimer em longo prazo. Então, quanto de vitamina D é suficiente? Alguns especialistas dizem que de 15 a 30 minutos de exposição ao sol, de duas a três vezes por semana, seria o ideal para adultos saudáveis. É importante lembrar que fatores como a cor da pele, o local de residência e a área exposta ao sol afetarão o volume de vitamina D produzido por cada um.

FONTE: Revista Mente&Cerebro

  • por: Plastica e Saúde
  • Postado em: 22 de março de 2011 às 17:00
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    plasticaesaude Marcelo Takeshi Ono, Cirurgião Plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Amante da vida. Pai de primeira viagem. Péssimo jogador de futebol. De vez em quando acorda com vontade de escrever.
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