Mês: abril 2014



Brasileiro da Série D: abram alas que lá vai a Zebra

É certo que o Maringá FC vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, para tranquilidade da apaixonada torcida que o time confirmou ter com a boa participação no Estadual deste 2014. Natural que os dirigentes façam, como estão fazendo, a ‘ameaça’ de que participação pode estar comprometida no caso do clube não conseguir amealhar patrocínios que mantenham a equipe na deficitária competição. Mas esse apoio virá. De uma forma ou de outra, pois está posto que a existência de uma equipe profissional na cidade é imprescindível.O temor da diretoria (mais de parte do presidente de honra, o Zebrão) de que haverá dificuldades para conseguir recursos que possibilitem a manutenção de um qualificado grupo se justifica, pois afinal, percebe-se que o objetivo é não perder a credibilidade conquistada até agora, com salários em dia e todos os compromisso honrados. Relevante entender que na atualidade, o Maringá FC está na condição de bom produto. Logo, campanhas que forem feitas na busca do apoio do torcedor comum (Sócio-Torcedor, venda antecipada de pacotes de ingressos, comercialização de souvenirs, camisas, pizzas….) tendem a conseguir êxito. Há uma empolgação que precisa ser capitalizada com criatividade e empenho. Houve uma aplaudida mobilização de empresários, políticos, imprensa e setores diversos na empreitada que resultou na conquista do vice-campeonato, e, em consequência, vagas na Série D e Copa do Brasil. Se deu certo, então por que não manter todas essas mãos segurando esse leme?

3 Comentários


Um Estadual atípico, sem violência e com boa arbitragem

Atípico em diversos sentidos o Estadual deste 2014. A começar pelos finalistas. Intrusos, Maringá e Londrina foram à final nos ‘lugares’ do trio-de-ferro. Também incomum o fato de que, diferentemente de anos anteriores, os estádios voltaram a pulsar com públicos dignos de grandes centros. A média de torcedores dos finalistas (Maringá, 8.577 e Londrina 7.827 pagantes) é superior à maioria dos grandes clubes do País.

E o que dizer da paz entre os torcedores. Nas redes sociais até troca de gentilezas do tipo “somos rivais no campo e não inimigos na vida”. E o bom é que isso se traduziu no comportamento das fiéis. No caso de Maringá e Londrina, no jogo do Café nenhum incidente entre os adeptos das duas torcidas. Em Maringá, os azuis fizeram sua festa sem serem molestados, fato inimaginável nos tempos áureos do clássico do Café com o extinto Grêmio de Esportes. Creiam, na semifinal, antes do confronto Maringá FC e Coritiba, as organizadas Fúria e Império Alviverde fizeram um churrasco; no Couto Pereira a gentiliza foi devolvida com integrantes da facção coxa branca se juntando aos maringaenses para ‘comemorar’ a condição de finalista do time maringaense após o 1 a 1. Na mesma fase, em Londrina, os Fanáticos foram embora com a Falange Azul fazendo a escolta do ônibus. Além dos 4 a 1 que amargaram, os torcedores atleticanos não tiveram um arranhãozinho.

Desde que interior e capital se chocam, sempre se ouviu iradas manifestações contra a arbitragem de parte dos pés-vermelhos. Erros grosseiros e constantes minaram as possibilidades interioranas de chegar ao título por décadas. Há exemplo recente: no ano passado, o LEC não foi finalista por ter sido ‘esbulhado’ numa partida diante do Coritiba com três pênaltis não dados que mudaram o resultado do jogo e tiraram o Tubarão da disputa.

Neste singular 2014 não houve nada disso. Não permanece na lembrança de ninguém um só lance que pudesse, por erro de mediadores, ter alterado algum resultado na temporada. Os árbitros estiveram impecáveis. Nos dois jogos decisivos, Adriano Milczvski e Fábio Filipus levaram notas expressivas de todas as equipes esportivas que transmitiram os confrontos.

É, um ano bem atípico no futebol paranaense. Será que o mundo vai acabar?

 

 

Comente aqui


A lição que fica e o jornalista que envergonha a classe

No campo um confronto limpo, leal, com a determinação londrinense sendo premiada por suportar o maior volume de jogo do Maringá FC. Fora dele desorganização na entrada e na saída e a vergonhosa interferência do apresentador da Rede Massa, Lourival Santos, que foi preso por racismo. O individuo chamou de ‘macaco’ o lateral-direito Maicon Silva. Uma atitude repugnante que a classe deve condenar oficialmente. A ACEP – Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná precisa banir essa figura do meio.

Castigado, o Maringá FC fechou uma brilhante campanha pagando o preço de desperdiçar gols. Muitos. A apaixonada torcida maringaense contabiliza um prejuízo histórico. Vê o principal rival por a mão no quarto título com o artilheiro da temporada, Cristiano, cobrando para fora o pênalti decisivo. Coisas do futebol.

 

 

 

5 Comentários


Lições do primeiro round entre Maringá FC e LEC

Que lições deixou a partida do Estádio do Café ao Maringá FC que possam ser úteis em relação ao decisivo jogo que vai definir o campeão do Estadual? Pergunta que os londrinenses também se fazem. No caso do time da Cidade Canção, a principal, certamente, é a de que não se deve adotar esquemas específicos para jogos pontuais. Muitos sugeriam (este colunista, inclusive) que o MFC no compromisso anterior adotasse uma estratégia cautelosa para ‘de jeito nenhum’ voltar da Capital do Café com derrota superior a um gol; que considerasse a igualde um excelente resultado e só ousasse partir para o ataque se detectasse fragilidades no adversário.

Claudemir Sturion não fez nada disso, e, convenhamos, por isso colheu um resultado considerado bom. Empatou sem jogar para empatar e instalou no rival a sensação de que aquele foi ‘um empate com gosto de derrota’. É certo que por ousar ofensividade, correu riscos de ser batido. Mas é do jogo. O treinador se mostrou destemido. Jogou como quem pretendia ganhar, com base no fato de que seu time é melhor do meio para a frente, e não esteve longe de conseguir. As chances que tiveram Serginho Paulista e Cristiano, foram, de todas as desperdiçadas pelos dois times, as mais claras de se chegar a gols que poderiam ter determinado o triunfo.

 

2 Comentários


LEC tem obediência tática e determinação

Quando o Londrina, na última quarta-feira, fez o improvável 4 a 1 sobre o Atlético, no Estádio do Café, assegurando de forma heroica a condição de finalista do Paranaense, não tinha como adversária uma equipe jogando mal. Pelo contrário, apesar do ‘pesadão’ Adriano, o Furacão apresentou na maior parte do tempo desenvoltura, objetividade e com frequência levou perigo ao gol do Tubarão. Os destaques do jogo, Marcos Guilherme e Hernani, vestiam vermelho e preto, embora o oportunismo de Arthur (que marcou três gols) tenha merecido todos os holofotes.Cabe, então, a pergunta: se jogou bem, por que perdeu? O futebol, sabemos, é, em todos os esportes, a modalidade mais imprevisível. Afirmar que os londrinenses venceram sem mérito não é sensato. Antes, é preciso buscar no comportamento dos comandados do competente Cláudio Tencati o fator que determinou o triunfo frente a um qualificado adversário. E não é difícil encontrar. No LEC todos jogam de forma muito determinada. Do ‘goleiro ao ponto esquerda’, para usar uma expressão antiga.

Obedientes ao projeto tático, os jogadores dão mais de si do que é comum. Foi assim no gol que valeu o empate, ainda na primeira etapa, quando o aguerrido camaronês Joel abriu luta de mano com o zagueiro atleticano, pelo lado esquerdo, e destinou a bola para Arthur, embaixo do gol, dar início à histórica reação. Quando o mesmo Joel marcou o primeiro da virada, a jogada também saiu de uma ação individual que foi exemplo de raça. O lateral-direito Maicon Silva invadiu a área atropelando a defensiva rival e, aos trancos e barrancos, fez a bola chegar a caráter para o gol do camisa 11. Os outros dois tentos também foram conquistados tendo como caraterística o empenho de quem nunca se entrega.

Claudemir Sturion, o técnico do Maringá FC, viu o jogo com seus pares de comissão técnica. E, certamente, percebeu que não bastará ao seu time ser superior do ponto de vista técnico (e o MFC talvez seja) se não houver um plano para neutralizar o ‘locomotivismo’ do Tubarão.

 

 

4 Comentários