Mês: fevereiro 2015



Sinal de alerta ligado no Maringá FC

 

Quando, no próximo domingo, o árbitro apitar o término da primeira etapa da partida entre Maringá FC e Rio Branco, no Estádio Willie Davids, ele estará sinalizando a metade exata desta primeira fase do Campeonato Paranaense. No caso dos atacantes maringaenses continuarem com o desempenho que marcou o time nas cinco rodadas já realizada (atuações apáticas, sistemático desperdício de gols e incapacidade de superar marcações de zagas medianas), a equipe estará entrando na perigosa condição de quem lutará para evitar a vergonha do rebaixamento. Não. Tudo não estará perdido. No caso de, a partir do segundo tempo, o time consolidar vitória sobre os parnanguaras, as chances de classificação entre os oito que vão à segunda fase para o cruzamento que definirá os semifinalistas serão reais. A competição está equilibrada e uma sequência de resultados bons devolverá a confiança perdida pelo torcedor que não teve a sorte de ver seu time vencer um único confronto em casa.

Porém (ah porém, como cantaria Paulinho da Viola), se a Zebra amargar outro placar desastroso a vaca tricolor porá uma de suas patas no brejo. Para a surpresa de muita gente, inclusive deste escriba que viu no atual elenco capitaneado por Claudemir Sturion um time melhorado em relação ao que foi vice no ano passado.

E o Maringá FC tem no seu elenco ‘times’ para fazer qualquer uma das duas coisas. Será candidato à queda se repetir o primeiro tempo ridículo que fez diante do Paraná no último domingo. Errando passes amadoristicamente, desorganizado na sua concepção tática, chegando sempre por último nas divididas e finalizando ao estilo de quem joga peladas de ‘solteiros contra casados’. Uma coisa horrenda o que se viu diante do fraco time do Paraná Clube que fez dois a zero e saiu lamentando um placar tão mirrado.

Mas, se o time estiver com o torque daquele que jogou na mesma partida na segunda etapa, pegador, consciente, determinado e com ‘vergonha’, as possibilidades se ampliam e a primeira vitória, finalmente, poderá se contabilizada. Isso acontecendo, o time estará no páreo para a classificação. O maior desafio de Sturion, cismo, é dar estabilidade para seu grupo visando evitar oscilações como a do jogo passado. E não está posto que só a troca de duas peças foi o fator que determinou comportamentos tão diferentes entre o primeiro e segundo tempo. Até para não incinerar os jogadores que deixaram o jogo –- Juninho e Max –- para as entradas de Ítalo e Gabriel Barcos. O que mudou foi a atitude coletiva. Por qual razão, então, o time não adota essa ‘atitude’ durante os 90 minutos?

 

 

PARANAENSE

Sábado – 21/2

J. Malucelli 1 x 0 Foz do Iguaçu

Domingo – 21/2

Maringá FC 1 x 2 Paraná Clube

Rio Branco 0 x 0 Londrina

Cascavel 2 x 0 Nacional

Operário 5 x 1 Prudentópolis

Coritiba 2 x 0 Atlético

CLASSIFICAÇÃO           P     J     V     SG

1 J. Malucelli                   13    5     4        8

2 Coritiba                         12    5    4       4

3 Operário                       10     5    3       6

4 Londrina                      10     5    3       5

5 Cascavel                        9       5    2      3

6 Rio Branco                  7        5    2       1

7 Paraná                           7        5    2      0

8 Atlético                        7         5      2    -1

9 Foz do Iguaçu           6          5      2     -2

10 Maringá                   4            5     1     -3

11 Nacional                   0           5      0    -8

12 Prudentópolis       0            5       0     -13

Quinta-feira – 26/2

19h30 Atlético x Foz do Iguaçu

Sexta-feira – 27/2

19h30 Paraná Clube x Nacional

Domingo – 1º/3

16h J. Malucelli x Operário

16h Maringá x Rio Branco

16h Londrina x Cascavel

16h Prudentópolis x Coritiba

 

 

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Perdemos Djonga, o ‘Sangue Bom’

 

Conheci, tive o privilégio, o comentarista esportivo e ex-jogador Dionísio, que nos deixou nesta segunda-feira, aos 58 anos, por conta de uma síndrome colestática decorrente de uma lesão nas vias biliares. Ex-atleta com passagem por diversos clubes do País, incluindo os curitibanos Atlético, Coritiba e Pinheiros, além do Cascavel, Djonga, como era conhecido, foi para todos os companheiros de imprensa esportiva o “Sangue Bom”, denominação que ele emprestava às pessoas do seu convívio quando delas gostava. Passou por Maringá em 1997 como treinador dos profissionais do Maringá FC numa parceria ensaiada com o Paraná Clube, onde ele servia com o treinador nas categorias de base. Exemplo de humildade, simpatia e com um senso de humor incomparável, ele fez muitos amigos aqui na Cidade Canção e como cronista esportivo cativava a todos independentemente do prefixo. Estava comentarista da Rádio Banda B e serviu com competência singular outras emissoras da capital no rádio e televisão. Vai na paz ‘Sangue Bom”.

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Maringá FC vence NAC e se reencaminha no Estadual

 

Não estão resolvidos todos os problemas do Maringá FC com a vitória desta quarta-feira sobre o Nacional em Rolândia por 3 a 1. Está, porém, reencaminhado na direção do êxito o time que, mesmo sem triunfar nos três compromissos anteriores evidenciou qualificação técnica superior à apresentada no ano passado na campanha que rendeu o vice-título ao tricolor maringaense. Empatar em casa com o Operário (1 a 1), perder na capital para o Coritiba (3 a 1)e ser surpreendido pelo Londrina no Willie Davids (0 a 2), apavorou os pessimistas de plantão que se apressaram em projetar o caos para o grupo de Claudemir Sturion. Alguns, precipitados, chegaram a sugerir a troca do treinador. Bobagem. Sturion é o que há de melhor no mercado do futebol pela provada postura que evidencia um profissional sério e desprovido de invencionices. Trabalha com o que tem, dentro das limitações de uma agremiação interiorana, e do que tem consegue tirar o melhor proveito. Foi assim na temporada anterior quando chegou à inacreditável final do campeonato e só não foi campeão por punição da imponderabilidade dos pênaltis.

Passada a pressão de figurar na ponta vermelha da classificação, objetivos outros se apresentam. E quais são? Chegar entre os quatro primeiros da fase para, no eliminatório octogonal, fazer a segunda partida em casa e dessa formar ‘fungar no cangote’ do título ou, no mínimo, garantir calendário para o segundo semestre com qualificação para a Série D do Campeonato Brasileiro.

 

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