GEM – título de 1977 completa 40 anos; onde está o troféu?

Onde está o troféu do GEM de campeão em 1977?

O troféu referente ao título de campeão do Paranaense de 1977 conquistagdo pelo Grêmio Maringá está em local incerto. Com a desativação do clube, a partir de 1996, todo o patrimônio histórico da agremiação se diluiu, levando para acervos pessoais de ex-funcionários ou simplesmente desprezado em galpões que acomodaram a massa falida do clube. A reportagem entrou em contato com Osmar Braguim, último presidente da agremiação enquanto ativa. Segundo ele, a sala de troféus do alvinegro teria sido transferida para um armazém do Vale Azul, clube de campo que pertencia ao Alvinegro, e de lá não se teve mais notícias. “Ouvi dizer que o barracão onde estavam os troféus pegou fogo. Mas não sei exataamente o que aconteceu”, observou.

Além da taça de 1977, o Grêmio de Esportes Maringá recebeu do conselho Deliberativo do Grêmio Esportivo Maringá (campeão de 1963 e 1964) os canecos destas duas conquistas, além do troféu pelo título do Torneio Centro Sul x Norte Nordeste, título que decidiu com o Sport Recife em 1969 conquistando-o com duas vitórias por 3 a 0. Todas as taças desapareceram.

 

SALVE, SALVE, ALVINEGRO DO NORTE

Título histórico do Grêmio

Maringá completa 40 anos

  • Foi a última vez que o futebol da Cidade Canção conquistou um troféu na elite do Estado l Recorde de público jamais foi batido * Partida disputada no Estádio Couto Pereira, em 2 de outubro, terminou com o placar de 1 a 1 garantindo as faixas de campeão aos maringaenses

Neste dia 2 de outubro, o futebol profissional de Maringá comemora os 40 anos de um dos seus mais gloriosos feitos. Foi nesta data que a cidade experimentou pela última a vez a sensação de conquistar um título da principal divisão do futebol profissional do Estado.

De existência curta, mas intensa, o Grêmio de Esportes Maringá foi responsável pelo feito quando, em duelo com o Coritiba, sagrou-se o campeão da temporada de 1977. A partida final foi disputada no Estádio Couto Pereira e para o Alvinegro bastava um empate, já que no jogo anterior, no Willie Davids, tinha vencido por 1 a 0, com gol de Itamar. O confronto entrou se fixou na história por ser o evento que maior público levou ao estádio municipal. Foram 33 mil e 40 pessoas registradas pelas catracas, recorde que jamais será batido já que a capacidade da praça esportiva foi reduzida e hoje comporta apenas 21 mil torcedores.

No jogo do título o objetivo foi alcançado com o empate em 1 a 1, novamente gol do predestinado Itamar, que foi o goleador do ano com 14 gols marcados.

Fundado em 19 de dezembro de 1974, e com as atividades encerradas 22 anos depois, o Alvinegro surgiu para ocupar espaço deixado pelo Grêmio Esportivo Maringá, das mesmas cores, bicampeão do Estado nos anos de 1963/64 e campeão do torneio Robertinho, em 1969, por ação e força de lendas como Maurício, Evir, Zuring, Roderley, Garoto, Edgar, Oliveira e Pinduca.

Iniciativa do dirigente Elnio Silveira Polhman, o Apucarana, o novo GEM surgiu a partir de associação com o Maringá Esporte Clube, de cores azul e branca, e do amador Operário Esporte Clube. Do primeiro ficou com o Vale Azul Iate Clube e do OEC herdou o direito de se instalar na Brinco da Vila. Em 1975, sem o estádio Willie Davids, interditado para a troca de gramado, o time mandou seus jogos no Estádio Brasil de Marialva; no ano seguinte, de volta ao estádio municipal maringaense, ‘indicou’ que poderia entrar na briga pelo título, mas foi apenas o sétimo na classificação geral, tendo como destaque o atacante Paquito, artilheiro da temporada com 25 gols.

E veio o Ano da Graça. Em 1977, após uma primeira fase trôpega na disputa do Grupo Norte, com apenas quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas, o time precisou disputar a repescagem se manter na competição. O Alvinegro, que tinha no meio-campista Didi sua principal atração e contratou para esta fase o atacante Itamar, passou pelos concorrentes Paranavaí, 9 de Julho e Umuarama, de forma invicta e decidiu a permanência na competição com o campeão do Grupo Sul, o Rio Branco de Paranaguá: 3 a 0 no WD e 1 a 1 no litoral.

Assim, o Galo se qualificou para o quadrangular semifinal. No turno, vitória sobre o Atlético-PR, no WD, com gol de Itamar e público de 27.029 torcedores; empate na capital diante do Colorado em 1 a 1, outra fez gol de Itamar, e a conquista da condição de finalista com a épica vitória sobre o Coritiba em Maringá por 2 a 1 — gols de Didi e Freitas; Adílson fez para os visitantes – com 33.040 pagantes.

O returno teve vitória em Curitiba por 0 a 1 contra o Atlético-PR. Nivaldo marcou o gol; em casa, contra o Colorado frustrante empate em 2 a 2. Itamar e João Marques fizeram os gols (Torino e Edu pelo Colorado) e 17.253 torcedores pagaram ingressos. Na sequência o time faz no Couto Pereira partida que valeria o título, mas perde para o Coritiba por 2 a 1 (Washington e Adilson para o CFC e Nivaldo pelo GEM) e com isso permite uma final com os coxas brancas. No primeiro choque decisivo o estádio Willie Davids apanhou público de 27 mil torcedores. No primeiro tempo Aladim desperdiçou um pênalti e aos 29 minutos da segunda etapa Itamar escora cruzamento de Freitas e define o placar. O técnico Wilson Francisco Alves escalou Vagner; Valdir, Nilo, Cléber e Albérico; Didi, Nivaldo e Ferreirinha (João Marques); Freitas, Itamar e Marquinhos (Bugrão).

Na grande final, na capital, o empate servia aos maringaenses, enquanto o Coritiba precisava do triunfo para forçar uma terceira partida que seria disputada em Londrina. O Galo não dispunha de duas peças de sua ‘trindade’ do meio de campo. Suspensos, Didi e Ferreirinha cederam vagas para Assis e João Marcos. Gols só primeiro tempo. Washington para o Coritiba, aos 12, e Itamar, cobrando falta, aos 37 minutos. Fizeram o histórico duelo Vagner; Valdir, Nilo, Cléber e Albérico; Assis, Nivaldo e João Marques; Freitas, Itamar e Marquinhos (Golê).

 

CAMPANHA DO GEM NO ESTADUAL DE 1977

1ª fase entre os dias 27/3 e 15/6

GEM 2 (0) x (1) 2 Paranavaí

Matsubara 1 (1) x (0) 0 GEM

GEM 2 (1) x (2) 0 9 de Julho

Londrina 2 (0) x (2) 2 GEM

GEM 3 (2) x (1) 0 Umuarama

GEM 0 (1) x (1) 0 União Bandeirante

Centenário 1 (2) x (2) 0 GEM

Obs. entre parênteses o resultado no returno

Repescagem, entre os dias 21/6 e 24/7

Paranavaí 0 (0) x (5) 3 GEM

9 de Julho 1 (0) x (2) 1 GEM

GEM 5 (1) x (0) 0 Umuarama

Finais da repescagem nos dias 14/8 e 21/8

GEM 3 (1) x (1) 0 Rio Branco

Quadrangular semifinal, entre os dias 28/8 e 18/9

GEM 1 x 0 Atlético-PR

Colorado 1 x 1 GEM

GEM 2 x 1 Coritiba

Atlético-PR 0 x 1 GEM

Grêmio 2 x 2 Colorado

Coritiba 2 x 1 GEM

Finais, nos dias 25/9 e 2/10

GEM 1 x 0 Coritiba

Coritiba 1 x 1 GEM

Entenda por que tantos grêmios

23 de dezembro de 2016, às 19:29Cláudio Viola 1 Comentário

ENTENDA POR QUE TANTOS GRÊMIO

Historicamente o futebol profissional de Maringá é dividido em fases. E elas são distintas, embora ancoradas numa denominação básica que é Grêmio. A Primeira Divisão do Campeonato Paranaense (fiquemos apenas em nível de elite da competição) teve em épocas diferentes três agremiações representando Maringá com a sigla GEM, o que não representa nenhuma ligação entre as instituições.

O Grêmio Esportivo Maringá tem sua fundação em setembro de 1961. Foi campeão paranaense em 1963 e 1964, tendo conquistado em 1969 o torneio Robertinho, equivalente à segunda divisão nacional. Em 1971, no dia 1º de agosto, fez sua última partida perdendo para o Jandaia no Willie Davids por 0 a 1.

Nos Estaduais de 1972 e 1973 representou Maringá na competição o azul e branco Maringá Esporte Clube.

Em 1974 surgiu o ‘segundo’ Grêmio. Essa agremiação, alvinegra como as anteriores, sobreviveu até 1996. Fez seu jogo final perdendo por 0 a 1 para o Londrina, numa partida disputada em Arapongas já que, com dívidas na FPF, não podia jogar no Estádio Willie Davids.

No biênio 1997/98, a Cidade Canção foi representada no Campeonato Paranaense pelo Maringá FC (não o atual) que tinha as cores verde (predominante), preta e branca. Era o Lobo, que sucumbiu com apenas dois anos de existência.

O ‘terceiro’ Grêmio, esse que existe até hoje, também alvinegro, surgiu em junho de 1998. Impedido de usar a mesma grafia do grêmio anterior (Grêmio de Esportes Maringá), passou a ser conhecido como Grêmio Maringá GEM. No mesmo ano disputou a Copa Paraná, competição da qual foi campeão no ano seguinte vencendo o Londrina na final por 2 a 1, no WD; em 2000 participou da Copa Sul-Minas (com o Coritiba, Juventude-RS e Cruzeiro). Embora tivesse disputado um torneio nacional, o acesso à Primeira Divisão do Paranaense só aconteceu em 2001. Em 2002, no final da temporada, foi vendido para o empresário Aurélio Almeida que teria pago o equivalente a R$ 190 mil para ter direitos sobre a marca Grêmio Maringá S/S. Ficou na primeira divisão até 2004 quando foi rebaixado e até hoje não conseguiu voltar.

 

 

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Cerveja nos estádios: um brinde ao bom senso

O governador Beto Richa sancionou nesta segunda-feira a lei que devolve ao torcedor paranaenses o direito de ver jogos nos estádios e ginásios tomando cerveja. Uma proibição que perdurou por mais de uma década e não trouxe nenhuma contribuição nos sentido de minimizar a violência nas praças esportivas. No Paraná, em verdade, essa violência se concentra na capital, promovida por torcedores da dupla Atletiba. Os adeptos destes clubes são responsáveis por todo sangue derramado nas arquibancadas onde as equipes jogaram. Alguns fatos, inclusive, com repercussão nacional. Lembrem-se de quando a torcida coxa branca destruiu o estádio Couto Pereira inconformada com a queda do Alviverde para a Série B do Brasileiro em 2009; ou quando atleticanos foram a Joinville, em jogo contra o Vasco (2013), promover uma verdadeira batalha campal contra vascaínos. E tudo isso sem que os aficcionados dos dois clubes tivessem (era proibido) tomado uma única gota de cerveja.

No pacato interior paranaense a proibição de ‘gelada’ serviu apenas para afastar pessoas dos jogos; tirou um considerável fonte de arrecadação dos clubes e reduziu a oferta de trabalho, que é uma das características da atividade do futebol profissional.

Mas, felizmente, a canetada de Richa soluciona essa truculência contra os direitos do torcedor e cidadão. Um brinde, pois, ao bom senso.

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Paulo Alves se firma na elite da arbitragem

Num tempo de frequentes arbitragens ruins pelo Campeonato Brasileiro, foi uma ‘aula de apito’ o que fez Paulo Roberto Alves Junior na partida da quarta-feira entre Chapecoense e Corinthians. O maringaense (na verdade reside em Astorga, embora tenha se consolidado na arbitragem apitando pela Liga Desportiva de Maringá) foi seguro na direção de um confronto que tinha tudo para ser tenso. Anulou com precisão um gol de cada lado sem a necessidade de adotar o tão em voga ‘auxílio eletrônico”. Quando Rodriguinho fez o que seria o primeiro gol corintiano, Alves viu o meia do Timão permitir que seu antebraço impulsionasse a bola. Anulou o gol corretamente. Na segunda etapa detectou carga faltosa de Túlio Melo sobre Cássio no que seria o gol da vitória para os chapecoenses. Nenhuma uma voz se levantou contra a atuação de Paulinho Alves entre os avaliadores da imprensa. Ele decola para uma carreira que promete ser triunfal na arbitragem nacional. Integrante do quado da CBF desde 2012, esta foi sua terceira partida do Brasileirão na Série A. Pela Série B já tinha uma série de bons trabalhos, incluindo o mais polêmico, quando o Inter venceu o Náutico por 4 a 2 com quatro pênaltis (todos legítimos), em favor dos gaúchos. Com 34 anos, o representante comercial que tem o destemor como principal característica é sério candidato a um distintivo da Fifa.

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FPF remarca Maringá FC x Iraty para setembro

A Federação Paranaense de Futebol remarcou para o próximo dia 13 de setembro a partida entre Maringá FC e Iraty que seria realizada no último domingo, no Estádio Willie Davids pela quinta rodada da Taça FPF Sub-23. O confronto foi adiado por conta da acidente envolvendo o ônibus que transportava a delegação iratiense para Maringá, no sábado, nas proximidades de Imbituva. Em princípio o jogo seria nesta quarta-feira, às 20h15. Alguns jogadores ficaram feridos sem gravidade maior, mas o impacto psicológico do ocorrido fez com que a diretoria do clube do centro-sul solicitasse um período mais longo para a recuperação de atletas e integrantes da comissão técnica.

Com isso, o Maringá FC fica com três partidas a menos que a maioria dos competidores nesta primeira fase. Também foram adiados os confrontos com Operário de Ponta Grossa, em Maringá, e Rio Branco, no litoral.

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FPF remarca Maringá FC x Iraty para setembro

A Federação Paranaense de Futebol remarcou para o próximo dia 13 de setembro a partida entre Maringá FC e Iraty que seria realizada no último domingo, no Estádio Willie Davids pela quinta rodada da Taça FPF Sub-23. O confronto foi adiado por conta da acidente envolvendo o ônibus que transportava a delegação iratiense para Maringá, no sábado, nas proximidades de Imbituva. Em princípio o jogo seria nesta quarta-feira, às 20h15. Alguns jogadores ficaram feridos sem gravidade maior, mas o impacto psicológico do ocorrido fez com que a diretoria do clube do centro-sul solicitasse um período mais longo para a recuperação de atletas e integrantes da comissão técnica.

Com isso, o Maringá FC fica com três partidas a menos que a maioria dos competidores nesta primeira fase. Também foram adiados os confrontos com Operário de Ponta Grossa, em Maringá, e Rio Branco, no litoral.

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Operário na Série C do Brasileiro, há interesse do Maringá FC

A Série D do Campeonato Brasileiro, competição na qual o Maringá FC começa buscar vaga a partir deste domingo, com as disputas da Taça FPF Sub-23, pode ficar fora do foco do Operário de Ponta Grossa, que seria o principal concorrente dos maringaenses pela única vaga que a competição oferece.

Ocorre que o time de Ponta Grossa está com um pé na Série C do Campeonato Brasileiro. Ao eliminar o Espírito Santo nos pênaltis, domingo passado, o Fantasma se qualificou para as quartas de final da edição atual da Série D. Vai enfrentar o Maranhão e se passar já estará na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2018. O primeiro jogo será em São Luís e a volta na Princesa dos Campos. Torcida, pois, do MFC para os ponta-grossenses.

Nãos se pode, no entanto, subestimar os demais rivais. Além de Operário e o Maringá FC, estão na disputa pela vaga o Paranavaí, contra quem o Tricolor estreia no Willie Davids, às 11h, no domingo, Portuguesa, Andraus Brasil, Iraty, Toledo, Rio Branco Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu. Exemplo claro de que surpresas acontecem está na Divisão de Acesso deste 2017. Todos as projeções levavam para o acesso de Maringá FC e Operário. No caso dos maringaenses houve a confirmação, mas o Operário ‘patinou’ e vai ter que disputar a Segundona Estadual mais uma vez no próximo ano.

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A lógica. Ah, a lógica.

Temos pra mais de um século de exemplos de que no futebol a lógica serve apenas para derrubar os crédulos. Apostar que o time melhor vai vencer sempre (como acontece em basquete, voleibol e handebol, apenas pra citar esportes mais populares) não é prudente. Aposte menos quando a modalidade for o esporte bretão. Veja exemplos próximos. Na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, quando a competição teve início, era voz corrente que Maringá FC e Paranavaí brigariam pela segunda vaga na elite da próxima temporada com chances ‘bem maiores’ para os maringaenses. E isso aconteceu. Mas, prevaleceu a lógica? Quase não. O time da Cidade Canção não chegou à Primeira Divisão pela própria força como se previa. Teve mais sorte (ou dinheiro) do que juízo e foi favorecido por uma improvável combinação de resultados que deixou o Vermelhinho do Fim da Linha mais um ano ardendo nas chamas da Segundona.

Mas nem é esse o exemplo para caber no tema em questão. Vejam o caso do Operário Ferroviário de Ponta Grossa. Observe que acima discorremos sobre a segunda vaga para a Primeira Divisão. A primeira já estava ‘destinada’. Seria do Fantasma. Campeão do Estado em 2015, deslizou no ano seguinte e foi rebaixado. Porém o retorno eram favas contadas. Com estrutura de clube grande, campeão da Taça FPF Sub-23 invicto, disputante do Brasileiro da Série D nacional, dono de uma torcida que só se rivaliza no interior com a de Maringá, o Alvinegro da Princesa dos Campos estava nos trilhos para recuperar o acesso. Com facilidade.

Qual não foi o susto dos súditos da lógica quando se viu concluir a antepenúltima rodada da disputa. O Iraty, com uma dramática vitória por 2 a 3 no Estádio Germano Krüger, elimina de vez os ponta-grossenses que terão de permanecer por mais uma temporada na humilhante condição de aspirantes ao principal campeonato do Estado. A lógica. Ah, a lógica.

Ainda sobre a lógica.

No início da atual temporada, quando se disputam os estaduais, em São Paulo, onde acontece o mais importante dos regionais no País, ‘entendidos’ do futebol colocaram o Corinthians como a quarta força na competição. Era, a partir do viés dos que tudo sabem sobre o que outros fazem, a lógica. Pois bem. O Timão ficou com a faixa do Paulistão e emudeceu os críticos, que, sisudos, projetaram que o Campeonato Brasileiro colocaria a Fiel de frente com a realidade. Outra vez ‘pois bem’: vamos para a décima segunda rodada da temporada nacional e os corintianos estão na liderança isolados com sete pontos à frente do vice-líder e dez pontos a mais que o Palmeiras, a ‘quarta força’ no Brasileirão. É a lógica? Ah, a lógica.

Só mais uma

É possível encher páginas e páginas com essa abordagem. Mas, só mais uma. O Chile embarcou para a Copa das Confederações com o mais brilhante elenco de sua história no futebol. Com o status de bicampeão da Copa América, repleto de estrelas que cintilam na constelação do glamouroso futebol, europeu, os sul-americanos eram favoritos para o título do torneio aperitivo do Mundial, na Rússia. Dividiam com Portugal, os campeões do Velho Continente, essa condição. Têm, guardando as proporções, uma geração que lembra a brasileira de 1982 com Falcão, Zico, Sócrates e companhia. Quando eliminaram os lusos, na semifinal, os chilenos ficaram com as duas mãos na taça. Afinal, enfrentariam uma ‘menuda’ seleção alemã que não tinha no grupo um único jogador daqueles que foram campeões do planeta no Brasil, em 2014. Jogo vai, jogo vem, em campo a superioridade do time de Bravo, Beausejour, Aránguiz, Arturo Vidal e Alexis Sánchez, se impunha. E a lógica aos poucos se consolidava. Seria questão de tempo o gol – ou os gols – para sacramentar o que a maioria projetara. No apito final da partida deu Alemanha. Foi a lógica? Ah, a lógica.

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Maringá FC depende da própria força

E vai o Maringá FC para os passos derradeiros com o objetivo de pisar o solo firme da Primeira Divisão. Dependendo da própria força e até com a possibilidade de ter a missão facilitada caso o rival direto, o Paranavaí, tenha um tropeço na rodada final.

No próximo domingo a penúltima rodada pode definir a situação deste Grupo B. Para comemorar o retorno à elite do futebol estadual o Tricolor precisa de uma vitória simples diante dos paranavaienses no Fim da Linha; se empatar, ainda assim ficará em condições tranquilas, já que outro empate em Campo Largo, contra Andraus, na rodada final, também valerá a qualificação. No caso de perder, vai precisa superar o Andraus e torcer para que, em Cascavel, o ACP perca ou apenas empate com a Serpente no fechamento da fase. Todos os caminhos, portanto, indicam para a classificação do time de Fernando Marchiori. Em tese.

No Grupo A segue o imbróglio. O Grêmio Maringá S/S insiste na media cautelar que impetrou requerendo que a Portuguesa perca quatro pontos por suposta escalação irregular de jogador em partida da primeira rodada da fase de classificação. O Alvinegro perdeu as duas investidas que fez no TJD-PR, mas recorreu ao STJD. A chave tem Operário, Francisco Beltrão, Iraty e Portuguesa como classificados e com seus times inativos por conta do impasse.

Grupo B

CLASSIFICAÇÃO    P    J    V    E    D    SG

1 Maringá FC             10    4    3    1    0    5

2 Paranavaí                8    4    2    2    0    2

3 Cascavel CR           4    4    1    1    2    -2

4 Andraus Brasil     0    4     0    0    4    -5

Penúltima rodada

Domingo – 21/5

Grupo A

15h30 Iraty x Operário

15h30 Portuguesa x União

Última rodada

Domingo – 28/5

15h30 Andraus x Maringá FC

 

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Combinação para evitar o confronto entre Maringá FC e Operário

A rodada final da primeira fase da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense acontece neste domingo com praticamente tudo definido. Há duas questões em jogo. Saber quais as duas equipes que caem para a Terceira Divisão em 2018 e como será configurada a segunda fase, com a formação dos grupos para os quadrangulares semifinais.

Na definição das chaves que vão disputar os quadrangulares

a preocupação é dos dois principais candidatos ao acesso, Operário e Maringá FC. O time de Ponta Grossa é o primeiro colocado e precisa manter essa condição para evitar ficar na mesma chave dos maringaenses. Terá, então, que pelo menos empatar em casa com o Paranavaí, o segundo colocado. No caso de derrota, o Fantasma cai para a segunda colocação (o ACP será o líder) e nesse caso ficará no mesmo grupamento que os maringaenses. O Maringá FC, que está em terceiro, dificilmente perderá essa posição. Só cai para o quarto lugar se for derrotado pelo Iraty com diferença de nove gols. Os grupos serão montados com o seguinte critério: Grupo A – 1º, 4º, 5º e 8º; Grupo B – 2º, 3º, 6º e 7º. Os campeões de cada um dos grupos, que vão decidir o título da Segundona, estarão na Elite no ano que vem

Para evitar a vergonha do descenso a matemática é mais simples.Entrarão em campo com esse objetivo Grêmio Maringá e Andraus, no estádio Willie Davids. Para o Alvinegro basta um empate e estará entre os oito que vão à segunda fase. Ainda que perca poderá se classificar desde que a Portuguesa não supere o Cascavel em Londrina. O Apucarana Sports já está ‘degolado’.

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Justiça permite trabalho de treinadores não formados

O Conselho Regional de Educação Física perdeu nesta segunda-feira uma antiga batalha que travava no sentido de que o exercício da profissão de treinador de futebol fosse concedido apenas aos profissionais com diploma acadêmico. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou por unanimidade a apelação do Cref-SP para uma ação que havia sido impetrada pelo Sindicato dos Treinadores Profissionais de São Paulo que pediu (e conseguiu) liberar a atividade para ex-jogadores ou pessoas que sejam reconhecidas com a qualificação para trabalhar na área.

De acordo com o sindicato, o conselho exigia de maneira indevida a inscrição dos treinadores para exercer regularmente a profissão. Segundo o ministro relator, Herman Benjamin, a expressão “preferencialmente”,

encontrada no artigo 3º da Lei 8.650/93, mostra que há prioridade para os que possuem diploma em educação física para serem treinadores, mas que isso não proíbe àqueles que não são formados de exercerem de trabalhar em clubes, escolinhas de futebol ou associações que mantenham a modalidade. Desta forma

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